sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Financiamentos do BNDES em 2012 devem somar R$ 150 bilhões



Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Os números divulgados dia (27) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) levaram o presidente da instituição, Luciano Coutinho, a estimar que os desembolsos do banco este ano poderão efetivar a previsão de R$ 150 bilhões ou até ultrapassar esse valor.
“Pode ser”, admitiu Coutinho, após assinar com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, contrato de financiamento no valor de R$ 1,9 bilhão, dentro do programa Proinveste, criado pelo governo federal para aumentar a capacidade de investimentos de estados e do Distrito Federal.
De janeiro a novembro deste ano, os recursos liberados pelo BNDES atingiram R$ 121,8 bilhões, mostrando expansão de 3% em comparação com os desembolsos efetuados em igual período de 2011. Nos 12 meses encerrados em novembro deste ano, foram desembolsados R$ 142,7 bilhões, com crescimento de 7% sobre o mesmo período anterior.
Coutinho destacou que os meses de novembro e dezembro “sempre são os meses mais fortes” do ano. “Já estamos perto de R$ 150 bilhões”. Ele reiterou que, dependendo do que ocorrer ainda nesta tarde e amanhã (28), talvez as liberações do banco superem esse valor.  “Nós vamos trabalhar até o último minuto. Eu só saberei amanhã (se vai passar de R$ 150 bilhões), após o fim do expediente bancário”.
O banco comemorou o volume recorde de um milhão de operações de financiamento feitas até novembro, em razão, principalmente, da participação das micro, pequenas e médias empresas, que responderam por 96% do total de transações efetuadas no período.
Luciano Coutinho destacou que a participação do segmento vem se mantendo firme e em ascensão “Nós temos expansão de, pelo menos, 30% do Cartão BNDES este ano”, disse, referindo-se a um dos principais instrumentos de financiamento para as micro, pequenas e médias empresas.
No acumulado de 2012 até novembro, os desembolsos do BNDES para a indústria cresceram 13%, totalizando R$ 41,4 bilhões. Para a área de infraestrutura, foram destinados R$ 40,2 bilhões, enquanto o segmento de comércio e serviços recebeu R$ 30,3 bilhões e o de agropecuária, R$ 9,9 bilhões.
Coutinho assegurou que o grande objetivo do banco, “que é consenso do país”, é aumentar a participação dos investimentos no Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país. “Esse é um grande esforço e nós esperamos que a infraestrutura e a logística sejam um vetor de dinamismo para a ampliação do investimento em 2013 e em 2014”.
Edição: Tereza Barbosa

Brasil Carinhoso tem potencial de reduzir pobreza a nível 'residual'



O Ipea estima que a pobreza será reduzida a 0,6% do total da população de 0 a 15 anos (Foto: Antônio Cícero/Fotoarena/Folhapress)

“Estudo calcula que, se tivesse sido iniciado em 2011, nível de pobreza extrema seria a metade devido a diferença de metodologia de cálculo em relação ao Bolsa Família 


O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou hoje (26) estudo com afirmando que o Programa Brasil Carinhoso tem capacidade de reduzir a miséria no Brasil a níveis considerados "residuais". A diferença do programa, complementar ao Bolsa Família e lançado este ano por Dilma Rousseff, é que toma-se em conta a diferença entre a renda familiar por pessoa e a complementação necessária para que a família saia da extrema pobreza, atualmente definida em uma renda inferior a R$ 70 per capita.

De acordo com a nota técnica do Ipea, embora tenha sido eficiente no combate à pobreza (famílias com renda entre R$ 70 e R$ 140), o o Bolsa Família teve uma eficácia limitada na transferência de renda para as famílias em situação de pobreza extrema, com renda abaixo de R$ 70 per capita, por não considerar o vazio que havia entre a complementação de renda via Bolsa Família e o valor da renda que a família possuía. Por exemplo, um casal com cinco crianças (0 a 15 anos) e dois jovens (16 e 17 anos), que não tivesse qualquer renda, receberia do programa R$ 34 por pessoa – ou seja, continuaria vivendo abaixo da linha da miséria.

