sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dane-se eleitor





O brasileiro está em um dilema e ele mesmo não percebeu. Na campanha eleitoral de 2010 está na dúvida se quer um país do futuro ou um país do passado. Se quer ser de primeiro mundo ou se quer continuar a ser eternamente o incrível gigante adormecido.

Esse comentário não tem a ver com a campanha de Dilma ou de Serra. Vai mais além. Tem a ver simplesmente com o nível do próprio eleitorado.

Pois sim, a culpa é do eleitorado que tenhamos que perceber essa avalanche de boatos circulando sobre um ou sobre outro. 

Onde você encontra de tudo?

4 Ministros e um funeral



“Se Marina Silva e o Partido Verde decidirem apoiar um dos dois candidatos no segundo turno, estarão decretando o funeral do “projeto” que dizem sustentar. Se a negociação envolver o acerto prévio de cargos, o funeral será solene.

Ao que tudo indica, Marina tem consciência disso. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira 6 ela se mostrou surpresa diante dos jornalistas. Eles repercutiam informação que corria pelos bastidores dando conta que o PSDB estaria disposto a oferecer 4 ministérios pelo apoio dos verdes – Meio Ambiente, Educação, Minas e Energia e Cidades. “Caramba, 4 ministérios? Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom”, ela disse, ao reafirmar que negociar cargos conflitava com seu projeto.

A decisão será tomada na convenção nacional do PV marcada para dia 17, com a presença de 90 delegados. Antes, uma plataforma de dez pontos será levada para as campanhas de Dilma e Serra, para que se posicionem diante dela. Ao mesmo tempo, Marina ouvirá seus comitês de campanha e o que ela chama de “forças vivas da sociedade” que a apoiaram.

Caso a decisão tivesse ficado restrita à direção nacional do PV, o apoio a José Serra já teria sido oficializado. Marina e seu grupo mais próximo, porém, entendem que o melhor caminho é o do que eles chamaram de “não participação”. Consiste em apresentar a referida plataforma de pontos para os dois candidatos e esperar que ambos assumam publicamente a adoção de parte dela. Feito isso, missão cumprida, teriam conseguido mudar a pauta de PT e PSDB.

Passadas as eleições, organizados dentro do PV e no Instituto de Desenvolvimento Sustentável, o IDS, consolidariam a proposta de “terceira via”, se preparariam para as eleições de 2012 e 2014.”
Matéria Completa, ::Aqui::

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tiririca ter 1.353.820 votos é ruim? E o Alckmin receber 11.519.314? É a prova de que pior do que está pode ficar

A eleição do Tiririca em São Paulo, com a maior votação do Brasil, ainda encontra explicação. No meu modo de ver, é mais um protesto do eleitor, fruto da desmoralização da representação política no país, em grande parte culpa dos próprios, mas também do porcalismo travestido de jornalismo, com sua cobertura de fofocas e repercussão de escândalos.


O voto no Tiririca é daquele sujeito que não se vê representado pelos políticos, que nem se lembra em quem votou da última vez,  que nunca viu pela frente um desses políticos que vivem aparecendo na TV e que surgem de quatro em quatro anos dizendo que fizeram e farão tudo por ele, para depois sumirem novamente e só aparecerem após outros quatro anos. Ou seja, é a lesma lerda, logo "pior do que tá não fica", o simples e genial slogan da campanha do Tiririca.

Agora, e o Alckmin? Como explicar seus 11.519.314 votos, depois de ele ter ficado em terceiro lugar, há dois anos, na disputa pela prefeitura de São Paulo?

Quando se refere ao governo demo-tucano, tudo vai de mal a pior em São Paulo. Mudam as moscas (com a volta de Alckmin, há até uma repetição) e o cidadão paulista é afogado por pedágios e inundado por enchentes que duram meses (!!!), favelas que se incendeiam quase que semanalmente, a educação cada vez pior, confronto entre polícias civil e militar nas ruas, professores desrespeitados e agredidos... E o paulistano ainda quer mais?
Diz o eleitor de Tiririca: - Pior do que tá não fica.
Responde o de Alckmin: - Pior do que tá fica, sim.

