por Luiz Carlos Azenha
A partidarização da mídia brasileira vai além do desapego à verdade factual. Temos jornalistas que, em nome de contemplar "os dois lados", simplesmente se deixam usar para fazer propaganda política.
O caso envolvendo Lina Vieira é apenas a demonstração mais recente disso. A ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, usou uma entrevista à Folha de S. Paulo para propagar a versão de um encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O ônus da prova cabia a ela, Lina. Ao depor no Congresso, Lina Vieira não forneceu provas factuais ou testemunhais sobre o que disse na entrevista.
Ou seja, a mídia transformou um factóide em um fato. Fez isso em nome dos partidos de oposição, numa clara estratégia para avançar os interesses partidários.
O factóide ganhou novo fôlego com o surgimento repentino da agenda de Lina Vieira. O encontro, segundo anotação na agenda, teria sido no dia 9 de outubro de 2008 (essa é, pelo menos, a versão da revista Veja). Não é a data anunciada anteriormente por Lina Vieira a senadores da oposição.
Quem é que fez a acusação sem apresentar provas, que se "esqueceu" da agenda e que aparentemente mudou de versão? Lina Vieira. A mídia, no entanto, continua assumindo como verdadeiras as declarações dela. Continua fazendo claramente o jogo dos partidos de oposição.
O fato é que não há novidade no encontro entre Dilma e Lina no dia 9 de outubro. O encontro, um de muitos entre as duas, havia sido admitido anteriormente no depoimento oficial de Lina ao Congresso.
Está lá, no questionamento feito a Lina pelo senador Aloizio Mercadante.
Lina diz claramente que naquele encontro tratou com Dilma de um fórum de empresários realizado em São Paulo.
Mas a mídia faz de conta que não viu.
Olhem só esse texto da Folha Online:
19/10/2009 - 15h00
Após aparecimento de agenda, oposição vai convidar Lina para falar de encontro com Dilma
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 15h13.
A oposição vai protocolar esta semana na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado requerimento com o convite para que a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira preste depoimento à comissão.
Os oposicionistas querem que a ex-secretária confirme se achou a agenda em que teria anotado o dia em que diz ter se encontrado com a ministra Dilma Rousseff --no qual a ministra teria pedido para a Receita agilizar investigações sobre familiares do senador José Sarney (PMDB-AP).
"Estamos tentado fazer com que a maioria aceite que ela venha como convidada, a fim de que possam confrontá-la e estabelecer o contraditório com o que ela possa dizer agora de posse da sua agenda", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Na opinião do tucano, a ministra mentiu ao negar ter se encontrado com a ex-secretária para pedir o fim das investigações sobre familiares de Sarney.
"Está ficando como uma marca registrada do governo a mentira como arma para blindagem da sua popularidade. Não é a primeira vez que isso ocorre envolvendo a ministra Dilma. Mentira é arma utilizada pelo governo para encobertar determinadas irregularidades", afirmou Dias.
Segundo a oposição, a agenda com anotação do encontro que diz ter tido com a ministra reabre o caso sobre a suposta ação do governo para "agilizar" as investigações sobre a família Sarney.
Na agenda que Lina diz ter encontrado, há menção a uma audiência com Dilma na página de 9 de outubro de 2008. Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina.
Em 19 de agosto, dez dias depois de ter feito a acusação em entrevista à Folha, Lina depôs no Senado. Ela confirmou sua versão e deu mais detalhes. Tanto a ministra como Lula negaram as acusações e desafiaram a ex-secretária a apresentar provas da data exata do encontro.
*****
"Nessa data, há de fato registro no Planalto da entrada de Lina", diz a Folha. O que a Folha não diz é que não se trata de novidade. Quando Lina depôs ao Congresso o senador Mercadante mencionou vários encontros de Dilma e Lina, com as devidas datas.
Diz a Folha: "Segundo a ex-secretária, o encontro foi chamado por Dilma e teve um só tema: um pedido para "agilizar" a investigação do fisco nos negócios da família de Sarney, aliado do governo Lula e hoje presidente do Senado."
Mas a Folha não diz que no encontro de 9 de outubro, conforme descrito pela própria Lina no depoimento ao Senado, ela afirma que tratou com a ministra de um único assunto: um fórum de empresários.
Será que a Folha não assistiu ao depoimento de Lina? Não teve acesso à transcrição?
É inacreditável que o jornal continue bancando um factóide reciclado, sem qualquer compromisso com a verdade factual, sem questionar as múltiplas versões apresentadas por Lina e, acima de tudo, desprezando a inteligência de seus próprios leitores. A Folha se tornou um jornal vergonhoso.
Transcrevo o trecho do depoimento:
Aloizio Mercadante: Quantas audiências a sra. teve com a ministra Dilma Rousseff?
Lina Vieira: Acredito que, em reuniões, particular apenas esta. Em outras reuniões eu acredito no máximo três.
Mercadante: Quanto?
Lina: No máximo três.
Mercadante: No máximo três... Bom, o que eu tenho aqui é no dia 14 de agosto a sra. teve uma audiência, no dia 9 de outubro a sra. teve uma audiência, tratando do Forum dos CEOs que se realizaria no dia 10 de outubro. No dia 22 de janeiro a sra. teve uma audiência com a presença da ministra Dilma. No dia 16 de fevereiro a sra. teve uma audiência com a ministra Dilma, no dia 6 de maio a sra. teve uma audiência com a ministra Dilma, no dia 19 de maio a sra. teve audiência com a ministra Dilma, para citar algumas, é muito mais do que duas ou três. Parece que a memória da sra. não é tão rigorosa quanto as informações que eu tenho.
Lina: Não, não. Pode até constar da agenda, mas eu tive um encontro em São Paulo no dia 9 de outubro, no dia 10, eu viajei no dia 9, para essa reunião de CEOs, foi em São Paulo essa reunião. Depois eu tive um encontro para tratar da... da... do... Minha Casa, Minha Vida.
Mercadante: 22 de janeiro.
Lina: Minha Casa Minha vida, eu não lembro a data, não estou com a minha agenda oficial aqui. E uma outra de construção dessa, nós tivemos duas reuniões aí para construção de que assuntos seriam abordados.
Mercadante: Só essas três?
Lina: Que eu me lembre, assim, no máximo três reuniões.
Comentário do Aguinaldo:Furo de reportagem!!!!!!!!!!!!!!
A agenda da Lina foi impressa na gráfica Plural.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
BOLSA FAMÍLIA

O maior programa de inclusão social do país, o Bolsa Família, completa seis anos amanhã com cifras bilionárias e bons números que comprovam, via IBGE e outros órgãos, a transferência de renda. E mais. O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, anuncia hoje mais 500 mil famílias incluídas no programa - com estas serão 12,4 milhões de famílias beneficiadas e R$ 52,7 bilhões já transferidos desde 2003. "Um aspecto bastante positivo do Bolsa Família é que, ao mesmo tempo em que resgata milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ele também transforma essas pessoas em consumidores, ajudando a estimular as economias locais e regionais", comemora o ministro.
Coluna do Rui Alves Grilo
OBSERVATÓRIO 21
No dia 16/10 realizou-se em Caraguatatuba a 5ª Reunião Ordinária do Fórum Regional da Agenda 21. Após a análise do desenvolvimento da Agenda 21, deliberou-se a criação do Observatório 21 com o objetivo de divulgar e acompanhar a execução das políticas públicas na região e a sua adequação aos princípios de desenvolvimento sustentável.
