segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Discussão livre sobre a eleições

Este é um post para que vocês troquem impressões sobre a eleição durante esta segunda-feira. Fica aqui o espaço aberto. Utilize  comentários na postagem ou o falatório do blog. 
A casa é sua!!!!

Vamos para o segundo turno com a mesma disposição de sempre

Bem gente, não foi dessa vez. O Primeiro tempo vencemos com  muita luta. Não vamos deixar nos abater por esse pequeno detalhe, um capricho: a vitória no primeiro turno. Nem Lula, o maior Presidente que esse País já teve, foi capaz de tamanha façanha. Por outro lado FHC venceu no primeiro turno e o resultado foi o que assistimos. A luta não acabou. Em 2006 também ficamos tensos e no final deu certo. Por que não haveria de dar agora?


Lembra-se que ainda podemos aplicar sobre o total de votos da Marina32.000.000 de votos, o mesmo percentual apontado pelas pesquisas no primeiro turno e o resultado real: 46% para Dilma e 32% para Serra. O percentual final de Dilma é NOSSO É NINGUÉM TIRA!


Não faz bem a nossa luta nos auto-iludirmos ou, como se diz popularmente, “tapar o sol com a peneira”. O resultado das urnas ficou muito aquém do que todos esperávamos. Como e por que isso aconteceu, em parte, sabemos.

A ofensiva da mídia, nos últimos 20 dias, explorando ou fabricando “escândalos” sobre “escândalos”, a utilização indecorosa da fé e da religiosidade da população espalhando inverdades e desumanidades sobre Dilma Rousseff em milhares de púlpitos e, finalmente, a utilização das pesquisas e da propaganda para, a partir da insegurança gerada pelos fatores que mencionei, inflarem a candidatura Marina Silva.

De outro lado, o peso do poder econômico na reta final de campanha também contribuiu para nos tirar, a todos, aquela fatia dos indecisos, que escolhe o candidato à última hora.(...)

Abre-se, diante de nós, um momento de reflexão. Não é hora de recriminações e, menos ainda, de empurrarmos as culpas uns sobre os outros, se a nossa causa é grandiosa, grande também deve ser a nossa capacidade de superação e de compreender que o nosso desafio, no segundo turno, é tornar claro aquilo que já era claro para nós.

É preciso que todo brasileiro entenda que estamos diante da decisão entre fazer o Brasil seguir mudando ou retrocedermos ao Brasil do atraso, da estagnação, da fome, da crescente marginalização de milhões de pessoas. Ao Brasil submisso, ao Brasil humilhado, ao Brasil ajoelhado diante de interesses poderosos daqui e de fora.

Em 2006, quando Lula terminou o primeiro turno com 48,6 % dos votos válidos foi o segundo turno que conseguiu esclarecer o povo brasileiro de que aquela eleição se tratava de uma decisão entre adotar uma política nacionalista ou regressarmos ao período vergonhoso de privatização e de alienação de nossas riquezas que representou o governo tucano de FHC. Pois, agora, trata-se do mesmo desafio, só que ainda mais ampliado.

O destino, com o pré-sal, nos fez um país ainda mais rico, justamente na mesma época em que descobrimos que riqueza é algo que jamais pode andar separada da justiça social.

Eles retardaram a nossa marcha. Obrigaram-nos a mais um passo. Pois, que seja. Reunamos forças para que este passo a mais seja capaz de nos levar ainda mais longe.

Vamo que vamo!

