domingo, 21 de outubro de 2012

Hegemonia PT 3.0



Fernando Haddad protagonizou uma das mais espetaculares recuperações numa campanha para prefeito de São Paulo e deve dar ao PT, dizem as pesquisas, o comando da maior cidade do país.
A eleição paulistana é um passo relevante no projeto de hegemonia política do PT. Nenhum partido cresce de maneira orgânica e consistente como o PT a cada disputa municipal. A sigla sempre se sai melhor.
PMDB, PSDB, DEM (o antigo PFL) e outros já tiveram dias de glória, mas acumulam também vários revezes. O PT, não. Só cresce.
Embora já tenha vencido em São Paulo duas vezes (em 1988, com Luiza Erundina, e em 2000, com Marta Suplicy), agora com Fernando Haddad é uma espécie de PT 3.0 que pode chegar ao poder.
Não há outro partido da safra pós-ditadura militar que tenha conseguido fazer essa transição de gerações. O poderio sólido e real que o PT constrói encontra rival de verdade apenas na velha Aliança Renovadora Nacional (Arena), a agremiação criada pelos generais para comandar o Brasil -com a enorme diferença de hoje o país viver em plena democracia.
Alguns dirão que o PMDB mandou muito no final dos anos 80. Mais ou menos. Tratava-se de um aglomerado de políticos filiados a uma mesma sigla. Não havia orientação central.
O PSDB ganhou em 1994 o Planalto e os governos de São Paulo, Rio e Minas Gerais. Muito poder. Só que os tucanos nunca tiveram um "centralismo democrático" (sic) "à la PT".
No dia 28 de outubro, há indícios de que o PT novamente sairá das urnas como o grande vencedor nas cidades com mais de 200 mil eleitores, podendo levar pela terceira vez a joia da coroa, São Paulo.
Ao votar dessa forma, o eleitor protagoniza duas atitudes -e não faço aqui juízo de valor, só constato. Elege seu prefeito e entrega à sigla de Lula um grande voto de confiança para fazer do PT cada vez mais um partido hegemônico no país. 
Fernando Rodrigues
No Falha 

Quem não tem voto diz que eleitor está cansado



Pergunto o que leva nossos coveiros de sorriso amarelo a produzir tantas análises e raciocínios sofisticadíssimos para esconder o dado óbvio desta eleição municipal.
Apesar do julgamento do mensalão, apesar do tratamento ora irônico, ora pedante, que a maioria dos meios de comunicação dispensa ao ex-presidente Lula, está cada vez mais difícil esconder o bom desempenho do PT neste pleito.
Quem profetizou um fiasco de Lula precisa improvisar teorias para justificar verdades óbvias.
Quem chegou ao exagero de anunciar um duelo entre Lula e Geraldo Alckmin, em São Paulo, precisa fazer um curso supletivo de liderança política.
O mais novo argumento é dizer que o eleitor está desanimado, cansou-se da polarização entre PT e PSDB.
É preocupante. Nem faz muito tempo assim que os brasileiros recuperaram o direito de votar para prefeito de capital, que fora suprimido pela ditadura, e já tem gente que acha que esse tipo de coisa é cansativa e tediosa. É a mesma turma que, em dia de eleição, só consegue olhar para os santinhos na calçada e dizer que eles emporcalham a cidade. Eu acho que nada emporcalha mais uma cidade do que o autoritarismo, a falta de eleição, os prefeitos escolhidos de forma indireta.
E eu acho que a boca-de-urna ajuda a ampliar o debate numa eleição. E quem é a favor de proibi-la poderia dar uma chance ao próprio QI e perguntar-se se ela não tem a ver com a liberdade de expressão.
Voltando ao cansaço dos eleitores.
A teoria da baixa representatividade se apoia num fato real mas interpretado de forma interesseira.
É certo que o número de brancos e nulos nunca foi tão alto. O problema é usar este dado como prova de que nosso sistema político não expressa a vontade dos brasileiros e blá-blá-blá…
Nós sabemos muito bem onde esse tipo de conversa sobre falta de representatividade da democracia começa e onde costuma terminar, não é mesmo?
Estrela principal do pleito que centraliza as atenções no segundo turno, Fernando Haddad não enfrenta o menor problema com sua representatividade. Ilustre desconhecido há seis meses, já conquistou 49% das intenções de voto e lidera a eleição com uma diferença de 17 pontos. Falta de representatividade?
Se você comparar com outras eleições, municipais, estaduais e federais, verá que a ordem de grandeza é a mesma.
E se você se interessar pela temperatura da campanha, verá que Haddad tem empolgado a juventude e mesmo antigos militantes que pareciam ter pendurado a chuteira da luta política.
Estes números ajudam a mostrar que não há crise nenhuma com o regime democrático nem com o eleitor.
A doença envolve um candidato específico, José Serra, que exibe um desempenho muito abaixo daquilo que seus aliados prometiam no inicio da campanha.
O grande número de nulos e brancos, em São Paulo, expressa sua dificuldade para atrair apoio junto a eleitores do PSDB e mesmo adversários do PT. São estes nulos e brancos que deixaram de ir para Serra, o que é natural num candidato com uma rejeição que chegou a 52%.
Lançado como última esperança para salvar a pátria do PSDB, o problema real da campanha de Serra não é a perpectiva de derrota. É o tamanho da diferença a favor de Haddad. Superior a qualquer previsão de nossos sábios, a vantagem do candidato do PT mostra um adversário que sequer tem-se mostrado competitivo.
Esta é a crise, o susto de 2012.
Temos uma oposição sem representatividade, inclusive em São Paulo, que sempre considerou como sua fortaleza.
Após a terceira derrota na sucessão presidencial, não é uma boa notícia para o PSDB.
Paulo Moreira Leite
No Vamos combinar

