quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Propriedade cruzada total é como jaboticaba: só tem no Brasil

João Brant, do Intervozes, é um dos maiores especialistas em comunicação que tive o prazer de conhecer. Seu artigo abaixo reproduzido tem um caráter seminal pelo esclarecimento definitivo sobre o por que de a comunicação brasileira ser a Zorra Total que é. Uma bagunça na qual as vozes de meia dúzia de multimilionários se sobrepõem às de todos os outros setores majoritários da sociedade que pensam diferente e que são impedidos, pelos talões de cheque desses barões da imprensa, de expor suas idéias.  Não deixe de ler.
—–
Por João Brant, no Observatório do Direito à Comunicação (via portal Vermelho)
Na maior parte das democracias consolidadas, há limites a essa prática por se considerar que ela afeta a diversidade informativa. No Brasil, não existem limites, e justamente por isso esse é um dos temas em pauta no debate sobre uma nova lei para os serviços de comunicação audiovisual.
Aparentemente não foi bem isso que o ministro Paulo Bernardo afirmou, o que significa que o jornal resolveu dizer o não dito por conta própria. Curioso é que o mesmo jornal afirma regularmente ser a favor de medidas anticoncentração da mídia. Seria então um alerta às forças democráticas? Durante o último processo eleitoral, o Estadão declarou em editorial estar “de pleno acordo” com a necessidade de se discutir os limites à propriedade cruzada. E ainda: “não é de hoje que o Estado critica a concentração da propriedade na mídia e as facilidades para que um punhado de grupos econômicos controle, numa mesma praça, emissoras e publicações”.
Em 2003, o jornal fez mais de um editorial criticando a “cartelização da mídia” nos EUA, que iria surgir como resultado de medidas propostas pela FCC (Federal Communications Commission), órgão regulador das comunicações por lá. Aquele processo (e a revisão seguinte, de 2007) resultou num certo afrouxamento das regras norte-americanas, embora as mudanças mais liberalizantes propostas pela FCC tenham sido barradas pelo Poder Judiciário e pelo Congresso – com votos contrários inclusive dos republicanos –, após uma grande mobilização popular. Mas, afinal, por que esses limites são tão importantes a ponto de milhões de pessoas, em um país então governado por George W. Bush, terem se mobilizado para defendê-los?
Por quê
Historicamente, são duas as razões para se limitar a concentração de propriedade nas comunicações. A primeira é econômica, e pode ser entendida como tendo a mesma base das leis antitruste. A concentração em qualquer setor é considerada prejudicial ao consumidor porque gera um controle dos preços e da qualidade da oferta por poucos agentes econômicos, além de desestimular a inovação. Em alguns mercados entendidos como monopólios naturais (como a de transmissão de energia, de água ou telecomunicações), a concentração é tolerada, mas para combater seus efeitos são adotadas diversas medidas que evitam o exercício do ‘poder de mercado significativo’ que tem aquela empresa.
O segundo motivo tem mais a ver com questões sociais, políticas e culturais. Os meios de comunicação são os principais espaços de circulação de ideias, valores e pontos de vista, e portanto são as principais fontes dos cidadãos no processo diário de troca de informação e cultura. Se este espaço não reflete a diversidade e a pluralidade de determinada sociedade, uma parte das visões ou valores não circula, o que é uma ameaça à democracia. Assim, é preciso garantir pluralidade e diversidade nas comunicações para garantir a efetividade da democracia.
Uma das maneiras mais efetivas de se conseguir pluralidade e diversidade de conteúdos é garantindo que os meios de comunicação estejam em mãos de diferentes grupos, com diferentes interesses, que representem as visões de diferentes segmentos da sociedade. Ainda que a pluralidade na posse dos meios de comunicação não reflita necessariamente a pluralidade do conteúdo veiculado, na maior parte dos exemplos estudados essa correlação é positiva, especialmente no tocante à diversidade de ideias e pontos de vista (no caso da diversidade de tipos de programa, não necessariamente).
Como
Limites à propriedade cruzada tem a ver fundamentalmente com essa segunda justificativa. Países como Estados Unidos, França e Reino Unido adotam esses limites por entenderem que a concentração de vozes afeta suas democracias. É importante notar que nesses países esses limites são antigos, mas têm sido revistos e, via de regra, mantidos – ainda que relaxados, em alguns casos. Mesmo com todos os processos liberalizantes, revisões regulares de seus marcos regulatórios e convergência tecnológica, esses países seguem mantendo enxergando a propriedade cruzada como um problema.
O que aconteceu nas últimas décadas foi uma complexificação dos critérios de análise adotados, incluindo alcance e audiência como critérios definidores. Os Estados Unidos, por exemplo, tinham uma regra clássica de limite à concentração cruzada em âmbito local: nenhuma emissora poderia ser dona de um jornal que circulasse na cidade em que ela atua.
Essa regra foi levemente flexibilizada em 2007, quando se passou a levar em conta o índice de audiência das emissoras e o número de meios de comunicação independentes presentes naquela localidade. Mas essa flexibilização só vale para as vinte maiores áreas de mercado dos EUA (são 210 no total) e só acontece se o canal de TV não está entre os quatro mais vistos e se restam pelo menos oito meios independentes. Dá para ver, portanto, que a flexibilização é a exceção, não a regra.
Na França, há regras para propriedade cruzada em âmbito nacional e em âmbito local. Em cada localidade, nenhuma pessoa pode deter ao mesmo tempo licenças para TV, rádio e jornal de circulação geral distribuídos na área de alcance da TV ou da rádio. No Reino Unido, nenhuma pessoa pode adquirir uma licença do Canal 3 (segundo maior canal de TV, primeiro entre os canais privados) se ela detém um ou mais jornais de circulação nacional que tenham juntos mais que 20% do mercado. Essa regra vale também para o âmbito local. No caso britânico, há outras regras que utilizam um complexo sistema de pontuação para sopesar o impacto de licenças nacionais e locais de TV e rádio e jornais de circulação local e nacional.
Como se vê, nem com as mais agressivas tentativas de liberalização conseguiu-se chegar perto da situação brasileira, que simplesmente não prevê limites à propriedade cruzada. Exemplos como o da Globo no Rio de Janeiro, que controla a principal TV, as principais rádios e o único jornal da cidade voltado ao público formador de opinião (sem contar TV a cabo, distribuidora de filmes etc.) são completamente impensáveis em democracias avançadas. Assim, independentemente da fórmula que irá adotar, se o Brasil quiser aprovar um novo marco regulatório para o setor que seja de fato fortalecedor da diversidade informativa, e portanto de nossa democracia, essa questão não pode estar ausente. A despeito do que digam Estados e Globos.
blog da cidadania

