terça-feira, 24 de julho de 2012

São Paulo sob estado de sítio


O Estado de São Paulo vive uma crise na segurança pública sem precedentes. O assassinato do publicitário Ricardo Prudente de Aquino pela Polícia Militar, semana passada, na capital, é apenas mais um episódio a manchar a atuação  de policiais sem nenhum preparo para o exercício de suas funções e de autoridades que, se fossem devidamente fiscalizadas, já estariam afastadas de seus cargos.
Os jornalões - até eles! - noticiam que a violência da PM paulista extrapola qualquer parâmetro civilizado - e que, infelizmente, só aumenta.
É como se aos policiais tivesse sido dada a incumbência de prender, julgar, sentenciar e executar qualquer um suspeito de qualquer crime. 
É a volta à barbárie, em pleno século 21, em pleno Estado de São Paulo, o mais rico da federação, o que pretende ser exemplo de um Brasil moderno, sofisticado, em linha com o Primeiro Mundo.
A Polícia Militar, essa excrescência da ditadura, precisa ser impedida de continuar com a sua política de extermínio de jovens pobres, geralmente negros, que há anos vem exercendo nas periferias das grandes cidades. 
Não é mais possível que toda a sociedade fique refém de policiais despreparados, violentos, cujo modus operandi é tão criminoso quanto o dos bandidos que dizem combater. 
Não é mais possível que toda a sociedade, a quem esses policiais deveriam servir, acabe sendo vítima de seus abusos e de sua prepotência.
Nenhum de nós, cidadãos comuns, que pagam seus impostos em dia, que obedecem as leis e tentam levar uma vida digna, tem culpa de o crime organizado ser tão forte em São Paulo - tão forte ao ponto de atemorizar uma força policial/militar de dezenas de milhares de integrantes.
Não fomos nós que deixamos o PCC se fortalecer, se espalhar, se transformar numa milícia bem armada e com capacidade para enfrentar e afrontar o Estado todo-poderoso.
A situação só chegou ao ponto que chegou, em que a facção criminosa combate ostensivamente a força policial, porque as autoridades responsáveis pela segurança pública, com a anuência do governador do Estado, falharam fragorosamente no seu trabalho, contando, é evidente, com a ajuda inestimável da tropa - desde soldados até oficiais.
À Polícia Civil também cabe grande parte desse descalabro - se a PM mata nas ruas, a Civil não fica atrás na violação dos mais elementares direitos humanos, com a prática revoltante da tortura "investigativa".
São todos responsáveis - jornalistas, radialistas, políticos, todos os que passaram anos e anos puxando o saco de sociopatas que, se São Paulo fosse mesmo esse paraíso de Primeiro Mundo que alguns procuram pintar, estariam mofando atrás das grades.
O fato é que a civilização está ainda muito distante das nossas terras. 
A cultura da violência e da impunidade se enraizou de tal modo entre nós que, por mais que se faça, muito tempo se passará até que ela mude para outra que contemple a Justiça, a tolerância e o respeito pela dignidade humana.
Enquanto isso, há pouco a fazer, a não ser denunciar essa situação de estado de sítio não oficial em que nos encontramos e esperar que o 7º Regimento de Cavalaria venha nos salvar dessa horda de bárbaros que nos cerca e nos asfixia. 

