quinta-feira, 21 de agosto de 2014

8 notícias que a grande mídia não tem coragem de divulgar


"Confira oito notícias importantes que a grande mídia tem a responsabilidade de divulgar, mas falta coragem (ou interesse?)


Os destaques a seguir dizem respeito a assuntos relevantes e baseados em fatos. São as “notícias importantes” que a mídia tem a responsabilidade de divulgar. No entanto, a imprensa corporativista geralmente as evita.

1. A riqueza nos Estados Unidos cresceu em US$34 trilhões desde a recessão. Mais de 90% da população não recebeu quase nada dessa quantia.

Isto daria, em média, US$100 mil para cada americano. Mas as pessoas que já possuem a maior parte das ações de empresas responsáveis pelo crescimento dessa riqueza receberam quase todo o dinheiro. Para eles, o ganho médio foi de cerca de um milhão de dólares – livre de impostos, desde que não contabilizado (detalhes aqui).

2. Oito americanos ricos ganharam mais do que 3,6 milhões de trabalhadores que recebem salários mínimos.

Um relatório recente afirmou que nenhum trabalhador que receba um salário mínimo nos EUA pode pagar pelo aluguel de uma residência de um ou dois dormitórios de acordo com os preços do mercado atual. Há 3,6 milhões de trabalhadores nestas condições, e seus salários somados ao longo de todo o ano de 2013 é inferior aos ganhos no mercado de ações de apenas oito investidores americanos durante o mesmo ano; todos eles são empresários que mais tiram do que contribuem para a sociedade: os quatro Waltons (donos da cadeia de supermercados Wal-Mart), dois Kochs (donos da Koch Industries), Bill Gates e Warren Buffett.

3. O noticiário fala apenas a 5% da população

Seria um alívio ler um editorial honesto: “Nós valorizamos com carinho os 5% a 7% de nossos leitores que ganham muito dinheiro e acreditam que seus patrimônios, cada vez maiores, estão ajudando todo mundo”.
Em vez disso, a mídia corporativa parece incapaz de diferenciar entre os 5% no topo e o restante da sociedade. O “Wall Street Journal” exclamou: “Americanos de classe média têm mais poder de compra do que nunca”, e, na sequência, : “Que recessão? A economia já saiu da recessão, o desemprego diminuiu…”

O “Chicago Tribune” pode estar ainda mais distante de seus leitores menos privilegiados, perguntando a eles: “O que é tão terrível no investimento de tanto dinheiro na campanha presidencial?”

4. As notícias televisivas ficaram mais burras para o espectador americano

Uma pesquisa de 2009 do European Journal of Communication comparou os Estados Unidos à Dinamarca, Finlândia e Reino Unido no que diz respeito à transmissão de noticiário doméstico e internacional, bem como de notícias importantes (política, administração pública, economia, ciência e tecnologia) e notícias secundárias (celebridades, interesses humanos, esportes e entretenimento). Os resultados:

- os americanos são especialmente desinformados quanto a assuntos públicos internacionais;

- os entrevistados americanos também não tiveram um bom desempenho no que diz respeito ao noticiário importante relacionado a questões domésticas;

- a televisão americana transmite muito menos noticiário internacional do que as TVs finlandesa, dinamarquesa e britânica;

- os programas de notícias da TV americana também relatam muito menos notícias importantes do que as TVs finlandesa ou dinamarquesa.

Surpreendentemente, o relatório informa que “nossa amostragem de jornais americanos estava mais orientada no sentido das notícias importantes do que as contrapartes europeias”. É uma pena que os americanos estejam lendo menos jornais.

5. Executivos e empreendedores com destaque nos noticiários devem trilhões à sociedade

Toda a propaganda em torno do “self-made man”, o empreendedor aventureiro, é uma fantasia. No início dos anos 70, nós, homens brancos privilegiados, fomos conduzidos de nossas faculdade para postos no mercado de trabalho que nos aguardavam nos setores de gestão e finanças; a tecnologia inventava novas maneiras de fazermos dinheiro, os impostos eram baixíssimos e a perspectiva de recebermos bônus e ganhos capitais ocupava nossas mentes.

Enquanto estávamos na faculdade, o Departamento de Defesa preparava a Internet para a Microsoft e a Apple, a Fundação Nacional da Ciência financiava a Digital Library Initiative, que seria adotada como modelo pela Google, e o Instituto Nacional de Saúde realizava os primeiros testes de laboratório que seriam utilizados por empresas como Merck e Pfizer. Os laboratórios de pesquisa do governo e as universidades públicas treinaram milhares de químicos, físicos, designers de chips, programadores, engenheiros, operários de linha de produção, analistas de mercado, testadores, solucionadores de problemas etc.

Tudo o que criamos por conta própria foi uma atitude desdenhosa, como a de Steve Jobs: “Nunca tivemos vergonha de roubar grandes ideias”.

