quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Charge do Bessinha

A democracia que o dinheiro pode comprar

Instituto Millenium: Toda a democracia que o dinheiro pode comprar!

Instituto Millenium: Seminário sobre liberdade de expressão reunirá em São Paulo a nata da plutocracia. O interessante é que o Instituto que o promove tem o mesmo nome de uma conceituada casa de prazeres

por Gilberto Maringoni*, em Carta Maior

Acabou o carnaval, mas a festa continua. Vem aí, gente, o Fórum Democracia e liberdade de expressão, promovido pelo Instituto Millenium. O acontecimento será no dia 1º de março, no Hotel Golden Tulip, na capital paulista. A inscrição é uma pechincha: R$ 500 por cabeça.

A lista de palestrantes é de primeira. Lá estarão o dr. Roberto Civita (Abril), o ministro Hélio Costa (Globo), Marcel Granier (dono da RCTV, famosa por tramar e propagar o golpe de 2002 na Venezuela), Demétrio Magnoli (venerando Libelu de direita, que está decidindo se o melhor é ser contra a política de cotas ou contra a política de quotas), Denis Rosenfield (entidade do folclore gaúcho que ainda não tomou conhecimento do fim da Guerra Fria), Arnaldo Jabor (o espirituoso), Carlos Alberto Di Franco (dirigente da organização democrática Opus Dei), Marcelo Madureira (humorista neocon), Reinaldo Azevedo (claro!), Roberto Romano (ético ao quadrado) e os modernos deputados Fernando Gabeira e Miro Teixeira.

Intelectuais de programa
O Instituto Millenium veio para ficar. Foi fundado em 2005, no Rio de Janeiro. Não se sabe se tem algo a ver com o conceituado Café Millenium, estabelecimento classe A, onde gente de primeira ia buscar diversões, digamos, adultas até julho de 2007, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. O Café Millenium não escondia seu negócio. O slogan era “Sua noite de primeiro mundo”. Com belíssimas garotas a excitar a imaginação e a ação de senhores de fino trato, vendia o que anunciava. Deve-se à fúria moralizante do prefeito Gilberto Kassab – um “Jânio sem alcool”, na genial definição de Xico Sá – o fechamento desta e de outras instituições semelhantes, nos tempos em que as enchentes não eram preocupação de um alcaide movido a reeleição.

No site do Instituto Millenium não há nenhuma informação sobre o paradeiro do Café. Os proprietários devem ter feito alguns arranjos aqui e ali, para não dar muito na vista e resolveram tocar o pau. Para manter o embalo dia e noite, aparentemente já contrataram alguns intelectuais de programa, vários articulistas que não estão no mapa, inúmeros jornalistas de vida fácil e go-go-oldies. Discrição total. O distinto senhor ou senhora comprometida pode ir sem medo, que é todo mundo limpinho, o ambiente está aparelhado para experiências das mais exóticas. Há estacionamento e os acompanhantes falam inglês e são educados.

O tal do fórum
O máximo do prazer será a atração deste início de março, o Fórum Democracia e liberdade de expressão. Entre os apoiadores do evento, sempre segundo o site do Millenium, estão a Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Nacional dos Jornais (ANJ), entidades que envolvem a Globo, o SBT, a Record, a Folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo, a RBS e outras empresas que decidiram boicotar a I Conferência Nacional de Comunicação, numa demonstração de forte apreço pela democracia. Figura lá, além do Instituto Liberal, um sensacional Movimento Endireita Brasil (MEB), cujo nome diz tudo.

A Carta de Princípios do Café, digo Instituto, é das mais edulcoradas. Entre tantos pontos, está lá: “promover a democracia, a economia de mercado, o estado de direito e a liberdade”. Assim, o mercado, quase como sinônimo de democracia. Mais adiante são enunciados seus valores e princípios: “o direito de propriedade, as liberdades individuais, a livre iniciativa, a afirmação do individualismo, a meritocracia, a transparência, a eficiência, a democracia representativa e a igualdade perante a lei”. Jóia! Vamos todos aderir!

Entre os conselheiros “de governança” e mantenedores está a fina flor da sociedade brasileira. Entre outros, figuram João Roberto Marinho (vice-presidente das Organizações Globo), Jorge Gerdau Johannpeter, Roberto Civita (Abril) e Washington Olivetto (presidente da W/Brasil). Já no Conselho Editorial está o sempre alerta Eurípedes Alcântara (diretor da redação de Veja) e no Conselho de Fundadores e de Curadores está ninguém menos que Pedro Bial, o grande comandante do programa cultural Big Brother Brasil, um modelo do que se pode fazer com a liberdade de expressão às mancheias. Coroando tudo está o Gestor do Fundo Patrimonial, Dr. Armínio Fraga, que dispensa maiores apresentações.

