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sexta-feira, 24 de junho de 2011

O entreguismo da direita não tem limite




É impressionante como a oposição brasileira é incapaz de qualquer ato que não seja o da mais absoluta vassalagem ao capital internacional.
É completamente incabível, sob qualquer aspecto, a reação ao fato de se estar promovendo, através de lei específica, a regulação – e não a proibição – da propriedade estrangeira de solo brasileiro, como publica hoje o Estadão.
Ninguém quer se meter com a vida de alguém que, cansado do frio europeu, queira ter um sitiozinho ou uma chácara no Brasil. Seja bem-vindo, esteja em casa.
Não se pode descartar, mesmo, que o limite mínimo para ter de haver registro – que é de cinco hectares, (50 mil metros quadrados) possa ser um pouco maior, em áreas não-urbanas. Negociação é assim mesmo, você oferece o mínimo e cede um pouco, dentro do razoável.
Daí em diante, a transação teria de ter a aprovação e o registro em um órgão público. Nada demais. Apenas queremo saber o que o “mister” quer fazer com a terra, qual é o seu projeto.
E para as propriedades de mais de 500 mil hectares – cinco milhões de metros quadrados – a União seria detentora de uma espécie de “golden share”, uma participação garantida na definição do uso da terra.
Portanto, longe de ser uma medida radical, é o mínimo que o país precisa para controlar um bem que não é “fabricável”: o seu território.
Tijolaço já tratou deste tema com mais detalhes – o que você pode ler aqui – e a gente reproduz o mapa que publicou naquela ocasião.
Nele, repare uma coisa: todo mundo pensa que estrangeiro comprando terra é coisa lá nos cafundós, não é? Nada, é só você olhar no mapa e ver que é o agronegócio a cereja do bolo: Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul não os estados onde a terra mais foi abocanhada.
By: Tijolaço

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O caráter dos ruralistas e duas lições básicas: hegemonia e correlação de forças




Comentei no Twitter que, em quatro séculos, as maiores evoluções dos ruralistas são o uso da motosserra, da espingarda calibre 12 e da caminhonetes 4×4 em vez do machado, do bacamarte e da liteira.
A isso podemos somar outros tantos sinais da “modernização” da grande burguesia agrária no Brasil, mas nada mudou em relação às suas práticas.
Há quatro séculos os senhores da Casa Grande tiravam seus lucros do Plantation, sistema baseado nas monoculturas de exportação.
Hoje os agroboys desfilam em reluzentes carros importados, mas obtêm seus ganhos exatamente da mesma forma de 400 anos atrás: monoculturas de exportação às custas de um tripé interligado entre si: trabalho escravo, semi-escravo ou de remuneração miserável; devastação ambiental em larga escala, ao arrepio da legislação; e usurpação da terra valendo-se da violência no campo (seja nos rincões do Pará ou na periferia de Ribeirão Preto, a “Califórnia brasileira”) contra quem não aceita servir de engrenagem para esse sistema.....

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Brasil deixa de vender US$ 15 bi de... Brasil

Uma matéria publicada ontem à noite na editoria de Negócios daagência Reuters dá idéia do que vinha sendo o avanço de grupos econômicos estrangeiros sobre terras brasileiras. Diz que, desde agosto, quando o presidente Lula assinou o parecer da AGU que restringe e regulariza a compra de propriedades no Brasil por pessoas físicas estrangeiras e por empresas que usam cidadãos brasileiros como “laranjas” para a aquisição de propriedades agrárias, deixaram de ser comprados o equivalente US$ 15 bilhões em terras por investidores estrangeiros.
Do tamanho desta “invasão” estrangeira sobre o Brasil, eu tratei naquela época: 25% dos municípios do Brasil tinham propriedades agrárias compradas com capital estrangeiro. Em 124 destes municípios, as terras compradas por estrangeiros já somam mais da metade de todas as grandes e médias propriedades.
A Associação Brasileira de Marketing Rural e a Sociedade Rural Brasileira, representando grandes agricultores, apresentaram os resultados de um estudo sobre os efeitos da alteração da legislação, concluindo que ela poderia contribuir para um aumento nos preços globais de alimentos.”Criar restrições para que estrangeiros comprem terras implica uma redução da expansão agrícola do Brasil nos próximos anos”, dizem.
Balela. O investimento estrangeiro no setor rural pode e deve continuar, mas sem excluir os brasileiros nem deixando empresas estrangeiras se apropriarem de enormes extensões do nosso território. Os chineses, que preferem fazer bons negócios a ficar fazendo lobby, mudaram de tática e estão investindopesado na agricultura brasileira através de acordos com nossos produtores.
Mas essa turma aí não quer negócios produtivos. Querem passar tudo nos cobres, até o pedaço mais simbólico de um país: seu chão. Têm a “filosofia agnelliana” de vender tudo, rápido, antes que o Brasil acabe.
Porque, se deixarmos, eles acabam mesmo com o Brasil.
by: Com textolivre

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Agronegócio prevê que vai exportar US$ 85 bi este ano


Daniel Popov, DCI

“O agronegócio brasileiro pode movimentar US$ 85 bilhões com as exportações neste ano, afirmou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) durante apresentação do balanço do setor ontem, em Brasília. Esse montante representa um crescimento de 10% ante os US$ 76,4 bilhões obtidos em 2010. Entre os produtos que mais ampliaram as suas arrecadações estão o milho com 69,8% a mais que em 2009, seguido pelo açúcar com incremento de 52,3% e o café com 37,8%.

No ano passado, o agronegócio brasileiro registrou exportações recordes no setor agropecuário com US$ 76,4 bilhões, que representa um aumento de 18% ante os números vistos em 2009 (US$ 64,7 bilhões). Até então, o melhor ano para as exportações brasileiras, em termos de receita, foi 2008, com US$ 71,8 bilhões.

Além da previsão do ministério brasileiro quanto a alta das exportações de 10% para este ano, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), acredita que estes valores possam chegar a US$ 87 bilhões. "Nós calculamos um crescimento de até US$ 87 bilhões em 2011, porém temos de observar o cambio, pois isso pode atrapalhar os resultados. A previsão é que mesmo no período de colheitas teremos preços até 10% mais altos que 2010", disse Rosimeire dos Santos, superintendente técnica da CNA.

No mesmo período, o superávit da balança comercial do agronegócio alcançou a marca de US$ 63 bilhões, ante os US$ 54,9 bilhões vistos em 2009. Outra curiosidade é que esse saldo foi três vezes maior que os US$ 20 bilhões observados no superávit do comércio global do Brasil no mesmo período. "Esse desenvolvimento é muito raro em uma economia, principalmente na agrícola, e muito significativa em tão pouco espaço de tempo. Quase quadruplicamos nossas exportações nos últimos 10 anos, passamos de US$ 20,7 bilhões em 2000, para US$ 76,4 bilhões este ano", contou o coordenador geral de organização para exportação da Mapa, Eliezer Lopes.”
Matéria Completa, ::Aqui::