sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A organização criminosa que apoiou Aécio Neves


"O Senador Aécio Neves (PSDB-MG) terá que engolir a sua afirmação de que foi derrotado por uma organização criminosa nas eleições deste ano. 

Antonio Lassance, CartaMaior

O Senador Aécio Neves terá que engolir sua afirmação de que foi derrotado por uma organização criminosa.

Grande parte dos políticos corruptos que receberam propina do esquema que saqueou a Petrobrás, citados por um dos delatores, apoiou sua campanha, desde o primeiro turno.

Ainda conforme os próprios delatores, o envolvimento de cada um deles com essa organização criminosa data do governo do presidente Fernando Henrique.

Já basta desse lenga-lenga de Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Roberto Duque.

Os brasileiros querem saber os nomes dos políticos que receberam dinheiro de propina do esquema que assaltou a Petrobrás. 

O que se espera agora é que as informações já vazadas sejam confirmadas no inquérito da Polícia Federal, se os delegados fizerem o trabalho de delegados e não de cabos eleitorais de distintivo.

O que se quer é que todos sejam imediatamente julgados pelo STF ou fujam logo de seus mandatos para serem processados em primeira instância, como fizeram os acusados Eduardo Azeredo e Clésio Andrade, mensaleiros amigos de Aécio Neves.

Quando os nomes ligados a Aécio nas eleições de 2014 e que constam da delação premiada forem qualificados como parte do esquema, Aécio terá uma organização criminosa para chamar de sua.

No PP, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ), ao que consta, um dos citados na delação, organizou o apoio de todo o Diretório do Partido Progressista do Rio de Janeiro ao presidenciável tucano.

Outro citado, João Pizzolatti, presidente do PP de Santa Catarina, articulou o apoio desse diretório a Aécio e ao chapão em aliança com o PSDB no estado, incluindo o apoio à candidatura do tucano Paulo Bauer, a governador, e de Paulo Bornhausen ao Senado, pelo PSB - também apoiador de Aécio.

Mesmo no PMDB, muitos dos nomes citados estiveram oficialmente associados à oposição, como o atual presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o senador Romero Jucá, de Roraima, e o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A recomendação ética de Aécio aos membros prediletos dessa que acusa de ser uma organização criminosa foi: "suguem mais um pouquinho e depois venham para o nosso lado".

A consequência da baixaria do senador e presidente do PSDB é que ele próprio, ao nivelar por baixo o debate político, ao invés de agir como líder da oposição, incorporou o discurso e vestiu a camisa de chefe de um bando desqualificado de extrema direita que pretende levar a disputa política para as vias de fato.

A partir de agora, Aécio torna-se responsável direto por qualquer ato que fuja do controle do processo democrático e revele a face não apenas golpista e autoritária, mas violenta desse bando.

O que se viu nas galerias do Congresso (terça, dia 2) é apenas o começo de algo que, na República, sempre teve um fim triste e personagens obtusos. 

Aécio acaba de entrar para a essa galeria de personagens obtusos."

 Antonio Lassance é cientista político. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vargas, Jango, Lula e Dilma

Sempre que presidentes brasileiros tomaram medidas em favor dos trabalhadores, houve implacável reação golpista. Essa prática se repete hoje.


Arquivo

  Sempre que presidentes brasileiros tomaram medidas em favor dos trabalhadores, houve  implacável reação golpista. Na Era Vargas, criadas a CLT, a Petrobrás, a CSN, o salário mínimo, a licença maternidade e o voto feminino, a oligarquia nativa, estimulada pelo imperialismo, chegou até a pegar em armas contra o governo, como na Rebelião Paulista de 32, que Lula, corretamente, apelidou de Contrarrevolução. Foi o período de maiores avanços na industrialização, na educação, nos direitos sociais e trabalhistas com a expansão do estado, sempre enfrentando ruidosa e colonizada oposição conservadora. 
 
Para se ter uma ideia do grau de delírio oposicionista, no mesmo dia em que Vargas assinava decreto criando a Petrobrás, o jornal "O Estado de São Paulo" , publicou editorial criando o que chamou de loucura de Vargas por criar uma empresa petroleira estatal onde sabidamente, dizia, não há petróleo. Com o Brasil transformando-se num grande país petroleiro,  o jornalão da oligarquia paulista deveria pedir desculpas ao povo brasileiro, por tamanha desinformação histórica!


Mas, Vargas foi além e também a comunicação e na cultura, adotando medidas estruturantes, seja quando  nacionalizou a Rádio Nacional e criou a Rádio Mauá, com os  sindicatos na gestão da emissora, seja ao criar o Instituto Nacional de Cinema Educativo, com os geniais  Roquete Pinto Humberto Mauro no comando, e, também o Instituto Nacional de Música, com Villa-Lobos a presidi-lo. O império e as oligarquias nativas não perdoaram tanta independência e audácia de Vargas. O golpe de 54 foi trágico: Vargas preferiu a morte, mesmo tendo majoritário apoio popular e até condições para derrota-lo. Porém, descartou a resistência, inclusive armada, conforme sugerida por Tancredo Neves, um de seus ministros.