Mensalão: verdades e mentiras

Em junho de 2005, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) acusou o PT de “pagar mesada” a mais de 100 deputados da base aliada para que estes votassem a favor do governo no Congresso Nacional. Segundo ele, a “compra de votos” era feita com dinheiro público. Jefferson batizou o suposto esquema de “mensalão” e disse que o “cabeça” era o então ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu.
As denúncias de Jefferson jamais foram comprovadas. Nem ele, nem as três CPIs que trataram do assunto, nem o Ministério Público Federal, nem a Polícia Federal, nem as dezenas de investigações paralelas da imprensa e dos órgãos de fiscalização conseguiram reunir elementos que sustentassem as acusações.
Apesar disso, os adversários do PT (Folha, Veja, Demóstenes e cia.) mantiveram a farsa. E há sete anos repetem diariamente, a seus leitores e eleitores, que o “mensalão” existiu, que o PT é uma “organização criminosa”, que o governo Lula foi o “mais corrupto da história” e que José Dirceu era o “chefe da quadrilha”.
Contra a farsa, a mentira e a ficção, nossa arma mais poderosa são os fatos.
1. O PT pagou mesadas a parlamentares da base aliada.
MENTIRA
Fatos: O PT ajudou partidos aliados a quitar dívidas de campanha nos estados, relativas às eleições de 2002 e 2004. Em alguns casos, conforme assumido publicamente em entrevistas e depoimentos, a ajuda não foi declarada à Justiça Eleitoral. Nunca houve pagamentos mensais.
2. O dinheiro era para comprar votos de deputados da Câmara Federal.
MENTIRA
Fatos: Nem Roberto Jefferson, nem as investigações posteriores, nem a denúncia do Ministério Público ao STF conseguiram estabelecer ligações entre as datas dos depósitos bancários e as votações na Câmara. Pelo contrário: existem datas em que os saques coincidem com derrotas do governo em votações importantes.
3. Houve desvio de dinheiro público.
MENTIRA
Fatos: As transferências para que aliados quitassem dívidas de campanha, que a mídia chama de mensalão, não envolveram dinheiro público. O dinheiro veio de empréstimos feitos junto aos bancos privados Rural e BMG. Por absoluta inconsistência, a acusação de desvio de dinheiro público contra os principais nomes do processo, entre eles José Dirceu, já foi derrubada no STF.
4. Para “bancar o esquema”, o BMG recebeu benefícios do governo.
MENTIRA
Fatos: Todas as instituições de fiscalização e controle, entre elas o TCU (Tribunal de Contas da União), atestam que não houve qualquer favorecimento ao BMG.
5. O “mensalão” foi o “maior esquema de corrupção da história do Brasil”.
MENTIRA
Fatos: Não houve “mensalão” e não houve esquema de corrupção. Se houvesse, estaria longe de ser o maior da história. O livro A Privataria Tucana, lançado no final do ano passado, fala em falcatruas de bilhões de dólares ocorridas durante as privatizações do governo FHC. O livro está fartamente documentado e virou best-seller, apesar de a mídia e seus articulistas fazer de conta que o livro não existe.
No Tatianeps

Brasil cria 1 milhão de empregos com carteira assinada no primeiro semestre


“Em todo o governo Dilma, foram abertos 3 milhões de postos de trabalho

Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual

O mercado formal de trabalho manteve ritmo moderado em junho, abaixo dos dois anos anteriores, e criou 120.440 empregos, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No primeiro semestre, foram abertas 1.047.914 vagas com carteira assinada, elevação de 2,76% sobre o estoque de dezembro. Em 12 meses, a expansão é de 4,08%, com acréscimo de 1.527.299 postos de trabalho. Em todo o governo Dilma, de janeiro de 2011 a junho deste ano, foram criados 3.064.257 empregos, crescimento de 8,54%.

Os resultados de junho perdem para os de 2011 e 2010 (melhor ano da série histórica do Caged), e superam os de 2009, ano em que a crise atingiu mais fortemente o Brasil. Isso também se repete na comparação com o primeiro semestre. Nos últimos dois anos, foram criadas pouco mais de 1,4 milhão de vagas em cada período, acima deste ano (1 milhão de janeiro a junho). Mas o resultado de 2012 supera de longe o da primeira metade de 2009, quando a criação de empregos formais não chegou a 300 mil. O salário médio de admissão (R$ 1.002,64) ficou 5,9% acima de igual período de 2011.”

Segundo o ministério, o emprego formal no primeiro semestre cresceu em todos os setores de atividade econômica, com destaque – em números absolutos – para o setor de serviços (469.699 vagas, expansão de 3,05%). As maiores taxas de crescimento foram do setor agrícola (8,69%), que abriu 135.440 postos de trabalho, e da construção civil (7,13%), com 205.907. O comércio teve saldo de 56.122 vagas (0,66%). A indústria de transformação abriu 134.094 empregos (1,64%).
O saldo de junho é resultado de 1.732.327 admissões, o segundo maior total para o mês, e de 1.611.887 desligamentos, maior número para o período. A agricultura foi responsável por metade das vagas criadas (60.141, expansão de 3,71%), com destaque para o cultivo de café. O setor de serviços abriu 30.141 postos de trabalho (0,19%), e a indústria de transformação, apenas 9.968 (0,12%), resultado considerado "modesto" pelo próprio governo.
O total de empregos celetistas no Brasil chegou em junho a 38.759.504. Destes, 15,8 milhões estão no setor de serviços, 8,5 milhões no comércio, 8,3 milhões na indústria de transformação, 3 milhões na construção e 1,7 milhão na agropecuária.

