terça-feira, 14 de julho de 2015

A verdadeira missão do Jornal Nacional


Hahaha
Provocou merecidas gargalhadas uma foto que circulou na internet. Nela, Bonner, num palco, aparece sob o que nos meio jornalísticos se chama de “missão” do Jornal Nacional.

Presume-se que Bonner estivesse falando a estagiários da Globo, ou algo do gênero.

O lado bom da imagem é que ela encheu de risos muitos brasileiros pelo completo ridículo de seu conteúdo.

Bem, ali está a palavra “isenção”.

O JN, segundo sua missão, se compromete a ser isento.

Em minha carreira, redigi muitas missões de revistas, e preciso fazer uma autocrítica. Foram provavelmente as piores coisas que escrevi.

A isenção do JN só aparece em sua missão.

Como seria escrita a missão do JN se o objetivo fosse retratar a realidade?

“Nossa missão é defender os interesses dos nossos patrões e de seus amigos e sócios.”

Pronto. Numa linha estaria tudo resolvido.

Nenhum jornalista do JN cometeria o pecado, por exemplo, de sugerir uma investigação que tivesse Aécio no centro.

Ou que falasse que sonegação é crime.

Ou mesmo que mostrasse o outro lado da discussão sobre a terceirização.

Declarações e princípios são realmente engraçados na mídia brasileira.

Entre no site da Veja e vá aos blogueiros. Ali, você vai encontrar as regras para fazer comentários.

Um deles me chama a atenção pela obtusidade profunda: você está proibido de escrever em caixa alta.

Quem inventou isso?

Mas o mais interessante é que a verdadeira regra que vigora não está escrita: você tem que concordar com o que os blogueiros escrevem, em qualquer circunstância.

Escreva polidamente como um diplomata, mas discorde da essência de um artigo: você não será publicado.

Tente, se quiser comprovar.

Algum tempo atrás, meu filho Pedro ficou incomodado com uma paulada gratuita que recebi de Reinaldo Azevedo por ter criticado Diogo Mainardi.

Inocente, garoto de bons propósitos, Pedro escreveu um email — educadíssimo — a Reinaldo Azevedo defendendo o pai.

Anos depois, Pedro está ainda esperando ser publicado.

Não é censura, naturalmente. Isto é para os outros. A direita quando censura não pratica censura. Lindo isso.

É assim que você vê centenas de comentários em RA com o milagre da unanimidade.

O dia a dia  das empresas jornalísticas, nos últimos tempos, também é frequentemente tão cômico quanto as missões.

Ao assumir a presidência da Abril, o executivo Alexandre Caldini reuniu as principais lideranças da casa e disse: “Quem não acredita em revista pode deixar esta sala agora.”

Se a verdade imperasse, nem Caldini ficaria na sala.

Acabo de ler que a edição impressa europeia da Newsweek — outrora, durante décadas, a segunda maior revista do mundo, com circulação de mais de 3 milhões de exemplares — vai fechar.

Já é uma notícia banal na mídia: a morte de revistas. A rigor, já nem é notícia.

Passados alguns meses da posse de Caldini, provavelmente quase nenhum dos alegadamente crentes em revistas daquela reunião sobreviveu à dura realidade.

E eis a vida como ela é.

De volta ao tema inicial, a missão do JN, a turma da redação, como tolas não são tolas, sabem o que devem entender daquilo que lhes foi apresentado por Boner.

Não vou entrar na cabeça de Boner, mas imagino que ele também saiba qual a verdadeira missão do JN.

Se não sabe, é aquilo que um dia ele disse que os espectadores são: um Simpson.

Paulo Nogueira
No DCM

A FROTA DE CARROS APREENDIDOS NA CASA DO SENADOR COLLOR DE MELLO É UMA AFRONTA AO BRASIL


A foto é REAL, embora pareça uma montagem, ou, MIRAGEM.

Não entro aqui na discussão da "LEGALIDADE" da operação desencadeada hoje pela Polícia Federal, FAZENDO BUSCAS na residência de SENADORES, DEPUTADOS e outros ALVOS da chamada Operação LAVA JATO. A Polícia tinha ORDEM JUDICIAL expedida por Ministros do STF, então...

Sou, porém, obrigado a concordar com o argumento do Senador Collor de Mello. BUSCA E APREENSÃO DOIS ANOS DEPOIS de iniciada a investigação ? Que possíveis provas ainda estariam por lá para serem destruídas. A LAVA JATO continua parecendo uma SÉRIE dessas que a TV AMERICANA produz. Um espetáculo ! 

