terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?

Ensaios sobre a cegueira hídrica: Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?


Madrugada. O corredor da avenida Radial Leste está tomado por centenas de caminhões-pipa. O fluxo normal de veículos foi interrompido para o úmido cortejo. Ali passa a água que abastece a zona leste paulistana, casa de quatro milhões de pessoas que, neste mês de março de 2015, ficaram sem uma gota de água nas torneiras.

O racionamento está implantado com toda a ferocidade que o momento exige. São cinco dias sem água, para um com água. Pior para você que não tem caixa d’água, ou, se tem, ela é pequena demais para o número de moradores da casa.

“Os caminhões encherão os reservatórios da Sabesp nas primeiras horas da manhã. Das 10h às 12h, a população de Ferraz de Vasconcelos, com seu comprovante de residência em mãos, poderá retirar uma quantidade de água por pessoa. Das 12h a tal hora, vai ser a população da zona leste…”
Elaborar cenários prospectivos é uma ferramenta de gestão eficaz para quem queira influenciar na construção do futuro e reduzir os riscos de um futuro incerto ou ameaçador. Foi isso o que fez Marussia Whately, uma das mais importantes ambientalistas brasileiras, a pedido de jornalistas que compõem o projeto Conta D’Água, de cobertura da crise hídrica.

Longe de ser um exercício de profecia, adivinhação ou de pura especulação, Marussia baseou-se na experiência de décadas de estudo dos mananciais hídricos do Estado de São Paulo, e na análise das reações sociais advindas de um racionamento severo, como o que foi feito em Itu, durante a crise de abastecimento de água, em setembro do ano passado.

Eis as principais imagens trazidas pela especialista e publicadas no site https://medium.com/a-conta-da-agua/ensaio-sobre-a-cegueira-hidrica-2759ec839c74.

1. O abastecimento do precioso líquido será feito de modo a atender apenas as necessidades mais elementares, como a preparação de alimentos, tomar uma breve ducha e escovar os dentes. Para descarregar a privada, fazer a limpeza da casa e dar banho no cachorro, o jeito será contar com a água das chuvas.

2. Restaurantes serão obrigados a baixar as portas. Não haverá água para lavar tanta louça. Outros estabelecimentos podem vir a ser obrigados a restringir o uso de seus banheiros.

3. Empresas que dependem do uso intensivo de água começarão a se preparar para sair de São Paulo, já que não há previsão para o término da crise. Vão em busca de melhores condições hídricas.

4. Depois do colapso do Sistema Alto Tietê, que abastece a zona leste de São Paulo, a água potável passou a ser um bem raro e caro. Bandidos já fazem sequestros-relâmpagos de caminhões-pipa cheios, a fim de vender a carga em condomínios fechados. Uma carga de 15 mil litros de água pode facilmente ser repassada por R$ 2.500.

5. O tráfico de água campeia. Em Itu, durante o apogeu da falta d’água, em setembro de 2014, quadrilhas comercializavam a água que deveria ser distribuída gratuitamente à população. É previsível que o mesmo ocorra por aqui.

6. Todos os 50 mil poços em funcionamento na cidade de São Paulo serão “confiscados”, mesmo os localizados em terrenos privados. Só o Estado estará autorizado a explorá-los.

7. Moradores de casas humildes terão de ir trabalhar sem tomar banho e com a mesma roupa do dia anterior.Quando eles chegaram em casa, não havia água; quando saíram, a água ainda não havia voltado. E a caixa d´água nem chegou a encher por causa da redução da pressão.

8. Haverá creches que interromperão os serviços por falta de água, gerando um efeito cascata. Se as crianças não podem ir para a creche, a mãe tem de faltar no emprego.

9. Começarão os pedidos de socorro por parte de idosos, acamados, e de gente com deficiência de mobilidade, que não conseguirão colocar uma lata enorme de água na cabeça e levá-la para casa.

10. Surgirão aqui e ali focos de desidratação, atingindo principalmente indivíduos de terceira idade e crianças até 4 anos, mais vulneráveis.


