sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Brasil precisa de uma oposição, não de golpistas


O pedido de auditoria no resultado da eleição  da eleição presidencial não terá nenhum efeito prático.
É bem capaz de o TSE nem aceitar o pleito dos tucanos.
Não existe nenhuma evidência, nenhum indício de fraude na eleição.
Houve sim, várias tentativas patéticas dos tucanos de impedir a livre manifestação do eleitor - chegaram ao ponto de colar as teclas 1 e 3! Em Belo Horizonte, onde vota o candidato tucano, a boca de urna afrontou frontalmente a legislação.
Isso sem contar a capa mentirosa da revista Veja, usada livremente como panfleto eleitoral, a despeito da proibição da Justiça, e repercutida pelos jornalões e pela Globo.
E a notícia falsa da morte do doleiro dedo duro.

Se há motivos para queixas sobre a lisura do processo eleitoral elas devem partir da coligação liderada pelo PT.
A presidenta Dilma foi massacrada, enxovalhada, vítima de mentiras e calúnias durante todos os dias da campanha.
Na verdade, o que os tucanos querem agora, com esse pedido ao TSE, é simplesmente manter o clima de tensão no ar e dar uma satisfação aos seus eleitores mais exaltados, os 10% que pregam um golpe para impedir a posse da presidenta Dilma em seu novo mandato.
É mais um factoide, entre tantos que já criaram.
Serve para alimentar o noticiário de seu mais importante cabo eleitoral, a imprensa.
Em vez de tomar medidas patéticas como essa, a oposição faria muito melhor, para si e para o país, se analisasse os motivos de ter sido derrotada pela quarta vez seguida e cuidasse de preparar um projeto político, social e econômico alternativo para o Brasil.
Do jeito que se comporta, se insistir em desestabilizar a democracia brasileira, ela caminha, inexoravelmente, para mais uma derrota, não por culpa de fraudes ou algo semelhante, mas apenas pela sua arrogância, truculência e monumental incompetência.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/10/o-brasil-precisa-de-uma-oposicao-nao-de.html#more

A antipolítica é a nova (e velhíssima) direita


Fernando Brito, Tijolaço  

"Uma das melhores coisas dos jornais de hoje, além de ver a tucanagem cair no ridículo e facilitar a vida de Dilma Rousseff com sua estúpida e extemporânea “denúncia” de fraude eleitoral, é a entrevista do filósofo Paulo Eduardo Arantes, professor aposentado da USP (Universidade de São Paulo), na Folha de S. Paulo.

Com o perdão de alguns que possam ter se iludido pelas falsas semelhanças com a esquerda – afinal, nós, da esquerda, gostamos de rua, de manifestação e de juventude – Arantes vai ao ponto: as “jornadas de junho” foram o parto de uma nova direita no Brasil.

Arantes identifica ali a eclosão social de uma nova força, semelhante ao neoconservadorismo americano – cuja versão mais explícita é o “tea party”.

Uma direita que  “não está mais interessada em constituir maiorias de governo. Está interessada em impedir que aconteçam governos. Não quer constituir políticas no Legislativo e ignora o voto do eleitor médio. Ela não precisa de voto porque está sendo financiada diretamente pelas grandes corporações”

Seus integrantes, com o estererótipo do “branco bem sucedido” – onde mais significativo que a chapinha ou a tintura loura é a vaga noção de superioridade congênita – podem, diz o professor “”se dar ao luxo de ter posições nítidas e inegociáveis. E partem para cima, tornando impossível qualquer mudança de status quo.”

Historicamente – e aqui quem se aventura na explicação sou eu – nada de novo.

Igualmente a UDN nasceu de uma pequena burguesia que se afirmou como fruto do Brasil urbanizado e modernizado que vinha da Era Vargas. E reunia tanto as senhoras da TFP quanto alguns “sonháticos”que se vestiam da pureza virginal do moralismo.

Há outras considerações n entrevista de Arantes – cuja leitura recomendo.

Uma das mais brilhantes, a meu ver é a que fala da sofreguidão  que a ascensão social imprimiu numa parcela expressiva desta classe média muito mais consumidora que cidadã: “desaprendemos a esperar. Isso é que mudou”.

É bom que nos acostumemos: isso não vai desaparecer. Ao contrário, esta direita negadora da política – e, portanto, das mudanças reais – vai continuar se expressando de sua forma bífida.

