domingo, 17 de janeiro de 2010

A força unilateral do bem


Assim o Comando Militar Sul dos Estados Unidos propagandeia sua própria atuação em 2009


por Luiz Carlos Azenha

Diz-se, nos Estados Unidos, que a política externa de Washington é ditada pelas necessidades domésticas do ocupante da Casa Branca. É verdade.

O presidente Barack Obama acaba de resgatar George W. Bush das trevas para encarregá-lo, ao lado de Bill Clinton, de liderar uma campanha nacional para levantar fundos e dirigir a aplicação do dinheiro no Haiti.

Os Estados Unidos são o único país do mundo com o poder logístico suficientemente sofisticado para atender aos milhões de haitianos que tiveram as vidas completamente devastadas por um terremoto. Dispõem de alta tecnologia, de Forças Armadas numerosas e do poder político necessário para deslocá-las para qualquer parte do mundo.

O constrangimento a que o Brasil foi submetido nas últimas horas é natural em circunstâncias extraordinárias como as atuais. Washington pode deslocar com facilidade 10 mil soldados para o Haiti em algumas horas, mais do que todo o contingente da Missão de Estabilização das Nações Unidas, a Minustah, presente no país.

O Exército americano dispõe de tradutores, de equipamento e de provisões para cumprir todas as tarefas necessárias em um desastre como o do Haiti, ou pelo menos cumprí-las melhor que uma tropa da ONU que fala diversos idiomas, tem dificuldades para se comunicar em francês com os haitianos ou não dispõe de um porta-aviões com aeronaves que facilitam o transporte.

Mais do que isso, é preciso considerar que o Pentágono passou a enfatizar as ações humanitárias para dar cobertura ao seu envolvimento na política interna de seus vizinhos de Hemisfério.

Durante o governo de George W. Bush, houve um deslocamento da política externa dos Estados Unidos dos diplomatas do Departamento de Estado para os militares e os formuladores do Pentágono, com grande ênfase em ações humanitárias. Os fuzileiros navais desembarcariam não mais para trocar governos ou matar a população civil, mas em nome de salvá-las de desastres naturais, ecológicos, caos social ou outras emergências do gênero.

Os dois maiores projetos militares dos Estados Unidos para a América Latina são apresentados com um tom humanitário e/ou policial: o combate ao narcotráfico na Colômbia e a Iniciativa Mérida, no México.

Para combater as consequências da desigualdade social resultante da política de governos que tiveram o apoio dos Estados Unidos, Washington não prega reformas econômicas ou sociais, nem o atendimento das demandas políticas da população local. Propõe uma política salvacionista, que aprofunda a dependência das elites locais da benesse dos Estados Unidos.

Podem chamar de imperialismo com outro nome. É este o sentido da oposição dos Estados Unidos a Hugo Chávez: o presidente venezuelano representa o ressurgimento do nacionalismo na América Latina e a pregação dele em defesa da soberania local se contrapõe diretamente ao controle dos Estados Unidos sobre o hemisfério que é extensão do território estadunidense.

Embora Washington tenha se "distraído" durante o governo Bush com aventuras militares no Oriente Médio, razão pela qual concordou em dividir com o Brasil algumas das atribuições de patrulhar a América Latina, os formuladores da política externa americana se deram conta de que é preciso assumir o controle regional, especialmente num quadro de escassez de recursos energéticos, da invasão de sua zona de influência por paises como a China e a Rússia e da ascensão de um modelo alternativo expresso por Chávez-Morales-Correa.

Chávez está sentado sobre gigantescas reservas de petróleo. Morales, sobre gigantescas reservas de gás. Correa desmantelou uma base militar importante para os Estados Unidos na costa da América do Sul.

É nesse quadro que devemos entender o comportamento dos Estados Unidos em Honduras, na ampliação de sua presença militar na Colômbia e agora, diante do terremoto no Haiti.

A proposta do presidente francês Nicolas Sarkozy de uma reunião entre Brasil, França e Estados Unidos para discutir o futuro do Haiti foi descartada por Washington em um primeiro momento.