Com o empenho do Café, digo do Instituto Millenium, a democracia e a liberdade de expressão passam a ser mais valorizadas no Brasil. Por baixo, por baixo, a valorização deve ser de 500% em fundos off shore.

Todos dia 1º. de março ao Millenium, gente. A sua noite – ou dia - de primeiro mundo!

Em tempo: Não se sabe ainda se os antigos proprietários do Café Millenium entrarão na Justiça contra os mantenedores do Instituto Millenium. A ação se daria não apenas por plágio, mas por comprometer o bom nome do Café em uma possível volta ao mercado.

* Gilberto Maringoni, jornalista e cartunista, é doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de “A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez” (Editora Fundação Perseu Abramo).

Governo Kassab tenta expulsar mendigos jogando água fria nos colchões

do Brasília Confidencial

Na contramão das políticas de inclusão lançadas pelo presidente Lula em todo o país, em São Paulo os governos de José Serra (PSDB) e de Gilberto Kassab (DEM) se tornam, a cada dia, mais excludentes. Além de frequentes cortes de gastos com programas sociais, particularmente na capital paulista a Prefeitura tornou rotineiro um tratamento cruel aos miseráveis, inclusive com o uso de jatos de água fria sobre colchões e papelões que homens, mulheres e crianças juntam para para vender e usam para dormir. Um levantamento de Brasília Confidencial mostra que até marcas da propaganda nacional do Governo Serra, como os programas Renda Cidadã e Ação Jovem, foram reduzidos em todo o estado.

O Movimento Nacional da População de Rua estima que o número de moradores nas ruas da cidade de São Paulo aumentou de 12.000, em 2005, para 20.000, em 2010. Quase dobrou, portanto, em cinco anos. Ao mesmo tempo, o número de vagas nos albergues diminuiu. De 2008 para cá o Governo Kassab desativou dois albergues que tinham 700 vagas mas chegavam a reunir mil moradores de rua. Outras 485 vagas serão canceladas neste ano. Nos três anos anteriores, incluído o governo municipal de José Serra, 350 vagas foram eliminadas.

EXPULSÃO

Os mendigos superlotam os viadutos do Centro da capital, de onde Serra tentou primeiro e o Governo Kassab tenta agora expulsá-los à força de jatos de água jogados pelos caminhões da Prefeitura nos colchões e nas caixas de papelão que recolhem para vender e onde dormem. A intenção de Kassab é afastar os mendigos para a periferia, longe das vistas dos eleitores das classes média e alta. Nos últimos dias, no entanto, os mendigos têm se espalhado por áreas nobres da capital irritando os moradores desses tradicionais redutos de votos tucanos.

A Prefeitura de São Paulo informa que ainda pretende encerrar, neste ano, os serviços de mais dois albergues, com quase 500 vagas, porque estariam em condições inadequadas. E garante que procura outros imóveis para instalar albergues. Não há, no entanto, nenhuma previsão de instalações nem previsões orçamentárias para os sem teto paulistanos. O que o Governo Kassab tem feito, além de aplicar o método cruel de afastar os mendigos, é instalar algumas tendas com banheiros químicos que não funcionam à noite.

“PENSAM QUE SOMOS LIXO”

Centenas de famílias que vivem nas ruas tentam dividir espaço sob os viadutos do Centro com grupos de viciados em crack.

“A gente não quer se misturar, mas não tem jeito. As crianças acabam se misturando, fazer o quê?”, afirma Josué Monteiro, que vive nas ruas com a mulher há dois anos.

José dos Santos demorou para conseguir arrumar um colchão para dormir.

”Os viadutos estão todos lotados. Nunca vi uma coisa assim”, afirma. Catador de entulhos no Centro, ele costumava passar a maior parte das noites no Albergue São Francisco, fechado por Kassab.

“O albergue fechou. Arrumei um colchão, mas o rapa (funcionários da Prefeitura) jogou água gelada em tudo, até no meu papelão. Eles também recolhem as nossas coisas e dizem para a gente ir para a Zona Leste. Não vou, porque lá a gente não tem como ganhar dinheiro nem comida. Eles pensam que somos lixo, mas não somos, não”, protesta Santos.