De um lado, a sua face mais grosseira – os Telhada, Bolsonaros, Malafaias, pedindo um Estado repressor de hábitos e, sobretudo, de  mudanças de hábito sociais cujos protagonistas, com igual sofreguidão, não percebem que estão acontecendo e, ao radicalizá-las de forma vazia, alimentam sua reação.

Mas de outro, muito mais perigoso, a de uma parcela da classe média e média-alta que quer, na política, apenas que o Estado encolha, suma, desapareça quase – exceto como provedor de “segurança” – porque  não admite que o caminho para país igualitário que lhes roube a – às vezes recém conquistada – condição de elite.

Ou melhor: de sub-elite, crua, inculta, vazia e, pior, má e desumana como a da colônia."

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O medo do comunismo e a paranoia de pessoas supostamente bem informadas

Executivos, advogados, médicos etc., pessoas que se consideram "bem informadas" pela mídia tradicional estão, pasmem, com medo da "invasão bolivariana": comunistas escondidos nos telhados, prontos para atacar a noite e articulados pelo Foro de São Paulo

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Luis Nassif, GGN
Converso com um advogado, de um grande escritório, liberal e de cabeça aberta. E me surpreendo com seus receios: o de que a vitória de Dilma Rousseff possa ser o início de uma república bolivariana no país.
Por e-mail, um ex-executivo de banco me escreve manifestando o mesmo receio.
São pessoas supostamente bem informadas pelos meios convencionais de informação: os velhos jornais e revistas do eixo Rio-São Paulo.
Esclareço que os problemas do PT são os mesmos dos partidos convencionais: acomodamento trazido pelo poder, apego aos cargos públicos, burocratização, fechamento às manifestações da opinião pública.
Nada que o PSDB e mais partidos também não pratiquem em estados onde são poder.
Digo a ambos que o papel dos partidos é o de civilizar a disputa política, abrigando os diversos segmentos sociais dentro do esquadro partidário. Onde não acontece esse trabalho, a disputa política torna-se selvagem. Hoje em dia, a maioria dos movimentos sociais ganhou uma institucionalização, porque representados na esfera partidária. E o PT teve papel relevante nessa ação civilizatória.
Seu defeito de hoje foi ter fechado as portas aos novos movimentos e burocratizado sua estrutura. Mas esses movimentos buscaram o Rede, de Marina – infelizmente servindo de escada para as ambições menores de Marina, que abriu mão de criar um partido pelo canto de sereia de um cargo em um futuro governo Aécio.
Do lado do governo Dilma, houve o mesmo fenômeno do PT, do abandono dos conselhos de participação e outras formas de interação com a sociedade civil – incluindo os conselhos empresariais, que se manifestavam no Conselhão (o Conselho de Desenvolvimento Social) e nos conselhos reunidos em torno da ABDI (Agência Brasileira para o Desenvolvimento Industrial).
Então o que assusta meus interlocutores? O advogado explica que foi a reação de Dilma às ofensas do Itaquerão, quando generalizou e atribuiu as grosserias à elite branca. E também as manifestações populares, durante sua campanha.
Seria o mesmo que considerar que a adesão a Aécio do submundo dos preconceitos e da intolerância transformaria sua vitória em uma Noite de São Bartolomeu,
Na verdade, já era hora de ambos os partidos se desvencilharem desse radicalismo que só se manifesta na retórica dos palanques.
Por trás desses medos recíprocos, há um enorme déficit informacional, devido ao proselitismo cada vez maior do jornalismo atual e à incompetência cada vez maior dos partidos. A insistência em se falar de venezuelização do país mostra que o único ponto de convergência com a Venezuela é o nível de ambas as mídias.
Os tropeços da política econômica de Dilma não podem ser comparados ao populismo desbragado do chavismo. A busca de relações comerciais com a América do Sul, ou com os BRICs, se prende a uma estratégia geopolítica – que pode e deve ser criticada enquanto estratégia, não como uma tendência bolivariana.
O país cheio de comunistas escondidos no telhado das casas, prontos a atacar de noite, articulados pelo Foro São Paulo é uma criação midiática, pirações da sociedade do espetáculo, roteiros novelizados, assim como foi o fantasma da guerra fria que gerou o macartismo nos anos 50 nos Estados Unidos ou a Guerra dos Mundos, de Orson Wells.
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/o-medo-comunismo-e-paranoaia-de-pessoas-supostamente-bem-informadas.html

