quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

101 coisas para fazer em 2011



Edival Lourenço, Revista Bula

1 — colocar esta lista em ordem;

2 — fazer um checkup;

3 — fazer um exame de consciência;

4 — deixar o script alheio e viver o seu próprio;

5 — derrubar uma árvore (que ameaça cair sobre sua casa);

6 — trocar a fiação da casa (antes que ela incendeie);

7 — clarear os dentes;

8 — clarear as vistas;

9 – retirar as manchas da pele;

10 — retirar (ou assumir) as manchas da personalidade;

11 — retirar os caroços do corpo (exceto os essenciais);

12 — indignar-se com a injustiça difusa;

13 — combater as injustiças objetivas;

14 — ver o eclipse solar;

15 — retirar suas ideias do eclipse;

16 — deixar de querer ser bom, segundo a concepção do guru

17 — mandar o guru praquele lugar;

18 — dizer não e sim com a mesma naturalidade;

19 — cortar os punhos de alguma rede social;

20 — redescobrir a força existencial do abraço;

21 — recompor a ternura com o cônjuge;

22 — se não for possível, compor uma separação amigável;

23 — salvar-se dos escombros das necessidades impostas;

24 — viver a sua vida com dignidade com 50% a menos de lixo;

25 — salvar o planeta na cota-parte que lhe cabe;

26 — brincar com o filho sem fazer dele um bibelô;

27 — repreender o filho com a mesma naturalidade com que o estimula;

28 — tomar um porre;

29 — não fazer do porre uma rotina;

30 — não querer tirar lições do porre;

31 — deixar o orgulho de ser imbecil;

32 — deixar a ilusão de que um dia (sob determinadas condições) será feliz;

33 — ser feliz aqui e agora;

34 — apagar uma luz e poupar o planeta;

35 — acender uma ideia;

36 — limpar a área;”
Artigo Completo, ::Aqui::

Bill Clements toca baixo...

...com uma mão.

A Vaidade Acompanha-nos Até na Morte

"Sendo o termo da vida limitado, não tem limite a nossa vaidade; porque dura mais, do que nós mesmos, e se introduz nos aparatos últimos da morte. Que maior prova, do que a fábrica de um elevado mausoléu? No silêncio de uma urna depositam os homens as suas memórias, para com a fé dos mármores fazerem seus nomes imortais: querem que a sumptuosidade do túmulo sirva de inspirar veneração, como se fossem relíquias as suas cinzas, e que corra por conta dos jaspes a continuação do respeito. Que frívolo cuidado! Esse triste resto daquilo, que foi homem, já parece um ídolo colocado em um breve, mas soberbo domicílio, que a vaidade edificou para habitação de uma cinza fria, e desta declara a inscrição o nome, e a grandeza. A vaidade até se estende a enriquecer de adornos o mesmo pobre horror da sepultura.


Vivemos com vaidade, e com vaidade morremos; arrancando os últimos suspiros, estamos dispondo a nossa pompa fúnebre, como se em hora tão fatal o morrer não bastasse para ocupação; nessa hora, em que estamos para deixar o mundo, ou em que o mundo está para nos deixar, entramos a compor, e a ordenar o nosso acompanhamento, e assistência funeral; e com vanglória anticipada nos pomos a antever aquela cerimónia, a que chamam as Nações últimas honras, devendo antes chamá-las vaidades últimas. Queremos, que em cada um de nós se entregue à terra com solenidade, e fausto, outra infeliz porção de terra: tributo inexorável! A vaidade no meio da agonia nos faz saborear a ostentação de um luxo, que nos é posterior, e nos faz sensíveis as atenções, que hão-de dirigir-se à nossa insensibilidade. Transportamos para o tempo da vida aquela vaidade, de que não podemos ser capazes depois da morte: nisto é piedosa connosco a vaidade; porque em instantes cheios de dor, e de amargura, não nos desampara; antes nas disposições de uma pompa fúnebre, dá ao nosso cuidado uma aplicação, ainda que triste, e faz com que divertido, e empregado o nosso pensamento chegue a contemplar vistosa a nossa mesma morte, e luzida a nossa mesma sombra. 

Matias Aires, Filósofo, 1705-1764, in 'Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna'

Charge do Bessinha

Não deu no Jornal Nacional: venda de "Brasil" cresceu 9.000%

“Com aumento da desnacionalização, país atraiu mais investimentos que China 

Monitor Mercantil

O Brasil já apresenta taxa de expansão de investimentos do exterior superior à da China. E, pela primeira vez, está entre o dez maiores destinos de investimentos no mundo, superando economias como Japão e Itália e quase se igualando à Alemanha.

Os dados divulgados pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) confirmam uma transformação profunda na economia mundial.

O avanço do Brasil, porém, é fruto, em grande medida, do aumento da desnacionalização da economia, com a transferência de patrimônio nacional crescendo em cerca de 9.000% entre 2009 e 2010. Esse volume é superior ao gasto na China e duas vezes mais que as aquisições mundiais na França.