Só a esperança não vencerá o medo



Começo a escrever bem antes do fim da apuração dos votos. Neste momento, desenha-se um 2º turno. Ou seja: o bombardeio midiático teve maior êxito do que o previsto, como em 2002 e em 2006, e não foi possível vencer com a facilidade imaginada.
Ainda assim, vamos contextualizar as coisas: Dilma Rousseff era a única candidata que não tinha a perspectiva de ver tudo terminar no 1º turno e vence com larga vantagem o 1º, apesar da frustração de quem esperava ver o fim da disputa em 3 de outubro.
Nesta segunda etapa da eleição, pois, haverá que corrigir a rota da primeira no que diz respeito não só à campanha governista, mas à militância.
A campanha de Dilma optou por apanhar calada, sem se defender e, sobretudo, sem atacar. A mídia pôde tomar partido à vontade e a denúncia do partidarismo se resumiu a um discurso exaltado e destemperado do presidente Lula.
Já a militância, nos dias que antecederam a eleição registrava no Twitter e até em comentários nos blogs que estava com “medo” do 2º turno.
Convenhamos: ninguém vence uma luta em que entra com medo ou na qual se deixa espancar sem reagir. É luta, não campeonato de fleuma, do lado da campanha governista, ou uma terapia psicológica, no que se refere à militância.
Dito isso, vejamos qual é a situação de Dilma e de Serra na segunda rodada.
Dilma termina o 1º turno com quase metade dos votos válidos e Serra, com cerca de um terço. Os votos de Marina se dividirão entre os dois. Em que medida, ninguém sabe. Mas ninguém imagina que o tucano herdará todos os votos daquela que serviu para lhe gerar uma chance adicional na eleição.
Marina teve cerca de 1/5 dos votos válidos. Ora, Dilma só precisa de pouco mais de 1/4 desses votos para vencer a eleição em 2º turno. Não se imagina que ela tenha muito menos de 1/3 desses votos. E há os votos dos nanicos, ainda. O quase 1% de Plínio já está com Dilma.
Dilma continua a franca favorita para vencer a eleição, portanto. Mas se a sua campanha continuar deixando a mídia fazer o mesmo jogo do 1º turno, está demonstrado que a capacidade da população de compreender o jogo não é tão grande, sendo necessário, desta vez, enfrentar as acusações que virão pela mídia.
Este blogueiro já dizia que, de alguma maneira, estava dividido entre o desejo de ver a eleição terminar no 1º turno e o de ela ir para o segundo para que finalmente fosse denunciado o trabalho sujo que a imprensa golpista vem fazendo nesses anos todos.
Diferentemente de 2002 e de 2006, e sem o mito Lula na disputa, para enfrentar a máquina da direita midiática não será possível contar só com a esperança para vencer o medo. Quem terá que ajudar a vencê-lo, desta vez, será a coragem.
Por Eduardo Guimarães

Tentando entender a onda verde que provocou o segundo turno

Houve onda verde, sim. E a onda verde, que pegou de surpresa a todos os institutos de pesquisa, é que está levando a eleição presidencial para o segundo turno.

Dito isso, é preciso tentar entender o que alimentou essa onda verde.
Sinceramente, não acredito que isso se deva apenas à sórdida campanha movida por religiosos católicos e evangélicos contra a candidata governista.
Isso jamais renderia a Marina Silva mais de 18 milhões de votos!
Por dados anedóticos, colhidos aqui e ali, é possível notar que Marina respondeu a uma aspiração dos jovens, que se mostraram fartos com a polarização PT/PSDB.
Se assim for, a proposta do presidente Lula de promover a campanha em seus termos, ou seja, num confronto bipolar, fracassou nas urnas neste domingo.
Os eleitores de Marina querem saber mais. Querem mais que as produções de alta qualidade do marqueteiro João Santana.
Quem é leitor do blog sabe que já tratei mais de uma vez da falta de politização da campanha no primeiro turno.
Foi uma opção do PT, que parecia acreditar que bastava propagandear os feitos econômicos do governo — o que foi feito com competência na campanha televisiva — para garantir a vitória em primeiro turno.
Marina Silva se projetou, em minha modesta opinião, justamente nesse buraco negro da falta de politização.
Outra observação necessária: um presidente com 80% de aprovação nas pesquisas conseguiu transferir pouco mais da metade disso para a sua candidata.
Reflexo, em minha opinião, da falta de politização que acompanhou a ascensão social de milhões de brasileiros para a classe média. Vários comentaristas já trataram disso. Seria o “fator Berlusconi”. Ou seja, uma ascensão social que promove um eleitorado conservador, cuja lealdade não reflete compromisso político com um projeto e muito suscetível às questões morais — o boato de que o vice de Dilma é satanista, por exemplo. O “melhorismo”  de Lula, na definição de Plínio de Arruda Sampaio, se assenta sobre bases mais frágeis do que se imaginava?
O segundo turno, em minha opinião, é resultado de um conjunto de fatores.
Sem qualquer sombra de dúvida, a mídia desempenhou um papel relevante, disparando balas de prata que reduziram sensivelmente a vantagem da candidata petista nas últimas semanas de campanha.
Acima de tudo, a mídia cumpriu a tarefa a que se propôs, de desviar o foco da eleição das questões econômicas para os escândalos.
Serra não recolheu os escombros, que cairam no colo de Marina Silva.
Acima de tudo, no entanto, é preciso colocar todos os pingos nos is dos erros na campanha da candidata governista:
1. Como todos sabíamos antecipadamente do papel que a mídia iria desempenhar em 2010, ninguém detectou o potencial explosivo dos negócios em torno de Erenice Guerra?
2. Por que a campanha de Dilma Rousseff não se antecipou aos boatos de forma didática, como Barack Obama fez nos Estados Unidos, criando um site específico para combatê-los?
3. Por que a campanha de Dilma não rebateu as promessas de José Serra e não politizou a campanha?
De qualquer forma, a votação expressiva de Marina Silva indica uma mudança significativa no quadro político brasileiro e, portanto, nos próximos 30 dias de campanha.
Acredito que a campanha de José Serra vai dar alguns passos em busca do centro político, representado agora pela “terceira via” de Marina. Ficará muito mais difícil, nestas circunstâncias, fazer agora a polarização politizada que o PT poderia ter feito durante a campanha do primeiro turno.

