quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A sabedoria do barbeiro Edmilson


Meu barbeiro, o Edmilson, é um sábio.

Está por dentro de tudo, desde o que o seu vizinho comeu no almoço até quanto o governo federal gastou em desonerações fiscais para ajudar o país a passar, praticamente inólume, pela crise econômica que castiga o mundo desde 2008.

Para exibir tanta sabedoria, o Edmilson conta com duas coisas: uma memória fantástica e uma rede de informações extraordinária.

A memória, diz, puxou de seu pai, que, segundo ele, era um autodidata, lia de tudo, do Almanaque Capivarol à Enciclopédia Barsa. "Era que nem uma esponja", conta.

As informações, todos sabem, vêm da sua extensa clientela, que inclui pessoas das mais variadas profissões, de diversos estratos sociais e níveis de educação.

Não é para menos: Edmilson cobra baratinho, sua barbearia fica bem no centro da cidade e, graças à sua simpatia e extraordinária capacidade de puxar conversa sobre qualquer tema, consegue agradar a todos.

Bem, a quase todos.

Há exceções.


O Gentil, por exemplo, só corta o cabelo no Edmilson por causa do preço e da rapidez com que o trabalho é feito.

- Esse Edmilson é um papagaio, isso sim. Repete o que os outros lhe dizem, não tem opinião própria sobre nada, acaba falando um monte de asneiras - disse-me outro dia o Gentil. 

O Gentil não está inteiramente errado, nem absolutamente certo. 

Embora discorra sobre os assuntos mais variados com a segurança de um PhD, já notei que, pelo menos em algumas áreas, o Edmilson dá uns bons chutes.

Mas quando se trata de política e futebol, ele realmente se supera e se mostra mais que um expert - seu desempenho é o de um filósofo. 

Lembro de algumas ponderações que fez outro dia.

Sobre futebol: 

- Para o Palmeiras voltar a ganhar, é preciso que o Marcelo Oliveira escale a defesa com brasileiros e o ataque com argentinos. E um meio de campo misto.

Sobre política:

- A Dilma, se quiser sair dessa crise brava em que está, tem de dar uma de Robin Hood, ou seja, tirar dos ricos para dar aos pobres.

As duas observações mereceram comentários diversos da freguesia que aguardava a vez de se submeter à hábil tesoura do Edmilson.

Um dos mais contundentes foi o do Pessoa, dentista aposentado, fino observador do gênero humano:

- Agir como Robin Hood é um erro, pois não se pode ignorar a classe média.

Foi nesse momento que o Edmilson revelou toda sua sabedoria, acumulada em anos e anos de exercício dialético:

- A classe média, doutor Pessoa, não quer um bandido do tipo Robin Hood para ajudá-la, mas sim um Al Capone, pois ele lhe fornece todas as drogas que precisa para ser feliz nesta vida e ainda lhe ensina como sonegar o Imposto de Renda.

Quando chegou a minha vez, a tesoura do Edmilson se revelou tão afiada quanto a sua inteligência.

E para prevenir-me de qualquer armadilha verbal em que pudesse me enroscar, perguntei a ele se achava que ia chover no fim de semana.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2015/09/a-sabedoria-do-barbeiro-edmilson.html

A MULA E OS VERMES




(RB) - O reerguimento despudorado da extrema direita em todo o mundo, como reação tardia à descolonização da África e da Ásia, à vitória de regimes nacionalistas e de esquerda na América Latina, à resistência de países como a Rússia contra o cerco ocidental, e ao fortalecimento dos BRICS, que estão criando um banco internacional de fomento que reúne alguns dos  principais credores dos EUA e um fundo de reservas no valor de 100 bilhões de dólares, tem sido pródigo em cenas dantescas e episódios emblemáticos, que poucos imaginariam possíveis, em sua sordidez e brutalidade, neste primeiro quarto do século XXI.        


Na Alemanha, dois neonazistas invadem uma cabine de trem, e, aos gritos de Heil Hitler!, depois de fazer a saudação nazista, urinam sobre uma imigrante e suas duas crianças pequenas.