Que é isso, deputado?

Pajelança, no primeiro dia?
Culto religioso em pleno Congresso Nacional?
O presidente de um poder republicano não pode, não tem o direito de participar ou deixar que terceiros participem de ritos místicos-religiosos no recinto de uma instituição pública.
Reverência, oração, preito de natureza transcendental são atos exclusivos da esfera privada dos indivíduos. A um homem público no exercício de suas funções e no espaço público é vedado práticas como a que se vê na fotografia. Que vá, então, para um templo ou terreiro honrar e bendizer as suas divindades.
No Congresso, não! 
By: Diário Gauche

PCdoB apóia DEM em troca de cargo de terceiro escalão

Kamarada Kassab
A Comissão Política do comitê municipal do PCdoB de São Paulo decidiu, ontem à noite, aceitar a secretaria oferecida pelo prefeito Gilbeto Kassab para cuidar das questões relacionadas à Copa de 2014 na cidade

Nádia Campeão, presidente estadual do PCdoB de São Paulo, e o ex-vereador Alcides Amazonas são dois dos nomes que serão apresentados ao prefeito. Apesar de ter sido cogitado, Gustavo Petta, cunhado do ministro Orlando Silva, não está no páreo.

Segundo Wander Geraldo, presidente municipal do PCdoB de São Paulo, o martelo só será batido depois da reunião do Comitê Municipal. Os 51 membros têm encontro marcado para a próxima semana. Depois disso, a proposta de Kassab ao PCdoB será levada à direção nacional. Mas a tendência é que o partido aceite a secretaria da Copa.