SEM MERENDA

Neste ano, Kassab também deixou de entregar merenda a entidades que atendem crianças ou adolescentes órfãos ou em situação de risco, como já divulgou Brasília Confidencial. Em vez da compra mensal de alimentos, cada criança tem R$ 3,80 por dia para se alimentar, dinheiro insuficiente para uma refeição digna por dia.

MENOS A CADA ANO

Já os programas sociais de Serra, como Renda Cidadã e Ação Jovem, têm tido a quantidade de atendidos reduzida a cada ano. De 2007 a 2009, o Renda Cidadã excluiu 59 mil atendidos no estado – de 492 mil para 432 mil. No Ação Jovem, o número de beneficiários foi reduzido de 366 mil para 280 mil – 87 mil jovens a menos.

A dotação total líquida dos programas sociais, que incluem também as frentes de trabalho, chegava a R$ 349,2 milhões em 2007, quando Serra assumiu. No entanto, até o ano passado, ele nunca cumpriu esse orçamento e foi reduzindo até as previsões. No ano passado, ele aplicou apenas R$ 271,3 milhões.

Fonte: Viomundo



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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Não tem jeito. O negócio é atacar pela frente.

Não tem jeito. A blogosfera deve conquistar um trabalho independente da mídia tradicional. Mas não é a hora. O artista deve ir aonde o povo está, e se a agenda política nacional é pautada pelos jornalões (apesar da queda nas tiragens), a blogosfera não deve ter a megalomania e a inocência de achar que pode exercer influência determinante na opinião pública. São Jorge teve que matar o dragão antes de virar santo. A missão da blogosfera, e deste Contramaré, entre outras coisas, ainda é combater a manipulação política da qual importantes segmentos sociais são vítimas, através de notícias maliciosamente deturpadas pela imprensa brasileira.

Não é só isso. A imprensa também participa da luta ideológica. No caso da América Latina, onde décadas de ditadura extirparam todos os grupos midiáticos não-alinhados às ideologias ultraconservadoras importadas dos Estados Unidos, os partidos políticos de esquerda ficaram órfãos de uma imprensa minimamente imparcial no tocante aos interesses ideológicos.

A blogosfera surge, portanto, como arma fundamental da esquerda para enfrentar o conservadorismo arrogante e tacanho que monopolizou as redações midiáticas.

Digo tudo isto para justificar o trabalho que farei este ano, o qual deverá consistir, fundamentalmente, em análises diárias da mídia; ao mesmo tempo, será uma trincheira da guerra ideológica, da qual participo orgulhosamente (quiçá pretensiosamente) como um soldado de minhas próprias opiniões.

Para começar, falemos do editorial da Folha publicado dia 10, e que me deu um certo trabalho para confrota-lo. Transcrevo-o abaixo:



Editorial da Folha: O Partido do Poder

Aos 30, PT abandonou ideia de "mudar a maneira de fazer política" e se tornou uma entidade paraestatal à sombra do lulismo

O VOCABULÁRIO dos partidos de esquerda sempre foi rico em palavras destinadas a identificar e condenar vícios de conduta. Termos como "obreirismo", "basismo" ou "principismo" costumavam fazer parte do arsenal da militância identificada com os ensinamentos de Marx e Lênin.

Ao longo de seus 30 anos de existência, que se completam na data de hoje, o Partido dos Trabalhadores sofreu, por parte dos agrupamentos de esquerda tradicionais, críticas formuladas em conceitos desse tipo.

Fundado em 1980, na luta contra o regime militar, o PT foi acusado, antes de tudo, de ser "divisionista": o momento, para seus críticos, era o de cerrar fileiras sob o guarda-chuva do PMDB.

Nascido de uma vigorosa mobilização operária, o partido de Lula rejeitava alianças com o empresariado e com políticos tradicionais. O "obreirismo" dessa fase vinha acompanhado do "espontaneísmo": confiava-se mais no potencial autônomo dos movimentos sociais do que nas orientações de uma direção monolítica. A influência da igreja, também decisiva naqueles anos de formação, trazia a forma organizativa das comunidades católicas para o interior do partido; naqueles tempos, nada se fazia sem "consultar as bases".

Uma mistura de descontentamento geral contra "tudo o que está aí" tingia de humor intransigente, e de forte puritanismo, uma ideologia ainda não completamente formulada, mas que sem dúvida buscava se apresentar como algo novo na tradição e na prática política brasileiras.

Não é preciso grande esforço analítico para notar de que modo o PT de hoje se afasta do PT de 1980. Se o escândalo do mensalão implodiu suas últimas pretensões a "mudar a forma de se fazer política no país", foi entretanto longo o caminho da sigla até a desmoralização, o conformismo e a esclerose.