Na Suécia, um imigrante romeno, cigano e sem teto, é atacado com ácido no rosto, enquanto dormia em um parque de Estocolmo.


Na Ucrânia e em vários países do leste do Velho Continente, os ciganos se encontram acossados, em seus próprios bairros, que tem sido invadidos por milícias racistas e fascistas.  


Na França e em outras nações, judeus de  classe média, profissionais liberais, artistas e empresários, fazem fila para emigrar para Israel, assustados com o recrudescimento de um virulento antissemitismo, por parte daqueles que também sempre atacaram árabes, negros e outras minorias.  


As ameaças de neonazistas ao Papa Francisco, às vésperas de sua viagem aos Estados Unidos,  e as cenas de uma cinegrafista, de emissora ligada ao partido de extrema direta Jobbik, dando coices, como uma mula ensandecida, em crianças de menos de dez anos, e derrubando com rasteiras pais desesperados, carregados de bebês, que tentavam escapar das agressões da polícia na fronteira da Hungria, sob aplausos, na internet, dos mesmos brasileiros - "Se alguém com coragem tivesse feito isso nos paus de arara que chegavam.em SPO (sic), hoje a cidade seria mais bonita e melhor pra se viver. Congratulations pra mocinha!" - que defendem também a ditadura, a tortura e assassinato por agentes do Estado, como no caso da chacina de Osasco, não são mais do que diferentes ângulos de um novo despertar: o do Fascismo, que emerge, por todos os lados, como uma  praga de vermes, favorecida por um mundo dominado, ainda, em sua maior parte, por um sistema baseado no egoísmo, no preconceito, na hipocrisia.


Um sistema que, no entanto,  se sente cada vez mais pressionado, e que é responsável pelas consequências e contradições que ele mesmo estabeleceu, ao longo dos últimos 500 anos, ao permitir organizar-se e crescer, e continuar se expandido, com base na mais impiedosa exploração de países por outros países, de povos por outros povos, de homens por outros homens, indefinidamente.           


Toda vez que o Capitalismo se sente ameaçado - já lembramos isso outras vezes aqui - ele abre a porta do canil e sai para passear com o Fascismo.


É preciso esmagar os vermes quando os ovos eclodem, para não ter que decepar, depois, uma a uma, as cabeças de seus exércitos de serpentes, como ocorreu na Primeira e na Segunda grandes guerras, ao custo de milhões de vítimas, civis e militares, nos campos de concentração e de extermínio, e também nos campos de batalha.  

por Mauro Santayana, em seu blog

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Imigração: o novo declínio da civilização ocidental


 
Vladimir NESTEROV  07 de setembro de 2015.

Tradução mberublue

Com uma pontualidade germânica, chegou o outono na Alemanha – em 01 de setembro. Apenas um dia antes, o povo alemão sofria sob 30 graus de calor, mas na terça feira eles podiam colocar de lado suas capas e guarda chuvas. Mas os imigrantes não se importam com datas. Seu fluxo continua ininterrupto.

Resultado de imagem para refugiados síriosDesde os dias de Aníbal a Europa não via uma invasão semelhante proveniente da Líbia, como nas semanas e meses recentes. Ninguém tem dados suficientes para afirmar quantos imigrantes atrás de asilo, oriundos da antiga Iugoslávia ou da Síria devastada pela guerra se encontram hoje nas florestas da Sérvia, próximas à fronteira da Macedônia. Seis a sete mil pessoas entram na Macedônia a cada dia em seu caminho para a Alemanha. Guardas de fronteira nem querem saber: ganham 5 euros de cada imigrante ilegal que deixam passar. O caminho está livre...

