Mostrando postagens com marcador Crime organizado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Crime organizado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A sorte está lançada: Eduardo Cunha, maior delinquente em atividade no país, parte para o golpe

Citado por delator, Cunha abre alas para o golpe

No mesmo dia em que foi citado por mais um delator da Lava Jato, que o acusou de ser responsável pela nomeação da diretoria internacional da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu seu parecer sobre o rito de eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff; Cunha afirmou que, mesmo que o pedido seja rechaçado por ele, caberá recurso em plenário; roteiro do golpe prevê exatamente isso: Cunha rejeita o pedido e, em seguida, um parlamentar da oposição apresenta o recurso; para que tenha início o golpe parlamentar contra a presidente Dilma, serão necessários 342 votos dos 513 deputados; a sorte está lançada.

247 – No mesmo dia em que foi citado por mais um delator da Lava Jato, que o acusou de ser responsável pela nomeação da diretoria internacional da Petrobras (leia mais aqui), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu seu parecer sobre o rito de eventual pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Cunha afirmou que, mesmo que o pedido seja rechaçado por ele, caberá recurso em plenário; roteiro do golpe prevê exatamente isso: Cunha rejeita o pedido e, em seguida, um parlamentar da oposição apresenta o recurso; para que tenha início o golpe parlamentar contra a presidente Dilma, serão necessários 342 votos dos 513 deputados (saiba mais aqui).

A sorte está lançada. Abaixo, reportagem da Reuters sobre a decisão de Cunha:


Cunha diz ser possível recurso se pedido de impeachment contra Dilma for negado

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou nesta quarta-feira sua resposta a questão de ordem sobre pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em que afirma ser possível apresentar recurso a eventual recusa do pedido em um prazo de cinco sessões da Casa.

A oposição apresentou questão de ordem na semana passada sobre pedido de impeachment e já havia alertado que pretende apresentar um recurso caso Cunha rejeite pedidos que aguardam decisão na Casa. 

(Por Leonardo Goy)
no: http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/09/a-sorte-esta-lancada-eduardo-cunha.html

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Banco suíço confirmou que Veja mentiu e publicou documento falso


Banco suíço confirmou que os extratos de suposta conta são 'falsos', diz Romário

Jamil Chade, correspondente em Genebra - O Estado de S. Paulo
GENEBRA - O senador e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ) garante que o banco BSI, citado como utilizado por ele para abrir uma conta sua no valor de R$ 7,5 milhões, indicou que os extratos publicados no Brasil em seu nome são "falsos". Em entrevista ao Estado, Romário aponta que tanto o banco como ele abrirão processos criminais. O senador, porém, vê o incidente como um alerta contra seu trabalho na CPI do Futebol, que começa suas atividades no dia 4 de agosto.

Reportagem da revista de esgoto Veja desta semana informou a existência da conta, que não teria sido declarada à Receita Federal no Brasil. Diante da revelação, Romário decidiu viajar até Genebra e, desde ontem, se reuniu com advogados e com o banco.

Segundo ele, o banco enviaria entre hoje e amanhã uma carta oficial a seus advogados para confirmar que a conta não existe.

"Mostramos os extratos e o banco garantiu que esses documentos são falsos", disse Romário, que retorna ainda hoje ao Brasil. "Eu vim aqui e confirmei o que eu já imaginava. Eu não tenho relação com o banco e tinha certeza de que esse dinheiro era impossível de ser meu. Ninguém esquece R$ 7 milhões, principalmente na crise", disse.

O senador e ex-jogador de futebol Romário (PSB-RJ), postou nas redes sociais uma foto em Gebera, na Suíça e ironizou acusação de que teria uma conta não declarada no país

"Estou triste e feliz. Se existisse esse dinheiro, seria algo ganho suado. Talvez eu teria esquecido, o que não é a minha cara", declarou.

Romário confessou que temia que uma conta pudesse ter sido aberta em seu nome, com documentos falsos, e deixou claro que vê a publicação da notícia como uma "manobra" para desestabilizá-lo antes da CPI ou mesmo de sua eventual candidatura para a prefeitura do Rio de Janeiro, em 2016.

"As pessoas sabem que a CPI vai começar e que tem a possibilidade de uma candidatura à prefeito do Rio em um ano”, disse. “Eles tentaram mais uma vez me destruir, denegrir a minha imagem. Mais uma vez, eles estão mostrando ao mundo que eu sou descente", insistiu, sem dar nomes.

No Brasil, porém, o senador vai pedir uma investigação para saber como os documentos foram produzidos.

Ironizando a situação, Romário ainda insistiu que não poderia "perder o gol". "Eu estava de férias, sentado, e a bola veio e quicou. Não tinha jeito. Está no sangue. Tenho que fazer o gol", disse.

Nas redes sociais, Romário também ironizou. “Chateado. Acabei de descobrir aqui em Genebra, na Suíça, que não sou dono dos R$ 7,5 milhões”. O ex-craque publicou uma foto sua em uma ponte de Genebra.

