terça-feira, 2 de agosto de 2011

A internet que conhecíamos morreu



A verdade está lá fora

Por Bruno Medina

O post de hoje começa com uma pergunta cuja resposta parece ser relativamente óbvia: ao utilizar a internet, você considera sofrer algum tipo de censura? A maioria dos leitores, suponho, diria que não. Baseariam suas argumentações no fato de vivermos num país regido pela democracia e pela liberdade de expressão, princípios que por si só asseguram aos seus cidadãos acesso pleno a qualquer tipo de informação disponível na web, certo?.....

A ‘Disneylandia’ do filho de FHC

A perseguição da mídia a Lula e à sua família não terminou depois que ele deixou o poder. Desde a semana seguinte à posse de Dilma Rousseff, em janeiro, que os ataques ao ex-presidente miram todo e qualquer aspecto de sua vida particular – desde os valores que cobra para dar conferências (como faz seu antecessor Fernando Henrique Cardoso desde que deixou o poder) até as atividades privadas de seus familiares.
Essa perseguição obstinada, irrefreável e interminável acaba de ganhar mais um capítulo. Neste domingo, o jornal Folha de São Paulo expõe uma neta do ex-presidente-operário, Bia Lula, de 16 anos, que integra o elenco de uma peça de teatro que recebeu financiamento de 300 mil reais da operadora de telefonia OI. A matéria insinua que o financiamento só ocorreu devido à influência de Lula......

O que resta aos jovens?

 Abaixo parte do processo de criação de um vídeo, gravação do áudio para filme na qual o tema é a juventude. Estão no vídeo Zé Fernandes e Kelli G. Soares, educandos da Escola Josué de Castro(ITerra) em Veranópolis-RS. A poesia é de Mario Benedetti.  

O que resta aos jovens?
O que resta por provar aos jovens
neste mundo de paciência e asco?
somente grafitti? rock? cepticismo?
também lhes resta não dizer amém
não deixar que lhes matem o amor
recuperar a fala e a utopia
serem jovens sem prisão e com memória
situarem-se numa história que é a sua
não se converterem em velhos prematuros

O que resta por provar aos jovens
neste mundo de rotina e ruína?
cocaína? cerveja? claques?
resta-lhes respirar / abrir os olhos
descobrir as raízes do horror
inventar paz se os desordeiros
se entenderem com a natureza
e com a chuva e os relâmpagos
e com o sentimento e com a morte
essa louca de atar e desatar

O que resta por provar aos jovens
neste mundo de consumo e fumo
vertigem? assaltos? discotecas?
também lhes resta discutir com deus
quer exista quer não exista
apontar mãos que ajudem / abrir portas
entre o coração próprio e o dos outros /
sobretudo resta-lhes fazer futuro
apesar das ruínas do passado
e dos sábios malandros do presente.
                          Mario Benedetti
Coletivo catarse

Precisamos reduzir ao mínimo os cargos de confiança




"Cargos de confiança têm de ser ocupados por funcionários de carreira. Fora disso, tem de ser exceção e não regra." Este foi um dos pontos que defendi em entrevista coletiva concedida no seminário que o PT promoveu no fim de semana, em São Paulo. Lembrei que, no nosso governo, 2/3 dos cargos de confiança são ocupados por funcionários de carreira e 1/3 por indicações técnicas, mas evidentemente políticas. É lógico. Como ter um ministro que não é de partido? Quem vai nomear um ministro que seja apenas técnico?
Fiz questão de lembrar que mudamos a indicação de cargos no Brasil. E volto a repetir: não é verdade que nomeamos pessoas para 22 mil cargos. O balanço é: 2/3 (dos que nomeamos) são funcionários de carreira e 1/3 são nomeados (de fora), o que é normal numa democracia. Fizemos as indicações dos ministros e de alguns assessores mais próximos. Afinal, todo o ministro precisa de um entorno. No mundo todo é assim. Nos Estados Unidos, na Alemanha, em outros países. Isso faz parte da democracia.
E, aos que continuam a levantar as acusações de aparelhamento da máquina pública, lembrei que "o governo da presidenta nomeia a partir de critérios. Não basta só ser filiado a um partido". Os partidos têm participação definida pelos ministérios. Não se pode querer que os partidos não participem do governo. O que não pode é partidarizar a gestão pública e a burocracia.
"Os partidos existem" - destaquei - "são constituidos pela sociedade. Está na Constituição: eles elegem e participam dos governos". Mas faço questão de frisar que participar do governo não significa lotear, e nem indicar quem não tenha qualificação técnica, profissional. E isso não siginifica fazer fisiologismo, muito menos corrupção. Uma coisa nada tem a ver com a outra. É falsa essa idéia, já que há técnicos que também têm filiação partidária. Aliás, 50% da população tem opção político-partidária - não é filiação, tem opção."
O que disse à imprensa e repito aqui é que, a partir do 2º e 3º escalões haja o mínimo possível de cargos nomeados. O problema não é ser do partido (do governo ou não). É saber se a pessoa tem qualificação técnica-profissional e se exerce bem o cargo. Há que se considerar, também, que o governo tem um programa. Foi o ex-presidente Lula quem reintroduziu planos de carreira no funcionalismo. O Brasil estava sendo desmantelado e fomos nós que retomamos a profissionalização do serviço público brasileiro.
ZéDirceu