O Presidente Jango, que quando Ministro do Trabalho de Vargas havia aumentado o salário mínimo em 100 por cento, repetiu o gesto, para desespero das oligarquias. Foi além: aproximou o Brasil da China e da URSS, lançou as Reformas de Base, iniciou a alfabetização em massa, com Paulo Freire. O Presidente dos EUA, Kennedy, que alguns ainda acham um democrata, organizou o golpe para depor Jango, só desferido em 1964, com os EUa já sob o comando de Lyndon Johnson.  Apesar de uma popularidade de 73 por cento, o governo Jango sequer cogitou a resistência, tal como aquela heróica que Brizola, em 1961, havia organizado, a partir do Rio Grande do Sul, formando uma rede de rádios em Defesa da Legalidade e a distribuindo armas ao povo organizado e mobilizado, provando ser possível derrotar o golpismo.

O Presidente Lula, quando ameaçado de impeachment, disse: “Não vou me suicidar como Vargas, não vou renunciar como Jânio e não vou sair do país como Jango. Vou convocar os trabalhadores e defender o mandato que o povo me deu pelo voto”. FHC entendeu o recado e desmobilizou a tese do impeachment. Frase atualíssima para  Dilma, novo  alvo de ações golpistas ou desestabilizadoras. Há ingerências externas para desestabilizar o país, há  inequívoca campanha contra a Petrobras, visando paralisar produtivamente o Brasil, bem como a integração econômica latino-americana, bloqueando empresas brasileiras que agem coordenadamente com os Estados da região.
 
Diante deste quadro complexo e grave, espanta constatar que  o PT ainda não organizou sua mídia própria, e que sequer montou  um jornal de massas, para o que não é necessário mexer na Constituição. Formar um jornal popular, de ampla circulação - como fez Vargas, com a Última Hora, como fizeram Chávez, Evo, Cristina e Correa - é uma necessidade inadiável,  para ter capacidade de  informar e organizar o povo brasileiro numa  nova Campanha em Defesa da Legalidade, o  que será dramaticamente imperativo no próximo período.
Créditos da foto: Arquivo, do : http://cartamaior.com.br/?%2FEditoria%2FPolitica%2FVargas-Jango-Lula-e-Dilma%0A%2F4%2F32352

A realidade sórdida do mercado: loucura, violência e poluição

chris devers / Flickr

Na Alemanha, as doenças mentais tornaram-se a principal causa de aposentadoria precoce, no Brasil, notificações por doenças mentais cresceram 1324%.


Por Najar Tubino, via Carta Maior

As consequências do sistema econômico custam vidas, lesões fatais, traumas em famílias em todo o mundo. Não importa se é uma economia rica e desenvolvida, como o caso da União Europeia, onde em cada grupo de quatro cidadãos um tem algum distúrbio mental. Ou que a cada nove minutos ocorra um suicídio – 58 mil conforme os dados oficiais ainda do final da década passada. No Brasil em 2013, foram registradas 53.646 mortes violentas- uma a cada 13 minutos - a maioria de jovens da periferia das regiões metropolitanas. Uma pesquisa do Ministério da Saúde apontou a morte de 1.118.651 pessoas entre 1991 e 2000 – mais de 309 homicídios, 62.800 suicídios e 309.212 mortes por acidentes e violência no trânsito. A Organização Mundial de Saúde estima que sete milhões de pessoas morreram em consequência da poluição atmosférica e por poluição domiciliar .
 
Em São Paulo morreram 99.084 entre os anos de 2006-2011, conforme pesquisa do Instituto de Sustentabilidade e Saúde, dirigido pelo pesquisador da USP, Paulo Saldiva. Desde o ano passado o ar contaminado e o poluente material particulado passaram a ser consideradas causas ambientais de mortes por câncer – de pulmão, na sua maioria. No Rio de Janeiro ocorreram 36.194 mortes no mesmo período. Somadas as duas frotas de veículos das maiores capitais brasileiras – SP e RJ – o total ultrapassa 10 milhões de veículos. A poluição causa doenças no sistema cardiovascular e pulmonar, e embora o Brasil tenha um programa de monitoramento do ar há 25 anos, apenas 1,7% dos municípios mantém estações de monitoramento. Em São Paulo existem 86, no Rio de Janeiro 80 e no Rio Grande do Sul 20, são os estados mais avançados nesta questão.
 
