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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Regular o conteúdo da comunicação não é censura





O general chinês Sun Tzu, em seu clássico “A arte da guerra”, afirmou a supremacia de quem consegue definir o local e as armas que serão usadas em uma batalha. Se for assim, e caso finalmente resolva tratar da regulação das comunicações, o governo petista já larga em desvantagem, pois parece assumir a premissa definida pelos grandes grupos privados de comunicação de que regular conteúdo é fazer censura. Por isso, o governo se esforça para dizer que fará apenas uma “regulação econômica” (sic) das comunicações.
Ora, todas as democracias capitalistas do planeta possuem algum tipo de regulação do conteúdo audiovisual, sem que ninguém acredite que se trata de censura. Aqui mesmo no Brasil já se faz a regulação do conteúdo dos meios de comunicação. Vejamos:
- Em um dos poucos avanços institucionais obtidos nos governos petistas, o Ministério da Justiça (numa atribuição que deveria caber à agência reguladora) é responsável pela classificação etária da programação audiovisual.
- Ainda no governo FHC, a Lei 9.294 tratou da proibição de publicidade para fumígenos (cigarros, charutos, cachimbos, etc).
- A Lei 12.485, de 2011 e que regula a TV paga, introduziu (tímida) cota de conteúdo brasileiro e uma (ainda mais tímida) cota de conteúdo brasileiro independente.
- No Congresso Nacional tramita desde 1991 um projeto de lei que visa introduzir cotas de conteúdo na TV aberta e nesse caso incluí ainda cotas para produção regional.
- Uma histórica luta de movimentos sociais ligados a portadores de necessidades especiais conseguiu incluir a obrigatoriedade de legendas e audiodescrição na programação da TV e até dos cinemas.
No seu afã de provar que não pretende censurar a mídia privada, acaso o governo estaria afirmando que tais iniciativas são sinônimo de censura? Então, para ser coerente, é preciso revogar essas leis e sustar a tramitação do projeto de lei que trata de cota para a TV aberta a fim de garantir a democracia no Brasil.
Novas pautas
A proposta de “regulação econômica” pode acabar excluindo pautas antigas da sociedade civil, como a punição a conteúdos que incitem crimes de ódio (sexismo, racismo, xenofobia), a limitação de programas de televendas (que ultrapassam o limite legal de 25% do tempo destinado à publicidade) e a vedação do uso de outorgas públicas de rádio e TV para fins de proselitismo religioso. Também ficaria excluída a possibilidade de proibir a publicidade de bebidas alcoólicas abaixo de 13° de álcool, de remédios que não necessitem de prescrição médica e de agrotóxicos, bem como a regulação da publicidade infantil.
Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a Lei de Imprensa dos tempos da ditadura militar, junto com ela foi revogado também o direito de resposta que agora depende do uso muito mais demorado do Código Civil. Com isso, a obtenção do direito de resposta, se vier a ser alcançada, pode demorar anos. Acaso uma Lei de Imprensa, que inclua também questões como a garantia da pluralidade de fontes de informação e a cláusula de consciência para jornalistas seria uma forma de censura?
Assim como as questões citadas acima, há uma série de outras pautas da sociedade civil que visam regular o conteúdo audiovisual e que nada possuem de censura. Ao contrário, buscam garantir mais democracia nos meios de comunicação bem como o respeito aos direitos humanos.
Censura privada
E o mais curioso da iniciativa do governo petista é que ela desarma a sociedade civil para enfrentar a censura que já ocorre diariamente nos veículos de comunicação privada e que, obviamente, não é alvo da indignação da grande imprensa.
Sem fazer esse debate com a sociedade civil, o governo solta por conta própria uma campanha pública que termina por inviabilizar parte significativa das lutas por uma comunicação mais democrática, ao mesmo tempo em que não garante absolutamente nada em relação a tal “regulação econômica”.
O adversário já definiu o campo de batalha e as armas…
http://gindre.com.br/regular-o-conteudo-da-comunicacao-nao-e-censura/

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Carta aberta a Aécio Neves





Caro Aécio: qual é seu conceito de liberdade de expressão?

Pergunto isso porque fui surpreendido com uma notificação judicial sua. Soube depois que outros 65 internautas tiveram a mesma surpresa desagradável.

O DCM é acusado de ser um robô ou, o que não melhora muito a situação, “um grupo de pessoas remuneradas para veicular conteúdos ilícitos na internet.”