Na análise do seu desenvolvimento, constatou-se que, apesar da falta de aprofundamento das questões sobre o modelo econômico e distribuição de renda, a construção do Plano Regional de Desenvolvimento Sustentável e o detalhamento em planos municipais servirá para orientar nosso olhar e nossa avaliação das políticas públicas.
Grande parte do diagnóstico dos problemas e do encaminhamento das soluções estão incorporados nos Planos Diretores dos quatro municípios devido à participação ativa dos membros do Fórum da Agenda 21 nas discussões e na elaboração desses planos. Falta agora o acompanhamento da execução, do atendimento às prioridades definidas nos planos dentro dos critérios de transparência, de moralidade e de rigor na prestação de contas dos gastos públicos.
Um dos maiores problemas da região – o saneamento básico – depende de repasses e recursos do Governo Federal, o qual determinou que somente atenderá os municípios que apresentarem o Plano Municipal de Saneamento Básico, cujo prazo expira em dezembro de 2010 e que deverá contar com a participação efetiva da população. Então, caberá ao Fórum estimular e orientar essa participação, divulgando e discutindo as informações necessárias.
A região deverá também sofrer grande impacto com a ampliação do Porto de São Sebastião, com a duplicação da Rodovia dos Tamoios e com a exploração do Pré-sal; portanto, deveremos estar atentos para restringir ao mínimo os danos à população e ao meio ambiente local, exigindo contrapartidas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida.
Rui Grilo - ragrilo@terra.com.br
No dia 16/10 realizou-se em Caraguatatuba a 5ª Reunião Ordinária do Fórum Regional da Agenda 21. Após a análise do desenvolvimento da Agenda 21, deliberou-se a criação do Observatório 21 com o objetivo de divulgar e acompanhar a execução das políticas públicas na região e a sua adequação aos princípios de desenvolvimento sustentável.
Na análise do seu desenvolvimento, constatou-se que, apesar da falta de aprofundamento das questões sobre o modelo econômico e distribuição de renda, a construção do Plano Regional de Desenvolvimento Sustentável e o detalhamento em planos municipais servirá para orientar nosso olhar e nossa avaliação das políticas públicas.
Grande parte do diagnóstico dos problemas e do encaminhamento das soluções estão incorporados nos Planos Diretores dos quatro municípios devido à participação ativa dos membros do Fórum da Agenda 21 nas discussões e na elaboração desses planos. Falta agora o acompanhamento da execução, do atendimento às prioridades definidas nos planos dentro dos critérios de transparência, de moralidade e de rigor na prestação de contas dos gastos públicos.
Um dos maiores problemas da região – o saneamento básico – depende de repasses e recursos do Governo Federal, o qual determinou que somente atenderá os municípios que apresentarem o Plano Municipal de Saneamento Básico, cujo prazo expira em dezembro de 2010 e que deverá contar com a participação efetiva da população. Então, caberá ao Fórum estimular e orientar essa participação, divulgando e discutindo as informações necessárias.
A região deverá também sofrer grande impacto com a ampliação do Porto de São Sebastião, com a duplicação da Rodovia dos Tamoios e com a exploração do Pré-sal; portanto, deveremos estar atentos para restringir ao mínimo os danos à população e ao meio ambiente local, exigindo contrapartidas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida.
Rui Grilo - ragrilo@terra.com.br
Tráfico, favelas e violência
por Luis Carlos Lopes
Os últimos incidentes referentes à luta entre policiais-militares e o tráfico, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro ganharam espaço nas grandes mídias do Brasil e de inúmeros países do chamado Primeiro Mundo. Como se sabe, o Brasil não está em guerra interna ou externa. Por aqui, não há motivo aparente, no atual contexto, para espetáculos de ações diretas, registrados e reproduzidos fartamente pelas mídias.
É estranho que um helicóptero tripulado por soldados da PM tenha sido abatido em pleno vôo, com duas mortes e dois feridos. A tragédia não foi maior porque foi possível o pouso forçado da aeronave em chamas, em campo aberto. As imagens de sua completa destruição física parecem cenas da Guerra do Iraque, da Colômbia ou do Afeganistão. Mas, não são. Tudo ocorreu em um outrora pacato bairro da Zona Norte – Vila Isabel. Este é ocupado por parcelas das classes médias da cidade, que são vizinhos de muitas comunidades faveladas e foi um dos berços do samba moderno brasileiro.
Jamais isto tinha ocorrido antes. Parece, que existiram tentativas, mas esta foi a primeira vez que se conseguiu concretizar a façanha. Acendeu-se uma lâmpada de alerta. O Rio de Janeiro é uma cidade conflagrada. Talvez, se isto tivesse acontecido antes de sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016, o resultado tivesse sido outro ou a vitória bem mais difícil.
A política de segurança adotada por sucessivos governos da cidade e do Estado comete equívocos e dialoga com público, através das mídias, de modo ainda mais equivocado. Ao não aceitar ajuda federal, o atual governador situou o problema na esfera local, dizendo que, por ora, tinha como resolvê-lo. As questões de fundo que são as verdadeiras causas de tudo isto foram, mais uma vez, para debaixo do tapete da política e da história.
Os problemas sócio-urbanos do Rio de Janeiro são muito graves e se arrastam desde o fim da escravidão, ou mesmo de antes. Tem-se uma cidade dividida entre uma parcela mais rica que mora no ‘asfalto’ e cerca de 600 ou mais comunidades faveladas construídas, em sua maioria, em morros, muitos deles de difícil acesso. Estas comunidades são, de há muito, usadas pelo crime como local de recrutamento e homiziamento. Obviamente, que nada disto é exclusivo à esta cidade, mas nela, esta situação ganha características especiais.
Mais do que um, em cada três cariocas, mora em uma das favelas da cidade. Diferentemente de outras, a geografia do Rio levou e continua levando os excluídos e os imigrantes para os morros e algumas regiões planas de baixo interesse imobiliário. Estas são, por vezes, distantes e periféricas. A origem destas comunidades remonta à época da escravidão. Nesta, negros fugidos – quilombolas – ou abandonados pelos seus senhores usavam os morros para morar e muitas vezes plantar e criar animais.
Quando do fim da Guerra de Canudos (1897), o Morro da Favela, nas proximidades da Central do Brasil, abrigou muitos retirantes do conflito, que vieram para a velha capital. Daí, a origem e a popularização do nome. No local, ainda existe uma impressionante favela, que parece debruçada sobre uma pedreira – o Morro da Providência – que é um dos locais de conflito na cidade. Sua antiguidade e pobreza testemunham anos e anos de descaso público.
Estas comunidades cresceram todas as vezes que houve ciclos de prosperidade no país. Parece paradoxal, mas o que ocorria e ainda ocorre é que imigrantes, vindos para trabalhar na construção civil e outras atividades urbanas, não tinham como morar nos prédios que levantavam e nos bairros onde trabalhavam. A opção era a de construir barracos, se possível, no morro mais próximo de onde labutavam.
Hoje, quase não existem mais barracos. A madeira ficou cara. O tijolo e o cimento são abundantes e relativamente mais baratos do que no passado. As habitações são, quase sempre, construídas em tijolos. Como nem sempre há dinheiro para o reboco externo, muitas favelas, vistas de longe, parecem jogos infantis avermelhados e amontoados. A alvenaria externa é mais facilmente encontrável nas favelas mais antigas e nas mais “ricas”, onde se concentram trabalhadores empregados com carteira assinada ou biscateiros bem-sucedidos. É lógico, que numa mesma favela é possível encontrar as duas situações, bem como se podem ver ainda barracos, agora, construídos com resto do lixo urbano.
