quinta-feira, 18 de abril de 2019

SEGUE A COMÉDIA: FELICIANO PEDE IMPEACHMENT DE MOURÃO


por Fernando Brito, Tijolaço -

O deputado Pastor Marco Feliciano, vice-líder do Governo, protocolou na Câmara um pedido de impeachment do vice-presidente Hamilton Mourão.

Acusa-o de acusa de cometer crime de responsabilidade por “conduta indecorosa, desonrosa e indigna”, segundo diz a matéria, por se colocar “furtivamente como alternativa de Poder” ao presidente Jair Bolsonaro.

Seria cômico se não fosse: a)o nível da gente que participa do comando deste governo e que se associa ao “guru” Olavo de Carvalho e b) o fato de Mourão, em meio a juras de fidelidade, pratica um descarado coquetismo ao não perder chance de explicar e amenizar as mancadas de seu chefe.

Claro que o pedido vai direto para o lixo, com uma canetada de Rodrigo Maia.
Mas isso não apaga o fato de que o Brasil está entregue a uma gente completamente “sem-noção”.

COMENTÁRIOS

BOLSONARO TRAI CAMINHONEIROS E PETROBRÁS AUMENTA O DIESEL ENTRE 4,5% E 5,1%


A Petrobrás anunciou na noite desta quarta-feira (17) um reajuste de R$ 0,10 no litro do diesel; segundo o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, reajuste varia entre 4,5% e 5,1% no valor do combustível nas bombas, a depender do ponto de venda; medida foi anunciada um dia depois que Jair Bolsonaro foi enquadrado pelo ministro Paulo Guedes por ter suspendido o anúncio anterior de reajuste; os caminhoneiros já avisaram que poderão deflagrar greve nacional e parar o País se o preço do diesel subisse; governo paga para ver

Via Brasil 247 -

Infomoney - A Petrobras anunciou na noite desta quarta-feira (17) um reajuste de R$ 0,10 no litro do diesel, o que, segundo o CEO da companhia, Roberto Castello Branco, representa uma alta entre 4,5% e 5,1% no valor do combustível nas bombas, a depender do ponto de venda.

Após anunciar um aumento de 5,7% no preço do diesel na última quinta-feira, a estatal voltou atrás no mesmo dia após o presidente Jair Bolsonaro ligar para o CEO da petrolífera, Roberto Castello Branco, e pedir a suspensão do reajuste. Na sexta, as ações da companhia desabaram 8%, levando a empresa a perder R$ 32,4 bilhões de valor de mercado.

Já na última terça, ocorreu uma reunião entre Bolsonaro, ministros e o presidente da Petrobras. Após o encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente pensou na dimensão política do reajuste quando ligou para o chefe da estatal.

Além disso, o ministro afirmou que estão em estudo várias alternativas para dar mais transparência à política de reajuste de combustíveis da Petrobras, entre elas indexar o preço do frete ao valor do diesel.

Ele citou que essa é a política utilizada nos Estados Unidos e disse que foram feitas "interrogações" à Petrobras durante a reunião com o presidente Jair Bolsonaro.

"Tudo tem que ser estudado para o futuro, o presidente da Petrobras já estava estudando. Esse episódio precipita a aceleração de estudos", ressaltou Guedes. "O próprio presidente da Petrobras está recalculando quais seriam as melhores praticas".

Leia, abaixo, texto do 247 sobre possível greve dos caminhoneiros:

Caminhoneiros marcam greve para 21 de maio se diesel subir

Os caminhoneiros estão organizando nova paralisação nacional para 21 de maio, quando se completa um ano da greve que abalou o governo Temer em 2018. O movimento acontecerá se houver qualquer reajuste no óleo diesel e se o piso mínimo do frete continuar a ser desobedecido.

