sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

O mapa da conspiração no Brasil segundo o padrão da CIA


Temos em curso no Brasil uma conspiração destinada a desestabilizar o Governo Dilma sob o pretexto da luta contra a corrupção. É da mesma natureza das iniciativas para promover mudanças de regime na chamada Primavera Árabe, com a diferença de que, nesses casos, os regimes eram ditaduras estabilizadas , enquanto no nosso caso somos uma democracia vulnerável. Como não é possível estimular um golpe em favor de democracia que já existe, a desculpa é o combate à corrupção que se pretende vincular aos presidentes Lula e Dilma.

Pessoas de boa fé pensam que tal conclusão é precipitada. Eu próprio costumo rejeitar teorias conspiratórias, porém só até o ponto em que as evidências começam a falar mais alto. Vou tentar mostrar a evidência de uma conspiração em curso no Brasil usando como principal referência a principal revista de política externa dos Estados Unidos, a “Foreign Affairs”, insuspeita de antiamericanismo. Tomo como referência ensaios da edição de setembro/outubro sobre a crise na Ucrânia e sobre o golpe contra Allende no Chile há 40 anos.

Relativamente à Ucrânia, a revista diz abertamente que a crise é culpa sobretudo do ocidente, ou seja, dos Estados Unidos. Resulta da ambição da OTAN, sob liderança americana, de empurrar suas fronteiras para o Leste incorporando sucessivamente quase todos os estados da órbita da antiga União Soviética. Assim, em 1999, foram incorporadas a República Checa, a Hungria e a Polônia. Sempre sob protestos russos, em 2004 foram anexadas Bulgária, Estônia, Latvia, Lituânia, Romênia, Eslováquia e Eslovênia. Em 2009, foi a vez de Albânia e Croácia.

Essas incorporações violaram compromissos formais estabelecidos com Gorbachev no processo de reunificação da Alemanha, para a qual foi essencial a concordância russa. A Rússia não reagiu além de protestos formais, parte porque estava ela própria internamente fragmentada, parte porque todos esses países incorporados à OTAN não fazem fronteira direta com ela, exceto os pequenos países bálticos. Em 2008, contudo, a OTAN manifestou a intenção de incorporar também as fronteiriças Geórgia e a Ucrânia, o que significava acabar de cercar a Rússia.

Nenhum líder russo aceitaria ou aceitará o cumprimento dessa ameaça no seu próprio quintal, muito menos um estrategista da estatura de Putin. Quando o presidente da Geórgia, simpatizante da entrada na OTAN, resolveu reincorporar as províncias rebeldes de Abkhazia e Ossétia do Sul, Putin reagiu imediatamente e as invadiu. Deixou claro, nesse movimento, que não aceitará a incorporação da Geórgia, um país limítrofe da Rússia, à OTAN, a não ser fragmentado. Assim como deixou claro a Bush, segundo um jornal russo, que “se a Ucrânia fosse admitida na OTAN ela cessaria de existir.”

“Foreign Affairs” faz um retrato realista do que aconteceu daí em diante na Ucrânia. No processo de criar a atmosfera “democrática” favorável à adesão à União Europeia, atalho para a entrada na OTAN, os Estados Unidos despejaram desde 1991 mais de US$ 5 milhões em instituições de formação de opinião no país, para - segundo Victoria Nulan, a secretária de Estado assistente para a Europa e a Eurásia -, criar para a Ucrânia “o futuro que ela merece”. Uma instituição especial, a National Endowment for Democracy, promoveu mais de 60 projetos para minar a estabilidade do Governo legítimo de Yanukovych, pró-russo.

O presidente dessa instituição, Carl Gershman, não deixou muita dúvida quanto ao objetivo último desse movimento. Numa entrevista ao New York Times, declarou que “a escolha da Ucrânia de integrar a Europa vai acelerar a morte da ideologia do imperialismo russo que Putin representa”. De forma ainda mais explícita, acrescentou que “os russos também enfrentam uma escolha, e Putin pode encontrar-se no lado perdedor final não no exterior do país mas dentro da própria Rússia”. Putin reagiu a esse tipo de provocação invadindo a Crimeia e promovendo o referendo para sua anexação à Rússia.

Estou transcrevendo trechos dessa longa reportagem porque sei que os brasileiros não merecem de nossa imprensa, escrita ou televisiva, um noticiário imparcial sobre o que está acontecendo na Ucrânia. Nossa grande imprensa é em relação aos Estados Unidos mais governista, em qualquer circunstância, do que a própria imprensa da elite americana. Mas o que quero acentuar é que o governo americano tem uma estratégia clara de sustentação de sua dominação no mundo e está disposto a pagar qualquer preço, sobretudo se o preço foram instituições ou vidas de outros povos, para firmar seus objetivos estratégicos.

É nesse ponto que convém examinar a situação brasileira atual. Os Estados Unidos restabeleceram a Guerra Fria e elegeram a Rússia como inimigo estratégico, já que a Rússia, ainda uma potência nuclear de primeira linha, é o único poder estratégico, junto com a China na economia, capaz de rivalizar com eles. Ora, nós estamos cometendo a audácia de nos aproximarmos da Rússia e da China no âmbito dos BRICS, criando uma alternativa de desenvolvimento no mundo, tanto do ponto de vista geoeconômico quanto geopolítico. Para quem quer levar o braço da OTAN até as planícies ucranianas, esse é um grande desafio, considerando o fato de que Brasil e África do Sul são considerados quintais relativamente bem comportados do poderio americano.