11. Já se esperam protestos. Em Itu, vizinho de São Paulo, até donas de casa colocaram fogo nas ruas. “Aqui em São Paulo, vai haver um escalonamento de manifestações e de violência porque a água mexe com a questão da dignidade. Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?”, pergunta Marussia. A tropa de choque da PM dará show de truculência, como sempre.

http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2015/01/quantos-dias-nos-aguentamos-sem-poder.html

Ações da Sabesp despencam, mídia fica quietinha


Impressionam, como sempre — apesar de nada mudar nesse campo!!! — os dois pesos e duas medidas da nossa velha mídia. Quando se trata de queda das ações da Petrobras, manchetes, o foguetório e a torcida contra a estatal que já conhecemos… Mas, quando é a vez da SABESP, uma discrição total e absoluta. Nesse último caso o silêncio é ensurdecedor!

Hoje, porém, no Valor, o assunto teve de vir à tona. Na 6ª feira passada, a desvalorização das ações na estatal paulista chegou a 12%, representando a maior queda em um único dia, desde outubro de 2008. Foi também a maior baixa do Ibovespa naquele dia. Manchete de 1ª página de todos os jornalões, como fazem com a queda das ações da Petrobras? Nenhuma.

Para vocês terem uma ideia de a quantas andam as ações da SABESP, em um ano elas caíram 42% e apenas nos primeiros 23 dias deste janeiro desvalorizaram 21%. A situação, definitivamente, não está para peixe na empresa mista de abastecimento de água do Estado, que os governos tucanos privatizaram parcialmente disponibilizando suas ações em bolsa.

Outra empresa que está sofrendo desvalorização é a COPASA de Minas que registrou perda de 15%, após o alerta mais do que necessário do governo Fernando Pimentel sobre a necessidade do racionamento a partir de abril. Postura transparente, clara para com a população mineira, aliás, completamente oposta ao que vemos em São Paulo.

Como anunciaram os dirigentes da estatal mineira de água, na última semana (leiam mais), o Reservatório Serra Azul está operando com cerca de 5% já no volume morto. Obra e mérito de 12 anos de tucanato no poder em Minas, ao longo dos governos Aécio Neves (2002-2010) e Antônio Anastasia (2011-2014).

Mas, parece não ser muito importante para a nossa mídia aquilo que os governos tucanos deixaram de fazer em Minas ou em São Paulo, tampouco a queda das ações que são fruto direto da inoperância e má gestão deles. O que importa para a nossa mídia são as ações da Petrobras e, se possível, alastrar o pânico geral para que elas caiam um pouco mais.

No Blog do Zé, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/acoes-da-sabesp-despencam-midia-fica.html

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Nosso Sol anda muito calmo ultimamente. Até quando?

Quem acompanha a atividade solar já percebeu que já faz algum tempo que nossa estrela não apresenta grandes explosões. Será que essa calma é apenas momentânea ou seria o prenúncio de um declínio da atividade solar?
Atividade Solar caindo
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Para quem não sabe, a cada 11 anos o Sol passa por momentos alternados de alta e baixa atividade eletromagnética, conhecidos por mínimos e máximos solares. Esse período é chamado de ciclo solar ou de Schwabe e desde que as observações começaram a ser feitas já foram contados 24 ciclos até o ano de 2015.
Durante o máximo solar, grandes manchas e intensas explosões ocorrem quase diariamente. As auroras surgem nas latitudes médias e violentas tempestades de radiação podem danificar as redes de distribuição de energia e os satélites na orbita da Terra.
No Mínimo Solar ocorre o contrário. Quase não existem flares e semanas podem passar sem que uma única mancha quebre a monotonia branca do disco solar.
Ao que tudo indica, o ápice do atual Ciclo Solar 24 ocorreu entre setembro e dezembro de 2014, o que significa que a atividade Sol está na fase de declínio, o que explicaria a diminuição das manchas observadas na fotosfera solar e as poucas ejeções de massa coronal, CME, observadas nos últimos meses.
A última vez que passamos por um período semelhante foi em 2002, quando o intenso ciclo solar 23 entrou em queda, após um período de severas ejeções de massa coronal e poderosas tempestades geomagnéticas. Ao final de 2009 o Ciclo 23 atingiu o nível mínimo, abrindo as portas para o atual Ciclo 24, que agora também começa a declinar.
Os estudos modernos da atividade solar são relativamente recentes e não existem séries históricas muito longas que permitam prever a atividade do Sol baseado em seu comportamento passado. O próprio ciclo de 11 anos não é tão preciso e alguns períodos levaram mais ou menos tempo para serem completados.