Desespero na mídia amiga tucana: salário médio de admissão aumenta 5,9% no primeiro semestre de 2012


Agência Brasil

“O salário médio de admissão no primeiro semestre do ano supera em R$ 56 o valor pago no mesmo período de 2011 - já considerada a inflação, o que corresponde a ganho real de 5,9%. A informação é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgado hoje (20).

Nos primeiros seis meses do ano passado, os trabalhadores eram contratados com salário de aproximadamente R$ 946. No mesmo período de 2012, o salário passou para R$1.002. Os estados com os maiores ganhos salariais foram Acre (13,4%), Sergipe (9,9%) e Pará (9,1%), todos acima da média nacional. Por outro lado, o crescimento do salário admissional foi menor em Roraima (2,3%), Rondônia (4,1%) e Pernambuco (4,3%). São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal são as unidades da federação com os mais altos salários de admissão, entre R$ 1.141 e R$ 1.030 - os únicos estados em que ultrapassa R$ 1 mil. Em último lugar, ficou o salário pago na Paraíba, de R$ 768.”

domingo, 22 de julho de 2012

A ética. Um homem desperta num galpão abandonado e, confuso, descobre estar amarrado à cadeira. À sua frente, um desconhecido dá início a um estranho discurso sobre sua ética particular de trabalho até que a conversa assume um novo e tenso contexto. Assista o vídeo


A_ética from Pablo Villaça on Vimeo.


Elenco: Carlos Magno Ribeiro, Ílvio Amaral, Jota Dângelo.
Direção e roteiro: Pablo Villaça
Produção: Ioná Nogueira, Maurício Canguçu
Fotografia: Marco Aurélio Ribeiro
Montagem: Carlos Canela
Música: Felipe Fantoni, Márcio Brant
Figurinos: Ana Lima Souza
Assistente de Direção: Pedro Silveira
Assistente de Fotografia: Diogo Lisboa
Assistentes de Produção: Rafaella Fantauzzi, Euber Silva, Marcos China, Carlos Magno Ribeiro
Som Direto: Eduardo Teixeira
Design gráfico: Jeanne Oliveira
Still: Gabriel A. Karam
Continuísta: Pedro Silveira
Maquiagem: Freddy Mozart
Câmera: Marco Aurélio Ribeiro, Diogo Lisboa
Making of: Daniel Good God
Tradução: Bruno Carvalho

Corrupção, mensalão e eleição



Existem três tipos de corruptos.


1- o flagrado, filmado, gravado, testemunhado, documentado etc, 2 – o acusado, julgado e condenado sem nenhuma prova pela imprensa – seja pra vender mais jornal, seja para derrubar presidentes, e 3 – o corrupto desconhecido que, portanto, só vai nos interessar quando for descoberto.


Os 38 réus a serem julgados a partir de 2 de agosto pelo Supremo Tribunal Federal, foram reunidos num pacote de processos batizado de “mensalão” durante o festival pirotécnico de factóides promovido pela imprensa em 2005. Quem não se lembra que durante mais de 6 meses, acusações sem provas, palpitaria novelesca e uma enxurrada de sensacionalismo barato inundaram as páginas de todos os jornais, revistas e canais de TV acusando, julgando e condenando o governo Lula de cabo a rabo? Foi uma bola de neve sem pé nem cabeça que paralisou o governo, derrubou ministros e quase conduziu o país a um desastre institucional.


Nem impeachment, nem fracasso, Lula venceu, convenceu e manteve o projeto de governo avançando nas mãos de Dilma. 7 anos depois, num Brasil mudado para melhor, surgem muitos sinais da inconsistência do formato e conteúdo daquelas acusações.