O Programa Bolsa Família e a dor de cotovelo da Sociedade Capitalista


programa bolsa familia sociedade capitalista
João Luis Suppi Rodrigues*
O Programa Bolsa Família atualmente beneficia 56 milhões de pessoas no Brasil, representando aproximadamente 28% da população brasileira, é um programa consolidado e de referência mundial, nenhuma outra politica social de transferência de renda foi tão bem sucedida. A busca do Estado de suprir as necessidades sociais básicas da população realiza-se assim de forma avançada e contínua, causando uma ruptura de antigos sistemas de proteção social, voltando-se para a população pobre em idade ativa, com capacidade produtiva e com um olhar direto para as crianças.
Para receber o benefício, basta a família atender aos critérios de renda estipulados, que não podem ultrapassar o valor de R$154,00 per capita, a partir dai, com o cálculo do número de pessoas na família, cadastramento e do processo de avaliação feito pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, poderá ocorrer a liberação do benefício.
Atualmente o valor médio do benefício repassado ás famílias Brasileiras beneficiárias é de R$ 170,10 mensais, e que para permanecerem no programa devem cumprir com as condicionalidades, reforçando o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de Educação com todas as crianças e adolescentes de 6 a 17 anos frequentando a escola, na Saúde devendo haver o acompanhamento nutricional com verificação de vacinação, peso e altura e na Assistência Social a família deve manter o cadastro atualizado a cada dois anos.
Uma das principais críticas ao programa é a ideia de comodismo gerada nas famílias beneficiárias, o chamando efeito preguiça (a pessoa recebe os recursos do programa e não vai trabalhar) é desmistificado quando analisados os dados disponibilizados pela OIT – Organização Internacional do Trabalho – onde se constata que quase 70% dos beneficiários do Programa possuem renda vinda do trabalho, a diferença – vale ressaltar – está no tipo de trabalho realizado, muitas vezes precário, informal e consequentemente temporário. O trabalho é um dos principais vínculos entre o desenvolvimento econômico e o social, mas não é qualquer trabalho que garante o acesso a uma vida digna, e sim um trabalho decente que além de remuneração adequada, promova o acesso aos direitos, à proteção social e a igualdade de oportunidades.
Vemos nas redes sociais imagens e críticas ao programa absolutamente infundadas, parte dos usuários compartilham informações sem ao menos averiguá-la, nos fazendo perceber que o “problema” da educação no país, não abrange somente as famílias mais pobres, os negros e os nordestinos, como também analfabetos funcionais de nível universitário. O programa trabalha também com a inclusão produtiva, que ao lado da garantia de renda e do acesso a serviços públicos, propicia a população beneficiária do Programa Bolsa Família oportunidades de ocupação e renda, com destaque para o PRONATEC – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – que oferece cursos de formação inicial e continuada para a população de baixa renda, por meio dos Institutos Federais e escolas do Sistema S.
O crescimento das politicas sociais e a garantia de direitos são evidentes, porém há muito ainda a se fazer, já que historicamente sabemos da privação de oportunidades acometidas a uma enorme quantidade de brasileiros. Ai sim, acreditar que ao longo do tempo, com a redução das desigualdades sociais e do número de pobres, possamos repensar o Programa Bolsa Família como um programa assistencial convencional, mas até lá é preciso fazer-se entender os princípios básicos do programa, que acima de tudo age contra a pobreza e possibilita o acesso da população vulnerável aos seus direitos básicos.
É evidente que ninguém fica rico recebendo o Bolsa Família, então por que para muitos é tão inconcebível ver um pobre tendo o mesmo poder de compra? Isso meu povo, é distribuição de renda, isso é igualdade social.
*João Luis Suppi Rodrigues é acadêmico do curso de Serviço Social e Servidor Público Municipal
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/10/o-programa-bolsa-familia-e-dor-de-cotovelo-da-sociedade-capitalista.html