“Agora, aqueles que devem podem começar a contar as moedinhas, porque a conta vai chegar de todas as formas”.

No fim de semana, Romário anunciou a intenção de processar a revista e disse que não sabia se tinha uma conta na Suíça:  “Obviamente, fiquei muito feliz com a notícia. Assim que possível irei ao banco para confirmar a posse dessa conta, resgatar o dinheiro e notificar a Receita Federal. Espero que seja verdade, como trabalhei em muitos clubes fora do Brasil, é possível que tenha sobrado algum rendimento que chegou a essa quantia. Estou me sentindo um ganhador da Mega Sena, só que do meu próprio honesto e suado dinheiro”.

Nas redes sociais, ele ainda atacou. “Eu não finjo ser decente, não faço de conta ser sério e pareço ser correto. Eu sou!!!” 

Crime Organizado Impresso Veja. Procurada pelo Estado, a revista não quis se pronunciar sobre as declarações de Romário.
http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/07/banco-suico-confirmou-que-veja-mentiu-e.html

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Parlashopping de Eduardo Cunha custará mais caro que todos os estádios da Copa juntos

"Parlashopping" custará 8 vezes mais caro que esperado; 7 deputados decidirão toda a licitação
MSN
Emenda parlamentar aprovada juntamente com uma das mais importantes medidas provisórias do ajuste fiscal do governo, a parceria público-privada para a construção de três novos blocos e a reforma de outro na Câmara dos Deputados deve custar mais caro do que o planejado pelo presidente da casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em R$ 1 bilhão. De acordo com informações do blog Radar on-line, de Lauro Jardim, o "Parlashopping" custará cerca de 8 vezes esse valor.

Segundo o jornalista, mesmo com as contas ainda em aberto para o projeto, engenheiros da Câmara fizeram uma conta simples que mostra como os cálculos do peemedebista estão descolados da realidade das obras. Para tal constatação foi feita comparação da futura PPP com a parceria feita pelo governo do Distrito Federal para a construção de seu recém-entregue centro administrativo.

À época da votação, pouco mais de um mês atrás, foi mal visto por uma série de deputados. Parlamentares da esquerda rotularam-no como caso clássico de jabuti, termo usado no Congresso para emendas oportunamente encaixadas em projetos que não se relacionam com o tema. Neste caso, é difícil encontrar pontos em comum entre a proposta de aumento no PIS/Pasep-Importação e na Cofins-Importação e o desejo de se construir novos prédios para a ampliação dos gabinetes. Uma das alegações dos críticos é de que o destaque pode fomentar relações escusas de trocas de favores e tráfico de influência entre empresas privadas e parlamentares, o que facilmente poderia se alongar para a área do financiamento de campanha.

Já o argumento dos defensores da emenda caminhou no sentido de que seriam necessárias reformas na estrutura da Câmara e a criação de novas instalações para ampliação dos gabinetes. Essa é uma demanda histórica entre diversos parlamentares e também foi uma das promessas de campanha do atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para seu sucesso nas eleições da casa, derrotando o próprio psolista Chico Alencar, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Júlio Delgado (PSB-MG). Promover parcerias público-privadas seria uma oportunidade de se atender às demandas da casa sem gerar mais custos à União, respeitando assim o ajuste fiscal defendido pelo Planalto.

Em resposta às críticas, Cunha alegou que não haveria um shopping para deputados. Segundo ele, o novo prédio seria um complexo de gabinetes e serviços – poderão ser instalados escritórios políticos e partidários e cedidos ao parceiro privado espaços para pequenas lojas comerciais, restaurantes, lanchonetes e empresas prestadoras de serviços (passagens aéreas e bancos, por exemplo).

Conforme noticiou o jornal O Globo nesta segunda-feira (22), a construção do novo complexo deixará na mão dos sete parlamentares que compõem a mesa diretora da Câmara a decisão sobre o processo de licitação das obras. Atualmente, a casa tem cerca de 150 mil metros quadrados de área construída. O plano é concluir obra com um total de 332 mil metros quadrados construídos.
http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/06/parlashopping-de-eduardo-cunha-custara.html

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Entenda o silêncio de Ronaldo Fenômeno e Pelé sobre a corrupção no futebol

Corrupção na Fifa: Entenda por que o silêncio de Ronaldo e Pelé está ligado a J. Hawilla e aos EUA, país que lidera investigações


No país do futebol, não são poucos os brasileiros que se questionam sobre o silêncio de grandes ídolos da bola, como os ex-jogadores Ronaldo Fenômeno e Pelé acerca do escândalo de corrupção na Fifa. Uma rápida busca nas redes sociais permite ver que a demanda por uma palavra deles existe. Porém, a expectativa não deve ser atendida por pelo menos dois motivos: José Hawilla e os Estados Unidos.