O vídeo que detonou o festival de linchamentos batizado de “mensalão” em 2005, sabemos agora graças à CPI do Cachoeira, que foi produzido pelo bicheiro a pedido de Demóstenes Torres para incriminar José Dirceu, atingir o PT e dar um golpe de estado em Lula.


Hoje podemos acompanhar as sessões de uma CPI em nossos computadores. Até em nossos celulares! Qualquer um pode acessar o áudio de centenas de horas gravadas pela polícia federal envolvendo Cachoeira e Demóstenes. Gravações revelam a associação criminosa entre o bicheiro o editor da revista Veja!!! Só isso já merece uma CPI exclusiva! E que fosse corajosa, voltando no tempo até os acordos de concessão firmados entre a ditadura militar e Roberto Marinho na década de 60!


A cada dia que passa, a teoria do “mensalão” se sustenta menos. O Tribunal de Contas da União acaba de considerar regulares os contratos do Banco do Brasil com as agências de publicidade de Marcos Valério. Também ficou demonstrado que o PT fez empréstimos bancários legais para pagar dívidas de campanha. Suas e de outros partidos da base aliada. Essa decisão do TCU alivia o peso nas costas dos juízes do STF invalidando o argumento “desvio de dinheiro público” – que é um dos pilares da teoria do “mensalão”. Outro pilar – o de que havia periodicidade de pagamentos de acordo com votações a favor dos projetos do governo no congresso – nunca passou de uma fantasia. Ora, um governo eleito por uma coligação de partidos que formaram uma bancada aliada que recebeu cargos e ministérios, não precisaria pagar pelo apoio destes mesmos deputados. Não tem lógica!


Os réus do chamado “mensalão” respondem a diferentes acusações. Uns podem ser condenados ou parcialmente. Outros absolvidos ou parcialmente. Mas duvido que se prove o tal “esquema mensal”… que “desviava recursos públicos”, que era orquestrado por Lula, Genoíno ou Zé Dirceu … e que deixou algum deles rico. E é isso que interessa estabelecer de uma vez por todas.


Certamente os juízes do STF reconhecem, com seus botões, que este processo bizarro só encontra parâmetros na idade média quando bruxas ardiam em praça pública. Mais do que ao tal “mensalão e mensaleiros”, certo mesmo é que estarão julgando a si próprios. E à instituição que representam. Sucumbirá o Supremo à pressão do PiG, levando consigo nossa democracia ralo abaixo, direto ao esgoto? Pois se embarcarem no charlatanismo denuncista da grande imprensa melhor esquecermos de vez todas as conquistas pós regime militar e nos conformarmos em voltar a ser uma republiqueta de bananas, governada por uma elite estacionada na escravatura e sustentada por uma famiglia de mafiosos midiáticos.


Sabemos que o julgamento do mensalão será usado pelo PiG para defender os muros de São Paulo contra o que consideram um inimigo mortal: o PT. É somente disso que se trata. Impedir que Haddad seja eleito e, pior ainda, faça um bom governo. Impedir que o PT tome a cidadela e devolva a cidadania a 3/4 da população que o PSDB mantém enlatados em vagões de trem há duas décadas…



Segundo a última pesquisa Datafolha, 45% dos paulistanos não conhece Haddad. Dividem suas preferencias entre Serra e Russomano. É triste notar que um país continental como o nosso seja informado por essa imprensa podre e que um candidato da envergadura de Haddad – que ficou à frente de um ministério tão importante quanto o da Educação por 10 anos – não seja conhecido por 45% da população da maior cidade do Brasil. É triste admitir que Haddad depende da campanha obrigatória na TV pra se fazer ver. Um ministro que revolucionou a educação e promoveu a inserção de milhões de brasileiros pobres nas universidades.


Voltando ao tema “julgamentos”. Os inocentes do grupo dos “mensaleiros”, caso este seja o veredicto para alguns, serão justiçados, a mídia obrigada a retratar-se além de indenizá-los? É pedir muito? Você acha mesmo?


sábado, 21 de julho de 2012

Desvendada a farsa do escândalo do “mensalão”

PROCURADO

Retrato falado do autor intelectual do escândalo do "mensalão"


Especial da AAA (PressAA)

Em meio ao estardalhaço que a imprensa fazia sobre o escândalo do “mensalão”, em meados de 2005, Fernando Soares Campos escreveu crônica satírica intitulada “Os deuses de Absurdil”, publicada em 26 de junho daquele ano, no diário espanhol La Insígnia. Meses depois, em 3 de fevereiro de 2006, ele escreveu artigo publicado pelo mesmo periódico, tratando do escândalo que envolve políticos brasileiros de diversos partidos, com destaque para os tucanos: “O Dimasduto e os telejornais”.