O ANTIPETISMO E O NAZI-FASCISMO



I0pt_suasticamaginem um cidadão ordinário alemão do final dos anos 30 ou um cidadão ordinário brasileiro de classe média dos anos 2000. Sua situação é, falando de um modo abstrato, bastante parecida, a mesma de uma criança pequena: está totalmente perplexo. As autoridades sociais, autoridades simbólicas (ou seja, a mídia, os jornais, a televisão, a Rede Globo, e seus “especialistas”), estão dizendo: você é um brasileiro, um trabalhador, dá duro o dia inteiro, mas nada está funcionando.
O que a sociedade quer de ti? Por que está tudo dando errado? O modo como este cidadão percebe a situação é que os políticos mentem para ele, grande parte de seu salário vai para os impostos, a economia está uma porcaria, os serviços públicos não funcionam, há muita violência, drogas, a sociedade está se degradando moralmente; enfim, a corrupção assola o país, etc.
Qual é o significado de tudo isso? Como foi freqüentemente mostrado, o nazi-fascismo e a direita política no Brasil compartilham algo bem elementar, ou seja, sonham em fazer uma revolução conservadora. Por revolução, entendam o fomento ao desenvolvimento econômico, o ideário da indústria moderna. Entretanto, está é uma revolução que, ao final das contas, busca manter ou reassegurar a hierarquia tradicional da sociedade. Seu ideal é de uma sociedade moderna, eficiente, mas que ao mesmo tempo é controlada pelos valores hierárquicos, dispensando conflitos de classe e outros antagonismos.
Mas os nazi-fascistas e a direita possuem um problema: antagonismos, lutas de classes e outros perigos, são inerentes ao capitalismo. Modernização, industrialização, como sabemos da história do capitalismo, significam desintegração das antigas relações estáveis, significam conflitos sociais. Instabilidade é o modo como o capitalismo funciona.
Então, como resolver este problema? É fácil: Você precisa criar uma narrativa ideológica que explique porque as coisas deram errado na sociedade, não como resultado das tensões inerentes ao desenvolvimento desta sociedade, mas como resultado de um intruso, alguém que veio de fora e trouxe os problemas sociais. Então, tudo ia bem até que os judeus penetraram no nosso corpo social. Tudo ia bem até os nordestinos votarem. Tudo ia bem até os petistas chegarem ao poder.
A maneira de restaurar o corpo social é eliminando os judeus, eliminando os nordestinos, eliminando os petistas. É o mesmo mecanismo que ocorre no filme Tubarão (Jaws, 1975): você tem uma multiplicidade de medos que lhe confundem, como se você simplesmente não soubesse o que quer dizer essa confusão toda. E você substitui essa enorme bagunça por uma figura clara: o judeu, o petista, o nordestino.
E então tudo fica claro. Você achou o culpado! Reduz-se a complexidade que poucos conseguem entender – os estamentos burocráticos, a corrupção crônica, a cultura do jeitinho brasileiro, as profundas desigualdades sociais, o sistema político que precisa ser reformado, a estrutura desigual da carga tributária, entre outros – a um único inimigo, fonte de todo o mal.
As semelhanças no âmbito simbólico são imensas: representa-se os estereótipos de todos os grupos acima citados como ratos, vermes, fazem caricaturas onde seus narizes e cabeças são grandes, corpos desengonçados, dinheiro nas cuecas, dizendo que vivem uma vida de luxo e riqueza, que seus filhos são donos de meio mundo e enriqueceram nas costas do povo.
É óbvio que estamos vivendo no Brasil um momento histórico diferente do nazi-fascismo europeu. As diferenças práticas são gritantes: o Brasil está dividido ideologicamente, não vivemos uma sociedade militarizada, nem uma crise econômica, pelo menos não como pintado pela mídia. A direita não possui um líder, um führer, que tenha carisma suficiente para levar o país a tal regime totalitário.
Claro que aqui no Brasil não se que mandar os petistas para os campos de concentração, mas para as prisões. Claro que o sonho da direita brasileira não é matar os judeus, mas é um sonho separatista com relação ao Nordeste. Mas o antipetismo assume a forma da ideologia de um nazi-fascismo, com sua simplificação do mundo e a sua cooptação do cidadão-de-bem, do trabalhador. O modo como ele opera ideologicamente possui os mesmos mecanismos, a mesma lógica.
*Texto baseado na análise do nazi-fascismo de Slavoj Zizek e no filme O Guia Pervertido do Cinema (The Pervert’s Guide to Cinema, 2006).
Sugado do: http://www.sociedadepolitica.com.br/o-antipetismo-e-o-nazi-fascismo/