"Se o diesel aumentar um centavo que seja e não houver efetiva fiscalização da aplicação do piso, a gente para no dia 21, quando a greve do ano passado completará um ano", garante o caminhoneiro Wanderlei Alves, o Dedéco, de Curitiba (PR), um dos integrantes da rede de lideranças da categoria, em entrevista à jornalista Leila Souza Lima, do Valor Econômico
Segundo o caminhoneiro, as representações que atuam hoje em Brasília junto ao governo federal não têm controle sobre caminhoneiros de todo o país. "Há de 20 a 30 lideranças espalhadas por todos os Estados se comunicando em articulação. Eles podem dizer com todas as letras que não vamos parar, mas nós vamos se nada for feito", diz Alves.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Prioridade é lutar contra a Reforma da Previdência, diz o MST


“No início do governo Fernando Henrique Cardoso ficamos um ano sem fazer praticamente nada. Não sabíamos por onde. Nesses períodos, é muito difícil saber por onde”. Estas palavras são de João Paulo Rodrigues, um dos dirigentes nacionais do MST.

Foram ditas em entrevista publicada no portal“De Olho nos Ruralistas”, em 11/04/2019. Referem-se às dificuldades de mobilização do movimento desde a eleição de Bolsonaro.

Muita gente boa pode considerar o depoimento uma demonstração de “derrotismo”. Mas Rodrigues complementa dizendo:

Uma coisa é fazer disputa na internet, na Avenida Paulista, outra coisa é um acampamento no Pará, onde a situação é muito adversa. Não podemos radicalizar sem ter perna para fazer. Mas em algum momento temos que avançar contra Bolsonaro, o conjunto da esquerda, agindo em bloco contra o ataque da direita.

O fato é que o movimento perdeu 15% da sua base em acampamentos pelo Brasil. Difícil organizar novas ocupações, diante das perspectivas de negociação zero e truculência máxima por parte do governo Bolsonaro.

Diante disso, afirma Rodrigues, a estratégia escolhida pelo movimento é a unificação da esquerda ao redor de grandes pautas. No momento, a Reforma da Previdência.

O MST está correto. Há bandeiras que unificam. Outras, nem tanto. Liberdade para Lula, por exemplo, é uma importante exigência democrática. Mas está longe de ter o mesmo potencial que tem a defesa da previdência pública. Tanto para mobilizar mais amplamente como fazer estragos na base eleitoral do governo.

Não são lutas excludentes. Mas a prioridade dada a uma, pode inviabilizar a outra. Vale o mesmo para a relação entre a internete e as ruas.

O perigo oculto na Reforma da Previdência


A pressão a partir do alto é enorme. Grande imprensa, empresariado graúdo, banqueiros e especuladores em geral, instituições nacionais e internacionais e até artistas da revista Caras. Todos exigem a Reforma da Previdência.

Apesar disso, a proposta continua impopular. Diante dessa situação, seus defensores temem uma “reforma enxuta”, “insuficiente”, “tímida”. Mas pode ser exatamente uma reforma assim que querem seus proponentes. Não seria preciso reduzir e eliminar direitos, logo de cara. Bastaria tirar a maior parte do capítulo da previdência da Constituição.

É o que explica, por exemplo, Eduardo Fagnani, professor de Economia da Unicamp, em entrevista para o portal Sul 21. Referindo-se à Emenda Constitucional (PEC) proposta pelo governo, ele afirma:

Eu li a PEC todinha, tem mais de 30 artigos que dizem” ‘esse artigo vale até que legislação complementar determine os termos disso”. As regras do regime geral, da capitalização, tudo. O ardil é que eu desconstitucionalizo as regras do regime geral e eu constitucionalizo a capitalização, que hoje não faz parte da Constituição. E por que isso? Porque legislação complementar você não precisa de 308 votos, precisa de 257. Você pode aprovar o desmonte do estado social pelo rolo compressor do Congresso.

Mas nem mesmo a implantação do sistema de capitalização precisaria ser aprovada agora. É suficiente desconstitucionalizar o atual regime de repartição.

Tudo isso seria a coroação de um processo de demolição dos direitos sociais que começou com FHC e contou com razoável colaboração dos governos petistas.