Dois milhões de mortes por acidentes de trabalho
 
A professora e juíza do trabalho Martha Furtado de Mendonça Schmitt, de Belo Horizonte, elaborou uma pesquisa sobre o trabalho e saúde mental na visão da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
 
"Os acidentes fatais no mundo causaram a morte de dois milhões de trabalhadores e os não fatais atingiram 330 milhões. As doenças relacionadas ao trabalho atingem 100 milhões de trabalhadores no mundo. O custo atual dos acidentes e doenças relacionadas ao trabalho é equiparado a 4% do PIB mundial. Os maiores problemas de saúde relacionados foram o estresse e as disfunções músculo-esqueléticas", registra a pesquisadora.
 
Martha Schmitt também aponta para o número crescente de casos de Karoshi – palavra japonesa que significa morte por excesso de trabalho – no país asiático, tendo por causas a tensão, alta demanda e excesso de obrigação em acatar ordens. Na Alemanha os casos de faltas ao trabalho por transtornos mentais dobrou nos últimos anos. Desde 1995, as doenças mentais tornaram-se a principal causa de aposentadoria precoce – a percentagem dobrou a partir de 1980. Já no Reino Unido o Departamento de Trabalho e Aposentadoria Inglês aponta as doenças mentais e os distúrbios comportamentais como os responsáveis pelo maior gasto do setor - que junto com as doenças relacionadas ao sistema nervoso são a causa da metade das despesas com os benefícios por incapacidade, num total de 3,9 bilhões de libras. Em março de 2010, a Organização Internacional do Trabalho atualizou a Recomendação 194, incluindo as desordens mentais e comportamentais. No Brasil, ainda citando a pesquisadora mineira, em 2007 foram registrados 653.090 acidentes e doenças do trabalho. As notificações por doenças mentais cresceram 1324%, em segundo lugar as doenças osteomusculares registraram crescimento de 893%.
 
Na Europa custa de 3 a 4% do PIB
 
A União Europeia firmou um Pacto pela Saúde Mental em 2008, com metas para todos os estados membros, em consequência das “incidências significativas sobre os sistemas econômico, social, educativo, penal e judicial”, além disso a “estigmatização, a discriminação e o desrespeito aos direitos e a dignidade a pessoa doente continua a ser uma realidade, que se opõe aos valores europeus fundamentais”. A doença mental custa a União Europeia de 3 a 4% do PIB, sobretudo através da perda de produtividade. Ou seja, além da falta ao trabalho, as doenças mentais são uma das principais causas de aposentadoria e pensões por invalidez. Em 2014, o Parlamento Europeu decretou o “Ano Europeu do Cérebro e das Doenças Mentais”.
 
Na China, onde os migrantes deixam suas famílias para trabalhar nas fábricas dos centros industriais, os filhos “deixados para trás”, sofrem de ansiedade e depressão, um índice que atinge 15% das crianças, segundo Zheng Yi, presidente da Sociedade Chinesa de Psiquiatria da Criança e do Adolescente. A depressão já é considerada um problema de saúde pública pela Organização Mundial de Saúde e atinge 400 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos o problema tem um contorno mais complicado porque envolve diretamente a indústria farmacêutica. Os psiquiatras que elaboram o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), considerado uma referência não somente nos EUA, mas para outros países, são comprovadamente ligados à indústria. E tem aumentado o número de doenças de uma maneira absurda.
 
Experimento nocivo
 
A questão se tornou tão grave que o Instituto Nacional de Saúde Mental (NHI) decidiu excluir de financiamento as pesquisas que se baseiam nas categorias do guia. O psiquiatra Allen Frances, autor do livro “Saving Normal” – Salvando os normais -, que participou da elaboração do guia, denunciou a dobradinha médico-indústria:
 
"Estamos transformando os problemas diários em transtornos mentais e tratando-os com comprimidos... parte do problema é que o sistema de diagnóstico é muito frouxo... mas o principal problema é que a indústria farmacêutica vende doenças e tenta convencer os indivíduos de que precisam de remédios. Eles gastam bilhões de dólares em publicidade enganosa para vender doenças psiquiátricas e empurrar medicamentos”, disse ele em uma entrevista.
 
O transtorno do momento é o de déficit de atenção e de hiperatividade. Num mundo digital, onde as crianças já viram celebridades na internet, desde que saem da barriga da mãe e são fotografadas diariamente, logo em seguida, ganham o seu primeiro celular, é inevitável que o sistema nervoso acelere. O inconveniente da agitação é tratado com remédio, e os Estados Unidos são campeões na produção e consumo da Ritalina, o medicamento indicado para estes casos – são 38 toneladas produzidas e 34 consumidas.
 
Diz o psiquiatra Allen Frances : “o TDHA ocorre em 3% das crianças, mas é diagnosticado em 11% e, ridiculamente, em 20% dos adolescentes homens. Nós estamos fazendo um vasto e descontrolado experimento em nossas crianças, banhando seus cérebros imaturos com produtos químicos fortes sem saber seus efeitos de longo prazo”.
 