Para se contrapor ao controle dos Estados Unidos sobre a América Latina o Brasil tem tentado atrair a França para uma parceria militar estratégica. A França, além de ter um território ultramarino na América do Sul, a Guiana Francesa, tem interesses no Caribe (Martinica, Guadaloupe, San Martin) e uma história (trágica) no Haiti.

Para além dessas considerações geopolíticas, no entanto, é preciso considerar a política doméstica dos Estados Unidos.

Barack Obama, depois de aprovar uma reforma do sistema de saúde que reduziu a sua aprovação interna junto ao eleitorado, especialmente depois de ter usado bilhões em dinheiro público para resgatar os bancos -- 117 bilhões de dólares, pelas contas da Casa Branca --, precisa urgentemente de "vitórias políticas" que sustentem a coalizão que pode levá-lo à reeleição.

No Haiti, ele só tem a ganhar. Primeiro, por se tratar de uma ação humanitária que poderá reconstruir a imagem dos militares dos Estados Unidos diante do mundo ocidental -- depois dos desastres que resultaram da invasão do Iraque e do escândalo da tortura em Guantánamo e outras instalações.

Segundo, pela demonstração de interesse pelo destino de milhões de negros como ele, Obama, embora seja conveniente esquecer aqui que eles são vítimas de regimes políticos que tiveram pleno endosso dos Estados Unidos -- Papa Doc e Baby Doc, os ditadores do Haiti, foram anticomunistas sanguinários que serviram quando foi preciso conter a "infecção" cubana.

O presidente "populista" e "autoritário" do Haiti, Jean Bertrand Aristide, foi uma espécie de Hugo Chávez antes-da-hora: foi eleito justamente quando as políticas neoliberais propostas por Washington como saída para a América Latina estavam no auge. Talvez isso ajude a explicar porque ele curte exílio na África do Sul e o partido dele foi banido no Haiti.

Ao resgatar George W. Bush das trevas, Obama agora pode posar de "caminho do meio" diante do eleitorado dos Estados Unidos, como homem que não guarda ressentimentos, que coloca o interesse humanitário acima das disputas políticas. Num quadro político altamente polarizado como é o dos Estados Unidos hoje, o presidente fica bem na fita tanto com republicanos moderados quanto com a centro-esquerda do Partido Democrata da qual havia se afastado para salvar os banqueiros. Coloca os pés firmemente no centro político, entre George W. Bush e Bill Clinton, onde estão os independentes sem os quais jamais conseguirá se reeleger.

Obama resgata George W. Bush da mesma forma que resgata os haitianos e será o caudatário da gratidão de ambos. Através dos dois ex-presidentes, que com certeza levantarão milhões de dólares para aplicar no Haiti, os Estados Unidos farão esse resgate dentro de um modelo político e econômico aceitável para seus próprios interesses.

Nesse momento, não interessa a Washington atuar através da ONU ou de supostos parceiros. Faz muito mais sentido para o governo dos Estados Unidos, tão castigado nos últimos anos pelo recurso unilateral à força para matar, saquear e controlar outros povos, agir agora como uma força unilateral do bem.

O futuro do Haiti pertence ao Clinton-Bush Fund e ao Comando Militar Sul dos Estados Unidos.

PS: Para quem quer ajudar o Haiti a melhor forma de fazê-lo agora é através de doações em dinheiro para órgãos vinculados às Nações Unidas, como essa conta da Caixa Econômica Federal.

Os fuzís mudos, os sabres inúteis


A tragédia que se abateu sobre o Haiti na visão de Mauro Santayana do JB.


Ainda não sabemos quantos brasileiros morreram no Haiti. Há milhares de pessoas desaparecidas, e é difícil saber exatamente quantos de nossos compatriotas – incluídos turistas e voluntários das organizações humanitárias – se encontravam em Porto Príncipe no entardecer de terça-feira. A crônica de desastres semelhantes é nisso tenebrosa: o número de vítimas cresce ao serem removidos os escombros.

