domingo, 20 de fevereiro de 2011

O que é ser de esquerda, hoje?

O perfil da esquerda sofreu uma mutação com o tempo, abrindo um leque complexo de temáticas, antes, desapercebidas. Quem nunca mudou foi a burguesia continental, que sempre opôs-se à distribuição de renda, à desconcentração das terras e à socialização do poder político e econômico.
A “modernidade” nasceu com o Renascimento, a Reforma e a conquista das Américas. Encerrou-se com os horrores das duas Guerras Mundiais. Começou então a gincana intelectual para achar uma expressão adequada à sociedade que sobreveio. “Pós-industrial”, arriscou-se nos anos 50. “Pós-moderna”, insinuou-se nos 80. “Era nova”, comemorou-se no auge da globalização teleguiada pelo capital financeiro, nos 90. Esses termos suscitaram discussões e confusões semânticas na academia e nos cafés, o que esvaziou o potencial analítico de cada um. Mas ajudaram a compreender a crise dos paradigmas modernos e suas negatividades intrínsecas.

Como qualquer traficante

Dos descaminhos pelos quais o Brasil se perdeu durante a ditadura militar, hipocrisia foi possivelmente o mais tortuoso.  Contrastando com o moralismo compulsório de ditadores que vetavam obras artísticas por dizerem-nas atentatórias aos “valores da família” ou subversoras da ordem política e social, nas comunas dos beneficiários da usurpação militar os próprios usurpadores se entregavam aos vícios que diziam combater.

A luta contra o crack



Até as pequenas cidades do interior, antes ilhas de tranquilidade, enfrentam hoje os problemas provocados pelo uso de drogas, especialmente o crack, a mais devastadora de todas, porque é barata, fácil de achar e  por causar forte dependência. Nos grandes centros, como São Paulo, o crack avançou assustadoramente e já é comum ver os viciados zanzando qual zumbis, em vias públicas, em plena luz do dia.

Fundo de Quintal e Dona Ivone Lara - Tendência

Ronaldo e RC: Nóis fumo do Corinhtians


blog do Celso Jardim

Presidente do TSE afirma que futuro da Ficha Limpa é uma "incógnita"

Débora Zampier, Agência Brasil


“O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, afirmou hoje (18) durante passagem por Recife que o futuro da Lei da Ficha Limpa é uma "incógnita". Entretanto, afirmou que “seja qual for esse destino, a Lei da Ficha Limpa é uma ideia que veio para ficar”.

A votação sobre a validade da lei nas eleições de 2010 acabou empatada, no Supremo Tribunal Federal (STF), em 5 votos a 5, e um dispositivo regimental do Tribunal foi usado para o desempate no caso de Jader Barbalho. Ele foi barrado por ter renunciado ao cargo de senador, em 2001, para escapar de um processo de cassação por quebra de decoro.

Lewandowski também disse que, em sua opinião, a vaga deixada por parlamentares deve ser suprida pela ordem de votos da coligação, e não do partido. “Embora as coligações se desfaçam após as eleições, os efeitos delas se projetam no tempo”, afirmou. Ao julgar uma liminar no fim do ano passado, o STF entendeu que a vaga deve ser ocupada pelo primeiro suplente do partido e não da coligação.

O presidente do TSE também afirmou que os assuntos polêmicos, no STF, só serão resolvidos após o dia 3 de março, com a posse de Luiz Fux. “O ministro Cezar Peluso deixará todos os temas polêmicos para decidir com o plenário completo”.

AÉCIO NEVES - DE SALÁRIO MÍNIMO ELE NÃO ENTENDE NADA

O Senador Aécio Neves parece que não entendeu o que significa a política de valorização do salário mínimo, garantida por Lei, democraticamente aprovada pela Câmara dos Deputados, e que, provavelmente da mesma forma, será aprovada na próxima semana no Senado Federal.


A Lei estabelece que de 2012 até 2015, o salário mínimo será reajustado anualmente, visando manter e o seu poder de compra, através da reposição da inflação, e ainda propiciar um ganho para os trabalhadores e aposentados, incorporando ao seu percentual de reajuste a variação do PIB de dois anos antes.

A Lei e os parlamentares eleitos que a aprovaram, e não um decreto da Presidente da República foi quem decidiu que assim será até 2015, quando então, novo debate e votação, travados nas Casas Legislativas, decidirá se esse mecanismo será prorrogado como está ou sofrerá modificações.

Não há nada de Inconstitucional na Lei, nem ela veio “solapar uma prerrogativa constitucional do Legislativo, que é a de discutir e definir o valor do salário mínimo, que está explícita no artigo 7º da Constituição’’, como afirmou o senador Aécio Neves a um blog do Jornal Folha de São Paulo.

Vamos ver se é isso mesmo ?

Artigo 7º.

IV - Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

Nosso destaque

Fixado em Lei – É o presente caso

Com reajuste periódico – É o presente caso

Que lhe preservem o poder aquisitivo – É o presente caso, e agora muito mias do que antes.

O que mudou é a periodicidade do debate e também da demagogia com que a questão do salário mínimo é tratada. Se fosse para questionar de verdade alguma “Inconstitucionalidade”, ela teria que se dar pelo valor do salário mínimo hoje e sempre, insuficiente para suprir as necessidades básicas do trabalhador e de sua família.

O resto é conversa fiada do Senador Aécio Neves.

007 bondblog

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by: Com textolivre

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