Se para eliminar o risco de uma maior aproximação com a Rússia for necessário desestabilizar o Governo brasileiro, apelando para uma inventada condescendência com a corrupção, como aconteceu na Ucrânia, os Estados Unidos não se farão de rogados. Eles tem aliados poderosos aqui dentro como leais quinta-colunas. Por algum motivo gravaram os telefones da Dilma. Já no Chile, de acordo com documentos desclassificados depois de 40 anos da deposição de Allende, verifica-se, segundo a mesma “Foreign Affairs”, que o golpe e o assassínio de Allende foram orquestrados por Washington, sob coordenação de Henry Kissinger. Começou com o assassinato do general anti-golpista Schneider, pago pela CIA, e teve durante todo o tempo da conspiração a instigação permanente do jornal “El Mercurio”, que para isso recebeu da CIA US$ 11 milhões em dinheiro de hoje. A “Veja”, como todos sabem, passa por dificuldades financeiras. Não seria o caso de se examinar quem está sustentando suas infâmias destinadas a desestabilizar o Governo brasileiro?

J. Carlos de Assis - Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB.

Por que a corrupção na Petrobras não foi investigada na década de 90?

Investigação na Petrobras deveria ter começado na década de 90, diz Dilma. “Se em 1996, 1997 tivessem investigado e tivessem, naquele momento, punido, não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção”, afirmou a presidente

dilma petrobras corrupção
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20) que os casos de corrupção na Petrobras vieram à tona porque atualmente há mais investigação. Ela criticou a impunidade em governos anteriores.
“Se em 1996, 1997 tivessem investigado e tivessem, naquele momento, punido, não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou quase 20 anos praticando atos de corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção”, afirmou a presidenta, sem citar nomes.
Em entrevista após a cerimônia de entrega de credenciais de novos embaixadores no Brasil, Dilma Rousseff garantiu que as empresas envolvidas nas denúncias de corrupção na estatal, investigadas pela Operação Lava Jato, serão punidas “dentro da legalidade”.
“As empresas, os donos das empresas ou os acionistas das empresas serão investigados. disse. “Agora, o governo fará tudo dentro da legalidade”, completou Dilma. “Isso não significa, de maneira alguma, ser conivente, apoiar ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer”, afirmou.
Dilma voltou a dizer que é preciso separar a imagem da Petrobras da dos funcionários que estão sendo investigados. “Não vou tratar a Petrobras como a Petrobras tendo praticado malfeitos, quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras, que vão ter que pagar por isso. Quem praticou malfeitos, quem participou de atos de corrupção vai ter que responder por eles. Essa é a regra no Brasil.”
Agência Brasil, via http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/02/por-que-a-corrupcao-na-petrobras-nao-foi-investigada-na-decada-de-90.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PragmatismoPolitico+%28Pragmatismo+Pol%C3%ADtico%29

Outro caso de espionagem em massa na internet é descoberto


Nesta terça-feira, a empresa russa especializada em segurança informática Kaspersky anunciou a descoberta de uma enorme rede de espionagem que está na origem de ataques de complexidade sem precedentes que conseguiram infectar discos rígidos de computadores de governos, instituições públicas e empresas estratégicas.

A Kapersky batizou esta rede como The Equation Group. A empresa russa assegura que esses hackers, desde 2001 "tenham infectado milhares ou até dezenas de milhares de vítimas, em mais de 30 países ao redor do mundo". De acordo com a empresa de segurança, o Equation Group é uma rede "que supera tudo o que se conhece em termos de complexidade e sofisticação técnica".

A Kaspersky informa ainda que o Equation Group "utiliza um programa muito complicado e caro para infectar suas vítimas e acessar seus dados. Eles também escondem suas atividades com grande profissionalismo." Quanto aos autores desses ataques, a empresa de segurança não quis acusar diretamente os Estados Unidos, embora tenha sugerido, pois observou que o mecanismo de espionagem empregado pelo grupo tem "fortes semelhanças" com o Stuxnet, vírus com que que Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês) atacou o programa nuclear iraniano.

Assim, o Fanny — um dos Trojans utilizados pelo Equation Group — contem elementos que indicam que seus desenvolvedores são o mesmo ou muito semelhante ao Stuxnet. Os países mais afetados por esses ataques são Irã, Rússia, Paquistão, Afeganistão, Índia, China, Síria e Mali. Os alvos selecionados com "precisão cirúrgica" são representações diplomáticas e governamentais, empresas de telecomunicações, aeroespaciais, de energia, pesquisa nuclear, gas e petroleiras, militares, de nanotecnologia, ativistas islâmicos, meios de comunicação de massa, de transporte, instituições financeiras e empresas de desenvolvimento de tecnologias de criptografia.

Os agressores usam métodos universais para infectar objetivos: não só através da web, mas também por meios físicos. Eles usaram uma técnica de interceptar ativos físicos e substituí-los por versões infectadas com Trojans. Um exemplo é o de participantes selecionados para uma conferência científica em Houston: ao voltar para casa, alguns dos participantes receberam uma cópia do material da conferência em um CD-ROM, que foi usado para instalar o trojan chamado de DoubleFantasy na máquina de destino. O método exato pelo qual esses CDs foram interceptados é desconhecido.

No Movimento Político de Resistência, via http://www.contextolivre.com.br/2015/02/outro-caso-de-espionagem-em-massa-na.html

Conheça a estrela que invadiu o Sistema Solar


Uma representação artística da estrela Scholz, que atualmente está a 20 anos-luz de distância
'Uma estrela invasora passou pelo nosso Sistema Solar há apenas 70 mil anos, de acordo com astrônomos.

 

Nenhuma outra estrela chegou tão perto de nosso sistema. Os pesquisadores, de uma equipe internacional, dizem que ela chegou a ficar cinco vezes mais perto que nosso vizinho mais próximo, a estrela anã Próxima Centauri.

O objeto, uma anã vermelha conhecida como estrela Scholz, passou pela área externa do Sistema Solar, uma região conhecida como Nuvem Oort.