Tecnologia em sala de aula


 Tudo que eu quiser postar, via Com textolivre

Apresentamos o novo programa da família brasileira

Este modesto cafofo cibernético tem a honra de levar até você mais uma produção com as marcas da imparcialidade e da isenção, características que nos distinguem desde nossa estreia neste fascinante universo blogosférico.

No programa inaugural, mergulhamos de cabeça em um dos temas mais candentes de nosso cotidiano, mas jamais tratado pelos meios convencionais de informação com a devida profundidade.
Você vai conhecer um grave problema, que tem levado muitos brasileiros ao sofrimento e à execração. Uma injustiça. Tremenda sacanagem que precisa ter um fim.
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Clique, assista, deixe seu recado. Sua opinião é muito importante para nós.
cloaca news

Em São Paulo, SUS escancara saúde cada vez mais privatizada e corrupta

Para a promotora de Justiça Anna Trotta Yarid, oferta de 25% dos leitos dos hospitais estaduais para quem tem plano de saúde é “além de ilegal, inconstitucional”.

Gabriel Brito, do Correio da Cidadania

No dia 6 de julho, o Diário Oficial publicou o decreto do governador paulista do PSDB Geraldo Alckmin, que libera os hospitais estaduais geridos pelas Organizações Sociais de Saúde (OSS) a oferecerem 25% de seus leitos a pacientes de planos de saúde particulares. A alegação é a falta de condições para investir no setor, o que poderia ser remediado com a arrecadação dos pagamentos dos planos privados sobre tais atendimentos. Com vistas a discutir mais essa política de desmonte da saúde pública, o Correio da Cidadania entrevistou a promotora de Justiça Anna Trotta Yarid, para quem a medida é, “além de ilegal, inconstitucional”.....

Nelson Jobim, o ministro acima de qualquer suspeita?

Mário Augusto Jakobskind

O ministro Nelson Jobim abriu o jogo. Mas independente de ter revelado que na eleição presidencial do ano passado votou em José Serra, Nelson Jobim jamais poderia ser ministro de um governo que se propõe progressista e com credibilidade. De qualquer forma ainda está em tempo de uma faxina.

Mas, como assinalam os mais críticos, em um governo que tem como ministro Moreira Franco, mesmo ele sendo uma figura decorativa, tudo é possível, inclusive Nelson Jobim ser ministro da Defesa.

Se Dilma, e antes Lula, defende Jobim no Ministério da Defesa, é sinal que nem tudo são flores no processo democrático do País. Resta saber exatamente o motivo pelo qual este cidadão acima de qualquer suspeita ocupa o cargo por tanto tempo seguido.

Jobim é capaz de fazer de tudo, inclusive certas coisas que muitos poderiam até duvidar como, por exemplo, confessar, vestindo a toga de ministro do Supremo Tribunal Federal, que quando era deputado do PMDB e relator da Constituinte redigiu dois artigos relacionados com a questão orçamentária que não haviam sido votados ou sequer discutidos em plenário....

Corrupção: o seletivo é conivente



Assim como combater a violência independentemente do autor e da vítima, o combate à corrupção também não pode ser seletivo. Num ou noutro caso, a seletividade corresponde à cumplicidade e à alimentação da impunidade. 

A luta contra a corrupção desanima Autor(es): Renato Janine Ribeiro Valor Econômico - 01/08/2011  
Escolhi um título que pode somar vários e até distintos significados. Na verdade, a corrupção nos desanima porque, embora a opinião pública a tolere cada vez menos, e tenhamos visto a demissão de vários acusados de mal-feitos, no Brasil e no mundo, restam três grandes problemas.....

A rendição do presidente Obama

Não se iludam: o que estamos presenciando aqui é uma catástrofe em múltiplos níveis.

Paul Krugman

Está sendo gestado um acordo para aumentar o teto da dívida federal. Se ele passar, muitos comentaristas dirão que se evitou o desastre. Mas eles estarão errados.

Porque o acordo mesmo, dada a informação disponível, é um desastre, e não apenas para o presidente Obama e seu partido. O acordo vai causar danos a uma economia já deprimida; provavelmente tornará o velho problema do déficit estadunidense pior, não melhor; e, mais importante, ao demonstrar que a pura extorsão funciona e não traz custos políticos, ele leva os EUA mais perto ainda do estatuto de ‘república bananeira’.....