6. Recursos para escolas e pensões desabam à medida que as empresas deixam de pagar impostos

Três estudos independentes entre si mostraram que as empresas pagam menos da metade do que deveriam pagar em impostos, recurso que serve como principal fonte para o fundo educacional K-12 e como parte significativa do fundo para pensões. Mais recentemente, o relatório “A Base Tributária Corporativa está Desaparecendo” mostrou que a porcentagem dos lucros corporativos paga como imposto de renda ao Estado diminuiu de 7% em 1980 para 3%, atualmente.

7. Empresas sediadas nos EUA pagam a maior parte de seus impostos no exterior

O Citigroup recebeu 42% de seus lucros entre 2011 e 2013 na América do Norte (quase tudo nos EUA), tendo gerado US$32 bilhões de lucro, mas recebeu benefícios no imposto de renda ao longo de todos esses três anos.
A Pfizer teve 40% dos seus lucros entre 2011 e 2013 e quase metade de seus ativos físicos nos EUA, mas declarou quase US$10 milhões de prejuízo nos EUA, e, ao mesmo tempo, US$50 bilhões em lucros no exterior.

Em 2013, a Exxon tinha cerca de 43% de sua gestão, 36% das vendas, 40% de seus ativos de longa duração e entre 70 e 90% de seus poços produtivos de petróleo e gás nos EUA; no entanto, a empresa pagou apenas 2% de seu lucro total em impostos ao Estado americano, com a maior parte da quantia sendo paga sob a forma do que se chama devalor tributável “teórico”.

8. Funcionários de restaurantes não recebem aumento há mais de 30 anos

Uma avaliação feita por Michelle Chen mostrou que o salário mínimo para funcionários que recebem gorjeta é de US$2,00 a hora desde 1980. Ela também observa que 40% destes trabalhadores são pessoas negras, e cerca de dois terços são mulheres.

Texto originalmente publicado em Common Dreams, site independente de notícias que prioriza informações para o bem comum, criado em 1997, nos Estados Unidos. Tradução:Samuel Edição: Pragmatismo Político

A crise que não sai nos jornais


Luciano Martins Costa, Observatório da Imprensa
"Começou a campanha eleitoral na televisão, considerada o recurso mais eficiente para a colheita de votos, e não se fala de outra coisa nos jornais.

Evidentemente, trata-se apenas de uma força de expressão, porque os diários seguem trazendo aquele mesmo cardápio variado de assuntos, determinado pela divisão das folhas em seções especializadas. O que muda é a abordagem dos mesmos temas: agora, mais do que nunca, o que sai, como sai e principalmente o que não sai na imprensa fica condicionado ao efeito que a notícia pode produzir nas urnas.

Nesta quarta-feira (19/8), o destaque do trivial variado é a prisão do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros e foragido desde janeiro de 2011. Também há registros sobre a crise hídrica que afeta principalmente a região metropolitana de São Paulo, além de outras variedades. Mas já se percebe que o noticiário político foi conectado ao que dizem os candidatos na propaganda eleitoral – e o noticiárioeconômico tende a seguir no mesmo tom.

Também aparecem nas primeiras páginas, como sempre, notícias de futebol, com a primeira convocação da seleção brasileira depois do vexame na Copa do Mundo. O novo técnico, Carlos Eduardo Bledorn Verri, conhecido como Dunga, tem a missão de tirar das cinzas aquele que já foi o melhor futebol do mundo, em duas partidas amistosas, contra as seleções do Equador e da Colômbia, nos Estados Unidos. A crônica especializada se empenha em um debate sobre os escolhidos, e observa que Dunga convocou dez dos atletas que falharam na Copa.

Aparentemente, nada além do corriqueiro.

Sobre a campanha eleitoral, há relatos detalhados do que disse cada um dos candidatos na televisão, mas poucas análises sobre o que eles realmente podem fazer caso sejam eleitos. Assim, a mensagem imaginada pelos criadores da propaganda eleitoral acaba predominando sobre a realidade, que deveria orientar a escolha do eleitor. Ou seja: em última instância, quem define a pauta da imprensa nesta temporada de caça a eleitores são os marqueteiros de campanha.

Esgoto na torneira

Mais interessante, portanto, é observar o que não sai nos jornais.
Entre os assuntos que não serão lidos nos diários pode-se observar, por exemplo, que as notícias sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo se limitam a uma disputa entre o governo paulista e o governo do Rio de Janeiro em torno do uso da bacia do rio Paraíba do Sul. Também há referência ao aumento do consumo e ao estranho silêncio do comitê anticrise liderado pelo Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo e pela Agência Nacional de Águas: criado em fevereiro para enfrentar o problema, o grupo de especialistas não se manifesta há 50 dias, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.

O caso é mais complexo que isso. Não se sabe se os jornais estão informados, mas a diretoria da Fiesp – Federação da Indústria no Estado de São Paulo – mantém o assunto entre suas prioridades há pelo menos um mês, discutindo as consequências de um colapso previsto para acontecer na última semana de setembro.

Uma cientista com pós-doutorado em hidrologia tem produzido relatórios alarmantes sobre a situação, e algumas das possíveis soluções já não podem ser executadas porque não houve um planejamento adequado por parte do governo paulista.