À maioria deles – os soldados e os voluntários sociais – não devemos somente as lágrimas do luto, mas a homenagem que se destina aos heróis. Eles não pereceram em guerra de conquista, nem em expedição punitiva. Estavam ali em nome da paz. Procuravam minorar a situação de crueldade que se iniciou há 500 anos, quando, depois da viagem de Colombo, que mudou a História, os espanhóis começaram a colonizar a ilha a que aportara o navegador. Foi a Santo Domingo que chegaram os primeiros negros no hemisfério ocidental. Eles vieram para substituir os índios que o governador espanhol, Nicolas de Ovando, tentara, sem êxito, escravizar: os nativos, acostumados à liberdade, não aceitaram o jugo – e foram praticamente extintos em todas as ilhas do Caribe. Como costuma ocorrer, as boas intenções levam ao inferno: o padre Bartolomeo de Las Casas, que assessorava o governador, foi quem lhe sugeriu importar negros da África, a fim de substituir os índios.

Como todas as forças armadas do mundo, as nossas atuam de acordo com seu tempo e a natureza do Estado a que servem. Poucas foram as expedições externas dos soldados brasileiros. Da Guerra do Paraguai – não obstante as nossas razões legítimas, a de defesa do território nacional que havia sido violado – não temos só a notícia do heroísmo, mas também a do excesso nos combates e na repressão. Ressalve-se que os comandantes militares de ofício – Osório e Caxias – agiram dentro das regras militares. Caxias, depois da vitória de Humaitá, e da entrada vitoriosa em Assunção, considerou a guerra terminada, mas o imperador decidiu enviar para o Paraguai o seu genro, o francês Gastão de Orleães, Conde d’Eu, a fim de perseguir o fugitivo Lopez. Ele, de espada virgem, quis fazer-se herói sobre um povo já vencido e destruído, e, de acordo com historiadores paraguaios, chegou a incendiar hospital onde se encontravam feridos. Sua atuação inadequada contribuiu para que muitos militares aderissem à ideia republicana, logo depois do retorno à pátria.

A nossa presença na Itália, apesar das dificuldades, foi gloriosa. Com a força expedicionária preparada rapidamente e corpo de aviadores recrutado entre jovens sem nenhuma experiência, marcamos os anais da guerra com atos de extraordinária bravura, ainda que a grandeza dos combatentes sempre se deva mais à causa pela qual lutam do que a seu resultado. E nunca é demais relembrar que os exércitos existem para defender a nação como um todo; não para servir a uma ou outra facção política interna, a uma ou a outra classe social.

Os soldados que morreram no terremoto do Haiti são tão heróis quanto os que tombaram em Monte Castelo e em Lomas Valentinas. Eles deixaram suas famílias, seus amigos, suas noivas, e partiram para uma guerra pela paz, contra a miséria e todas as suas consequências. De repente, as imprevistas forças da natureza irromperam, como em uma emboscada. Contra elas de nada poderia sua coragem. Assim caíram indefesos, os fuzis mudos, os sabres inúteis.

Os outros mortos foram também soldados da mesma causa, como é o caso da doutora Arns. A médica, que salvou milhares e milhares de crianças brasileiras da morte prematura, sentira a necessidade de desdobrar-se, de salvar também as crianças haitianas. São momentos assim que nos mostram a possibilidade de um mundo único e novo, no qual as fronteiras políticas não signifiquem trincheiras, mas apenas marcos de jurisdição política.

Sarkozy (a França deve ter mauvaise conscience com relação ao Haiti) está propondo esforço internacional para a reconstrução do país. Espera-se que não se trate apenas de reconstrução física dos edifícios, mas de verdadeira construção humana, com escolas, hospitais, moradias, trabalho, justiça e esperança.

Fonte: Blog do Urias

É mesmo boa ideia acabar com o PAC?

por Luiz Carlos Azenha

A entrevista do presidente do PSDB, Sergio Guerra, às páginas amarelas da revista Veja, chamou a atenção inicialmente pelo fato dele ter dito que o PSDB está à esquerda do PT.

Nos dias seguintes, o próprio candidato do partido, José Serra, revelou a assessores descontentamento com a promessa de Guerra de mudar a política econômica:

Caso Serra vença, haverá mudanças substanciais na política econômica?
Sem dúvida nenhuma. Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí. Estamos criando empregos no exterior. Os últimos resultados da balança comercial são negativos. Precisamos estabelecer mecanismos para criar empregos no Brasil. Espero que a sociedade nos compreenda. Será necessário fazer um rigoroso ajuste das contas públicas. Hoje, o governo gasta muito – e mal. Os gastos cresceram além da capacidade fiscal do país.