Por Luiz Carlos Azenha

domingo, 3 de outubro de 2010

Solte a sua voz



Desde 2006, a maioria que escolheu quem governaria o Brasil teve que assistir calada ao discurso dos que perderam aquela eleição. Como este é um país continental, só quem tem acesso aos meios de comunicação de massa – televisão e rádio, sobretudo – pode emitir opiniões e ser ouvido por muitos, e esses grandes meios de comunicação pertencem aos que apóiam o grupo político ao qual os brasileiros negaram votos naquele ano.
Quatro anos depois, o povo volta a ter a prerrogativa de falar acima de qualquer outra voz e de ser ouvido em cada quadrante desta pátria. A voz gutural da mídia se transforma no miado de um gatinho e a do povo, no rugido de um leão. A cada quatro anos, por um único dia, o povo pode dar uma opinião que se sobrepõe à de qualquer colunista, à de qualquer âncora de telejornal, à de qualquer manchete de primeira página. E a sua palavra vira lei.
Pouco importa quantos bilhões de reais são gastos pela Globo, pela Folha, pelo Estadão ou pela Veja, entre outros, para esmagarem opiniões ou esconderem fatos dos quais não gostam. Terá sido tudo inútil se a maioria eleitoral decidir vocalizar nas urnas um fato e uma opinião que desagrade aos barões da mídia. Eles terão que ouvir quietinhos, sem ter como responder, assim como a maioria dos brasileiros foi obrigada a fazer durante todos esses anos.
Um dos muitos recados que o povo terá dado ao fim da noite deste domingo será sobre a relativização que os donos dos meios de comunicação de massa fazem sobre a decisão das maiorias eleitorais. Quantas vezes esses empresários mandaram seus comentaristas dizerem que o apoio da maioria não garantiria ao presidente Lula o direito de fazer as escolhas que fez?
Ao fim da noite deste domingo, os brasileiros dirão que não é bem assim, e nenhuma rede de rádio e tevê, nenhuma manchete de jornal ou de revista terá como contestar. A realidade se fará conhecer. E essa realidade é a de que cada um pode dizer o que quiser, mas só a maioria do eleitorado tem o poder de fazer todos cumprirem a sua vontade.
Finalmente, cada faxineiro da Globo, da Folha ou da Veja estará em pé de igualdade com os donos daqueles impérios de comunicação.Na hora de escolher a quem será entregue o poder de tomar decisões que afetarão a todos nos quatro cantos da pátria, sejam pobres ou ricos, negros ou brancos, homens ou mulheres, cultos ou incultos, o voto do Otavinho Frias vale tanto quanto o daquele que faxina o seu gabinete.
É a sua vez, eleitor. É um momento de festa para o povo, sobretudo para aquela maioria esmagadora que teve que assistir calada às mentiras e até aos insultos que meia dúzia de magnatas da comunicação fazem às maiorias que elegem ou rejeitam políticos.
Fale, escreva, cante, dance. Em algumas horas, você ajudará a escrever o imenso texto que será divulgado quando forem promulgados os resultados das urnas. Tome consciência desse poder que dinheiro nenhum pode comprar, nas democracias. Entenda a sua dimensão.
Não se preocupe com o resultado da eleição. Você ajudou como pôde a construir esse resultado da forma que melhor lhe pareceu. A cartas estão na mesa. Você que discorda do discurso que prevaleceu acima de qualquer outro, já conseguiu uma vitória avassaladora. A mídia teve que recolher a sua metralhadora de balas de prata ao ver que ela não estava sendo eficiente.
Tudo que você disser ou escrever a partir de agora será imortalizado pela votação deste domingo. Cada palavra, cada vírgula daqui até a hora em que as urnas pararem de receber votos fará parte de um momento épico que será lembrado por gerações, o momento em que a maioria dos brasileiros disse um ensurdecer não aos barões da mídia, decretando o fim do poder que detiveram por tantas décadas de fazerem prevalecer seus interesses em eleições.
Você que falou e escreveu tanto durante este ano e não foi ouvido, agora está às portas de soltar um brado ensurdecedor que fará os verborrágicos barões midiáticos se esconderem em algum canto escuro, surpresos e assustados com o encolhimento de seu poder injusto e antidemocrático. É o momento, pois, de repetir tudo o que foi dito e não foi ouvido, pois agora será. Em cem anos, os historiadores ainda estarão ouvindo a sua voz e lendo as suas palavras.
A decisão que os brasileiros tomarão neste domingo tornará o Brasil uma das maiores potências do mundo. 3 de outubro de 2010 será um dia histórico, o dia em que será sepultada a crença alucinada da elite midiática de direita de que tem maiores direitos ou que sabe mais do que o povo. Neste momento, tudo o que você disser eles terão que ouvir ou ler. E acatar. Solte a sua voz, portanto. É agora ou só daqui a quatro anos.
Eduardo Guimarães