Primeiro, e antes de tudo, isto configura calúnia.

Somos, como bem sabem nossos 2,5 milhões de leitores únicos por mês, um site de notícias e análises independente e apartidário. O apartidarismo e a independência inexpugnáveis explicam por que crescemos mais de 40 vezes em 18 meses de existência.

Jornalismo, quando se mistura a militância partidária, deixa de ser jornalismo. Essa convicção está na raiz do jornalismo do DCM.

Nossa causa maior é um “Brasil escandinavo”, como gosto de dizer e repetir. Um país em que ninguém seja melhor ou pior que ninguém em razão de sua conta bancária.

É certo que, dentro dessa visão do mundo, entendo que o senhor representa um brutal atraso.

O PSDB, no qual votei várias vezes, lamentavelmente deu nos últimos anos uma guinada profunda rumo à direita e se transformou numa nova UDN.

Hoje, o PSDB simboliza um Brasil abjetamente iníquo. Os privilegiados estão todos a seu lado nestas eleições, e não por acaso.

Caro candidato: nunca vi o senhor, ou algum outro líder tucano, se insurgir contra o mal maior do Brasil – a desigualdade.

Nossos problemas com o senhor residem apenas no campo das ideias.

Não fabricamos fatos, não inventamos coisas que o constranjam, porque não é este o tipo de jornalismo que praticamos.

Mais que isso: não fazemos acusações levianas e irresponsáveis como as que o senhor fez contra nós.

Se condenamos coisas como o aeroporto de Cláudio é porque entendemos que elas são a negação do “Brasil escandinavo” pelo qual tanto nos batemos.

Não admiro sua postura com frequência, reconheço. No debate do SBT, quando um jornalista lhe perguntou sobre a visão de ética tucana depois de citar escândalos como o do Metrô de São Paulo e o Mensalão mineiro, o senhor disse que vivemos num estado de direito.

Ninguém é culpado antes que se apurem os fatos, o senhor afirmou. Perfeito.

Mas poucos dias depois, quando começou a circular uma lista de pessoas citadas por um ex-diretor da Petrobras, o senhor se apressou em fazer uma condenação ampla, geral e irrestrita.

“É um novo Mensalão”, o senhor decretou. Estado de direito, portanto, é para o senhor e os seus amigos.

Para os demais, o opróbrio imediato, a humilhação instantânea.

Notemos também que o senhor prega a meritocracia ao mesmo tempo em que sua irmã ocupa um posto nobre no governo de Minas, pago pelo dinheiro do contribuinte.

Vários relatos contam a dificuldade de fazer jornalismo independente em Minas.

Isso ficou notavelmente claro para mim quando vi a sua notificação judicial contra nós.

Jornalismo bom para o senhor, aparentemente, é o jornalismo que o aplaude.

Fico pensando como seria complicado, para os jornalistas independentes, conviverem com o senhor na presidência.

Felizmente, é uma hipótese de chance virtualmente equivalente a zero.

Por ora, é só.

Provavelmente voltarei a escrever para o senhor assim que ficar mais clara sua ação judicial.

Grato pela atenção.

Paulo Nogueira, diretor editorial do DCM

Sobre o Autor

O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
Diário do Centro do MundoPaulo Nogueira
via: http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/09/carta-aberta-aecio-neves.html

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Episódio editado de seriado é tirado do ar por fazer menção ao atentado de Boston



Emissora tirou do ar episódio editado
que remete a atentado em Boston
Imagem: Reprodução

Redação, PortalIMPRENSA

"A Fox tirou de seu canal de TV e de seus sites o episódio “Turban Cowboy", da série de animação “Uma Família da Pesada”, após trechos independentes terem sido editados um dia depois das explosões na Maratona de Boston para parecer que o atentado fazia parte do episódio.

De acordo com a Reuters, no clipe editado, duas cenas são fundidas ao episódio, como a do personagem principal dirigindo bêbado através dos corredores para tentar vencer a Maratona de Boston.

A segunda cena editada mostra o personagem se tornando, sem saber, amigo de um extremista que lhe entrega um celular. Quando Peter tenta usar o celular, explosões são ouvidas.

Um porta-voz da Fox disse que os funcionários da rede estavam trabalhando com o YouTube para retirar os clipes editados, que viraram um viral na internet. Não se sabe quem enviou os clipes.

