por Andrea Tornielli, do Vaticano Insider
"Foi o papa quem quis os ateus em Assis". O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, de retorno de Bucareste, onde recebeu um diploma honoris causa e presidiu um encontro do Átrio dos Gentios, explica aos jornalistas os programas e projetos do seu dicastério. E explica também como nasceu a ideia de convidar, para o encontro inter-religioso de oração pela paz em Assis, no 25º aniversário do encontro liderado por João Paulo II em 1986, alguns não crentes.

Bento 16 quer manter
diálogo com descrentes
"Foi uma ideia de Bento 16 – diz o cardeal de Milão –, e ele mesmo a apresentou durante um encontro com alguns cardeais em vista da preparação de Assis". Com isso, explica Ravasi, "Ratzinger mostra levar em grande consideração um antigo ensinamento da teologia cristã: o homem é constituído de natureza e sobrenatural. O sobrenatural não remove ou destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Isto é, coloca-se como um elemento ulterior, mas não elimina a natureza humana. Portanto, no convite do papa, está a tentativa de reafirmar a importância da relação entre fé e razão"...
"Foi o papa quem quis os ateus em Assis". O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, de retorno de Bucareste, onde recebeu um diploma honoris causa e presidiu um encontro do Átrio dos Gentios, explica aos jornalistas os programas e projetos do seu dicastério. E explica também como nasceu a ideia de convidar, para o encontro inter-religioso de oração pela paz em Assis, no 25º aniversário do encontro liderado por João Paulo II em 1986, alguns não crentes.

Bento 16 quer manter
diálogo com descrentes
"Foi uma ideia de Bento 16 – diz o cardeal de Milão –, e ele mesmo a apresentou durante um encontro com alguns cardeais em vista da preparação de Assis". Com isso, explica Ravasi, "Ratzinger mostra levar em grande consideração um antigo ensinamento da teologia cristã: o homem é constituído de natureza e sobrenatural. O sobrenatural não remove ou destrói a natureza, mas a aperfeiçoa. Isto é, coloca-se como um elemento ulterior, mas não elimina a natureza humana. Portanto, no convite do papa, está a tentativa de reafirmar a importância da relação entre fé e razão"...