Seu voto mudará a sua vida



Peço ao leitor que envie este texto a quem achar que precisa lê-lo. Imprima ou envie por e-mail. E sugiro que use o título acima. Contudo, se achar outro título melhor, fique à vontade. Só não deixe de dar estas informações a todo aquele que se enquadra no tipo de eleitor que o texto descreve. Mas faça isso já, porque a eleição é neste domingo.
*
Você pode nunca ter percebido, mas passou a vida reclamando de alguma coisa que tem relação com o ato de votar. E pode não ter percebido isso ainda porque, em um país como o Brasil, desde a infância recebemos estímulos a não prestar atenção na política e a vermos “os políticos” como “coisas” das quais temos que manter distância.
Estou escrevendo este texto, portanto, para convencê-lo a escolher candidatos a todos os cargos para os quais será possível votar no próximo domingo, dia 3 de outubro de 2010. E faço isso porque, quando tais cargos forem ocupados por aquele em quem a maioria vier a votar, quem ocupá-los terá como interferir nas nossas vidas – e muito.
Por exemplo:
Quando você reclama do atendimento no hospital, seja ele público ou particular, está reclamando do governo. Não necessariamente daquele governo que está no poder no momento, a depender do tempo em que um presidente, por exemplo, estiver governando.
O mau atendimento no hospital naquele momento em que você mais precisa de apoio pode ter sido ruim e te feito sofrer – ou a alguém que você ama – mais do que seria inevitável se quem o atendeu, seja médico ou enfermeira, tivesse tido condições físicas ou psicológicas de cuidar dos seus pacientes da melhor forma possível.
Você poderia ter dado condições de trabalho àquele médico ou àquela enfermeira, eleitor, se tivesse escolhido melhor o seu candidato.
E, mesmo que tenha votado em outro candidato que não aquele que não cuidou para que hospitais públicos ou particulares sejam obrigados a dar o melhor atendimento – ou que tenham meios de dar tal atendimento –, você poderia ter trabalhado para eleger o candidato que agora você confirma que sabia que ele poderia ter sido a melhor alternativa.
O patrão faz com você o que quer e você não pode reclamar? É injusto o seu salário? Você acha que é explorado? Bem, você pode ser culpado por não ter votado em políticos que não apenas disseram que iriam melhorar a vida de quem tem que trabalhar para sobreviver, mas que tinham currículos que revelavam de que lado ficaram na hora de propor ou votar leis que poderiam proteger o trabalhador.
E não se esqueça de que trabalhador não é só aquele operário, aquele peão, mas também você que trabalha em escritórios, em lojas etc. Quando você vê gente dizendo que não dá pra fazer esta ou aquela lei que propõe tornar mais fácil a sua sempre dura vida de empregado, abra o olho.
Recentemente, um telejornal apresentou uma notícia sobre proposta de acabar com direitos trabalhistas como 13º salário, férias etc. para tornar mais “barato” para os patrões contratarem seus empregados, pois assim eles contratariam mais gente. O comentarista da emissora de televisão opinava que essa proposta seria melhor para quem trabalha.
Será que essa proposta é para o seu bem mesmo, eleitor? Onde está a prova de que isso é verdade. Você aceitará só a palavra do comentarista da televisão ou do jornal? Não acha que é pouco? Que tal ouvir uma opinião diferente e comparar as duas versões? Se o jornal ou a televisão ou a rádio não derem opinião diferente, desconfie.
Depois, para escolher o seu candidato, procure saber se ele defendeu uma idéia dessas, de reduzir os benefícios que sua empresa está obrigada a lhe pagar. E se não tiver ouvido falar do assunto, dessa proposta de diminuir direitos, procure se informar. De preferência com pessoas ou meios de comunicação que defendem cada um dos candidatos a presidente,e não só neste caso de leis trabalhistas.