Grafico do Ciclo Solar
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Entre 2008 e 2009, por exemplo, as erupções solares praticamente cessaram e o mínimo solar foi considerado o mais longo e profundo em um século. O sol ficou tanto tempo sem atividades intensas que até os especialistas se perguntavam quando o máximo solar voltaria.
O fato é que desde 2002, a atividade solar vem apresentando queda sistemática. Em 2014, o número máximo de grupos solares observados foi 75% menor que o observado em 2001.

Enfraquecido, mas extremamente perigoso
Embora o atual ciclo solar 24 esteja em declínio, isso não significa que não teremos mais explosões solares. Muito pelo contrário.
De acordo com Doug Bieseker, do Centro de Previsão do Tempo de Clima Espacial, SWPC, da NOAA, a maioria dos grandes eventos, tais como erupções fortes e tempestades geomagnéticas significativas ocorrem tipicamente na fase de declínio dos ciclos solares, mesmo os mais fracos.

Inverno Implacável
O mínimo mais longo da história, o Mínimo de Maunder, ocorreu entre 1645 e 1715 e durou incríveis 70 anos. Manchas solares eram extremamente raras e o ciclo solar de 11 anos parecia ter se rompido. Esse período de silêncio coincidiu com a "pequena Era do Gelo" uma série de invernos implacáveis que atingiu o hemisfério Norte.
Por razões ainda não compreendidas, o ciclo de manchas solares se normalizou no século 18, voltando ao período de 11 anos. Como os cientistas ainda não compreendem o que disparou o Mínimo de Maunder e como pode ter influenciado o clima na Terra, a busca por sinais de que possa ocorrer de novo é um trabalho constante nas pesquisas.


Artes: no topo, o Sol registrado em ultravioleta extremo na manhã de 26 de janeiro de 2015 pelo satélite SDO, da NASA. Acima, gráfico mostra o ciclo da atividade solar nos últimos 15 anos e a previsão até o final da década. 

s: NASA/SDO, NOAA/CréditoSWPC, Apolo11.com.

São Paulo, ou o salve-se quem puder


Demorou, mas já há algumas pessoas entendidas no assunto mostrando, aqui e ali, o inferno que será viver na região metropolitana de São Paulo nos próximos anos.

Água é o bem mais precioso da humanidade, diz o velho chavão.

Velho e verdadeiro.

O ser humano aguenta vários dias sem comer, mas sem água vai para o beleléu rapidinho.

Indústrias, comércio, hospitais, escolas - tudo precisa de água.

E, como se sabe, a água tornou-se, graças à incompetência, incúria e ganância de 20 anos de governos tucanos, algo raro em terras paulistanas.

O governador Geraldo Alckmin sumiu - como sempre procede em momentos de crise.

As outras autoridades, incluindo os diretores da execrável Sabesp, seguem o exemplo do chefe do Executivo paulista.

A imprensa, cooptada, apenas um braço auxiliar dos governos tucanos, procura, desesperadamente, tirar a responsabilidade da catástrofe dos ombros de seus protegidos.

Resta apenas, para evitar que o mal seja ainda maior, o trabalho da população.

Indústrias, para continuar funcionando, estão se abastecendo por meio de caminhões-pipa.

O mesmo devem estar fazendo muitos outros comerciantes.

Escolas suspendem aulas.

É pouco, porém.

Já passou da hora de os condomínios residenciais, por exemplo, tratarem de captar as abundantes águas das chuvas e estocá-las, como faz o programa 1 Milhão de Cisternas, que está revolucionando o seco Nordeste.

