quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rudá Ricci: Aécio está enfraquecido

De Rudá Ricci, a respeito da polêmica envolvendo Aécio Neves:

1) Aécio não está confrontando Serra. Pelo contrário: desde novembro do ano passado já havia decidido que seria candidato ao Senado;

2) Vários secretários de Aécio, em novembro, me confidenciaram esta decisão em virtude da derrota eleitoral que o grupo dele havia sofrido nas eleições municipais. Em quase todas cidades-polo de MG, o grupo de Aécio havia sido derrotado;

3) Para completar, MG (seguido do ES) foi o Estado que mais sofreu o impacto da crise dos EUA em virtude da pauta de exportação mineira. O governo está sem fôlego algum. Também citaram que o discurso de Aécio (choque de gestão) teria perdido apelo em virtude da volta do discurso e programa desenvolvimentista, neo-keynesiano;

4) Tentaria, me disseram, até o final, visando espaço na grande mídia e cacife para negociar o novo governo. Mas o melhor cenário seria Aécio senador sem a vitória de Serra, o que lhe daria projeção como principal liderança oposicionista;

5) A notícia de Juca Kfouri já havia sido veiculada (sem citar nomes) por Joyce Pascowitch. Se fosse mentira, a resposta seria um processo por calúnia e não uma mera notinha da assessoria de imprensa. Ainda mais em período pré-eleitoral, o que é devastador. Não sejamos ingênuos;

6) Juca foi além. Vejam o seu blog de hoje, dia 3, ele já havia chamado Aécio de covarde. Agora fala em “brilho”, em mentira, em impostura, em blindagem. Cá entre nós, mesmo que fosse um jogo político, como alguém com o nome profissional de Kfouri pode atacar um governador a este ponto se fosse mentira? Está absolutamente na ofensiva e o governador mineiro está em total defensiva. Não seria estranho?


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terça-feira, 3 de novembro de 2009

frase do dia.

" Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".

Joseph Politzer

O jornalismo isento. Isento de verdades

por Laerte Braga


O gerente da cervejaria Casa Branca disse ao mundo que as cervejarias militares que seu país está instalando na Colômbia têm como finalidade ajudar o governo de Álvaro Uribe a combater a produção e o tráfico de drogas.

Como? Uribe é umbilicalmente ligado ao tráfico, nasceu na política de seu país pelas mãos do megatraficante Pablo Escobar e foi eleito pela força econômica do tráfico. Na trilha dos grandes cartéis colombianos de droga elimina seus adversários (assassinato puro e simples), mais de cinco mil mortos em seu governo e arrumou direito a mais um mandato no estilo FHC. Ao invés de saber com antecedência se o povo deseja, compra deputados e senadores, aprova a mudança constitucional e depois pergunta ao povo com o fato já consumado.

Jornais dos EUA revelam que Obama falou mentira. Nunca falou a verdade, para variar mais mentiras. Um documento do Pentágono (Departamento de Defesa dos EUA) afirma que as bases militares da cervejaria Casa Branca na Colômbia têm o precípuo papel de defender interesses norte-americanos contrariados pelo governo da Venezuela, do presidente Hugo Chávez.

Chávez é rotulado de “anti-norte-americano”. A conclusão óbvia disso, além da mentira de Obama, é que na América Latina não podem existir governos contrários aos EUA. Caberia a pergunta... E governo dos EUA contrários a países latino-americanos, pode?

O ator Jim Carrey protagoniza uma comédia chamada “Liar, Liar”, “O mentiroso", em que interpreta um advogado que só fala mentiras. Seu filho, ao apagar a velinha do bolo de seu aniversário, tem um único desejo. Que, num dia só o pai fale apenas a verdade. Não minta. Um dia só.

O advogado se atrapalha todo, ainda mais que, naquele dia, justo naquele dia, tem que defender num tribunal a mulher que pretende arrancar uma grana do ex-marido fazendo-se passar por santa, sendo infiel.

Toda aquela organização que concebeu Obama como gerente geral da cervejaria Casa Branca, numa dessas, ia fazer com que se atrapalhasse todo, tropeçar nas próprias pernas e o presidente branco que se faz passar por negro, ia rolar morro abaixo, tragado na avalancha de suas mentiras. São deliberadas.