O mundo favelado é altamente complexo e não cabe neste pequeno artigo. Nele existe uma estrutura social com imensas diferenças internas. A maioria dos seus habitantes são trabalhadores ou desempregados. Um pequeno percentual dedica-se às atividades criminosas. O preconceito do “asfalto” é antigo, até porque grande parte dos seus moradores e negra, quase negra, de origem nordestina, mineira e vindos de outros bolsões da miséria brasileira. Para as classes médias mais reacionárias, favela é lugar de marginal, de gente que não presta. Esta mesma gente não tem qualquer cerimônia em explorar o trabalho dos que lá vivem.
Entre os governos de Carlos Lacerda e de Chagas Freitas prevaleceu a idéia de que a solução para a questão favelada era a remoção para conjuntos habitacionais construídos pelo governo na periferia do Rio de Janeiro. Pouco a pouco, a proposta de remover perdeu terreno pela a da urbanizar. Aliás, o atual prefeito levantou a mesma questão da remoção, sem nada ainda ter feito de concreto nesta direção. Também, junto com o atual governador do Estado foi feita a polêmica proposta de algumas favelas serem ‘separadas’ por muros do resto da cidade. Os atuais PACs têm projetos engajados em algumas obras de urbanização básica dos mesmos locais.
Os casos de remoção conhecidos nada mudaram para os favelados, liberando terrenos valiosos para a especulação. Os mesmo problemas que existiam na origem foram remontados nos conjuntos habitacionais, rapidamente favelizados. Os projetos municipais urbanizadores, tal como o chamado Favela-Bairro, mudaram muito pouco a realidade destas comunidades. A questão central é que em nenhum destes projetos desenvolvidos ou propostos até hoje houve a preocupação com a distribuição de renda entre os habitantes. O problema do desemprego continuou a ser gravíssimo, afetando, com muita força, os jovens.
Existem milhares e milhares de jovens favelados sem emprego, escolas decentes, comida em casa, saneamento básico, tratamento médico necessário. Os que conseguem trabalho ganham mal e não raro não têm seus direitos respeitados. Neste quadro, fica fácil ao tráfico e a outras atividades criminosas fazer o recrutamento constante. A cada preso ou morto há uma fila de substitutos, de gente capaz e disposta a arriscar a vida para alguns momentos fugidios de glória e de ascensão. A política de matar, torturar e prender em massa nada muda. Ao contrário, cria heróis e mártires, estimulando novas adesões. Por isto, é difícil crer que se deseje, de fato, acabar com o problema.
De todas as favelas cariocas, em torno de dezoito, teriam bolsões mais nítidos do tráfico. O Rio não é Mendellin, na Colômbia. Por aqui, não existem cartéis e nem máfias muito organizadas. A droga vendida no Rio, como se sabe, ou vem do Nordeste (maconha), do Paraguai, da Bolívia, da Colômbia e do Peru. Logo, ela atravessa, certamente por terra, alguns milhares de quilômetros, até está disponível em um ponto de revenda local. Como passa desapercebida, é um ‘mistério’ a resolver. Parte destes carregamentos sai do Rio para a Europa e EUA. Logo, a cidade é também um entreposto.
Em parte das favelas, onde não existe tráfico ou ele foi banido, funcionam as famosas milícias – nova versão do crime social local, com a clara participação de pessoas de algum modo ligadas às forças repressivas. Quase em todas comunidades existem pequenos grupos de pessoas que se dedicam a vários tipos de atividades criminosas. É difícil que o número de criminosos em uma favela seja superior a um por cento de seus moradores. O número de desempregados ou de subempregados pode chegar a mais da metade do conjunto da comunidade.
Os grupos de traficantes mais comuns são pequenos bandos de, em torno, vinte pessoas, desarticulados e por vezes inimigos entre si que adotam siglas de organizações que só existem atualmente no universo nebuloso das mídias, sem muito respaldo no real. No Rio, felizmente, não há nada como o PCC paulista. É verdade, que uns atiram nos outros e/ou tentam tomar o território dos rivais. O capo, normalmente é alguém mais velho, com várias passagens policiais e com ligações com o crime mais ou menos organizado existente dentro dos presídios. Os soldados do tráfico são jovens, por vezes bem jovens, que têm uma esperança de vida média de dois anos nesta atividade para lá de perigosa.
As armas de guerra que conseguem por efeito da corrupção e do dinheiro acumulado pela venda de drogas, são as mais usadas nas lutas entre as facções. Muitas delas foram produzidas nos EUA, na Inglaterra, em Israel e em países do Leste europeu. Outras, sobretudo munições, se originam também em aquisições feitas no contrabando e as que são oficialmente compradas pelas forças armadas e policiais brasileiras. Sabe-se, que com dinheiro e contatos, não é difícil comprar um fuzil-metralhadora moderno, bem como a munição necessária. O problema está em se imaginar como circulam estes artefatos no mundo contemporâneo. Certamente, há muitos interesses em jogo.
O episódio do helicóptero chama a atenção, porque jamais algo similar havia acontecido. Normalmente, os traficantes atiram na polícia somente quando estão encurralados, que é o que deve ter acontecido. Eles preferem guardar suas balas para seus iguais e para garantir seus reinados nas comunidades onde atuam. Eles evitam um confronto maior com as polícias, porque sabem que serão, no passo seguinte, perseguidos até o destino final.
A atual política de ocupações policiais permanentes de algumas favelas, três até o momento, funciona bem nos locais tomados pela polícia. Mas, tem como efeito colateral estimular os bandos a buscar a quem invadir outras criando guerras, como a que se viu no Morro dos Macacos em Vila Isabel.
Trata-se de uma situação complexa que precisa ser analisada a fundo e que sejam tomadas medidas que tenham efetivo poder de desmontar as bombas relógio sociais da atual fase da modernidade. Uma política de emprego, de divisão de renda, de escolarização real e não formal para todos, de respeito aos direitos humanos e, sobretudo, o exemplo de honestidade pública do poder poderiam fazer a diferença. A exclusão semeia a violência e o caos, levando à uma realidade sem saída.
Fonte: Carta Maior
Os últimos incidentes referentes à luta entre policiais-militares e o tráfico, ocorridos na cidade do Rio de Janeiro ganharam espaço nas grandes mídias do Brasil e de inúmeros países do chamado Primeiro Mundo. Como se sabe, o Brasil não está em guerra interna ou externa. Por aqui, não há motivo aparente, no atual contexto, para espetáculos de ações diretas, registrados e reproduzidos fartamente pelas mídias.
É estranho que um helicóptero tripulado por soldados da PM tenha sido abatido em pleno vôo, com duas mortes e dois feridos. A tragédia não foi maior porque foi possível o pouso forçado da aeronave em chamas, em campo aberto. As imagens de sua completa destruição física parecem cenas da Guerra do Iraque, da Colômbia ou do Afeganistão. Mas, não são. Tudo ocorreu em um outrora pacato bairro da Zona Norte – Vila Isabel. Este é ocupado por parcelas das classes médias da cidade, que são vizinhos de muitas comunidades faveladas e foi um dos berços do samba moderno brasileiro.
