segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Charge do Bessinha

A estratégia política do denuncismo




É curioso como está se processando o xadrez político. Em muitos aspectos, lembra bastante o pré-64 - o que não significa necessariamente que o desfecho será o mesmo.
Dilma assumiu pretendendo acabar com a polarização política dos últimos anos. Fez acenos em direção aos jornais, colocou-se acima dos partidos e do próprio PT, afastou-se dos sindicatos - no início, com imprudência, depois com cuidado - e da blogosfera.
Um dos pontos centrais da sua estratégia foi o de aceitar as denúncias contra Ministros. Fez como o lutador de judô que calibra o golpe aproveitando o embalo do adversário.
Nas primeiras rodadas, acumulou pontos. Na sequência, o jogo está indefinido. Essa estratégia fortaleceu o denuncismo de forma nunca vista desde a campanha do "mensalão". Aparentemente a presidente saiu ilesa, por não estar no centro do fogo que está consumindo seus ministros...

Manifestar-se Contra a Corrupção





Como muitas do português, ela vem do latim, e sofreu poucas modificações na sua evolução. Não é difícil imaginar sua proveniência: manufestare, composta pelo substantivo manus (mão) e o verbo festare (cortar, separar), presente em defendere (afastar, repelir) e offendere (machucar, ferir). Originariamente, queria dizer “pegar com as mãos”.
Desde a Roma Antiga, “manifesto” - manifestus em latim - é sinônimo de “claro”, “evidente”, “provado”, “palpável”. O elemento festus, que aparece também em infestus (hostil, inimigo), nada tem a ver com a palavra homófona, que quer dizer “festa”, “feliz”, “ (essa provem da raiz indo-européia dhes, de sentido religioso, de onde vem fanum (templo) e feria (dia de repouso cerimonial).
Subjacente à ideia de manifestar-se, está, portanto, a de evidenciar-se através da ruptura, dar-se a conhecer pela diferença. Provocar a atenção dos outros, mostrando não ser igual....

Lula e os porões da política

blog da cidadania
Ontem, assistimos, mais uma vez, ao espetáculo deprimente que é a política sendo feita sem pudor, sem tergiversações. A repercussão da doença de Lula na mídia revela que essa atividade se baseia, hoje, em absoluta falta de decência e de lealdade nos embates entre os que deveriam terçar idéias para melhorar a vida das pessoas.
Na busca por causar o maior abatimento moral possível ao adversário, vale tudo. Principalmente chocá-lo com ausência de um traço de humanidade em seus adversários e, assim, deixá-lo assustado ao imaginar a que ponto chegariam para destruí-lo.
Nos últimos dias, dois casos se encadearam em demonstrações análogas, ainda que em níveis extremamente desiguais, de como, não raro, a política passa até pelo ato supremo de tirar a vida de um adversário da forma mais selvagem que se possa conceber.
Um desses casos reside nos detalhes sobre como Muamar Kadafi, ex-ditador da Líbia, foi assassinado por seus adversários… políticos. O outro caso, de nível de virulência infinitamente menor, mas igualmente assustador, foi ver a forma como a mídia tratou a doença de Lula.
Melhor não entrar nos detalhes sobre o assassinato de Kadafi, pois ainda visualizo a imagem mental que se me formou ao saber das sevícias que sofreu antes de colocarem fim ao seu suplício. Sobre Lula, a mídia o acusou de supostamente ter se causado o mal que o acomete, e comemorou a possibilidade de a doença ter êxito onde seus adversários “humanos” falharam.
A política, como a conhecemos, não requer capacidade, honestidade, talento ou boas intenções; requer capacidade de ser canalha ao impensável, de trair sem culpa, de não ter piedade ou comedimento algum na busca por atingir o oponente. Para vencer o adversário, vale tudo. Principalmente cinismo, muito cinismo.
É uma atividade para profissionais com “couro duro”. Nesse aspecto, somente alguém que saiu de uma região miserável, que passou fome e privações de toda sorte, que sofreu humilhações que arrasariam moralmente qualquer pessoa pode suportar a deslealdade da política em suas manifestações menos contidas.
Enganam-se, porém, os que julgam que um tumorzinho conterá alguém que, apesar de tudo pelo que passou, fez do Brasil a terra de promessas mil que jamais sonhamos que se tornaria. A selvageria dos adversários é antiga, conhecida e previsível. Lula, portanto, só precisa se precaver contra a traição, que se confunde com a política.
Por fim, resta, apenas, uma dúvida: será que esses 80% dos brasileiros que pesquisas recentes mostraram que devotam carinho extremado a Lula estão gostando de ver a mídia comemorar a sua doença?
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Conheçam melhor, abaixo, quem é a comentarista da CBN que atribuiu a doença de Lula ao “alcoolismo”
blog da cidadania

Tudo por Dinheiro.


No sistema onde o dinheiro é a mola propulsora que tudo movimenta, fatalmente tudo se torna mercadoria, é pelo dinheiro que os fatos acontecem, não fosse por ele, não haveriam tantos desentendimentos, tantas discórdias, tantas corrupções e tantos sofrimentos.

O dinheiro é quem fala alto, quem dita as regras, é quem manda, por ele o homem explora a si próprio e os demais seres vivos. Numa sociedade sistematizada pelo dinheiro, os valores morais caem por terra, caráter, entre tantas outras virtudes, são coisas vãs, numa possível disputa entre quem tem caráter e quem tem dinheiro, vence quem tem dinheiro.

Por dinheiro o homem vende sua honra, sua dignidade e sua consciência. Pelo vil metal, pais entregam filhas ou supostos amores acontecem, por dinheiro, o impossível se torna possível e o inadmissível se torna aceito.

