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sábado, 24 de dezembro de 2011

José Serra: “O Globo é um bom companheirooooo... ninguém pode negar.”

Cláudio Ribeiro, via Palavras Diversas

O bom amigo, seja lá de quem for, trata com lealdade seu companheiro.

Retribui carinhos e apoios.

Reconhece a dificuldade do amigo e, mesmo correndo risco de ser desmentido, desmoralizado, desacreditado, cede espaço, abre seu castelo para erigir uma fortaleza para proteger o capital moral e político de seu afeto.

O bom amigo pode ter lá seus interesses, mas compartilha as dores.

José Serra tem seu bom amigo, dentre outros iguais, uns pouco mais outros menos, em intensidade de devoção e de afinidades

O Globo, jornal carioca onde escrevem baluartes da intelligentsia neoliberal, como Miriam Leitão e Merval Pereira, abriu seu castelo para oferecer ao bom amigo, José Serra, em um espaço generoso para nobres leitores, a oportunidade de dizer que o livro de Amaury Ribeiro Jr. é, além de um “lixo”, parte de um estratagema político para cercear a liberdade de imprensa e abater a moralidade daqueles que a defendem e se contrapõe ao projeto de poder do PT.

Notória contradição
José Serra posa de defensor da liberdade de imprensa e O Globo, que defende a liberdade de opinião dos patrões das comunicações, trata de reproduzir em seus “domínios”, para, assim, retribuir um mimo ao amigo, por demais, necessitado de apoio neste momento.

Neste caso nada como criar uma nova hipótese, derrubar da pauta o assunto que mais se ouve falar na blogosfera, nas redes sociais e na internet: as graves acusações publicadas contra o governo FHC e, em especial, José Serra, durante o processo de privatizações, duramente silenciadas pela mídia que defende a “liberdade de opinião (?)”.

Ter amigos é essencial.

O Globo provou sua fiel amizade para com José Serra e os tucanos, não é demais lembrar que Fernando Henrique Cardoso escreve em suas páginas em laureada coluna.

O jornalão não deu, até o momento, a mínima para os documentos que provam os crimes cometidos contra o País, contidos no livro A Privataria Tucana, mas prefere ceder espaço para a defesa (mútua?) de interesses em um artigo de José Serra que foge totalmente a raia.

O tucano pode bater no peito e dizer: tenho amigos valorosos e fiéis.

Verdade, pois até em uma situação pouco afeita para demonstrações de lealdade canina como esta, não impediu o diário da família Marinho de acudir aquele a quem, veladamente, apoiou nas últimas eleições.

Clique aqui para ler “José Serra e a fúria do acuado”, de Fernando Brito.

By:  Blog Limpinho e cheiroso

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A visão do paranoico


Enquanto na chamada blogosfera o livro de Amaury Ribeiro Jr. "A Privataria Tucana" é o sucesso do dia, na imprensa tradicional, aquela controlada por meia dúzia de famílias - ou "grupos empresariais" -, que formam um dos mais duradouros oligopólios do mundo, é como se ele não existisse....

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A inútil “moralidade” seletiva da mídia



O que faria uma pessoa abrir uma empresa num paraíso fiscal?
Imagine se a filha ou o genro de Dilma Rousseff o fizessem?
Ou se este genro de Dilma Rousseff repassasse, desde uma empresa (sua) nas Ilhas Virgens uma bolada de dinheiro para outra sua empresa no Brasil e, acionado por dívidas previdenciárias, não tivesse nem mesmo um automóvel em seu nome para ser penhorado?
Ou se a filha da Presidenta estivesse respondendo na Justiça pela quebra do sigilo bancário de 60 milhões de pessoas, por acesso indevido aos cadastros do Banco do Brasil?
Ou se um diretor do Banco do Brasil comprasse, por operações cruzadas, praticamente uma prédio inteiro da Previ, caixa de previdência dos funcionários?
Tudo isso aconteceu e está documentado no livro de Amaury Ribeiro Júnior, com uma única diferença.
Os parentes eram de José Serra, não de Dilma Rousseff.
O que basta para não ser notícia nos nossos “moralíssimos” jornais.
Quando se age assim, desparece a autoridade moral para criticar.
E se enganam se acham que vão poder abafar o caso com a falta de notícias.
O livro de Amaury Ribeiro puxou vários fios da meada imunda das privatizações.
E este novelo vai ser exposto.
Ontem, aqui, já mencionamos um deles.
A AES, empresa americana que comprou a Eletropaulo e a Cemig – de uma forma que deixou até Itamar Franco, dócil às privatizações, indignado – também faz negócios com as elétricas brasileiras a partir das Ilhas Virgens.
Lá, em algumas simples caixa postal, ficam a dúzia de empresas-fantasmas que exploram a conta de luz dos paulistas e devem um fortuna ao BNDES.
A imagem é reproduzida de um dos contratos que se fez para encontrar saída para esta escandalosa inadimplência e favoritismo.
Contratos subscritos pelo srs. Britaldo Soares e Eduardo Berini, que são diretores da Eletropaulo e/ou procuradores de duas dúzias de empresas-fantasmas, que só existem no cartório do paraíso fiscal caribenho.
A privatização das empresas estatais é o maior escândalo da história do Brasil.
E, com os jornais ou contra eles, virá à tona.
Do Tijolaço