Com a criação do Brasil Carinhoso, a distribuição de renda se direciona ao combate à miséria infantil, que, em 2011, atingia 5,9% da população na faixa etária de 0 a 15 anos, que é uma taxa maior que a da população geral, de 3,4%, no mesmo ano. No mesmo exemplo acima, uma família com renda per capita de R$ 34 receberia mais R$ 36 por pessoa para atingir o patamar de R$ 70. Com isso se cumpriria a principal função de um programa de transferência de renda, que é a elevação da renda das famílias que recebem o benefício.

“As famílias que eram extremamente pobres e que tinham crianças de 0 a 5 anos, mesmo recebendo o benefício, continuavam extremamente pobres. Agora, o benefício deixa de ser pago em função da composição familiar e passa a ser pago em função do hiato de pobreza, ou seja, do quanto falta para a família deixar de ser extremamente pobre”, afirmou Rafael Guerreiro Osorio, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, segundo nota publicada no site do instituto. 

Perspectiva animadora

O estudo também apresenta uma simulação de impactos do programa Brasil Carinhoso sobre a pobreza extrema que revela potenciais animadores. Utilizando dados anteriores à instalação do Bolsa Família, do ano inicial (2003) e sobre cada um de seus reajustes (2007 e 2011) e dados após a criação do Brasil Carinhoso, o estudo do Ipea indica que, se tivesse sido iniciado em 2011, o programa poderia ter levado a pobreza extrema à metade dos 3,4% verificados naquele ano. No caso de famílias com crianças de zero a 15 anos, poderia ter levado a pobreza extrema para menos de 1% da população.

Observando os dados de 2012, as pessoas em situação de pobreza extrema seriam reduzidas a 0,8% da população, e as crianças de zero a 15 anos neste situação seriam reduzidas a 0,6% do total. Para o presidente do Ipea, Marcelo Neri “a redução de pobreza em 2013 será muito maior com o Brasil Carinhoso, sem dúvida, do que seria sem o programa, ou se permanecêssemos com o desenho antigo do Bolsa Família”. “Em 10 anos, a mortalidade infantil caiu 10% no Brasil. Entre as crianças de 0 a 4 anos, houve redução de 21 pontos percentuais na pobreza de 2001 a 2011. Algo está acontecendo, e não é mais do mesmo. O jogo mudou”, conclui Neri.”

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Ano novo, já pensou em mudar de atitude?


Todo fim de ano é quase a mesma coisa, a esperança se multiplica. A limiar de um novo ano parece encher de expectativas todas as pessoas, o ano novo traz consigo as já tradicionais resoluções de ano novo, as esperanças se renovam, como bem profetizou Augusto dos Anjos: A Esperança não murcha, ela não cansa, também como ela não sucumbe a Crença. Vão-se sonhos nas asas da Descrença, voltam sonhos nas asas da Esperança.

desafios

São diversas as promessas feitas no final do ano para serem cumpridas no novo ano: “vou começar um regime alimentar, vou entrar pra academia, vou trocar de serviço, vou viajar mais, vou trabalhar menos, vou ser mais compreensível, vou entrar pra uma faculdade”, e por aí vai.

É bom que se diga que essas intenções são saudáveis a todo ser humano. É importante pensar positivo e acreditar que dias melhores virão. Mas além da intenção é necessário sobretudo a ação, é preciso fazer acontecer, tomar as rédeas da própria vida e mudar a rotina. As mudanças não acontecem de fora pra dentro é preciso que elas nasçam no íntimo de cada um.

Toda reforma interior e toda mudança para melhor dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço. [Immanuel Kant]

Todos temos algum sonho a se realizar e pra isso é preciso atitude, não basta simplesmente viver pelos cantos reclamando dos infortúnios da vida. É necessário partir para ação, as nossas ações é que irão determinar o tamanho dos nossos resultados.