Geólogos estudam meio de usar Aquífero Guarani para aliviar crise do Sistema Cantareira

Agua,Brasil,São Paulo
Acuífero Guaraní
 Aquífero Guarani
Por Camila Maciel.*
Geólogos da Universidade de São Paulo (USP) elaboram um estudo para saber se é possível retirar água do Aquífero Guarani para abastecer a região de Piracicaba, aliviando o Sistema Cantareira. A proposta é analisar a viabilidade da construção de 24 poços artesianos no município de Itirapina, região oeste do estado, onde o aquífero pode ser acessado de forma rasa. A análise será apresentada, em aproximadamente um mês, ao comitê criado pelo governo estadual para administrar a crise hídrica no Cantareira. Ontem (27), o sistema chegou a 13% da capacidade de armazenamento, após o início da utilização da segunda cota do volume morto.
O professor Reginaldo Bertolo, do Instituto de Geologia, explica que o estudo inclui a simulação, por meio de um modelo matemático, da extração de 150 mil litros de água por hora. “Queremos avaliar se o aquífero suporta essas vazões em longo prazo”, apontou. A análise baseia-se em um artigo publicado em 2004 por um grupo da Universidade Estadual Paulista (Unesp). De acordo com o trabalho, a região de Piracicaba fica distante cerca de 60 quilômetros (km) em linha reta, o que diminui os custos de um transporte da água direta para a capital. Outra vantagem é que o desnível geográfico entre as regiões de captação e consumo favorece o deslocamento.
Mesmo em fase de pré-viabilidade técnica, Bertolo acredita que essa pode ser uma alternativa interessante para o abastecimento de parte da região que deveria receber água do Cantareira. Ele destaca, no entanto, que é preciso fazer o uso sustentável dessa água para evitar novas crises. “A gente precisa ter a recarga no aquífero para que ele continue dando água. Se a gente tiver em longo prazo a certeza de que a chuva vai continuar caindo e o aquífero recarregado, uma vazão de 1 metro cúbico por segundo é uma vazão segura”, apontou. O Aquífero Guarani é a maior reserva estratégica de água doce da América Latina.
Atualmente, o aquífero abastece a maior parte das cidades do oeste paulista. “Observe que a crise de abastecimento de água está mais crítica nos municípios do centro-leste do estado”, avaliou. Isso ocorre, segundo Bertolo, porque eles têm maior segurança hídrica com a água oriunda dos aquíferos Bauru e Guarani. Entre os municípios abastecidos dessa forma, o professor destaca Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília, Bauru, entre outros. Ele explica que a profundidade das águas subterrâneas exige tecnologia complexa de engenharia, similar à utilizada para encontrar petróleo, para cavar os poços profundos.
*Da Agência Brasil.

A alcateia faminta e a paz de espírito


Por mais que tente, a minha oceânica ignorância não me permite entender esse pessoal que vai à missa ou outros cultos religiosos, é visto em algumas ocasiões movendo os lábios, como se estivesse rezando, dá, quando em vez, esmolas enquanto espera o semáforo abrir em seus carrões, e não admite que o pobre melhore de vida, que o miserável não passe fome, que os médicos, cubanos ou marcianos, deem assistência a quem precisa. 
Ora, se não fazem a menor questão de que este mundo em que são obrigados a viver melhore, um pouco que seja, que as pessoas tenham uma existência digna, ao menos deixem em paz quem luta por isso. 
Ou seja, numa linguagem que todos entendem, parem de encher o saco de quem está fazendo algo para diminuir a desigualdade social a fim de que todos, eles inclusive, vivam num Brasil melhor que o de hoje. 