Jamais isto tinha ocorrido antes. Parece, que existiram tentativas, mas esta foi a primeira vez que se conseguiu concretizar a façanha. Acendeu-se uma lâmpada de alerta. O Rio de Janeiro é uma cidade conflagrada. Talvez, se isto tivesse acontecido antes de sua escolha para sediar as Olimpíadas de 2016, o resultado tivesse sido outro ou a vitória bem mais difícil.
A política de segurança adotada por sucessivos governos da cidade e do Estado comete equívocos e dialoga com público, através das mídias, de modo ainda mais equivocado. Ao não aceitar ajuda federal, o atual governador situou o problema na esfera local, dizendo que, por ora, tinha como resolvê-lo. As questões de fundo que são as verdadeiras causas de tudo isto foram, mais uma vez, para debaixo do tapete da política e da história.
Os problemas sócio-urbanos do Rio de Janeiro são muito graves e se arrastam desde o fim da escravidão, ou mesmo de antes. Tem-se uma cidade dividida entre uma parcela mais rica que mora no ‘asfalto’ e cerca de 600 ou mais comunidades faveladas construídas, em sua maioria, em morros, muitos deles de difícil acesso. Estas comunidades são, de há muito, usadas pelo crime como local de recrutamento e homiziamento. Obviamente, que nada disto é exclusivo à esta cidade, mas nela, esta situação ganha características especiais.
Mais do que um, em cada três cariocas, mora em uma das favelas da cidade. Diferentemente de outras, a geografia do Rio levou e continua levando os excluídos e os imigrantes para os morros e algumas regiões planas de baixo interesse imobiliário. Estas são, por vezes, distantes e periféricas. A origem destas comunidades remonta à época da escravidão. Nesta, negros fugidos – quilombolas – ou abandonados pelos seus senhores usavam os morros para morar e muitas vezes plantar e criar animais.
Quando do fim da Guerra de Canudos (1897), o Morro da Favela, nas proximidades da Central do Brasil, abrigou muitos retirantes do conflito, que vieram para a velha capital. Daí, a origem e a popularização do nome. No local, ainda existe uma impressionante favela, que parece debruçada sobre uma pedreira – o Morro da Providência – que é um dos locais de conflito na cidade. Sua antiguidade e pobreza testemunham anos e anos de descaso público.
Estas comunidades cresceram todas as vezes que houve ciclos de prosperidade no país. Parece paradoxal, mas o que ocorria e ainda ocorre é que imigrantes, vindos para trabalhar na construção civil e outras atividades urbanas, não tinham como morar nos prédios que levantavam e nos bairros onde trabalhavam. A opção era a de construir barracos, se possível, no morro mais próximo de onde labutavam.
Hoje, quase não existem mais barracos. A madeira ficou cara. O tijolo e o cimento são abundantes e relativamente mais baratos do que no passado. As habitações são, quase sempre, construídas em tijolos. Como nem sempre há dinheiro para o reboco externo, muitas favelas, vistas de longe, parecem jogos infantis avermelhados e amontoados. A alvenaria externa é mais facilmente encontrável nas favelas mais antigas e nas mais “ricas”, onde se concentram trabalhadores empregados com carteira assinada ou biscateiros bem-sucedidos. É lógico, que numa mesma favela é possível encontrar as duas situações, bem como se podem ver ainda barracos, agora, construídos com resto do lixo urbano.
O mundo favelado é altamente complexo e não cabe neste pequeno artigo. Nele existe uma estrutura social com imensas diferenças internas. A maioria dos seus habitantes são trabalhadores ou desempregados. Um pequeno percentual dedica-se às atividades criminosas. O preconceito do “asfalto” é antigo, até porque grande parte dos seus moradores e negra, quase negra, de origem nordestina, mineira e vindos de outros bolsões da miséria brasileira. Para as classes médias mais reacionárias, favela é lugar de marginal, de gente que não presta. Esta mesma gente não tem qualquer cerimônia em explorar o trabalho dos que lá vivem.
Entre os governos de Carlos Lacerda e de Chagas Freitas prevaleceu a idéia de que a solução para a questão favelada era a remoção para conjuntos habitacionais construídos pelo governo na periferia do Rio de Janeiro. Pouco a pouco, a proposta de remover perdeu terreno pela a da urbanizar. Aliás, o atual prefeito levantou a mesma questão da remoção, sem nada ainda ter feito de concreto nesta direção. Também, junto com o atual governador do Estado foi feita a polêmica proposta de algumas favelas serem ‘separadas’ por muros do resto da cidade. Os atuais PACs têm projetos engajados em algumas obras de urbanização básica dos mesmos locais.
Os casos de remoção conhecidos nada mudaram para os favelados, liberando terrenos valiosos para a especulação. Os mesmo problemas que existiam na origem foram remontados nos conjuntos habitacionais, rapidamente favelizados. Os projetos municipais urbanizadores, tal como o chamado Favela-Bairro, mudaram muito pouco a realidade destas comunidades. A questão central é que em nenhum destes projetos desenvolvidos ou propostos até hoje houve a preocupação com a distribuição de renda entre os habitantes. O problema do desemprego continuou a ser gravíssimo, afetando, com muita força, os jovens.
Existem milhares e milhares de jovens favelados sem emprego, escolas decentes, comida em casa, saneamento básico, tratamento médico necessário. Os que conseguem trabalho ganham mal e não raro não têm seus direitos respeitados. Neste quadro, fica fácil ao tráfico e a outras atividades criminosas fazer o recrutamento constante. A cada preso ou morto há uma fila de substitutos, de gente capaz e disposta a arriscar a vida para alguns momentos fugidios de glória e de ascensão. A política de matar, torturar e prender em massa nada muda. Ao contrário, cria heróis e mártires, estimulando novas adesões. Por isto, é difícil crer que se deseje, de fato, acabar com o problema.
De todas as favelas cariocas, em torno de dezoito, teriam bolsões mais nítidos do tráfico. O Rio não é Mendellin, na Colômbia. Por aqui, não existem cartéis e nem máfias muito organizadas. A droga vendida no Rio, como se sabe, ou vem do Nordeste (maconha), do Paraguai, da Bolívia, da Colômbia e do Peru. Logo, ela atravessa, certamente por terra, alguns milhares de quilômetros, até está disponível em um ponto de revenda local. Como passa desapercebida, é um ‘mistério’ a resolver. Parte destes carregamentos sai do Rio para a Europa e EUA. Logo, a cidade é também um entreposto.
Em parte das favelas, onde não existe tráfico ou ele foi banido, funcionam as famosas milícias – nova versão do crime social local, com a clara participação de pessoas de algum modo ligadas às forças repressivas. Quase em todas comunidades existem pequenos grupos de pessoas que se dedicam a vários tipos de atividades criminosas. É difícil que o número de criminosos em uma favela seja superior a um por cento de seus moradores. O número de desempregados ou de subempregados pode chegar a mais da metade do conjunto da comunidade.
Os grupos de traficantes mais comuns são pequenos bandos de, em torno, vinte pessoas, desarticulados e por vezes inimigos entre si que adotam siglas de organizações que só existem atualmente no universo nebuloso das mídias, sem muito respaldo no real. No Rio, felizmente, não há nada como o PCC paulista. É verdade, que uns atiram nos outros e/ou tentam tomar o território dos rivais. O capo, normalmente é alguém mais velho, com várias passagens policiais e com ligações com o crime mais ou menos organizado existente dentro dos presídios. Os soldados do tráfico são jovens, por vezes bem jovens, que têm uma esperança de vida média de dois anos nesta atividade para lá de perigosa.
