segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Veja como funcionava o esquema de corrupção do PSDB na merenda em São Paulo



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Do G1
O SPTV teve acesso às mais de 400 páginas da investigação sobre a fraude na venda de merenda escolar. os documentos revelam como funcionava o esquema e cita indícios da participação de políticos na fraude. Seis pessoas foram presas semana passada suspeitas de participar do esquema. Ao todo 22 prefeituras do estado são investigadas.
O suposto esquema funcionava a partir da sede da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), no centro de Bebedouro, no interior de São Paulo. Depois de ser preso, o ex-presidente da Coaf, Cássio Chebabi, fez um acordo de delação premiada com a Justiça e confirmou o pagamento de propina a políticos e funcionários de diversas prefeituras e também do governo do estado.
No depoimento de delação premiada, Chebabi diz que combinou com lobista Marcel Ferreira Júlio pagamento de propina para vender suco de laranja para a merenda escolar do estado. Ele declarou que teria que ser paga comissão de 10% para certas autoridades, sendo elas: deputado estadual Fernando Capez e o deputado federal Duarte Nogueira Júnior, este porque havia sido secretário da Agricultura do governo estadual. Atualmente, Duarte Nogueira, é secretário estadual de logística e transportes.
A divisão da propina ficaria assim:

- 6% para os deputados e Secretaria da Educação.
- 1% para um assessor parlamentar do deputado Capez.
- 3% para o lobista Marcel Júlio.
- Primeiro pagamento foi de pouco mais de R$ 100 mil.
- Também propina de 10% em contrato no valor de R$ 13 milhões.


O primeiro pagamento foi de pouco mais de R$ 100 mil. Chebabi também cita pagamento de propina de 10% em outro contrato no valor de R$ 13 milhões.  Em depoimento, ele declarou que para que a assessoria do deputado Fernando Capez pudesse ajudar a Coaf abrindo as portas de outras prefeituras, a Coaf emprestou um carro para ser utilizado durante a campanha eleitoral de 2014.
O esquema funcionava em duas frentes, segundo o Ministério Público. Em um núcleo, funcionários e dirigentes da Coaf faziam documentos e cuidavam da parte financeira. O outro núcleo era chefiado pelo lobista Marcel Júlio que com outros vendedores faziam contato com políticos e órgãos públicos para oferecer serviços e prometiam pagamento de propina que variava de 5% a 25%
O dinheiro da propina vinha do superfaturamento dos produtos. Em um dos depoimentos, um dos vendedores de um exemplo: um suco de laranja que podia ser vendido a R$ 1,65 saía por R$ 1,89, que era o preço máximo permitido. Essa diferença era usada no esquema de corrupção.
A investigação interceptou os telefones de funcionários e lobistas ligados à Coaf. E levantou indícios de que o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, recebeu propina e até um freezer de presente para ajudar a cooperativa em um contrato com a Secretaria Estadual da Educação.
Em uma gravação telefônica feita em dezembro mostra que Moita avisa o lobista Marcel Júlio que o então secretário de educação, Herman Woorward, tinha deixado o cargo.
“Caiu o Herman, viu? Ele é o cara que estava na frente com isso. Eu nem sei se continua, então protocola logo.”
Os investigadores afirmam que os dois falavam sobre um aumento de RR 2,4 milhões no valor do contrato entre a Coaf e a Secretaria da Educação. O então secretário era contra esse aditivo. Moita aparece em várias gravações orientando o lobista sobre como deveria fazer o pedido para conseguir um contrato mais vantajoso para o esquema.
Alckmin diz que cooperativa foi aprovada
Geraldo Alckmin diz que polícia está investigando fraide na merenda escolar. (Foto: Karina Godoy/G1)Geraldo Alckmin diz que polícia está investigando suposta fraude na merenda escolar (Foto: Karina Godoy/G1)
Nesta quinta-feira (28), o governador Geraldo Alckmin disse que cooperativas citadas em suposta fraude da merenda e que participaram de licitações do governo do estado foram aprovadas pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. A informação foi passada pelo governador durante a posse do novo secretário de educação, José Renato Nalini.
"Tanto essa cooperativa Coaf quanto outras foram aprovadas pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário. E a policia já está investigando para condenar os culpados, sejam eles quem for e inocentar pessoas honradas independente do partido político", disse Alckmin.
O governador disse ainda que apoia a investigação feita pelo governo federal. “O que nós observamos é que uma quadrilha que começou atuando em outros estados e chegou em São Paulo. E nós apoiamos a investigação que é feita pelo governo federal, achei uma decisão acertada. Porque a legislação que determinou a compra é federal e há suspeitas de envolvimento de servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e é sempre bem-vindo investigar para somar esforços nesse trabalho, disse Alckmin”.
Nesta terça o novo secretário da Educação do governo do Estado tomou posse e afirmou que desconhece o assunto e que sabe apenas o que foi divulgado pela imprensa.

