Mostrando postagens com marcador Ato Público contra o golpismo midiático. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ato Público contra o golpismo midiático. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de setembro de 2010

INSIGNIFICANTE MINORIA ARTICULA GOLPE

Colaborou o leitor Germano, de Campinas


Opinião mais que sensata e que deve ser levada em conta por todos aqueles que amam verdadeiramente este País.

 
Em 3 de outubro 135.804.433 eleitores estarão aptos a votar. Destes, apenas 4% (5.432.177) desaprovam o governo Lula
Pois é em nome desses 4%, que o Clube Militar, a ANJ, a Abert, o Instituto Millenium e alguns “amigos da mídia” (que calaram durante a ditadura) resolveram falar nas vésperas das eleições,tentando convencer aos outros 96% de brasileiros que os que se insurgem contra a mídia convencional são inimigos da Democracia.
Não estamos contra a Democracia. Pelo contrário, lutamos durante a ditadura, e continuamos lutando, ainda hoje, pelas verdadeiras Liberdade de Imprensa e Liberdade de Expressão desde que não sejam, apenas, as do patrão – os donos da mídia.
Queremos uma mídia plural, onde todas as opiniões estejam presentes. Não essa mídia concentrada nas mãos de uma meia dúzia de famílias que conseguiram manter seus meios de comunicação vivos, pela subserviência aos caprichos dos ditadores e dos que os patrocinavam.
Não há Liberdade de Imprensa, quando os jornalistas contratados são apenas os que pensam como o dono do jornal.
Não há Liberdade de Expressão quando os meios que a levam aos olhos e ouvidos da Nação, não têm a imparcialidade necessária
Isso precisa ser repensado! E é isso que se pretende:
REPENSAR A MANEIRA COMO A NAÇÃO DEVE CONHECER AS DIVERSAS OPINIÕES
.
M. Pacheco – Jornalista

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem ameaça a liberdade de expressão



Os que participaremos do ato público de hoje contra o golpismo midiático jamais dissemos uma só palavra de ameaça à liberdade de expressão. A maioria de nós é composta por pessoas que, de uma forma ou de outra, bem sabem o preço que o país pagou durante um período em que não havia liberdade de imprensa ou de qualquer outro tipo de expressão do pensamento.
A ditadura militar que este país viveu entre 1964 e 1985, que só permitiu a eleição de um presidente civil depois de vinte e um anos, foi quem, a qualquer tempo da história mais recente, atentou contra as liberdades individuais, das quais a liberdade de imprensa e de expressão do pensamento emergem como os valores de mais alto relevo.
A ditadura militar que se instalou neste país na segunda metade do século XX foi gestada por aqueles contra os quais protestaremos hoje. Impérios de comunicação como as Organizações Globo, o Grupo Folha e o Grupo Estado, pelo menos, fizeram campanha pela derrubada do governo Jango Goulart no auge daquele ano que tardou mais 21 anos para terminar
A campanha denuncista que esses empresários da comunicação moveram há 46 anos contra o governo do qual não gostavam, mas que fora eleito de forma inquestionavelmente legítima e democrática, foi usada como justificativa pelos chefes militares da nação para derrubarem aquele governo e, posteriormente, perpetuarem-se no poder pelas duas décadas seguintes.
No começo, essa imprensa sustentou e legitimou o golpe de Estado que ajudou a dar com opiniões e notícias distorcidas em seus veículos, um noticiário que, hoje, nos volta à mente. Contudo, como todos sabem como começa uma ditadura mas ninguém nunca sabe como termina, os veículos de apoio ao golpismo acabaram virando alvo dos que executaram o golpe.
Quando despertaram de seus devaneios totalitários de calarem e esmagarem os divergentes, já era tarde. As redações dos que pediram o golpe encheram-se de esbirros do regime, que proibiam a divulgação de tudo o que não lhes interessava ver divulgado, sobretudo as opiniões discordantes do que estava acontecendo no país.
Hoje, tantas décadas depois, os mesmos Globo, Folha, Veja, Estadão e alguns outros voltam à campanha denuncista contra o governo legitimamente eleito da vez, exatamente como fizeram há quase meio século. Em 2014 o país assistirá ao cinqüentenário da “revolução” de 1964 sem que esses magnatas das comunicações tenham compreendido que perderam o poder de derrubar governos dos quais não gostem, substituindo-os por amigos.
Estarmos em um ato público de denúncia do histórico golpismo midiático de que padecem essas poucas famílias que controlam a comunicação no Brasil, que chegam a usar concessões públicas de rádio e tevê, que pertencem a cidadãos de todas as ideologias e preferências políticas, para favorecerem políticos amigos e atacarem seus adversários, é prova de que o Brasil mudou.
Um dia, as famílias Marinho, Frias, Mesquita, Civita e mais algumas de menor poder econômico lograram calar as vozes dos seus críticos valendo-se de aliança com o grande empresariado, com os estratos superiores da pirâmide social e com as Forças Armadas. Hoje, entretanto, não se sabe se as tropas desta última instituição se dariam à loucura de romper a legalidade institucional.
Como nunca se sabe se os milhares de brasileiros engajados nas Forças Armadas e subordinados a chefes militares entre os quais figuram aqueles que um dia violaram a democracia brasileira seriam obedientes a ordem desses superiores de implementarem novo golpe, foi convocado um ato contra o golpismo midiático histórico que vige neste país.
O que se quer, com o protesto contra o golpismo, não é calar as vozes daqueles que se contrapõem ao governo que a maioria indiscutível e ampla dos brasileiros elegeu. O que se quer é que esses que são destinatários de arcas incontáveis de dinheiro público tenham responsabilidade social no trabalho que fazem.
Responsabilidade social da imprensa, pois, é ela dar à sociedade TODOS os fatos, TODAS as versões desses fatos e TODAS as opiniões de TODOS os lados envolvidos na disputa política pelo governo da nação. E é por isso que peço apoio de TODOS os brasileiros ao protesto democrático contra o histórico golpismo midiático que flagela este país há tanto tempo.
blog da cidadania