Morrendo à míngua
 
No Brasil, o Ministério da Saúde considera que 3% da população apresentam transtornos mentais severos e persistentes, mas de 9 a 12% - ou seja, até 15% da população -, em todas as faixas etárias apresentam transtornos mentais leves e necessitam de cuidados eventuais. Também registra a dependência de álcool entre os 12 e 65 anos em 9 a 11% da população.
 
No momento em que os burocratas da diplomacia mundial começam a reunião preparatória para a próxima Conferência do Clima em Lima - a COP ocorrerá em 2015 na capital da França - é fundamental ter em conta o seguinte: a população mundial tem problemas gravíssimos no seu cotidiano, como consequência do sistema econômico, que só aumenta a concentração de renda na mão de uma elite cada vez menor, e deixa a grande maioria numa corrida sórdida por sobrevivência. E, no dia a dia, vai perdendo a batalha econômica, para uma elite que não quer saber se as condições de vida no Planeta estão piorando, o que significa que vai piorar ainda mais a vida de milhões de pessoas. Muito antes dos governantes se dignarem a traçar metas de mudanças no sistema econômico, onde somente o poder financeiro comanda, ou muito mais difícil, definirem metas de redução de consumo de petróleo, que significa reduzir frotas de veículos e mudar os sistemas de transporte no mundo – além é claro de acabar com o poder das petrolíferas e as ligações do mercado com a elite árabe - milhões de trabalhadores continuarão morrendo à míngua, doentes, enlouquecidos, e pior, se considerando culpados.
http://blogdoitarcio.blogspot.com.br/2014/12/a-realidade-sordida-do-mercado-loucura.html

O golpismo, escancarado


O "povo" arregimentado pela oposição invade o Congresso
(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
A invasão do Congresso por cerca de 30 bate-paus profissionais a soldo de partidos oposicionistas é mais um episódio do golpe de Estado que está em curso no Brasil, visando defenestrar do Palácio do Planalto a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente reeleita com mais de 53 milhões de votos, e promover o desaparecimento da vida política nacional do Partido dos Trabalhadores.
O golpe se dá em várias frentes: a extrema-direita faz badernas nas ruas e, agora, no Parlamento; o Judiciário criminaliza sempre que possível as ações do PT e da Presidência; a Polícia Federal investiga e prende apenas quem é da base política do governo; a imprensa pinta um cenário de caos econômico e social no país.

O filme a que o Brasil assiste é velho, tem roteiro batido, não passa de um déjà vu.
Teve um fim feliz para seus realizadores em algumas ocasiões, a última das quais empurrou o Brasil para uma noite de trevas que durou 20 anos - o momento mais tenebroso da nossa história.
Desta feita, como a eleição presidencial não ocorreu, por falta de votos, como se esperava para as forças reacionárias, esses agentes do que mais sórdido, atrasado e cruel existe no capitalismo internacional, se lançam numa aventura do estilo "tudo ou nada". 
Aécio e seus companheiros, é óbvio, são apenas os fantoches, os mamulengos movimentados por mãos de dedos longuíssimos, extremamente fortes e com a incrível capacidade de quase sempre escamotear suas impressões, sua identidade - embora, cá entre nós, ela seja facilmente reconhecida...
A presidenta Dilma Rousseff toma posse em menos de um mês.
O Congresso entra em férias antes disso.
As festas de fim de ano já estão aí, com todo o seu apelo sentimental e consumista.
Os golpistas, porém, não vão parar o seu trabalho.
2015 não será um feliz ano novo.
Será, sim, um ano de muita dificuldade para aqueles que sonham em construir um país mais justo e menos desigual.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/12/o-golpismo-escancarado.html#more

A geração das selfies


, DCM

"Funcionava mais ou menos assim: seus pais diziam que estava errado, você colocava na balança, usava o filtro da razão, e formava a sua opinião. Mas você sempre ouvia.

Quando a sua avó dizia que chá de boldo servia pra dor de barriga, você não pesquisava no Google pra ver o embasamento científico daquilo – até porque, na época a qual me refiro, não havia Google. Você bebia o chá de boldo pra ver se funcionava.

E não se tratava de ignorância, síndrome da tia velha ou nada parecido. Era respeito à experiência de vida do outro. Era o cultivo da arte de saber ouvir. Era a ideia de que o outro sempre tem algo pra te ensinar, e que tuas verdades nunca são absolutas.

Hoje, na geração das selfies, likes e seguidores, a coisa tá diferente. Todas as pessoas são absolutas e autossuficientes porque seus posts têm não-sei-quantos likes. Porque entendem sobre um monte de coisas que pesquisaram no Google.