Já pensou se quando estiver apresentando o JORNAL NACIONAL (NACIONAL dos EUA) o apresentador William Bonner sofresse um surto de verdade? A princípio, assustado, iria gaguejar, lógico, depois começaria a dizer que na representação do governo golpista de Honduras contra o governo brasileiro na Corte Internacional de Haia, no caso Zelaya, a Corte indeferiu de pronto o pedido alegando que falta legitimidade constitucional ao presidente golpista Roberto Michelleti para representar seu país.

Bonner só noticiou a representação dos golpistas e disse que o representante dos EUA arrumou um “acordo”, sugerindo que isso ajudou o Brasil. No surto de verdade, hipótese n`é, diria que o governo do Brasil pressionou o governo dos EUA a sair de cima do muro, fingir que era contra o golpe e apoiá-lo por baixo dos panos, costurando um acordo que não acorda coisa alguma é mera camisa de força e busca preservar interesses de Washington. Ou seja, pressionado, Obama tratou de enrolar mais uma vez enquanto golpistas e latifundiários, banqueiros e empresários, ganham tempo.

E na hora de noticiar, por exemplo, a ocupação da fazenda da CUTRALE (COCA COLA) em terras do governo? Não teria como rotular o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) de “terrorista”. Nem ele e nem o garoto ELE & ELA Alexandre Garcia, ou a senhora Miriam Leitão, doublé de cartomante com anúncio pregado nos postes tipo “trago seu amor de volta por mil reais”.

Fernando Henrique então ia estar lascado. Num misto de despeito, raiva, frustração, senilidade e ao mesmo tempo desejo de servir ao patrão (Fundação Ford), escreveu um artigo descendo o pau no governo Lula. Mas o fez de forma tão confusa que acaba chamando as obras do atual presidente de “obras históricas”.

Suponha que ao pronunciar o nome da senadora Kátia Abreu, a quem normalmente se refere com rasgada simpatia, Bonner entrasse no tal surto da verdade. Iria dizer ladra, grileira de terras públicas, eleita com dinheiro desviado de créditos concedidos para a agricultura e vai por aí afora. Ia ser o diabo, até porque para explicar depois.

Já pensou se isso acontece também com a redação de VEJA? Ou da FOLHA DE SÃO PAULO? Ou do ESTADO DE MINAS? Ou dos jornais da REDE BANDEIRANTES?

Há alguns anos os grandes jornais traziam aos domingos um suplemento de histórias em quadrinhos. Uma das histórias mais lidas tinha o nome de “o impossível acontece”. Via de regra uma formiga carregando um elefante, coisas desse gênero.

Essa gente dizer a verdade seria como que “o impossível acontece”.

O governador de Minas, Aécio Neves, tresloucado e montado em boas cheiradas, numa festa da grife Calvin Klein, no Rio, Hotel Fasano, deu uma esculhambação, um tranco e um tapa no rosto de sua acompanhante, assim de público, à frente de todos os presentes, criando um clima de constrangimento e ficou por isso mesmo. A exceção do jornalista Juca Kfhouri que revelou o fato em seu blog, o resto sentou em cima, todos “participam dos lucros” da roubalheira geral em Minas Gerais, descontado lógico a conta do pó comprado a Uribe. Dona Miriam Leitão, embora serrista, outro pilantra, costuma dizer que Aécio consertou Minas.

Onde? Consertou a conta bancária dela. E dele evidente.

Imagine então se essa gente tivesse que, por um dia, um dia só, falar a verdade?José Jânio Serra tentando explicar que o condado FIESP/DASLU (São Paulo) é um paraíso, mas a violência cresce mês a mês e as obras públicas custam pelo menos uma contribuição para a caixinha das eleições de 2010?

Já pensou Sarney explicando os “atos secretos”? Seus acordos com a GLOBO quando era presidente? O jabá da turma, assim que nem o que William Bonner recebe hoje?

Ou Tasso Jereissati falando sobre quanto levou na privatização da antiga TELEMIG? Em parceria com o senador pastel Eduardo Azeredo? Esse então, falando sobre a grana recebida do governo dos EUA para ficar obstruindo o acordo que aprova a entrada da Venezuela no MERCOSUL?

No Afeganistão, onde Obama implanta “a democracia” com bombardeios que numa vez só matam cento e vinte civis (será que o Pentágono tem culpa dos caras estarem no lugar errado na hora da operação “Justiça Infinita?), o candidato da oposição à presidência do país desistiu de disputar o segundo turno das eleições, fraudadas já no primeiro, denunciando que seriam fraudadas no segundo também. É que no modelo de “democracia” de Obama não pode ter presidente anti-norte-americano, mas os norte-americanos podem ser anti-Afeganistão em nome dessa “democracia”.