As armas de guerra que conseguem por efeito da corrupção e do dinheiro acumulado pela venda de drogas, são as mais usadas nas lutas entre as facções. Muitas delas foram produzidas nos EUA, na Inglaterra, em Israel e em países do Leste europeu. Outras, sobretudo munições, se originam também em aquisições feitas no contrabando e as que são oficialmente compradas pelas forças armadas e policiais brasileiras. Sabe-se, que com dinheiro e contatos, não é difícil comprar um fuzil-metralhadora moderno, bem como a munição necessária. O problema está em se imaginar como circulam estes artefatos no mundo contemporâneo. Certamente, há muitos interesses em jogo.
O episódio do helicóptero chama a atenção, porque jamais algo similar havia acontecido. Normalmente, os traficantes atiram na polícia somente quando estão encurralados, que é o que deve ter acontecido. Eles preferem guardar suas balas para seus iguais e para garantir seus reinados nas comunidades onde atuam. Eles evitam um confronto maior com as polícias, porque sabem que serão, no passo seguinte, perseguidos até o destino final.
A atual política de ocupações policiais permanentes de algumas favelas, três até o momento, funciona bem nos locais tomados pela polícia. Mas, tem como efeito colateral estimular os bandos a buscar a quem invadir outras criando guerras, como a que se viu no Morro dos Macacos em Vila Isabel.
Trata-se de uma situação complexa que precisa ser analisada a fundo e que sejam tomadas medidas que tenham efetivo poder de desmontar as bombas relógio sociais da atual fase da modernidade. Uma política de emprego, de divisão de renda, de escolarização real e não formal para todos, de respeito aos direitos humanos e, sobretudo, o exemplo de honestidade pública do poder poderiam fazer a diferença. A exclusão semeia a violência e o caos, levando à uma realidade sem saída.
Fonte: Carta Maior
O pé frio de Serra: Agora só falta o Palmeiras
Final da Copa Libertadores da América, no Mineirão, à qual Serra compareceu ao lado do governador mineiro Aécio Neves.
O Cruzeiro perdeu.
Ontem, através do twitter, o governador anunciou sua presença no Grande Prêmio do Brasil:
@josesera_ Ótimo programa de domingo: GP de Fórmula 1. Vou lá entregar o troféu ao vencedor. Com o Rubinho largando na pole... Vamos torcer.
O Rubinho perdeu e o britânico sagrou-se campeão em solo brasileiro. O pé frio estava lá.
Presumo que o governador paulista não tenha tido tempo de ir ao Parque Antarctica para ver Palmeiras 0 vs. Flamengo 2.
Mas fica a advertência aos palmeirenses...
Comentário do Aguinaldo: O pior é que foi.........
O Cruzeiro perdeu.
Ontem, através do twitter, o governador anunciou sua presença no Grande Prêmio do Brasil:
@josesera_ Ótimo programa de domingo: GP de Fórmula 1. Vou lá entregar o troféu ao vencedor. Com o Rubinho largando na pole... Vamos torcer.
O Rubinho perdeu e o britânico sagrou-se campeão em solo brasileiro. O pé frio estava lá.
Presumo que o governador paulista não tenha tido tempo de ir ao Parque Antarctica para ver Palmeiras 0 vs. Flamengo 2.
Mas fica a advertência aos palmeirenses...
Comentário do Aguinaldo: O pior é que foi.........
Embaixador: Democracia de esquerda não pode
Entrada da Venezuela no Mercosul pode alavancar bloco e fortalecer relações multilaterais
Lísia Gusmão e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - Terceira economia da América do Sul e com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 320 bilhões em 2008, a Venezuela não salvará o Mercosul, abatido pela queda nas trocas comerciais entre os países-membros em decorrência da crise econômica global. Mas seu ingresso no bloco poderá ampliar a capacidade de influência dos países vizinhos no destino político da Venezuela e nas relações multilaterais com governos, como o dos Estados Unidos.
Consolidada no Cone Sul, a entrada da Venezuela estenderia o bloco para o norte da América do Sul, podendo alcançar a região caribenha, argumenta à Agência Brasil o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Para Garcia, a crise econômica mundial é a principal responsável pela queda no intercâmbio comercial entre os países do bloco. Entretanto, ele ressalta que as exportações brasileiras para a Venezuela somam US$ 2,5 bilhões em 2009, com um saldo comercial superior a US$ 2,1 bilhões. "E, em termos políticos, a incorporação da Venezuela ao Mercosul fortaleceria a democracia naquele país", afirmou.
Enviado em fevereiro de 2007 pelo Executivo, o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul ainda não teve sua aprovação concluída pelo Congresso brasileiro – há oito meses tramita no Senado entre discussões e pedidos de vista. Entraves de natureza técnica e política ameaçam sua aprovação.
A Argentina e o Uruguai já autorizaram a Venezuela a se tornar membro do bloco. No Paraguai, por não contar com maioria absoluta no Senado, o presidente Fernando Lugo retirou o pedido. De acordo com negociadores paraguaios, o processo só será solucionado em 2010, depois que for definida a decisão brasileira. Com isso seriam minadas as resistências dos senadores paraguaios.
As resistências à adesão do país vizinho recaem sobre a controversa figura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. “Às vezes pensam que apenas as democracias válidas são as de direita, não as de esquerda. Isso é um preconceito”, disse à Agência Brasil o embaixador da Venezuela no Brasil, Júlio Montoya. “Apesar de tudo estou muito otimista. Acredito que as visões estratégica, geopolítica e geoeconômica devem se sobrepor.”
Segundo o diplomata, a Venezuela e o que representa o presidente Chávez “pagam o preço” do vanguardismo político social. “A Venezuela está pagando o preço de ser pioneira em políticas sociais com caráter de reforma”, disse ele, lembrando que hoje a balança comercial entre Brasil e Venezuela é favorável aos brasileiros em cerca de US$ 5 milhões de superavit.
A “performance” do governo Chávez gera desconfianças também na indústria brasileira. Além dos entraves técnicos, como a falta de informações sobre a execução do cronograma de adesão às regras do Mercosul, que incluem a adoção da Tarifa Externa Comum (TEC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) teme que o modelo econômico “intervencionista” adotado pela Venezuela prejudique o ambiente de negócios.
A consultora da CNI Lúcia Maduro disse que a América do Sul caminha para uma polarização entre a economia de mercado e o modelo intervencionista. “O impacto das decisões políticas no ambiente de negócios preocupa”, afirma. “O resultado comercial com a Venezuela é bom. Se já é um sucesso, será que é necessária a participação no Mercosul?”, questiona.
Outro receio da indústria é que a presença da Venezuela no Mercosul inviabilize as negociações com a União Europeia para um acordo de livre comércio.
Segundo Marcelo Coutinho, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), a participação venezuelana no Mercosul fortaleceria o PIB do bloco e amenizaria a perda de espaço para os produtos chineses na América do Sul, mas, sobretudo, reforçaria os laços com os países da região. O isolamento, ao contrário, causaria o recrudescimento do governo de Hugo Chávez.