Pela primeira vez, os emergentes receberam mais investimentos que os ricos, que ainda convivem com estagnação econômica, alta taxa de desemprego e crises no mercado financeiro.”
Matéria Completa, ::Aqui::

Economia cria 15 milhões de empregos nos dois mandatos de Lula

“A economia brasileira gerou 2.524.678 empregos formais no ano de 2010, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados no início da tarde desta terça-feira (18). É um recorde que superou a meta anunciada pelo governo de 2,5 milhões. Ao longo de oito anos de governo Lula foram criados 15 milhões de empregos formais.
Vermelho.org

De acordo com o Ministério do Trabalho, essa é a primeira vez desde que foi adotada a nova metodologia pelo ministério, em 1999, que o número de empregos com carteira assinada ultrapassa 2 milhões em um ano.

Forte recuperação

Segundo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o recorde na geração de empregos em 2010 se deveu ao forte ritmo de crescimento da economia brasileira após a crise financeira de 2009. "Viemos de 2009 onde a economia estava parada. A consequência dessa parada foi a retomada forte da economia em 2010. Essa comparação com um ano fraco de 2009 favorece 2010", disse.

Considerando apenas o mês de dezembro, no entanto, a economia brasileira fechou 407.510 postos com carteira assinada. Foram 1.230.563 admissões e 1.638.073 desligamentos, ambos recordes para meses de dezembro. O resultado negativo é considerado normal (sazonal) no mês.

Ainda de acordo com informações do Caged, durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de janeiro de 2003 a dezembro de 2010) foram criadas 15.048.311 vagas.”
Matéria Completa, ::Aqui::

1967 - Serra das Araras a maior tragédia

A maior tragédia do Brasil foi na Serra das Araras

Imagem da Serra das Araras - de 1967 - ficou pelada
Uma cruz de 10 metros na subida da Serra das Araras (Piraí-RJ), no local conhecido por Ponte Coberta, marca o início de um enorme cemitério construído pela natureza. Lá estão cerca de 1.400 mortos (fora os mais de 300 corpos resgatados) vítimas de soterramento pelo temporal que atingiu a serra em janeiro de 1967. Foi a maior tragédia da história do país, superando o número de mortos da atual tragédia na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, hoje acima de 500.
No episódio da Serra das Araras, suas encostas praticamente se dissolveram em um diâmetro de 30 quilômetros. Rios de lama desceram a serra levando abaixo ônibus, caminhões e carros. A maioria dos veículos jamais foi encontrada. Uma ponte foi carregada pela avalanche. A Via Dutra ficou interditada por mais de três meses, nos dois sentidos.
Leia aqui - "População recorda a tragédia de 1967"
A Revista Brasileira de Geografia Física publicou, em julho do ano passado, a lista das maiores catástrofes por deslizamento de terras ocorridos no país. O episódio da Serra das Araras, com seus 1700 mortos estimados, supera de longe qualquer outro acidente do gênero no país.

A crise capitalista também é de urbanização

David Harvey é um geógrafo britânico reconhecido internacionalmente. Estudou a relação entre as crises financeiras e urbanas. Em entrevista ao jornal Página/12, ele sustenta que a sucessão de crises no sistema é alimentada, entre outras coisas, por uma febre da construção que, por sua vez, provoca crise no capitalismo em sua atual etapa hegemonizada pelas finanças. Harvey defende ainda que existe uma estreita relação entre urbanização e formação das crises. Além dos Estados Unidos, cita como exemplo a Grécia e a Espanha. Parte da explicação da crise nestes países, defende o geógrafo, está vinculado a péssimos investimentos em infraestrutura.
Enquanto alguns especialistas se esmeram em alegar que crise atual é uma crise das hipotecas subprime ou é o estouro de um capitalismo que se financeirizou demais, David Harvey prefere falar de "crises urbanas", provocadas por uma febre da construção "sem importar o quê". Autor de "Breve história do neoliberalismo", Harvey não só acusa a desregulação do setor financeiro como um dos fatores que levaram ao descalabro atual, mas adverte que a supremacia do capital concentrado sobre as decisões políticas seguirá sendo um impedimento para sair da crise.

Ambigüedades de Estados Unidos por situación en Haití y regreso de Duvalier

Estados Unidos se mostró este lunes "sorprendido" por el regreso a Haití del dictador Jean Claude Duvalier luego 25 años en el exilio, pero no condenó la llegada de este personaje a Puerto Príncipe en un momento en el que el país caribeño se encuentra en una inestable situación política, según TeleSUR.
"Estamos sorprendidos por el momento de la visita de Duvalier a Haití", señaló el portavoz del Departamento de Estado norteamericano, Phillip Crowley, a través de un mensaje de su cuenta en la red social Twitter.

Petróleo financia a intolerância nos EUA e cria ilusões no Brasil

A extrema direita nos Estados Unidos ampliou durante o governo Obama a agressividade de seus ataques. Em 2009 um oficial reservista da Marinha, Dale Robertson, fundou o Tea Party uma organização populista responsável por organizar protestos contra a lei do reinvestimento, reformas da saúde além de exigir maior rigor no combate a imigração e militarização do combate ao terrorismo. O Tea Party não possui um número expressivo de filiados, entretanto a sua força localiza-se no poder deste reduzido grupo formado por políticos, jornalistas, ancoras de TV e radio, líderes religiosos fundamentalistas e milionários incluindo David Koch controlador da petrolífera Koch uma poderosa empresa possuindo atuação internacional.