Confuso? Nem tanto, é só perceber que Obama, esse gente toda, a mídia, são deslavados mentirosos e a situação vivida pelo ator Jim Carrey no filme “o mentiroso” é só no filme. A de ter que falar a verdade.

Na vida real triunfa a mentira desses caras. É apresentada diariamente por William Bonner e cópias em todos os cantos e recantos da mídia, qualquer que seja ela. E agora que Bonner lançou um livro é bem capaz de um “imortal” desses movidos a chá com diárias, proponha o robô para a Academia Brasileira de Letras. Vai fazer companhia a José Sarney.

E nem se trata de sonhar com isso. O caminho é outro, luta. Luta popular para construir outra alternativa a esse mundo irreal transformado em real pela mentira que começa na cervejaria Casa Branca, tem filial nas empresas, bancos e latifúndio do mundo inteiro, passa por Wall Street, para no final tudo ser culpa do MST, ou do Irã.

É a “democracia” e, segundo o mentiroso Bonner tem dito em algumas faculdades de Comunicação do Brasil, “é o jornalismo isento”. Isento de verdade, repleto de mentiras.

A MONSANTO e seus transgênicos iria para o espaço num surto desses. A turma dizendo a verdade, que as porcarias produzidas pelo latifúndio escravocrata e grileiro do Brasil envenenam e matam.

Ou que Copenhague (conferência do meio-ambiente) não foi nem vai a lugar nenhum, pura enrolação e o mundo continuará a ser dissolvido em poluição das mais variadas formas e matizes.

Num dá né? Só no filme mesmo.


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Um réquiem para FHC

O texto do ex-presidente tucano, publicado em vários jornais no domingo, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre as políticas de seu governo e as do governo Lula: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. O artigo é de Gilson Caroni Filho.

Gilson Caroni Filho, na Carta Maior

As palavras são as armas. E foi acreditando em sua capacidade de manejá-las com destreza que Fernando Henrique Cardoso tentou atacar o presidente Lula em seu artigo publicado no jornal O Globo, do último domingo. Em sua vaidade desmedida, imaginava-se escrevendo um texto inaugural, um manifesto histórico capaz de desvendar a cena política, retirando a oposição do estado letárgico em que se encontra. O efeito foi exatamente o contrário.

O texto mal escrito, sem sentido em muitos parágrafos, revela um erro de cálculo político sem precedentes. Contrariando seus aliados, que desejavam vê-lo distante da campanha do PSDB para presidente em 2010, FHC trouxe para o próximo pleito a comparação entre a política econômica do governo e a da gestão petista: a única polarização que a direita não queria. Imaginando-se um estrategista, virou um fardo pesado para as possíveis candidaturas de José Serra e de Aécio Neves. Triste para o prestigiado sociólogo, deplorável para o experiente político.

Comparações são ociosas, mesmo porque cada polemista tem o seu tempo na história. Mas não é de hoje que o sonho do“"príncipe dos sociólogos" é ser um Carlos Lacerda redivivo. Vê a si próprio como um panfletário versátil e demolidor, capaz de usar as palavras como metralhadoras giratórias nas mãos de um guerrilheiro. O problema é que seu estilo é tosco e seus escritos ininteligíveis. Não é capaz de açular os medos da classe média, mesmo usando os velhos ingredientes que vão da ameaça de uma república sindicalista a um quadro incontrolável de corrupção. Não aprendeu que, sem o apoio das bases sociais que o acompanham, seu suposto prestígio pessoal conta pouco.

Para criar condições de instabilidade superestrutural não bastam editoriais, artigos e noticiários de jornalistas de direita. É preciso que as classes dominantes se encontrem excepcionalmente reunidas em torno de um só objetivo. Para isso, do outro lado, tem que haver um governo fragilizado, com escassa base de apoio, incapaz de promover crescimento econômico com redistribuição de renda. Reeditar uma“"Marcha da Família com Deus, pela liberdade" não é o troféu fácil que o voluntarismo pedante imagina.

Quando escreve que "é possível escolher ao acaso os exemplos de "pequenos assassinatos". Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal-ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira "nacionalista", pois, se o sistema atual, de concessões, fosse "entreguista", deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública", seu objetivo é tão claro como raso.

