domingo, 6 de fevereiro de 2011

Telemarketing para iniciantes

O blog O Ornitorrinco publicou um texto sobre o diálogo curioso entre uma atendente de telemarketing e um cliente, ou de um cliente com a atendente, ou de uma atendente com outra atendente, ou de um cliente com outro cliente, ou... É melhor você ler o texto. (rs) Ah! Você pode trocar o nome da empresa de telefonia citada por qualquer outra.





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(TOCA O TELEFONE)

- Alô.

- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?

- Pois não, eu mesmo.

- Quem fala, por favor?

- Fluggëlhorn Von Hospizius Gewurtrazminner.

- Com quem?

- Fluggëlhorn Von Hospizius Gewurtrazminner.

- Senhor Flávio Horn, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer-lhe a promoção OI linha adicional...

- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...

- Rosicleide, em primeiro lugar meu nome não é Flávio Horn, é Fluggëlhorn, entendeu? Para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de prosseguirmos nossa conversa, pode ser?

- Bem... quer dizer... bem... pode, né?

- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.

- OK. Você trabalha em que área na OI?

- Telemarketing Pro-Ativo e Bi-Direcional.

- Qual é sua matrícula funcional na OI?

- Senhor, desculpe, não creio que essa informação seja necessária.

- Então, Rosicleide, terei que desligar, pois preciso estar seguro que falo mesmo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa, é o nosso protocolo de segurança, você entende?

- Mas posso garantir, senhor...

- Além do mais, sempre que tento falar com a OI, sou obrigado a fornecer meus dados a uma tropa de atendentes

- Bem... Ok, minha matrícula é 34591212GHT.

- Por favor, aguarde um momento enquanto verifico.

(POR UNS DOIS MINUTOS, DEIXO O APARELHO DE SOM EM ALTO VOLUME, COM ALGUMA MÚSICA MUITO RUIM)

- Só mais um momento, por favor.

(POR CINCO MINUTOS E DE NOVO SOM BEM ALTO, MÚSICA RUIM)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.

- Mas, senhor...

(MAIS MÚSICA RUIM E DEZ MINUTOS DEPOIS)

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Em que posso ajudá-la?

- (TOM DE CLARA IMPACIÊNCIA) Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, o senhor tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Flóvio Hário?

- Rosicleide, meu nome é Fluggëlhorn, quer que eu soletre? Bem, vou estar transferindo você para minha esposa porque é ela quem decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones, está certo?

- Mas, senhor...

- Por favor, não desligue e aguarde um momento, sua ligação é muito importante para nossa família.

(COLOCO O TELEFONE EM FRENTE AO APARELHO DE SOM, DEIXO ALGUMA DUPLA DE SERTANEJO UNIVERSITÁRIO, OU ALGUM GOSPEL GOSMENTO, OU UMA PORCARIA QUALQUER DE AXÉ-MUSIC TOCANDO NO MODO REPETIÇÃO E, UNS OITO MINUTOS DEPOIS, MINHA MULHER ATENDE)

- Obrigado por ter aguardado. Pode me dizer seu telefone, meu bina não identificou..

- (TOM DE IRRITAÇÃO) 10331.

- Com quem estou falando, por favor?

- Com Rosicleide, senhora.

- Rosicleide de que, por favor?

- (MAIS IRRITAÇÃO) Rosicleide Judite.


- Qual sua identificação na empresa?

- (COMPLETAMENTE IRRITADA) 34591212GHT.

- Obrigada por suas informações. Em que posso ajudá-la?

- (TOM DE IRRITAÇÃO DESMEDIDA) Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, a senhora tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?

- Vou estar abrindo um formulário de atendimento e em alguns dias vamos estar entrando em contato e vamos estar fornecendo um parecer. Você pode estar anotando o protocolo, por favor? [...] Alô, alô?!

(TUTUTUTUTUTUTU...)

- Desligou. Nossa, que moça mais impaciente!


(Folha 13

Análise de Retorno Financeiro

Colaborou Abílio Campos Peixe



Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Nortel Networks , um dos gigantes da área de telecomunicações, hoje teria R$ 59,00 de lucro;

Se você tivesse comprado, em janeiro/2005, R$ 1000,00 em ações da Lucent Technologys , outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00 como remuneração;

Agora, se você tivesse, em janeiro/2005, gasto R$ 1.000 ,00 em Skol (em Cerveja, não em ações), tivesse bebido tudinho e hoje vendido 
as latinhas vazias, teria R$ 80,00!!! 