O ano que se inicia pode realmente significar algo novo, pode significar mudança pra melhor, mas pra que isso ocorra é necessário deixar de lado o comodismo e partir pra medidas efetivas de mudança. É preciso superar desafios, e, pra que isso ocorra, é necessário dar o primeiro passo, já percebeu que toda longa jornada começa com o primeiro passo? Você tem tudo que precisa pra começar essas mudanças dentro de você, só esperando seu reconhecimento, faça acontecer.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão . E ilusão não tira ninguém do lugar onde está. Ilusão é combustível de perdedores.  [Roberto Shinyashiki]

É preciso ser protagonista da própria história, mudar de atitude, o ano que se inicia pode representar isso. O começo de um novo tempo na sua vida. A questão fundamental é não aceitar passivamente as situações que são impostas como normais, é aprender a lutar contra as condições adversas pra atingir nossos objetivos. É correr atrás dos sonhos, e, pra isso, é preciso persistência, não podemos desanimar no primeiro obstáculo. A vitória só é possível pra aqueles que não desistem no meio do caminho.

É importante não ter medo do fracasso, pois ele faz parte do nosso aprendizado. O fracasso é apenas uma nova oportunidade pra fazer melhor, trata-se apenas de uma alteração de rota temporária no caminho para o sucesso.

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. [Fernando Pessoa]

Faço do ano que se inicia algo diferente, ao invés de apenas promessas de mudanças, mude de atitude e parta para ação.  São exatamente essas ações é que irão determinar e farão a diferença na busca por seus objetivos.

Que a chegada de um novo ano represente o início das mudanças que todos vocês que leem meu blog almejam. Que vocês tenham fé nessas mudanças e tenham sobretudo atitude pra fazer com que elas aconteçam. De minha parte eu torço pra que você tenha essa atitude de mudança e que acredite no seu potencial pra alcançá-las, o resto virá por acréscimo.

Não abra mão dos seus sonhos!

Sobre o Autor:
José Márcio
José Márcio - Editor Chefe dos Invicioneiros, leitor voraz e aprendiz de escritor.



http://www.osinvicioneiros.com.br/2012/12/ano-novo-ja-pensou-em-mudar-de-atitude.html#ixzz2GIkTNVOn