Em ambos os textos, Fernando se esforça para elucidar o misterioso caso do “mensalão”, fazendo vir à luz as verdades que a mídia em geral escondeu.

Agora, o esforço “metafísico” do nosso autor ganha prova circunstancial, e sua tese começa a tomar forma no mundo real.

Recentemente, FHC e Alckmim foram obrigados a depor a favor de Roberto Jefferson.
Contra vontade própria, os dois caciques do PSDB foram depor na Justiça a favor do subserviente Jefferson, que, por sua vez, havia sido obrigado a delatar um suposto esquema de compra de votos no Congresso, por parte do governo Lula, o que ficou conhecido como escândalo do “mensalão”.


Roberto Jefferson, cassado, é corrupto mas não é trouxa, quer "limpar" o nome e voltar para a política eleitoral o mais breve possível. FHC está pagando o preço, foi obrigado a atender o próprio ex-subalterno.

04/06/2009 - 19h28

Mensalão: FHC e Alckmin depõem a favor de Roberto Jefferson


Rodolfo Torres


O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o ex-governador de São Paulo, atual secretário de Desenvolvimento daquele estado, Geraldo Alckmin (PSDB), depuseram nesta quinta-feira (4) na Justiça Federal paulista.


Eles foram ouvidos como testemunhas de defesa do ex-deputado e atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, no processo do mensalão (suposto pagamento mensal a parlamentares realizado pelo governo federal). O petebista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).


FHC e Alckmin foram ouvidos à portas fechadas pelo juiz Márcio Catapani e deixaram o prédio da Justiça sem falar com a imprensa.


Contudo, o advogado de Jefferson, Luiz Francisco Barbosa, explicou que os tucanos foram solicitados para “afastar a acusação no que diz respeito a suposto recebimento de dinheiro [por Jefferson] por causa da votação da reforma da Previdência”. A votação ocorreu em 2003 na Câmara.


Segundo o advogado, FHC e Alckmin confirmaram que Roberto Jefferson sempre atuou no Parlamento para realizar mudanças na previdência.


Para entender toda a trama, o leitor precisa acessar três matérias e ler atentamente:


Os deuses de Absurdil
http://www.lainsignia.org/2005/junio/cul_033.htm

O Dimasduto e os telejornais
http://www.lainsignia.org/2006/febrero/ibe_012.htm

e

Golpe de Estado em Andamento no Brasil: Revelações Estarrecedoras

Por Chico Nader, Morgana White e Alberto Salvador, com colaboradores.
JIBRA – Jornalistas Independentes do Brasil - LONDON UK

http://lists.indymedia.org/pipermail/cmi-ssa/2005-June/0607-s5.html

Se tiver paciência de ler tudo isso, pelo menos não mais se iludirá com o GOLPE DO MENSALÃO.
Nota da AAA - Agência Assaz Atroz (PressAA):
A oposição transformou um caso de Caixa-2, cujo esquema foi "testado e aprovado" no governo de Eduardo Azeredo (PMDB-MG), em "mensalão", suposto pagamento que o governo Lula estaria efetuando a parlamentares para votarem a favor de projetos oriundos do Palácio do Planalto.
PressAA

Atentado contra a Educação praticado pelo governo do tucano Alckmin

Milhões de livros comprados pela FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), da Secretaria de Educação do Estado de SP, impressos além da cota necessária, em vez de serem doados para estudantes e instituições públicas, são destruídos e vão para o lixo reciclado. Cláusula no contrato mercenário com gráficas impõe essa condição.