“Uma vez dentro do Mercosul, temos mais condições de controlar o que se passa na Venezuela. Um instrumento seria a cláusula democrática do Mercosul. Aproximar, em vez de isolar, gera resultados mais positivos no longo prazo do que negar a adesão. Ao fazer parte de uma comunidade, o país-membro tem que responder às regras desta comunidade, estar aberto ao diálogo com esta comunidade. Quando você isola, exclui, nega, só oferece a este país uma única saída, o recrudescimento de seu regime. A história mostra isso”, explica Coutinho, que coordena o Observatório Político Sul-Americano do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).
Como exemplo, ele recorre à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962 por seus laços com a União Soviética. “A expulsão de Cuba da OEA só serviu para o recrudescimento do regime cubano e para sua aproximação com o bloco socialista. Imaginava-se que a expulsão traria juízo a Cuba. Ao contrário, levou ao recrudescimento daquele regime. Isolar internacionalmente, em geral, produz efeitos negativos”, afirma.
No entanto, Coutinho adverte que a adesão da Venezuela no Mercosul não significará uma reversão do quadro de crise. “A adesão deve ser acompanhada de uma política industrial comum, da integração das cadeias produtivas, maior coordenação macroeconômica”, disse.
Segundo ele, o Mercosul tem sido menos relevante na definição dos fluxos comerciais. Em 1998, o Brasil era o maior parceiro comercial da Argentina, posto perdido para a China.
“Os dados comerciais atestam a vulnerabilidade do Mercosul. O bloco vive uma estagnação relativa. O comércio intrabloco cresceu, mas num ritmo menor do que na década de 90. E um ritmo, se não semelhante, inferior ao que cresce nosso comércio com o resto do mundo”, diz Coutinho. “O Mercosul precisa demonstrar força e coesão, ele se apresentou mais vulnerável e mais fraco.”
Edição: Lílian Beraldo
Lísia Gusmão e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil
Brasília - Terceira economia da América do Sul e com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 320 bilhões em 2008, a Venezuela não salvará o Mercosul, abatido pela queda nas trocas comerciais entre os países-membros em decorrência da crise econômica global. Mas seu ingresso no bloco poderá ampliar a capacidade de influência dos países vizinhos no destino político da Venezuela e nas relações multilaterais com governos, como o dos Estados Unidos.
Consolidada no Cone Sul, a entrada da Venezuela estenderia o bloco para o norte da América do Sul, podendo alcançar a região caribenha, argumenta à Agência Brasil o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia.
Para Garcia, a crise econômica mundial é a principal responsável pela queda no intercâmbio comercial entre os países do bloco. Entretanto, ele ressalta que as exportações brasileiras para a Venezuela somam US$ 2,5 bilhões em 2009, com um saldo comercial superior a US$ 2,1 bilhões. "E, em termos políticos, a incorporação da Venezuela ao Mercosul fortaleceria a democracia naquele país", afirmou.
Enviado em fevereiro de 2007 pelo Executivo, o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul ainda não teve sua aprovação concluída pelo Congresso brasileiro – há oito meses tramita no Senado entre discussões e pedidos de vista. Entraves de natureza técnica e política ameaçam sua aprovação.
A Argentina e o Uruguai já autorizaram a Venezuela a se tornar membro do bloco. No Paraguai, por não contar com maioria absoluta no Senado, o presidente Fernando Lugo retirou o pedido. De acordo com negociadores paraguaios, o processo só será solucionado em 2010, depois que for definida a decisão brasileira. Com isso seriam minadas as resistências dos senadores paraguaios.
As resistências à adesão do país vizinho recaem sobre a controversa figura do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. “Às vezes pensam que apenas as democracias válidas são as de direita, não as de esquerda. Isso é um preconceito”, disse à Agência Brasil o embaixador da Venezuela no Brasil, Júlio Montoya. “Apesar de tudo estou muito otimista. Acredito que as visões estratégica, geopolítica e geoeconômica devem se sobrepor.”
Segundo o diplomata, a Venezuela e o que representa o presidente Chávez “pagam o preço” do vanguardismo político social. “A Venezuela está pagando o preço de ser pioneira em políticas sociais com caráter de reforma”, disse ele, lembrando que hoje a balança comercial entre Brasil e Venezuela é favorável aos brasileiros em cerca de US$ 5 milhões de superavit.
A “performance” do governo Chávez gera desconfianças também na indústria brasileira. Além dos entraves técnicos, como a falta de informações sobre a execução do cronograma de adesão às regras do Mercosul, que incluem a adoção da Tarifa Externa Comum (TEC), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) teme que o modelo econômico “intervencionista” adotado pela Venezuela prejudique o ambiente de negócios.
A consultora da CNI Lúcia Maduro disse que a América do Sul caminha para uma polarização entre a economia de mercado e o modelo intervencionista. “O impacto das decisões políticas no ambiente de negócios preocupa”, afirma. “O resultado comercial com a Venezuela é bom. Se já é um sucesso, será que é necessária a participação no Mercosul?”, questiona.
Outro receio da indústria é que a presença da Venezuela no Mercosul inviabilize as negociações com a União Europeia para um acordo de livre comércio.
Segundo Marcelo Coutinho, professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), a participação venezuelana no Mercosul fortaleceria o PIB do bloco e amenizaria a perda de espaço para os produtos chineses na América do Sul, mas, sobretudo, reforçaria os laços com os países da região. O isolamento, ao contrário, causaria o recrudescimento do governo de Hugo Chávez.
“Uma vez dentro do Mercosul, temos mais condições de controlar o que se passa na Venezuela. Um instrumento seria a cláusula democrática do Mercosul. Aproximar, em vez de isolar, gera resultados mais positivos no longo prazo do que negar a adesão. Ao fazer parte de uma comunidade, o país-membro tem que responder às regras desta comunidade, estar aberto ao diálogo com esta comunidade. Quando você isola, exclui, nega, só oferece a este país uma única saída, o recrudescimento de seu regime. A história mostra isso”, explica Coutinho, que coordena o Observatório Político Sul-Americano do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).
Como exemplo, ele recorre à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) em 1962 por seus laços com a União Soviética. “A expulsão de Cuba da OEA só serviu para o recrudescimento do regime cubano e para sua aproximação com o bloco socialista. Imaginava-se que a expulsão traria juízo a Cuba. Ao contrário, levou ao recrudescimento daquele regime. Isolar internacionalmente, em geral, produz efeitos negativos”, afirma.
No entanto, Coutinho adverte que a adesão da Venezuela no Mercosul não significará uma reversão do quadro de crise. “A adesão deve ser acompanhada de uma política industrial comum, da integração das cadeias produtivas, maior coordenação macroeconômica”, disse.
Segundo ele, o Mercosul tem sido menos relevante na definição dos fluxos comerciais. Em 1998, o Brasil era o maior parceiro comercial da Argentina, posto perdido para a China.
“Os dados comerciais atestam a vulnerabilidade do Mercosul. O bloco vive uma estagnação relativa. O comércio intrabloco cresceu, mas num ritmo menor do que na década de 90. E um ritmo, se não semelhante, inferior ao que cresce nosso comércio com o resto do mundo”, diz Coutinho. “O Mercosul precisa demonstrar força e coesão, ele se apresentou mais vulnerável e mais fraco.”
Edição: Lílian Beraldo
domingo, 18 de outubro de 2009
Vale: o tamanho de um escândalo
Não existe outra palavra senão “escandalosa” para definir a situação descrita na matéria de página inteira que O Globo publica sobre a disputa pelo controle da Vale. Não são necessários mais dos que alguns dados e frases contidos na matéria para que se tenha idéia da maneira que está sendo gerida a segunda maior empresa industrial brasileira, que detém 80% das reservas minerais de nosso país.