TV manipula notícia sobre criação de empregos



Na quarta-feira (19/12), no Jornal Nacional, o gráfico atrás da apresentadora Patrícia Poeta mostrava a criação de 1,77 milhão de empregos até agora, em 2012. Considerada a pindaíba econômica do mundo ocidental, qualquer cidadão de outro país olharia com inveja para cá. Mas na Globo não é assim: toda notícia que venha do governo tem que ser “negativada”.
Foi o que fizeram. Este foi o texto lido pela apresentadora:
“A criação de empregos com carteira assinada, este ano, foi 23% menor do que em 2011. É o pior resultado desde 2009. Mas, isoladamente, os números de novembro mostram um aumento de quase 8% no emprego formal.”
Quem estivesse jantando nessa hora sem olhar para a TV não veria o gráfico e faria juízo sobre a informação apenas com o que estivesse ouvindo. Desta vez mudaram a técnica: deram a notícia positiva de forma negativa, e no fim veio o “mas” positivando parcialmente os fatos. Isso é democracia, liberdade de expressão e tudo o mais que eles dizem quando se quer acabar com o oligopólio da mídia? O nome disso é partidarismo de mídia através de manipulação da notícia.
Paranoia? Perseguição à Globo? Coisa de esquerdista, de petista, de lulista, brizolista? Confira aqui mais essa vergonha. Agora veja a notícia por outro ângulo: “Brasil cria 1,77 milhão de empregos com carteira assinada em 2012”.
Os dados do Caged
De janeiro a novembro deste ano, foram abertos 1.771.576 postos de trabalho com carteira assinada no Brasil, o que representa uma expansão de 4,67% no nível de emprego comparado com o final de 2011, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira (19/12) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Os dados de novembro, segundo o MTE, mostram continuidade à tendência de crescimento do emprego no Brasil, que registrou pela terceira vez em 2012 um saldo superior ao do ano anterior. Foram declaradas 1.624.306 admissões e 1.578.211 desligamentos no referido mês. Como resultado, o saldo do mês foi de 46.095 novos empregos com carteira assinada no Brasil, correspondentes ao crescimento de 0,12% em relação ao registrado no mês anterior.
Segundo o Caged, apresentaram desempenho positivo no mês o comércio, com 109.617 postos (1,27%), sendo o terceiro melhor saldo para o período; e serviços, com 41.538 postos (0,26%). Por outro lado, alguns setores apresentaram desempenhos negativos. A construção civil teve baixa de 41.567 postos (-1,34%), decorrente de atividades relacionadas à construção de edifícios (-15.577 postos) e construção de rodovias e ferrovias (-8.803 postos), associados a términos de contratos e a condições climáticas.
Complexo sucroalcooleiro puxa emprego para baixo
Na agricultura, houve retração de 32.733 postos (-1,98%), devido à presença de fatores sazonais negativos. A indústria de transformação teve perda de 26.110 postos (-0,31%), proveniente dos ajustes da demanda das festas do fim do ano, queda menor que a ocorrida em novembro de 2011 (-54.306 postos ou -0,65%).
O emprego cresceu em três das cinco grandes regiões, sendo a Sul, com 29.562 postos (0,41%); Sudeste, com 17.946 vagas (0,08%), e Nordeste, com 17.067 empregos (0,28%). As exceções ficaram por conta da região Centro-Oeste (-14.820 postos ou -0,50%), cuja redução deu-se ao desempenho negativo da agricultura (-9.130 postos); da construção civil (-6.393 postos) e da indústria de transformação (-5.929 postos); e da região Norte (- 3.660 postos ou -0,21%), onde a construção civil (-3.371 postos) e a indústria e transformação (-2.084 postos) foram os principais setores responsáveis pela queda no mês.
Por unidade da federação, dezesseis tiveram expansão do emprego. Os destaques foram Rio Grande do Sul (+15.759 postos ou 0,61%); Rio de Janeiro (+13.233 postos ou 0,36%); Santa Catarina: (+8.046 postos ou 0,42%); São Paulo (+7.203 postos ou 0,06%); Paraná (+5.757 postos ou 0,22%) e Bahia (+5.695 postos ou 0,34%). Os estados que demonstraram as maiores quedas no nível de emprego foram: Goiás (-8.649 postos ou -0,75%), devido, principalmente, às atividades relacionadas ao complexo sucroalcooleiro, e Mato Grosso (-5.910 postos ou -0,97%), por causa do desempenho negativo do setor agrícola (-4.798 postos) [ver aqui].
Fernando Branquinho, jornalista, Brasília, DF
No Observatório da Imprensa

Governos Lula e Dilma reajustam salário mínimo em 239%, contra inflação de 76%!


por Marcos Doniseti

Com o reajuste para R$ 678, o aumento real do salário mínimo (descontada a inflação acumulada entre 2003-2012) chega a 92,6%. Em dólares, o aumento foi ainda maior: 485,4%. 

Desde o ano de 2003, o salário mínimo brasileiro acumula um reajuste de 239% (já considerando o aumento de 9% para o ano de 2013, que elevará o seu valor para R$ 678).

Enquanto isso, a taxa de inflação oficial acumulada (IPCA) desde 2003 atinge os 76%. E se usarmos o INPC, que é utilizado para reajustar o salário mínimo, a inflação acumulada chega aos mesmos 76%. 