Além dos transtornos que pode causar uma falta prolongada de água, numa metrópole desorganizada e com tantas comunidades sem infraestrutura de saneamento básico, tem preocupado os empresários a constatação de que parte da água entregue pela Sabesp está contaminada pelo esgoto em vários ramais da região metropolitana. Há o risco iminente de a falta de água ser agravada por uma crise de saúde pública de consequências desastrosas.

O presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, não virá a público revelar tudo que tem sido discutido pelos empresários, porque pode parecer que estaria fazendo campanha para Paulo Skaf, o presidente licenciado da entidade, que é candidato a governador pelo PMDB. Além disso, teria que colocar em debate a responsabilidade das próprias indústrias no uso não sustentável dos recursos hídricos.

A imprensa ainda não se deu conta do problema, ou tem outras preocupações mais relevantes."

“Preconceito contra Bolsa Família é fruto da imensa cultura do desprezo”, diz pesquisadora.

Com Isadora Peron O Programa Bolsa Família fez 10 anos no domingo, dia 20. Quando foi lançado, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, atendia 3,6 milhões de famílias, com cerca de R$ 74 mensais, em média. Hoje se estende a 13,8 milhões de famílias e o valor médio do benefício é de R$ 152. [...]

Com Isadora Peron
O Programa Bolsa Família fez 10 anos no domingo, dia 20. Quando foi lançado, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, atendia 3,6 milhões de famílias, com cerca de R$ 74 mensais, em média. Hoje se estende a 13,8 milhões de famílias e o valor médio do benefício é de R$ 152. No conjunto, beneficia cerca de 50 milhões de brasileiros e é considerado barato por especialistas: custa menos de 0,5% do PIB.
Para avaliar os impactos desse programa a socióloga Walquiria Leão Rego e o filósofo italiano Alessandro Pinzani realizaram um exaustivo trabalho de pesquisa, que se estendeu de 2006 a 2011. Ouviram mais de 150 mulheres beneficiadas pelo programa, localizadas em lugares remotos e frequentemente esquecidos, como o Vale do Jequitinhonha, no interior de Minas.
O resultado da pesquisa está no livro Vozes do Bolsa Família, lançado há pouco. Segundo as conclusões de seus autores, o incômodo e as manifestações contrárias que o programa desperta em alguns setores não têm razões objetivas. Seria resultado do preconceito e de uma cultura de desprezo pelos mais pobres.
Os pesquisadores também rebatem a ideia de que o benefício acomoda as pessoas. “O ser humano é desejante. Eles querem mais da vida como qualquer pessoa”, diz Walquiria, que é professora de Teoria da Cidadania na Unicamp.
Na entrevista abaixo – concedida à repórter Isadora Peron – ela fala desta e de outras conclusões do trabalho.
Como surgiu a ideia da pesquisa?
Quando vimos a dimensão que o programa estava tomando, atendendo milhões de famílias, percebemos que teria impacto na sociedade. Nosso objetivo foi avaliar esse impacto. Uma vez que o programa determina que a titularidade do benefício cabe às mulheres, era preciso conhecê-las. Então resolvemos ouvir mulheres muito pobres, que continuam muito pobres, em regiões tradicionalmente desassistidas pelo Estado, como o Vale do Jequitinhonha, o interior do Maranhão, do Piauí…
E quais foram os impactos que perceberam?
Toda a sociologia do dinheiro mostra que sempre houve muita resistência, inclusive das associações de caridade, em dar dinheiro aos pobres. É mais ou menos aquele discurso: “Eles não sabem gastar, vão comprar bobagem.” Então é melhor que nós, os esclarecidos, façamos uma cesta básica, onde vamos colocar a quantidade certa de proteínas, de carboidratos… Essa resistência em dar dinheiro ao pobres acontecia porque as autoridades intuíam que o dinheiro proporcionaria uma experiência de maior liberdade pessoal. Nós pudemos constatar na prática, a partir das falas das mulheres. Uma ou duas delas até usaram a palavra liberdade. “Eu acho que o Bolsa Família me deu mais liberdade”, disseram. E isso é tão óbvio. Quando você dá uma cesta básica, ou um vale, como gostavam de fazer as instituições de caridade do século 19, você está determinando o que as pessoas vão comer. Não dá chance de pessoas experimentarem coisas. Nenhuma autonomia.
Está dizendo que essas pessoas ganharam liberdade?
Estamos tratando de pessoas muito pobres, muito destituídas, secularmente abandonadas pelo Estado. Quando falamos em mais autonomia, liberdade, independência, estamos nos referindo à situação anterior delas, que era de passar fome. O que significa dizer de uma pessoa que está na linha extrema de pobreza e que continua pobre ganhou mais liberdade? Significa que ganhou espaços maiores de liberdade ao receber o benefício em dinheiro. É muito forte dizer que ganhou independência financeira. Independência financeira temos nós – e olhe lá.
O que essa liberdade significou na prática, no cotidiano das pessoas?
Proporcionou a possibilidade de escolher. Essa gente não conhecia essa experiência. Escolher é um dos fundamentos de qualquer sociedade democrática. Que escolhas elas fazem? Elas descobriram, por exemplo, que podem substituir arroz por macarrão. No Nordeste, em 2006 e 2007, estava na moda o macarrão de pacote. Antes, havia macarrão vendido avulso. O empacotamento dava um outro caráter para o macarrão. Mais valor. Elas puderam experimentar outros sabores, descobriram a salsicha, o iogurte. E aprenderam a fazer cálculos. Uma delas me disse: “Ixe, no começo, gastei tudo na primeira semana”. Depois aprendeu que não podia gastar tudo de uma vez.
A que atribui a resistência de determinados setores da sociedade ao pagamento do benefício?
O Bolsa Família é um programa barato, mas como incomoda a classe média (ela ri). Esse incômodo vem do preconceito.
Fala-se que acomoda os pobres.
Como acomoda? O ser humano é desejante. Eles querem mais da vida, como qualquer pessoa. Quem diz isso falsifica a história. Não há acomodação alguma. Os maridos dessas mulheres normalmente estavam desempregados. Ao perguntar a um deles quando tinha sido a última vez que tinha trabalhado, ele respondeu: “Faz uns dois meses, eu colhi feijão”. Perguntei quanto ele ganhava colhendo feijão. Disse que dependia, que às vezes ganhava 20, 15, 10 reais. Fizemos as contas e vimos que ganhava menos num mês do que o Bolsa Família pagava. Por que ele tem que se sujeitar a isso, praticamente à semiescravidão? Esses estereótipos tem que ser desfeitos no Brasil, para que se tenha uma sociedade mais solidária, mais democrática. É preciso desfazer essa imensa cultura do desprezo.
No livro a senhora diz que essas mulheres veem o benefício como um favor do governo.
Sim, de 70% a 80% ainda veem o Bolsa Família como um favor. Encontramos poucas mulheres que achavam que é um direito. Isso se explica porque temos uma jovem democracia. A cultura dos direitos chegou muito tarde ao Brasil. Imagino que daqui para a frente a ideia de que elas têm direito vai ser mais reforçada. Para isso precisamos, porém, de políticas públicas específicas. Seriam um segundo, um terceiro passo… Os desafios a partir de agora são muito grandes.
Qual é a sua avaliação geral do programa?
Acho que o Bolsa Família foi uma das coisas mais importantes que aconteceram no Brasil nos últimos anos. Tornou visíveis cerca de 50 milhões de pessoas, tornou-os mais cidadãos. Essa talvez seja a maior conquista.
Entre as mulheres que ouviu, alguma foi mais marcante para a senhora?
Uma das mais marcantes foi uma jovem no sertão do Piauí. Ela me disse: “Essa foi a primeira vez que a minha pessoa foi enxergada”. Tinha uma outra, do Vale do Jequitinhonha, que morava num casebre, sozinha com três filhos. Quando começou a contar a história dela, perguntei qual era a sua idade, porque parecia que já tinha vivido muita coisa. Ela respondeu: “29 anos”. E eu: “Mas só 29?” Ela: “Mas, dona, a minha vida é comprida, muito comprida.” Percebi que falar que “a minha vida é muito comprida” é quase sinônimo de “é muito sofrida”.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Teologia, Necrofilia e Sustentabilidade