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mídia: regular é preciso, manter não é preciso







Mídia: regular é preciso, manter não é preciso


Uma democracia estará sempre em risco se as camadas menos favorecidas de seu povo não deter, ainda que de forma mínima, acesso a informações não manipuladas pelos detentores da grande mídia, sobre temas de seus interesses.

Os grandes grupos midiáticos são instrumentos de perpetuação de poder e que, por pertencerem a essa camada mais rica e detentora dos meios produtivos e de capital, jamais colocará os meios de comunicação em favor do povo. 

Para eles a sociedade é apenas o cume da pirâmide social. 

O resto é povo, massa de manobra para seus interesses, e suas empresas midiáticas são ferramentas para manipular a verdade dos fatos, sempre contra os anseios legítimos desse mesmo povo, visando metas capitalistas.

As concessões de canais de TV aberta ou a cabo, de rádio, etc,. são concessões públicas, pertencem ao povo, e não poderiam jamais voltar-se contra ele. 

Portanto, o que é preciso não é silenciá-los (isso é antidemocrático), mas sim retirar parte desse poder, como foi feito na Argentina no Grupo Clarin (que é a Rede Globo de lá), entregando o excesso ao povo, para criação de redes comunitárias e educativas, e para poder prestar informações que não sejam manipuladas pelo interesse do desumaníssimo inerente ao Capital e seus detentores.

Isso não é ferir a propriedade privada, pois as concessões são publicas, e,  se aqueles que detêm os meios de comunicação usam esses mesmos meios para, de forma golpista, atentar contra o povo e a soberania da democracia alcançada com tanto sofrimento do povo brasileiro, retirar parte desse poder não é  atentado a livre expressão ou à propriedade privada, por se tratar de salvaguardar interesses verdadeiramente democráticos e sociais. 

Regular, nesse caso, é legítima defesa do povo brasileiro e da democracia.

É como penso.

poemaseconflitos

O Lula com que a Direita sonha




O Lula com que a Direita sonha...

Com ações bem hitlerianas, Joaquim Barbosa não é, nunca foi e jamais será Magistrado.



Joaquim Barbosa, como quer a mídia golpista, é o menino pobre que ela deseja transformar, como li, no Lula que a Direita quer.

Juiz que apequena um tribunal tornando-o um palanque político-midiático, é tudo, é qualquer coisa, menos Magistrado. Juiz que atropela princípios consagrados e consagradores do devido processo legal e do Estado de Direito Democrático, é qualquer coisa, menos Magistrado.