Quanto aos três carros apreendidos, uma FERRARI, um Porsche e uma Lamborghini, considero uma AFRONTA a FROTA (sem trocadilhos) na posse de um SENADOR da República do Brasil, principalmente com MANDATO concedido por ALAGOAS, um dos mais, se não o MAIS POBRE ESTADO do nosso país.

Mostra apenas que Collor de Mello não aprendeu nada com tudo que lhe aconteceu, e que o povo de ALAGOAS ainda tem muito que caminhar, na direção de despertar para a necessidade de eleger pessoas compromissadas com os reais interesses do Estado e identificadas com seu POVO.

Enquanto estes SENHORES, CARREIRISTAS da política que são, forem reeleitos, continuaremos a VÊ-LOS E FAZÊ-LOS cada vez MAIS RICOS DE DINHEIRO, sobrando a população trabalhadora o resto de amargar, fome e sede, andando em carro puxado a burro.
no: http://007bondeblog.blogspot.com.br/2015/07/a-frota-de-carros-apreendidos-na-casa.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

Não “habemus” mais Papa?



Vamos imaginar uma situação diferente da que aconteceu na semana passada, na qual o Papa asseverou que o capitalismo é uma “ditadura sutil”, que a concentração monopolista dos meios de comunicação impõe “pautas alienantes” e gera um “colonialismo ideológico”, e supor o que ocorreria se o Papa defendesse a redução das funções públicas do Estado, o direito a monopolizar a formação da opinião, o mercado desregulado e o império cultural dos países ricos sobre os países pobres. Convém notar, em primeiro lugar, que as importantes manifestações do Papa tiveram escassos reflexos nas pautas nobres da grande mídia, com exceção da Folha de São Paulo, e só foram expandidas, como informação, pelas “redes” alternativas de comunicação.

Creio que se o Papa tivesse defendido as posições já conhecidas do liberalismo de direita, teríamos o início de uma nova grande campanha contra o setor público, contra os pressupostos de um Estado Social de Direito e, certamente, um novo ciclo de propaganda dos “ajustes”, que tem massacrado as camadas sociais mais pobres de todos os continentes. Se o Papa tivesse adotado as posições já conhecidas da direita liberal, teríamos um novo ciclo de lavagem cerebral, de natureza ideológica, baseada num velho princípio que informou as saídas de crises, sob governos comprometidos com os mais ricos: na hora de bonança e crescimento concentremos renda, na hora de perdas e recessão distribuímos os prejuízos para baixo.

Parece que todos aqueles colunistas, jornalistas, “especialistas” de plantão da grande mídia, que saudaram a emergência de um Papa que se locomovia de ônibus, que conhecia a vida dos pobres de Buenos Aires, que falava com palavras simples aos seus fiéis, não esperavam que  ele fosse o homem que aparentava ser: um homem profundamente religioso, que não escondia as suas convicções de que o ser humano real, este que  sofre os tormentos do capitalismo “sem alma”, merece a atenção e o carinho de uma Igreja que promete a salvação na eternidade.

Nas memórias do grande diretor John Huston está transcrita uma carta do magnífico escritor B.Traven, autor do precioso, entre outros, “Tesouro de Sierra Madre”, que se tornou película dirigida por Huston  e cujo personagem principal foi encenado por Humphrey Bogart. O escritor, que duvidava da seriedade de intenções dos que queriam transformar seu livro em filme diz, na carta citada por Huston: “Em Hollyhood todo mundo pensa unicamente em dinheiro e em novos contratos, ninguém pensa em fazer algo extraordinariamente grande.”

Fazer “algo extraordinariamente grande”, mesmo se os tortuosos caminhos da História venham, depois — independentemente da vontade daqueles seres humanos especiais — desviar o curso da sua intencionalidade ética. O Papa deve ter pensado algo parecido, quando deu as declarações que afrontaram aqueles que, além de deter um poder extraordinário pela sua riqueza material, controlam a formação das opiniões a seu respeito. E o fazem porque subjugam o “direito humano à comunicação”, como diz aqui o nosso professor Pedrinho Guareschi, colocando as emoções a serviço da acumulação sem trabalho e profanando  os corpos na chama irracional do consumismo.