Ortiz teve chilique quando a TV o procurou para falar da FDE



O golpe é velho, mas funciona. O presidente da FDE, Bernardo Ortiz, teve chilique quando uma emissora de TV o procurou para falar sobre o pregão das mochilas da FDE.
Ortiz usou a desculpa que estava passando mal para suspender a entrevista com o canal de televisão sem remarcá-la.
A televisão em questão era a Rede Record.
O mesmo expediente foi usado por Ortiz quando era prefeito de Taubaté.
Para escapar da ordem de prisão emitida por um juiz da cidade, Ortiz passou mal quando viu o oficial de justiça na sua frente e foi se internar no antigo Hospital Santa Isabel.
Era a primeira vez que a Justiça mandava prender um prefeito taubateano no exercício do mandato.
A honra de ser o primeiro engaiolado ficou por conta do canastrão Roberto Peixoto.

Uso de bens públicos para beneficiar campanha do filho



Aquele ar de probidade exibida por Ortiz há mais de trinta anos nesta urbe nada mais é do que a máscara que esconde a verdadeira face do caudilho.
Bernardo Ortiz usa a FDE para tentar facilitar a caminhada do filho rumo ao Palácio do Bom Conselho.
Algumas pistas foram dadas na edição desta quinta-feira (19/07) do Diário de São Paulo.
O descaso com o dinheiro público praticado por Bernardo Ortiz é de fazer corar o prefeito canastrão.
Aqui, uma sequencia de fotos do desperdício do dinheiro público.
Milhões de livros escolares em depósito alugado pela FDE, depois vendidos para reciclagem a preço de banana
Caminhão da transportadora sendo carregado com milhões de livros comprados e desperdiçados pela FDE
Caminhão na Rodovia dos Bandeirantes, escoltado por viatura da FDE, levando livros para a recicladora de papéis
Empresa recebe livros comprados à FDE. Em seguida a esteira os transporta para serem picados e reciclados

Bernardo Ortiz usa bens da FDE para aparelhar entidades taubateanas que possam servir de trampolim para seu filho Junior cair sentado na cadeira de prefeito desta urbe.
Um desrespeito com outras entidades de Taubaté e do Estado de São Paulo e, pior, um grande desrespeito ao dinheiro do contribuinte paulista.
A desastrada atuação de Ortiz à frente da FDE preocupa a primeira-dama de São Paulo, Maria Lúcia Alckmin.
Em ofício ao secretário da Educação, Herman Jacobus Cornellis Voorwald, Lú Alckmin lembra que os bens inservíveis devem ser destinados ao Fundo Social de Solidariedade.
Elegante, a primeira-dama do Estado solicita que o decreto 27.163, de 10 de julho de 1987, seja cumprido pela Pasta da Educação e por seus órgãos vinculados.
No caso, leia-se Fundação para o Desenvolvimento da Educação, órgão vinculado à Secretaria da Educação.
O velho Bernardo ainda se julga acima das leis.
Usa e abusa da FDE. Beneficia entidades de Taubaté sem consultar ninguém.
Faz cortesia com chapéu alheio, com dinheiro do contribuinte paulista para beneficiar a candidatura de seus filho à Prefeitura de Taubaté.
Abaixo, o ofício de Lú Alckmin e o termo de permissão de uso de bens móveis da FDE para a Paróquia Nossa Senhora da Conceição, de Quiririm.
As igrejas evangélicas não merecem tratamento semelhante?

No Irani Lima 
Sintonia Fina via   Com Texto Livre          

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aloprados e aloprados

“Durante as investigações da Operação Monte Carlo, a Polícia Federal apreendeu um material que pode ser a pista para a compreensão de uma dos mais estranhos episódios da história política recente. Trata-se de gravações de uma conversa entre o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e o jornalista Mino Pedrosa, ex-repórter da Isto É e hoje autor do site QuidNovi, sobre o chamado “escândalo dos aloprados”, como ficou conhecida a suposta tentativa de compra de um dossiê contra o então candidato a governador de São Paulo José Serra (PSDB) em 2006.

O dinheiro apreendido pela PF para comprar o dossiê anti-tucano
Curiosamente, o material foi apreendido na casa de Adriano Aprígio de Souza, ex-cunhado do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Souza foi preso em julho pela PF, na esteira das investigações sobre o grupo. Ao analisar o material, a PF encontrou o grampo de uma conversa ocorrida em 2006 entre Dadá e Mino Pedrosa no qual o jornalista dizia ter informações sobre como o dossiê foi negociado. Dadá é apontado pela PF como araponga do grupo de Cachoeira.