Ele agiu e atua como acusador e um Magistrado não é parte, sabe ouvir, sabe o que é um colegiado, e, principalmente, sabe que deve respeitar princípios constitucionais dos direitos e garantias individuais, principalmente estando com assento na Corte Constitucional de uma nação que se quer democrática.

Do início desse violador julgamento quando não desmembraram o feito com relação aos réus que não tinham foro privilegiado (e, portanto, direito ao menos de serem julgados por duas instâncias tal como haviam decidido com relação ao Mensalão mineiro, também chamado de mensalão tucano), a esse grande ato final em que protelaram para lincharem Genoíno e Dirceu às vésperas do primeiro turno das eleições municipais (para, juntamente com a mídia que é a verdadeira oposição às esquerdas no Brasil se aproveitarem desse momento fático e beneficiarem a direita), deixam visceralmente exposta uma certeza: no Brasil não existe uma Suprema Corte Constitucional de Justiça.

Ela virou palanque eleitoral e, seus julgamentos, atos eleitoreiros.

Excluo Ricardo Lewandowski, o Revisor. É Magistrado, náo por ter votado contra o Relator e a maioria dos que estão Ministros envergonhando a Justiça.

É Magistrado por ser escravo da prova e do Direito.

Ex Crente fala porque deixou a religião no Jô Soares!

Pedro Cardoso - Cotas.mp4

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A democracia em risco


Marcos Coimbra, CartaCapital
“Enquanto a democracia brasileira dá mais uma mostra de saúde, com as belas eleições do domingo 7, uma tempestade se arma contra ela. É bom estarmos prevenidos, pois seus efeitos podem ser graves.

Faz tempo que uma doença atinge nossas instituições. Os especialistas a chamam de ­judicialização. A palavra não existia até há pouco. Mas teve de ser criada, pois um fenômeno novo e relevante surgiu e precisava ser batizado.

Designa a hipertrofia do Judiciário e sua invasão das atribuições dos demais Poderes. A judicialização acontece quando esse poder submete, ou quer submeter, o Legislativo e o Executivo.

No mundo de hoje, é mais comum que o Executivo seja a ameaça. As queixas são generalizadas contra a perda de funções do Legislativo, subtraídas por seu crescimento desmesurado. Administrações cada vez mais complexas e burocratizadas, que atuam como se estivessem em campo oposto aos parlamentos, são regra e não exceção. O que estamos presenciando é outro fenômeno. A “judicialização” nada tem a ver com as tensões tradicionais e necessárias que existem entre os Poderes.

Na democracia, a fonte da legitimidade do Executivo e do Legislativo é a mesma: o voto popular. O primeiro reflete a maioria, o segundo, a diversidade, pois nele todas as minorias relevantes podem se expressar.”
Artigo Completo, ::AQUI::

Ideologia da nova ordem


“Nesses últimos anos tem havido uma intensificação de opiniões, manifestações e de repulsa à atividade política em escala mundial, uma tendência agressiva, virulenta mesmo, com o objetivo de afastar o cidadão comum do engajamento nas causas transformadoras da realidade em que ele vive.
Eduardo Bomfim, Vermelho

Um discurso falso - a política sempre determinou os rumos das sociedades em todas as épocas, doloso porque está associado aos interesses de impedir a participação popular através de restrições democráticas, consolidando mais ainda o monopólio político, ideológico, nas mãos de reduzidos, poderosos grupos com capacidade decisória de abrangência global.

A perda relativa de autonomia dos Estados Nacionais submetidos às regras de organismos internacionais, antes razoavelmente representativas do equilíbrio internacional entre os Países, age como complemento a essa hegemonia e tem o mesmo fim, ou seja, a extraordinária concentração, centralização do capital financeiro a nível internacional.

Esse monopólio do poder, intimidação, dissuasão e intervenção, encontra-se associado à maior máquina de guerra que a humanidade já conheceu, coordenada pelos Estados Unidos da América, além de um fabuloso aparato midiático que controla a informação mundial, dissemina comportamentos, criminaliza opositores.”
Artigo Completo, ::AQUI::