A primeira contatação é aquilo que vimos dizendo aqui: a ordem do Bradesco - que controla a empresa com menos de 10% do capital, e indicou como presidente da empresa, Sr. Roger Agnelli - é tirar tudo o que puder tirar, o mais rápido que puder tirar das jazidas de ferro brasileiras. A exportação, que em 2007, rendeu Us$ 13,7 bilhões (80% disso para a vale), pulou para US$ 22,8 bilhões.
A Vale, em razão do bom preço do minério, elevou em 20% (de 300 para 360 milhões de toneladas) sua expectativa de produção para este ano.Para aumentar o investimento em produção de minério, com baixo valor agrado, freou ou cancelou seus investimentos em siderurgia, para produzir aço e agregar valor ao minério.
Logo a seguir a gente vê que um negócio como o da mineração de ferro, que usa um recurso do subsolo - propriedade da União -, que causa danos ambientais enormes e que é feito com uma empresa que foiu praticamente doada pelo Governo paga menos impostos que o botequim da esquina da sua rua. Eles enchem a boca para dizer que deram milhões ao Governo em impostos, mas não falam que, para cada milhão que pagaram, 100 milhões embolsaram.
Mas a matéria não pára aí. Ficamos sabendo, por ela, que, para “acalmar” o Governo, o Bradesco - lembrem-se, dono de menos de 10% do capital da vale - estaria pensando em “dar a cabeça” de dois diretores ligados ao PSDB e ao Governo FHC! Então a Vale é uma empresa privadas, com nomeações “políticas”, só que da oposição?
Estamos reunindo todo este material. O senhor Agnelli poderá se furtar com quais critérios rege não apenas um patrimônio público abocanhado em condições suspeitas - pelo que sempre pode dizer que é passado - mas terá de dar contas do que fazer de uma concessão pública, que é o direito de explorar nossas riquezas minerais. Por pior que seja nosso atual Código Mineral - há uma nova proposta em dabete na Câmara, numa comissão de que faço parte - ele diz, no seu artigo 1: ” Compete à União administrar os recursos minerais, a indústria de produção mineral e a distribuição, o comércio e o consumo de produtos minerais”.
A Vale, portanto, terá de responder pelo que está fazendo.
matéria do blog Tijolaço.com
A primeira contatação é aquilo que vimos dizendo aqui: a ordem do Bradesco - que controla a empresa com menos de 10% do capital, e indicou como presidente da empresa, Sr. Roger Agnelli - é tirar tudo o que puder tirar, o mais rápido que puder tirar das jazidas de ferro brasileiras. A exportação, que em 2007, rendeu Us$ 13,7 bilhões (80% disso para a vale), pulou para US$ 22,8 bilhões.
A Vale, em razão do bom preço do minério, elevou em 20% (de 300 para 360 milhões de toneladas) sua expectativa de produção para este ano.Para aumentar o investimento em produção de minério, com baixo valor agrado, freou ou cancelou seus investimentos em siderurgia, para produzir aço e agregar valor ao minério.
Logo a seguir a gente vê que um negócio como o da mineração de ferro, que usa um recurso do subsolo - propriedade da União -, que causa danos ambientais enormes e que é feito com uma empresa que foiu praticamente doada pelo Governo paga menos impostos que o botequim da esquina da sua rua. Eles enchem a boca para dizer que deram milhões ao Governo em impostos, mas não falam que, para cada milhão que pagaram, 100 milhões embolsaram.
Mas a matéria não pára aí. Ficamos sabendo, por ela, que, para “acalmar” o Governo, o Bradesco - lembrem-se, dono de menos de 10% do capital da vale - estaria pensando em “dar a cabeça” de dois diretores ligados ao PSDB e ao Governo FHC! Então a Vale é uma empresa privadas, com nomeações “políticas”, só que da oposição?
Estamos reunindo todo este material. O senhor Agnelli poderá se furtar com quais critérios rege não apenas um patrimônio público abocanhado em condições suspeitas - pelo que sempre pode dizer que é passado - mas terá de dar contas do que fazer de uma concessão pública, que é o direito de explorar nossas riquezas minerais. Por pior que seja nosso atual Código Mineral - há uma nova proposta em dabete na Câmara, numa comissão de que faço parte - ele diz, no seu artigo 1: ” Compete à União administrar os recursos minerais, a indústria de produção mineral e a distribuição, o comércio e o consumo de produtos minerais”.
A Vale, portanto, terá de responder pelo que está fazendo.
matéria do blog Tijolaço.com
A CPI da Vale é o caminho legal e democrático
O jornalista Kennedy Alencar, na Folha de hoje, domingo, expõe uma visão em muita coisa semelhante àquela que defendi aqui ontem, no blog, sobre a necessidade pública de se discutirem os rumos de atuação da Vale. Meu reparo ao seu diagnóstico é essencialmente o de que não acho que seja legítima apenas a Lula, mas toda a população deste país tal discussão.
Transcrevo trechos do artigo:
O presidente da República está certo ao querer discutir as diretrizes da Companhia Vale do Rio Doce. A Vale é uma empresa privada que tem bastante capital de origem pública. Os fundos de pensão de estatais federais e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) são sócios da companhia.
Mais do que isso: ela explora riqueza naturais não-renováveis. De acordo com a Constituição, no artigo 20, “os recursos minerais, inclusive os do subsolo” são “bens da União”. A Vale, portanto, explora essa riqueza por meio de autorização da União.
Isso significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de derrubar o presidente da empresa? Que deve discutir detalhes da administração cotidiana?
Não.
Mas o presidente da República tem o dever, de acordo com a sua consciência e em respeito aos votos que recebeu, de debater com a empresa os seus rumos, caso julgue que uma inflexão em sua atuação possa ser mais benéfica ao país.(…)
O assédio político à Vale deve ser combatido, mas a empresa precisa levar em conta os interesses estratégicos do país. Não é absurdo pedir que a Vale invista em siderurgia e que trate de agregar valor aos produtos que explora. Esse é um debate que interessa aos brasileiros.
Por tudo isso, começo terça-feira a coleta de assinaturas para a CPI da Vale. Para um debate que interessa a todos os brasileiros, todas as informações para os brasileiros poderem debater.
Artigo do blog: Brizola Neto, domingo 18/10/2009.
Transcrevo trechos do artigo:
O presidente da República está certo ao querer discutir as diretrizes da Companhia Vale do Rio Doce. A Vale é uma empresa privada que tem bastante capital de origem pública. Os fundos de pensão de estatais federais e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) são sócios da companhia.
Mais do que isso: ela explora riqueza naturais não-renováveis. De acordo com a Constituição, no artigo 20, “os recursos minerais, inclusive os do subsolo” são “bens da União”. A Vale, portanto, explora essa riqueza por meio de autorização da União.
Isso significa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o direito de derrubar o presidente da empresa? Que deve discutir detalhes da administração cotidiana?
Não.
Mas o presidente da República tem o dever, de acordo com a sua consciência e em respeito aos votos que recebeu, de debater com a empresa os seus rumos, caso julgue que uma inflexão em sua atuação possa ser mais benéfica ao país.(…)
O assédio político à Vale deve ser combatido, mas a empresa precisa levar em conta os interesses estratégicos do país. Não é absurdo pedir que a Vale invista em siderurgia e que trate de agregar valor aos produtos que explora. Esse é um debate que interessa aos brasileiros.