A estrela Scholz não passou sozinha pelo Sistema Solar, ela veio acompanhada por um objeto conhecido como uma anã marrom - um corpo celeste que não tem a massa necessária para gerar fusão em seus núcleos.

Observações da trajetória da estrela sugerem que há 70 mil anos esta invasora passou a 0,8 ano-luz do Sol. A nossa vizinha mais próxima, a Proxima Centauri, está a 4,2 anos-luz, por exemplo.

A descoberta foi publicada na revista especializada Astrophysical Journal Letters.
Perto

Na pesquisa, os astrônomos liderados por Eric Mamajek, da Universidade de Rochester, Estados Unidos, afirmaram que têm 98% de certeza de que a estrela Scholz viajou pelo que é conhecido como "Nuvem Oort Externa", uma região no limite do Sistema Solar com trilhões de cometas.

Esta região é como uma "casca" esférica em volta do Sistema Solar e pode se estender até 100 mil Unidades Astronômicas, ou UA (uma UA é a distância entre a Terra e o Sol).

Para determinar a trajetória da estrela, os pesquisadores precisavam de duas informações: a mudança na distância do Sol para a estrela (sua velocidade radial) e o movimento da estrela pelo céu (velocidade tangencial).

A estrela Scholz atualmente está a 20 anos-luz de distância, ou seja, um sistema razoavelmente próximo. Mas, a Scholz demonstrou um movimento tangencial muito lento para uma estrela tão próxima.

Isto indica que ela estaria se distanciando de nosso sistema ou estaria vindo em nossa direção para um encontro próximo com o Sistema Solar no futuro.

As medidas da velocidade radial confirmaram que o sistema estelar binário está, na verdade, se distanciando de nosso sistema. Ao rastrear seus movimentos no passado, os cientistas descobriram a passagem próxima do Sol há 70 mil anos.
'Insignificante'

Uma estrela passando pela Nuvem Oort poderia causar problemas gravitacionais nas órbitas dos cometas daquela região, arremessando-os para trajetórias dentro do nosso Sistema Solar.

Mas, Eric Mamajek acredita que os efeitos da estrela Scholz em nossa vizinhança cósmica foram "insignificantes".

"Existem trilhões de cometas na nuven Oort e há chance de alguns desses terem sido perturbados por este objeto. Mas, até agora, parece que esta estrela não desencadeou uma 'chuva de cometas' mais importante", afirmou o cientista à BBC News.

A estrela Scholz passou relativamente perto, mas o sistema binário (a estrela anã vermelha e sua companheira, a anã marrom) tem pouca massa e estava passando em alta velocidade. Estes fatores combinados contribuíram para que o efeito da passagem da Scholz pela Nuvem Oort fosse pequeno.

Apesar de esta ter sido a passagem mais próxima já detectada de uma estrela rimeira proximidade inédita da passagem desta estrela, Mamajek acredita não ser incomum que estrelas se aproximem de nosso Sol. Ele afirma que uma estrela provavelmente passa nas proximidades da Nuvem Oort aproximadamente a cada 100 mil anos.

Mas ele sugere que uma passagem tão próxima como esta, ou mais próxima ainda, é, de alguma forma, mais rara. Segundo Mamajek, as simulações matemáticas mostram que um evento como o que envolveu a estrela Scholz ocorre, em média, a cada 9 milhões de anos.

"Então, é uma coincidência que nós tenhamos conseguido descobrir uma que passou tão perto nesses últimos 100 mil anos", disse."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A relação entre o Estado Islâmico e a crise da Petrobras

Em alguns momentos um simples pedaço de informação age como um catalizador para diversas conexões e dali nasce uma hipótese. Quem não se fascina pela dúvida merece mesmo a ignorância que ronda a certeza. Foi o que aconteceu comigo ao terminar de ler o interessante artigo “Os dedos sujos de óleo” de Luciano Martins Costa publicado pelo Observatório da Imprensa que defende a tese de que o turbilhão de informações sobre a crise da Petrobras tem mais o objetivo de confundir do que esclarecer. O autor fecha o texto com a seguinte frase “o bombardeio constante e diário de notícias sobre a corrupção esconde outros aspectos desse jogo.”