De início, a necessidade de apresentar propostas nítidas fincou o PT como uma espécie de representante anacrônico e radicalizado do estatismo e do nacionalismo da era Vargas, carregando frequentemente as bandeiras da "reforma social na marra", do messianismo e da ilegalidade.

O projeto de poder do PT passava entretanto, e felizmente, pela via eleitoral. Foi a senha para que, dos princípios rígidos de origem, se transitasse para uma prática de acordos e alianças impostos de cima para baixo. O destino do PT não seria diferente do experimentado por seus congêneres social-democratas na Europa, ao longo do século 20.

Mas a democracia brasileira possui suas peculiaridades, dentre as quais o predomínio da oligarquia e do poder de Estado sobre a livre organização da sociedade. Pouco já se falava de "bases" e "princípios" quando estourou o caso do mensalão.

O pragmatismo transformou-se em cinismo, por parte dos envolvidos, e em perplexidade, por parte dos simpatizantes. Manteve-se, incrivelmente, a arrogância de sempre: prevaleceu a pose de indignação enquanto a força gravitacional do Estado tornava ridículas as intenções de "refundação" partidária aventadas no auge da crise.

À sombra do prestígio de Lula, que se sobrepôs à sigla, o PT hoje se resume a uma entidade paraestatal, reproduzindo uma história secular na política brasileira: é, como outros antes dele, meramente o Partido do Poder.

Volto eu:
Belíssima peça partidária. Reuniu todos os clichês anti-esquerdistas e antipetistas dos últimos tempos num só petardo sovina e idiota. Terei muito trabalho este ano para escarafunchar metodicamente os chiqueiros mau-cheirosos da grande mídia.

A Folha defende a tese que o PT deveria ter continuado o mesmo partido de 1980. Arrecadando dinheiro com a venda de brochinhos vermelhos. Reunindo artistas da Globo para cantar Lulalá na TV. Um bando de trostkistas não-adeptos do desodorante trocando perdigotos. Claro, estou brincando. O PT tem uma história bonita desde sua fundação, com quadros intelectuais de primeira, como Antônio Cândido e Sérgio Buarque de Holanda, apenas para citar duas estrelas. Mas um partido deve, necessariamente, evoluir. O que incomoda a Folha é que o PT deixou de ser um representante do esquerdismo chic da classe média urbana para se tornar o maior partido de massas da América Latina. Um dos maiores, mais coerentes, mais coesos e mais bem sucedidos partidos de esquerda do mundo.

Problemas de corrupção? Ora pois pois. A mídia inventou que o PT era o partido da ética e depois do mensalão quis forçar um game-over. O PT nunca foi o partido da ética porque isso não existe. Ética é uma dimensão individual.

Muitas vezes o PT me dá nos nervos, o que é normal. Mas sou consciente da correlação de forças no universo político nacional. E estou seguro quanto ao lado da trincheira que desejo ocupar.

São acusações hipócritas, despolitizadas. A Folha trata o militante petista como um tonto, como um boçal que ainda acredita em seus editoriais. O pior é que estes existem. O PT precisa fazer alianças. Estas não são apenas necessárias para a governabilidade, elas conformam a estrutura legislativa do país. Se o PT errou e ainda erra - e esta é uma opinião pessoalíssima - é justamente em ainda alimentar visões não-aliancistas em seu bojo. Lembro que participei de debates, onde alguns defendiam que o PT procurasse se sustentar antes nos movimentos sociais do que em partidos como o PMDB. Discordei dessa colocação. O MST não vota no Senado. Nem no Congresso. Não aprova orçamento da União nem aumento de salário mínimo. O governo tem que se aliar aos partidos que existem eleitoralmente. O pragmatismo na política não é um remedinho que os partidos devem cuidar para tomar apenas a dose necessária. Fazer política é, essencialmente, ser pragmático. Outrossim é tese acadêmica, literatura, diletantismo.

A Folha malha o PT usando os mesmos argumentos com os quais o jornal defendeu o regime militar em 1964. Porque se trata de um representante das idéias mais conservadoras da sociedade brasileira. E eu não quero que essas idéias triunfem, como triunfaram naquela fatídico ano. Ontem venceram na base do tiro de canhão, hoje querem repetir o feito através de golpes de astúcia. Reconheço que assim é bem melhor. Mas se antes era difícil revidar os tiros, agora a luta é protegida pelas regras da democracia.

Aguinaldo Munhoz

Serra: Um candidato anfíbio.


O que deu no Serra para entar no mar de roupa e tênis?