Wanderley Guilherme dos Santos


Em 16 de agosto, a então candidata a vice-presidente Marina Silva declarou ao jornal Estado de São Paulo que não estava no jatinho em que morreu Eduardo Campos, segundo a reportagem, “por providência divina”. Foi sua primeira declaração sobre o acidente, repetida, com variantes, em todas as suas declarações posteriores.

Espantou-me a teologia implícita na espiritualidade propagada pela missionária Marina Silva. O ardor com que defende a sobrevivência do mais humilde ser terreno, animal, mineral ou vegetal, indiferente aos custos do bem estar do rebanho humano, imprimiu ao tema da sustentabilidade da saúde planetária um rigor imobilista de difícil adesão. Na parte humana de seus mandamentos, os vetos à mudança em costumes e aos experimentos científicos condenariam a espécie às tábuas atuais de causas mortis, intolerância social e crimes. A variante teológica de fundo parecia duramente reacionária.

Mas é ainda mais implacável a teologia da missionária Marina. Para preservar sua missão, providenciou um acidente que matou o candidato a presidente de sua coligação partidária (pois seu verdadeiro partido, o REDE, era declaradamente um mioma que esperava crescer no ventre do hospedeiro PSB), e todos os acompanhantes de Eduardo Campos, pilotos, repórteres, assessores, dos quais não se conhece a confissão religiosa, nem se haviam concordado em sacrificar a própria vida em nome dessa implacável e ególatra missão.

O noticiário tende a difundir a mesma necrofilia teológica, linguagem quea mídia escolheu para enquadrar o acidente e suas conseqüências político-eleitorais. As próximas pesquisas, menos debochadas, informarão qual o impacto imediato na distribuição das preferências pré-eleições.
sugado do: http://esquerdopata.blogspot.com.br/2014/08/teologia-necrofilia-e-sustentabilidade.html

Do que têm medo a Globo e os três Marinhos?