Citado pela Justiça norte-americana como um delator no processo que investiga o pagamento de propinas a cartolas nos últimos 24 anos, o empresário brasileiro J. Hawilla possui conexões com os principais dirigentes do futebol nacional há décadas. Ele intermediou negócios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no auge da era Ricardo Teixeira. A empresa fundada por ele, a Traffic, comandou diversas negociações, de direitos de transmissão a jogadores.

A ligação com Hawilla fez do empresário Kleber Leite, ex-presidente do Flamengo,o primeiro alvo de buscas por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF), na quarta-feira (27), no Rio de Janeiro. As autoridades brasileiras participam do esforço concentrado que, além dos EUA, ainda possui um braço investigatório na Suíça – este apurando mais precisamente os processos das escolhas das Copas do Mundo de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar).

Tanto Ronaldo quanto Pelé possuem conexões antigas com Hawilla. O primeiro projeto do Fenômeno na área de comunicação, em 2002 – a compra dos direitos de transmissão do Campeonato Espanhol pela Rede Bandeirantes – aconteceu em uma parceria com a Traffic. Na época, Kleber Leite (então vice-presidente da empresa de Hawilla) disse ao jornal Folha de S. Paulo que a “intenção é fazer com que o brasileiro possa assistir ao maior jogador da atualidade todos os domingos”. Ronaldo integrava o time galáctico do Real Madrid na ocasião.

Posteriormente, a Traffic chegou a ter algumas disputas de mercado com a 9ine, empresa que o Fenômeno abriu para atuar no mercado do marketing esportivo – uma delas no Flamengo, como noticiou o Lance! em 2011. Apenas um ano antes, em uma festa que comemorou os 30 anos de atuação da Traffic no mercado, Hawilla reuniu a nata do futebol nacional – incluindo Ronaldo, Pelé e Ricardo Teixeira –, mostrando ao mundo por que era tido como "dono do futebol brasileiro".

Hawilla se afastou dos negócios e se mudou para os EUA em 2013. Lá, passou a ser figura importante na NASL, sendo dono inclusive de alguns times da liga que é uma espécie de segunda divisão do futebol americano. Em dezembro de 2014, Ronaldo adquiriu uma participação no Fort Lauderdale Strikers, time adquirido quatro meses antes por um grupo de empresários brasileiros da Traffic – que ainda detém o Carolina RailHawks.

A sociedade indireta entre Ronaldo e Hawilla no futebol dos EUA também atinge, em menor grau, o Rei Pelé. Enquanto explodia o escândalo da Fifa, com prisões em um hotel de luxo de Zurique – incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin –,Pelé estava em Nova York. Lá o maior jogador de futebol de todos os tempos fez história com o New York Cosmos, clube com o qual mantém relações (emocionais e econômicas) até hoje. Pelé inclusive irá com a delegação da equipe para Cuba, onde um jogo amistoso entre o Cosmos e a seleção cubana será realizado no dia 2 de junho.

Os dados disponíveis até o momento em torno das investigações nos EUA não implicam o nome de Ronaldo ou de Pelé em irregularidades. Possivelmente isso nem venha a ocorrer. O mesmo não pode ser dito da Traffic e da própria NASL. O executivo Aaron Davidson, ex-presidente dos Strikers, atual presidente dos RailHawks e da Traffic nos EUA, é um dos executivos da Fifa denunciados pelas autoridades americanas. Para tentar conter a crise, a NASL e seus executivos suspenderam Davidson e também os negócios com a firma de Hawilla.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Impeachment... Para Gilmar Mendes


Ministro do STF faz pouco caso das leis que deveria defender e age como um ditador de toga 

No tiroteio generalizado em que se transformou a agenda política, é difícil identificar consensos. Assim funciona o jogo democrático formal. Até o momento em que uma maioria se estabeleça, seja nas urnas, seja em tribunais. 

O Brasil assiste a um espetáculo digno das repúblicas bananeiras de outrora. Há mais de um ano, por 6 a 1, o Supremo Tribunal Federal decidiu proibir o financiamento privado de campanhas. Rendeu-se ao óbvio: grandes empresas despejam milhões e milhões em siglas investindo no futuro --delas, é claro. 

Uma engrenagem sem fim, pouco importa o governo. Os números de doações eleitorais são eloquentes quanto à "democratização" deste financiamento. Tem para todo mundo, do PT ao PSDB, do PMDB ao PP, e assim por diante. Do Metrô de SP à Petrobras, de Furnas à Telemar, de Marcos Valério a Eduardo Azeredo. 

Sob a pressão legítima contra a corrupção institucionalizada, o STF resolveu tomar alguma providência. Ninguém garante, longe disso, que a limitação da promiscuidade entre empresas e candidatos possa ser estancada com uma canetada. Mas inibe, e a redução de danos é o máximo que um sistema como o nosso poderia almejar no momento. 

Mas, pelo jeito, nem disso estamos perto. O ministro Gilmar Mendes atenta abertamente contra a Constituição e o regimento do STF e decide, ditatorialmente, que pouco interessa a voz da maioria. Pede vistas de uma votação já decidida, faz campanha pública contra os pares e impede a aplicação de uma sentença praticamente julgada. A democracia formal reza que a cada um, cabe um voto. Na "gilmarocracia", a cada um, ele, cabem todos os votos. 