Mas o que na verdade me chamou a atenção foi outra promessa dele: a de acabar com o Plano de Aceleração do Crescimento, que seria substituído por ações do Ministério do Planejamento.

Pelo que entendi, o PAC é um plano de investimento em infraestrutura que é essencial para permitir o crescimento do Brasil e para enfrentar os gargalos rodoviários, ferroviários, nos portos, na mobilidade urbana, etc.

Se o PSDB tem críticas ao PAC, não seria melhor aperfeiçoá-lo em vez de simplesmente jogar todo o trabalho que já foi feito fora e começar do zero? Quanto tempo o Brasil perderia com isso? Quais obras seriam paralisadas? Quais os processos que já estão em andamento que seriam interrompidos e recomeçados depois? Ou eles seriam começados de novo, do zero?

Será que o PSDB pensou bem nisso ou está rejeitando o PAC pelo simples fato de que foi uma criação genuína do governo Lula e da ministra Dilma Rousseff?

O que disse Guerra a respeito:

E como transcorreriam essas mudanças?
Se ganharmos, agiremos rápida e objetivamente. A forma de fazer será discutida no momento adequado. Haverá um Ministério do Planejamento que realmente planeje, e não o desastre que está aí hoje. O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) não se realizou. Não há prioridades programáticas, só números inflados. Apenas os projetos eleitoreiros, os que têm padrinhos políticos, estão andando. As estradas estão esburacadas, os aeroportos estão na iminência de outro apagão, a infraestrutura de transportes, como os portos, foi entregue a políticos e a grupos de pressão. Isso é o PAC na realidade – e nós vamos acabar com ele. [O grifo é do Viomundo]


Eu não conheço o andamento do PAC suficientemente para dizer se Guerra tem razão ou não. Talvez o plano não tenha andado como esperava o governo Lula. Ou menos do que esperava o PSDB.

Aqui está a reação da ministra Dilma:

“Foi durante o governo do PSDB que se investiu muito pouco em infraestrutura neste país. Ficamos 25 anos sem construir sequer uma refinaria no Brasil. No Governo Lula, nós mudamos a maneira de gastar, tornando investimento em infraestrutura uma prioridade. Acabar com o PAC é tão grave como foi, no primeiro mandato do Lula, a conversa deles sobre acabar com o Bolsa Família. A cada eleição eles resolvem acabar com alguma coisa. Mas a força do Bolsa Família é tão grande, e a reação da população será tão grande, que eles nunca vão conseguir acabar com o programa, e nem com o PAC, mesmo porque nós esperamos que eles não ganhem a eleição para fazer uma coisa dessas”.

Eu me lembro de uma das promessas de Geraldo Alckmin em 2006, que queria vender o avião presidencial comprado pelo governo Lula. Ao que o então candidato Lula respondeu que os tucanos só pensavam em vender o patrimônio público. Será que Alckmin calculou quanto o governo gastaria para alugar um avião presidencial antes de fazer a promessa e tinha certeza de que era um bom negócio? Ou foi cascata eleitoral?

Aqui, o mesmo parece em andamento. José Serra vai prometer acabar com o PAC só para ter uma plataforma eleitoral com a qual possa distinguir sua campanha da de Dilma Rousseff? Para ganhar a eleição ele está disposto a jogar um monte de dinheiro fora e atrasar dezenas de obras que já estão em andamento ou em planejamento? Como o próprio Guerra admitiu, o PSDB já decidiu acabar com o PAC, mas não pensou em como fazê-lo. Não cheira a irresponsabilidade tomar uma decisão dessa importância sem saber como implementá-la?

Sei lá, mas isso me cheira muito mais a oportunismo do que a um plano de governo bem pensado, resultado do amadurecimento de uma plataforma para o pós-Lula. Mas não tenho certeza.

Comparar 'incomoda' tucanos, diz Dilma

AE - Agencia Estado
BACABEIRA (MA) - Em resposta ao provável candidato do PSDB à Presidência, governador José Serra, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), defendeu ontem a comparação entre as gestões Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, dando o tom do que deverá ser seu discurso de candidata.