Sem muita resistência popular, não vão reformar a previdência pública. Vão destruí-la de vez. A pressão precisa vir de baixo.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

O fim da imprensa e da internete


“Não ignore as mudanças do Brasil de Bolsonaro”, adverte Leandro Demori em artigo publicado no Intercept Brasil, em 28/10/2018.

Dois trechos se destacam. O primeiro fala em “fim da internet”:

Todo o caos fértil que a rede nos pareceu em meados dos anos 90 e depois, toda aquela libertação dos meios tradicionais nos anos 2000, se transformou em um engenho de algoritmos no qual nós somos os animais a empurrar a roda. Animais que votam com a cabeça entupida de desinformação.

O segundo é sobre uma imprensa moribunda:

É preciso também falar sobre a insistência da imprensa em conversar só com a elite intelectual. Sobre o linguajar complicado, a profusão de jargões, as matérias escritas para serem elogiadas pelos colegas jornalistas, para terem lugar cativo nas newsletter de iniciados, e para serem ignoradas pela população em geral. Esse sistema perdeu, foi humilhado por memes e notícias falsas. A separação antiga entre “jornalismo e opinião” – como se não pudesse haver “jornalismo” mentiroso e “opinião” informativa e embasada – perdeu o sentido. Porque não importa o que nós, jornalistas, achamos sobre esses velhos cânones, o que importa é a percepção das pessoas.

Segundo ele, não “é mais possível construir uma manchete em que Bolsonaro acusa o PT de fraude nas urnas sem dizer que ele não tem provas”.

E conclui: “O jornalismo precisa parar de fingir que não é parte do jogo e que existe só para ‘reportar os fatos’”.

Se Demori espera ser ouvido pela grande mídia, jamais conseguirá. Mas suas advertências são perfeitas para a imprensa de esquerda. Este setor que também precisa ser salvo do falecimento.

A máquina Enigma de nossos tempos


A máquina “Enigma” ficou famosa por ter sido utilizada pelos nazistas na Segunda Guerra, para codificar mensagens de modo quase indecifrável. 

Seu funcionamento baseava-se em de três rotores intercambiáveis, possibilitando mais de 105 mil combinações possíveis para criptografar uma mensagem.

A máquina teria seu mecanismo totalmente desvendado em 1940 por matemáticos britânicos. Entre eles, Alan Turing, conhecido por ser um dos primeiros idealizadores do computador.

Mas o trabalho de decodificação começou com matemáticos poloneses, em 1933. Bem antes da guerra, portanto. Afinal, já naquela época, Hitler não escondia seus planos macabros de ninguém.

Os tempos em que vivemos também têm sua própria máquina Enigma. E muitos fascistas por trás dela. São os algoritmos das redes virtuais, cada vez mais onipresentes na vida social.

O problema é que demoramos demais a descobrir não apenas o código, mas a própria existência da máquina que os gera. Foi apenas quando suas mensagens já estavam fazendo estragos aos montes que atentamos para a situação.

Nós até tivemos alguns “poloneses” tentando fazer sua parte. Denunciando a máquina e seu potencial destruidor. Mas foi tudo simplesmente ignorado. E isso apesar dos vários equivalentes de Hitler circulando mundo afora.

Agora, é tentar recuperar um valioso tempo perdido. Mas não basta somente decifrar os códigos do inimigo. Precisamos descobrir também porque nós e nossos potenciais aliados nos tornamos

Globo, Facebook e outros fatores tóxicos do debate público



Em sua coluna publicada no Globo, em 29/02/2019, Pedro Doria discute a Esfera Pública na era digital. Ele começa lembrando como o impacto da criação da imprensa no século 16 teria levado a uma repentina explosão de acesso à informação.

E quanto mais informação circula, diz o colunista, maior a consciência do quão pouco se sabia antes. Mais se questionam as instituições estabelecidas e menos se acredita “nas fontes tradicionais”. Histórias estapafúrdias se popularizaram. Viralizaram, diríamos hoje. Naquela época, os relatos “fake” envolviam “sereias e monstros marinhos”, por exemplo.