Assim, o salário mínimo teve um reajuste 3,1 vezes maior do que a inflação do período (reajuste de 239%, contra inflação de 76%). 

Assim, o aumento real do salário mínimo acumulado no período 2003-2012 foi de 92,6%. 

Já se fizermos o mesmo cálculo em US$ dólares, o aumento do salário mínimo também foi muito significativo. Senão, vejamos:

No final de 2002, o salário mínimo era de R$ 200 e o dólar fechou cotado a R$ 3,54. Assim, o valor do salário mínimo em dólares era de US$ 56,50 dólares.

Hoje, o dólar está cotado em torno de R$ 2,05. Como o salário mínimo subirá para R$ 678 a partir de 01 de Janeiro próximo, mantida a cotação atual do dólar, o salário mínimo chegará a US$ 330,73 dólares.

Isso representa um aumento real de 485,4% do valor do salário mínimo brasileiro quando o mesmo é cotado em dólares.  

Valeu, Lula!

Valeu, 
Dilma!

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com.br/2012/12/governos-lula-e-dilma-reajustam-salario.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

VIVA A POLÍTICA!!!


Hoje, passado o processo eleitoral de 2012, é dia de celebrar a democracia e o instituto sem o qual ela não existe: a representação popular.

Em um país como o nosso, é sempre necessário lembrar a importância do ritual eleitoral. Ele foi mais a exceção que a regra em quase 125 anos de vida republicana.
Vivemos a maior parte de nossa experiência como nação moderna sem que a grande maioria da população pudesse se expressar e dizer o que desejava.
Até 1930, éramos uma República de participação fortemente limitada, em que as oligarquias mandavam sozinhas e apenas os “bem pensantes” podiam votar. A quase totalidade dos trabalhadores, dos pouco educados e dos jovens não tinha voz.
Nenhuma mulher votava.
Por um breve período, as amarras foram relaxadas, mas voltaram a se fechar em 1937, quando uma ditadura baniu a política representativa. Só voltamos a fazer eleições em 1945.
Ainda que controlada, tivemos a primeira democracia ampla por 20 anos, quando uma nova ditadura foi implantada. Essa não eliminou as eleições, mas colocou o sistema político no cabresto.
O golpe de estado de 1964 aconteceu quando as Forças Armadas entenderam que a democracia era ineficiente e perigosa. Que, em última instância, era impossível confiar no sistema eleitoral e nos partidos políticos.
Os generais não agiram sozinhos. Assumiram o poder em resposta aos “clamores” dos setores da sociedade incomodados com o trabalhismo de João Goulart, especialmente o empresariado tradicional, os grandes proprietários rurais e a parte mais conservadora da classe média.
Até o 1º de abril, a “grande imprensa” fez seu papel. Quem não se lembra das manchetes de um jornal carioca: “Basta!”, “Fora!”. A nascente indústria de comunicação brasileira tinha lado e estimulava a impaciência dos militares com a democracia.
Queria derrubar o governo.
Na nova ordem, a política permaneceu, mas foi “disciplinada”. Os golpistas achavam que precisavam “saneá-la”.
Todo ditador acredita que a democracia é corruptível, que a política é “suja” e que os políticos são inconfiáveis. Que existe uma política “certa” e uma “errada”.
Nisso, podem ser parecidos com as pessoas normais, que costumam preferir um partido e achar que é o correto.
Mas há uma imensa diferença. Os ditadores - e os autoritários, em geral -, impõem sua visão. Decretam o que é certo ou errado, decidem o que é “limpo” e o que é “sujo”.
Não reconhecem o valor do processo eleitoral e acham que o povo é tolo e conduzido por demagogos. Que o cidadão precisa deles para protegê-lo, no fundo, de si mesmo.
Como várias coisas na vida, que só existem na inteireza, não há democracia “pela metade”. Quem acha que vai consertá-la, do alto de sua fantasia de onipotência e superioridade, a inviabiliza.
A democracia orientada por uma falsa elite de “homens de bem” - fardados ou vestidos com qualquer roupagem - não é de verdade. Mesmo quando seus pretensos benfeitores se imaginam sábios e se creem imbuídos das melhores intenções.
É bom meditar a respeito de nosso passado.
Viva a política! Vivam os políticos, que se expõem ao voto e conquistam o direito de representar as pessoas! Que só falam em nome dos outros depois de receber um mandato!
Vivam os partidos autênticos, que juntam opiniões e visões de mundo! Que transformam convicções individuais em projetos coletivos!
Com seus acertos e erros, viva o processo eleitoral livre, sem interferência! Só assim expressa a vontade do cidadão, que ninguém tem o direito de confiscar!