"Quem não quer discutir o momento Lula é porque se incomoda com as comparações", afirmou."Quando você está numa disputa, não quer saber só a fala, nem o povo brasileiro se conforma só com o que você prometeu. Então, comparar o governo Lula com qualquer outro período é a forma de podermos chegar ao povo. Olho no olho, com respeito, e dizer: está aqui o que fizemos", afirmou a ministra depois de participar ao lado de Lula do lançamento da pedra fundamental de uma refinaria da Petrobras em Bacabeira, a 60 quilômetros de São Luís, no Maranhão.

Na quinta-feira, Serra disse ao jornal O Estado de S.Paulo que, caso venha a ser candidato, pretende fazer uma campanha apontando "coisas para o futuro". Serra é contra a antecipação do debate eleitoral.

O governador de São Paulo avalia ser uma armadilha imposta pelo governo federal para pautar a campanha com comparações entre as gestões Lula e FHC - pesquisas encomendadas pelo PSDB mostram preferência do eleitorado pela atual administração.

Dilma, no entanto, criticou a tentativa do tucano de evitar o debate plebiscitário. "Nunca o Brasil, quando eles governaram, cresceu e distribuiu renda. Então não há motivo para eu fingir que não sei disso. Por que vamos vetar essa discussão? A quem interessa esse veto?", indagou a ministra.

Essas alianças...

Depois do PTB, os tucanos estão investindo agora em uma aliança com o PSC. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), andou se reunindo em Brasília com o vice-presidente do partido, pastor Everaldo, e outras lideranças da sigla. Além do tempo de TV (36s), a coligação dará a José Serra aliados como o ex-governador Joaquim Roriz (DF), que, acusado de corrupção, renunciou ao mandato de senador para não ser cassado.

Por: Aguinaldo Munhoz

EL SAQUEO DEL AGUA

Que Bond nos ayude


El mundo está constituido en un 78 por ciento por agua, aunque solo el 2,5 por ciento es dulce. Casi la mitad de esa agua potable (el 1,2 por ciento) está en el Acuífero Guaraní, la gran reserva de agua natural repartida en cuatro países de América del Sur: Brasil, Uruguay, Argentina y Paraguay. Por eso, diversos especialistas ya lo llaman “el botín de oro del siglo XXI”.

13-11-2008 / Como en la última de James Bond, empresas extranjeras se aprovechan del vacío legal argentino para hacer negocios con el “nuevo oro”. En las provincias hay alarma. Quiénes se la están llevando, de Jeb Bush a Tompkins, pasando por Soros. La versión argentina que supera la ficción.

A tono con los tiempos verdes, el villano de Quantum of Solace, la nueva película de James Bond, posee una empresa supuestamente conservacionista. Y le ofrece su influencia a un ex presidente de facto dictador de Bolivia que intenta retornar al poder. A cambio, el malvado Dominic Greene pide una importante reserva de agua que se encuentra bajo suelo boliviano. Que se salga con la suya o no dependerá de Bond, el implacable agente inglés que ahora usa su licencia para matar en defensa de los recursos naturales de América del Sur.

El argumento podría ser una historia de ficción más. Pero no. Un proyecto de ley que presentó en la Legislatura de Santa Fe el senador Ricardo Kaufmann para que el Estado regule la exportación de agua, pone de manifiesto un negocio que, lejos de ser controlado, cada vez se reproduce más: la apropiación de un recurso natural como el agua para ser utilizado como un bien comercial. Una película donde los buenos y los malos se confunden con facilidad.

El negocio podría convertirse en uno de los más importantes del mundo, según alertan desde hace años diversas organizaciones ambientales. La escasez de agua, los bajos o nulos cánones que pagan las empresas extranjeras para explotar manantiales y glaciares y pinchar acuíferos, sumado a que el agua no paga IVA, hacen que la comercialización del recurso sea un negocio codiciado por muchos. Aunque el manejo les quede a unos pocos.