Sabemos que o jogo do petróleo é dominado por grupos de poder que possuem força a qual não é possível contabilizar só pelos seus balanços contábeis, mas também pela influência política e militar que desempenham. Penso que isto é claro para todos, mas quais seriam os outros as aspectos que estariam ocultos no jogo envolvendo a crise da Petrobras?
Libra
Seria uma ingenuidade avaliar este escândalo que atormenta o país desconsiderando o pré-sal. Por mais que o leitor discuta se a corrupção nas empresas do governo foi maior ou menor na gestão PT (não é minha intenção discutir isso aqui) é possível identificar um sensato consenso de que a corrupção sempre fez parte do cotidiano destas empresas, bem como nas outras instituições do Estado. No entanto, a descoberta do pré-sal é uma exclusividade histórica de tamanhas proporções que pode tornar o Brasil um dos maiores produtores e exportadores deste recurso do mundo. Se o leitor esqueceu o tamanho disso por causa do ruído da imprensa, vale a pena ver novamente. Procurem em qualquer fonte de informação: a reserva é colossal e não pode ser subestimada.
Não importa se você é tucano, petista, liberal, socialista, moderado, social democrata, coxinha, reaça, petralha, comuna, playboy, hipster, pagodeiro ou qualquer outra coisa, precisamos concordar que: quem ganhar esta briga que se prolifera histericamente na mídia tradicional vai levar este bolo todo para si ou para dividir com o seu clube. E você acha mesmo que este embate somente envolve atores políticos brasileiros? Vale a pena repensar, pois a globalização não se traduz em nações dando as mãos e comercializando produtos e serviços harmonicamente com uma musiquinha feliz ao fundo. Capitalismo é algo que tem no centro de sua lógica a competição. O ato competir também contempla o conflito, seja ele direto ou por meio da estratégia de inflamar e coletar espólios do conflito dos outros.
Não é a minha intenção elaborar teorias da conspiração para colocar minhocas da cabeça das pessoas, mas sim ampliar o debate. Por isso não citarei blogueiros aqui, mas fontes de notícias da mídia tradicional. O que não garante a verdade absoluta, pelo contrário se não fosse pelo trabalho do Glenn Greenwald como blogueiro talvez nunca saberíamos do caso Snowden e acredito que a maioria dos blogueiros são mais honestos do que as corporações da mídia, pois estes geralmente declaram e defendem o seu lado. Já a mídia tradicional age de maneira “obliqua e dissimulada”, tendo lado mas não coragem de lidar com as consequências de declará-lo abertamente. Entretanto, ao citar os que escolheram o seu lado da disputa em seus textos corro o risco de ser taxado como aquele que pinçou suas idéias de fontes convenientes a opinião que expressa. Nada me livrará totalmente de ser acusado disso mas, de qualquer maneira as minhas fontes estão aí. Acesse-as, some às suas e forme a sua opinião também.
Voltando ao tema, penso que a ascensão do Estado Islâmico (ou ISIS) é de determinante impacto na crise da Petrobras. No entanto para chegar a este ponto temos que voltar um pouco no tempo.
A mentira de destruição em massa
No dia 20 de Março de 2003 os Estados Unidos iniciou mais uma guerra contra o Iraque, também chamada como “Operação Liberdade do Iraque” a qual foi iniciada pelo presidente americano George W. Bush e pelo primeiro ministro britânico Tony Blair sob a alegação de que o Iraque estaria desenvolvendo armas de destruição em massa. O que se constatou como uma grande mentira como é possível ver aquiaqui e por incrível que pareça até aqui.
Qualquer um com um pouco de conhecimento de geopolítica pode deduzir que aquela região tão castigada por regimes autoritários, conflitos e ocupações ao longo de sua história possui grandes reservas de petróleo e localização estratégica para sua distribuição. É tão claro que esse sempre foi o objetivo da guerra que nem preciso me estender muito sobre esse assunto.
Obama e a retirada
Sustentar diversas frentes de conflito é algo que consome muitos recursos, mas que depende antes de tudo de apoio popular. Barack Obama sentou a primeira vez na cadeira de presidente dos Estados Unidos em 2009 já com a missão — formalizada em sua campanha presidencial — de retirar os soldados do Iraque e do Afeganistão. Movimentar uma retirada da maior força militar do planeta não é uma tarefa fácil, ainda mais querendo manter o controle do principal recurso natural do local. É necessário neutralizar grupos rivais, instaurar um poder local que mantenha a ordem e que se consiga controlar à distância. Obama só conseguiu tirar seus soldados do Iraque em 2011 e é claro que o governo local não conseguiu segurar a bucha.
Quem me dera se eu estivesse falando da ISIS Valverde
O Estado Islamico, também chamado de ISIL — “Islamic State of Iraq and the Levant” ou “ISIS — ”Islamic State in Iraq and Syria” é um grupo armado cujas raízes remontam o ano 2000 em que o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, ex-Al Qaeda juntou forças rebeldes para derrotar quaisquer grupos de poder que não seguissem a charia (lei muçulmana). De lá pra cá, o grupo atropelou rivais na mesma porporção de arrebanhou adeptos, aproveitou da fraca estrutura de poder deixada pelos americanos no Iraque e da instabilidade na Síria de Bashar al-Assad para tomar o controle de boa parte do território destes dois países e de suas bases de produção de petróleo.