"Eu acompanhei a questão da fraude na merenda escolar pelos jornais e vejo que secretaria cumpriu uma lei federal. Nós temos que fornecer todas as informações e aguardar as investigações. Temos transparência e com o dinheiro do povo não se brinca”, disse o secretário da Educação.
Outro lado

O advogado de Luiz Roberto dos Santos, o Moita, disse que não orientou os funcionários da cooperativa a fazer aditivos no contrato.
O deputado Fernando Capez disse que ficou estarrecido com as acusações, que não tem vínculo com a Coaf e nem pediu carro para campanha.
O secretário de logística e transportes, Duarte Nogueira, disse que vai desmascarar as covardes e mentiroras acusações.
O advogado de Cássio Chebabi disse que o cliente dele esta à disposição para esclarecer os fatos.
O SPTV não conseguiu contato com o lobista Marcel Júlio.

via: http://www.blogdefranciscocastro.com.br/2016/01/veja-como-funcionava-o-esquema-de.html

domingo, 31 de janeiro de 2016

O vírus Zika é propriedade da Fundação Rockefeller



Que surpresa, não é verdade?
Vendem o vírus Zika a 599 dólares, mas como são tão generosos, o estão inoculando grátis aos mais desafortunados do mundo.
Pode ser comprovado neste link da ATCC.
De acordo com o site, a ATCC se descreve desta forma:

ATCC é a líder em materiais e recursos biológicos e padrões de organização global cuja missão centra-se sobre a aquisição, a autenticação, a produção, preservação, desenvolvimento e distribuição dos microrganismos padrão de referência, linhas celulares, e outros materiais. Embora mantendo materiais de coleta tradicionais, a ATCC desenvolve produtos de alta qualidade, padrões e serviços de apoio à investigação científica e inovações que melhoram a saúde das populações mundiais.

É claro, a OMS já está com seus dedos longos colocando o medo nas manchetes dos grandes meios com a colaboração dos governos de turno, que para isso estão.
Aliás, para os fãs das casualidades, a zona do Brasil onde apareceu este vírus é a mesma zona onde soltaram os mosquitos genéticamente modificados em 2015.

A prefeitura anunciou nesta segunda-feira (2) um convênio com a empresa britânica Oxitec, fabricante do inseto, para realizar um projeto de pesquisa na cidade.
Após testes em Juazeiro e Jacobina, na Bahia, a empresa obteve aprovação federal de biossegurança para soltar os animais. O aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para comercializar o serviço, porém, ainda não saiu. Por isso o projeto em Piracicabaocorre como teste, subsidiado pela empresa.



Já sabemos, dos mesmos produtores da fraude da gripe aviária, aos que lhes saiu mal a campanha do Ebola, agora trazem ao mundo inteiro “Zika: Grave Ameaça Mundial”. Aplausos.
Texto e imagens acima de cronsub.com. Tradução: Caminho Alternativo


Estes mosquitos genéticamente modificados pertencem à britânica Oxitec, uma empresa de biotecnologia que foi comprada pela Intrexon, conforme noticiado em agosto de 2015. No Brasil a Oxitec foi contratada pelo governo, para “fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue”, uma contratação com a aprovação da Anvisa.
A Anvisa, vale lembrar, é o orgão que demonstrou estar atuando no boicote aos testes clínicos com a fosfoetalomania sintética, a substância que é apontada como a cura do câncer. Enquanto boicota a fosfoetanolamina por “falta de testes clínicos”, aprova a soltura de mosquitos genéticamente modificados sem prova alguma de sua eficácia e qualquer estudo sobre as consequências futuras, como por exemplo, a mutação genética do mosquito e a potencialização do contágio.