A Europa das Luzes teve capacidade de combinar, por um certo tempo, a emergência da cultura democrática com o escravismo; depois, fez conviver a democracia política com o colonialismo e seus massacres; hoje, depois do curto reinado social-democrata — na mesma Europa — a Alemanha, nação devedora do Século passado que jamais pagou suas dívidas de guerra, dá um passo trágico: faz da Grécia, estuprada pelo nazismo, a Câmara de tortura do capital financeiro. Nós, seres não especiais, dizermos isso que o Papa disse, é o trivial. O não-trivial é o Papa dizer isso, que ele disse, e a grande mídia praticamente censurar suas mensagens.

Parece que, de repente, o essencial do que é o Papa, um ser humano solidário com os pobres e que  desafia o capitalismo a ser verdadeiramente democrático, que não teme ser taxado de “esquerda” — parece que este Papa essencial — deixou de existir para a grande mídia, que o tratará, agora, como já fez um apressado colunista da mesma Folha, como um populista-peronista. O Papa, que não teve seu coração nem sua mente forjados pela direita midiática escapou do controle ideológico do neoliberalismo, e disse: sois seres humanos, não sois mercadorias. Não aceitem isso que aí está, façam algo extraordinariamente grande!

Tarso Genro foi governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.
No Sul21, via http://www.contextolivre.com.br/2015/07/nao-habemus-mais-papa.html

O sanatório geral da política


Tem-se um país pronto para alçar voo, com uma sociedade civil complexa, estrutura universitária, de pesquisas, grandes empresas, diversidade regional, mercado de capitais, múltiplas vocações econômicas.

Mas há um vácuo político e uma imprevisibilidade total sobre os desdobramentos da crise.

* * *

Vamos a uma análise dos principais personagens:

Fernando Henrique Cardoso — ainda é o principal mentor dos grupos de oposição. Mas seu único objetivo é a revanche com Lula. O resto — país, PSDB, aliados — que exploda.

Lula — entrou na chamada sinuca de bico. Tem que preservar Dilma e o PT, mas, ao mesmo tempo, teme afundar com ambos. Sua decantada intuição travou.

PT — desde a prisão dos principais líderes, uma militância sem comando. com os parlamentares votando sistematicamente contra bandeiras que levantou um dia. A única bandeira capaz de unir a todos é a perspectiva de um impeachment de Dilma.

PSDB — não existe mais como partido. Tem votado sistematicamente contra o rigor fiscal e contra um conjunto de leis que ele próprio patrocinou. Há um grupo com articulação com mídia e empresariado (FHC-Serra), um governador que tenta se articular, mas sem possuir familiaridade para os grandes arranjos políticos (Geraldo Alckmin) e um garotão sem noção (Aécio). Debaixo deles, um bando de tresloucados.

Aécio Neves — colocado na linha de frente por FHC para o chamado fogo de exaustão no governo Dilma desgastou-se sozinho. É figura descartável, assim que formar-se um consenso sobre os rumos da crise.

PMDB — os presidentes da Câmara e do Senado precisam acumular poder para escapar do risco de prisão. Ou sentam no trono ou vão para o calabouço. A única âncora de bom senso é o vice-presidente Michel Temer.

Grupos de mídia — a palavra de ordem é impeachment, e se colocam todos a produzir clima para tal. A ponte quebrou, exageramos, e toca a produzir artigos de bom senso relativo. Todos disciplinadamente andando em manada ao sabor da falta de rumo.

Presidência da República — poucas vezes na história se teve uma quadra tão medíocre e sem noção. Dilma só se valeu da palavra de presidente para defender a si própria das insinuações e dos abusos do inquérito. Não montou nenhuma estratégia consistente para poupar a economia dos reflexos da Lava Jato, nem se abriu para fora do seu gabinete, para preparar projetos minimamente articulados com a opinião pública.

Procurador Geral da República — hoje em dia, qualquer réu pode acertar contas com qualquer adversário. Basta tornar-se delator e mencionar o nome do desafeto em um interrogatório. Os bravos procuradores e delegados da Lava Jato se encarregarão de levar para a mídia. Foi necessário o Ministro Teori Zavascki chamar os procuradores à razão, para o PGR agir.

STF (Supremo Tribunal Federal) — só tem dois Ministros com coragem de investir contra as ondas: Marco Aurélio Mello, e sua tradição de remar contra a corrente; e Gilmar Mendes, e sua tradição de atuar de forma vergonhosamente partidária.