Se esses caras conseguirem fazer tudo que prometem, serão uma espécie de novo império persa. E quando falamos de fundamentalismo religioso é possível esperar que eles usem qualquer coisa que tiverem acesso, seja armamento convencional ou coisas mais pesadas.
Uma boa fonte para entender o que é o Estado Islâmico e sua trajetória pode ser acessada aqui e aqui.
Em junho de 2014 o Estado Islâmico estabeleceu um califado. Ou seja, um regime de governo vitalício com transferência hereditária de poder o qual havia sido extinto na queda do Império Otomano. O Califa, além de líder político, possui uma ligação sagrada com o Profeta Maomé semelhante a que o Papa possui com São Pedro.
Após tomar o controle do petróleo da região sem ser um Estado reconhecido por outras nações, o Estado Islâmico estabeleceu um mercado negro para escoar sua produção, pois é lógico que eles não iriam deixar isso tudo aí parado. De acordo com matéria do Guardian, o óleo do califado já abastece a Turquia, a Jordânia e o Irã. Sabe-se lá para onde este petróleo vai quando chega nestes lugares. Um relatório da ONU divulgado pelo New York Times diz que o negócio já está gerando receitas de US$ 846.000,00 a US$1.645.000,00 por dia. Isto desestabilizou toda a indústria petrolífera.
Arábia Saudita, Irã e Russia: Uma briga paralela
Em meio a toda essa bagunça, temos que somar a Arábia Saudita (maior produtor de petróleo do mundo e grande aliado dos Estados Unidos), o Irã (tradicional rival da Arábia Saudita) e a Rússia (tradicional rival dos Estados Unidos).
Conforme noticiou a Reuters a Arábia Saudita recentemente assumiu um comportamento inverso ao da crise do petróleo de 73 e está mantendo o preço do barril em torno de US$ 65,00 quando geralmente este oscila perto dos cem dólares.
De acordo com a análise publicada, isso teria dois resultados: o primeiro enfraquecer o Irã por conta de seu apoio ao regime de Bashar al-Assad e por tabela fragilizar ainda mais a economia Russa a qual passa por uma crise no preço de sua moeda. Os dois países dependem dos cem dólares por barril para movimentar a sua economia.
A estratégia também atenderia aos anseios dos Estados Unidos e de seus aliados europeus, machucados pela ação de Vladimir Putin contra a Ucrânia a qual, sabemos, teve o intuito de controlar os gasodutos que abastecem a Europa, cujo maior dependente é a Alemanha.
E a Petrobras?
Com esse cenário nada estável, corporações dos Estados Unidos e diversas outras forças da indústria de energia precisam esticar os seus tentáculos para lugares nos quais haja uma perspectiva de boa produção e que tenham uma conjuntura política mais amena. Acredite, a nossa situação é mais amena que a do Iraque, Russia, Venezuela e outros países produtores de petróleo.
O pré-sal é, em minha opinião, algo como um daqueles bolos de centenas de metros que são feitos em comemoração ao aniversário de uma cidade. Milhares de pessoas, em uma situação de difícil controle ficam esperando o sinal para tirar uma lasca do bolo proporcional à sua envergadura.
Todo mérito aos que conduzem a operação Lava a Jato, não minimizo a importância deste caso, bem como desejo (como todos) a punição dos culpados. No entanto, existem interesses maiores em meio a esta história, sobretudo no que se refere a sua cobertura pela mídia tradicional.
Sinceramente acredito que o histerismo da mídia tradicional sobre o caso, às vezes baseando-se em informações parciais ou falsas, possui duas vertentes: A primeira é a de que a imprensa, sobretudo a mídia impressa, vive um período de crise com fechamento de redações inteiras devido à perda da fidelidade do leitor, pois este possui hoje diversas outras formas e fontes de informação. Mais do que nunca é necessário ser bombástico, chamar a atenção e assim garantir a rentabilidade, pois o que é importante para o anunciante é o destaque.
A segunda é que a mídia tradicional escolheu o seu lado na disputa. É ingênuo aquele que pensa que a mídia tradicional está do lado da verdade, imparcialidade e justiça, ou que opera para “o bem de todos e felicidade geral da nação” (desconfio que nem o autor dessa frase acreditava que estava fazendo isso quando a pronunciou). Veja esta entrevista com o dono da Abril e tire as suas conclusões.
A mídia tradicional é formada por corporações, assim como qualquer outra empresa privada é orientada pelo lucro e para atingir este objetivo se aliará a qualquer instituição seja ela governamental ou privada. Corporações não são boazinhas, elas podem operar manipulando os seus contatos diretamente ou criando um caminho de migalhas de pão que é percorrido por jornalistas ávidos em se destacar em meio ao ruído.
Outros “jornalistas” apressados nem checam as suas fontes e apelam para qualquer coisa, como no caso engraçadíssimo em que Rachel Sheherazade acreditou em um post humorístico e o usou como base para defender o deputado federal Jair Bolsonaro.
Em meio à tensão dos dedos acusatórios partindo e apontando para todos os lados, somados a interesses duvidosos nas cenas dos próximos capítulos estão você e eu.
É nesses momentos que devemos repensar as nossas convicções e tentar ampliar o foco da observação. Penso que a crise da Petrobras deixou de ser um problema doméstico para fazer parte do contexto geopolítico global dominado por atores muito mais poderosos que as empreiteiras corruptas de sempre.
Os atores deste jogo já escolheram o seu lado há tempos e temos que buscar a clareza em analisar as notícias para não deixar que eles escolham o nosso lado também.