¿Por qué el agua argentina es un recurso estratégico? “Los cuerpos de agua superficiales y subterráneos de la Argentina están sometidos a diferentes grados de afectación, tanto en su cantidad como en su calidad. Por eso, las cuencas de los lagos patagónicos, por ejemplo, tienen aguas de excelente calidad”, asegura Miguel Gómez, director de Gestión Ambiental de los Recursos Hídricos.

El mundo está constituido en un 78 por ciento por agua, aunque solo el 2,5 por ciento es dulce. Casi la mitad de esa agua potable (el 1,2 por ciento) está en el Acuífero Guaraní, la gran reserva de agua natural repartida en cuatro países de América del Sur: Brasil, Uruguay, Argentina y Paraguay. Por eso, diversos especialistas ya lo llaman “el botín de oro del siglo XXI”.

Pero el agua no está sólo en aquellos lugares donde se la puede apreciar con claridad, como en los ríos, el mar y la lluvia. También forma parte de la mayoría de los alimentos, se la encuentra bajo tierra y en el cuerpo de las personas. No sólo es necesaria para beber: es el elemento más importante del mundo –después del aire–, ya que con ella se preparan los alimentos, se riegan los cultivos, se fabrican productos y se produce energía.


A diferencia del petróleo, el agua es un recurso renovable: el ciclo hidrológico repone constantemente la dotación de agua dulce disponible. Sin embargo, “las acciones humanas pueden afectar el agua disponible a través de usos inadecuados de la tierra o la contaminación de fuentes, además de los impactos producidos por los cambios en el clima”, afirma Sergio Mogliatti, especialista en agua y director de la revista Hydria. Y agrega: “El desafío es implementar políticas de gestión del agua que apunten a un uso eficiente del recurso, minimizando los impactos negativos, evitando los conflictos sectoriales, manteniendo el equilibrio en los ecosistemas, reduciendo la vulnerabilidad de los sectores potencialmente afectados por eventos naturales (inundaciones) y distribuyendo en forma equitativa los beneficios”.

El Código Civil de la Nación establece que el agua, al ser un recurso natural, no puede ser considerada una mercancía, algo que fue ratificado por las Constituciones provinciales. Sin embargo, diversos proyectos de ley que ingresaron al Congreso y que declaran al agua como recurso nacional estratégico no han logrado seguir su curso.

Mientras tanto, en las provincias se dan concesiones de extracción de agua para elaborar bebidas. La producción de un litro de cerveza, por ejemplo, requiere treinta litros de agua.

“Esto, que es vox populi, pasa desde hace muchos años. El agua se está yendo del Río Paraná, desde Rosario, vía buques cisterna. Se va, y no se hace nada para remediarlo”, asegura Elsa Bruzzone, autora del libro La guerra del agua.

El saqueo se produce con total impunidad: la legislación nacional que protegió los recursos naturales fue derogada en los ’90, dejando un gran vacío legal. Grietas que son aprovechadas por las empresas multinacionales con el consentimiento o acuerdo de los gobiernos provinciales.

Entre los principales interesados en el agua figuran diversas empresas extranjeras que ya operan en el país. Uno de los florecientes negocios es la fabricación de agua “premium”, un producto que se consigue extrayendo agua de vertientes naturales y que habría motivado a la familia Bush a invertir en la provincia de Córdoba a través de la empresa embotelladora La Posta del Águila, ubicada en Falda del Carmen, a 27 kilómetros de la capital cordobesa y al pie de las Altas Cumbres.

La familia Bush, que a través de la empresa H2O+Sur posee alrededor de 5.000 hectáreas sobre una reserva de agua también en Córdoba, realiza grandes negocios vinculados a la explotación del agua. Su principal inversor es Jeb Bush, hermano del presidente George W. Bush y ex gobernador de Florida. Jeb desembarcó en el país de la mano de empresarios amigos como Ronald Krongold, un magnate de Miami. Del negocio también participa el multimillonario George Soros.

El objetivo de la empresa es la extracción de agua de distintas napas subterráneas para su comercialización en Europa. Un proyecto que hace tiempo vio la luz a través de Patagonia Valley, la marca con la que se vendió el producto en el exterior. Patagonia Valley pertenece a René Rodríguez Pérez, quien fuera encargado de unir lazos entre los Bush y las tierras argentinas. Y tiene como representante en el país a Fabiana Rodríguez, la presidenta de Expoagro.