Conclusão:
No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro...
MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE 
MENOS: 

a) 
Menos triste; 
b) 
Menos deprimido;
c) 
Menos tenso; 
d) 
Menos puto da vida! 


Pensem nisso... e... Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama!
Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas...

Tucanos em criatividade, como sempre


Para comparar, veja aqui o programa tucano.

Gordo não: Quem não pode dar aula em São Paulo

Economista e ex-ministro
Escritor e artista
Ex-senador
Artista


Jogador de futebol
Governo de São Paulo barra professores obesos
Cinco professoras foram reprovadas em exame médico para dar aulas em escolas estaduais porque estão gordas, mesmo classificadas após concurso.
Não seria mais humano contratá-las, já que foram aprovadas no concurso, e o Estado precisa de professores, para em seguida encaminhá-las a um hospital público que trata de obesidade e assim possam cuidar da saúde?
By: Blog do Celso Jardim, via com textolivre

Auto flagelo - II

Corinthians campeão?

ENFIM, O IMPEACHMENT A LULA
Raul Longo

Auspiciosos deuses e deusas de minha predileção garantem que Lula não morrerá tão cedo. Ainda há muito a fazer e não lhe querem em descanso.

Mas se morresse, Lula seria o primeiro impeachment post-mortem da história da humanidade, tal o rancor dos néscios e incapazes meramente munidos de preconceitos. Não viram o programinha obrigatório do FHC?

Maria Rita - Encontros e despedidas

A primavera árabe

Sagração da Primavera
Por Walter Hupsel
Yahoo! Brasil

Os grandes eventos da história mundial foram, quase sempre, imprevisíveis. Os analistas podem perceber indícios aqui e acolá, mas nunca conseguiram prever quando o evento acontecerá, e muito menos qual profundidade terá. Quem diria, há um mês, que um evento na Tunísia provocaria o impressionante levante do povo egípcio contra o ditador-mas-amigo-dos-EUA, Hosni Mubarak? Quem diria que o povo, dois milhões de pessoas, se reuniria numa única praça exigindo a saída de Mubarak? Hoje, quem ousa dizer quando e como o levante acabará?

Governo começa a delinear desoneração da folha de pagamentos

Ana Paula Lobo, Convergência Digital

“Promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff, o governo começa a delinear, efetivamente, como poderá fazer a desoneração da folha de pagamentos em prol do desenvolvimento da economiabrasileira. Proposta inicial é reduzir em dois pontos percentuais o recolhimento para o INSS, hoje, em 20% e a extinção de dois tributos - salário educação (2,5%) e o adicional de 0,2% a favor do Incra.

Mas já questões sendo postas à mesa dentro do próprio Poder Executivo: a redução que seria feita de forma linear para todos os setores da economia deve, agora, em função das restrições fiscais do governo Dilma ficar limitada a alguns setores, ainda não escolhidos. A intenção do governo é reduzir a contibuição do INSS para 14% em alguns anos, como forma de compensar as perdas provocadas pela valorização do Real na economia nacional.

Apesar da boa vontade de mexer nos tributos, existem pontos que ainda precisam ser costurados. Há dúvidas jurídicas a serem avaliadas: é possível beneficiar alguns setores em detrimento de outros? Até que ponto essa escolha não criaria problemas legais para o Governo? A solução poderá estar, de novo, na edição da Política de Desenvolvimento Produtivo, a PDP, lançada em maio de 2008.

Só que a PDP, pelo menos nesta parte efetiva de desoneração, não surtiu o efeito desejado. E o setor de software é a prova disso. A legislação até tentou facilitar o setor com redução de tributos para exportação. Mas a medida, na prática, teve pouco efeito uma vez que o modelo é burocrático e exigia 100% da produção dos software voltada para a demanda externa - o que hoje inexiste no setor.

Uma nova versão da PDP está em elaboração no Governo e deverá ser anunciada ainda nesse primeiro semestre. Fazenda, Planejamento, Desenvolvimento e Casa Civil tentam ajustar as arestas para fomentar a economia nacional. Mas há pontos críticos, entre eles, a decisão do governo Dilma de apertar o cinto para compensar os gastos realizados no último ano do Governo Lula.”
Matéria Completa, ::Aqui::

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Entre a cruz e a constituição


Autor: Marcelo Druyan 
No dia 15 de janeiro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma declaração oficial sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos.
De acordo com o texto – que também trata de outros temas relacionados ao PNDH3 – a CNBB rejeita a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União [1], pois considera que “tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.