Se você for autônomo, se for patrão ou mesmo se não precisa trabalhar, enfim, se você tiver uma vida mais confortável, dinheiro, saúde etc., lembre-se de que quando todo mundo está em dificuldade há mais pessoas que perdem o controle ou se desesperam a ponto de pensarem em cometer um crime para ter como sobreviver com mais conforto, com menos dificuldades.
As pessoas muito pobres estão sempre muito próximas de cometerem o ato de desespero de tirar alguma coisa de que precisam daquelas pessoas que têm de sobra o que lhes falta. Em geral, é dinheiro. E, quase sempre, conforme o grau de desespero que leva alguém a cometer um crime para obter aquilo de que precisa, a violência acaba sendo o caminho.
Claro que há aqueles que cometem os crimes porque são malvados. São pessoas que já vivem com dignidade, mas querem luxo. Essas precisam de outra providência dos que governam para impedir que façam mal às pessoas roubando ou até agredindo. Para essas pessoas, a solução é uma polícia que proteja a você e a todos nós.
Neste ponto, lembre-se de que uma boa polícia não é só aquela que tem carros e armas, mas uma polícia que queira ajudá-lo, protegê-lo. E para querer fazer isso o policial tem que ser não apenas bem escolhido, mas tem que ser pago de forma que esteja estimulado a se dedicar ao seu trabalho.
Quem escolhe o governo que paga o salário do policial, por exemplo, também é você, eleitor. Quando não vota ou prega que votar não adianta, você está trabalhando para que o malvado ou o desesperado que decidam tirar dos outros, por meio da violência, aquilo que querem ou que precisam, não sejam contidos pela polícia.
Esse princípio vale para tudo. A escola pública ruim, a escola particular que você paga para si ou para os seus filhos dentro dos seus padrões de renda e que não oferece ensino como o das escolas mais caras…
Tudo que não está bem, está desse jeito devido à escolha dos candidatos que poderiam mudar essa situação, sejam candidatos a vereador, a deputado, a senador, a prefeito, a governador, a senador ou a presidente.
Mas se as coisas estão indo bem para você e para os seus, não se esqueça de que isso pode ter muita relação com o voto que você deu. Se não tivesse dado aquele voto em uma época em que as coisas estavam ruins, talvez não tivessem melhorado.
Enfim, não tome uma decisão sobre esse fato só com base no que ouve dizer. Ouça ou leia várias opiniões, de quem pensa de um jeito ou de outro. Jamais as de um só lado.
Aliás, sempre que você tiver dificuldade em ler ou ouvir quem pensa diferente, desconfie. Se o jornal ou a televisão ou o rádio ou a internet dizem sempre a mesma coisa sobre este ou sobre aquele político ou partido, procure saber o que dizem os que pensam diferente. Jornalista não é Deus.
Ninguém tem a última palavra quando o assunto é política, quando o assunto é o SEU voto, que só pertence a você. Jamais dê bola quando alguém lhe disser que não deve nem prestar atenção ao que diz um dos lados em uma disputa entre políticos por cargos como presidente, deputado, governador etc.
E não pense só em você quando for escolher seu candidato. Lembre-se de que o que você acha que pode ser melhor para você, se não for melhor para todos você também poderá vir a ter problemas, pois em um país em que há muita gente sofrendo o ambiente se torna mais propício a que as pessoas façam loucuras, cometam desatinos que podem atingir a qualquer um, por mais rico ou satisfeito em suas necessidades que possa estar.
Se não foi assim que fez no passado, saiba que muito do que lhe aconteceu de bom e de mau pode ter acontecido apesar de você não ter votado bem ou por ter votado mal. E mesmo que tenha votado com a cabeça, se o seu voto não tiver funcionado isso pode ter acontecido porque você não tentou convencer outros a votarem direito.
Só não faça uma coisa, eleitor: não deixe de escolher com a cabeça e com cuidado os seus candidatos na eleição deste ano. Faça isso em benefício do seu futuro e do futuro daqueles que você ama. E não dê ouvidos a quem prega que não adianta votar porque “todos são iguais”. Essa pessoa está prejudicando a si mesma e a todos nós.
blog da cidadania

