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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Barões da mídia querem pairar acima das leis

A quem você daria o direito de pairar acima das leis em nome da profissão que exerce? A padres, médicos, jornalistas…? Acima dessa, eis a grande questão: é legal, moral e racional dar a um segmento profissional ou social ou ideológico ou religioso o direito de não cumprir leis que valem para todo o resto da sociedade sem que tal privilégio sequer conste da lei?
Acredite ou não, leitor, alguns dos que exploram a baratíssima mão-de-obra jornalística em um mercado oligopolizado pretendem que seus empregados não se submetam a leis que valem para todos os que não integram tal categoria. Repito: apesar de o objeto dessa prevalência ser o jornalista, quem quer colocá-lo acima das leis são os que exploram o seu trabalho.....

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem ameaça a liberdade de expressão



Os que participaremos do ato público de hoje contra o golpismo midiático jamais dissemos uma só palavra de ameaça à liberdade de expressão. A maioria de nós é composta por pessoas que, de uma forma ou de outra, bem sabem o preço que o país pagou durante um período em que não havia liberdade de imprensa ou de qualquer outro tipo de expressão do pensamento.
A ditadura militar que este país viveu entre 1964 e 1985, que só permitiu a eleição de um presidente civil depois de vinte e um anos, foi quem, a qualquer tempo da história mais recente, atentou contra as liberdades individuais, das quais a liberdade de imprensa e de expressão do pensamento emergem como os valores de mais alto relevo.
A ditadura militar que se instalou neste país na segunda metade do século XX foi gestada por aqueles contra os quais protestaremos hoje. Impérios de comunicação como as Organizações Globo, o Grupo Folha e o Grupo Estado, pelo menos, fizeram campanha pela derrubada do governo Jango Goulart no auge daquele ano que tardou mais 21 anos para terminar
A campanha denuncista que esses empresários da comunicação moveram há 46 anos contra o governo do qual não gostavam, mas que fora eleito de forma inquestionavelmente legítima e democrática, foi usada como justificativa pelos chefes militares da nação para derrubarem aquele governo e, posteriormente, perpetuarem-se no poder pelas duas décadas seguintes.
No começo, essa imprensa sustentou e legitimou o golpe de Estado que ajudou a dar com opiniões e notícias distorcidas em seus veículos, um noticiário que, hoje, nos volta à mente. Contudo, como todos sabem como começa uma ditadura mas ninguém nunca sabe como termina, os veículos de apoio ao golpismo acabaram virando alvo dos que executaram o golpe.
Quando despertaram de seus devaneios totalitários de calarem e esmagarem os divergentes, já era tarde. As redações dos que pediram o golpe encheram-se de esbirros do regime, que proibiam a divulgação de tudo o que não lhes interessava ver divulgado, sobretudo as opiniões discordantes do que estava acontecendo no país.
Hoje, tantas décadas depois, os mesmos Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros voltam à campanha denuncista contra o governo legitimamente eleito da vez, exatamente como fizeram há quase meio século. Em 2014 o país assistirá ao cinqüentenário da “revolução” de 1964 sem que esses magnatas das comunicações tenham compreendido que perderam o poder de derrubar governos dos quais não gostem, substituindo-os por amigos.
Estarmos em um ato público de denúncia do histórico golpismo midiático de que padecem essas poucas famílias que controlam a comunicação no Brasil, que chegam a usar concessões públicas de rádio e tevê, que pertencem a cidadãos de todas as ideologias e preferências políticas, para favorecerem políticos amigos e atacarem seus adversários, é prova de que o Brasil mudou.
Um dia, as famílias Marinho, Frias, Mesquita, Civita e mais algumas de menor poder econômico lograram calar as vozes dos seus críticos valendo-se de aliança com o grande empresariado, com os estratos superiores da pirâmide social e com as Forças Armadas. Hoje, entretanto, não se sabe se as tropas desta última instituição se dariam à loucura de romper a legalidade institucional.
Como nunca se sabe se os milhares de brasileiros engajados nas Forças Armadas e subordinados a chefes militares entre os quais figuram aqueles que um dia violaram a democracia brasileira seriam obedientes a ordem desses superiores de implementarem novo golpe, foi convocado um ato contra o golpismo midiático histórico que vige neste país.
O que se quer, com o protesto contra o golpismo, não é calar as vozes daqueles que se contrapõem ao governo que a maioria indiscutível e ampla dos brasileiros elegeu. O que se quer é que esses que são destinatários de arcas incontáveis de dinheiro público tenham responsabilidade social no trabalho que fazem.
Responsabilidade social da imprensa, pois, é ela dar à sociedade TODOS os fatos, TODAS as versões desses fatos e TODAS as opiniões de TODOS os lados envolvidos na disputa política pelo governo da nação. E é por isso que peço apoio de TODOS os brasileiros ao protesto democrático contra o histórico golpismo midiático que flagela este país há tanto tempo.
blog da cidadania

domingo, 12 de setembro de 2010

Que país é este?