Grupos econômicos — o “road show” de Dilma nos EUA mostrou que ruim com ela, pior sem ela, péssimo com o impeachment. Mas, sem Dilma apresentar um projeto consistente, ficam ao sabor das manchetes.

Repito: quem disser que sabe o que sairá dessa miscelânea estará mentindo.

Luís Nassif
No GGN via: http://www.contextolivre.com.br/2015/07/o-sanatorio-geral-da-politica.html

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Quando 2 mais 2 são cinco


A poderosa Associação Médica Brasileira (AMB) está distribuindo um press release que é um primor, um misto de non sense, canalhice e burrice. Seu longo título, "Mais Médicos completa dois anos com indicadores na saúde piores do que quando foi implementado", poderia indicar que a categoria, uma das mais ferozes inimigas do governo federal, realizou um trabalho de fôlego para se contrapor aos números do Ministério da Saúde, que evidenciam o sucesso do programa - um êxito tão grande que ele é aprovado por cerca de 90% da população.

Mas, ao contrário,  o texto não passa de um novo ataque sem nenhum fundamento ao programa, recheado de baboseiras e, pior, com dados mentirosos ou que não se sustentam.

Um deles é de doer: segundo o release, o número de 63 milhões de atendimentos feitos pelos 15 mil médicos do programa é mentiroso, superfaturado, impossível de ser alcançado.

Nem é preciso fazer uma conta complicada para se concluir que, ou a AMB é composta de idiotas que não sabem a mais elementar aritmética, ou de gente sem caráter nenhum.

Se não, vejamos: 63 milhões de atendimentos dividido por 15 mil médicos dá a média de 4.200 atendimentos por médico. Se cada médico bateu ponto seis dias por semana durante os dois anos do programa, ele trabalhou, no período, 576 dias. Por dia atendeu, então, em média, 7,29 pacientes.

Ora, se um médico não consegue atender, num dia normal de trabalho, 7 pessoas, é porque ele é um vagabundo que não quer trabalhar - o que, convenhamos, não é o perfil dos profissionais do Mais Médico.

Já fui em médico de plano de saúde que atendia, apenas pela manhã, umas 30 pessoas.

Isso sim, é um disparate, já que cada "consulta" durava, no máximo, uns cinco minutos.

Para quem quiser, vai na sequência todo o release da AMB.

Mas aviso àqueles que vão se aventurar a lê-lo: tomem um dramin ou um plasil antes, porque a sua leitura provoca ânsia de vômito.

Mais Médicos completa dois anos com indicadores na saúde piores do que quando foi implementado

No dia 8 de julho de 2013 o Governo Federal anunciou com toda pompa o programa Mais Médicos, que a visão marqueteira na data do anúncio, parecia ser uma iniciativa que mudaria consideravelmente para melhor a saúde no Brasil. Depois de dois anos e de quase três bilhões de reais entregues em um convênio até hoje obscuro com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde), no qual mais de 70% do que o Brasil paga se perde em remuneração para própria entidade e para o Governo Cubano, o que nos resta comemorar?

Desde o início a Associação Médica Brasileira (AMB) assumiu a posição de apontar problemas que o programa claramente apresentava, desde suas motivações politiqueiras e eleitoreiras, até sua operacionalização. Em diversos momentos, a AMB acabou sendo estigmatizada. Menos de um mês após o lançamento do programa, a entidade protocolou na Superior Tribunal Federal (STF) Ação Civil Pública com pedido de liminar para barrar a Medida Provisória 621/13, que instituía o Mais Médicos. Entre os argumentos, alguns acabaram na prática acontecendo, como o descumprimento de direitos constitucionais de participantes, enquanto trabalhadores, é o caso dos médicos cubanos que vivem em um regime de trabalhos análogo à escravidão; além da violação do princípio da isonomia, direito de ir e vir, liberdade de expressão, etc.

O embrião do programa nasceu após pesquisas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgadas em 2011, na qual ficava evidenciada a percepção ruim da população sobre serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a principal queixa a falta de médicos. Na mesma época, levantamentos feitos por entidades médicas, mostravam que mais que a carência de profissionais, o principal fator para tal opinião da sociedade estava baseado na má distribuição de médicos no país, principalmente para usuários do SUS, que contavam com quatro vezes menos médicos que o setor privado.