É uma volta ao passado como farsa. Aos tempos em que os nacionalistas lutavam por uma solução independente para extração e refino do petróleo, de importância estratégica para o desenvolvimento do país, enquanto os entreguistas definiam-se abertamente pela exploração do produto pelo capital estrangeiro. Claro que estamos tratando de realidades distintas no tempo e no espaço, mas a motivação da direita é idêntica. E é a ela que a inspiração de FHC se dirige, inebriado como se cavalgasse uma fulgurante carreira política. O desespero e o patético andam sempre de mãos juntas. Ainda mais se lembramos "quem cevou os facilitadores de negócios na máquina pública" no período que vai de 1994 a 2002.

Criticando o que chama de "autoritarismo popular", o candidato a polemista prossegue: "Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são "estrelas novas". Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes, mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam."

A recorrência aos riscos de uma república sindicalista mostra a linhagem golpista do artigo de FHC, mas a falta de prudência, indispensável para quem pensa estar escrevendo um novo Manifesto dos Coronéis, leva a indagações. O autoritarismo de mercado, marca do seu mandato, é exemplo de democracia? A era da ligeireza econômica, da irresponsabilidade estatal ante a economia fortalecia as instituições do Estado Democrático de Direito? Ou não seria exatamente o oposto? Um bloco de poder composto pelo agronegócio, grandes corporações midiáticas e uma burguesia desde sempre associada, que privilegiava a ampliação crescente das margens de lucro, ignorando os custos sociais que isso implicava. Qual a autoridade política do ex-presidente para interpelar o atual?

O que foi seu governo senão uma tentativa desastrosa de adaptar o aparelho de Estado às exigências criadas pelo neoliberalismo, contendo, a todo custo, as reivindicações dos trabalhadores do campo e da cidade? No final, com uma impopularidade recorde, a superestrutura política entrou em crise e os aliados contemplaram a rota de afastamento. É a isso que FHC nos convida a voltar?

Outra observação interessante pode ser extraída desse trecho: "Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental numa companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas?". Aqui, o lacerdista frustrado ultrapassou qualquer limite da sensatez. Abriu o flanco, ao permitir a inversão da pergunta que faz.

Como destacaram, em 1997, Cid Benjamim e Ricardo Bueno, no "Dossiê da Vale do Rio Doce", "o Brasil levou 54 anos para construir e amadurecer esse gigantesco complexo produtivo. O governo FHC pretende vendê-lo, recebendo no leilão uma quantia que corresponderá, mais ou menos a um mês de juros da dívida interna". Em maio daquele ano, a Vale foi vendida pelo governo federal por R$ 3,3 bilhões. Em 2007, seu valor de mercado estava em torno de R$103 bilhões. Em nenhum outro período a máquina estatal foi usada para transferir recursos públicos para o capital privado como nos dois governos do tucanato. Foi a esse continuísmo que a população deu um basta em outubro de 2002.

O que se pode depreender das linhas escritas pelo tucano que queria ser corvo? FHC se especializou na arte do embarque em canoas onde o lugar do náufrago está antecipadamente destinado ao canoeiro de ocasião. Julgava estar redigindo um artigo que funcionaria como divisor de águas. Mas afundou junto com ele. Escreveu o seu próprio réquiem, levando junto velhos próceres do PSDB. Um trabalho e tanto. Extremamente apropriado para leitura no dia 2 de novembro.

FHC acusa Lula de fazer obras históricas

por Luiz Carlos Azenha

Um bom jogador de futebol deve saber quando parar. Um bom politico, idem. De um ex-presidente da República, espera-se compostura.

Mas não deixa de ser curioso observar aquele momento revelador, em que fica claro que o corpo do jogador responde atrasado às exigências da mente. Ou quando a gente nota que um líder decadente se agarra furiosamente ao que já foi para preservar a autoimagem.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acaba de nos brindar com uma exposição pública desse "momento mágico". Com um texto rancoroso, por vezes desconexo, em que claramente concluiu primeiro -- o mundo vai acabar e a culpa é do governo Lula -- e depois correu atrás de argumentos para justificar a tese.

FHC começa acusando Lula, não se sabe exatamente do que:

Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.

Qual é o sentido disso? Como faltam argumentos objetivos ao ex-presidente, ele descreve o problema como se fosse uma doença insidiosa, da qual o próprio Lula pode até ser vítima. Tenho a impressão que FHC está tentando dizer que, "quando eu era presidente, o Brasil era uma democracia. Agora, está deixando de ser", por causa de algum vírus maligno.