O espantoso é observar o silêncio obsequioso do próprio Supremo, do Congresso, das instituições da sociedade civil em geral. Rápido no gatilho quando se trata de conceder habeas corpus para banqueiros graúdos, Gilmar se permite o desfrute de determinar o que pode ou não ser votado no tribunal: "Não podemos falar em financiamento público ou privado sem saber qual é o modelo eleitoral [...] Isso não é competência do Supremo, é do Congresso." E ainda humilha os colegas: "O tribunal não servirá de nada se não tiver um juiz que tenha coragem de dar um habeas corpus, de pedir vista." 

A história está cheia de exemplos de megalomaníacos. Idi Amin Dada, o ditador de Uganda, adorava se fantasiar de escocês enquanto massacrava opositores. Nero tocou fogo em Roma. Dispensável citar aquele austríaco tristemente famoso e os nossos generais-presidentes. 

Enquanto personagem histórico, Gilmar Mendes, claro, não está à altura de nenhum deles. Como disse Joaquim Barbosa antes de aderir ao panfletarismo eletrônico, o ministro Gilmar pensava que o país funcionava sob o jugo dos jagunços dele. Barbosa se foi. Gilmar e sua tropa ficaram. Enquanto isso, a oposição fala em derrubar Dilma porque ela resolveu se endividar para pagar em dia o Bolsa Família, programas de habitação e o seguro desemprego. 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Quem precisa de um Carlinhos Cachoeira?


A imprensa brasileira é, cada vez mais, uma terra sem lei, onde certos agentes políticos e jornalistas assumem práticas ilícitas como coisa corriqueira.


A parceria entre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, políticos de oposição e veículos de imprensa ruiu, depois que uma CPI Mista, instalada em 2012 pelo Congresso Nacional, desmascarou a que interesses ela servia. Carlinhos Cachoeira foi preso, o ex-senador pelo DEM Demóstenes Torres perdeu seu mandato, mas a imprensa continuou impune. E sem punição, transformou o mal feito em escola: a velha fórmula de obtenção ilegal de imagens permanece sustentando pretensas reportagens dos jornalões.

Em 2011, o ex-ministro José Dirceu teve sua intimidade violada, no hotel em que residia, em Brasília, por imagens publicadas pela revista Veja. A “justificativa” da revista era mostrar que, mesmo afastado do governo, ele continuava a receber autoridades da República para “conspirar” contra a presidenta Dilma Rousseff, acusação que a reportagem José Dirceu mostra que ainda manda em Brasília em nada contribui para comprovar, em um texto todo ele baseado em ilações.  

O repórter Gustavo Ribeiro até que tentou conseguir algum fato concreto para sustentar a manchete, só que por meio de prática criminosa. Chegou a ser denunciado à Polícia pela direção do hotel, que o flagrou tentando invadir o quarto de Dirceu. Não deu em nada. Só mais tarde, com a explosão das denúncias contra a quadrilha de Cachoeira, ficou claro que a organização clandestina teve participação na obtenção das imagens veiculadas por Veja, assim como influiu no enfoque de várias outras reportagens.

Escutas obtidas com autorização judicial comprovaram que Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista em Brasília, mantinha contato periódico com Cachoeira e outros membros da quadrilha para discutir pautas da revista. O assunto foi fartamente explorado pela CPI criada para investigar as relações escusas de Cachoeira com políticos. Os jornalistas envolvidos com a máfia chegaram a ser apontados no parecer do relator, deputado Odair Costa (PT-MG), conforme noticiou Carta Maior na reportagem “Quem são e o que fazem os jornalistas de Cachoeira”. No relatório final, porém eles foram isentos de responsabilidades.

Na semana passada, o mesmo José Dirceu, que agora cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, foi novamente vítima da publicação de imagens ilegais, obtidas durante uma visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, dessa feita publicadas pelo jornal Folha de São Paulo. E de forma ainda mais grave, já que a Lei de Execuções Penais é clara ao determinar que a intimidade do preso deva ser preservada. Além de que a juíza da Vara de Execuções Penais, Débora Valle de Brito, havia autorizado a visita com a condição de que não fossem feitos registros em fotos ou vídeos.

O Governo do Distrito Federal (GDF) abriu sindicância para apurar responsabilidades, mas é certo que o autor entrou na unidade penitenciária junto com os parlamentares que fizeram a visita. Em ofício encaminhado à juíza para esclarecer os fatos, a CDH descreve quem eram os membros da comitiva, entre deputados e assessores, e aponta quais dos últimos atenderam à determinação de  aguardar na sala do diretor, enquanto apenas os parlamentares se deslocavam até a cela de Dirceu. O documento deixa claro que um deles descumpriu a ordem.