"A postura agressiva dos apresentadores do Jornal Nacional, que atingiu seu ápice quando Patrícia Poeta colocou o dedinho no rosto da presidente Dilma Rousseff, escancara que as Organizações Globo farão o que estiver a seu alcance para impedir sua reeleição; aparentemente, os irmãos Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto Marinho tratam esta eleição como uma questão de vida ou morte; entre os motivos possíveis, estão a autuação da Receita Federal, o receio de que o país avance na democratização da mídia e a percepção de que a Globo, alvo dos protestos de junho por ter apoiado a ditadura, não é mais capaz de ditar os rumos do país

Marco Damiani, Brasil 247 

Donos do maior patrimônio pessoal entre todos os empresários de mídia do mundo, como o australiano Ruppert Murdoch, do grupo Media News, ou o americano Ted Turner, da rede CNN, os três irmãos Marinho – João Roberto, Roberto Irineu e José Roberto – consideram ter mais de um bilhão de motivos para atuarem, com sua poderosa máquina editorial, contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Nota sobre nota, eles têm, juntos, uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 28,9 bilhões (R$ 74,2 bilhões de reais). Porém, com mais quatro anos de Dilma no Palácio do Planalto, os três temem perder dinheiro, prestígio e influência em doses imprevisíveis. Podem ser bastante fortes.

No ano passado, a Receita Federal venceu no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) uma disputa com a Globo de R$ 713 milhões. Hoje, a conta ainda não saudada está em mais de R$ 1 bilhão. Por outro lado, a reeleição da presidente vai, necessariamente, aquecer o debate sobre a regulação do funcionamento do setor de mídia no Brasil. Pilares da base do gigantismo da Globo, como propriedades cruzadas e presença majoritária em múltiplas áreas de atuação, configuram um oligopólio que fatura, anualmente, cerca de R$ 10 bilhões. É essa espécie de fábrica de fazer dinheiro, erguida a partir do período dos militares no poder do Brasil (1964-1985) e movida pelo B.V. (o famoso bônus de veiculação), que se vê ameaçada pela presidente candidata.

Um terceiro, mas não menos importante elemento, é o público em si. Em junho do ano passado, uma parte do vandalismo em que as manifestações degeneraram foi dirigido contra a Globo. Esterco chegou a ser jogado nas paredes da sede da emissora em São Paulo. A pressão popular sobre carros adesivados da emissora passou a ser um fato cotidiano, e sempre arriscado, na vida dos profissionais da empresa.

BELIGERÂNCIA NO DNA - É natural, na defesa de seus interesses bilionários, que os Marinho usem todos os canhões ao seu dispor. A beligerância, de resto, está no DNA do grupo empresarial que eles herdaram do pai. A Globo nasceu com obsessão pelo poder. A estratégia do empresário Roberto Marinho foi, desde as primeiras transmissões, em abril de 1965, exatamente um ano depois de os militares brasileiros derrubarem o presidente João Goulart, a de servir ao regime. Não há interpretação histórica que possa superar esse fato.

A Globo, apesar de algumas linhas de autocrítica publicadas no jornal O Globo por ocasião do cinquentenário do golpe militar, no ano passado, não quer cortar suas raízes com o autoritarismo. Pelo simples motivo de que foi a antítese da democracia que estabeleceu o modelo de concentração que a beneficiou. As Organizações enxergam a democracia como o regime que necessariamente vai enfraquecer seu poder, à medida em que permite a existência e o florescimento de outras fórmulas empresariais.

O nervosismo do âncora William Bonner e a descortesia da apresentadora Patrícia Poeta, ontem, diante de Dilma, na entrevista no Jornal Nacional, revelaram apenas a ponta do iceberg de interesses escondidos pela Globo em sua propalada isenção editorial. Não está no DNA da emissora ser isenta, ao contrário. Muito menos têm havido equilíbrio por parte da emissora no noticiário da atual sucessão presidencial. Pesquisadores da Uerj já havia mostrado que o JN dedicou, entre 1º de janeiro e 31 de julho, 83 minutos de noticiário avaliado por ele como negativo para Dilma contra 3 minutos de informações apontadas como positivas.

JN PERDEU IBOPE NOS ÚLTIMOS ANOS - Para tomar-se, apenas, os investimentosdo governo federal em publicidade, o que se tem é que eles diminuíram para a Globo a partir da introdução continuada de filtros técnicos para a aplicação das verbas. Acontece que a audiência da Globo como um todo, e em horários nunca antes ameaçados, está diminuindo. Apenas o Jornal Nacional, por exemplo, perdeu mais de 20 pontos no Ibope nos últimos anos. A introdução de novos mecanismos de medição de público, de outra parte, também mostra que o poderio real das Organizações Globo é declinante, no sentido do alcance e influência sobre público.