Também, de estabelecerem cotas de consumo.

Outra sugestão: que tal quem mora em casas comprar uma caixa d'água maior e, como os condomínios, captar e estocar o que puder?

E mais outra: que tal as autoridades acabarem com a extrema burocracia necessária para se abrir um poço artesiano?

E, por fim, que tal uma ampla e massiva campanha publicitária para mostrar que a situação não está para brincadeiras e a região vai viver, nos próximos anos, como se estivesse no meio de uma guerra?

Neste momento que antecede a total seca, qualquer sugestão pode ajudar a diminuir um pouco o sofrimento que se abaterá sobre a população.

Não dá mais para esperar qualquer medida por parte desse governo estadual ou do Judiciário ou de quem quer se seja.

Os 15 milhões de moradores da Grande São Paulo estão, infelizmente, sozinhos. 

E abandonados.

São Paulo vive o salve-se quem puder.

http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/01/sao-paulo-ou-o-salve-se-quem-puder.html

Vazamento seletivo das operações da PF tem três objetivos. Nenhum a favor do país


A divulgação pela mídia corporativa de dados de investigações da Polícia Federal protegidos por sigilo, por determinação da Justiça, tem três objetivos, um claro e dois escondidos.

O claro é fustigar o governo até o limite da exaustão, buscando o maior lucro possível, que é seu enfraquecimento até o ponto de um possível impeachment.

Os outros dois são:

Dar aviso aos corruptos para que limpem suas contas.

Temos vários exemplos sobre isso, e o caso do diretor da Petrobras Cerveró é apenas mais um.

Corrupto ou não, culpado ou não, ele correu ao cartório em setembro do ano passado, assim que seu nome entrou na berlinda, como mostra esta nota da coluna do Ancelmo, de O Globo, de 21 de setembro de 2014.
O ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró esteve terça-feira, dia 16, no cartório do 14º Ofício, em Ipanema, no Rio, com direito a uma sala reservada.
O último objetivo é, depois de esgotado todo o fustigamento ao governo, dar a porta de saída a seus pares, anulando toda a investigação, POR CAUSA DOS VAZAMENTOS ILEGAIS, como aconteceu na Satiagraha e na Castelo de Areia.

Anotem ai: a operação Lava Jato vai ser anulada e todos os acusados vão ficar impunes, porque o objetivo de todo esse processo não é melhorar o país, mas apenas ajustar o governo às demandas do capital.

No Blog do Mello, via http://www.contextolivre.com.br/2015/01/vazamento-seletivo-das-operacoes-da-pf.html

Onde moram os mais ricos dos mais ricos



'O Fórum Econômico Mundial chegou ao fim com muitas discussões sobre a crescente desigualdade e referências ao "1% mais rico".
Da BBC

Relatório da entidade Oxfam causou polêmica ao prever que o grupo de 1% das pessoas mais ricas do mundo possuirá, em breve, mais do que o resto da população mundial. A estimativa foi baseada em pesquisa do banco Credit Suisse, que estimou a riqueza total das famílias em todo o mundo em 2014 em US$ 263 trilhões (R$ 678 trilhões).

Isso é riqueza, não renda. É calculado como ativos menos dívida.
Obviamente, bilionários como Bill Gates, Waren Buffet e Mark Zuckerberg fazem parte deste 1%. Mas quem mais? Segundo o Credit Suisse, outras 47 milhões de pessoas - todas com uma riqueza equivalente ou superior a US$ 798 mil (R$ 2,06 milhões)

Isso inclui muitas pessoas em países desenvolvidos que não se consideram ricas, mas que possuem uma casa quitada ou já tenham pago parte significante de suas hipotecas.

Entre elas, estão 18 milhões de pessoas nos Estados Unidos, o país com maior número de integrantes no grupo do 1%.

São 3,5 milhões na França, 2,9 milhões no Reino Unido e 2,8 milhões na Alemanha. A Alemanha tem a maior economia da Europa e a razão por ter menos pessoas ricas, segundo o Credit Suisse, é que tem níveis menores de pessoas com casa própria.