RAÍZES HISTÓRICAS

Nenhuma sociedade culta e democrática cometeria o desatino de ignorar suas raízes. A participação da Igreja Católica na história do Brasil, que começa com a missa celebrada em 26 de abril de 1500, é parte de nosso patrimônio cultural. Você pode ignorar a religião, se quiser; mas não pode voltar as costas à própria história.
O problema é que a CNBB erra o alvo. A questão dos símbolos religiosos não remete a uma discussão sobre raízes, mas, sim, a uma reflexão sobre momentos históricos.
Houve um tempo em que a Igreja Católica e seus símbolos viveram uma relação de simbiose com o Estado. O Império oficializou, tardiamente, essa ligação.
Em 1824, Dom Pedro I outorgou nossa primeira Constituição (que foi solenemente jurada na Catedral Imperial, pertencente à ordem dos frades carmelitas). A Carta Magna consagrou o Estado confessional e limitou o culto das demais religiões.
Art. 5. A Religião Catholica Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo.
E mais:
Art. 95. Todos os que podem ser Eleitores, abeis para serem nomeados Deputados. Exceptuam-se
III. Os que não professarem a Religião do Estado.
Este é o panorama da relação Igreja e Estado antes e durante o Império.

ESTADO LAICO

A Constituição Republicana de 1891 institui o Estado Laico:
Art 72 – A Constituição assegura a brasileiros e a estrangeiros residentes no País a inviolabilidade dos direitos concernentes à liberdade, à segurança individual e à propriedade, nos termos seguintes:
§ 7º – Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção oficial, nem terá relações de dependência ou aliança com o Governo da União ou dos Estados.
Daí em diante, as demais constituições (com exceção da “polaca”, em 1937) citam explicitamente a separação entre Estado e Igreja (1934, 1946, 1967, 1988).

MOMENTO HISTÓRICO

A cultura de um povo não é determinada ou revogada por leis. Ao contrário, as leis, de forma geral, refletem um determinado momento histórico e cultural.
Com o advento da modernidade e, mais recentemente, do multiculturalismo; o rigor quanto ao aspecto laico do Estado tornou-se uma necessidade, quiçá uma exigência, para todos os países democráticos.
Em que pese a participação da Igreja Católica na cultura brasileira – O Brasil é o maior país católico do mundo, com 73,8% da população, segundo dados do IBGE – o fato é que O ESTADO já não é confessional. Aqui, não se tratam de raízes históricas, mas de um preceito constitucional, reflexo de um momento bastante diverso daquele que inspirou a Carta Imperial.
Indo além, é necessário salientar que a ostentação de símbolos religiosos em repartições públicas é uma tradição do Estado e, não, da Igreja. Portanto, cabe ao Estado, em primeiro lugar, avaliar o peso de suas “raízes históricas” frente ao contrapeso do momento histórico.

INTOLERÂNCIA

A retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos da União não é uma tentativa de revogar a cultura religiosa da maioria dos brasileiros, mas apenas de SEPARÁ-LA da esfera pública. Portanto, também não se trata, como quer a CNBB, de um ato de intolerância.
Muito pelo contrário.
Quando o Estado não privilegia a iconografia de uma religião em detrimento das demais, torna notório que não advoga por particularismos. Simbolicamente, acentua seu caráter laico que, na base, prega a tolerância e o pluralismo religiosos, a liberdade de crença e não crença.

MUITO BARULHO POR NADA

A questão deveria ser simples e incontroversa. A retirada dos símbolos religiosos dos estabelecimentos da União é justa e constitucional. Permaneceram, até hoje, como um componente inercial do Estado confessional, alimentado pela indiferença do poder público e pela passividade da sociedade civil.
Todavia, a Igreja Católica reage como se a retirada dos símbolos fosse o equivalente ao bombardeio do Vaticano! Ou, como alegam alguns, o início de uma perseguição contra símbolos religiosos que culminaria – pasmem – na demolição do Cristo Redentor, numa espécie de versão tupiniquim do taleban. 
É irracional! Existe todo um Brasil do lado de fora dos estabelecimentos públicos. Com tanto espaço disponível, por que  tamanha polêmica por alguns centímetros nas paredes da União? Por que a insistência em demarcar território em um ambiente onde territórios não devem ser demarcados? 
A retirada dos símbolos não fere as raízes históricas do catolicismo, tampouco é gesto de intolerância. Por outro lado, confirma positivamente o laicismo e suas representações. E retrata, com sinceridade democrática, um momento histórico em que a Igreja já não tem poderes institucionais para intervir em assuntos e aspectos do Estado.

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[1] Objetivo estratégico VI:
Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado.
Ações programáticas:
c)Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.
Responsável: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República
Bule Voador
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