Em sua conta no Twitter, o criador da série, Seth MacFarlane, escreveu que o vídeo é “abominável”. "O clipe editado de 'Uma Família da Pesada' circulando é abominável. O incidente foi um crime e uma tragédia, e meus pensamentos estão com as vítimas", afirmou.”

Assista ao vídeo:


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Veja quer censurar a internet




A revista Veja tem medo do jogo da velha. O jogo da velha, no caso, são as hashtags, antecedidas pelo sinal #, para destacar vozes numa multidão de internautas – bobagens em alguns casos, mobilizações, em outros.
Para quem diz defender com a própria vida a liberdade de expressão, é preocupante. Nas 16 páginas desperdiçadas na edição do fim-de-semana em que tenta se defender, a semanal da editora Abril deixou claro: para ela, a liberdade de expressão não é um valor absoluto. Tem dono – ela e o reduzido grupo de meios de comunicação que se auto-qualificam de “imprensa livre”. Livre de quem? No caso da Veja, certamente eles não tratavam do bicheiro Carlos Cachoeira, espécie de sócio na elaboração de pautas da publicação.
Getúlio Vargas valia-se da expressão “aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. A revista, em sua peça de realismo fantástico disfarçada de “reportagem”, a reformula: “aos amigos tudo (inclusive o direito de caluniar, manipular e distorcer), aos inimigos a censura. Ou não é isso, ao desferir um golpe contra as manifestações livres na rede e sugerir uma “governança” na internet, que os editores do semanário propõem? Eles tem urticária só de ouvir falar em um debate sobre a regulação dos meios de comunicação. Mas pimenta nos olhos dos outros…
Na própria peça de defesa, Veja distorce. Não foi a revista que derrubou Fernando Collor de Melo. É uma mistificação que só a ignorância permite perpetuar. A famosa entrevista do irmão do ex-presidente não teria resultado em nada. O que derrubou Collor foi o depoimento do motorista Eriberto França, personagem descoberto pela rival IstoÉ, na ocasião dirigida por Mino Carta.
Em termos de desonestidade intelectual, Veja se superou. Ao misturar aranhas, robôs e comunistas, a semanal de Roberto Civita produziu um conto de terror B. Nem se vivo fosse o falecido cineasta norte-americano Ed Wood, famoso por suas produções mambembes, toparia filmar um roteiro parecido. Além de tudo, a argumentação cheira a mofo, tem o tom dos anos da Guerra Fria. Quem tem medo de comunistas a esta altura? Nem na China.
PS: a lanterna na capa do semanário mostra outra coisa: calou fundo na editora o apelido Skuromatic, a lâmpada que provoca a escuridão ao meio-dia, dado a Roberto Civita por jornalistas da antiga redação de Veja.
Fonte: Carta Capital(via blog do Saraiva)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Brasil escapa de projeto que vigia a internet



adNEWS

“De nada terão adiantado todos os protestos feitos para interromper as discussões em torno de projetos como Sopa e Pipa se um outro, chamado Acta, vingar. O Anti-Counterfeiting Trade Agreement também luta contra a pirataria, mas é mais duro em relação aos outros e, além disso, é internacional.

Um dos pontos mais polêmicos da proposta prevê punições que exigem vigilância sobre o uso da internet. Os servidores serão obrigados a fornecer dados de seus clientes que, se piratearem por três vezes, serão desconectados da rede.

Também há trechos que tratam sobre a pirataria offline. Autoridades alfandegárias terão poder para fiscalizar e até apreender aparelhos que sejam suspeitos de infrações - como tocadores de mp3 e notebooks.

A discussão em torno dessa proposta acontece desde 2007, por iniciativa dos EUA e países como Canadá, Japão e alguns da União Europeia. Coreia do Sul, Marrocos, Cingapura, Austrália e Nova Zelândia já haviam assinado; nesta semana, Polônia entrou - colocando a UE de vez no assunto - e espera-se que, até 2013, o México também apoie.

O Brasil, assim como os países que compõem o Brics e todos os sul-americanos, não dá seu aval. Em nota à Exame.com, o Itamaraty afirma não reconhecer a legitimidade do Acta, pois ele não foi discutido junto a órgãos multilaterais, como a ONU e a OMC.”