Por tudo isso, começo terça-feira a coleta de assinaturas para a CPI da Vale. Para um debate que interessa a todos os brasileiros, todas as informações para os brasileiros poderem debater.
Artigo do blog: Brizola Neto, domingo 18/10/2009.
Ele mente. Nós desmascaramos
José Serra anunciou que, pacotes de banda larga popular serão lançados em parceria com a telefonica na tarde desta quinta-feira (15) em São Paulo custarão até R$ 29,80 e em m troca, as empresas pagarão menos impostos.O preço normal é de R$ 49,00. Se você está em S.Paulo, ligue 10315 e exija pagar menos.
Primeiro. A banda larga da Telefônica, nada mais é nada que o famoso Speedy, que após milhares (ou milhões) de reclamações de usuários, teve venda proibida pela Anatel.Desde o início do ano o serviço de banda larga da Telefônica sofreu (e sofre) várias falhas, que se iniciaram com um incêndio nas instalações da empresa em Barueri mas continuaram persistindo durante o ano.
A mentira
A Telefônica divulgou que o seu serviço de internet popular terá velocidade de 250 Kbps, o conhecidíssimo speedy light
O seguinte: Pra começar, esse serviço já existe em todo estado de S.Paulo. Portanto não foi implantado para atender o governador.
E, por ter baixo Kbps (baixa velocidade),o sinal não chega a residências distantes de uma central da telefonica.
Outra mentira da Telefônica, é quando ela diz que, no valor estipulado pelo governo, estão inclusos o modem, a instalação e o provedor.
O modem sempre foi gratuito. Também, já há alguns anos, passou a ser gratuito o provedor de acesso: O iTelefonica é o provedor de acesso gratuito à internet oferecido pela Telefonica. Ou seja, não há novidade nenhuma nisso.
A empresa diz, também, "neste pacotede lançamento", a linha telefônica do cliente ficará livre para fazer e receber chamadas enquanto usa a internet.
Mentiu de novo. Não é "neste pacote" A a linha fica livre por não ser conexão discada, e esse serviço está longe de ser novidade, todo e qualquer assinante de banda larga, sabe que o Speedy funciona assim desde que existe banda larga.
O Serra não disse:O Speedy é a internet banda larga da Telefônica. Para assiná-lo, é preciso ter e pagar assinatura de telefone. A Telefônica preferiu não fazer comentários sobre o plano, mas enviou breve comunicado sobre as características do produto popular. Segundo a empresa, o plano estará disponível para 501 cidades do Estado, o que corresponde a 95% da população paulista.
Para todos os planos de internet, há um custo de habilitação de R$ 299. Esse valor, é, promocionalmente, e abatido se a assinatura não for cancelada durante o período de carência de 18 meses.
A banda larga já é o principal meio de acesso domiciliar à internet, superando as ligações via linha telefônica. Mesmo nas casas das classes C, D e E que têm internet, o número das que utilizam conexões rápidas já supera o das que acessam a rede por conexão discada.
A adoção de internet de banda larga cresce em alta velocidade no país. Desde que se estabeleceu no Brasil, no começo dessa década, o número de conexões foi multiplicado 29 vezes -são cerca de 10 milhões de pontos de acesso em alta velocidade atualmente.
E as linhas velozes e ininterruptas com a rede mundial de computadores são uma realidade vivida dentro das casas --88,6% dos pontos desse tipo estão em residências.
Outras informações
O plano inicial de internet banda larga da Telefônica é de 500 Kbps e custa R$ 49 por mês.
A conexão de 1 Mbps o preço também é de R$ 49,90 nos três primeiros meses --depois, o valor da mensalidade passa a R$ 78,85.
Esse valor é maior do que o cobrado na assinatura de 2 Mbps (R$ 74,90).
Para algumas áreas, a Telefônica tem planos de 8, 16 e 30 Mbps via fibra ótica. De acordo com a empresa, esses planos têm melhores velocidades de upload de dados.O Preço é 59,90.
Primeiro. A banda larga da Telefônica, nada mais é nada que o famoso Speedy, que após milhares (ou milhões) de reclamações de usuários, teve venda proibida pela Anatel.Desde o início do ano o serviço de banda larga da Telefônica sofreu (e sofre) várias falhas, que se iniciaram com um incêndio nas instalações da empresa em Barueri mas continuaram persistindo durante o ano.
A mentira
A Telefônica divulgou que o seu serviço de internet popular terá velocidade de 250 Kbps, o conhecidíssimo speedy light
O seguinte: Pra começar, esse serviço já existe em todo estado de S.Paulo. Portanto não foi implantado para atender o governador.
E, por ter baixo Kbps (baixa velocidade),o sinal não chega a residências distantes de uma central da telefonica.
Outra mentira da Telefônica, é quando ela diz que, no valor estipulado pelo governo, estão inclusos o modem, a instalação e o provedor.
O modem sempre foi gratuito. Também, já há alguns anos, passou a ser gratuito o provedor de acesso: O iTelefonica é o provedor de acesso gratuito à internet oferecido pela Telefonica. Ou seja, não há novidade nenhuma nisso.
A empresa diz, também, "neste pacotede lançamento", a linha telefônica do cliente ficará livre para fazer e receber chamadas enquanto usa a internet.
Mentiu de novo. Não é "neste pacote" A a linha fica livre por não ser conexão discada, e esse serviço está longe de ser novidade, todo e qualquer assinante de banda larga, sabe que o Speedy funciona assim desde que existe banda larga.
O Serra não disse:O Speedy é a internet banda larga da Telefônica. Para assiná-lo, é preciso ter e pagar assinatura de telefone. A Telefônica preferiu não fazer comentários sobre o plano, mas enviou breve comunicado sobre as características do produto popular. Segundo a empresa, o plano estará disponível para 501 cidades do Estado, o que corresponde a 95% da população paulista.
Para todos os planos de internet, há um custo de habilitação de R$ 299. Esse valor, é, promocionalmente, e abatido se a assinatura não for cancelada durante o período de carência de 18 meses.
A banda larga já é o principal meio de acesso domiciliar à internet, superando as ligações via linha telefônica. Mesmo nas casas das classes C, D e E que têm internet, o número das que utilizam conexões rápidas já supera o das que acessam a rede por conexão discada.
A adoção de internet de banda larga cresce em alta velocidade no país. Desde que se estabeleceu no Brasil, no começo dessa década, o número de conexões foi multiplicado 29 vezes -são cerca de 10 milhões de pontos de acesso em alta velocidade atualmente.
E as linhas velozes e ininterruptas com a rede mundial de computadores são uma realidade vivida dentro das casas --88,6% dos pontos desse tipo estão em residências.
Outras informações
O plano inicial de internet banda larga da Telefônica é de 500 Kbps e custa R$ 49 por mês.
A conexão de 1 Mbps o preço também é de R$ 49,90 nos três primeiros meses --depois, o valor da mensalidade passa a R$ 78,85.
Esse valor é maior do que o cobrado na assinatura de 2 Mbps (R$ 74,90).
Para algumas áreas, a Telefônica tem planos de 8, 16 e 30 Mbps via fibra ótica. De acordo com a empresa, esses planos têm melhores velocidades de upload de dados.O Preço é 59,90.
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