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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Alckmin ajuda Tony Blair a ficar ainda mais rico



Condenado pelos ingleses por apoiar a invasão do Iraque e por seus negócios obscuros com ditadores, o ex-premiê inglês, que mantém sua consultoria no ponto mais caro de Londres, receberá R$ 12 milhões para elaborar um plano estratégico para São Paulo; precisava disso, governador?

Brasil 247

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou ontem a contratação de um consultor de luxo: ninguém menos que Tony Blair, ex-primeiro-ministro da Inglaterra, que é condenado pelos próprios britânicos por seus deslizes dentro e fora do poder. Na história do seu governo, Blair será carimbado para sempre como o primeiro-ministro que, ao lado de George W. Bush, apoiou a invasão do Iraque enquanto os ingleses marchavam em Londres com cartazes com a mensagem “no blood for oil” (nada de sangue por petróleo). Fora do poder, se tornou dono de uma fortuna de mais de US$ 100 milhões, fazendo qualquer tipo de negócio – inclusive com ditadores, como Muammar Kadafi, dirigente líbio assassinado, e Paul Kagame, de Ruanda, acusado de violações aos direitos humanos.

Para formular um plano estratégico chamado “São Paulo 2030”, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo, a Tony Blair Associates receberá R$ 12 milhões, por um ano de trabalho. É uma consultoria de luxo, paga a um personagem que entende pouco ou quase nada de Brasil, numa parceria que se torna ainda mais estranha num estado como São Paulo, que tem a melhor universidade da América Latina: a USP.”
Matéria Completa, ::AQUI::

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Festa em São Paulo

Maluf se livra de condenação e pode assumir vaga

Folha de S.Paulo

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) cassou ontem a decisão que levou ao enquadramento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) na Lei da Ficha Limpa.

O julgamento deve permitir a liberação da candidatura de Maluf à reeleição para a Câmara, que havia sido barrada pelo TRE de São Paulo.

Apesar de o deputado ainda estar formalmente com o registro eleitoral indeferido, agora a defesa dele poderá pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a validação dos 497 mil votos que ele recebeu nas eleições deste ano.

Ontem a 7ª Câmara de Direito Público do TJ revogou um julgamento dela própria, de abril, que condenou Maluf pela suposta participação em um esquema para superfaturar uma compra de frangos pela Prefeitura de São Paulo.

O deputado venceu a causa por 3 a 2, com os votos dos desembargadores José Helton Nogueira Diefenthäler Júnior, Constança Gonzaga Junqueira de Mesquita e José Geraldo Barreto Fonseca.

Segundo Diefenthäler, o relator do processo, "há a necessidade de provas mais robustas de fraude ou da existência de medidas tomadas sem a menor justificativa. Somente assim se justificaria alguma espécie de punição".

O advogado de Maluf, Eduardo Nobre, afirmou que pedirá hoje ao TSE a aprovação da candidatura do deputado com base no julgamento. Na corte já tramita um recurso dele contra o enquadramento na Ficha Limpa.

Mais de um terço dos políticos julgados pelo TSE por conta dessa lei tiveram suas candidaturas liberadas
esquerdopata