Com informações de Gizmodo e Estadão.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Globo não mostrou faixa em homenagem a Galvão Bueno


A Globo não mostrou a faixa que um grupo de torcedores do Brasil levou para o estádio no jogo contra o  México.  Não sei qual foi o motivo da censura, mas a faixa em homenagem ao chatérrimo Galvão vocês podem ver aqui no Contramarés. Rachei de rir!

sábado, 10 de setembro de 2011

A música que Roberto Carlos não cantou em Jerusalém

O internauta Josiel Galvão indicou e a TV Vermelho publica o vídeo, produzido por Kais Ismail Musa, com a música que Roberto Carlos não cantou em Jerusalém, além das fotos que a mídia também não mostrou sobre a região onde o rei pôs os pés nesta quarta-feira (7). A produção de Musa já foi censurada no Youtube "por conter conteúdo chocante e repugnante" e somente "poderá permanecer no site se apresentar informações educacionais". "Parece que a verdade não se enquadra em educação", rebate Musa.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A internet que conhecíamos morreu



A verdade está lá fora

Por Bruno Medina

O post de hoje começa com uma pergunta cuja resposta parece ser relativamente óbvia: ao utilizar a internet, você considera sofrer algum tipo de censura? A maioria dos leitores, suponho, diria que não. Baseariam suas argumentações no fato de vivermos num país regido pela democracia e pela liberdade de expressão, princípios que por si só asseguram aos seus cidadãos acesso pleno a qualquer tipo de informação disponível na web, certo?.....

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Procuradoria arquiva pedido de militares contra novela do SBT

O Ministério Público Federal no Distrito Federal arquivou nesta segunda-feira pedido de uma associação de militares para censurar a novela do SBT "Amor e Revolução", que retrata a repressão a militantes de esquerda durante a ditadura (1964-1985).
Segundo a Procuradoria, não foram apresentados elementos mínimos para justificar a investigação.
Em um abaixo-assinado na internet, a Abmigaer (Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica) evocava a Lei da Anistia, que não instituiu qualquer tipo de cerceamento a informações sobre o período, para pedir a censura.
"É óbvio que o governo federal, através da Comissão da Verdade, recém-criada, está participando do acordo em exibir a novela", diz o manifesto.
O texto relaciona a novela ao caso do Banco Panamericano. Em janeiro, o apresentador Silvio Santos vendeu o banco ao BTG Pactual por R$ 450 milhões. A venda aconteceu após fraudes que causaram um rombo de R$ 4,3 bilhões.
"Conjecturar que a teledramaturgia será exibida em troca de negociatas, objetivando desqualificar a imagem das Forças Armadas, pode ser tão nocivo quanto censurar o folhetim", afirma o procurador Peterson de Paula Pereira.
O grupo conseguiu 839 assinaturas desde o começo do mês.
Para o autor da novela, Tiago Santiago, a tentativa era inconstitucional e interessava apenas a "torturadores e assassinos" do regime.
Uma das cenas de tortura mostradas da novela "Amor e Revolução", exibida no SBT
By: Falha de S.Paulo, via Com textolivre

quinta-feira, 24 de março de 2011

SAI, CAPETA! BISPO CATÓLICO QUE TENTOU FAZER CAVEIRA DE DILMA NA ELEIÇÃO PROCESSA JORNAL DE SÃO BERNARDO (E PEDE SIGILO DE JUSTIÇA!!!)

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Deu no ABCD Maior

Depois de sustentar, em 2010, campanha para identificar com a defesa do aborto a então candidata à presidência Dilma Rousseff, o bispo da Diocese de Santo André, Nelson Westrupp, resolveu pedir indenização, em dinheiro, ao jornal ABCD Maior. O bispo alega ter sofrido danos morais por conta de reportagens publicadas pelo jornal. Além de aceitar a denúncia, o Poder Judiciário atendeu ao pedido do bispo de segredo de justiça ao processo.

sábado, 19 de março de 2011

Estados Unidos criam programa para manipular com perfis falsos o que é dito em redes sociais

Os que acreditam em teorias da conspiração ganharam mais um incentivo à crença nesta sexta-feira. Reportagem do jornal britânico "The Guardian" revelou que as Forças Armadas americanas estão desenvolvendo um software para manipular redes sociais como Twitter e Facebook por meio de perfis falsos. O objetivo é influenciar no que é dito nesses sites, disseminando propaganda pró-EUA e combatendo discursos "extremistas" e contrários ao país.
Contratada por US$ 2,76 milhões pela United States Central Command (Centcom), órgão que supervisiona operações militares dos EUA no Oriente Médio e na Ásia Central, a empresa californiana Ntrepid está criando o programa, que permitirá que cada agente americano controle dez perfis na rede.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Mídia censora denuncia ‘censura’