blog do Mello

O governo de nossos pesadelos

Se a Dilma não é o governo dos nossos sonhos, certamente o Serra é o governo dos nossos pesadelos
Concluído o primeiro turno do processo eleitoral, há inúmeras análises políticas que buscam interpretar o resultado das urnas e vislumbrar, de imediato, sinais dos possíveis resultados do segundo turno, que será realizado dia 31.  Junto com tantas outras análises que surgirão, o trabalho dos marqueteiros dos partidos políticos que estão na disputa, a busca de alianças com os partidos derrotados e as mudanças  no que insistem em denominar de programa de governo, na tentativa de  agradar o senso comum, irão predominar nos espaços noticiosos até o último dia desse mês.
A campanha eleitoral  ficou polarizada entre candidata do PT, Dilma Roussef e o candidato tucano José Serra. O resultado eleitoral, ainda por motivos não totalmente decifráveis, desfez essa polarização com os quase 20 milhões de votos que obteve a candidata Marina da Silva, do PV. Assim, não se concretizou a vitória da candidata do governo Lula no primeiro turno, como era a expectativa.
É possível que o fracasso da eleição plebiscitária – polarização entre o governo FHC e o governo Lula – se deva aos ataques e manipulações de baixo nível protagonizadas pela mídia burguesa, pela sórdida campanha realizada pelos setores religiosos mais conservadores das igrejas Católica e Evangélicas à candidatura de Dilma.
Mas também não é possível ignorar que uma parcela significativa dos eleitores se sentiu decepcionada  com a despolitização da campanha, que se propunha a confrontar com o governo neoliberal dos tucanos. Denunciar os descalabros que sãos os 16 anos de administração tucana em São Paulo ficou ausente da campanha. A corrupção acobertada pelo domínio sobre as assembleias legislativas, sobre os tribunais de contas e setores do poder judiciário e completa subordinação da mídia aos seus interesses asseguram a impunidade dos governo tucanos e vicejam lideranças políticas sem nenhum compromisso com a ética e com a verdade. Deixar as bandeiras históricas da classe trabalhadora aos candidatos sem chances de vitória eleitoral foi um erro da candidata petista. Militantes sociais, mesmo decepcionados com o governo Lula, mas cientes do que significa uma vitória tucana, sentiram-se órfãos nessa campanha. Estavam sem porta-vozes das bandeiras das lutas populares e os discursos bem elaborados nos gabinetes acadêmicos não os seduziram.
Lastimável foi também a atuação das autoridades eleitorais nesse processo. A história há de registrar a participação ativa da controvertida vice-procuradora-geral eleitoral, doutora Sandra Cureau. Sua tentativa de cercear a revista Carta Capital, por não estar subordinada aos interesses do candidato tucano e a resposta do editor da publicação semanal, Mino Carta, estarão registrados tanto nas escolas de jornalismo quanto das do poder judiciário eleitoral.
Coube ainda ao poder judiciário deixar indefinida a questão da “ficha limpa”. Milhares de eleitores votaram em candidatos e candidatas que não sabiam se estavam ou não aptos para disputar a eleição. Se o Tribunal agora decidir pela inaptidão do candidato, seus eleitores fizeram a papel de bobos, não porque são, mas pela incompetência daquele.
O mesmo se pode dizer da exigência legal da documentação para votar. A lei exigia o título de eleitor e um documento oficial com foto. É a bizarra situação jurídica em que um documento oficial tem que comprovar a veracidade de outro documento. O Supremo Tribunal Federal revogou a lei e exigiu obrigatoriamente um documento oficial com foto. Jogou-se o título de eleitor, definido pelas autoridades eleitorais que não teria foto, na lata do lixo.
Coube ainda mais um deslize do Supremo Tribunal Federal: a descoberta de que um de seus membros, Gilmar Mendes, (Dantas, para alguns da mídia), foi monitorado pelo candidato tucano na sessão que julgou a necessidade ou não de dois documentos para votar. Até o momento, nenhum pronunciamento do STF sobre esse caso vergonhoso a que foi submetido. O impeachment do Mendes/Dantas se torna um imperativo.
Sobre a mídia burguesa, talvez tenha sido a maior conquista da sociedade brasileira nesse processo eleitoral. Ela mesma – frente à fragilidade dos partidos direitistas – se outorgou o papel de ser o partido de oposição ao governo Lula. Não poupou espaços em seus noticiários para algumas lideranças do campo de esquerda – desde que fosse para falar de escândalos pontuais e atacar a pessoalmente a candidata Dilma. Não hesitou em massacrar o currículo de vida de pessoas públicas, mesmo sem provas. Recorreu a receptador de cargas de mercadorias roubadas, repassador de notas falsas de dinheiro, condenado pela justiça, para noticiar fatos não comprovados. “Assassinou” um senador (Romeu Tuma) hospitalizado. Enfim, caiu a máscara da mídia burguesa. Ganhamos!
Nesse sentido, precisamos consolidar essa vitória conquistando uma lei de controle social sobre os meios de comunicação, que garantam a liberdade de expressão e o direito a informação ao povo brasileiro. A bandeira da democratização da comunicação é da esquerda e dos movimentos sociais, não dos demotucanos e dos proprietários dos meios de comunicação.
Agora é o espaço de luta do segundo turno das eleições. Não há espaço em cima do muro. Os movimentos populares da Via Campesina brasileira, já no início do processo eleitoral, tomaram a definição de impedir o retrocesso ao governo neoliberal, representado pela candidatura de José Serra.
É hora de levar essa decisão, buscando a unidade, com todos os movimentos populares, sindicais e estudantis, do campo e da cidade. Se a Dilma não é o governo dos nossos sonhos, certamente o Serra é o governo dos nossos pesadelos.
Editorial ed. 397, Brasil de Fato