A partir desta avaliação equivocada, o Governo Federal acreditou que fosse possível resolver o problema da saúde no Brasil com ações oportunistas, pontuais, míopes e que nunca focam nos grandes problemas do setor: subfinanciamento, má gestão e corrupção. “Dois anos depois da criação, fica cada vez mais claro que a grande bandeira do atual governo na área da saúde não se sustenta além dos limites do marketing. Não observamos melhorias significativas na saúde brasileira, muito pelo contrário, piora cada dia”, avalia Florentino Cardoso, presidente da AMB.

Também incoerente é a não exigência de revalidação do diploma de médicos formados no exterior que vieram para o programa, além das críticas do TCU sobre a alocação dos médicos em locais onde já havia outros profissionais, levando a demissão dos que já trabalhavam na localidade e na concentração em grandes cidades. 

Fora do programa, a saúde brasileira piorou ainda mais nestes dois últimos anos. Recentemente, o Hospital São Paulo (HSP), ligado à Universidade Federal de SP (Unifesp) aumentou o número de atendimentos do pronto socorro e clínica médica, enquanto o repasse de recursos do Governo Federal, que é responsável por quase metade do financiamento da instituição, foi reduzido em 40%. Isso fez com que o problema da falta de remédios e equipamentos agravasse ainda mais os problemas no HSP. Se este é o quadro em um dos principais hospitais de São Paulo, maior metrópole do país, numa instituição ligada a uma universidade federal, imaginemos como vive a grande maioria da população brasileira que não está nos grandes centros e depende da saúde pública. Pacientes estão morrendo de causas evitáveis por culpa do descaso do governo com a saúde. Há a cultura da propaganda enganosa e manipulação de números, dados e informações pelo governo.

Um comparativo feito pelo próprio Datasus mostra que entre maio de 2007 e o mesmo mês de 2015, diminuíram quase 25 mil leitos no SUS. É possível um médico dar tratamento adequado a um paciente que não consegue internar quando precisa? Há emergências superlotadas, com pacientes em macas, em corredores e até no chão. Falam da atenção à gestante, quando nos deparamos com maternidades sem a mínima condição para parturientes, com falta de insumos básicos, leitos, obstetras, pediatras e anestesistas, por descaso do poder público, colocando em risco mãe e bebê.

O Governo Federal fala em mais de 63 milhões de pessoas atendidas pelo Mais Médicos. Como é possível atender esse número tão elevado de pacientes com cerca de 15.000 médicos? Caso esse número fosse real, significaria que trinta por cento da população não tinha acesso nenhum a atendimento médico antes do programa? Claro que esse número de atendimentos está superfaturado, como temos visto em inúmeras obras públicas no Brasil. Utilizando “a conta mágica” do governo, quantas pessoas teríamos atendido nesse mesmo período? Existe um ditado que diz: “mentiras contadas repetidas muitas vezes e de maneira despudorada, faz com que imaginemos ser verdade”.

Continuemos o exercício com o número divulgado pelo Governo Federal, quando médicos do Mais Médicos teriam atendido 63 milhões de brasileiros. Por que então criar mais vagas e escolas de medicina? Temos mais de 400 mil médicos e cerca de 203 milhões de brasileiros. Abrir escolas de medicina sem infraestrutura, como hospital universitário e corpo docente qualificado colocará a população em risco. A sociedade já questiona a proliferação de faculdades em detrimento da qualidade. A imprensa também discute se a estratégia de inflar números de médicos formados, quando o governo não resolve carências básicas nas condições de postos de saúde e hospitais. Muitos, reconhecendo a importância do médico à sociedade, defendem a criação de uma avaliação nacional para exercício da profissão.

Estamos vivendo com reaparecimento do sarampo, crescimento da dengue, aumentos de casos de tuberculose multirresistente e elevado número de casos de hanseníase. Onde está a atenção básica, que é uma das bandeiras do programa, diante de números até piores do que na época da implementação do programa? Sem conta também no desabastecimento, falta de pessoal e de investimentos em hospitais públicos federais, estaduais e municipais. A crise no Brasil não é somente econômica, social e outras, a pior é a de credibilidade.