Trata-se do assessor técnico da Liderança do PPS, Wiliam Pereira dos Passos, que, na ocasião, acompanhava o deputado Arnaldo Jordy (PPS-PR). Dois dos cinco deputados presentes afirmaram à Carta Maior que viram um assessor de Jordy na cela de Dirceu. Houve uma confusão inicial em relação ao nome do suspeito, visto que o secretário parlamentar de Jordy, Vicente Bezerra, também participou da comitiva. Mas os outros assessores que aguardaram na sala da direção confirmaram que Bezerra estava com eles. William, não.

William, assessor do PPS, é casado com uma jornalista da Rádio CBN, que é amiga do repórter fotográfico da Folha de S. Paulo, Alan Marques, que assina a reportagem que apresentou o vídeo ao país.  O episódio, certamente, não será pauta de nova CPI. Mas os resultados da investigação conduzida pelo GDF serão encaminhados à Corregedoria da Câmara, que poderá ou não determinar punição para o culpado. No máximo, a responsabilidade recairá sobre um dos elos da parceria que resultou na publicação do vídeo.

A imprensa, sem dúvida, seguirá com as mesmas práticas. No Brasil, como se sabe, não há nenhuma lei que regulamente o exercício profissional do jornalismo. Sequer o direito de resposta, princípio sagrado da profissão, está respaldado. Também não há nenhum controle dos veículos de comunicação, nem mesmo daqueles que são concessões públicas, os canais de rádio e TV. A imprensa brasileira é, cada vez mais, uma terra sem lei, onde certos agentes políticos e jornalistas assumem práticas ilícitas como coisa corriqueira. E se entendem entre si, sem sequer precisar terceirizá-las para bandos ou quadrilhas, como no passado. Em um cenário desses, quem precisa de um Carlinhos Cachoeira?

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Um sociopata na presidência do STF


247 – Se havia alguma dúvida a respeito do tipo de Justiça que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, gosta de praticar, essa se dissipou nesta quarta-feira 30. Apenas 48 horas depois de um laudo médico ter atestado boas condições de saúde para o ex-presidente do PT José Genoino, Barbosa vestiu a máscara de juiz durão, bem ao gosto do grande público, e determinou a volta dele, em 24 horas, para o Complexo da Papuda.

Ficou claro que, adoentado e à base de medicamentos, Genoino só voltou a ter boas condições de saúde exatamente porque pôde passar os últimos meses em prisão domiciliar, com atenções que nenhuma prisão pode proporcionar. Agora, com a decisão de Barbosa, os riscos à saúde dele voltam a estar presentes. Para o juiz, isso, como se diz, parece ser o de menos.

A mesma destreza para declarar a imediata volta ao cárcere de Genoino, no entanto, Barbosa não demonstra no caso do também ex-presidente do PT José Dirceu. Para este, o presidente do Supremo deixa de lado qualquer vergonha, ignora as críticas e o vexame jurídico que vai cometendo.

O presidente da mais alta corte do país está, simplesmente, mantendo embaixo do tapete a decisão da mesma mais alta corte do país de conceder um regime de prisão semiaberta para Dirceu. Não há sustentação jurídica para o que Barbosa está fazendo com o seu, digamos, condenado de estimação. Para Dirceu, na versão de Barbosa, a Justiça é outra do que é para todos os outros cidadãos brasileiros.

A rapidez com que o presidente do STF resolveu lançar Genoino de volta para detrás das grades - numa decisão que os advogados dele já recorrem ao plenário – é inversamente proporcional à leniência com que ele trata a flagrante irregularidade que ele próprio abateu sobre Dirceu.

Para uma Justiça que se quer cega e equânime, Barbosa não passa de um ex-promotor com sorte o suficiente para ter chegado ao topo da magistratura. Mas que, ao chegar lá, não soube se livrar de seu passado de promotor para fazer, com as bençãos de sua nova toga respeitada, a verdadeira Justiça.

A democracia brasileira não merecia os percalços que Barbosa lança sobre ela. Melhor é saber que ele vai passar, e que as instituições ficam. Enquanto ele ocupa a cadeira mais alta do Supremo, porém, o padrão está dado. Entre juiz e carrasco, Barbosa gostosamente prefere o segundo papel.

247 – Se havia alguma dúvida a respeito do tipo de Justiça que o presidente do STF, Joaquim Barbosa, gosta de praticar, essa se dissipou nesta quarta-feira 30. Apenas 48 horas depois de um laudo médico ter atestado boas condições de saúde para o ex-presidente do PT José Genoino, Barbosa vestiu a máscara de juiz durão, bem ao gosto do grande público, e determinou a volta dele, em 24 horas, para o Complexo da Papuda.

Ficou claro que, adoentado e à base de medicamentos, Genoino só voltou a ter boas condições de saúde exatamente porque pôde passar os últimos meses em prisão domiciliar, com atenções que nenhuma prisão pode proporcionar. Agora, com a decisão de Barbosa, os riscos à saúde dele voltam a estar presentes. Para o juiz, isso, como se diz, parece ser o de menos.