De Carlos Cabral no site Medium.com

http://www.ligiadeslandes.com.br/18/02/2015/a-relacao-entre-o-estado-islamico-e-a-crise-da-petrobras/

Scalzilli: Sobre o espírito vingativo dos derrotados


Posse Dilma
Faltou combinar com os eleitores
Guilherme Scalzilli (*)
O último processo eleitoral brasileiro foi marcado pela continuidade. A maioria absoluta dos deputados federais e estaduais reelegeu-se. Metade dos senadores em fim de mandato alcançou o objetivo. Dos dezoito governadores que tentaram permanecer no cargo, onze conseguiram. Oitenta milhões de votantes endossaram a polarização entre PT e PSDB, rejeitando as candidaturas presidenciais alternativas. Cerca de 54 milhões optaram depois pela via situacionista, dando-lhe a quarta vitória seguida.
Os resultados frustraram as expectativas de renovação acima das médias históricas e, principalmente, de uma derrota do governo federal. Isso aconteceu porque o ímpeto de mudança que teria dominado o país era mais um desejo dos comentaristas do que um diagnóstico preciso. Em outras palavras, a perspectiva de transformação do cenário político baseou-se na projeção de anseios setorizados e teve natureza essencialmente propagandística.
O equívoco nasceu nos consensos do campo midiático sobre as manifestações populares do ano passado. Ansiosos para domesticar a perigosa simbologia dos protestos e sua polêmica pauta original, certos observadores apressaram-se em acomodá-los sob um denominador comum. O suposto desejo coletivo de mudança foi então adotado como fator identitário e unificador do fenômeno heterogêneo e caótico das manifestações.
Essa leitura também ajudava a neutralizar ideologicamente a militância. Uma reação generalizada “contra tudo que está aí” dispensava plataformas e condicionantes sociais ou partidárias. Era a essência positiva de qualquer atitude rebelde, inclusive quando os seus argumentos se mostravam rasteiros, como nas falácias sobre os gastos com a Copa do Mundo. O mesmo valia para a ilusão “tática” dos blocos mascarados.
Logo a mídia passou a instrumentalizar a revolta com fins eleitorais. A condenação do radicalismo das ruas serviu para reforçar sua antítese pacífica e ordeira, a mudança pelo voto. O mantra apaziguador “a resposta será dada nas urnas em outubro” virou moda na imprensa corporativa, adquirindo uma tonalidade pedagógica de forte viés autoritário.
Claro que todos previam a influência desse discurso na disputa presidencial vindoura, fortemente plebiscitária e polarizada. A naturalização do mote novidadeiro disseminava e fortalecia o apelo de qualquer candidatura oposicionista que se tornasse competitiva. E conferia uma fachada isenta ao antipetismo preponderante nos veículos.
A jogada tinha algum respaldo histórico. Nas pesquisas de 1989, por exemplo, a mudança política foi o motivo mais citado para a decisão final de voto, particularmente a dos eleitores do vitorioso Fernando Collor. (1) Em 2002, a metáfora da esperança brandida por Luiz Inácio da Silva utilizou apelo semelhante. (2)
Ao longo de 2014, contudo, a novidade sucumbiu à vulgarização midiática. Repetido nos slogans de Dilma Rousseff (“Muda Mais”), Aécio Neves (“Muda Brasil”) e Marina Silva (“Coragem pra mudar o Brasil”), o conceito diluiu-se até perder o sentido. Serviu tanto para o governo acenar com melhorias quanto para a oposição amenizar seus elogios aos programas federais. Virou um rótulo camaleônico a serviço do oportunismo.
Parece inegável que as narrativas mudancistas do marketing eleitoral dialogavam com efetivas demandas da sociedade. Mas as versões jornalísticas desses anseios tomavam-nos como parte do legado subjetivo dos protestos, e não como suas causas, exagerando a possível influência deles sobre as urnas. Se as manifestações escancaravam a falência do sistema representativo, dificilmente prenunciariam uma guinada institucional que dependesse da própria estrutura sufragista caduca.
Os prognósticos de renovação eleitoral falharam ao simplificar demais as motivações do voto no país. Fizeram de um fenômeno socioculturalmente delimitado um microcosmo representativo da maioria, ignoraram os enormes contingentes populares que não aderiram à febre reivindicatória e desconsideraram os estímulos morais e pragmáticos do chamado “eleitor não-racional”, decisivo em qualquer disputa. (3)
Misturando estratégia publicitária com análise conjuntural equivocada, a apologia da mudança pelo voto iludiu os círculos oposicionistas a ponto de comprometê-los moralmente com a fantasia redentora. O espírito vingativo que se apossou dos derrotados é consequência direta dessa perplexidade rancorosa contra os eleitores que baldaram suas previsões.
(1) Carreirão, Yan de Souza. “A decisão do voto nas eleições presidenciais brasileiras”. Florianópolis: Ed. Da UFSC; Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2002, p. 81-86.
(2) RUBIM, Antonio Albino Canelas. As imagens de Lula presidente, 2003. in FAUSTO NETO, Antonio (Org.s) Lula Presidente: televisão e política na campanha eleitoral. Porto Alegre: Hacker Editores / Unisinos, 2003. p.43.
(3) Silveira, Flavio Eduardo. “A decisão do voto no Brasil”. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1998, p. 182-190.
(*) Historiador e escritor. Blog: http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/. Artigo publicado na página do Le Monde Diplomatique Brasil

EUA correm risco de 'mega seca' inédita em mil anos


Secas nos próximos anos acontecerão por combinação de redução das chuvas e aumento da evaporação da água do solo (Foto: Nasa)
"Estudo alerta para períodos de estiagem de até 35 anos em partes do país a partir de 2050, piores que "anomalia climática" na Idade Média.

Jonathan Amos, BBC Brasil  

O sudoeste e as planícies centrais dos Estados Unidos correm o risco de enfrentar uma mega seca a partir de 2050 – a maior em mil anos, segundo pesquisadores.

Algumas regiões, como a Califórnia, já enfrentam uma séria escassez de chuvas, mas a situação é branda se comparada com alguns períodos dos séculos 12 e 13.

"Essas mega secas durante os anos 1100 e 1200 persistiram por 20, 30, 40, 50 anos de cada vez e foram secas que ninguém na história dos Estados Unidos jamais experimentou", disse Ben Cook, do Instituto Goddard para Estudos Espaciais da Nasa.

São esses eventos climáticos sem precedentes no último milênio que podem vir a acontecer, segundo os novos modelos.

"As secas que as pessoas conhecem – como a que foi chamada de dust bowl nos anos 1930 por causa das tempestades de areia, a seca dos anos 1950 ou mesmo a atual seca na Califórnia e no sudoeste – foram secas naturais que esperava-se que durassem apenas alguns anos ou talvez uma década", disse Cook.

"Imagine se a seca atual na Califórnia continuasse por mais 20 anos", comparou.

Duplo efeito

O estudo reforçou um consenso sobre as secas que deverão afligir o sudoeste e as planícies centrais americanas (uma larga faixa de território do norte do Texas até as Dakotas do Norte e do Sul) em consequência das crescentes emissões de gases na atmosfera.

Elas serão causadas por um fenômeno duplo: a precipitação reduzida (redução da quantidade de chuvas e neve) e o aumento da evaporação (impulsionado pelas altas temperaturas, que deixará os solos mais ressecados).

Para o novo estudo, a equipe de Cook comparou reconstruções das condições climáticas do passado feitas a partir da análise dos anéis de crescimento das árvores – os anéis são mais largos em anos mais úmidos. Foram levados em conta também outros 17 modelos climáticos, além de índices diferentes usados para descrever a quantidade de umidade que se manteve nos solos.

Com estas informações, os pesquisadores conseguiram entender a variação natural do sistema climático, separando o que são situações normais e o que seriam situações extremas.

O que o grupo descobriu foi que, após 2050, o sudoeste e as planícies centrais provavelmente passarão por períodos de estiagem que ultrapassariam até mesmo a chamada "anomalia climática medieval" nos séculos 12 e 13.