Se têm divergências ideológicas, políticas ou partidárias, que as explicitem, mostrem que o caminho que recentemente passaram a defender é melhor que o escolhido pelo atual governo. 
Espalhar boatos, calúnias e mentiras, xingar a presidenta, o ex-presidente, ameaçar ir embora do país, demonizar o PT, implorar por um golpe de Estado, não são atitudes de gente civilizada. 
Diria até que demonstram um alto grau de patologia. 
O caminho para mudar os rumos do Brasil ao seu gosto é elaborar um projeto alternativo ao dos trabalhistas, que vise não só enriquecer os mais ricos, mas ampliar as oportunidades dos mais pobres, e apresentá-lo à nação o mais rapidamente possível, quem sabe já nas próximas eleições. 
Mas parece que essa via, para tais pessoas, é inviável, por exigir trabalho, talento e um aparelhamento intelectual de que infelizmente não são dotados. Por isso, para a desgraça de todos nós, agem como uma alcateia faminta, com os dentes prontos para dilacerar qualquer pobre vítima que encontrarem pela frente. 
E depois vão à missa para rezar pela paz no mundo e tentar salvar suas almas.
http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2014/10/a-alcateia-faminta-e-paz-de-espirito.html#more

Aécio, Aloysio, as calúnias e o boato da morte do doleiro Youssef



, DCM

"O PSDB poderia, talvez, prestar um serviço a si próprio se não insistisse tanto, e de maneira tão veemente, em subestimar a inteligência dos eleitores, inclusive os do partido.

Da tribuna do Senado, Aloysio Nunes, ex-vice de Aécio, fez um pronunciamento, por um lado, ressentido e, por outro, hipócrita. Recusou o “pedido para diálogo”. “Comigo não! Porque se estende uma mão e a outra mão tem a faca, o punhal para lhe cravar na barriga, para lhe cravar nas costas!”, disse, dramático.

Reclamou também da baixaria petista. “Como é possível descer tão baixo na calúnia, na infâmia, transformar as redes sociais, que são um instrumento maravilhoso da democratização dos debates, da participação social, transformar isso num esgoto, num esgoto fedorento para destruir adversários?”

Aécio, num vídeo de agradecimento a quem confiou nele, foi no mesmo tom. “Disputamos uma eleição desigual, com o outro lado usando como nunca a máquina pública, a infâmia e a calúnia contra nós”.

O lacerdismo mequetrefe teima em brigar com os fatos, mas nada impedirá Aloysio, Aécio e colegas de continuar posando de vítimas e vestais. Se não colou durante a campanha, por que colaria agora?

Alguém acredita realmente que o PSDB não distribuiu golpes baixos a torto e a direito?

O último, desesperado, foi uma mensagem no WhatsApp que circulou no sábado, véspera da votação. Assinada por um certo Roberto Feldmen, identificado como jornalista, dava conta da morte do doleiro Alberto Youssef.
O texto:
URGENTE – O doleiro Alberto Youssef acaba de FALECER depois de ser levado a um hospital na tarde deste sábado (25), em Curitiba.
O Dr. Gileno Setubal, plantonista informou a dois jornalistas que faziam plantão no local, o óbito. Por recomendação expressa de uma pessoa desconhecida, após ter feito o comunicado foi proibida que a informação seja divulgada até o final da votação neste domingo.
Assim como no caso Celso Daniel o PT providenciou uma queima de arquivo. Provavelmente o doleiro faleceu por envenenamento e não por enfarte como será anunciado domingo pela noite. O mesmo PT que neste sábado fez um ato de vandalismo na sede da editora Abril, acaba de realizar mais um crime. Queima de arquivo contra quem poderia depois de apresentadas as provas arruinar com a provável eleição de Dilma.
Não sei se é tempo útil, mas tente repassar esta mensagem para o máximo de eleitores. Não podemos votar o 13 neste domingo. É endossar além da corrupção, a segunda morte de quem sabia demais. Isso é usado no oriente médio, e em ditaduras. Estou chocado.
O Estadão, que acompanhou o movimento das urnas no bairro de Higienópolis no domingo, ouviu, entre outros, o vereador pessedebista Andrea Matarazzo, que resumiu seu sentimento e, provavelmente, o de seus companheiros: “É boato, infelizmente. Mas digamos que é um bom boato.”

Bom para quem? Matarazzo é o mesmo que, numa reunião pública na Câmara Municipal de São Paulo, falou para a presidente da Sabesp Dilma Pena que a CPI da estatal não passava de um “teatrinho” e que a comissão “não tem a menor consequência”.

O sujeito que assina a mensagem sobre o assassinato do doleiro é irmão de Jorge Scalvini, que retirou vídeos como o “Helicoca”, do DCM, do ar. Ambos não existem, mas trabalham para a mesma causa.