No sistema onde o dinheiro é quem dita as regras, o homem é avaliado e mensurado pelo montante de cifras que detém, o que se leva em consideração primeiramente são os valores materiais, valores morais ficam para segundo plano. Neste mundo cão, pouco importa a honestidade, tudo tem o seu preço e o dinheiro por sua vez compra tudo.

Por: Mateus Brandão de Souza, em seu blog.

Busca Vida - Os Paralamas do Sucesso


O dia do Saci Pererê

Não há nada mais servil do que se deixar dominar culturalmente. Quando a força das armas vem, pode-se até entender. Mas quando o domínio se dá de forma sub-reptícia, via cultura, parece mais letal. O Brasil vive isso de forma visceral. A música estadunidense invade as rádios e a juventude canta sem entender a mensagem. No comércio abundam os nomes de lojas em inglês e até as marcas de roupa ou sapato são na língua anglo-saxônica, “porque vende mais” dizem as atendentes. Nas vitrines, cartazes de “sale”, ou “50% off” embandeiram a escravidão cultural. E tudo acontece automaticamente, como se fosse natural. Não é!
Outra prática que vem invadindo as escolas e até os jardins de infância é a comemoração do Halloween, o dia das bruxas dos estadunidenses. Lá, no país de Obama, esta data, o 31 de outubro, é um lindo dia de festividades com as crianças, no qual elas saem fazendo estripulias, exigindo guloseimas. Tudo muito legal dentro da cultura daquele povo, que incorporou esta milenar festa irlandesa lá pelo início do 1800. Nesta festa misturam-se velhas lendas de almas penadas, de gente que enganou o diabo e outras tantas comemorações pagãs. Além disso, hoje, ela nada mais é do que mais uma boa desculpa para frenéticas compras, bem ao estilo do capitalismo selvagem, predador.....

A marcha letal do atraso religioso: católicos e evangélicos, unidos, querem é reacender fogueiras, meus caros

Grupo de cem parlamentares atua como se fosse um partido religioso


O Estado brasileiro é laico, o que significa, entre outras coisas, que política e religião não podem se misturar, mas na prática existe um partido pautado pelos líderes religiosos mais conservadores. 
João Campos: evangélicos e católicos
 se dão muito bem no Congresso
Esse partido religioso informal é formado por cerca de cem parlamentares católicos e evangélicos -- uma bancada, portanto, significativa. Eles agem em conjunto no monitoramento de 368 projetos da Câmara e do Senado para influenciar sua tramitação não de acordo com o programa do partido legalmente constituído de cada um deles, mas por orientação de seus pastores e bispos.

Entre os projetos monitorados, destacam-se os que criminalizam a homofobia, a união civil entre homossexuais, abortos legais e a proposta de divórcio  pela internet, com o mínimo de burocracia.

Os parlamentares religiosos abusam de recursos regimentais contra esses projetos, retirando-os de pauta ou rejeitando-os, em dois exemplos. 


Eles se unem na defesa de outros projetos, como o do Estatuto do Nascituro, que prevê o pagamento de um salário mínimo a quem ficar grávida de estupro. 


O deputado
 João Campos (PSDB-GO), na foto, coordenador da bancada evangélica, disse ao jornal O Globo que não há ou são muito poucas as discordâncias entre os parlamentares evangélicos e católicos.

“Foi-se a época em que nós nos estranhávamos no Congresso”, disse. “Hoje trabalhamos juntos na proteção da família e da vida.” 


O “partido da religião” tem sido aceito com naturalidade pela Justiça Eleitoral e pela sociedade, com poucas vozes de indignação, como a da procuradora Simone Andréa Barcelos Coutinho.
 

Em recente artigo, ele afirmou que as representações religiosas no Congresso Nacional são incompatíveis com o Estado laico. “O Poder Legislativo é um dos Poderes da União; se não for o Legislativo laico, como falar-se em Estado laico?”

no ornitorrinco

Combater a corrupção é combater o capitalismo


Intelectuais ouvidos pela Caros Amigos defendem que a esquerda precisa assumir essa luta, que tem sido apropriada por setores conservadores de forma oportunista e distorcida.

Lúcia Rodrigues, via Caros Amigos

A corrupção virou tema recorrente nos noticiários da dita grande mídia nos últimos meses. Todos os veículos se esforçam para fazer crer que realmente combatem essa chaga que se espalhou pela sociedade e que são os verdadeiros paladinos da ética. Seria cômico se não fosse trágico.

Assim como os corruptos e os corruptores, o quarto poder é uma das peças dessa engrenagem que movimentam a corrupçãoem nosso País. A corrupção é endêmica ao capitalismo, um não vive sem o outro. E como os donos da grande mídia não propõem uma ruptura com o sistema, conclui-se que o discurso propagandeado em defesa da ética é falso, oco, vazio.....

Cresce o número de estrangeiros no Brasil


É impressionante como tem gente que teima em não enxergar o óbvio e admitir que o Brasil está atravessando uma fase de profunda transformação social e econômica.

A combinação entre crise econômica internacional e crescimento da economia brasileira, além de repatriar muitos de nossos compatriotas estabelecidos há tempos no exterior, tem atraído pessoas das mais diversas nacionalidades para estudar, trabalhar e viver em nosso país.

Um claro exemplo dessa mudança no perfil socioeconômico brasileiro pode ser observado quase que diariamente nos principais jornais do país, que publicam sucessivas matérias a respeito do aumento vertiginoso do percentual de estrangeiros que aqui vem se estabelecer.....