domingo, 25 de julho de 2010

Pesquisa é só pesquisa


Essa obsessão de parte dos eleitores pelas pesquisas é perfeitamente compreensível: cada lado quer ver o seu candidato bem na fita.


Isso ajuda no ânimo dos militantes, de todo mundo que está envolvido na campanha, cria um ambiente favorável, pode até influenciar um ou outro a votar em quem está na frente.
E só.
Tanto faz o Vox Populi dar Dilma na frente, ou o Datafolha dar o Serra se segurando no tal "empate técnico".
O que decide uma eleição não é o resultado da pesquisa. Ela serve para apontar uma tendência, mostra, como gostam de dizer os políticos e "analistas", uma "fotografia" do momento.
E só.
O que decide uma eleição a favor de um candidato ou de outro é uma campanha bem feita, que use o tempo no rádio e na televisão de uma maneira que cative os eleitores, que os prenda alguns segundos com um jingle legal, com mensagens e propostas fáceis de entender, tudo isso combinado com uma agenda que privilegie o contato com as pessoas, no corpo-a-corpo, nos comícios, nas concentrações em sindicatos, grandes auditórios.
O que decide uma eleição presidencial é a percepção do povo de que um dos candidatos terá mais condições que o outro de proporcionar uma vida melhor, em todos os sentidos.
O resto, essa bobagem diária que os jornalões insistem em levar às primeiras páginas sobre Farcs, quebra de sigilo de um ou de outro, denúncias atrás de denúncias, não leva a nada: são notícias para deleite exclusivo de um público que já decidiu o seu voto.
Vai ganhar esta eleição o candidato que conseguir convencer o eleitor de que este país mudou nos últimos anos para melhor e será ele - e só ele - a pessoa capaz de dar continuidade a essas mudanças.
E parece que, quanto a isso, não há muitas dúvidas de quem é esse candidato.
By: Crônicas do Motta , via Com textolivre

O escândalo da Ditabranda

Serra e o calendário Maia

De acordo com o calendário político traçado pelos Maia, tudo irá bem até 2014 com ou sem Serra na presidência. Cesar no Senado e Rodrigo na Câmara e na presidência do DEM indicarão ministros num eventual governo demotucano. Em caso de vitória de Dilma, pai e filho permanecerão atuantes na oposição. Para Serra, no entanto, o calendário Maia pode prever o fim do mundo já em 2010.

“Quero agradecer a quem me colocou na política: o ex-prefeito Cesar Maia”. Feita pelo deputado federal Indio da Costa (DEM) assim que este soube que havia sido ungido ao posto de candidato a vice de José Serra (PSDB) na disputa pela Presidência da República, a declaração acima revela o nome daquele que pode se tornar o principal beneficiado pela comédia de erros em que se transformou a construção da chapa demotucana.

Desculpem a nossa Folha, digo, falha…



Serra está tão atordoado que anda precisando de ajuda da imprensa para corrigir as bobagens que ele diz. Em entrevista ao programa 3 a 1, da TV Brasil, ele afirmou que num torneio de más companhias, “a candidata do governo perde disparado”. Falou a verdade: as suas companhias são muito piores e ele ganharia disparado o tal torneio.
Mas ao tratar do assunto, a Folha de S.Paulo deu uma ajudinha ao seu candidato em três parágrafos que são o samba do crioulo doido, como dizia o Stanislaw Ponte Preta. No primeiro parágrafo da matéria, generosamente intitulada “Serra se confunde ao atacar Dilma na TV”, a Folha escreve que o candidato tucano disse que sua adversária Dilma Rousseff (PT) venceria “disparado” um torneio de “más companhias”.
No parágrafo seguinte, porém, ao transcrever a declaração de Serra, lê-se o contrário. Serra afirma, e pode ser ouvido no vídeo, que “num torneio, a candidata do governo perde disparado em matéria de más companhias”.
Mas não satisfeita em ouvir o que Serra disse, a Folha o corrigiu: “Apesar de ter se confundido ao dizer a frase, Serra queria acusar Dilma de ser vencedora do torneio.”
O que seria do Serra se não fosse a Folha.
tijolaço.com

Metodologia do Data- Serra é pega-trouxa



Otavinho ri da cara dos paulistas.



"Diferenças de metodologia" é uma maneira eufemística de analisar a metodologia da Folha em relação ao Vox Populi, Instituto Sensus e IBOPE. Pode parecer algo como "diferença de opinião" em que cada qual tem a sua e ambas são legítimas.

Como estabelecer empate técnico numa partida de par ou ímpar?


Resposta rapidinha: Chamem o DataSerra!

A mídia quer despolitizar a vida

O professor João Sicsú chamou a atenção para a despolitização do debate eleitoral, levado a cabo, sobretudo, pelas corporações de mídia. Como exemplo ele cita o uso do termo “Pós-Lula”, obra da marketagem tucana imediatamente incorporada pelo léxico neomidiático. Assim, o eleitor imediatamente esquece o “pré-Lula” e tende a limitar sua escolha entre o melhor “gerente” para administrar o país. Só que ao esquecer o “pré-Lula”, assinala Sicsú, o brasileiro também esquece de comparar o governo FHC (de quem Serra foi ministro) com o governo Lula (de quem Dilma foi ministra).

A marketagem tucana quer nivelar por baixo, pois sabe que a comparação dos governos favorece Lula e sua candidata.

De pai para filho: o terror dos Frias

esquerdopata

Um jornal a serviço do terror



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