Resultado de imagem para refugiados síriosEm primeiro de setembro autoridades húngaras fecharam a sua principal estação, Keleti, para 3650 refugiados e imigrantes que queriam transporte para a Alemanha. Aconteceu apenas um dia depois que, com a conivência da polícia húngara, centenas de imigrantes deixaram Budapeste com destino a Munique. Dois dias antes, a Hungria havia acabado de construir um muro eriçado de arame farpado com 175 quilômetros de extensão em sua fronteira com a Sérvia. A maioria dos refugiados não quer ficar em países como a Hungria ou Grécia. Eles tentam com firmeza chegar até a Alemanha ou a Suécia.

Mais de três mil imigrantes, atraídos pela qualidade de vida superior do Reino Unido em relação à França estão acampados no Porto de Calais, perto do Eurotúnel.

Aumentam a cada dia os sinais desse dilúvio que ameaça afogar a Europa. Já as causas e as ações a serem tomadas são o nó górdio a ser desatado.

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Milos Zeman
No início de agosto, o presidente da República Checa, Milos Zeman, falou sobre o problema de maneira duramente explícita: “a onda atual de migração (para a Europa) tem suas origens na ideia (dos Estados Unidos) imbecil de lançar uma intervenção contra o Iraque, que alegadamente teria armas de destruição em massa que jamais foram encontradas” mas “não são apenas os Estados Unidos que devem ser acusados da atual tragédia dos imigrantes, porque vários membros da Comunidade Europeia coordenaram as operações contra a Líbia”.

Sob a influência dessa ideia imbecil (se é que não há uma agenda escondida debaixo dessa loucura toda) países inteiros se tornaram território sem governo, ausentes do poder do Estado. Laços sociais deixaram de existir e a frágil paz entre muçulmanos e cristãos foi quebrada. Dentro da Humma muçulmana a trégua tácita entre crentes e os que advogam a modernização foi despedaçada.

Como resultado da intervenção armada dos Estados Unidos, nacionalistas e extremistas de todos os matizes tiveram amplo acesso a armas dentro de seus países já abalados. O vácuo político causado pelas guerras, “primaveras árabes” e outros desastres similares permitiram a esse tipo de gente que tomassem de assalto o poder. Tudo isso levou à devastação econômica, aumento da pobreza extrema e instabilidade crescente. A guerra e a morte se tornaram onipresentes. Milhares de pessoas do norte da África, do Oriente Médio, dos Balcãs e da Ucrânia se tornaram refugiados. O oceano impede que se dirijam para os Estados Unidos, mas eles podem ir para a Europa. A ilha de Lampedusa fica logo ali. Guardas de fronteira búlgaros, gregos e sérvios se sentem felizes em ganhar milhares de euros.

De acordo com estatísticas oficiais, o número de refugiados em busca de asilo na Europa triplicou entre 2008 e 2014. Em 2015, apenas a Alemanha espera receber mais refugiados que a Europa inteira em 2014. Ocorre que há uma divisão dentro da Europa. O ministro do exterior francês, Laurent Fabius declarou-se “escandalizado” com a relutância de alguns países do leste europeu a “respeitar os valores comuns da Europa” e aceitar mais imigrantes. Por sua vez, a chanceler alemã Angela Merkel assegurou que a Alemanha “poderá” continuar a receber refugiados, mas necessita que o restante da União Europeia trabalhe no processo de estabelecer uma distribuição mais justa dos refugiados. O diabo é que ninguém sequer faz ideia do que a Alemanha considera como “justo”.

A opinião pública nos países membros da União Europeia está dividida. O número daqueles que se opõe à imigração está em crescimento. Na Alemanha já aconteceram mais de 200 ataques a centros de refugiados desde o início de 2015.

Claro que apenas uma distribuição “justa” dos refugiados entre os países europeus não resolverá o problema – um acordo universal entre todos os membros da União Europeia sobre o assunto é inalcançável. Por outro lado, a recusa de qualquer dos membros da União Europeia a receber imigrantes na sua “justa” cota, colocará no colo da Comissão Europeia um sério precedente. Entretanto, o tempo para resolver o problema, que pegou os europeus totalmente desprevenidos, está correndo.