Quem quiser ler o texto completo, está aqui

Eu, sinceramente, não consegui enxergar no texto uma unidade lógica. FHC recorre a todos os chavões que sugerem uma conspiração anarco-sindicalista. Como disse um leitor deste site, mais parece uma produção intelectual do professor Hariovaldo:

Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

É a primeira vez na História da política nacional em que alguém é ACUSADO de fazer obras importantes e históricas. Obras que, obviamente, não foram feitas nos oito anos de FHC. Por que? A quem servem essas obras? Quais foram as grandes obras de FHC e a quem serviram?

Sim, sim, eu sei que o manifesto de FHC foi político. Foi um chamamento às bases mais reacionárias e conservadoras do Brasil. E uma forma de tentar deslocar o debate de uma comparação entre os governos FHC e Lula no campo econômico, onde os números para os tucanos são devastadores, para o campo da política, em que embusteiros como o próprio ex-presidente contam com a máquina publicitária da mídia corporativa para propagar suas teorias conspiratórias e reproduzir o discurso do medo.

Pouco importa se o discurso não faz sentido. Quem está falando em razão? O que o ex-presidente faz é açular o medo da classe média, a insegurança que ela sente diante da ascensão social de pretos, pobres e nordestinos. O texto de FHC explora toda a gama de preconceitos contra Lula, Dilma "a mentirosa", os sindicalistas, poderes difusos e obscuros que operam nos bastidores, as estrelas do PT. Tem, portanto, um objetivo político bem definido: mobilizar o pavor contra "essa gentinha".

Mas esse ato de priapismo ideológico não deixa de ter suas vantagens: abre espaço para que façamos uma comparação objetiva sobre as diferenças entre os oito anos de FHC e os oito anos de Lula no poder. Não era esse o sonho do Planalto?


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O motivo de Serra



Por Luiz carlos azenha em seu blog


Eu, Azenha, duvido que Juca Kfouri colocaria a cabeça a prêmio divulgando uma notícia absolutamente falsa em seu blog, especialmente quando é a denúncia de um crime.

Pode ter havido algum tipo de desentendimento entre o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e a namorada. Só testemunhas presentes poderiam confirmar. Ou alguma foto ou vídeo feitos com aparelho celular.

Por outro lado, todos conhecem abertamente o estilo Serra de operar na política, passando o trator sobre os adversários sempre que pode. Pedindo a cabeça de jornalistas. Derrubando reportagens e promovendo outras.

Quem contou bem essa história foi o senador José Sarney, em discurso no Senado.

O curioso é que o incidente envolvendo Aécio -- ou suposto incidente -- surgiu no dia em que o governador de Minas aparece na capa da revista CartaCapital dizendo que não será candidato a vice numa chapa encabeçada por Serra.

E cobrando uma definição do partido, já.

Aécio quer que Serra diga agora que é candidato. Se Serra o fizer, abre a corrida pela sucessão em São Paulo. Compromete-se em concorrer à Presidência. Perdendo, ficaria sem o Planalto e sem o Palácio dos Bandeirantes. Fora do poder, Serra será esmagado pelos adversários políticos. Melhor dizendo, pelos inimigos políticos que acumulou ao longo da carreira.

Para Aécio, que nesse caso se elegeria senador por Minas Gerais, seria o melhor dos mundos. Serra nocauteado, ele seria o candidato natural da oposição à Presidência em 2014.

É, como vocês notaram, um jogo de xadrez.

Aécio mexeu uma peça na entrevista à CartaCapital. De vice, não sai. Quer que Serra se defina agora. Mas ao tucano paulista interessa adiar o jogo para o ano que vem. Serra só quer sair candidato ao Planalto se estiver certo da vitória. É uma questão de sobrevivência política.

O problema para Serra é que sem os votos de Minas Gerais e o apoio decidido de Aécio Neves ele não tem qualquer chance de se eleger presidente. O cacife do governador mineiro é alto. E, francamente, em minha modesta opinião, Aécio tem muito mais chance de vencer Dilma do que Serra.

Por todos os antecedentes e pelas circunstâncias do momento, a quem interessaria propagar a suposta agressão de Aécio à namorada?

A José Serra, com certeza.

Afinal, não faz muito tempo um assessor dele -- ou seria melhor dizer "assecla" -- escreveu um artigo no Estadão com o singelo título de "Pó pará, governador". O governador do título? Aécio Neves.

Mais sutil que isso só a ilustração de O Globo para o artigo do ex-presidente FHC em que ele diz que a democracia brasileira acabou.