O que você acharia de uma novela argentina que tivesse um personagem chamado “Brasil”? O nome do país seria dado a um homem feioso, estúpido, malandro, preguiçoso, covarde, invejoso e arrogante que tem uma vizinha virtuosa, bela, inteligente, esforçada, leal e humilde, vítima constante das armações do vizinho. O nome da heróina seria “Argentina”.
É sob esta ótica que peço que o leitor analise notícia sobre o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, amplamente veiculada nos últimos dias, por ele ter proibido, em seu país, a exibição de uma produção colombiana que faz com a Venezuela o mesmo que a novela fictícia que inventei no parágrafo anterior faria com o Brasil.
Hugo Chávez determinou à rede de TV Televen que pare de transmitir a novela colombiana “Chepe Fortuna”.  A Conatel (Comissão Nacional de Telecomunicações) avaliou que o programa “subestima a inteligência dos telespectadores” devido ao tratamento dado a duas personagens, as irmãs Colômbia (bonita, correta e cheia de virtudes) e Venezuela (feia, malandra e histérica).
Em um dos episódios, Venezuela entra em desespero ao ser informada de que perdeu seu cachorrinho de estimação, Huguito. “O que será de mim sem ele?”, pergunta, desconsolada. “Você será livre, Venezuela! Porque Huguito ultimamente andava se metendo nas casas alheias, o que te deixava mal perante os outros”, foi a resposta.
Em outro momento da série, a personagem descobre que está grávida e decide que seu filho vai se chamar Fidelito.
Segundo a Conatel, há uma “manipulação descarada no roteiro para  desmoralizar a população venezuelana”.
A mesma mídia que acusa Chávez  de promover censura  se cala sobre o documentário da BBC de Londres “Beyond Citizen Kane”, proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial, por tratar das relações sombrias entre a Rede Globo e grupos políticos, dentre os quais os que promoveram a ditadura militar brasileira.
É discutível a decisão de Chávez de proibir uma obra artística, ainda que seja possível entender que qualquer povo fique ofendido com uma novela como a colombiana. Todavia, uma mídia que pede censura a fatos indiscutíveis sobre seu tentáculo mais poderoso não tem a menor moral para acusar o presidente da Venezuela de censor.

Veraz, minucioso, aterrorizante mesmo. “Beyond Citizen Kane” ou “Muito Além do Cidadão Kane” – em tradução livre - é um documentário britânico dirigido por Simon Hartog e exibido em 1993 pela emissora pública do Reino Unido, a BBC de Londres.
O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho, fundador da Globo. Embora o documentário tenha sido censurado pela justiça, em 2009 a Rede Record comprou os direitos de transmissão exclusiva, por 20 mil dólares, do produtor John Ellis.
A primeira exibição pública do filme no Brasil ocorreria no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em março de 1994. Um dia antes da estréia, a Polícia Militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do MAM-RJ. O secretário de cultura acabou sendo despedido três dias depois.
Durante os anos 1990, o filme foi mostrado em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. Em 1995, a Globo entrou com um pedido na Justiça para tentar apreender as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo (USP), mas o pedido foi negado. O filme teve acesso restrito a grupos universitários e só se tornou amplamente visto a partir do ano 2000, graças à popularização da internet.
NÃO DEIXE DE ASSISTIR

sábado, 11 de dezembro de 2010

Empresas barram campanha publicitária que questiona existência de Deus


Hélio Schwartsman, folha.com

“Empresas de mídia barraram uma campanha publicitária com dizeres contra a religião patrocinada pela Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos). As firmas se recusaram a veicular os anúncios mesmo depois de o contrato já ter sido assinado. A Atea estuda as medidas judiciais cabíveis.

As peças de propaganda, com frases como "Religião não define caráter" e "A fé não dá respostas; ela só impede perguntas", deveriam circular em ônibus de Salvador, São Paulo e Porto Alegre pelo período de um mês. A recusa ocorreu primeiro em São Paulo e depois em Salvador, sob a alegação de que as mensagens poderiam violar dispositivos das respectivas leis de publicidade em espaços públicos. Há informações ainda não confirmadas de que a empresa de Porto Alegre também vai romper o contrato.