A estos interesados hay que sumarle a Douglas Tompkins, el magnate estadounidense que hace once años viene adquiriendo tierras en la zona del acuífero guaraní, según él, para conservar la biodiversidad. Tompkins es un hombre que se define ecologista, aunque no resulta difícil imaginarlo como un futuro filántropo-villano de James Bond.

El vacío legal es una carnada para todos los hombres del mundo que quieran hacer uso y abuso de las reservas argentinas. La llegada de empresarios extranjeros como tropas invasivas se reproduce y confirma aquella teoría apocalíptica sobre la escasez del agua que afectará al mundo en las próximas décadas. Antes de que se acabe, el mejor camino para algunos parece ser el negocio. Solo falta saber si James Bond será el hombre indicado para salvar al país. Pero para develar el misterio, habrá que esperar su próxima película.

Enviado pelo seguidor: Luis Gerardo Rottuno

Comentário meu: O texto original foi mantido em espanhol, creio que não haverá dificuldade do amigo leitor traduzi-lo.

Vaidade mata.

Uma mulher demotucana foi levada às pressas para o CTI de um hospital. Lá chegando, teve a chamada ‘quase morte’, que é uma situação pré-coma. E, neste estado, encontrou-se com Deus:

– Que é isso? – perguntou ao Criador – Eu morri?
– Não, pelos meus cálculos, você morrerá daqui a 45 anos, 8 meses, 9 dias e 16 horas – respondeu o Eterno.

Ao voltar a si, refletindo o quanto tempo ainda tinha de vida, resolveu ficar ali mesmo naquele hospital e fez uma lipoaspiração, uma plástica de restauração dos seios, plástica no rosto, correção no nariz, na barriga, tirou todos os excessos, as ruguinhas e tudo mais que podia mexer para ficar linda e jovial. Após alguns dias de sua alta médica, ao atravessar a rua, veio um veículo em alta velocidade e a atropelou, matando-a na hora.

Ao encontrar-se de novo com Deus, ela perguntou irritada:

– Puxa, Senhor, você me disse que eu tinha mais 45 anos de vida. Sou de pele branca, olhos azuis, sou do bando dos homens bons, possuo muito dinheiro. Por que morri depois de toda aquela despesa com cirurgias plásticas!!???

E Deus aproximou-se bem dela e, olhando-a diretamente nos olhos, respondeu:

– GURIAAAAAAA ! NÃO TE RECONHECI!!
Postado por Glória Leite

Cobrança de pedágio na Castello Branco começa à 0h


Antes, a cobrança era feita apenas na pista marginal

De acordo com a CCR, concessionária que administra a via, as praças de pedágio estão instaladas no km 18, sentido interior, e no km 20, sentido capital paulista. A cobrança começa a partir da 0h.

O valor cobrado por veículo foi reduzido, segundo a CCR. Carros de passeio, que antes pagavam R$ 6,50, vão pagar R$ 2,80. Caminhões e ônibus pagarão R$ 2,80 por eixo. Já na praça de pedágio do km 33, em Itapevi, na Grande São Paulo, a tarifa será de R$ 5,60 para carros de passeio e por eixo de caminhões e ônibus. Antes, os motoristas pagavam R$ 11,20.

Comentário meu: Mais um? Será que é por isso que apelidaram o Serra de "Zé Pedágio".

harge On line do Bessinha

NARIZ GELADO, mulher do Blogueiro que anda de COTURNO À NOITINHA, reclama do filme "LULA, O FILHO DE DONA LINDU"

Ela diz:


"Não acompanho mais novelas com assiduidade. Não por elitismo pedante ou algo do tipo. É falta de paciência, principalmente com aqueles arcos narrativos intermináveis, e de tempo – já que leciono à noite. Prefiro seriados. Das novelas, fico com os primeiros e os últimos capítulos. As do Manoel Carlos, então, que ultimamente mais parecem um compêndio de medicina, me mantém longe. Sou da opinião de que médicos, hospitais e exames são inevitáveis – cedo ou tarde, todos nós enfrentaremos tais coisas, seja por problema nosso ou de algum familiar. E elas são pesadas o suficiente na vida real. Não preciso de uma dose diária deste tipo de drama.