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

http://armarinhodapolitica.blogspot.com.br/

Os plantões de fim de ano



No fim de ano, quem fica de plantão nas redações dos jornalões torce, contraditoriamente, por duas coisas: para que nenhum fato interrompa a modorra, e que ocorra algo extraordinário que quebre a enfadonha rotina da espera da hora de ir embora.
Geralmente, nada acontece. Mas de vez em quando alguma desgraça livra o plantão da chatice - coisas boas, todos sabem, não são notícia, pelo menos para o jornalismo praticado no Brasil.
Talvez pensando nisso, nessa quietude de fim de ano, os jornalões preparam de antemão matérias para tentar adivinhar como será o novo ano que se aproxima.
Antigamente gastavam páginas e mais páginas com as insuportáveis e nunca lidas "retrospectivas".
A moda agora é outra, a das "prospectivas".
E nelas os jornalões dão vazão ao seu natural instinto de dizer que o Brasil está à beira do Apocalipse, que nada vai dar certo no futuro breve, por culpa única e exclusiva de um governo incompetente, corrupto, que insiste em inchar a máquina pública com "companheiros", verdadeiros parasitas de um Estado paquidérmico e perdulário.
Para tanto contam com a inestimável ajuda dos sempre presentes "analistas", geralmente ex-alguma coisa dos governos tucanos, ou meros operadores do mercado financeiro, que falam umas tantas imbecilidades livremente, sem ninguém para contestá-los ou sequer tentar trazê-los de volta à realidade.
Porque tudo se resume a isso: há o Brasil real, que vai muito bem, e o Brasil dos jornalões, no qual nada funciona, o país do "Pibinho", do "mensalão", do "Rosegate" - e por aí vai.
Os plantões de fim de ano são mesmo chatos, há horas demais para notícias de menos.
Talvez por isso fosse conveniente aproveitar esse tempo livre para dar uma voltinha pela cidade, conversar com as pessoas, olhar as coisas todas diretamente, sem a interferência da janela escurecida e permanentemente fechada por causa do ar-condicionado.
O jornalismo, esse ofício tão maltratado pela indolência, agradeceria a iniciativa.

Cronicasdomotta

Estado de SP banca pensão vitalícia a 266 na Assembléia



Fernando Gallo, Agência Estado / Estadão.com.br

“Dois ex-ministros, um ex-governador, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma viúva de governador, a madrasta de um senador e até o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estão entre os 266 ex-deputados ou dependentes que recebem pensão vitalícia relativa à extinta carteira previdenciária dos deputados paulistas. Instituída em 1976, a carteira foi encerrada em 1991, mas aqueles que contribuíam com ela tiveram seus direitos preservados.

O governo do Estado, que atualmente é quem banca as pensões, gasta anualmente cerca de R$ 33 milhões com os 148 dependentes e 118 ex-deputados que recebem o benefício - são 125 na lista, mas sete cumprem mandato e atualmente não ganham.