Em 1982, a Globo tentou ditar o resultados das eleições para governador do Rio de Janeiro, no que ficou conhecido como o escândalo da pró-consult – a assessoria que contava os votos em paralelo à Justiça Eleitoral. Em 1989, como o então todo poderoso global Boni admitiu em biografia festiva, a emissora manipulou o debate presidencial entre os candidatos Lula e Collor e usou, claro, o Jornal Nacional para desequilibrar ainda mais a cena real daquele disputa. Em ambos os casos, a Globo procurou interferir na disputa em seus momentos finais.

Dia 18, com a chamada entrevista em que a presidente Dilma foi interrompida 21 vezes, em 15 minutos de conversa, pelo âncora do JN, a Globo mostrou que partiu para o ataque desde o primeiro minuto. Certamente porque sabe, com seus sofisticados instrumentos de aferição dos humores da população, que enfrenta cada vez mais dificuldade para impor a vontade de seus herdeiros ao público."

IPCA-15: prévia da inflação oficial continua em queda



Vitor Abdala, Agência Brasil

"A prévia da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao ConsumidorAmplo-15 (IPCA-15), ficou em 0,14% em agosto deste ano. A taxa é inferior às observadas em julho deste ano (0,17%) e em agosto do ano passado (0,16%). Segundo dados divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 acumula taxas de 4,32% no ano e de 6,49% no período de 12 meses.

O principal responsável pelo recuo da taxa foram os alimentos, que tiveram deflação (queda de preços) de 0,32% na prévia de agosto. Segundo o IBGE, muitos produtosalimentícios ficaram mais baratos no período, como a batata-inglesa (-20,42%), o tomate (-16,47%), o feijão-carioca (-5,49%), as hortaliças (-5,13%), o óleo de soja (-3,17%) e o feijão-preto (-3,11%).
Também contribuíram para a inflação menor na prévia de agosto, as deflações dos grupos de despesas pessoais (-0,67%), comunicação (-0,84%) e vestuário (-0,18%).

Por outro lado, o aumento das despesas com habitação (1,44%) e transportes (0,2%) evitaram uma queda maior da taxa de inflação. No grupo habitação, a inflação foi puxada pelo aumento de preços dos artigos de limpeza (1,47%), taxa de água e esgoto (1,37%), condomínio (1,36%), aluguel residencial (0,66%) e mão de obra para pequenos reparos (0,66%).

O IPCA-15 de agosto foi calculado com base em preços coletados entre os dias 15 de julho e 13 de agosto."

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ricos e classe média querem tirar PT do poder, diz economista Pochmann

Durante visita a Fortaleza no último sábado, o economista - uma das principais cabeças do projeto econômico do PT - disse que setores estão "insatisfeitos" com com perda de privilégios durante os governos petistas.

Durante palestra, economista Márcio Pochmann falou sobre os desafios do PT para as próximas eleições

Uma das principais cabeças do projeto econômico de Dilma Rousseff (PT), o economista Márcio Pochmann disse neste sábado, em Fortaleza, que ricos e classe média brasileira enxergam como “questão decisiva” a saída do PT do poder nas eleições deste ano. Segundo ele, esses grupos estariam insatisfeitos com políticas petistas de descentralização de renda, que estariam, por tabela, “combatendo privilégios” dos mais ricos.

“Ricos não estão nada satisfeitos. Para eles, é uma questão decisiva ver o PT fora do governo. Nossa classe média também não suporta o combate às desigualdades, porque ele é também o combate aos privilégios. É aquela questão do status, que é atacado pelos programas sociais”, disse Pochmann, que esteve em Fortaleza participando do “Café com Ideias”, projeto organizado pela Casa Vermelha, ação ligada ao vereador Guilherme Sampaio (PT).

Ilustrando a questão, Pochmann citou exemplo de pessoas da classe média que estariam incomodadas com a ascensão de brasileiros de baixa renda após governo do PT. “Existe a questão do status. A patroa vai para Miami e vê a empregada doméstica. O cidadão compra um carro, mas aí vê que o porteiro também tem carro novo. Essa classe média não nos quer”, disse o economista.

Programas sociais
Pochmann afirmou ainda que, para as eleições deste ano, o desafio e diretriz do PT deve ser organizar e se aproximar de setores beneficiados por programas sociais dos governos Lula e Dilma. Entre possíveis “alvos”, ele cita estudantes beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e 3 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Minha Casa Minha Vida.

“Precisamos organizar e transformar esses grupos em política, mobilizações. Buscar esses segmentos e organizá-los. Isso porque, na política, não existe vácuo. Se nós não buscarmos essas pessoas, outras vão”, disse.

Reformas
Para eleição deste ano, Pochmann também destacou necessidade de o PT “bancar” debates envolvendo reformas profundas na sociedade. Entre os pontos criticados pelo economista e passíveis de mudanças, estão projetos de regulamentação da mídia e concentração de terras em grandes latifúndios.

“Nós inventamos o Brasil sem mexer no velho, nunca se mexeu na aristocracia rural (...) hoje, 40 mil proprietários possuem até 50% das terras, e elegem 20% das casas legislativas”, disse o economista.