Naus sem rumo


Os principais candidatos presidenciais oposicionistas terminam suas campanhas como começaram: como duas naus sem rumo.
Tanto José Serra como Marina Silva não conseguiram explicar ao eleitorado porque querem presidir o Brasil. O único apelo dos dois foi o traço antipetista das candidaturas - forte em cerca de 30% dos eleitores.
Fora isso, não apresentaram programa de governo, nem ideias novas, sem nada que pudesse acrescentar alguma coisa ao ciclo de desenvolvimento vivido pelo país.
Serra começou como o "amigo" de Lula, teve momentos de cão hidrófobo, prometeu tudo o que podia para todas as audiências, e acabou a campanha de forma melancólica - as profundas olheiras que exibe são a marca mais visível de seu fracasso.
Já Marina tentou se mostrar como a "terceira via", mas nem toda a condescendência da imprensa com o seu discurso absolutamente vazio foi capaz de elevá-la à condição de uma verdadeira aspirante à Presidência.
Seu futuro político, agora que ela não tem mais a proteção da máquina petista e já foi suficientemente usada pela oligarquia para dividir os votos na candidatura governista, está comprometido.
Dilma Rousseff, que antes da campanha era tida como um simples "poste", conseguiu passar para o eleitor a ideia de que representa a continuidade do governo Lula e, mais que isso, que tem luz própria. Não é pouco para uma novata em eleições. Pode ser o suficiente para assegurar o futuro do projeto político iniciado em 2003 pelo presidente Lula.
Crônicas do Motta