"Tanto no sudoeste quanto nas planícies centrais, estamos falando de um risco de 80% de uma seca de 35 anos até o final do século, se a mudança climática se consumar", disse o coautor do estudo Toby Ault, da Universidade de Cornell.

"E esse é um ponto muito importante – não estamos necessariamente presos neste alto risco de uma mega seca se tomarmos providências para retardar os efeitos da emissão dos gases estufa nas temperaturas globais."

Vivendo em estiagem

Ault definiu as condições de uma mega seca usando o exemplo da cidade de Tucson, no Arizona, onde a precipitação está em 80% dos níveis esperados desde o final dos anos 1990. Se isso continuar por mais duas décadas, a situação se qualifica como mega seca.

Apesar do desafio, o pesquisador se disse otimista com a possibilidade de desenvolver estratégias para lidar com o problema.

"Os registros que temos de mega secas do passado são baseados em estimativas de anéis de crescimento. Se você pensar bem, isso é um pouco animador, porque significa que as secas não foram ruins a ponto de matar todas as árvores", disse Ault.

"Estou otimista porque uma mega seca não significa não ter água – significa apenas ter muito menos água do que nos acostumamos a ter no século 20."
O estudo, divulgado na publicação científica Science Advances, foi discutido no encontro anual da Associação Americana para o Avanço das Ciências, que acontece em San Jose, na Califórnia."

Cinco truques para deixar seu computador mais veloz


Procedimentos simples como deletar programas mais pesados e adotar versões online podem ajudar a melhorar a performance do computador
"Mas acabamos de comprar o computador!", você reclama. Na verdade, você o comprou há seis anos, quando fez aquela viagem e decidiu aproveitar o valor do câmbio. Mas por que é que agora os programas demoram tanto para abrir?

Da BBC Brasil 

Se você não é especialista em TI, mas não quer trocar de computador como troca de roupa, a BBC Brasil compilou alguns truques para ajudá-lo a manter seu Mac ou PC – são passos simples e que podem ser usados por todos, independentemente do quanto você sabe sobre computadores.  

1. FAÇA UMA DESFRAGMENTAÇÃO NO DISCO RÍGIDO

Talvez você nem saiba o que isso significa, mas pode se surpreender com a importância do procedimento na manutenção do computador.

A desfragmentação acelera a forma como seu computador lê e navega pelos documentos, "limpando" e reorganizando os dados armazenados nele.

Até os discos rígidos modernos ficam mais lentos com o passar do tempo, por causa da forma como os arquivos são guardados. À medida que arquivos são criados e deletados, eles são fragmentados e guardados em diferentes partes do disco, em vez de ficarem todos juntos. Isso faz com que o acesso aos arquivos fique menos eficiente.

Ao organizar os blocos de informação espalhados no disco rígido, você não apenas aumenta o espaço disponível na memória, mas agiliza o acesso aos dados.

Antes de comprar outro computador, experimente desfragmentar o que tem em casa
A desfragmentação é especialmente necessária em PCs, que possuem um programa especial para fazê-la. Outra opção é o programa gratuito Smart Defrag 3 (para Windows 8.1).

Em Macs, a Apple afirma que a desfragmentação dificilmente precisará ser feita, porque o sistema otimiza a organização dos arquivos automaticamente. Mas se o seu Mac estiver lento, é possível usar o programa Utilitário de Disco (Disk Utility) para consertá-lo.

Se quiser tentar a desfragmentação mesmo assim, o programa iDefrag (para Apple OS X) também é gratuito.

2. APAGUE ARQUIVOS DESNECESSÁRIOS

Hoje em dia é muito fácil encher um disco rígido de menos de 200 GB. E quanto mais cheio ele fica, mais difícil fica para completar qualquer ação.
Você provavelmente tem muitos arquivos antigos que nunca usa, ocupando espaço valioso em seu computador.

E para descobrir quais são eles de maneira rápida, basta baixar um aplicativo.

Você certamente tem arquivos antigos que não usa mais ocupando espaço valioso na sua máquina
Há muitos programas no mercado tanto para PCs quanto para Macs. Para usar no Windows, SpaceSniffer e WinDirStat, ambos gratuitos, ajudam a identificar os arquivos que ocupam mais espaço em seu disco rígido.

Se você usa o Mac, há um jeito ainda mais fácil de encontrar esses arquivos, usando o próprio Finder (programa padrão de gerenciamento de arquivos do OS X). Ele possibilita ver tudo o que está no Mac de maneira prática, incluindo aplicativos e programas, discos rígidos, arquivos, pastas e drives de DVD.

Você pode organizar seus arquivos e pastas por aí, buscar material em qualquer lugar em seu Mac ou deletar tudo o que não quer mais.

3. Evite executar programas automaticamente

Esta é uma das maneiras mais rápidas de deixar seu computador mais veloz – especialmente quando você liga a máquina.

Você pode ver quais programas estão sendo executados no computador em tempo real e fechá-los, se quiser.

Tanto o OS X, com o Monitor de Atividade, quanto o Windows, com o Gerenciador de Tarefas, permitem fazer isso.

Se você usa um Mac, procure em Preferências do Sistema, selecione "Usuários e Grupos" e clique nos processos que quer parar.

Se você tem um PC, você pode usar o software gratuito Autoruns, que controla todos os programas executados automaticamente.

Escolha programas antivírus de acordo com as especificações do seu computador – há muitas opções gratuitas
4. Elimine vírus e 'malware'

Alguns insistem que é possível ficar sem um programa antivírus, afirmando que eles usam muita memória e poder de processamento, especialmente em PCs mais antigos.

Mas para quem não é especialista, é melhor se prevenir e instalar o programa.
É importante escolher o antivírus de acordo com as especificações do seu computador. Alguns dos programas que usam menos memória e processamento são o Microsoft Security Essentials, o Panda Cloud e o Avira. Para PCs, a lista é bem longa.

