Este tipo de argumentação explica porque "a nova esquerda", como o PSOL, andou a reboque dos setores chamados eufemisticamente de "oposição ao governo Lula", ou seja, dá para entender que uma militante da suposta "nova esquerda" como a ex-senadora Heloísa Helena subia à tribuna do senado para se juntar aos ataques de senadores do PSDB e Dem, desde 2005. Quer dizer então que para ser "verdadeiramente" de esquerda é preciso ser contra o Estado forte? Que seria de nós, em 2008, se o Brasil sob a administração do presidente Lula não estivesse fortalecendo as políticas econômicas de Estado face ao desafio de enfrentar anti-ciclicamente os efeitos da crise financeiras mundial surgida nos EUA e Europa?
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tréplica
A seguir apresento o comentário do leitor Eugênio, publicado no Contramaré de 07/03, em relação ao artigo de Ricardo Musse intitulado "Por que a velha esquerda se ilude com Kadafi?".
País do Carnaval
Carnaval bom é o do Rio, o de Salvador, o de Recife/Olinda. O resto não existe, segundo o estereótipo disseminado pelos meios de comunicação.
Tucanos safados foram pedir a bênção a Bush
Eleições 2006: Oposição manteve maior contato com diplomatas dos Eua

Além dos secretários paulistas Andrea Matarazzo (06SAOPAULO676) e Fernando Braga (06SAOPAULO935), estão figuras ilustres entre Tasso Jereissati (06BRASILIA1837), Aloysio Nunes (06SAOPAULO400), Sérgio Guerra (06SAOPAULO1963) e o então recém-eleito governador de São Paulo, José Serra com o próprio embaixador americano Clifford Sobel (06SAOPAULO1131).
Não é tão simples, Clóvis Rossi
Não é de hoje que o colunista da Folha de São Paulo Clóvis Rossi se dedica a vender um artigo de difícil aceitação. Só no Brasil, por exemplo, diria que mais de oitenta por cento da população não compra, mesmo com todo o seu esforço de venda.
O produto de Rossi vem com vício de origem e contaminado por relações de cama e mesa com seus produtores, os que viram sua aceitação pelo eleitorado despencar ao ponto de o sistema de pesos e contrapesos da democracia ficar ameaçado por falta de representação parlamentar da oposição no Congresso nacional.
Rossi vende que o governo Lula não foi tão bom assim. Não é de alentar a alma que alguém se empenhe em mostrar que a sensação de bem-estar que se espalhou pelos quatro cantos do país é ilusão? Antes, ao fim do governo anterior ao do petista, a imprensa se esforçava para vender que o governo não era tão ruim…
Abaixo, uma amostra grátis do produto estragado. Em seguida, o blog oferece antídoto ao veneno que o colunista em tela envolveu em papel celofane cheio de tucaninhos desenhados.
—–
Nunca antes? Nada disso
Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo, 6 de março de 2011
Reinaldo Gonçalves é professor titular de economia internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos raros acadêmicos de esquerda que não se deixou cooptar por uma boquinha no governo ou até por menos, como um convite para jantar com os poderosos de turno.
Fez o que deve ser o papel do intelectual: mergulhou nos dados do IBGE e do Fundo Monetário Internacional para desafiar a propaganda governamental sobre as incríveis façanhas do governo Lula.
Montou tabelas que mostram o seguinte, em resumo apertado:
1 – Os 4% de crescimento médio do governo Lula colocam-no apenas em 19º no campeonato nacional de progresso econômico, entre os 29 presidentes desde a proclamação da República.
Perde, por exemplo, para Itamar Franco e José Sarney.
2 – Quando começou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Quando terminou o governo Lula, o Brasil representava 2,9% do PIB mundial. Portanto, estagnou na competição global. E ficou longe dos 3,91% de 1980.
3 – Em matéria de variação comparativa do PIB, no período 2003/ 2010, o Brasil fica em humilhante 96º lugar, entre 181 países. Está no meio da tabela e abaixo até da média mundial de crescimento, que foi, no período, de 4,4%.
4 – Em matéria de renda per capita, a do Brasil evoluiu de US$ 7.547 para US$ 10.894, entre 2003 e 2010. Mas a sua posição no ranking mundial só piorou. Estávamos em 66º lugar e caímos para 71º.
Só para cutucar o cotovelo dos “argentinofóbicos”, a renda per capital da Argentina é cerca de 50% maior que a do Brasil, com seus US$15.064. E ela melhorou, do 61º lugar para o 51º.