Há dois países asiáticos com mais de 1 milhão de pessoas entre as mais ricas: Japão (4 milhões) e China (1,6 milhão).

O país com a maior proporção de integrantes em relação à população é a Suíça: um em cada dez - ou 800 mil dos 8 milhões - tem patrimônio superior a US$ 798 mil.

Mas o relatório do Credit Suisse não conta a história inteira, já que não leva em conta o custo para comprar bens em cada país, por exemplo. Meio milhão de libras pode comprar um apartamento de um quarto no centro de Londres, mas em outros países compra uma mansão. O estudo também não leva em conta a renda.

Já para estar entre os 10% mais ricos, é necessário ter US$ 77 mil em ativos (R$ 198 mil). E para figurar na metade de cima dos mais ricos do mundo é preciso US$ 3.650 (R$ 9.408)"

domingo, 25 de janeiro de 2015

São Paulo, 25 de janeiro de 2016

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

Customize sua camiseta com água sanitária


Use a criatividade para ter uma camiseta personalizada e descolada.
Do Ciclo Vivo

"As técnicas de customização são ótimas alternativas para renovar roupas que já foram muito usadas ou que por algum motivo estão encostadas no fundo do armário. Um jeito simples de dar uma cara nova a uma roupa velha é através da arte.

A técnica é simples e a dica do CicloVivo é usar a criatividade para ter uma camiseta personalizada e descolada. Para isso será necessário: uma camiseta de cor escura (de preferência usada), água sanitária, um borrifador, papelão, papel, lápis e tesoura ou estilete.

O primeiro passo é colocar a água sanitária no borrifador, juntamente com a mesma medida de água. Lembre-se de ter cuidado ao manejar esse material, pois ele mancha os tecidos. Portanto, reserve um local especialmente para fazer esse artesanato e de preferência use luvas.

O preparo da camisa é simples. Após ter separado a peça de cor escura, corte um retângulo de papelão para forrá-la, impedindo que a água sanitária passe para o outro lado.


A criatividade vai ser o diferencial da camisa. Após colocar as ideias no papel, recorte-o e ele servirá de molde para o desenho que será “estampado” da roupa. Com o molde em mãos, cole-o na camiseta, para evitar que ele se desloque e a arte começa a tomar forma. É preciso lembrar que o desenho será como uma sombra, portanto planeje bem o formato antes de passar para a etapa seguinte.

Desenho pronto e camiseta preparada significam que a pintura pode começar. Use o borrifador para despejar a água sanitária sobre a camisa. As gotículas darão um toque especial à cor e o mais legal é que ela não fique muito uniforme, para dar um ar bastante descontraído.

Para finalizar, não deixe o produto químico agir muito no tecido, para não comprometer o trabalho e a qualidade da roupa. Então, assim que a camiseta estiver na cor desejada, coloque-a em uma bacia com água e lave imediatamente. Quando estiver seca ela já estará pronta para o uso. Com informações do O Artesanato.

Lava Jato: MP não se interessa por relações de Youssef com PSDB?


Miguel do Rosário, Tijolaço  

'Não fosse o humor negro dos internautas, há muito a política brasileira teria se tornado insuportável.

O leitor José Alcy Nobre, por exemplo, fez um comentário engraçado, apesar de sombrio: “Se Youssef abrir o bico e falar de alguém do PSDB irá cumprir sentença na Indonésia.”

Pois é.

É engraçado, mas é sério.

É a mais triste e dura verdade.

Aliás, isso me lembra uma matéria que li ontem no Liberación, de Paris, sobre a mídia grega.

A matéria dizia que a imprensa grega é repleta de escândalos políticos, mas sempre de um lado só, sempre contra o mesmo grupo político contra o qual ela faz oposição.

No contexto de forte polarização ideológica que vive a Grécia, é fácil supor que a sua mídia defende os mais ricos e atacam qualquer político, mesmo de direita, que ouse se aproximar da classe trabalhadora.

É o que acontece no Brasil.

A mídia é versátil.

Quando um líder da esquerda se afasta da classe trabalhadora, a mídia imediatamente passa a blindá-lo.