Hoje, quem viu um documentário sobre ditadura militar acha que pode falar de igual pra igual com quem viveu a ditadura militar. O jovem lê o “Manifesto Comunista” e já se considera absoluto entendedor da obra de Karl Marx. Fazem download de meia dúzia de discos na internet e já se consideram grandes críticos musicais.

Toda sabedoria emanada da experiência de vida é careta e absolutamente duvidosa se o Google diz o contrário. Receitas de avó são ignoradas porque não são comprovadas cientificamente.

Criamos um exército de pessoas que sabem absolutamente tudo sobre qualquer coisa. Que estão tão cegas em serem vistas, e admiradas, e ouvidas, e seguidas, e likadas, que deixam de ouvir, de absorver, de crescer.

Estão tão concentradas na própria sabedoria – insuficiente, na maioria das vezes – que ignoram a sabedoria presente em cada coisa à sua volta. Que gastam um monte de minutos de suas vidas tirando selfies enquanto há um mundo inteiro e belíssimo a ser admirado, visto, fotografado. Mas o eu grita alto.

Quando desviamos o foco de nós mesmos, nos abstemos de ser reis de nossas próprias verdades e aprendemos a ouvir o outro, tornamo-nos cada vez mais conscientes do nosso papel no mundo.

Quando nos permitimos enxergar as coisas sob outro ponto de vista – o ponto de vista de outra pessoa – e valorizamos as lições que cada ser humano tem para nos ensinar, ganhamos muito mais do que alguma maturidade: cultivamos a humildade sensata que é a grande propulsora de nosso crescimento pessoal.

Quando tiramos a venda do excesso de autoconfiança e trocamos a inteligência descartável pela sabedoria da experiência, temos a oportunidade única de chegar onde de outro modo jamais chegaríamos: na melhor versão de nós mesmos."

Irreconhecível, Aécio insiste em linha dura


"Presidente do PSDB avança na radicalização; irritado com maioria governista no Congresso, para aprovação do fim do superávit primário, Aécio Neves defende baderneiros que derrubaram sessão de ontem com violência nas galerias; na véspera, chamou PT de "organização criminosa"; hoje, disse que a presidente Dilma cometeu crime de responsabilidade; discurso duro e estreito o penalizou na eleição presidencial; neto do conciliador Tancredo Neves, para alguns ele hoje parece outra pessoa: "Não estou reconhecendo o Aécio que sempre conheci", resumiu governador Cid Gomes; afinal, o que está acontecendo com Aécio?

Brasil 247

A radicalização não é a praia do presidente do PSDB, senador Aécio Neves. Pesquisa realizada pelo PMDB do Rio de Janeiro apurou que, logo após o debate televisivo em que o então presidenciável Aécio Neves dirigiu-se a presidente Dilma Rousseff como 'mentirosa' e 'leviana', o candidato tucano apresentava cerca de 400 mil votos a menos do que na véspera. Antes daquela reação, Aécio contava, segundo os organizadores da chapa Aezão, com 1,4 milhão de intenções de votos no Estado, mas fechou a jornada com cerca de 800 mil. Em outras palavras, o ataque direto a Dilma foi um péssimo negócio eleitoral para ele.

Dali para a frente, o certo é que Aécio deu de ombros para as pesquisas e não parou mais de bater. Em frases soltas, entrevistas, discursos e notas oficiais, ele passou a desenvolver uma estratégia de confronto que, para muitos, resvala no questionamento do próprio sistema democrático.

No fim da manhã desta quarta-feira 3, depois de aquiescer contra presença de baderneiros nas galerias do Congresso na véspera, Aécio ocupou o microfone de apartes para despejar nova carga de bílis sobre Dilma.

- Hoje a presidente coloca de cócoras o Congresso ao estabelecer que cada um aqui tem um preço. Fala-se em  748 mil reais. Essa é uma violência jamais vista nesta casa, disse o senador mineiro.

BADERNEIROS PAGOS - Sabe-se que há outra versão, mais plausível, para explicar a votação que estava em curso, sobre a derrubada da obrigatoriedade de feitura de superávit fiscal em 2014 e, em seguida, a liberação de emendas parlamentares com recursos no Orçamento. Numa atitude que pode ser dura, mas tem justificativa financeira, o governo resolveu condicionar a liberação de emendas a desobrigação do superávit. Afinal, com gastos extras estimados em quase meio bilhão de reais, como o governo poderá fazer o superávit?
Além da conta que não fecha, o carnaval que a oposição faz em torno da derrubada do superávit está em conflito com o que acontece no mundo. Entre os 20 países mais ricos do planeta, que compõe o G20, nada menos que 16 não tem a obrigação da fazer superávit. A alegação do governo é que a obrigatoriedade deixaria o Orçamento dentro de uma camisa de força e, para evitar essa situação, busca usar de sua maioria parlamentar, construída em eleições livres, para aprovar sua proposta.