Apesar do mito popular de que Macs não são vulneráveis a vírus, suspeite se seu computador estiver mais lento do que o normal. Use uma ferramenta gratuita como o Avast ou o Sophos.

5. Use aplicativos web

Caso nenhuma destas alternativas funcionem, pode ser a hora de trocar de aparelho
Para que instalar o Office se você pode usar programas online gratuitos como Google Docs, o Adobe Buzzword ou com os conjunto de programas Zoho e Peepel?

Aplicativos web, abertos em um navegador, conseguem desempenhar quase todas as funções necessárias para criar ou compartilhar arquivos.

Eles também têm duas vantagens: são mais leves (por isso exigem menos poder de processamento para serem executados) e não enchem o disco rígido.

Se você tentar estes cinco passos e, mesmo assim, seu computador não executar as tarefas mais rápido, talvez seja a hora de chamar um técnico – ou de investir em uma nova máquina!"

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Das saúvas à corrupção, nossos males são…



Gilberto Freyre, nosso antropólogo maior, era otimista quanto ao Brasil. Em vez de procurar os nossos males, destacava os nossos paradoxos, que sutilmente chamava de equilíbrio de antagonismos: “Considerada de modo geral, a formação brasileira tem sido, na verdade, como já salientamos às primeiras páginas deste ensaio, um processo de equilíbrio de antagonismos. Antagonismos de economia e de cultura. A cultura europeia e a indígena. A europeia e a africana. A africana e a indígena. A economia agraria e a pastoril. A agrária e a mineira. O católico e o herege. O jesuíta e o fazendeiro. O bandeirante e o senhor de engenho. O paulista e o emboaba. 0 pernambucano e o mascate. O grande proprietário e o pária. O bacharel e o analfabeto. Mas predominando sobre todos os antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o senhor e o escravo”. Não é bonito?
Lima Barreto conheceu o “lado b” desses antagonismos. Talvez por isso fosse mais pessimista: “Abriu a porta; nada viu. Ia procurar nos cantos, quando sentiu uma ferroada no peito do pé. Quase gritou. Abaixou a vela para ver melhor e deu com uma enorme saúva agarrada com toda fúria à sua pele magra. Descobriu a origem da bulha. Eram formigas que, por um buraco no assoalho, lhe tinham invadido a despensa e carregavam as suas reservas de milho e feijão, cujos recipientes tinham sido deixados abertos por inadvertência. O chão estava negro, e, carregadas com os grãos, elas, em pelotões cerrados, mergulhavam no solo em busca da sua cidade subterrânea”. Policarpo Quaresma não viveu na senzala, mas tampouco na casa grande.
Assim, Gilberto Freyre e Lima Barreto são complementares e antagônicos.
Quais são hoje os nossos antagonismos equilibrados: o corrupto e corruptor. O juiz com auxílio-moradia e o morador de rua com direito de ir e vir. O banqueiro que não paga juros e o usuário de cartão de créditos que se tornou inadimplente. O jogador de futebol que, ganhando um milhão por mês, reclama do salário atrasado e o trabalhador que, ganhando mil reais por mês, gasta tudo adiantado. O político em campanha e o mesmo político depois de eleito. O representante do povo e o povo que não se vê representado. A economia da especulação financeira com alta taxa de retorno e a do trabalho mal pago que não cobre a volta para casa.
O agronegócio e a agricultura familiar. Mas predominando sobre todos os antagonismos, o mais geral e o mais profundo: o capitalista e o descapitalizado.
Nem as formigas nos tiram o ânimo. Estamos em fevereiro. Entre Gilberto Freire e Lima Barreto, antagonismos equilibrados, ficamos com Sérgio Buarque de Holanda: “Entre nós, o domínio europeu foi, em geral, brando e mole, menos obediente a regras e dispositivos do que à lei da natureza. A vida aqui parece ter sido incomparavelmente mais suave, mais acolhedora das dissonâncias sociais, raciais, e morais”. Gostamos dessa parte. Achamos que nos representa. Além do mais, Sérgio é pai de Chico Buarque.
Que síntese melhor de uma nação?
Só a feita por Paulo Roberto Costa, que botou PT, PMDB, PSDB e PP no mesmo saco.
Todos continuarão colhendo sem plantar.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6949

Partidos

partidos-politicos
Um partido não se faz com oportunistas e sequer com críticos de última hora. Também não se faz com adesão cega ao personalismo. Menos ainda com pessoas acima do bem e do mal.
Partidos são coletivos e, portanto, deveriam ser o resultado político e ideológico desse coletivo. Deveriam, eu disse. Mas não é, infelizmente, o que acontece com os partidos no Brasil.
Nas eleições de 2014 contávamos com 141.824.607 eleitores, dos quais 15.320.151 eram filiados aos partidos (dados do TSE). Isso significa apenas 10,8%.
Quais as razões de tão pequena filiação?
Das tantas, ressalto uma, já comentada acima: os partidos não representam mais seus coletivos. Tornaram-se expressões de personalismos e quem idolatra pessoas não precisa de partidos para isso.
Marina Silva, infelizmente, é um bom exemplo disso. PT, PV, Rede, PSB e sabe-se lá o que ainda está por vir. PSDB, PMDB, PT e até os ditos “nanicos” sofrem do mesmo mal.
Dilma é outro exemplo. Dilma foi eleita, o PT não. Sequer a esquerda foi eleita, basta ver o Congresso, as Assembleias e Câmaras Brasil afora.
E não será uma reforma política que resolverá essa questão. Precisamos é de uma reforma na cidadania, uma reforma que realmente aproxime os partidos das pessoas, filiadas ou não.
do: http://escosteguy.net/?p=3833