Mas quem está por trás da Intrexon? Basta seguir o rastro do dinheiro, ou seja, quem financia a quem. Esta é a posição acionária da empresa de acordo com o site da NASDAQ:


Na lista estão a Vanguard Group, BlackRock, Morgan Stanley, State Street Corp, Third Security, entre outras. São empresas/fundos de investimento e bancos que pertencem às dinastias de banqueiros Rothschild e Rockefeller. As mesmas empresas que são proprietárias dos grandes laboratórios que lucram bilhões com a industria do câncer, através dos quimioterápicos e radioterápicos.


Tendo estes dados em mãos, é possível imaginar qual seria o plano. Algo parecido ou pior com o que aconteceu com o H1n1 e o Ebola, espalhar o vírus, matar milhares de pessoas e em seguida lucrar com a “cura”, ou seja, as vacinas.
O Ebola por sinal, foi patenteado pelo governo dos EUA em 2009(link1 e link2), com a participação do exército dos EUA e o usureiro George Soros, que financia, através de suaFundação Open Society, os laboratórios militares em Serra Leoa e Libéria.
Outro vírus patenteado com fins de lucro, conforme revelado pelo leitor Fernando, foi o H1N1, cujo detentor dos direitos sobre a medicação e a vacina era Donald Rumsfeld, secretário de defesa dos EUA no governo Bush filho, comprou quase toda a produção de anis estrelado da China, componente indispensável para a fabricação do Tamiflu. Depois que a relação entre ele e o Tamiflu foi descoberta tiveram que abrir a patente dos remédios para a gripe.
Recentemente informaram que o Zika, além de ser responsável pela microcefalia, poderia ser contagioso através de relações sexuais, leite materno e sangue. Sendo assim as mulheres evitarão engravidar e maior será o medo em ter relações sexuais ou trocar fluídos corporais. Uma ferramenta da elite globalista para promover redução populacional e é claro, lucrar.
Tudo isto é parte de uma satânica agenda para chegar ao Governo Mundial, onde um seleto grupo de bilionários sionistas pretende governar o mundo com seus bancos e multinacionais.

NO: https://caminhoalternativo.wordpress.com/2016/01/30/o-virus-zika-e-propriedade-da-fundacao-rockefeller/
 

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

 

                                                                 Albrecth Dürer



Os governantes sionistas já não têm mais do que reclamar. Depois da invasão e ocupação do Afeganistão, do Iraque e da Libia pelos Estados Unidos, Israel deixou de ser o único detentor do título de último Estado colonial do planeta.

Palestina, Iraque, Líbia e Síria, países semitas que, juntamente com o Afeganistão são de predominância religiosa islâmica, pagam o preço da ignorância e da campanha de difamação e racismo da mídia ocidental, que acusa o islamismo de intolerante, mas não informa que no Afeganistão existe há séculos, uma Mesquita de Maria, em homenagem à mãe de Jesus. Alguém conhece alguma Igreja ou Sinagoga com o nome de ( Muhammad) Maomé?i

NUNCA É DEMAIS REPETIR: QUEM É INTOLERANTE?

No Marrocos, país árabe-islâmico, o judaísmo é a segunda religião. Alguém já ouviu falar em perseguição aos judeus? No Egito, outro país árabe-islâmico, os cristãos ortodoxos coptas são a segunda religião, e o que dizer do Líbano, hoje país de maioria islâmica governado por um cristão?

Quem é intolerante?

Nos países árabes-islâmicos quando o pai fica idoso, ele envelhece e não apodrece. Idoso em árabe é sinônimo de Sheikh, ou seja, pessoa sábia e depositária do saber. Ali, não existe a excrescência denominada “asilo de velhos” ou “casa de repouso”. O idoso fica com a família até o último suspiro.

Na Enciclopédia Judaica está escrito que a época de maior esplendor do judaísmo aconteceu sob os governantes muçulmanos.

Quem é intolerante?

Os talibãs (estudantes), que chegaram ao poder no Afeganistão com o apoio dos Estados Unidos, foram mais tarde acusados de terroristas não por causa do atentado de 11 de setembro, já que os supostos autores do atentado em sua maioria eram da Arábia Saudita.