O escândalo, que tumultuou as eleições daquele ano, eclodiu após um assessor da campanha de Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo paulista, ser pego ao entrar num hotel em São Paulo para supostamente comprar informações contra o adversário tucano. O material conteria documentos que ligariam o ex-ministro da Saúde à chamada máfia dos sanguessugas, como ficou conhecido o grupo investigado por desviar recursos da saúde.

Na conversa, possivelmente gravada por Dadá, Mino Pedrosa e o araponga conversam sobre as origens do escândalo dos aloprados. O jornalista revela que o dossiê havia sido confeccionado por Luiz Antonio Trevisan Vedoin, pivô dos sanguessugas, e oferecido aos petistas. No entanto, quando a negociação avançou, o mesmo Vedoin entrou em contato com um emissário da campanha José Serra – que teria acionado a Polícia Federal. O plano de Vedoin era criar um fato político contra o PT durante a eleição.

Diálogo gravado por araponga e apreendido pela PF

Em seguida, Mino Pedrosa diz ter em mãos informações que poderiam ser a “bala de prata” para “matar o Barbudo”, numa clara referência ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, postulante à reeleição. O jornalista afirma ter informações de que a proximidade de Lula com seu ex-assessor pessoal Freud Godoy, suspeito de participação na compra do dossiê, poderia mudar os rumos da eleição de 2006.

Para comprovar as suspeitas, Pedrosa pede a Dadá que obtenha clandestinamente os documentos junto ao Coaf e à Receita Federal sobre movimentações financeiras de Lula para confirmar as suspeitas.

O episódio mostra como o grupo de Cachoeira agia para alimentar informações para tumultuar o ambiente político – e que nem mesmo o presidente estava imune a ação dos arapongas. Leia estas e outras revelções na edição desta semana de CartaCapital, nas bancas a partir desta sexta-feira 20.”

O novo "líder" da oposição quer adiar o julgamento do 'mensalão?'


Com o barulho das sirenes dos carros da polícia ficando mais forte às proximidades do covil dos larápios tucanos, dando a entender que Serra e Perillo estão mais perto da cadeia e prestes a ficar à margem da política, a oposição agarra-se a Roberto Jefferson como tábua de salvação, delegando-o o papel de principal protagonista de uma farsa a ser encenada no tribunal, evidentemente com grande repercussão no PIG, cujo enredo novelesco traz a "revelação sensacional" de que não mais Zé Dirceu foi o operador do tal 'mensalão', mas, Lula.
Claro que esse ardil do petebista, em usar algo alheio ao processo e vindo à tona somente sete anos após o surgimento do caso, visa mais repercussão política, por exemplo, tentar neutralizar a influência de Lula nas campanhas petistas e de aliados, principalmente na cidade de São Paulo, do que jurídica, pois Jefferson reiteradas vezes disse publicamente que Lula nada tinha a ver com o episódio, que não houve 'mensalão, enfim,tudo o que diz agora, inclusive o encontro com Arlindo Chinaglia, é o desdizer do que até então havia declarado.
Tal situação, para os tucanos, é o prato que faltava no cardápio do diversionismo à medida que vai ficando mais claro que o grande escândalo das páginas piguentas(vide post anterior) não foi confirmado pelos fatos, então, produz-se outros escândalos retóricos para mitigar o desgaste anunciado. E, para Jefferson, pode significar a improvável possibilidade de adiamento de seu julgamento, sob a alegação do surgimento de algo novo, repita-se, alheio ao que está sendo julgado, porém, não menos importante, na avaliação de sua defesa.
Assim, teríamos a possibilidade do adiamento da sentença e a consequente manutenção do desgaste petista, via PIG, até o final dessas eleições com resultados altamente favoráveis à oposição, fortalecendo-a para 2014. é bizarro, é grotesco. Mas, bastante coerente para quem já teve Demóstenes Torres como paladino de sua moralidade, Carlos Cachoeira como seu empresário padrão, além de Serra e Perillo como modelos de administradores da coisa pública. Credo!
http://nailharga.blogspot.com.br/2012/07/o-novo-lider-da-oposicao-quer-adiar-o.html