Luiz Antonio Magalhães: Letícia, namorada de Aécio Neves, desmente "agressão" noticiada por Kfouri

Aécio, mais uma vítima de Serra?

por Luiz Antonio Magalhães, no blog Entrelinhas


Circula na internet a história, muito esquisita, de que o governador Aécio Neves teria desferido um tapa em sua acompanhante, durante uma festa no final de semana. Tal notícia já foi oficialmente desmentida pela assessoria do governador, mas, é claro, já está em vários blogs e circulando por e-mails em uma velocidade estonteante, característica da internet. O blog do jornalista Juca Kfouri, talvez o primeiro a publicar nota sobre o assunto, deu o desmentido, mas "manteve a informação", isto é, Juca confia na sua fonte, uma vez que não esteve na festa em questão.

Este blog acha a coisa toda muito, muito estranha, especialmente o fato de a bomba estourar bem no momento em que Aécio decidiu partir para o confronto com José Serra pela vaga de presidenciável tucano em 2010. Tem gente que acha Serra um cordeirinho e jura de pés juntos que ele não teve "nada a ver" com a Operação Lunus, que desmoralizou Roseana Sarney em 2002, impedindo a então governadora do Maranhão de ser candidata à presidência pelo PFL, atual DEM. Bem, se Serra não teve "nada a ver" com a operação, provavelmente foi o Espírito Santo quem mandou os policiais para a empresa do marido de Roseana para flagrar a turma com os quase R$ 2 milhões em dinheiro vivo...

Serra joga pesado, sim, as paredes do Bandeirantes sabem direitinho o quão paranóico e vingativo o governador de São Paulo é. A soma dessas características pode perfeitamente ter gerado uma operação "Delenda Aécio", em que as digitais de quem deu a ordem fiquem devidamente apagadas, não apareçam em momento algum.

Ironias das ironias, foi Serra quem mandou Regina Duarte dizer que "tinha medo" da vitória de Lula, durante a campanha de 2002. Agora, 7 anos depois, este blog lança um novo mote: "Eu tenho medo de José Serra"! Pois de fato o pior que pode acontecer na vida nacional é o tucano de São Paulo se tornar presidente, por sua vocação autoritária e sede de vingança contra adversários. E é bom mesmo Aécio ficar bem esperto, porque o vazamento do tal tapinha deve ser só o começo da "desconstrução da imagem" do governador mineiro, como gostam de dizer os chiques tucanos paulistas...

PS: Faltou dizer que este blog respeita imensamente o jornalista Juca Kfouri, mas também sabe como as coisas acontecem no jornalismo. Juca pode ter sido induzido pela fonte, provavelmente de confiança do jornalista, mas não necessariamente isenta e desinteressada. E tem mais: na nota, Kfouri faz uma ligeira comparação entre Aécio e Collor de Mello. Esse tipo de comparação não acrescenta muita coisa pois os personagens são bem diferentes, embora com alguns, digamos assim, pontos de contato. Enfim, este blog duvida que Aécio pudesse ser tão burro a ponto de bater na namorada em público logo quando está pleiteando indicação para disputar a presidência da República. Se aconteceu, logo vai aparecer uma foto ou um vídeo. Se não aparecer, não aconteceu. Alguém plantou. É simples assim.

PS 2: Abaixo, reprodução dos "tweets" do jornalista Ricardo Noblat, que falou com a namorada de Aécio Neves e colheu o desmentido dela sobre a agressão que teria sofrido de Aécio. A "notícia" do tapa saiu também no site da jornalista Joyce Pascowitch, cuja relação com o governador José Serra sempre foi, digamos assim, bastante estreita. Bem, como diz o ditado, jabuti não sobe em árvore...

Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.

Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.

"Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político," me disse Letícia. Aécio não quis comentar.

Letícia disse mais: "isso me parece exploração política." Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

*****

A nota do Juca Kfouri está aqui

A notinha da Joyce Pascowitch está aqui

Twitter do Luciano Huck:

Sou muito amigo do Aécio e não misturo política com amizade, mas esta história do Fasano, não rolou.