Quando um líder da direita se aproxima da classe trabalhadora, a mídia imediatamente passa a atacá-lo.

E assim ela vai posando de imparcial.

O problema da nossa mídia, além da parcialidade, é o monopólio. É termos as mesmas empresas que controlam os principais jornais ocupando também a tv, o rádio, os canais fechados, cinema, revistas e livros.

Com esse poder, a mídia consegue manipular tudo.

A Lava Jato, por exemplo.

Trata-se de uma investigação importante, que pode nos ajudar muito a lutar contra uma corrupção que vem desde Pedro Alvares Cabral.

Mas a mídia, com seu pensamento fixo de envolver Dirceu, Lula e Dilma, com seu histerismo manipulativo, põe tudo a perder. Transforma tudo num circo de horrores que não gera resultado nenhum.

Youssef, por exemplo, foi, durante toda a sua vida, operador para o PSDB.

Conhece a fundo as histórias de lavagem de dinheiro, caixa 2 e sonegação fiscal de políticos tucanos e empresas que bancavam o partido.

Mas a mídia só quer saber do PT. E o Ministério Público, que deveria ser imparcial e evitar se imiscuir na vida política do país, acaba entrando no jogo das paixões partidárias.

É uma pena."

Sem chuva e sem governo, agora é o salve-se quem puder


Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"As chuvas não vieram, os governos sumiram, o ministro das Minas e Energia entregou para Deus, e a mídia, finalmente, de uma hora para outra, descobriu que estamos à beira de um colapso no abastecimento de água e energia nas maiores áreas metropolitanas do país.

Diante desta situação, não adianta mais nada ficar discutindo de quem é a culpa, se Dilma e Alckmin esconderam a verdade ou mentiram para os eleitores durante a última campanha, se a responsabilidade é municipal, estadual ou federal.

Agora, meus amigos, é o popular salve-se quem puder. Ou assumimos a nossa própria responsabilidade de cidadãos, e passamos a economizar para valer água e luz, onde ainda tem, ou vamos todos para o inferno, e não demora. Não escapa ninguém.

Vamos reconhecer: pertencemos a uma sociedade habituada ao desperdício de água, luz e comida, ao desrespeito à natureza, a entregar tudo nas mãos dos governantes ou de entidades sobrenaturais, na certeza brejeira de que, no fim, sempre se dará um jeitinho, e nada nos faltará. A maioria nem sabe o que é cidadania, algo que não se ensina nem nas escolas nem nas famílias.

 Ao contrário, a onda agora é ostentação, dane-se o resto.

Desse assunto posso falar com conhecimento de causa. Sou filho de uma família de imigrantes, que passaram sede e fome durante a Segunda Guerra Mundial na Europa, e me ensinaram desde pequeno a não desperdiçar nada porque amanhã pode faltar.

"Aqui ninguém é dono da Light", cansei de ouvir minha mãe reclamar ao mandar a gente apagar a luz acesa sem necessidade. Tudo era motivo para bronca: não ficar muito tempo no chuveiro, não deixar a torneira aberta na hora de escovar os dentes, não deixar comida no prato, não esquecer de desligar a televisão, não comprar coisas caras se tem igual mais barato, não querer dar uma de bacana.

Nos altos e baixos da minha família, nos tempos de fartura ou de dureza, fui acostumado a viver assim, e tem dado certo até aqui. Acho que isto vale tanto para as famílias como para os países que gastam mais do que ganham, vivem endividados e, de repente, como agora, se espantam ao constatar que a festa acabou.

Claro que tudo isso não livra a cara dos governantes de todas as latitudes responsáveis pelo planejamento e implantação das políticas públicas. É para isso que são eleitos e bem pagos por nós. Por mim, deveriam ser todos processados por crime de responsabilidade administrativa pela incúria e soberba com que trataram questões vitais para o bem estar da população.

E vocês, caros leitores do Balaio, como estão fazendo para economizar água e luz? Não podemos mais esperar que a solução venha dos céus ou dos palácios.

Vida que segue."