Ex-presidente do Instituto de Pesquisa Aplicada entre 2007 e 2012, Márcio Pochmann é professor titular da Unicamp e um dos ideólogos das propostas econômicas dos governos do PT desde a era Lula.

A palestra do economista integrou programa “Café com Ideias” da Casa Vermelha, que regularmente promove discussões sobre temas de interesse da sociedade. A Casa é um espaço político-cultural mantido pelo vereador Guilherme e por grupos da sociedade civil que dialogam com o mandato do parlamentar. (Carlos Mazza - Carlosmazza@opovo.com.br)
 SERVIÇO
Casa Vermelha
Endereço: Rua Osvaldo Cruz, 1318, Aldeota
Sugado do: http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2014/06/09/noticiasjornalpolitica,3263875/ricos-e-classe-media-querem-tirar-pt-do-poder-diz-economista-pochmann.shtml#.U_AJanY9u1s.facebook

O que resta à direita latino-americana


A direita associada a meios de comunicação consegue desgastar,  mas não vencer eleitoralmente, os governos progressistas. Faltam-lhe plataforma, líderes e bases de apoio além dos decadentes setores das classes médias
"Na falta de projetos, ela se refugia em setores da mídia para formar cadeias que resistem a transformações democráticas

Emir Sader, RBA 

A direita latino-americana já teve várias fisionomias: economias primário-exportadoras e regimes políticos oligárquicos, ditaduras e governos neoliberais. Nenhuma parece suficientemente atraente para fazê-la voltar ao governo onde deixou de sê-lo. O modelo primário exportador sofreu golpe mortal com a crise de 1929. As ditaduras serviram para brecar avanços políticos das esquerdas surgidas ou fortalecidas na reação àquela crise.

O projeto neoliberal parecia ser a boia de salvação das forças mais retrógradas das sociedades latino-americanas, permitindo que a direita trocasse de roupa, aparecendo como força “modernizadora”. Contra um Estado qualificado como parasitário, pela livre circulação dos capitais que supostamente permitiria reativar economias e promover omercado e o grande empresariado como os agentes mais dinâmicos da sociedade, surgia uma “nova direita”.

Essa fisionomia foi ajudada pela adesão de forças antes próximas ao campo popular. Partidos de origem nacionalista como o PRI mexicano e o peronismo, social-democratas como a Ação Democrática da Venezuela, o Partido Socialista do Chile, o PSDB no Brasil, entre outros, seguiram a trilha dos partidos socialista da França e da Espanha, pioneiros a “aderir”. O historiador Perry Anderson constatou em seu texto Balanço do Neoliberalismo que não tinha havido um modelo tão abrangente como o neoliberal. Se ainda no começo dos anos 1970 um conservador como Richard Nixon tinha afirmado “somos todos keynesianos” – confessando a hegemonia do modelo conhecido pelo Estado indutor do
desenvolvimento e do bem-estar social –, não muito tempo depois até a social-democracia internacional dizia o oposto: “Somos todos neoliberais”.

A esquerda histórica era desqualificada como superada, marginalizada dos grandes movimentos da globalização. Políticos oligárquicos eram reciclados para o liberalismo de mercado. Projetava-se o século­ 21 como o século da nova direita.

O modelo, pujante no seu início, revelou no entanto seus limites. As crises financeiras se multiplicaram – do México à Coreia do Sul, do Brasil à Rússia, da Argentina à Grécia.Depois de ter sido o continente que teve mais governos neoliberais e nas suas modalidades mais radicais – com os de Pinochet no Chile (1973-1990) e Menem na Argentina (1990-2000) –, a América Latina viu florescer governos antineoliberais. Esses governos ocuparam lugares amplos no campo político, deslocando a direita tradicional, agora associada à nova direita. Diante do pacto político na região de não aceitar governos que se estabelecessem pela força, como tentou-se, sem sucesso, na Venezuela, esse segmento teve de buscar outras vias e espaços.

Novos governos – Venezuela, Brasil, Argentina, Uruguai, Bolívia, Equador – se consolidaram por atuar nos pontos mais frágeis do neoliberalismo: promovendo a centralidade das políticas sociais no lugar da dos ajustes fiscais. Recuperando o papel do Estado como indutor de crescimento e de direitos sociais, no lugar da centralidade do mercado. Priorizando diálogo regional em vez de tratados com os Estados Unidos.

A direita teve de se refugiar onde mantém espaços de poder privilegiados – os meios de comunicação. Em situação monopolista, pelo poder do dinheiro e pela articulação com lobbies internacionais, se criam cadeias de formação antidemocrática da opinião pública, com poder de pressão sobre governos. A direita consegue desgastá-los, mas não vencê-los eleitoralmente, pois faltam-lhe plataforma, capacidade de projetar líderes e de conquistar bases de apoio além de decadentes setores das classes médias.