As duas principais preocupações do PCdoB são: que a secretaria acabe prejudicando a imagem (?) do partido nas eleições de 2012; e que o processo de adesão ao governo Kassab seja feito de maneira muito discreta para evitar constrangimento ao explicar a decisão a alguns setores da sociedade que apoiam o partido.
Fonte: G1

Comentário do Contramaré: Qual sigla seria mais adequada aos novos tempos:
PCdoMDB
PMDBdoC
PCMDdoB
PqPdePCdoB



Grapette apresenta:

“A peleja permanente dos crentes contra todos os demais crentes, descrentes, infringentes, indigentes, inteligentes, insurgentes, emergentes e rimas semegentes”.

Atenção senhores pais, este post tem cenas dantescas: destruição de templos e de culturas milenares, mulheres e homens sendo assados em misericordiosas fogueiras, bombas que matam dezenas de pessoas, ordens e éditos decretados a partir de livros tidos como divinos e santos, e padres, pastores e sacerdotes islâmicos passando as sacolinhas porque, os safados sabem muito bem, um deus inexistente não faz milagres e não paga as contas no fim do mês, é claro.
1. Você tem notícia de alguma campanha promovida por ateus organizados em exércitos para queimar templos e casas e matar muçulmanos, inclusive mulheres e crianças?
Resposta: não, porque foram os cristãos que promoveram as cruzadas. E queimaram templos, cidades, homens, mulheres e crianças muçulmanas. E livros, e obras de arte, tudo em nome do papa fdp de plantão e de deus, e sempre com uma bíblia debaixo do braço.
2. Você já ouviu falar de milhares de ateus indo para as ruas declarando-se prontos para cumprir a ordem de um sacerdote ateu, se isso existisse, para matar o autor de um livro considerado ofensivo à nossa ausência de fé?
Resposta: não, porque quem mandou matar um escritor inglês, Salman Rushdie, foram religiosos muçulmanos, tão atrasados e intolerantes, e tão descartáveis e inúteis quanto religiosos de qualquer confissão.
3. Você lembra de ter aprendido nas aulas de história da sua juventude que ateus tenham invadido a América e, com seus exércitos, tenham dizimando civilizações como a dos astecas, dos maias e dos incas, e de outros povos indígenas na América do Sul, Brasil inclusive, tudo para impor o ateísmo?
Resposta: não, os católicos da Espanha e de Portugal é que praticaram, sempre com a cruz da santa madre igreja à sua frente, o extermínio de culturas e povos milenares, tudo em nome de um deus inexistente e de uma porcaria chamada bíblia. E queimaram e passaram pessoas no fio piedoso e cristão das suas espadas, e destruíram templos, cidades e colheitas. Incineraram cultura e memória, vida e futuro. Em nome de um deus inexistente.
4. As coisas estão um pouco mais calmas hoje, mas na Irlanda são grupos antagônicos de ateus que estão a trocar tiros e a lançar bombas uns contra os outros?
Resposta: não, são protestantes e católicos que, adoradores do mesmo e inexistente deus e da mesma e dispensável bíblia, não conseguem se entender, mas aferram-se a crenças e superstições insustentáveis. Apostam, os dois lados, contra a vida, contra as luzes do amanhecer, contra a humanidade.
Mensagem do nosso patrocinador
By: O Ornitorrinco

O primeiro encontro de Collor e Lindeberg Farias no Senado

Tales Faria, iG

“A cena mais esperada da atual legislatura no Senado aconteceu.

Os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Lindeberg Farias (PT-RJ) cumprimentam-se com cordialidade no primeiro encontro durante abertura dos trabalhos do Legislativo, no plenário do Senado.

Ex-presidente da União Nacional dos Estudante, Lindberg liderou o movimento dos caras-pintadas pelo impeachment de Collor.”
Foto: Luís Carlos Ferreira Silva

Ipea: aumenta otimismo com situação socioeconômica




O grau de otimismo das famílias brasileiras em relação à situação socioeconômica do País aumentou em janeiro ante o mês anterior, apontou o índice de Expectativas das Famílias (IEF), divulgado nesta terça-feira (1) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O indicador atingiu seu patamar mais alto desde sua criação, há seis meses: 67,2 pontos, em uma escala que varia de 0 a 100.