"As seguidas recusas de prestação de serviço são uma confirmação contundente da força do preconceito contra os ateus, e da necessidade de acabar com ele. Nossas peças nada têm de ofensivas, e o teor de suas críticas empalidece frente às copiosas afirmações dos livros sagrados de que ateus são odiosos, cruéis, maus e devem ser eliminados. Existe um duplo padrão em ação aqui", diz Daniel Sottomaior, presidente da Atea.”
Foto: Divulgação
Matéria Completa, ::Aqui::

sábado, 30 de outubro de 2010

Vazou a reunião da Folha sobre a censura!

O que os irmãos Bocchini fizeram foi uma puta falta de sacanagem! Ridicularizaram o jornalismo sério e imparcial da Folha de São Paulo criando um blog que se pretende engraçadinho chamado Falha de São Paulo. O nome, além de plagiar a marca registrada da Folha, induz ao erro do internalta que, desavisado, corre o risco de acessar o blog falso acreditando ser a Folha. Esse vídeo é um protesto contra esse tipo de blog que denigre a imagem da imprensa séria e respeitável.

caso não consiga visualizar a legenda clique no botão cc


 Desculpe a nossa fAlha

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PSDB quer censurar a Rede Brasil Atual

Ao mesmo tempo que o PSDB imprime em gráfica do coordenador de infra estrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi panfletos apócrifos atribuídos à CNBB contra a candidata Dilma Rousseff a sua coligação “O Brasil pode mais” alegando na Justiça que a Revista Do Brasil faz campanha pró-Dilma pediu e conseguiu censurar a Revista do Brasil número 52. Já imaginou se a coligação da candidata Dilma fosse censurar a Veja que faz campanha sistemática contra o PT? Quem é o censurador?

Ao mesmo tempo que o PSDB imprime em gráfica do coordenador de infra estrutura da campanha de José Serra (PSDB), Sérgio Kobayashi panfletos apócrifos atribuídos à CNBB contra a candidata Dilma Rousseff a sua coligação “O Brasil pode mais” alegando na Justiça que a Revista Do Brasil faz campanha pró-Dilma pediu e conseguiu censurar a Revista do Brasil número 52.

Já imaginou se a coligação da candidata Dilma fosse censurar a Veja que faz campanha sistemática contra o PT? Quem é o censurador?

A edição de outubro censurada pelos tucanos traz reportagens sobre o momento do país e o cenário eleitoral.

Além de mandar parar a distribuição, o PSDB e José Serra querem que o conteúdo da revista seja retirada do site. Os tucanos pediram também a apreensão da publicação – tudo “em segredo de Justiça”, para esconder a tentativa de censura da opinião pública. Essa demanda não concedida pelo TSE.

Leia a edição que Serra que censurar antes que saia do ar:
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/52/

Divulgue entre os seus amigos: http://www.scribd.com/doc/39603734/RdB-52-censurada

Leia a Rede Brasil Atual, apóie a imprensa livre de políticos fundamentalistas e censuradores no Brasil: http://www.redebrasilatual.com.br
Carta Maior, do blog Maria Fro

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sindicato divulga nota sobre demissão de Maria Rita Kehl