“Esfera Pública é aquela parcela da sociedade que participa do debate a respeito das coisas de interesse comum a todos”, define Doria. Após o Iluminismo, a “implantação das democracias” levou à Esfera Pública “uma série de critérios para orientar os debates”, afirma. Entre eles, a ideia de que “fatos científicos não seriam questionados”. Ou de que opções religiosas não poderiam “se intrometer como critério no debate público”.

Mas estes valores jamais foram unânimes na sociedade. ”E pessoas que antes não participavam da Esfera Pública (...) agora participam graças às novas tecnologias. Isso quer dizer que democracias precisarão sobreviver a ambientes nos quais o consenso possível é muito menor”, conclui o colunista.

Sem dúvida, uma leitura muito interessante sobre o que vem acontecendo. Mas esse levantamento histórico precisaria considerar outras fases. Principalmente, aquela da criação dos grandes monopólios da comunicação.

Foi essa fase que tornou possível o surgimento dos poderosíssimos controladores digitais de informações contemporâneos. Novíssimas ou nem tanto, Facebook ou Globo, são corporações como estas as maiores responsáveis pelo clima tóxico do debate público atual.


segunda-feira, 8 de abril de 2019

Por um feminismo das classes trabalhadoras

Em 0
5/03/2019, foi lançado o manifesto “Feminismo para os 99%”, por Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya.

Em entrevista publicada no portal Outras Palavras, a professora estadunidense Nancy Fraser afirma que o objetivo é substituir “o feminismo corporativo de elite” por um “feminismo das classes trabalhadoras”.

Afinal, diz ela, o capital baseia-se:

...na reprodução social do trabalho não assalariado. Algo que as mulheres fazem: criar filhos, criar laços e vínculos sociais e afetivos, educar meninos e meninas que sustentam a força do trabalho. Assim, as relações de classe não são constituídas apenas na fábrica, elas se formam nos e através dos espaços desse trabalho social reprodutivo.

Para Nancy:

...as mulheres são parte integrante do que chamamos de classe trabalhadora. O fato de não receberem um salário não significa que não estejam trabalhando. Elas trabalham no absolutamente essencial, sem o qual você não pode pensar na ideia padrão do trabalhador assalariado ou do capitalismo.

Seria um movimento anticapitalista que inclua o feminismo para os 99%. Envolva os movimentos operário, ambientalista, antirracista, em defesa dos migrantes...“Se não tivermos uma alternativa, é claro que parte desses grupos sociais caminhará politicamente à direita”, afirma Nancy. E conclui:

Não acho que o feminismo possa fazê-lo por si só, mas penso que, por razões conjunturais, é a força mais visível, crescente e radical que vemos. Mas tem que se aliar às correntes antissistema de outros movimentos sociais e aos partidos de esquerda que estão em cena e abertos a expandir sua ideia da luta da classe trabalhadora, rejeitar o dogmatismo sectário e colocar as mulheres no centro.

Parece muito bom!


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Pílulas antigas: a ascensão da extrema-direita




Abaixo, algumas pílulas sobre a ascensão da extrema-direita, publicadas no período em que sofremos uma de nossas maiores derrotas.

 

Por uma obscenidade de esquerda 

 

Lições sobre os erros do antifascismo europeu 

 

Quem são os porteiros do fascismo 

 

Os generais de Bolsonaro 

 

#EleNão X #PTnuncamais 

 

#FHsim 

 

Lula e o mais desastroso dos erros possíveis 

 

Nossa “Escala F” anda bem alta 

 

Duas máquinas de matar fascistas 

 

Aos que circulam em suas nuvenzinhas de inferno 

 

O que o inimigo nos tem a ensinar 

 

Atualizando a República de Weimar 

 

A esquerda do “porque sim” 

 

Desesperadamente otimistas 

 

Sobre a ascensão do fascismo na Itália de Mussolini 

 

No canto mais escuro do medo, uma luz 

 

Os genes recessivos do fascismo 

 