AMIGO é aquele(a) que

Você está cansado de todos aqueles e-mails melosos, com poemas chatos sobre amizade? Hummm... Aqui está um poema que realmente expressa a amizade verdadeira.

AMIGO é aquele(a) que

Quando você está triste...
Te ajuda a planejar uma vingança contra o f.d.p. que te deixou assim.

Quando você está em desespero...
Enfia o dedo na sua goela e te faz por pra fora tudo o que estiver te engasgando.

Quando você está confuso...
Explica pra você com palavras bem simples porque sabe o quanto você é devagar.

Quando você sorri...
Já sabe que você deu uns pega em alguém ou em alguma coisa.

Um amigo de verdade não é aquele que aparta uma briga sua, mas sim aquele que chega dando uma voadora e nocauteia duma vez o adversário.

Bicho infeliz o homem...
tem peitos sem leite,
ovos sem casca,
passarinho sem asa,
e o pior de tudo:
saco sem dinheiro!
By: Blog da Marli

Nos tratam como idiotas

     

          cartão de visita da democracia estadunidense no Iraque

A mídia estadunidense agora denomina o Mubarak de ditador.

Mas como, ha 30 anos que ele é considerado democrata e agora deixou de sê-lo?

Mas justiça seja feita. Eles, que gostam de chutar cachorro morto, já avisaram seus vassalos da mídia ocidental que o termo para se referir a Mubarak passa a ser ditador.

E todo mundo obedece, inclusive a mídia brasileira, que de brasileira não tem nada e continua se comportando como terceiro-mundista, não percebendo que o Brasil já ultrapassou essa fase.

Os patrões da mídia nos tratam como idiotas, achando que continuamos dependentes deles.

Tolos, não percebem que o mundo mudou.

Mas o que esperar de uma mídia que insiste em dizer que Israel é um estado democrático?

Será porque em Israel  não se reconhece o casamento civil?

Ou será porque a sua constituição permite a tortura “moderada”?

Pode ser também por causa do muro do apartheid.

Ou será porque Israel ocupa três  nações em pleno século 21?

Afinal não era essa mídia que considerava o regime do apartheid da África do Sul  democrático?

E não é essa mesma mídia que denomina o libanês Hizbullah e o palestino Hamas de terroristas?

São terroristas porque defendem seus países?

O chanceler Bismarck disse certa feita que se o povo soubesse como são feitos os jornais e as salsichas, não leria jornais e nem comeria salsichas.

E olha que a nossa mídia precisa se higienizar, e muito, para adquirir o status de salsicha..
blog do bourdoukan

Charge do Bessinha

Por que temer o espírito revolucionário árabe?

A reação ocidental aos levantes no Egito e na Tunísia frequentemente demonstra hipocrisia e cinismo. A hipocrisia dos liberais ocidentais é de tirar o fôlego: eles publicamente defendem a democracia e agora, quando o povo se rebela contra os tiranos em nome de liberdade e justiça seculares, não em nome da religião, eles estão todos profundamente preocupados. Por que aflição, por que não alegria pelo fato de que se está dando uma chance à liberdade? Hoje, mais do que nunca, o antigo lema de Mao Tsé-Tung é pertinente: "Existe um grande caos abaixo do céu - a situação é excelente".
O que não pode deixar de saltar aos olhos nas revoltas Tunísia e Egito é a notável ausência do fundamentalismo islâmico. Na melhor tradição democrática secular, as pessoas simplesmente se revoltaram contra um regime opressivo, sua corrupção e pobreza, e demandaram liberdade e esperança econômica. A sabedoria cínica dos liberais ocidentais - de acordo com os quais, nos países árabes, o genuíno senso democrático é limitado a estreitas elites liberais enquanto que a vasta maioria só pode ser mobilizada através do fundamentalismo religioso ou do nacionalismo - se provou errada.