A batalha da comunicação


Um dos maiores erros do governo Lula foi a maneira extremamente condescendente com que tratou as empresas de comunicação. Simplesmente deixou que a meia dúzia de famílias que mandam na informação no país fizessem o que quisessem, incluído nesse pacote a extinção da Lei de Imprensa e a derrubada da exigência do diploma superior de jornalismo para o exercício da profissão - o que, na prática, acabou com a função de jornalista.
A única coisa boa que o governo Lula fez nessa área foi irrigar os jornais do interior com verba publicitária. Mesmo assim, continuou sendo extremamente generoso com seus inimigos - sim, inimigos, porque não dá para dizer outra coisa de quem trabalha, dia e noite, sem descanso, desde 2003 para defenestrar o ex-metalúrgico do Palácio do Planalto.
Estas eleições mostraram claramente que não dá mais para que o setor de comunicações continue do jeito que está, sem rédeas, sem freios, atuando como uma gigantesca máquina de propaganda, acabando com a vida dos desafetos, se movendo com incrível desembaraço acima das leis, ignorando sua função social, servindo apenas no interesse dessa oligarquia que se recusa a aceitar as mudanças no país.
Os jornalistas - se é que ainda existam alguns - também deveriam começar a se mexer, pressionando as autoridades, os partidos políticos, as lideranças sociais, para que elas saiam desse imobilismo e ajam no sentido de levar o setor de comunicações para a contemporaneidade, em todos os seus aspectos.
Se isso não ocorrer, vamos ficar sempre nos lamentando das manchetes mentirosas dos jornalões, da barbaridade que foi a edição do Jornal Nacional, das baixarias que a televisão nos mostra incansavelmente.
É preciso dar um basta em tudo isso.
crônicas do Motta

Depois do jn, a Veja também fugiu. A Dilma está eleita


A última flor do Fáscio amarelou
A capa da Veja é uma página em branco para tratar do que ela chama de “as grandes propostas para o Brasil”.
Ou seja, a Veja fugiu da Dilma.
Ou seja, a Veja fez coro com o Conversa Afiada e disse Bye-bye Serra forever!
Na reta final, o PiG amarelou.
Foi o que aconteceu com o jornal nacional de ontem.
A propósito, amigo navegante enviou o seguinte Twitter:
Modestamente…
http://twitter.com/rrpiu
Capa da Veja é nada; Globo não editou debate; onda de Marina nem marola é; Paulo Henrique Amorim desarmou “bala de prata”: DILMA PRESIDENTA.
Paulo Henrique Amorim, via com textolivre

ALI KAMEL PRESTA O ÚLTIMO SERVIÇO PELO SEGUNDO TURNO 



Kamel e Bonner "acertam" as pesquisas...
A Globo joga a última cartada para tentar levar a eleição para o segundo turno: apresentou duas pesquisas (Datafolha e IBOPE) com números estranhamente IGUAIS: 

IBOPE
Dilma: 47% (51% válidos);
Serra: 29% (31% válidos);
Marina: 16% (17% válidos);

Datafolha
Dilma: 47% (50% válidos);
Serra: 29% (31% válidos);
Marina: 16% (17% válidos);

As pesquisas dos institutos da direita sempre mostraram disparidades. Mas agora, na última hora, se encontraram para um cafezinho na mesa do Ali Kamel, saindo de mãos dadas para dar o último golpe.

E isso tudo depois do JN mostar, na "Semana dos Candidatos", uma Marina ao mesmo tempo meiguinha e valente, nos braços do povo e, incansavelmente cruzando o Brasil de ponta a ponta, inclusive emagrecendo, a coitadinha, que já é tão magrinha, ao contrário de Dilma, que engordou, como mostrou o Jornal da Mentira. Aliás, vocês viram as torneiras douradas do jatinho de 50 milhões de dólares que a menina-pobre-da-floresta está usando na campanha? O Conversa Afiada conta a historia do aviãozinho.

Mas todos já sabem Marina não é, na verdade, a nova candidata da direita: ela apenas está sendo usada para tentar levar o fracasso chamado Serra ao segundo turno. Mas a trouxa está adorando, e o que é pior: passou a pagar o favor, papagaiando o discurso da direita brucutu..

A única pesquisa destoante da canalhice em curso é a da Vox Populi, que guarda coerência com a série histórica apresentada, que demonstra variações, mas sem grandes sobressaltos, ou seja, nada que ameace a vitória de Dilma já no primeiro turno:

Vox Populi/iG/Band
Dilma: 47% (53% válidos);
Serra: 26% (30% válidos);
Marina: 24% (16 válidos).

Bem que Paulo Henrique Amorim avisava no Twitter momentos antes do JN: "cuidado com a baixaria Datafalha e Globope". Ali Kamel acaba de ganhar mais uma medalhinha. Mas não vão levar, não. É que eles esqueceram de combinar com os russos, digo, com o povo brasileiro, que não entra em maracutaia golpista e já fez a sua escolha há tempos pela continuidade do Governo Lula com Dilma.
armarinho da política