Quando a barbárie governa 

 

Pinóquios psicopatas no poder 

 

As famílias como hospedeiras de fake news 

 

Sob as patas de Bolsonaro 

 

A grande transformação e a grande escolha 

 

O Facebook apoia um candidato a Hitler nas Filipinas 

 

Do menos pior ao muito ruim, rumo a mais derrotas

DESCONSTRUÇÃO DO BRASIL A GALOPE: MENOS MÉDICOS, MENOS EMPREGOS, MENOS CASAS, MAIS MISERÁVEIS



Jair Bolsonaro está cumprindo o que prometeu: a desconstrução do Brasil segue em ritmo desembestado.

Parece que o país foi invadido por um exército de extermínio para não deixar pedra sobre pedra.

Num dos seus primeiros gestos de insanidade, o capitão alucinado expulsou do país os médicos cubanos porque eram comunistas (de direita ou de esquerda?).

Manchete da Folha desta quinta-feira conta o que aconteceu depois da invasão dos vândalos em Brasília:

"Em três meses, Mais Médicos tem 1.052 desistências após saída de cubanos".

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O programa Mais Médicos do governo de Lula agora virou o Menos Médicos de Bolsonaro, que está implantando também o Menos Empregos, Menos Casas, Menos Radares, Menos Comida e Menos Vergonha na Cara.

Sem nenhum plano de governo ao tomar posse, a não ser acabar com a Previdência pública, o comandante do bolsonarismo em marcha resolveu detonar todos os programas sociais dos governos petistas, um a um.
As obras do Minha Casa Minha Vida estão todas sendo paralisadas por falta de pagamento, e multidões de miseráveis dormem nas calçadas das cidades.
A violência grassa por toda parte dentro do programa Mais Mortes, com as polícias liberadas para matar. E o plano Moro ainda nem entrou em vigor.

Sem radares e lombadas, que o capitão mandou tirar das estradas, muito mais gente vai morrer, mas estamos livres das multas.

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Se algum guarda multar, será demitido, como aconteceu com o fiscal do Ibama que pegou Bolsonaro em flagrante pescando onde era proibido.

Só quem está com o emprego garantido é aquele inacreditável ministro da Educação, o colombiano que não sabe falar português, mas vai mudar os livros didáticos, para defender o Golpe de 64.

Para onde se olha, é só terra arrasada.

Em nome da "nova política", Bolsonaro vai receber hoje os presidentes dos partidos que ele detonou na campanha: Jucá, Kassab, Alckmin e companhia bela.

Assim segue o baile de mascarados, ao som dos latidos nas redes sociais, que agora querem comprar briga com o Hamas e expulsar russos e chineses da Venezuela.

Com o Itamaraty em chamas e o chanceler caçando inimigos por toda parte, o próximo alvo é o IBGE dominado por comunistas que não entendem de estatísticas.

Daqui a pouco, vai faltar general para controlar tudo, de acordo com os gostos do capitão afastado do Exército aos 33 anos, por indisciplina e problemas de saúde mental.

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Quem está se divertindo muito em Brasília é só o velho Centrão de Eduardo Cunha, assistindo de camarote ao massacre de Paulo Guedes e as trombadas dos indigentes "articuladores políticos" do governo, comandados por majores, coronéis, generais e delegados, e um sujeito muito esquisito chamado Onyx Lorenzoni.

Mercado, mídia, bancadas do boi, da bíblia e da bala, e todas as guildas que bancaram e levaram Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto, já estão todos perdendo a paciência.

Assim também já é demais!, devem estar todos pensando, depois que a nova ordem decretou que o nazismo é invenção da esquerda e a terra é plana.

Só falta o chanceler acusar o Papa Francisco de ser ateu, além de comunista, é claro.

E ainda nem chegamos aos 100 dias da lua de mel, até aqui uma eternidade de pesadelos.

Como tenho escrito, isso tem tudo para não acabar bem.

De que forma e quando vai acabar, ninguém sabe.

Façam suas apostas.

Vida que segue.

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