Mas a mami está por aqui e é noveleira. Não está fácil escapar do dramalhão. Ontem, portanto, dei de cara com o merchandising do filme do Lula no meio da novela. Ok, a Globo tem mesmo por hábito promover peças e filmes nacionais em suas novelas. Só que este não é um filme qualquer. É um filme sobre o atual presidente da República, exemplo inédito de culto a personalidade patrocinado com o dinheiro público, em pleno ano eleitoral. Filme que, a despeito de toda a badalação chapa branca, é um fracasso de bilheteria.

Acho que a Globo, que amarga até hoje aquela vexatória edição do Jornal Nacional com a mãe de Lurian afirmando que o então candidato à presidência sugerira um aborto, deveria ter evitado a ação levada ao ar ontem à noite. Não foi, é claro, uma ação tão direta ou eficaz quanto aquela de 1989. Mas é igualmente lamentável".




Oras bolas,

Então tornou-se caso político, ensejando até, se depender desses gênios, CPI no Congresso, do merchandising de um produto em que a própria Globo detém os direitos ?( a Globo Filmes comprou os direitos do Filme). Burrice explícita quem pensa outra coisa.


Engraçado como as pessoas falam e escrevem bobagens. LULA sofre de um preconceito tão grande ( dor de cotovelo tem nome) que nem um filme sobre sua vida, merece passar incólume, sem uma pitada de ódio desses blogueiros mal-resolvidos politicamente e socialmente. Para os "supra-sumos" da sociedade brasileira, é feio todo presidente que não cursar sorbonne.

Com um raciocínio desses, seus ídolos da oposição mais ridícula, atrasada e burra do mundo, já programaram o finado ALCKMIN (alguém ainda se lembra dele?) para disputar presidência em 2006. Criaram CPI para a PETROBRÁS e fizeram o maior carnaval em cima dos cartões corporativos, até descobrirem o tamanho do rabo escondido nos próprios calcanhares, onde FHC também bebia ( e ainda bebe) da mesma fonte dos cartões corporativos, num posto em Higienópolis. Fora outros absurdos, prova cabal da inutilidade desses políticos ELEITOS POR ELES. ( e ainda que se preocupam com um filme sobre LULA...)

Onde está a subvenção oficial no merchandising na TV Globo? Como afirmei acima, a GLOBO FILME é a co-produtora da obra. Não seria preconceito exacerbado dessa sua cabecinha quente, onde ostenta um nariz gelado?


Ninguém nunca tinha ouvido falar, na história do cinema brasileiro, de uma campanha difamatória tão contundente e sistemática como a que o PIG tem feito contra o filme Lula, o Filho do Brasil. Nem mesmo os ataques de católicos fundamentalistas contra a A Última Tentação de Cristo, de Martin Scorsese, chegaram a tanto.

Lula, o Filho do Brasil mostra a trajetória de alguém que saiu da miséria, lutou muito e venceu na vida, chegando a ser presidente do Brasil, mas mantendo-se fiel aos seus princípios ideológicos e políticos e sem nunca se esquecer de onde veio ou daqueles que vivem como ele viveu.


Disso tudo, talvez a emenda vai sair pior que o soneto: a polêmica toda criada em torno do filme vai servir para levar mais pessoas aos cinemas para ver o filme, como aconteceu com TROPA DE ELITE. (se bem que sou daqueles que acreditam num verdadeiro golpe midiático, aquela história das cópias do filme que supostamente vazaram).

Que triste! O Filme "Lula, o filho do Brasil" , até agora, só foi assistido por pouco mais de 1 milhão de pessoas e só é o 4º no Ranking dos mais assistidos

Portanto Querida, aquietasse! Não será um filme sobre a história de LULA que mudará o fato de LULA ser o melhor cabo eleitoral para DILMA. Se DILMA não vencer por esse fato, relaxe e prepare o vestido para a tão sonhada posse do Vampiro paulista… e verá como quatro anos custam passar.

Fonte: Onipresenete