Youssef, que teve uma queda de pressão, saiu da UTI e voltou à prisão. O médico citado também é fictício. O que persiste e não dá sinais de que vá desaparecer tão cedo é a malandragem travestidade de moralidade."

Advogado de Yousseff confirma armação de Veja



"O crime eleitoral cometido pela revista Veja, que pertence a Giancarlo Civita e é comandada pelo executivo Fábio Barbosa e pelo jornalista Eurípedes Alcântara (à dir.), foi confirmado, em reportagem desta quinta-feira, por reportagem do jornal ValorEconômico, pelo próprio advogado Antônio Figueiredo Basto, que defende o doleiro Alberto Youssef; reportagem diz que semana passada, Yousseff afirmou que "Lula e Dilma sabiam de tudo"; eis o que diz Figueiredo Basto: "Não houve depoimento no âmbito da delação premiada. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada"; caso está nas mãos de Teori Zavascki, ministro do STF, que pode obrigar Veja desta semana a circular com direito de resposta; atentado à democracia envergonha o jornalismo

Brasil 247


A situação da revista Veja e da Editora Abril, que atingiu o fundo do poço da credibilidade no último fim de semana, com a capa criminosa contra a presidente Dilma Rousseff, acusada sem provas pela publicação, pode se tornar ainda mais grave.
  
Reportagem do jornal Valor Econômico, publicada nesta quinta-feira, revela algo escandaloso: o "depoimento" do doleiro Alberto Yousseff que ancora a chamada "Eles sabiam de tudo", sobre Lula e Dilma, simplesmente não existiu.

Foi uma invenção de Veja, que atentou contra a democracia, tirou cerca de 3 milhões de votos da presidente Dilma Rousseff e, por pouco, não mudou o resultado da disputa presidencial, ferindo a soberania popular do eleitor brasileiro.

Quem afirma que o depoimento não existiu é ninguém menos que o advogado Antônio Figureido Basto, que representa o doleiro. "Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira", disse ele.

Basto também nega uma versão pró-Veja que começou a circular após as eleições – a de que Youssef teria feito um depoimento e depois retificado. Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo", acusa o defensor de Youssef.

Com isso, a situação de Veja torna-se delicadíssima. No fim de semana, a publicação passou por uma das maiores humilhações de sua história, ao ser obrigada a publicar um direito de resposta contra um candidato – no caso, a presidente Dilma Rousseff – em pleno dia de votação.

Agora, a revista pode ser condenada a circular neste próximo fim de semana com uma capa e páginas internas, também com direito de resposta. A decisão está nas mãos do ministro Teori Zavascki, que pode decidir monocraticamente – ou levar a questão a plenária.

Veja cometeu um atentado contra a democracia brasileira e este crime é apontado pelo próprio advogado do doleiro Youssef. Os responsáveis diretos são: Giancarlo Civita, controlador da Abril, Fábio Barbosa, presidente da empresa, e Eurípedes Alcântara, diretor de Redação de Veja.

Abaixo, reportagem do Valor Econômico sobre o caso:

Advogado de Youssef nega participação em 'divulgação distorcida'
Por André Guilherme Vieira | De São Paulo
O advogado que representa Alberto Youssef, Antonio Figueiredo Basto, negou envolvimento na divulgação de informações que teriam sido prestadas pelo doleiro no âmbito da delação premiada, sobre o conhecimento de suposto esquema de corrupção na Petrobras pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Asseguro que eu e minha equipe não tivemos nenhuma participação nessa divulgação distorcida", afirmou ao Valor Pro. A informação de que Dilma e Lula sabiam da corrupção na Petrobras foi divulgada na sexta-feira passada pela revista "Veja".

No mesmo dia, o superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, delegado Rosalvo Ferreira Franco, determinou abertura de inquérito para apurar "o acesso de terceiros" ao conteúdo do depoimento prestado por Youssef a delegados da PF e a procuradores da República.

"Acho mesmo que isso tem que ser investigado. Queremos uma apuração rigorosa", garante Basto, que já integrou o conselho da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). "Eu não tenho nenhuma relação com o PSDB. Me desliguei em 2002 do conselho da Sanepar [controlada pelo governo do Estado]. Não tenho vínculo partidário e nem pretendo ter. Nem com PSDB, nem com PT, nem com partido algum", afirma. O Paraná é governado por Beto Richa desde janeiro de 2011. Ele foi reconduzido ao cargo no primeiro turno da eleição deste ano.