É muito eloquente a fria indiferença com a qual os seus aliados do Atlântico Norte testemunham o drama europeu. Enquanto o número de imigrantes na Europa cresce para centenas de milhares, a Europa está destinada a encarar problemas de tensão social, enquanto os políticos que apoiaram as intervenções desastradas dos Estados Unidos nos países dos quais se originam os refugiados enfrentarão tempos difíceis. Se o número destas pessoas destituídas de tudo que invadem a Europa mudar de centenas de milhares para milhões, a civilização europeia pode estar assistindo a seus últimos dias.

Tudo isso a história já testemunhou antes. A Roma antiga foi destruída e sua cultura milenar varrida da face do planeta exatamente durante um período de migração. O ocidente, por sua vez, está em declínio já por alguns séculos. Será que estamos vendo na Europa uma nova edição do período das trevas?

(assina) Vladimir Nesterov
http://btpsilveira.blogspot.com.br/

'Ocidente' prepara-se para ataque militar direto à Síria

Sob disfarce de luta contra o ISIS...

 

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A chanceler alemã Merkel praticamente convocou uma avalanche de migrantes, quando declarou a Alemanha casa aberta edesconsiderou o acordo de Dublin sobre pedidos de asilos dentro da Europa. 
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Seguiu-se campanha de mídia sem precedentes, e milhares de migrantes sírios estão sendo pastoreados pela Europa por dúzias de jornalistas que registram cada passo deles, para exibir nos noticiários noturnos – incluídas 
fotos falsas (em alemão). Ninguém pergunta aos migrantes por que estão deixando a Turquia, onde muitos deles permaneciam já há vários meses ou anos, nem quem lhes forneceu dinheiro.

Já indaguei quais objetivos pode ter essa campanha de propaganda pela mídia. Agora parece bem claro que é parte da preparação do público europeu para guerra total contra a Síria, o governo e o povo sírio.


Editores do Guardian 
usam a crise inventada das legiões de migrantes para 'exigir' que 'algo' seja feito 'imediatamente. Muito ridiculamente nos fazem lembrar que a falsa campanha de implantação de uma "zona aérea de exclusão" sobre a Líbia terminou com o país destroçado e muito mais refugiados, e, isso, para 'exigir' que se faça o mesmo tipo de ataque mortal também, agora, contra a Síria. Vozes britânicas mais sãs recordam-nos de que a intromissão do 'ocidente' no Oriente Médio sempre é fonte, não solução, das atuais catástrofes.


Mas a BBC já está informando que o governo britânico está em
preparações para guerra contra a Síria, apesar de haver voto do Parlamento, já há algum tempo, contra esse tipo de ação:


Na próxima semana, os ministros começarão a argumentar a favor de ação militar britânica na Síria – com Downing Street ansiosa para dar "o passo seguinte" contra o chamado "Estado Islâmico – como entende a BBC.

A França, é claro, 
já embarcou na mesma canoa:

A crise de refugiados da Europa, largamente provocada por alto número de pessoas que fogem da guerra civil na Síria, o fracasso na tentativa de fazer retroceder o Estado Islâmico e crescente presença de russos na região pode provocar uma mudança de política, noticiou o Le Monde, que acrescentou que Hollande discutiu a questão com sua equipe de Defesa, em reunião na 6ª-feira.

A guerra contra a Síria será "liderada" pelos EUA e nada terá a ver com algum "Estado Islâmico". Os EUA 
deixaram que o Estado Islâmico prosperasse, numa  decision bem pensada. E sua campanha atual de bombas contra o Estado Islâmico e bem pouco ativa, para dizer o mínimo. Os EUA também estão impedindo que as milícias xiitas no Iraque ataquem o "Estado Islâmico" em Ramadi e Fallujah. O próximo ataque será contra o governo sírio e o povo sírio; o Estado Islâmico e a "crise dos refugiados" servirá, só, como conveniente pretexto.