Luiz Antonio Magalhães: Letícia, namorada de Aécio Neves, desmente "agressão" noticiada por Kfouri

Aécio, mais uma vítima de Serra?

por Luiz Antonio Magalhães, no blog Entrelinhas


Circula na internet a história, muito esquisita, de que o governador Aécio Neves teria desferido um tapa em sua acompanhante, durante uma festa no final de semana. Tal notícia já foi oficialmente desmentida pela assessoria do governador, mas, é claro, já está em vários blogs e circulando por e-mails em uma velocidade estonteante, característica da internet. O blog do jornalista Juca Kfouri, talvez o primeiro a publicar nota sobre o assunto, deu o desmentido, mas "manteve a informação", isto é, Juca confia na sua fonte, uma vez que não esteve na festa em questão.

Este blog acha a coisa toda muito, muito estranha, especialmente o fato de a bomba estourar bem no momento em que Aécio decidiu partir para o confronto com José Serra pela vaga de presidenciável tucano em 2010. Tem gente que acha Serra um cordeirinho e jura de pés juntos que ele não teve "nada a ver" com a Operação Lunus, que desmoralizou Roseana Sarney em 2002, impedindo a então governadora do Maranhão de ser candidata à presidência pelo PFL, atual DEM. Bem, se Serra não teve "nada a ver" com a operação, provavelmente foi o Espírito Santo quem mandou os policiais para a empresa do marido de Roseana para flagrar a turma com os quase R$ 2 milhões em dinheiro vivo...

Serra joga pesado, sim, as paredes do Bandeirantes sabem direitinho o quão paranóico e vingativo o governador de São Paulo é. A soma dessas características pode perfeitamente ter gerado uma operação "Delenda Aécio", em que as digitais de quem deu a ordem fiquem devidamente apagadas, não apareçam em momento algum.

Ironias das ironias, foi Serra quem mandou Regina Duarte dizer que "tinha medo" da vitória de Lula, durante a campanha de 2002. Agora, 7 anos depois, este blog lança um novo mote: "Eu tenho medo de José Serra"! Pois de fato o pior que pode acontecer na vida nacional é o tucano de São Paulo se tornar presidente, por sua vocação autoritária e sede de vingança contra adversários. E é bom mesmo Aécio ficar bem esperto, porque o vazamento do tal tapinha deve ser só o começo da "desconstrução da imagem" do governador mineiro, como gostam de dizer os chiques tucanos paulistas...

PS: Faltou dizer que este blog respeita imensamente o jornalista Juca Kfouri, mas também sabe como as coisas acontecem no jornalismo. Juca pode ter sido induzido pela fonte, provavelmente de confiança do jornalista, mas não necessariamente isenta e desinteressada. E tem mais: na nota, Kfouri faz uma ligeira comparação entre Aécio e Collor de Mello. Esse tipo de comparação não acrescenta muita coisa pois os personagens são bem diferentes, embora com alguns, digamos assim, pontos de contato. Enfim, este blog duvida que Aécio pudesse ser tão burro a ponto de bater na namorada em público logo quando está pleiteando indicação para disputar a presidência da República. Se aconteceu, logo vai aparecer uma foto ou um vídeo. Se não aparecer, não aconteceu. Alguém plantou. É simples assim.

PS 2: Abaixo, reprodução dos "tweets" do jornalista Ricardo Noblat, que falou com a namorada de Aécio Neves e colheu o desmentido dela sobre a agressão que teria sofrido de Aécio. A "notícia" do tapa saiu também no site da jornalista Joyce Pascowitch, cuja relação com o governador José Serra sempre foi, digamos assim, bastante estreita. Bem, como diz o ditado, jabuti não sobe em árvore...

Passei o dia atrás da história da suposta agressão de Aécio Neves à namorada. Ouvi 6 pessoas que estavam na festa do hotel Fasano.

Resposta delas: não viram nada. Há pouco, localizei Aécio e a namorada, Letícia. Os dois passam o fim-de-semana em Florianópolis.

"Isso é uma nojeira. Não aconteceu nada. Meu azar foi me apaixonar por um político," me disse Letícia. Aécio não quis comentar.

Letícia disse mais: "isso me parece exploração política." Berzoini, presidente do PT, deu a notícia no seu twitter.

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A nota do Juca Kfouri está aqui

A notinha da Joyce Pascowitch está aqui

Twitter do Luciano Huck:

Sou muito amigo do Aécio e não misturo política com amizade, mas esta história do Fasano, não rolou.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

GE vai fabricar no Brasil geradores para energia eólica

A perspectiva de vendas de até 3 mil megawatts (MW) de energia eólica no leilão que o governo federal deverá realizar no dia 18 de dezembro garantiu a entrada de mais um grande fabricante mundial de aerogeradores no ainda pequeno mercado brasileiro. A americana General Electric deve começar em janeiro a atender encomendas em sua fábrica de Campinas (SP), onde concluiu este mês um investimento de R$ 145 milhões para adaptar suas linhas de montagem.