A reportagem menciona que a declaração de Youssef teria ocorrido no dia 22 de outubro. "Nesse dia não houve depoimento no âmbito da delação. Isso é mentira. Desafio qualquer um a provar que houve oitiva da delação premiada na quarta-feira", afirma, irritado, Basto. O advogado diz ser falsa a informação de que o depoimento teria ocorrido na quarta-feira para que fosse feito um "aditamento" ou retificação sobre o que o doleiro afirmara no dia anterior: "Não houve retificação alguma. Ou a fonte da matéria mentiu ou isso é má-fé mesmo", acusa o defensor de Youssef.

Iniciadas no final de setembro, as declarações de Youssef que compõem seu termo de delação premiada são acompanhadas pelo advogado Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, que atua conjuntamente com Basto.

O Valor PRO apurou que o alvo principal da operação Lava-Jato disse em conversas informais com advogados e investigadores, que pessoalmente considerava "muito difícil" que o presidente da República não tivesse conhecimento de um esquema que desviaria bilhões de reais da Petrobras para abastecer caixa dois de partidos e favorecer empreiteiras.
"Todo mundo lá em cima sabia", teria dito o doleiro, sem, no entanto, citar nomes ou apresentarprovas.

O esquema de corrupção na diretoria de Abastecimento da Petrobras teria começado em 2005, segundo a investigação e o interrogatório à Justiça Federal do ex-diretor de Abastecimento da petrolífera, Paulo Roberto Costa. Era o segundo ano do primeiro mandato do então presidente Lula. Dilma foi nomeada ministra de Minas e Energia em 2003.

Segundo a versão de Costa à Justiça, Lula teria cedido à pressão partidária para nomeá-lo diretor da Petrobras, sob risco de ter a governabilidade ameaçada pelo trancamento da pauta do Congresso. "Mesmo que essa declaração do Paulo Roberto [Costa] seja fato e que a comprovemos nos autos, qual é o crime que existe nisso?", questiona um dos investigadores da Lava-Jato. "Uma coisa é a atividade política. Outra é eventual crime dela decorrente. Toda a delação de Costa e outras que venham a ocorrer serão submetidas ao crivo do inquérito policial e da devida investigação", esclarece.

A PF também instaurou inquérito para apurar supostos vazamentos da delação premiada de Costa.

Investigações sobre vazamentos podem resultar em processo penal. No dia 21 deste mês, o deputado federal Protógenes Queiroz (PC do B-SP) foi condenado pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por violação de sigilo funcional qualificada. Queiroz, que é delegado da PF, foi responsabilizado por "vazar" informações da operação Satiagraha, deflagrada em São Paulo em 2008."

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Conheça o site que desfaz mitos do Bolsa Família


Maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família garante a permanência de crianças e adolescentes na escola, reduz a desnutrição e a mortalidade infantil, faz girar a roda da economia (para cada R$ 1 investido no Bolsa Família, o PIB cresce R$ 1,78) e abre inúmeras portas de oportunidades: 1,5 milhão de beneficiários matricularam-se em cursos de qualificação profissional do Pronatec e 1,7 milhão de famílias abriram voluntariamente mão do benefício, porque conseguiram melhorar de vida.

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Mas a desinformação — proposital ou não — sobre o programa leva muita gente a acreditar que se trata de uma "Bolsa Preguiça" que sustenta pessoas que não trabalham. Duplo engano. O valor médio do benefício, de R$ 170,10 por família, é suficiente apenas para garantir a segurança alimentar e uma vida mais digna. Além diso, 75% dos beneficiários adultos do Bolsa Família estão no mercado. O problema é que, como no tempo deles não havia nenhum apoio do Estado, foram obrigados a abandonar os estudos quando crianças e hoje exercem atividades precárias, recebendo menos que o necessário para viver com dignidade.
Visite a página brasildamudanca.com.br/bolsafamilia/mitos  para desfazer os principais mitos que cercam o Bolsa Família, elogiado pela ONU e replicado em várias partes do planeta -- inclusive Nova York – mas ainda hoje vitima da desinformação e do preconceito.