O governador de São Paulo, e presidenciável tucano, José Serra, entrou no mar nesta segunda-feira (150 com tênis, calça jeans e camiseta polo. O banho inesperado foi na Guilhermina, Praia Grande, litoral sul de São Paulo, e deixou os politicólogos intrigados: que foi que deu no Serra?

Os entusiastas do quase candidato tucano dirão que foi um arroubo de entusiasmo por uma causa nobre – o projeto Praia Acessível, que foi lançado em Praia Grande e oferecerá cadeiras de rodas anfíbias deficientes físicos poderem tomar banho de mar.

Os desafetos verão no episódio um sinal de desespero, do governador que fugiu do sambódromo paulistano durante o carnaval, para não ser vaiado devido às enchentes, e foi esnobado pelos carnavalescos nordestinos a sete meses da eleição presidencial.

É possível uma explicação mais prosaica: o calor de rachar que fazia na Praia de Guilhermina. Embora permaneça o contraste com o estilo de Serra, sisudo e quase carrancudo, assim como o mistério dele não ter tirado nem o tênis.

O governador ladeou uma cadeirante, ajudando a empurrá-la. Entrou no mar até a altura da cintura e brincou de jogar água no grupo durante cerca de cinco minutos.

Ninguém esperava. Nenhum assessor e nem os muitos prefeitos presentes (como o de Praia Grande, Roberto Francisco dos Santos, tucano e quase cassado em outubro último por corrupção) tinha uma toalha.

O governador retornou ao carro oficial encharcado.

A mídia pró-tucana parece ter considerado a tirada prejudicial ao candidato. Foi discretíssima na cobertura, apesar das boas imagens que a tirada do governador produziu.

Da redação, com agências

Serra fugiu do carnaval em SP. Por que será hein?

Ciro Gomes deu a cara pra bater em no Ceará e em Recife. Sérgio Cabral também, no Rio. Jacques Wagner idem, em Salvador. Os três não temeram o veredicto popular em suas bases eleitorais e permaneceram visíveis o tempo todo.

Já quanto a São Paulo... Kassab enfiou-se em uma sala no camarote da Prefeitura e assistiu ao desfile pela televisão. Não deu as caras porque seria vaiado.

Serra foi para o Nordeste, fugindo de São Paulo. Faz sentido. Como ninguém o conhece por lá (o que não estão perdendo nada), não havia porque temer as vaias.

Dilma: Mais uma estaca no peito do Casoy.

O melhor do carnaval.

Esses ignorantes não se contentam em ganhar por mês mais do que 10 cientistas ganham por vida chutando uma bola, produzida por uma criança que trabalha 16 horas por dia e ganha US$30,00 por mês, eles ainda querem respeito: "Sabe com quem você está falando? Com o Robinho!"

Como diria meu velho camarada Engels: "Com certeza no futuro, se houver um futuro, coisas como essa serão serão lembradas como hoje nós nos lembramos dos sacrifícios humanos feitos por nossos ancestrais".

O jogador Robinho ficou um pouco decepcionado, nesse domingo, no camarote da Brahma, no Sambódromo. Feliz da vida, ele foi levar uma camisa da Seleção Brasileira para Madonna. Foi barrado pelo segurança e disse: "Pô cara, eu sou o Robinho", no que o guarda-costas respondeu: "Eu não gosto de futebol".

P.S.: Eu poderia dizer a mesma coisa da sra. Madonna, mas jamais um brasileiro iria barrar uma loira rica americana em lugar nenhum, por motivo nenhum. Madonna ganha mais que todos os cientistas do Brasil somados para fazer aquilo que ela faz.

Fonte: O esquerdopata

charge do Bessinha

Jornalista da Globo crava estaca no peito de Borys Casoy



O jornalista Francisco de Assis Pinheiro, o Chico Pinheiro, da Rede Globo, acaba de mandar um sinal de que nem tudo está perdido. No início da madrugada desta terça-feira (por volta de 00:30h), durante a transmissão do desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, Pinheiro levou para a “Esquina do Samba” – espécie de aquário suspenso sobre a Marquês de Sapucaí – o carioca Renato Luís Feliciano Lourenço, mais conhecido como Renato Sorriso. Trata-se do gari que, desde 1997, faz a alegria do Sambódromo com seu show particular enquanto varre a pista após a passagem de cada escola.
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Com a Portela entrando na avenida, Chico Pinheiro pergunta, ao vivo: “...gari do Rio Janeiro, há quanto tempo desfilando nessa passarela, encantando o Brasil e o mundo, do alto da sua vassoura?”