Para Aécio, no entanto, o jogo de a maioria parlamentar aprovar matérias com as quais a minoria não concorda parece ter se tornado antidemocrática.

- Esta é a casa do povo, e o PT tem de aprender a conviver com o povo novamente nas galerias, insistiu Aécio, em nota divulgada pelo PSDB.

O senador preferiu desconhecer que há fortes suspeitas de que militantes políticos teriam sido pagos para, a partir das galerias, tumultuar a sessão. O que se sabe é que a balbúrdia impediu na noite da terça 2 a votação do projeto, enquanto hoje o parlamentares votaram, em maioria, para o exame e o voto da matéria sem acompanhamento do público.

- Escondidinho, definiu Aécio.

Mesmo que tenha justificativa na derrota eleitoral de outubro, a postura do senador e presidente do PSDB está espantando os meios políticos.

- Eu não estou reconhecendo o Aécio, resumiu o governador do Ceará, Cid Gomes, do PROS.

INCOERÊNCIA HISTÓRICA - Mais do que uma provocação, a estupefação de Cid também é de outros analistas. Historicamente, a partir da entrada na política pela mão de seu avô Tancredo Neves, Aécio sempre foi um político cordial e de diálogo. Como o avô, ele sempre marcou com nitidez as suas posições, mas nunca escolheu a radicalização. Em 1964, talvez na votação mais dramática do Congresso Nacional, o então deputado Tancredo Neves, do referencial PSD, votou contra a declaração de vacância da Presidência da República, o que abrir as portas do Congresso ao golpe militar. Nos anos seguintes, sempre pela oposição, Tancredo foi um batalhador pela volta da democracia, ainda que não saísse pelas ruas xingando os militares ou participando de ações de luta armada. Em 1983, de mãos dadas com colegas que haviam apoiado o regime militar, Tancredo reconduziu com sua candidatura o País à democracia, culminando uma trajetória de crença na política e ojeriza à violência. Aécio, então um jovem com pouco mais de 20 anos, o acompanhava.

- Em Minas, todos reconhecem Aécio como um herdeiro do que o PSD tinha de melhor, mas ele tem se comportado como um radical da UDN, analisa o deputado federal Leonardo Picciani, do PMDB fluminense, que fez campanha para Aécio em seu Estado. Não se tem notícia, até agora, de um gesto de agradecimento, por parte de Aécio, da mobilização feita em torno da chapa Aezão.

O nervosismo de Aécio pode estar ligado a dois fatores. Um deles está no STF. Caso o relator Gilmar Mendes, das contas eleitorais da presidente Dilma, as rejeite, Aécio acredita que poderá sair na liderança de um pedido de impeachment contra ela."

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sem o fim do financiamento privado de campanhas todo combate à corrupção vai fracassar

Costa na CPI: ninguém é santo

Por Paulo Nogueira, via DCM

Você quer combater de verdade a corrupção?

Então leve a sério a frase do delator Costa pronunciada hoje na CPI da Petrobras.“Isso aconteceu em todos os governos. Todos!”
“Isso” são os sistemas de propinas utilizados para irrigar políticos e partidos.
Você quer fingir que combate a sonegação?
Então faça o seguinte: finja que tudo de ruim aconteceu depois da chegada do PT ao poder.
Na primeira opção, você estará combatendo o bom combate. Na segunda, estará fazendo demagogia barata.
É isso, demagogia barata, que vem fazendo figuras como FHC, Aécio e Gilmar Mendes.
Eles não contribuem em nada para o avanço do país.
É o oposto disso que vêm fazendo figuras como Luciana Genro e Ivan Valente ao se bater pelo fim do financiamento de campanhas por empresas privadas.
Porque é aí que está a raiz da corrupção. É quando, para usar uma expressão recente do Nobel de Economia Paul Krugman, a plutocracia toma de assalto a democracia.
Ninguém dá dinheiro de graça. Seja para Aécio, seja para Dilma, seja para o Pastor Everaldo, seja para quem for.
É uma troca: eu dou dinheiro e depois você, caso ganhe, me retribui.
Dilma voltou a falar que é contra o financiamento privado de campanhas. Falta passar à ação, e o primeiro passo para isso é deixar isso claro de forma categórica em algo como um pronunciamento em rede nacional.
Mas que ninguém se iluda.
Está claro que reformas que conduzam ao avanço da sociedade só serão alcançadas com mobilizações nas ruas, como as Jornadas de Junho.
Se você deixar por conta dos Aécios, dos Eduardos Cunhas, dos Serras e dos Gilmares, passarão o céu e a terra — mas não passará o dinheiro bilionário que as grandes empresas dão a políticos para que atendam aos interesses delas, delas e ainda delas.