Para inflar ainda mais a artificial urgência de bombardear imediatamente a Síria, imediatamente, já foi iniciada uma campanha para 
fazer crer que a Rússia estaria mandando jatos de combate e soldados para a Síria. Há até "notícias" de novos jatos russos chegando a Síria, embora nenhum deles tenha sido visto até agora. Uma movimentação normal de transporte de materiais para o exército sírio, feito por navios russos e que está em andamento, regularmente, já há alguns anos, foi noticiada como surpreendente novidade. Velhas fotos distribuídas pelas redes sociais, de soldados russos na Síria e até imagensadulteradas são repentinamente "descobertas" e apresentadascomo "provas" de algum intento nefando dos russos. Os russos já negaram qualquer movimentação de jatos de combate ou contingentes de soldados para a Síria.

Os russos também mantiveram conversações com figuras da oposição síria e com vários países vizinhos da Síria. Putin
apresentou um novo plano que incluiria Síria e Rússia numa campanha contra o "Estado Islâmico" e assim sabotaria os planos dos EUA para 'mudança de regime':


O presidente da Síria Bashar al-Assad concordou com eleições parlamentares antecipadas e com partilhar algum poder com seus adversários – concessão que pode facilitar uma coalizão internacional mais ampla contra o 'Estado Islâmico', disse o presidente russo Vladimir Putin. 


A Rússia consideraria participar da coalizão, e já discutiu discutiu o tema com o presidente dos EUA, da Turquia e do Egito, disse o presidente Putin a jornalistas em Vladivostok na 6ª-feira. A Rússia está trabalhando a favor de campanha mais ampla contra o 'Estado Islâmico' que incluiria forças do Exército Árabe Sírio – inclusão à qual se opõem EUA e UE.

Os EUA não distribuíram qualquer resposta oficial ao plano. Claro que faz perfeito sentido incluir o Exército Árabe Sírio e a Rússia, em qualquer medida real que se tome realmente contra o 'Estado Islâmico'. Ao anunciar o plano, a Rússia expõe a clara evidência de que os EUA não querem combater 'Estado Islâmico' algum; que estão, sempre, seguindo seus próprios planos para destruir a Síria.


Putin também negou quaisquer movimentos de tropas russas:

"Muito cedo" para falar de ação militar russa na Síria, mas "estamos considerando várias opções" – disse Putin. A Rússia está ativamente ajudando o governo Assad com armas e treinamento militar, disse o presidente russo.

Para mim, a parte "estamos considerando várias opções" da fala de Putin é cláusula de alerta. Mas não conto com a Rússia engajar-se plenamente na Síria. Muito corretamente, a Rússia teme outra "armadilha afegã" que os EUA estariam construindo. Mas pode haver outras opções acessíveis aos russos para blindar as defesas áreas da Síria ou, de algum outro modo, sabotar os planos de ataque dos EUA. Por enquanto, 
semear dúvidas e temores no planejamento dos EUA é boa via de ação.

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Sergey e Kerry
ATUALIZAÇÃO:
O Departamento de Estado acaba de distribuir o seguinte 
Resumo da Conversa do Secretário Kerry, que telefonou ao Ministro de Relações Exteriores Lavrov Lavrov:

"O Secretário telefonou ao Ministro Lavrov de Relações Exteriores da Rússia, essa manhã, para discutirem a Síria, inclusive as preocupações dos EUA em torno de matérias que sugerem iminente ação militar russa ampliada naquele país. O Secretário fez ver ao ministro russo que, se essas matérias são acuradas, essas ações podem fazer escalar ainda mais o conflito, levar a perda de mais vidas inocentes, aumentar o fluxo de refugiados e do risco de confronto contra a Coalizão anti-ISIL que opera na Síria. 


Ambos concordaram com continuar as discussões sobre o conflito sírio em New York, no final do mês."

"Aumenta o risco de confronto contra a Coalizão anti-ISIL que opera na Síria". Aumenta mesmo. O que deixa nervosíssimos(as) muita gente na Casa Branca e no Pentágono. Tão nervosíssimos(as), que Kerry está oferecendo mais "discussões". ("Hey Sergey, você não está falando sério... Oh! Está?! Temos de conversar, por favor, por favor...") *****