Resta à direita latino-americana promover formas de desestabilização, combinando campanhas terroristas na mídia, mobilizações de setores que resistem às transformações democráticas e apoio internacional, buscar brecar os impulsos desses governos e, eventualmente, ganhar eleições. Essas formas de ação, já derrotadas em várias ocasiões na Bolívia, Equador e Brasil, se concentram agora especialmente na Venezuela e na Argentina. Aí jogam todas suas cartas."

Agora Falando Quase Sério

O circo está nas ruas e os palhaços somos nós.

Mas repare, não estou falando do povo, esses não tem nada de palhaços, a começar pela falta total e absoluta de malícia, típica dos nossos maquiados colegas. Não tem estômago para dar marteladas, nem falsas, nos colegas, nem querem ver o circo pegar fogo, principalmente se morarem em Niterói.

Os palhaços somos nós que queremos desesperadamente fazer ver a esse público que no circo da política a platéia é que sofre os trotes e enganos.

Começa com os eventos desenrolados depois da morte de Dudu Campos, querendo tocar fogo na lona, a mídia amestrada, como cavalinhos de picadeiro, partiu pra explorar o momento emocional, retrato de um instante no eterno passar de nuvens que é a política.

Entrevistas com os entrevados de sempre, pesquisas marotas que, ao pesquisar, influenciam; exploração barata da dor de um povo comovido com a morte de um líder local.

Ele, se se comportasse direitinho, podia ser içado por Lula a um patamar superior, ficou na promessa; mas marcou seu povo, principalmente e mais que tudo pelo cacife político do avô e daquele que, em seu governo federal, o alçou acima da inexpressividade eterna reservada ao nordeste e nordestinos, sabem quem, né.

Agora essa senhora que, sorridente, só faltou dançar sobre o caixão do aliado tá sissi! 

Sissintindo a ultima bolacha do pacote, sissintindo o máximo no rescaldo de um incêndio que ainda nem foi apagado.

Sabe de nada inocente!


Aécio ainda não fez registro definitivo de sua candidatura. A Fôia prefere Serra e já deu mostra disso com o escândalo do Aécioporto de Cláudio, Dilma pode dar lugar a Lula (o que acabaria com quaisquer pretensões da oposição, podiam vir com Cristo crucificado que não tinha jeito).

O meio de campo está todo misturado.

Mesmo com apoios totalmente em desacordo com sua suposta plataforma, como Itaú, pra citar só um, não há a menor garantia de que quem que hoje cretinamente a apoia vá continuar, conhecemos essa turma o o time em que jogam, sempre contra nós.

Tá todo mundo (aparentemente) radiante, quase celebrando a precoce morte do oponente. É uma nova campanha, cantam tukanus, começou tudo de novo ronca o PIG enquanto fuça a lavagem procurando seu sustento podre.

A nós, cabe esperar sobriamente.
sugado do:http://amoralnato.blogspot.com.br/2014/08/agora-falando-quase-serio.html

Datafolha escancara o vale-tudo desta eleição


Essa última pesquisa Datafolha é algo para se pensar.
Foi feita sob o impacto emocional da morte trágica de Eduardo Campos, antes mesmo do enterro de seu corpo.
E, além disso, colocou a sua vice, cuja candidatura nem sequer foi ainda oficializada, em seu lugar.
Ou seja, uma das opções oferecidas ao pesquisado, Marina Silva, não era ainda candidata a nada.
Vai ser, é claro.
Mas um precedente desse tipo num levantamento que se pretende sério - apesar da circunstância temporal e emocional em que foi realizado - pode ser muito perigoso para o processo eleitoral. 
Se Marina Silva, antes de ela ser oficializada candidata, pode constar de uma pesquisa eleitoral registrada no TRE, é lícito supor que outros nomes, potencialmente fortes, também possam ser oferecidos como opção ao pesquisado.
Afinal, esses levantamentos nada mais são do que armas da guerra empreendida pela oligarquia para defenestrar os trabalhistas do 
Palácio do Planalto.
São usados para iludir o eleitor, criar manchetes nos jornalões e influenciar o voto.
São forjadas?
Não.
Apenas contêm perguntas capciosas, colocadas no questionário para induzir o pesquisado a rejeitar o nome de Dilma Rousseff - e de outros trabalhistas - e escolher aquele apoiado pela turma das trevas.
Fora isso, há a famosa margem de erro.
Três pontos para baixo, três para cima - e tudo se resolve.
Mas da forma como são apresentadas, as pesquisas eleitorais parecem ser o suprassumo da ciência.
Irrefutáveis.
Mesmo essa última do Datafolha, que, se a gente for analisar, nem poderia ter sido publicada.
Pois Marina Silva não é ainda a candidata do PSB.
Sua inclusão no levantamento é uma fraude, um crime eleitoral.
Como seria, por exemplo, colocar no questionário o nome de Lula como candidato do PT no lugar de Dilma.
Mas, como se vê, esta eleição presidencial já se tornou um vale-tudo.
Um vale-tudo para emplacar candidatos cujo único projeto é ser anti-PT, anti-Lula, anti-Dilma, anti-Brasil.