E aqui abro um parêntese para reafirmar pela enésima vez que considero uma afronta à inteligência sugerir que tenham sido muçulmanos os autores do atentado de 11 de setembro.

E alguém se importa?

Mas, voltando aos talibãs, a mídia ocidental passou a considerá-los inimigos a partir do momento em que eles se recusaram a liberar o plantio e a produção de ópio. Hoje, graças à democracia americana, o Afeganistão tornou-se o maior produtor de ópio do mundo.

Aliás, para aqueles que não consideram um insulto exercer o raciocínio, basta ver o que acontece na vizinha Colômbia que, ocupada pelas forças armadas dos Estados Unidos, não cessa de aumentar sua produção de cocaína.

Os soldados americanos não combatem pelas armas, mas pelo crime.

Droga, indústria bélica, especulação financeira e mídia pilantra são os Quatros Cavaleiros do Apocalipse que, irmanados, governam a humanidade hoje.



Até quando?

Sanguessugado do Bourdoukan

A concentração da riqueza e a iminência da convulsão social


Estudos da ONG britânica Oxfam apontavam que, há cinco anos, a riqueza de 388 pessoas era equiparada com a quantidade de capital que a metade mais pobre da população mundial possuía.


Hoje, este número caiu para 62 pessoas. Neste grupo de 62 pessoas que possuem riqueza equivalente ao que possui a metade mais pobre da população mundial, estão dois brasileiros.

Todos os dois ganharam dinheiro nesses últimos cinco anos especulando no mercado financeiro. Um deles tinha uma casa de câmbio medíocre em Santos. O outro quebrou duas vezes entre os anos 70 e 80, e se recuperou ganhando dinheiro no mercado financeiro. O que significa que esses dois não ganharam dinheiro dando emprego ao povo, e sim sangrando o povo.

62 pessoas que possuem riqueza equivalente ao que possui a metade mais pobre da população mundial

62 pessoas que possuem riqueza equivalente ao que possui a metade mais pobre da população mundial

Dos outros 60 que têm riqueza que se equipara ao que possui a metade da população mais pobre do mundo, a grande maioria também deve ter ganhado dinheiro no mercado financeiro, que é o mundo sem trabalho, onde os ricos faturam explorando o valor do dinheiro, o que significa sacrificando o povo.

Com este cenário, não há dúvida de que as previsões mais lógicas são as seguintes: ou o mundo financeiro quebra nos próximos anos, podendo dar sinais já no segundo semestre deste ano, ou a invasão que a Europa vem sofrendo dos desempregados miseráveis, basicamente do Oriente, vai proporcionar claramente uma guerra, um confronto mundial.

Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos a mesma coisa que acontece num país de 200 milhões de habitantes onde os ricos ganharam dinheiro corrompendo ou no mercado financeiro.

O que se percebe é que a crise social neste país está chegando. Basta ver a pérola que o FMI, com seus doutos sociólogos e financistas, diz: o mundo tem três grandes problemas, o não crescimento da China, a crise social dos países do Oriente e o Brasil.


Imaginem os senhores, o Brasil passou a ser ofensor do mundo.

Viagem insólita à periferia dos EUA



Periferia de Baltimore, estado de Maryland, EUA

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Retratos da Desigualdade: em Baltimore, 25% da população está abaixo da linha de pobreza; índice de homicídios é duas vezes maior que no Rio; polícia agride negros e há bizarros “desertos de comida”

Pedro Abramovay, no Quebrando o Tabu | Imagens: Patrick Joust

A cerca de 40 minutos de trem da capital dos EUA e um pouco mais de duas horas de Nova York fica a cidade de Baltimore, capital do estado de Maryland.

Acabo de sair de lá depois de um dia bastante intenso visitando projetos da Fundação Open Society na cidade.

Logo de manhã ouvi o depoimento de uma moça chamada Jabria. Jabria, quando tinha 16 anos, estava discutindo com sua avó. A avó teve um ataque do coração durante a discussão. Jabria foi presa, em um estabelecimento para adultos, por homicídio. Após cerca de um ano experimentando todo tipo de violências no cárcere, Jabria poderia ter direito a liberdade condicional. O pedido foi negado pelo juiz pelo fato de Jabria ter tido mais de 30 suspensões na escola. As suspensões foram ocasionadas por Jabria chegar na escola com o uniforme sujo, pois sua avó não a deixava lavar o uniforme quando elas discutiam.