Panfleto Pró- TFP circula em reunião de cúpula tucana



Texto incita militantes a divulgar na web que plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição

Participantes da reunião de cúpula da campanha de José Serra (PSDB) hoje (6.out.2010), em Brasília, receberam um panfleto com instruções sobre como propagar uma campanha anti-Dilma na internet. Num dos trechos, recomenda aos militantes visitarem o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, um dos fundadores da TFP ( Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país.

O panfleto basicamente se refere ao PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos), lançado pelo governo Lula no final do ano passado. Eis um dos trechos do panfleto divulgado na reunião tucana:
O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial”.

O blog estava dentro da sala do centro de convenções Brasil 21 na qual se realizou o encontro tucano. Por volta das 16h10, antes de a imprensa ser admitida no recinto, uma mulher com adesivo de Serra colado no peito distribuiu o bilhete. “Pega e passa”, dizia.

Era do tamanho de um papel A4 dividido ao meio. Mais tarde, uma pequena pilha (cerca de 3 cm de altura) com esses panfletos foi deixada ao lado do local onde era servido café –e a imprensa teve livre acesso. Ao final, o texto recomenda: “Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)”.

Segundo as assessorias do PSDB nacional e do candidato José Serra, a confecção do panfleto não tem relação com o partido nem com a campanha tucana. Ainda assim, o papel ficou à disposição de quem tivesse interesse em pegar. Os panfletos só foram retirados um pouco depois de o Blog ter perguntado à cúpula tucana a respeito do assunto.

Eis a íntegra do texto do bilhete:

“Você sabe o que é o PNDH-3? Se você é uma pessoa que pensa em votar na Dilma, conheça bem este projeto antes de votar.
“O PNDH-3 é um projeto de lei que tem por objetivo implantar em nossas leis a legalização do aborto, acabar com o direito da propriedade privada, limitar a liberdade religiosa, perseguir cristãos, legalizar a prostituição (e onde fica a dignidade dessas mulheres?), manipular e controlar os meios de comunicação, acabar com a liberdade de imprensa, taxas sobre fortunas o que afastará investimentos, dentre outros. É um decreto preparatório para um regime ditatorial.

“O que podemos esperar de um governo que tenta atropelar a sua constituição, tratados e convenções internacionais? Não duvide da veracidade dessas informações, pesquise a respeito e voto consciente!

“No próximo dia 3 de outubro, você pode mudar radicalmente o campo de batalha contra o PNDH-3. Para o bem ou para o mal... Tudo vai depender de como se comporá o novo Congresso Nacional depois do resultado das urnas. Mas e muito grande o número de pessoas que ainda não se conscientizaram do momento que atravessamos.

“Se você não fizer nada agora, não adiantará chorar sobre o resultado das urnas. E prepare-se para assistir nos próximos 4 anos uma transformação radical do País. Pense na sua família! O direito de votar é seu , o dever de promover a vida é do povo brasileiro. É através do voto que demonstramos o nosso poder!

“Passe essa informação adiante, não se omita, lute pelos nossos direitos! Depois pode ser tarde demais!

“Vamos eleger os políticos “Ficha Limpa de PNDH-3”. Veja as propostas dos seus candidatos, fique alerta! Divulgue esta informação através das redes sociais da internet (blogs, Orkut...)

“Acesse HTTP://www.ipco.org.br/home/  - Envie o seu cartão amarelo de alerta as deputados e senadores. Faça você também a sua parte, não se omita! Se puder faça cópias deste texto e ajude-nos com este trabalho, imprima os cartazes disponíveis neste site.

“Jesus disse: Eu vim para que todos tenham vida!”.