Não quer dizer com toda a numeralha que o governo Lula foi um desastre. Ao contrário. Mas tampouco foi o milagre que a sua propaganda apregoa. Simples assim.
—–
Se você, leitor, não deu um tiro na cabeça após ler isso, aqui vai uma outra versão da história. A obra do governo anterior que, segundo Rossi, tornou tão suscetível à propaganda “enganosa” a esmagadora maioria do povo brasileiro – em todas as classes sociais, faixas etárias, níveis de instrução e regiões do país – não é mensurável pelo crescimento da economia, mas pelo bem-estar e pela ascensão social.
Dentre os países citados por Rossi, que apelou para a comparação com outros países que cresceram mais e com governos brasileiros anteriores – mas evitando, por precaução, o governo imediatamente anterior ao de Lula -, há que fazer algumas perguntas:
1 – Quantos deles tiraram quase três dezenas de milhões de cidadãos da pobreza em oito anos?
2 – Quantos desses países deixaram, em poucos anos, de ser devedores do FMI e da banca internacional para se tornarem credores?
3 – Quantos desses países ganharam a expressão internacional que ganhou o nosso , como fica claro na notícia da BBC Brasil que está sendo veiculada dando conta de que o Brasil é o país que mais ganhou popularidade no último ano?
Poderia citar muito mais, mas chega. Até porque, posso colocar quantos exemplos do muito e do inédito que o país logrou nos últimos oito anos que a resposta do colunista seria a de que tudo isso se deve ao governo anterior ao de Lula.
Estranho é que, nessa linha de discurso, só o que aconteceu de bom é responsabilidade do governo que precedeu ao do PT. O que Rossi relata como debilidades do país que persistem, fica ao menos implícito que se deve a falta de ação ou de competência do governo do ex-operário.
Não é tão simples mensurar os progressos deste país quanto diz o colunista, pois. Há que mensurar, sobretudo, a inclusão social que evitou que o Brasil mergulhasse no buraco em que a maioria desses países com os quais nos compara mergulhou e do qual não saiu até agora.
É complicado assim.
blog da cidadania
A reforma política e a opinião pública
É grande e expressiva a maioria que considera que a reforma política é uma necessidade para o país e que ela deve ser feita logo. De todas as reformas, seria a mais importante, dividindo o posto com a reforma da previdência social
Nestes tempos em que a reforma política está no centro das atenções, é bom considerar o que pensa a opinião pública. Não que as pessoas comuns reflitam com frequência ou tenham muita informação a respeito. Ainda assim, na democracia, é sempre necessário conhecer os sentimentos e percepções dos cidadãos. Afinal, são eles que pagam a conta.
O início dos trabalhos da comissão do Senado e a disposição da Câmara de criar outra em seu âmbito são sinais de que a reforma política deverá andar em ritmo veloz no Legislativo. O Executivo já deixou claro que tem interesse no seu rápido trâmite, até porque Dilma se comprometeu com ela durante a campanha eleitoral e em pronunciamentos recentes. Resta o Judiciário, que a defende há muito, até para se livrar das acusações de judicialização da política que volta e meia recebe.
Everybody loves Brazil
Brasil é país que mais aumenta sua aceitação no mundo
Sílvio Guedes Crespo
A mais recente pesquisa anual da BBC sobre a popularidade dos países no mundo coloca o Brasil como o principal destaque. O País foi o que mais intensificou sua imagem positiva diante do resto do globo.
O estudo atual mostra que, na média da população das 27 nações pesquisadas, 49% consideram que a influência do Brasil no mundo é predominantemente positiva, um salto de 9 pontos percentuais em um ano. Os que veem a influência do Brasil como principalmente negativa são 20%.
Dos países pesquisados, o que tem a melhor visão sobre o Brasil é Portugal (76% de positivo, 15 pontos percentuais a mais que no levantamento anterior).
Apenas na Alemanha a imagem negativa do Brasil prevalece sobre a positiva. Lá, 32% reprovam a influência do País no mundo, enquanto 31% a aprovam. A China é a segunda nação que menos gosta do Brasil: 41% da população vê a presença do país latino-americano como negativa.
Entre os pesquisados, a Alemanha é o mais popular: 62% veem a influência do país como predominantemente positiva. Em seguida, aparecem Reino Unido (58% de aprovação) e Canadá (57%). Os Estados Unidos aparecem em oitavo lugar, com a mesma taxa de aprovação do Brasil (49%). O Irã é o mais impopular, com 59% de rejeição à sua atuação no mundo.