Jabria hoje lidera uma iniciativa contra a prisão de adolescentes nos Estados Unidos e sabe que histórias como essa são a regra na sua comunidade.

Depois fui a uma escola. Uma escola que, como todas as outras nos bairros pobres de Baltimore convivia com altos níveis de violência, de suspensão de alunos e, não surpreendentemente, péssimos resultados acadêmicos.

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Bairro periférico de Baltimore
Vale dizer que, até recentemente, Baltimore distribuía seus recursos educacionais da mesma forma perversa com que esses recursos são distribuídos na maioria dos EUA. A escola recebe impostos de acordo com a arrecadação de IPTU no bairro em que ela fica. Assim, escolas de bairros ricos recebem uma enormidade de recursos públicos. Em bairros pobres, vivem na miséria. Felizmente, após uma batalha judicial, foi possível mudar isso em Baltimore.

TEXTO-MEIO
Fiquei muito impressionado ao entrar na escola. Cinquenta anos após os movimentos contra a segregação racial nos EUA, todos, todos, os alunos na escola são negros. O trabalho de justiça restaurativa feito na escola em que eu fui era incrível. As brigas caíram, as suspensões praticamente acabaram e os níveis acadêmicos melhoraram muito. Mas isso ainda é uma gota no oceano em um bairro onde 1/3 dos alunos foram suspensos no ano passado.

Depois da escola fui a uma igreja, ver o trabalho social que eles faziam. Uma senhora, especialista em segurança alimentar, me explicou que um dos maiores problemas da cidade, que contabiliza 25% dos seus habitantes abaixo da linha de pobreza, eram os food deserts (algo como desertos de comida). Áreas da cidade nas quais os moradores não têm acesso a comida. Não há um supermercado ou uma loja que venda comida em um raio de mais de 8 quilômetros. O sistema de transporte público é precário. Assim, as pessoas têm que andar grandes distância para ter acesso a comida. Muitas vezes elas não fazem isso. E acabam comprando Doritos e balas na loja da esquina para alimentar suas famílias, gastando muito mais do que gastariam se comprassem alimentação decente. Ou, simplesmente, passam fome.

Vale lembrar que essa é uma cidade na qual o comparecimento eleitoral chega a 17% da população com idade de votar. O voto, como em todos os EUA, é facultativo.

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Protesto contra a morte de um jovem negro pela polícia em Baltimore 


A taxa de homicídios em Baltimore é altíssima (55 por 100.000 habitantes), equivalente à taxa de cidades da baixada fluminense. Mais que o dobro da taxa do Rio de Janeiro.

Em abril, a polícia matou um rapaz, negro, chamado Freddie Gray. Jovens negros incendiaram a cidade em protesto.

Esse panorama é fundamental para que possamos entender que o capitalismo norte-americano não pode ser visto como um modelo a ser replicado. Baltimore não é um caso isolado nos EUA, não é um acidente. Baltimore é produto de uma sociedade desigual, racista, violenta, injusta e pouco democrática.

Atualmente, sempre que alguém faz um comentário em defesa de mais justiça social, rapidamente ouve-se a resposta: Vai pra Cuba! Não considero Cuba um modelo a ser seguido pelo Brasil. Mas um dia em Baltimore reforçou a ideia de que o modelo de sociedade baseado em um Estado que pune adolescentes, que fortalece o capital privado na decisão de como alocar recursos públicos, que ignora as desigualdades raciais, que acha que o voto facultativo salva a política, esse modelo de sociedade defendido por tanta gente raivosa na internet e inspirada nos EUA. Esse modelo não nos leva ao mundo mágico da Disneyworld. Esse modelo nos leva a Baltimore.

E não vou responder aos #vaipraCuba! que eu ouço com um #vaipraBaltimore. A Baltimore que eu conheci hoje não desejo para ninguém.


Talvez seja difícil saber o que queremos para o Brasil. Mas certamente começar o debate sabendo que não queremos ser nem Cuba nem Baltimore já seria um bom começo.