Segundo a empresa, os aerogeradores terão um índice de nacionalização de 60%. Mas dependendo da demanda gerada pelo leilão de dezembro, o índice poderá atingir 100%.

"Existe uma pressão muito grande em todos os países em fazer a produção local. E estamos confiantes tanto na demanda brasileira quanto na possibilidade de fazer do país uma plataforma para exportações", afirmou o vice-presidente mundial da General Electric e encarregado na empresa da parte de infraestrutura e energia, John Krenicki.

O executivo afirmou que a produção de componentes para a indústria da energia permaneceu relativamente imune aos efeitos da crise econômica global iniciada em setembro de 2008. "Esta é uma indústria de longo prazo. Uma torre eólica garante energia para sempre. De modo que não é afetada por acontecimentos imediatos", comentou.

Atualmente, a GE no Brasil fornece apenas a tecnologia para a produção de pás eólicas feitas pela Tecsis, empresa instalada em Sorocaba (SP) que tem na multinacional americana sua maior cliente. Por meio da Tecsis, no ano passado a GE exportou cerca de US$ 300 milhões deste produto do Brasil para a União Europeia e o Japão. Não havia atendimento da demanda nacional. No ano passado, a Tecsis recebeu um financiamento de US$ 120 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ampliar a sua produção no país.

De acordo com Krenicki, o mercado mundial de energia eólica atualmente representa US$ 6 bilhões por ano. A empresa é a segunda maior fabricante de componentes para este mercado do mundo, atrás da dinamarquesa Vestas. No Brasil, irá concorrer com a argentina Impsa e as alemãs Wobben e Siemens. Existem atualmente 441 projetos inscritos para o leilão de dezembro, que somam 13.341 MW. A Associação Brasileira de Energia Eólica divulgou previsões apostando em uma contratação entre 1,5 mil e 2 mil MW, mas a GE é mais otimista e acredita que podem ser adquiridos entre 2 mil e 3 mil MW.

A maioria dos projetos está longe da fábrica da GE. A região Nordeste é o local com maior número de projetos, somando 322 propostas, que seriam capazes de gerar 9.549 MW. O Rio Grande do Sul é a origem de 86 projetos, somando 2.894 MW. Atualmente, o parque eólico instalado no Brasil é de 550 MW, equivalente à demanda do Peru e cinco vezes menos que a demanda do México. Na matriz energética brasileira, a energia eólica ainda é pouco representativa e responde por 0,23%.

A falta da produção nacional dos componentes é justamente um dos gargalos que impede esta modalidade de energia de se desenvolver. No leilão de dezembro, contudo, o governo não estabeleceu índices mínimos de fabricação local de componentes. Apenas determinou que os parques eólicos não poderão ter peças usadas. Os contratos que serão licitados em dezembro terão início de produção em julho de 2012 e devem garantir fornecimento de energia ao contratante por vinte anos.

A GE não revela qual será a capacidade instalada em sua fábrica de Campinas. Em termos mundiais, a produção de componentes de energia eólica da empresa garante a geração do equivalente a 15 mil MW.

Valor Econômico

Promotoria quer cancelar terceirização na saúde de S.Paulo




O Ministério Público Estadual denunciou, ontem, a "quarteirização da saúde" em São Paulo. Segundo ação civil apresentada à Justiça, o governador José Serra (PSDB), tem contrato de gestão com uma organização ligada à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que faz apenas o papel de intermediária no negócio.

Em vez de realizar os exames laboratoriais, conforme previsto em contrato, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) repassa a função e, pelo serviço, cobra uma taxa de 6% --ou R$ 50 mil mensais. Esse é o Serra que quer ser presidente.

Mais uma do José Serra

O Hospital do Servidor Público Municipal(aquele que pegou fogo em São Paulo) era abastecido desde 2007 por carne podre compradas do frigorífico fechado ontem pela polícia no Parque São Lucas (zona leste de SP). A empresa é acusada de vender mais de 50 toneladas de produto com validade vencida. A unidade de saúde utilizou, nos últimos três anos, pelo menos 26,4 toneladas de coxa, sobrecoxa, linguiça, salsicha, presunto e mortadela com um investimento total de R$ 89 mil pagos à empresa GS Comercial de Alimentos do Brasil Ltda.