A mesma destreza para declarar a imediata volta ao cárcere de Genoino, no entanto, Barbosa não demonstra no caso do também ex-presidente do PT José Dirceu. Para este, o presidente do Supremo deixa de lado qualquer vergonha, ignora as críticas e o vexame jurídico que vai cometendo.

O presidente da mais alta corte do país está, simplesmente, mantendo embaixo do tapete a decisão da mesma mais alta corte do país de conceder um regime de prisão semiaberta para Dirceu. Não há sustentação jurídica para o que Barbosa está fazendo com o seu, digamos, condenado de estimação. Para Dirceu, na versão de Barbosa, a Justiça é outra do que é para todos os outros cidadãos brasileiros.

A rapidez com que o presidente do STF resolveu lançar Genoino de volta para detrás das grades - numa decisão que os advogados dele já recorrem ao plenário – é inversamente proporcional à leniência com que ele trata a flagrante irregularidade que ele próprio abateu sobre Dirceu.

Para uma Justiça que se quer cega e equânime, Barbosa não passa de um ex-promotor com sorte o suficiente para ter chegado ao topo da magistratura. Mas que, ao chegar lá, não soube se livrar de seu passado de promotor para fazer, com as bençãos de sua nova toga respeitada, a verdadeira Justiça.

A democracia brasileira não merecia os percalços que Barbosa lança sobre ela. Melhor é saber que ele vai passar, e que as instituições ficam. Enquanto ele ocupa a cadeira mais alta do Supremo, porém, o padrão está dado. Entre juiz e carrasco, Barbosa gostosamente prefere o segundo papel.

sábado, 18 de maio de 2013

Veja e Época colocam a faca no pescoço de Zavascki


Preocupadas com a possível reversão do julgamento da Ação Penal 470, as revistas semanais da Abril e da Globo tentam intimidar o mais recente ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo voto poderá ser decisivo para reduzir penas, inocentar alguns réus e até para preservar o mandato de parlamentares como João Paulo Cunha (PT/SP) e José Genoíno; se a mudança se confirmar, “seria escandaloso”, sacramenta Veja.
Brasil 247 – Pode estar nas mãos do ministro Teori Zavascki, o mais recente integrante do Supremo Tribunal Federal, o destino da Ação Penal 470. Por isso mesmo, ele é personagem de destaque em duas revistas semanais deste fim de semana, Veja e Época, que tentam convencê-lo, de maneira não muito sutil, a votar de acordo com seus interesses políticos no segundo tempo do julgamento.
Esta nova etapa deverá ser aberta na próxima semana, quando o plenário do STF se pronunciar sobre a admissibilidade ou não dos chamados embargos infringentes. O presidente da corte, Joaquim Barbosa, já se manifestou contrariamente à possibilidade de recursos, mas deve ser derrotado em plenário, uma vez que vários ministros que votaram contra a defesa, como Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, já sinalizaram que defendem os embargos.
Nesse cenário, o voto de Zavascki poderá ser decisivo, já que diversas votações dividiram o plenário e tiveram placares bem apertados. Por isso, Veja e Época deram início à operação “faca no pescoço”, expressão usada pelo ministro Ricardo Lewandowski para retratar a pressão exercida pelos meios de comunicação sobre os ministros do STF.
Em Veja, diz-se textualmente o seguinte:
“A reabertura do julgamento e a revisão das penas terão como fiel da balança o ministro Teori Zavascki, nomeado pela presidente Dilma Rousseff. Na primeira vez em que foi cotado para o posto, Zavascki se recusou a assumir compromisso com a absolvição dos mensaleiros, e as forças trevosas boicotaram seu nome. Na segunda tentativa, assumiu o posto. Será que ele conseguiu afastar aquele impedimento? Seria escandaloso.”
Na prática, temendo que Zavascki vote contra seu posicionamento político (e não jurídico, uma vez que este não existe), Veja coloca o ministro sob suspeita.
Época, por sua vez, tenta ser mais factual, na reportagem “O fator Teori”. Trata-se de um perfil do ministro gaúcho, onde se afirma que ele não submete a pressões – sem deixar claro, no entanto, se isso se refere a pressões dos réus, do PT ou das Organizações Globo, que editam a revista.
No texto, a revista lembra que Zavascki já se posicionou de forma clara em relação a três pontos que dividiram o STF. Em relação à cassação dos mandatos de parlamentares, em que a defesa perdeu por 5 a 4 depois que Celso de Mello esqueceu o que ele próprio havia dito, Zavascki já disse com todas as letras que a prerrogativa é do Legislativo – e não do Judiciário. Sobre formação de quadrilha, o ministro também critica a banalização desse tipo de imputação. Em relação a lavagem de dinheiro, ele afirma que deve se provar que o beneficiado tinha ciência da origem ilícita do dinheiro – o que poderá até absolver o deputado João Paulo Cunha (PT/SP).
Claramente, nota-se que as forças políticas que movimentaram o tabuleiro do STF estão preocupadas com o segundo tempo do jogo. Fecharam o primeiro tempo em vantagem, mas já levaram algumas bolas na trave. E tentam agora intimidar o ministro Teori Zavascki.

domingo, 29 de abril de 2012

Merval é desinformado, burro ou desonesto?