O aniversário do Mais Médicos não merece aplausos: “Não há o que comemorar. Infelizmente, o programa foi usado política e eleitoralmente. Precisamos é sair do discurso enganoso de e melhorar a saúde no Brasil. Defendemos o SUS como foi concebido, que é bastante diferente da propaganda e do que aflige e faz sofrer nosso povo”, complemente Dr. Florentino.
no: http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/07/quando-2-mais-2-sao-cinco.html

PF flagra mensagem de celular de empreiteiro confirmando encontro com Aécio


Até então guardada a sete chaves nas gavetas da PF e juiz  Moro, eis que finalmente o jornal O Estado de São Paulo liberou o nome do senador Aécio Neves (PSDB), citado na investigação da Lava Jato, nessa segunda feira 13. Claro que para justificar as digitais de Aécio na empreiteira,  jornal requentou um apelido que a imprensa diz ser de Lula.


De acordo com  o jornal, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS e réu na Lava Jato, indicou em mensagem de celular, em 2012, que se encontraria com o tucano ao mesmo tempo em que executivos da empresa negociavam com políticos petistas a expansão das atividades na África

Trocas de mensagens do celular do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro interceptadas pela Polícia Federal cita “Aécio” e indica que o executivo teria se reunido com o senador do PSDB em 2012 ....Aécio  admitiu ao Estado que já se encontrou com o executivo, mas disse não se recordar da data especifica.

O relatório da Policia Federal, de 38 páginas apenas transcreve correspondências do empreiteiro Léo PInheiro nas quais são citados “Aécio”, que a PF intui ser o senador. O relatório foi anexado aos autos da 14ª fase da Lava Jato, que levou à prisão executivos das empreiteiras Andrade Gutierrez e Odebrecht.

(...)  Nesse mesmo horário vou estar com Aécio”, disse Leo Pinheiro em mensagem encaminhada no dia 26 de novembro de 2012 ao então diretor superintendente da OAS Internacional Augusto Cézar Uzeda.

Em dezembro daquele ano, menos de duas semanas após a mensagem de Léo Pinheiro, Aécio Neves foi lançado pré-candidato a presidente da República pelo PSDB para 2014 em um evento com o então presidente da sigla Sérgio Guerra (morto no ano passado) e o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso (1995/2002).

(...) Aécio Neves foi  citado em uma delação do doleiro Alberto Youssef como sendo um político que “dividia” a propina referente a uma diretoria da estatal energética Furnas com o ex-deputado do PP José Janene (morto em 2010), Aécio Neves teve o inquérito contra ele na Lava Jato arquivado a pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Aécio respondeu assim para o Estadão:

Em nota encaminhada ao Estado  o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que Léo Pinheiro é um empresário conhecido. “O senador já esteve com ele, mas não sabe se nessa data específica”, afirmou a nota, sem dar detalhes sobre o assunto que o tucano teria tratado com o executivo.

Estranho. Aécio, sempre tão rápido para dar entrevistas para a imprensa, ainda não apareceu na  para acusar a PF de petista.Fato é que, o senador tucano não tem moral alguma para falar em derrubar presidente

Aécio Neves e a “organização criminosa”