Justiça suíça teria documentos e extratos bancários que identificariam os mentores do 'Propinão da Bandidagem Tucana'



A justiça da Suíça detém documentos e extratos bancários do elo entre as empresas envolvidas no propinão tucano dos trens de São Paulo e as autoridades públicas nacionais que se beneficiaram da corrupção. Os documentos poderão ser compartilhados com uma delegação de promotores e procuradores brasileiros que viajou nesta segunda-feira para Berna.

Entre os citados está o consultor Arthur Teixeira, considerado um dos operadores do esquema de pagamentos de propinas nas licitações envolvendo os cartéis dos trens São Paulo, a Alstom e em obras públicas no Brasil. O objetivo da visita é identificar, com os novos documentos, eventuais funcionários públicos e mesmo políticos que tenham se beneficiado das propinas.

A Justiça da Suíça confirmou que dispõe de um "amplo material" em relação ao envolvimento da Alstom em contratos suspeitos no Brasil. Berna também deu indicações que está disposta a colaborar e, por isso, fez o convite aos brasileiros para que viajassem para a Suíça para debater de que forma essa consulta ocorreria.

Numa demonstração de que não existem problemas entre os dois países, a delegação conta com o procurador da República Rodrigo de Grandis, que chegou a sofrer um processo por suspeita de não ter atendido solicitação de cooperação da Suíça no caso Alstom, em 2011.

A esperança é de que, com seus extratos identificados, a Justiça no Brasil possa avançar na identificação de quem recebeu dinheiro e quem se beneficiou do cartel que, entre o final dos anos 1990 e 2008, ganhou contratos bilionários da CPTM) e do Metrô do Distrito Federal no governo José Roberto Arruda (DEM).

A suspeito é de que as contas de Teixeira no exterior fossem usadas como instrumento para o pagamento de propina a servidores e políticos. Numa das remessas, o consultor enviou US$ 250 mil à conta em Genebra em nome do ex-diretor da CPTM João Roberto Zaniboni. Em seu depoimento, ele alegou que o dinheiro era o pagamento de "serviços de consultoria".

Os promotores brasileiros querem dos suíços informações sobre os lobistas que teriam atuado como intermediários, emitindo notas falsas como empresas de consultoria. A suspeita é de que esses serviços prestados jamais existiram.

(Os Amigos do Presidente Lula)

Bancada de Cunha é o retrato da falência dos partidos


Eduardo Cunha
Ricardo Kotscho, Balaio do Kotscho

"Para que servem, afinal, os partidos políticos, que nos custam tão caro (verbas do fundo partidário, tempo de televisão, etc.) e não param de se multiplicar?

Se alguém ainda tinha alguma dúvida da inutilidade dos partidos políticos brasileiros, e de que jogamos dinheiro fora para sustenta-los, um evento solene marcado para as 18 horas desta quinta-feira, no Congresso Nacional, em Brasília, é emblemático da falência desta miríade de siglas, que hoje não querem dizer absolutamente nada.

Trata-se do lançamento oficial da candidatura do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atual líder do partido, à presidência da Câmara Federal. Embora o PMDB seja o principal aliado do PT e tenha o vice-presidente da República, Michel Temer, reeleito na chapa de Dilma Rousseff, Cunha notabilizou-se na atual legislatura como o mais combativo e agressivo adversário do governo federal.

Contra a vontade de Dilma e de Temer, este controvertido deputado carioca, que está indo para seu quarto mandato e começou na vida pública como integrante da tropa de choque de Fernando Collor, levado pelas mãos de PC Farias, nos anos 1990, lançou sua campanha já faz tempo, quebrando um acordo de revezamento na presidência celebrado pelos dois partidos em 2010.
Agora, era a vez do PT, que tem a maior bancada, indicar o candidato, mas Cunha não liga muito para estas coisas de acordos e programas partidários.
Afinal, ele tem a sua própria bancada, suprapartidária e independente. Dinheiro nunca foi problema para ele, desde que Collor o nomeou para a presidência da Telerj, a antiga empresa de telecomunicações do Rio de Janeiro.

Eduardo Cunha não esconde os métodos empregados para montar sua bancada particular, que reúne mais de 50 parlamentares fiéis, de diferentes partidos, um número que não para de crescer nestes dias de campanha pela presidência. "Este ano não tive dificuldade para captar. Até sobrou dinheiro na minha campanha", disse candidamente aos repórteres David Friedlander e Catia Seabra, da Folha de S. Paulo, após a campanha eleitoral de 2014. "Na maioria das vezes, são as empresas que me procuram. Até porque, tenho a mesma visão delas".