Precipitado, Merval inocenta Policarpo e Veja 
Brasil 247

Vazamentos. Este é o título da coluna do jornalista Merval Pereira, publicada neste domingo no jornal O Globo. Claramente, o objetivo é limpar a barra da revista Veja e do seu diretor Policarpo Júnior, que se relacionava frequentemente com o bicheiro Carlos Cachoeira.

Merval diz que o inquérito completo da Operação Monte Carlo, vazado pelo 247, comprovaria a lisura das relações entre Veja e Cachoeira. Várias hipóteses podem ser levantadas: (1) Merval não leu o inquérito; (2) Merval leu e não compreendeu; (3) a defesa faz parte do pacto de não agressão firmado porGlobo, Abril e Folha (leia mais aqui).

Até agora, o inquérito já revelou vários pontos que merecem ser discutidos pela imprensa séria:

1) Cachoeira produziu os filmes ilícitos do Hotel Naoum, publicados na revista Veja, com o objetivo de “incendiar a República”.

2) Cachoeira produziu a denúncia contra o ex-diretor do Dnit, Luiz Antônio Pagot, publicada na revista Veja, para favorecer a construtora Delta – aliás, foi a revista Época, da Globo, quem fez a denúncia de que Cachoeira se vangloriava de ter “colocado no r...” do Pagot.

3) Cachoeira e Demóstenes Torres tentaram provocar o impeachment do governador Agnelo Queiroz, com denúncias publicadas na revista Veja, por meio do “PJ” (Policarpo Júnior). Sobre isso, leia mais aqui.

4) “Poli”, outro apelido de Policarpo Júnior, também aparece no inquérito numa tentativa de “f...” um secretário de segurança pública.

No mínimo, Merval Pereira foi precipitado. No relatório, Policarpo Júnior aparece também com codinomes. Em alguns momentos, além de “Poli” e “PJ”, ele é chamado de “caneta”.

Mas, para o colunista da Globo, não há nada de anormal neste relacionamento entre um jornalista e um dos maiores contraventores que o Brasil já produziu. Eis o que diz o jornalista do Globo:

“Eles (os vazamentos) demonstram mais uma vez que o relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito, ficando preservada, por tudo que se conhece até o momento, a tênue linha que separa a ética jornalística de atos que podem comprometê-la. O caso do jornal popular “News of the World”, que colocou seus diretores e proprietários no banco dos réus, é exemplar dessa diferença: lá os jornalistas contratavam arapongas para espionar celebridades e políticos. Aqui, até o momento está demonstrado que a revista se utiliza de gravações realizadas para revelar os escândalos da República.”

Ora, Merval. Aqui é muito pior: o bandido contratava os arapongas. As gravações – que Merval não define como legais ou ilegais - não eram realizadas para revelar escândalos da República. Mas, sim, para defender interesses comerciais privados, como os da construtora Delta ou do próprio Cachoeira.

Segundo Merval, o máximo que o inquérito revela é o tratamento “íntimo” do bicheiro com o jornalista e o pedido de uma notinha.

Na posição que ocupa, de principal articulista da Globo, Merval, membro da Academia Brasileira de Letras, acaba de chancelar a associação entre o crime e a imprensa.


O Esquerdopata:

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Vídeo do mensalão foi obra de Cachoeira e Demóstenes

Em entrevista ao jornalista Paulo Henrique Amorim, no Domingo Espetacular, o ex-prefeito de Anápolis (GO), Ernani José de Paula, afirmou que o vídeo que deu origem ao escândalo do mensalão foi obra do bicheiro Carlinhos Cachoeira.


A fita, que provocou uma crise no primeiro governo de Lula, mostra o funcionário público Maurício Marinho, à época chefe de um departamento dos Correios, recebendo suborno de três mil reais.



Quem mandava nos Correios era o PTB, presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que entendeu que o governo não agiu como devia na ocasião e resolveu denunciar um esquema de corrupção que chamou de “mensalão”.

O escândalo derrubou o chefe da Casa Civil, José Dirceu, então homem forte do governo. Na entrevista, Ernani José de Paula é categórico:
— Essa fita foi produzida pela equipe do Carlos Cachoeira. Ele me contou, comentou que aquele vídeo era dele, que tinha ajudado a produzir.

Segundo a reportagem, o maior interessado na história seria o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), que ficou famoso por denunciar escândalos do governo.