Aloysio_Nunes19_Aecio
Quem tem telhado de vidro?
O senador Aécio Neves repetiu, no dia 5 de julho, na 12ª Convenção Nacional do PSDB, pela segunda ou terceira vez, a seguinte frase:
“Não perdemos a eleição para um partido político, perdemos para uma organização criminosa”.
Aécio, ao pronunciar esta frase, revelou, mais uma vez, não estar à altura do cargo de presidente da República.
Ao associar todo um partido, ou seja, todas as suas lideranças e representantes – incluindo a presidente da República, senadores, deputados federais e estaduais, governadores, prefeitos e vereadores –, além de filiados, ao “crime organizado”, Aécio colabora, de maneira oportunista e irresponsável, para a exacerbação da intolerância e do ódio na cena política brasileira, direcionados ao Partido dos Trabalhadores, seus integrantes, militantes e simpatizantes.
Partido esse que teve, e continua tendo, um papel fundamental no processo de construção e consolidação – ainda incompleto – da democracia brasileira, desde a sua fundação, há mais de 35 anos.
Além disso, ao fazer essa afirmação, Aécio desrespeitou milhões de brasileiras e brasileiros que votaram, e continuam votando, em candidatos(as) do PT, há mais de três décadas.
É simplesmente um acinte. É inaceitável.
Não há dúvida, entretanto, que Aécio se sente à vontade para repetir isso porque tem a conivência da mídia corporativa, majoritariamente de oposição ao PT e aos governos liderados pelo partido. Assim como, em razão das maneiras absolutamente distintas com que foram tratados os “mensalões” petista e tucano pelo Judiciário e pela “grande” mídia.
Com essa postura, Aécio demonstrou que não tem respeito por seus adversários e, muito mais grave, que não tem respeito pela democracia.
Há limites para o discurso oposicionista dentro das regras democráticas.
E Aécio Neves ultrapassou, mais uma vez, esses limites.
Kátia Gerab Baggio é professora de História das Américas na UFMG.
***
Aecio_Convencao2015
Enquanto isso, no mundo bizarro…
O teatro que o PSDB está fazendo em torno do impeachment, dizendo que não trabalha para isso enquanto conspira abertamente, é talvez a página mais abjeta da história do partido.
Na convenção, de domingo, dia 5/7, Fernando Henrique Cardoso, triunfal, afirmou que o PSDB “está pronto para assumir”. Mais: “Nunca como antes se roubou tanto neste país”.
Ora, para além da conversa fiada lacerdista, o “nunca como antes”, segundo o próprio ex-presidente, precisa incluir seu próprio governo. É uma confissão de um homem que, na melhor das hipóteses, se atrapalhou com as palavras, ainda que tenha vivido delas.
O diabo mora nos detalhes e Aécio Neves cometeu o ato falho do ano numaentrevista a uma rádio gaúcha. Comentando a entrevista de Dilma à Folha, Aécio insistiu na defesa de que não pratica golpismo. “Nosso papel é agir com responsabilidade, garantir que nossas instituições, em todas as suas instancias, ajam com independência”, disse.
“Felizmente para a presidente, quem está na oposição somos nós, que temos agido com absoluta responsabilidade”, continuou o organizador de uma viagem absolutamente sem sentido à Venezuela com mais sete colegas.
E então a deixa: “O que nós dissemos na nossa convenção, que me reelegeu presidente da república, é que o PSDB é um partido pronto para qualquer que seja a saída”.
Presidente da república.
A obsessão cala tão fundo em Aécio que ele não achou que fosse o caso de sequer corrigir mais adiante. A tese de seu grupo tem sido a do afastamento de Dilma e de Temer. Com isso, haveria uma nova eleição em noventa dias com ele como o candidato mais provável dos tucanos.
A ideia de inflamar a própria militância e engordar as ruas para os próximos protestos – existe um marcado para o dia 16 de agosto –, apostando na instabilidade, não é nova. No que o PSDB se transformou? Num outro lapso, desta vez à Rádio Itatiaia, Aécio de novo resumiu: “O PSDB é o maior partido de oposição ao Brasil”.
Se tudo sair conforme esse script, daqui a 50 anos um mea culpa resolve.
no: http://limpinhoecheiroso.com/2015/07/13/aecio-neves-e-a-organizacao-criminosa/