E não são empresas pequenas: Bradesco, BTG Pactual, Safra, Santander, Vale, Ambev e Coca-Cola estão na lista dos doadores que deram ao peemedebista um total declarado de R$ 6,8 milhões. Se sobrou dinheiro, como ele afirma, não é difícil imaginar como Cunha fez para ajudar nas campanhas de sua base suprapartidária, além de dar conselhos, é claro.

Enquanto isso, o ministro Gilmar Mendes continua dando vistas e não devolve o processo já aprovado pelo Supremo Tribunal Federal, por 6 votos a 1, que acaba com o financiamento privado de campanhas.

Sem estas doações desinteressadas, como Eduardo Cunha poderia montar sua bancada particular e surgir como franco favorito para assumir a presidência da Câmara nos próximos dois anos, desafiando os caciques do seu próprio partido? O deputado Gastão Vieira, do Maranhão, que já foi seu rival e recebeu a módica ajuda de R$ 300 mil para fazer campanha, só tem elogios a fazer à generosidade de Cunha: "Ele ajudou todo mundo", admitiu aos repórteres da Folha. Um dos doadores, executivo de grande empresa, revelou que Cunha lhe pediu ajuda para um grupo de 20 a 30 candidatos a deputado, em sua maioria do Nordeste, de Minas Gerais e do Rio.

Claro que esta turma toda de eleitores cativos de Cunha não pode nem ouvir falar em reforma política. Se está bom demais assim, para que mudar as regras do jogo?

Vamos que vamos."

Stephen Hawking: Inteligência artificial pode destruir a humanidade



Cientista diz temer que as máquinas de inteligência artificial evoluam a ritmo muito superior ao dos humanos
"Stephen Hawking, um dos mais proeminentes cientistas do mundo, disse à BBC que os esforços para criar máquinas pensantes é uma ameaça à existência humana.

 

"O desenvolvimento da inteligência artificial total poderia significar o fim da raça humana", afirmou.

Hawking fez a advertência ao responder uma pergunta sobre os avanços na tecnologia que ele próprio usa para se comunicar, a qual envolve uma forma básica de inteligência artificial.

O físico britânico, que sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma doença degenerativa, está usando um novo sistema desenvolvido pela empresa Intel para se comunicar.

Especialistas da empresa britânica Swiftkey também participaram da criação do sistema. Sua tecnologia, já empregada como um aplicativo para teclados de smartphones, "aprende" a forma como Hawking pensa e sugere palavras que ele pode querer usar em seguida.

Hawking diz que as formas primitivas de inteligência artificial desenvolvidas até agora têm se mostrado muito úteis, mas ele teme eventuais consequências de se criar máquinas que sejam equivalentes ou superiores aos humanos.

"(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente", afirmou. "Os humanos, limitados pela evolução biológica lenta, não conseguiriam competir e seriam desbancados."

'No comando'

Nem todos os cientistas, porém, compartilham da visão negativa de Hawking sobre a inteligência artificial.

"Acredito que continuaremos no comando da tecnologia por um período razoável de tempo, e o potencial dela de resolver muitos dos problemas globais será concretizado", opinou o especialista em inteligência artificial Rollo Carpenter, criador do Cleverbot, cujo software aprende a imitar conversas humanas com crescente eficácia.

Carpenter disse que ainda estamos longe de ter o conhecimento de computação ou de algoritmos necessário para alcançar a inteligência artificial plena, mas acredita que isso acontecerá nas próximas décadas.

"Não podemos saber exatamente o que acontecerá se uma máquina superar nossa inteligência, então não sabemos se ela nos ajudará para sempre ou se nos jogará para escanteio e nos destruirá", disse Carpenter, que apesar disso vê o cenário como otimismo por acreditar que a inteligência artificial será uma força positiva.

Ao mesmo tempo, Hawking não está sozinho em seu temor.

No curto prazo, há preocupação quanto à eliminação de milhões de postos de trabalho por conta de máquinas capazes de realizar tarefas humanas; mas líderes de empresas de alta tecnologia, como Elon Musk, da fabricante de foguetes espaciais Space X, acreditam que, a longo prazo, a inteligência artificial se torne "nossa maior ameaça existencial".

Voz

Na entrevista à BBC, Hawking também alertou para os perigos da internet, citando o argumento usado por centros de inteligência britânicos de que a rede estaria se tornando "um centro de comando para terroristas".

Mas o cientista se disse entusiasta de todas as tecnologias de comunicação e espera conseguir escrever com mais rapidez usando o seu novo sistema.
Um aspecto tecnológico que não mudou no sistema é a voz robotizada que externaliza os pensamentos de Hawking. Mas o cientista diz que não faz questão de ter uma voz que soe natural.

"(A voz robótica) se tornou minha marca registrada, e não a trocaria por uma mais natural com sotaque britânico", disse. "Ouvi dizer que crianças que precisam de vozes computadorizadas querem uma igual à minha."