O ex-prefeito de Anápolis diz que o vídeo foi, na verdade, uma vingança de Demóstenes contra Dirceu. O senador teria sido vetado pelo então ministro-chefe da Casa Civil na disputa por um cargo no Ministério da Justiça.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ministro Marco Aurélio de Mello dá imunidade total a juízes corruptos



Liminar aureliana dá imunidade a juízes suspeitos de corrupção e desvios funcionais 


Wálter Fanganiello MaierovitchTerra Magazine


O ministro Marco Aurélio de Mello, –como noticiado ontem por Terra Magazine–, determinou, por meio de medida liminar (provisória), a suspensão de todas as apurações disciplinares e correcionais referentes a magistrados e feitas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Para se ter idéia, por força da liminar ficam suspensos os trabalhos correcionais que estão sendo realizados pela ministra Eliana Calmon (corrgedora do CNJ) no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).....

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ministro da Agricultura responde aos imbecis que leem a Veja


Revista tucana tenta, mas não derruba Ministro, em nota oficial Rossi desmente “matéria” inconsistente da Revista Veja



“NOTA À IMPRENSA

Sábado, 13 de agosto de 2011

Na quinta-feira e sexta-feira, repórteres da revista Veja encaminharam perguntas, cobrando explicações sobre meu patrimônio pessoal, listando supostas irregularidades em empresas estatais em que fui diretor, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Companhia Docas de São Paulo (Codesp), além questionar uma licitação no Ministério da Agricultura.

Encaminhei as respostas que estão transcritas abaixo. Todas as perguntas enviadas a mim na quinta-feira foram respondidas em menos de 24 horas. Nada, porém, foi aproveitado por repórteres e editores. Agora, pela terceira semana consecutiva, sou obrigado a me explicar.
A informação de que eu teria pedido “propina” de R$ 2 milhões numa licitação, cujo contrato para a prestação de serviços era de R$ 2,9 milhões, fere a lógica e o bom-senso. Pior. É lançada sem qualquer prova ou indício de materialidade. Nem o valor da licitação, que foi anulada por erro de quem estaria fazendo as denúncias agora, é destacado pela revista. Os repórteres baseiam-se na declaração de um funcionário que perdeu a função pública por uma ilegalidade cometida e admitida por ele mesmo.

Mas a lógica não parece nortear os diretores de jornalismo da editora Abril.

Ouvir o outro lado, um princípio basilar do jornalismo, não existe para a revista Veja. Essa é mais uma campanha orquestrada com interesses políticos. Não querem apenas desconstruir minha credibilidade ou acabar com minha imagem, mas destruir a aliança política vitoriosa nas urnas em outubro do ano passado. As acusações são levianas.

Isso não é jornalismo. É assassinato de reputação.”
Matéria (Nota) Completa, ::Aqui::

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Crime organizado X Prouni -" Quer ir para a faculdade?"

Xeque - Marcelo Bancalero

Existem três maneiras de pessoas pobres chegarem à faculdade.
A mais comum, porém mais difícil é tentar uma vaga na faculdade federal através do vestibular numa concorrência injusta com estudantes de cursinhos particulares.
A segunda maneira é uma conquista recente do povo brasileiro através do programa PróUni.
Agora, a mais trágica delas infelizmente uma realidade que ninguém noticia embora se confirme a cada dia, seria através do crime organizado.
Podemos ver na ação da policia no Rio de janeiro nesses dias e em muitas outras ações, a apreensão de muitos materiais para trabalhos químicos de refino de drogas, uma logística  invejável, objetos para trabalhos cirúrgicos usados por médicos. Além disso, muitos advogados sempre estão à disposição do crime.
O que pensar, senão que existe sim um financiamento do crime para que possam ter esse tipo de assistência. E por que não haver uma investigação da inteligência da policia para que sejam verificadas estas possibilidades?
O crime organizado para se manter organizado precisa sim de advogados, médicos, enfermeiros, contadores, químicos, etc.
E é claro que não é difícil aliciar o povo com ofertas de financiamento de cursos técnicos, universitários. Mesmo que depois fiquem reféns do crime.
É isso!
 blog xeque-mate

sábado, 24 de julho de 2010

Serra prega o terror

O fracasso subiu definitivamente à cabeça do candidato do atraso e trouxe à luz do dia suas reais intenções e propostas. Serra defende uma sociedade onde caiba aos acusados provarem sua inocência, onde políticos fascistóides como ele distribuam injúrias e calúnias aos adversários e a mídia, e até a justiça, exijam das vítimas uma prova negativa, uma prova de que não fizeram algo.
Se aplicada a ele mesmo caberia a nós exigirmos provas de que o PSDB, Serra incluído, não recebeu milhões de dólares da Alstom como diz a justiça francesa, caberia ao PSDB provar que o assalto em escala industrial aos cofres públicos do Distrito Federal, realizado pelo DEM e amigos, não era para financiar a campanha Serra/Arruda, que as milhares de assinaturas de revistas e jornais dos Civita, Frias e Mesquita não são o pagamento pelo jornalismo de esgoto praticado por esses quadrilheiros que escondem deliberadamente tudo que o Füehrer da Mooca faz e deixa de fazer.
esquerdopata