Еskеrдоpата
Ajudando a Folha a entender a conjuntura

Então vejamos: dos 447 indicados para os melhores cargos no executivo cerca de 40% são ligados a partidos. Número baixo, afinal para que é que servem os partidos? Sim, dona Folha, para disputar eleições e exercer o governo, o tal Executivo. Quem ganha governa, quem perde escreve bobagem no Twitter e na Folha. Essa é a lei.
Considerando que esse é o terceiro governo consecutivo de uma coligação encabeçada pelo PT é de se esperar que os cargos sejam distribuídos, majoritariamente, a pessoas confiáveis politicamente. Assim como o governo de São Paulo está infestado de tucanos e não tem um petista que seja, o governo federal é nosso, dona Folha. Nós do PT e partidos coligados nomeamos, demitimos, indicamos ministros do Supremo e coisa e tal. Foi isso que o povo brasileiro decidiu e é assim que será até que vocês o convençam do contrário.
Revogam-se as disposições em contrário.
Еskеrдоpата
A Folha, os Pedágios e o Oportunismo
"Pedágio em federais sobem mais que inflação"
O jornal Folha de S.Paulo de ontem, em machete de primeira página com o título acima, assinada pelo jornalista, José Ernesto Credendio - leia aqui - onde alega que a tarifa ficou 30% maior na Fernão Dias (SP-Belo Horizonte) e 25% na Régis Bittencourt (SP-Curitiba). Se fosse corrigida pelo IPCA, teria subido 19%.
O leitor (sempre desavisado), que se propor a ler a referida matéria, obviamente espera que lá encontre uma puta matéria, que faça questão de colocar tabelas simplificadas em exel, com colunas comparativas, onde demostre os valores dos pedágios nas estradas estaduais (em especial as de SP) - em relação aos pedágios federais, objeto da matéria, como manda a regra do jornalísmo sério e "isento". Porém, no corpo da matéria sequer ficará sabendo quais os valores dos pedágios. Será que o "profissional" se esqueceu de colocar lá? Confiram aqui - o valor dos pedágios nas rodovias paulistas.
O último aumento dos pedágios nas rodovias federais, ocorreu em 19/12/2010 - a Folha hoje (segunda feira de carnaval), acordou para uma matéria inócua, tendênciosa e requentada, no seu velho estilo de jornalismo de oportunidades, ou se preferirem, "jornalismo de aluguel" - pois ainda como reles blogueiro, especialista em nada, procuro entender a razão da matéria estapafúrdia, e a quem ela tenta servir, uma vez que jornalismo na Folha, está sempre à serviço de alguém (leia-se tucanos).
VAMOS DISSECAR A TAL MATÉRIA?:
Os pedágios paulistas arrecadam R$ 168,09 por segundo, ou seja, R$ 605.124,00 mil por hora, R$ 14.522.976,00 milhões por dia e R$ 435.689.280,00 milhões por mês.
Quantos pedágios temos nas rodovias de São Paulo?
Temos 227 praças de pedágio em 2010.
Quantas praças de pedágios foram construídas no governo tucano?
Em 1997 eram 40 praças. Em 2011 são 227.
Só de 2008 pra cá já foram inauguradas 71 praças de pedágio.
Quanto foi arrecadado nos pedágios nos últimos anos?
Em 2002 foram arrecadados 1,6 bilhões. Em 2009 o montante chega a 4,5 bi. A média de crescimento anual é superior a 25% no período.
Quantos pedágios temos nas rodovias de São Paulo?
Temos 227 praças de pedágio em 2011.
Quantas praças de pedágios foram construídas nos últimos 14 anos?
No ano de 2007, o número de praças de pedágio já era de 143, passando para 156, com a concessão do Rodoanel, trecho Oeste. Com a concessão do segundo lote de rodovias estaduais, o número de praças de pedágio sob concessão privada saltou para 227, no ano de 2010, segundo dados da Artesp. No governo de José Serra, foram acrescidas mais 84 praças sob gestão privada. Fonte: Pedagiômetro
Pedágio em federais sobe mais que inflação
Todas essas informações acima, o ilustre "jornalista" - e seu "importante" jornal omitiu da matéria. Será dificuldades e acessar internet e consultar, como fez este blogueiro? Será que o jornalista, pulou carnaval, bebeu muito, e não teve tempo se checar as fontes, e cumprir seu papel social de informar o leitor de modo sério e competente? Tudo isso, nos leva a pensar em uma matéria de "aluguél" - como vez em sempre o matutino da Barão de Limeira, o faz, de modo deslavado.
É o mausoléu da Barão de Limeira, sempre prestando um deserviço ao país e aos seus leitores.
By: Blog do Paulinho
Assinar:
Postagens (Atom)