Entenda o acordo entre a Grécia e os credores europeus


Entenda o acordo entre a Grécia e os credores europeus
Firmadas na manhã desta segunda-feira (13), Tsipras disse que medidas são “concessões difíceis”, já Varoufakis as classificou como “políticas de humilhação” e disse se tratar de um novo Tratado de Versalhes
O acordo entre a Grécia e os credores, alcançado na manhã desta segunda-feira (13/07), traz uma série de reformas e exigências por parte da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI), como mudança na aposentadoria, aumento de impostos e privatizações, além do retorno dos credores ao país para fiscalizar a implementação das reformas e avalizar mudanças na legislação do país. Para o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, são “concessões difíceis”. Já o ex-ministro da Economia do país Yanis Varoufakis disse se tratarem de “políticas da humilhação” e de um novo Tratado de Versalhes.
Apesar da oposição do partido governista, o Syriza, a expectativa é de que o Parlamento grego aprove as medidas, mas cogita-se a renúncia e a demissão de ministros e até mesmo a convocação de novas eleições antes do final do ano.
“Enfrentamos dilemas difíceis e tivemos que fazer concessões difíceis para evitar a aplicação dos planos de alguns círculos ultraconservadores europeus”, disse Tsipras em referência à posição da Alemanha que, durante a madrugada, chegou a cogitar a suspensão temporária do país da zona do euro. Apesar das concessões que o governo teve de fazer, o premiê prometeu que “vai continuar lutando para restabelecer a soberania nacional” e ressaltou que “agora é preciso lutar contra a oligarquia que levou o país até aqui”, concluiu.
Já o ex-ministro da Economia do país Yanys Varoufakis chamou as medidas de “políticas da humilhação”. Em entrevista ao Late Night Live, afirmou que “a troika tem certeza de que o fará [Tsipras] comer cada única palavra que ele proferiu em crítica à troika nos últimos cinco anos. Não somente nesses seis meses em que estamos no poder, mas nos anos anteriores a isso”. E acrescentou: “Isso não tem nada a ver com economia. Isso não tem nada a ver com colocar a Grécia no caminho da recuperação. Isso é um novo Tratado de Versalhes que está novamente assombrando a Europa e o primeiro-ministro sabe disso. Ele sabe que está condenado se fizer e se não fizer isso”. Varoufakis sugeriu aunda que Tsipras poderá convocar novas eleições: “ficaria muito surpreso caso Tsipras queira continuar como primeiro-ministro”.
Confira quais são as medidas exigidas pela troika:
• Criação de um fundo de privatização de 50 bilhões de euros
Trata-se da maior concessão feita por Tsipras aos credores. O governo terá que transferir ativos públicos a um fundo que será de titularidade grega, mas supervisionado pela troika. Os bens serão privatizados e com tais privatizações, os líderes europeus esperam arrecadar 50 bilhões de euros. Destes, 75% serão destinados para recapitalizar os bancos e reduzir a dívida e apenas 25% será investido no país.
Neste fundo estariam setores como: energia, transportes e telecomunicações. Trata-se de uma medida bastante ampla, já que até hoje, as privatizações realizadas pelo país não somaram 4 bilhões de euros.
• Reforma da previdência
O país heleno terá que realizar uma ampla reforma na previdência, incluindo o aumento da idade para aposentadoria para 67 anos, o endurecimento das condições de aposentadoria precoce e o congelamento das aposentadorias até 2021. As medidas são exigidas para que previdência se torne financeiramente viável. Algumas destas reformas terão que ser votadas já nesta quarta-feira (15/07) e outras somente em outubro.
• Reforma fiscal e trabalhista
O Parlamento grego também terá que aprovar medidas fiscais que incluam a simplificação dos tipos de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) e a ampliação da base tributária para aumentar a receita. Tema também terá que ser votado nesta quarta-feira (15/07).
Com relação ao mercado de trabalho, Tsipras aceitou realizar uma revisão dos acordos de negociação coletiva, greves e demissões coletivas. Além disso, se comprometeu com a reforma do mercado de produtos, o que incluirá a permissão de que comércios abram aos domingos, ampliando os períodos de vendas.
• Reforço do setor financeiro
Inclui medidas para regular empréstimos podres e para preservar a independência da agência de estatísticas do país. O país deverá implementar leis para que as regras bancárias fiquem em consonância com o restante da Europa.
• Administração pública
A Grécia terá que diminuir os custos da administração pública e reduzir a influência política sobre a mesma. Até quarta-feira (15/07), o país terá que votar leis para garantir o corte de gastos de forma quase automática caso as metas de superávit primário (receitas menos despesas, com exceção da dívida e outros custos de manutenção) sejam excedidas.
Além disso, terá que permitir que as instituições da troika supervisionem as reformas no país e terá que obter a aprovação dos credores com relação a leis chaves antes de submetê-las a consulta pública ou ao Parlamento.
O país terá ainda que reformar o sistema de justiça civil, de modo a torna-lo mais eficiente e assim reduzir custos e tomar medidas para permitir a aplicação da normativa da União Europeia para o auto resgate de bancos.
Contrapartida para a Grécia:
• Resgate de 86 bilhões de euros
Em resposta à aprovação das medidas exigidas pela troika, a Grécia receberá um resgate no valor de 86 bilhões de euros.
• Reestruturação da dívida
Os credores se comprometeram a realizar a reestruturação da dívida grega, mas a possibilidade será estudada apenas no último trimestre do ano, quando será possível ter uma ideia clara se a Grécia está ou não cumprindo o acordo
(Foto: União Europeia)
no: http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/07/entenda-o-acordo-entre-a-grecia-e-os-credores-europeus/

CRÉDITO CONSIGNADO - CONHEÇA A ALTERAÇÃO NO LIMITE DE ENDIVIDAMENTO

EDUCAÇÃO FINANCEIRA - MATÉRIA DE INTERESSE DE SERVIDORES, TRABALHADORES CLT - APOSENTADOS E ENDIVIDADOS EM GERAL




sanguessugado do: http://007bondeblog.blogspot.com.br/2015/07/credito-consignado-conheca-alteracao-no.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)