“Uma democracia sem valores converte-se facilmente num totalitarismo aberto ou dissimulado, como a história demonstra”. João Paulo II”.
Fernando Rodrigues, via com textolivre

Temas da baixaria tucana em 1994: aborto, união homossexual e família

PSDB ESTUDA POSSÍVEIS ATAQUES CONTRA LULA... EM 1994...
 Mais uma do acervo de VEJA, edição de 03 de agosto de 1994. Em matéria sobre as campanhas dos então candidatos Fernando Henrique Cardoso e Lula, lemos o seguinte (grifo meu):
"Através de perguntas fica claro que, entre os posssíveis ataques em estudo pelo PSDB, figuram temas familiares, como a situação dos irmãos do candidato, e até mesmo afirmações mentirosas, como a defesa do aborto e do casamento de homossexuais (...)."
16 anos depois, às vésperas de mais uma eleição presidencial, o mesmo PSDB, do candidato mitômano José Serra, demonstra a mesma baixeza, a mesma vilania, a mesma tática espúria na tentativa - que há de ser em vão - de manipular o eleitorado brasileiro.
Estão usando não mais o irmão do candidato - mas a irmã da primeira-dama, Marisa Letícia (vejam aqui, em matéria do sempre golpista jornal O GLOBO). E os mesmos "temas familiares"...
Só a expressão "possíveis ataques em estudo pelo PSDB" já demonstra o quão desprezível é o que vem de lá.
Como a melhor defesa sempre foi o ataque, à luta.
Com armas, e nisso temos mostrado bastante competência, bastante diferentes: números e fatos sempre escorados na verdade que não encontra morada nas sendas tucanas... há muito tempo, como se vê.
By: Buteco do Edu, via com textolivre

Você sabe o que faz um Governador?

Eu também não sei, mas vote em mim que meu marido sabe".

Weslian Roriz,
A Tiririca Candanga
A mídia está dizendo que nenhuma mulher fruta conseguiu os votos necessários. Estão, redondamente, equivocados: No DF, colocaram a mulher laranja no segundo turno: Weslian Roriz.

Serra promete compor ministério com três vegetarianos, três lontras, cinco micos leões, e um tamanduá banndeira



Enternecido pela biodiversidade da 25 de março, Serra lembrou que “Abelha fazendo mel / Vale o tempo que não voou” e prometeu privatizar a natureza.

MATA ATLÂNTICA – Restaurado da comemoração pela conquista de um segundo turno – ocasião em que virou nove copos de Fogo Paulista com Dreher, cantou com três mulatas “Hoje eu vou tomar um porre / Não me socorre / Eu tô feliz” e ameaçou fazer um striptease – José Serra iniciou seus esforços para conseguir o apoio de Marina Silva: madrugou às 14h, meditou durante meia hora e, em seguida, se serviu de uma farta porção de quinua com mel. Bebeu suco de clorofila, leu algumas páginas de Gibran Khalil Gibran e, antes de sair de casa, assistiu a duas sessões consecutivas do documentário de Al Gore. “Ele sempre chora na hora em que aparecem aqueles dados sobre a emissão de carbono em 2015”, disse a esposa Mônica, com sentimento.
À tarde, seguiu para o Parque do Ibirapuera, onde fez corpo-a-corpo com os patos, rolinhas e um cão, que o lambeu. “O Ibirapuera é um dos ecossistemas mais ricos do Brasil”, disse o ex-governador, abraçando um jequitibá. Em seguida, comovido, prometeu privatizar o parque.
Aos interessados, Serra explicou que Ibirapuera significa "pau podre ou árvore apodrecida" em língua tupi, e soletrou a pronúncia “ypi-ra-ouêra”. Lembrou que o terreno havia sido parte de uma aldeia indígena na época da colonização, mas ganhou o formato atual devido aos benefícios trazidos pelos 125 anos de governo tucano no estado. Quando o sol começou a se pôr, Serra formou uma ciranda em volta da árvore mais velha do Parque. 
Quando o sereno chegou, fez uma fogueira e convidou estudantes do curso de Letras da USP que, abraçados, cantaram as canções de Beto Guedes. Após tragar o cigarrinho de palha trazido pelos estudantes, Serra prometeu compor o seu gabinete ministerial com três lontras, cinco micos leões e um tamanduá bandeira. “Desde que sejam concursados”, frisou.
Dilma Rousseff reagiu. Para cativar Marina, prometeu contrair alergias.
By: The i-Piauí Herald, via com textolivre