Sanguessugado do Outras Palavras, via http://gilsonsampaio.blogspot.com.br/2016/01/viagem-insolita-periferia-dos-eua.html

A principal fonte de corrupção no Brasil



Por J. Carlos de Assis, via Contexto Livre


Pessoas ingênuas e de boa fé acreditam que o núcleo da corrupção no Brasil está na Esplanada dos Ministérios ou nas estatais. É um equívoco. A verdadeira máquina de assalto aos cofres públicos em favor de apaniguados privados, especialmente do setor financeiro, encontra-se no Setor Bancário Sul do Plano Piloto, ou mais especificamente no Banco Central do Brasil. Ali, sob a cobertura de operações monetárias especiais só dominadas por “especialistas”, rouba-se à vontade longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania.

Não se trata de abstrações ou acusações infundadas. Manobras financeiras com os chamados “derivativos” representaram, no ano passado, doações ao setor financeiro da ordem de R$ 89,6 bilhões, conforme dados oficiais, sendo que a perda correspondente foi transferida pelo Banco Central ao Tesouro. Isso significa mais de 40 vezes tudo que se tem dito sobre as fraudes na Petrobrás por parte da quadrilha de diretores que se apossou da estatal e a saqueou durante anos a fio!

Generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamenteparcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de juros que em outros partes do mundo, se efetivadas,resultariam em cadeia. Para ancorar essas taxas extorsivas numa política monetária restritiva — quando menos dinheiro houver no mercado mais “natural” é o aumento da taxa de juros —, o Banco enxuga continuamente as disponibilidades de moeda, fechando o cerco ao setor real da economia.

Que a sociedade não se mobiliza para reagir à quadrilha monetarista não deve surpreender: a política monetária é camuflada em tecnicalidades e sempre justificada com pretextos obscuros. O absurdo é não ter havido reação efetiva no Congresso, seja de partidos da oposição seja da situação. É a prova mais cabal da pusilanimidade da maioria dos nossos parlamentares. Tolerar uma taxa básica de juros de 14,25%, sabendo que a inflação brasileira não tem origem na demanda, é se acumpliciar com os quadrilheiros monetários.

Os ingênuos talvez pensem que não há interesse próprio em jogo na política monetária. É um engodo. Rastreiem as carreiras dos ex-diretores da instituição depois que largaram seus cargos. Em geral, viraram altos funcionários de bancos, ganhado milhões de reais por ano. Isso é pagamento por serviços prestados e, mais do que isso, acesso a informação privilegiada porque eles largam os cargos mas mantem as relações no banco. Duvidam? Esperem pela próxima leva de ex-diretores, quando se cansarem de defender o “interesse público” diretamente no BC.

Os R$ 89,6 bilhões a que me referi, literalmente doados a apaniguados do setor financeiro, se referem a um derivativo que leva o elegante nome de “swap cambial”, mas que no fundo não passa de uma operação de aposta de cartas marcadas entre taxas de juros e taxa de câmbio. Como tanto taxa de juros como câmbio estão sob controle indireto do Banco Central, ele dá o prêmio a quem quiser, de acordo com os olhos do freguês. Essa farra no mercado financeiro brasileiro vem desde os tempos de Armínio Fraga, que a inventou, passando por Henrique Meirelles. Tutti bona gente!

Alguém pode perguntar: Não tem como parar isso? Afinal, R$ 89, 6 bilhões é muito dinheiro em qualquer parte do mundo. Aqui seriam mais de 896 prêmios de loteria de R$ 100 milhões cada, dados de graça para o mercado financeiro. Se acham pouco, considerem que, desde meados de 2014, o volume acumulado de doações em “swap” atingiu cerca de R$ 130 bilhões. Façam as contas e confiram: isso é resultado exclusivo de um jogo de cartas marcadas operado pelo Banco Central sob a máscara de sua “independência” operacional.

Há uns seis anos, no tempo do inefável Meirelles, tentei, junto com dois especialistas, paralisar esse assalto às contas públicas. Denunciamos formalmente o esquema naPolícia Federal e na Procuradoria da República no Rio. Não soube de qualquer consequência. Aparentemente não entenderam a operação e nada fizeram. Infelizmente, não é simples. Apelei para o então vice-presidente José Alencar, meu querido amigo. Ele também não entendeu e, como já estava doente, não forcei a mão. O remédio definitivo será incluir o tema na pauta da Aliança pelo Brasil, junto com as propostas de regeneração da economia.

* Economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.

Por J. Carlos de Assis, via Contexto Livre