A lista dos beneficiários foi repassada à reportagem pela Secretaria da Fazenda após pedido com base na Lei de Acesso à Informação. Até a vigência da lei, a secretaria informava o número de pensionistas e o valor total gasto, mas preservava o sigilo da identificação deles.”
Matéria Completa, ::AQUI::

Os autoritários de hoje



Como seus pares do passado, têm aversão
à vontade das maiorias. No fundo, acreditam
que o povo não está “preparado para a
democracia”. Foto: Mrbill/Flickr

Marcos Coimbra, CartaCapital 

“O pensamento autoritário já viveu dias melhores no Brasil. Sua credibilidade já foi maior, e -suas ideias, mais consistentes. Seus -formuladores, mais respeitados e maior sua influência na vida nacional.

Se compararmos Oliveira Vianna, Azevedo Amaral, Alberto Torres e Francisco Campos, seus principais expoentes na República Velha e durante o Estado Novo, aos autoritários de hoje, a distância é abissal.

Seus sucessores contemporâneos são de dar pena. Salvo as exceções de praxe, faltam-lhes educação e estilo. Substituíram a disposição para o debate pela ofensa e a repetição de lugares-comuns. São ignorantes. O que os une aos antigos são as convicções que compartilham. A começar pelo que mais distingue o autoritarismo ideológico: a certeza de que a democracia pode ser boa no plano ideal, mas é irrealizável na prática. No mundo real, o povo seria incapaz de se governar e precisaria das elites para orientá-lo. Sem sua proteção paternal, se perderia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

TODOS OS ANOS, NA ÉPOCA DO NATAL, OS CANAIS DE TV, ABERTOS E FECHADOS, A MÍDIA DE UMA FORMA GERAL, APRESENTAM ESPECIAIS SOBRE A VIDA DE JESUS CRISTO. GERALMENTE SE ESQUECEM DA OBRA PRIMA DO CINEMA FRANCO ITALIANO, "O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS" DE PIER PAULO PASOLINI.


UMA OBRA DE ARTE ONDE JESUS CRISTO PODE SER NOTADO EM SUA ALTIVEZ CONTRA OS DESMANDOS DA HUMANIDADE REFLETIDOS NA CORRUPÇÃO E NA INJUSTIÇA DOS HOMENS. ACIMA DE TUDO, UM MOMENTO DE REFLEXÃO SOBRE NOSSOS ATOS NO DIA A DIA.




O "Essência Além da Aparência" não poderia ficar de fora deste momento.

Principalmente, porque o filme "O Evangelho Segundo São Mateus" foi incluído pela própria Igreja Católica entre os 45 filmes aprovados pelo Vaticano e nesta lista o clássico "Os Dez Mandamentos" não está. 

E porque isto?

Porque no filme, e vocês poderão assistir diretamente no site Glória.TV no link http://pt.gloria.tv/?media=135867&connection=corporate , Jesus Cristo interpretado por Enrique Irazoqui, apesar de aparentemente imodificável nas passagens mais marcantes do filme, se apresenta com impaciência com a falta de fé, com a incompreensão das pessoas em relação às escrituras de Deus, principalmente, com as eventuais más interpretações de suas palavras. 

O perfil de Jesus, na concepção de Pasolini contradiz com a visão comum de um Cristo meigo sempre disposto a tudo tolerar. 

Em O Evangelho Segundo São Mateus seus sermões são inflamados, e seu temperamento é constantemente sujeito a descontroles, como por exemplo, na forma exaltada com que ele reage ao estado corrompido em que encontra Jerusalém.

O filme segue de maneira fiel os textos do apóstolo Mateus que descreve todas as etapas da vida de jesus Cristo, de seu nascimento à ressurreição, porém vocês vão conhecer um Jesus Cristo, idealizado por Pier Paolo Pasolini, revolucionário e mais humano que divino, com traços de doçura e que reage com raiva à hipocrisia e à falsidade dos homens.

Caso queiram conhecer a obra e a vida de Pier Paolo Pasolini acessem http://pt.wikipedia.org/wiki/Pier_Paolo_Pasolini.

http://flavioluizsartori.blogspot.com.br/