Pode a Justiça de um país civilizado se acovardar diante de meia dúzia de grandes meios de comunicação e do grupo político ao qual essas empresas familiares estão aliadas?

Deixei o post da íntegra da representação do MSM à PGE em evidência, no alto da primeira página do blog, por mais tempo do que pretendia. Minha intenção era a de postar ontem à tarde. Todavia, aqueles problemas pessoais que a maioria de vocês conhece – e, para quem não conhece, esclareço que minha filha caçula, que passou mais tempo dos últimos doze meses no hospital do que em casa, voltou a adoecer seriamente – tomaram-me o dia, ontem , até quase o fim da noite.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

MSM denunciará Globo e SBT ao TSE até 6ª feira


No dia em que se comemora a Proclamação da Independência do Brasil, conforta-me informar que estou ultimando a Representação que o Movimento dos Sem Mídia fará à Procuradoria Geral Eleitoral até sexta-feira. Já na quinta-feira, espero publicar a íntegra da peça aqui neste blog e remetê-la a um correspondente do nosso Movimento em Brasília para que lhe obtenha o protocolo na Justiça Eleitoral.
Para quem está chegando agora, informo que a denúncia do MSM será feita porque as emissoras Globo e SBT violaram a lei eleitoral 9504/97 ao colocarem no ar locutores para defenderem José Serra e criticarem Dilma Rousseff, o que é vedado pela lei em tela.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Tripudiar é preciso


Na edição de hoje do jornal Correio Brasiliense, o sociólogo e diretor do instituto Vox Populi, Marcos Coimbra,tripudiou sobre a Folha de São Paulo. No último fim de semana, o instituto do jornal paulista chegou, com atraso flagrante, ao resultado que o Vox mostrou muito antes.
O tripúdio é um ato mesquinho, no mais das vezes. Uma atitude menor de quem precisa humilhar aquele que derrotou para a própria vitória ser completa, quando deveria lhe bastar. Contudo, como a vida não pára de nos ensinar, descobre-se que, em determinadas situações, até tripudiar é preciso.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O próximo Datafolha


Quem leu a ombudsman da Folha de São Paulo, Suzana Singer, no domingo já sabe o que esperar da pesquisa Datafolha do próximo fim de semana. Confiando na argumentação da “margem de erro”, Singer tenta “explicar” as diferenças dos números para os outros três grandes institutos – Ibope, Sensus e Vox Populi, que colocam Dilma à Frente de Serra.

domingo, 1 de agosto de 2010

PF deverá centrar investigação em Datafolha e Ibope



Em 23 de abril deste ano, a ONG Movimento dos Sem Mídia pediu à Procuradoria Geral Eleitoral abertura de investigação contra os institutos de pesquisa Datafolha, Ibope, Sensus e Vox Populi devido à disparidade entre os números desses institutos sobre a sucessão presidencial e devido à troca de acusações entre, de um lado, jornais e revistas ligados a Datafolha e Ibope contra os institutos Sensus e Vox Populi e, de outro, de blogs e sites simpáticos ao governo Lula contra o instituto de pesquisas da Folha de São Paulo e o instituto ligado às Organizações Globo. Tais acusações foram de manipulação em prol de Serra ou de Dilma.

sábado, 24 de julho de 2010

Como desmascarar o PIG

A repercussão que teve a proposta do Movimento dos Sem Mídia de denunciar à Justiça Eleitoral um dos tradicionais processos de campanha eleitoral ilegal que a grande imprensa brasileira costuma desenvolver para os políticos de sua preferência a cada ano eleitoral desde sempre neste país, nos obriga a ir em frente.
A teoria do MSM é a seguinte: a grande imprensa escrita, televisada e radiofônica, maiormente representada pelos grupos empresariais Folha, Estado, Globo e Abril, com seus tentáculos espalhados por todo o país, está promovendo, mais uma vez, uma enxurrada de noticiário em favor da candidatura José Serra e contra a candidatura Dilma Rousseff.