“A liberdade de imprensa varia de um observador para outro dependendo do enfoque de quem observa. Essa frase, vagamente adaptada de um enunciado da teoria da relatividade de Albert Einstein, é a única forma de explicar a posição adotada pelos grandes jornais quando o assunto é liberdade de expressão.
Brincadeiras à parte, podemos enumerar vários casos onde o discurso de guardião da liberdade de imprensa é, na prática, atirado na lata de lixo pela grande mídia. A atitude do jornal Estado de S. Paulo, de demitir Maria Rita Kehl, colaboradora do jornal, por ter emitido opiniões sobre as eleições presidenciais em curso, fugindo dos assuntos relacionados à psicanálise que é a sua especialidade, é o último capítulo dessa tragicomédia. A própria autora declarou ter sido demitida por “delito de opinião”.
Dias antes, a Folha de S.Paulo conseguido tirar do ar, através de liminar, o site Falha de S. Paulo, um espaço de humor que satirizava a posição política do jornal da Barão de Limeira, que era produzido pelo jornalista Lino Bocchini. A quase demissão de Heródoto Barbeiro, do programa Roda Viva, da TV Cultura, após ter questionado o candidato do PSDB, José Serra, sobre o preço cobrado pelos pedágios no estado é outro exemplo da condenável posição assumida pelas empresas de comunicação quando seus interesses imediatos são contestados.
Esses exemplos são suficientes para demonstrar o quanto o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo estava correto ao sediar o ato em “Defesa da liberdade de imprensa e contra o golpismo midiático”. O contraditório da situação é que o encontro, que lotou o auditório Vladimir Herzog e se espalhou pela rua em frente à sede do Sindicato, foi acusado, por aqueles que agora impedem a manifestação de todas essas vozes, de defender a censura.
Quem clama pelo direito de resposta, pela transparência dos mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, para que o contraditório apareça nas matérias jornalísticas, contra o monopólio da mídia, em defesa de uma rede pública de comunicação e pela regulamentação da profissão de jornalista, luta em defesa da liberdade de expressão e cidadania são os Sindicato dos Jornalistas de todo o país, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e diversas entidades da sociedade civil que acreditam que a comunicação não é apenas um privilégio de classes exercido pelos empresários da comunicação.
Quando os movimentos sociais questionam os limites do poder das grandes empresas de comunicação, querem apenas o cumprimento do direito de receber informações com qualidade e verem os direitos sociais preservados. Não se pretende calá-los, mas apenas que proporcionem espaço para o contraditório ou para aqueles que não comungam somente de seu ideário, em geral, neoliberal e afeito ao mundo dos negócios.
Aqueles que, por intermédio quaisquer meios, procuram calar a voz do cidadão ou do profissional de comunicação, como foi realizado com Maria Rita Khel, Lino Bocchini ou com o próprio Heródoto Barbeiro, não pode ter a desfaçatez de acusar de “censores” os que lutam pela liberdade de opinião. Estamos diante de uma inversão de valores muito perigosa. A liberdade de imprensa é um bem público e não uma mera fantasia dos negociantes da informação”.
José Augusto Camargo é secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Quando os tucanos pedem censura

Reproduzo da coluna do único jornalista que vale a pena ler em Época, Paulo Moreira Leite, poismantém uma coerência impressionante em relação a abordagem de temas polêmicos como a notícia abaixo.

Menos de uma semana depois que o PSDB promoveu um ato de protesto em defesa da liberdade de imprensa, no Largo São Francisco, em São Paulo, Mauro Paulino, diretor do DataFolha, escreve no jornal:
“Enquanto o PT vociferava contra os excessos da imprensa, o PSDB opunha-se concretamente ao direito constitucional de livre acesso à informação, censurando divulgações de pesquisas no Paraná. A pedido do candidato tucano Beto Richa, os juízes do TRE local proibiram os institutos de divulgar seus resultados. A decisão transforma o Paraná em um sombrio laboratório da classe política em seu anseio de reservar essas informações apenas para consumo próprio. Aos eleitores, cobaias da desinformação, oferecem em troca a boataria das porcentagens.”
Trata-se de um caso didático para quem levou a sério as denuncias de ameaça à liberdade de imprensa levantadas nos últimos dias. Eu sempre disse que eram acusações de fundo eleitoral. O vexame paranaense demonstra isso.
Até agora, Lula pode ter xingado e esbravejado. Acho que o presidente tem o direito de manifestar sua opinião, mas que precisa ser cometido e manter a prudência, pois se trata de uma autoridade com poder de perseguir, pressionar — e até de assinar cheques.
Mas é preciso reconhecer que Lula não foi à Justiça para pedir a publicação de notícias desagradáveis contra seu governo. Imagine se tivesse feito isso quando surgiram as denúncias sobre Erenice Guerra. Ou se resolvesse impedir a divulgação das pesquisas que mostram que a vantagem de Dilma Rousseff diminuiu.
Este é o aspecto curioso deste episódio. Os tucanos acusam os petistas de pressionar a imprensa para não publicar notícias desagradáveis. Mas, na  hora da dificuldade, é o PSDB quem parte para a truculência.
Isso ensina alguma coisa?
Acho que sim — e lembra, em escala miniatura, aquilo que aconteceu em 1964. Me perdoem a comparação, mas ela é inevitável.
Depois de acusar um governo constitucional de preparar a instauração de uma republica sindicalista e abrir o terreno para um regime comunista, seus adversários deram um golpe de Estado, suspenderam as liberdades e as eleições democráticas por 25 anos.
Ao promover a censura, uma semana depois de acusar o governo Lula de pretender fazê-lo, os tucanos do Paraná deram uma demonstração da fraqueza de seus anunciados compromissos com a liberdade, não é mesmo?