terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Combater as enchentes punindo as vítimas

por Luiz Carlos Azenha

O prefeito Gilberto Kassab anunciou planos para combater as enchentes... punindo as vítimas. Encheu? É só retirar os moradores. Combater as causas do transbordamento do rio Tietê? Dá trabalho. Exige criatividade. Projeto de longo prazo. Portanto, é mais fácil remover as vítimas.

Sim, sim, sei que muitos ambientalistas acreditam que a solução é dar espaço ao rio para transbordar. Quem sabe, demolir a marginal do Tietê. E fazer um imenso parque nas margens do rio. Acho que, a longo prazo, deveria ser mesmo esse o objetivo.

Como solução para a enchente de um bairro, que persiste dias depois que o rio Tietê transbordou, o prefeito Kassab anunciou a antecipação do projeto para fazer um parque. Que vai exigir a remoção de alguns milhares de moradores. As vítimas das enchentes.

Notem, no entanto, que o prefeito não falou em outras medidas: os clubes que ficam às margens do rio, em terrenos públicos, serão retirados? Alguma medida para evitar as construções de grandes condomínios próximos à marginal? É óbvio que não, né?

Ou seja, sob o manto do ambientalismo, o que o prefeito e o governador José Serra estão promovendo é a "limpeza" dos pobres da região. Como sempre, a corda estoura do lado do mais fraco. Os ambientalistas vão saudar o prefeito, que teria dado um passo na direção certa. Vamos esperar, agora, pelos anúncios de novos empreendimentos às margens da marginal. Publicados nos mesmos jornais que vão festejar o prefeito e o governador por terem dado "um passo na direção certa".

do blog vi o mundo

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Aconteçeu em Ubatuba

MEC E BISPO PRESTIGIAM COMITÊ DO IPIRANGUINHA

No dia 09/12, na Escola Mario Covas, houve a apresentação do Plano de Mobilização Social pela Educação e dos membros do Comitê.

O Sr. Rui Alves Grilo abriu o evento agradecendo a presença de todos, destacando a presença de diferentes confissões religiosas (católicos, metodistas, ....) e fez uma rápida apresentação das autoridades presentes: Dom Altieri, Bispo da Diocese de Caraguatatuba, o Sr. João Nelson dos Santos, do MEC; a Sra. Izabel Arpa Gimeno, representando a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; o Sr. José Mauro Pereira de Barros (Maurão), vereador, conselheiras tutelares, o Sr. Ivan, assistente técnico educacional da Diretoria de Ensino de Caraguatatuba, a Sra. Lucimara, diretora da Escola Municipal Mário Covas.

O Plano elaborado em parceria com a UNESCO e com representações de diferentes confissões religiosas tem como objetivo conseguir a maior participação das famílias na educação de seus filhos visando o melhor desempenho escolar e a melhoria do desempenho no IDEB - Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico.

Em seguida, o Sr João Nelson dos Santos, em nome da Sra. Iara Bernardi, representante do Ministério da Educação em São Paulo, apresentou alguns indicadores socioeconômicos e educacionais do município, destacando as várias intervenções do MEC para melhorar esses indidadores.

O Sr. Ivan discorreu sobre o esforço desenvolvidos pela Diretoria de Ensino para a melhoria do desempenho das escolas da região.

Após essa apresentação, foi solicitada a cada um dos presentes que se apresentasse e manifestasse quanto as suas expectativas e participação no Plano.

O Sr. Nelson ficou muito entusiasmado com a representatividade das pessoas presentes e com o nível de participação.

Para dar continuidade aos trabalhos, foi marcada uma nova reunião no dia 18, às 20 horas, na Escola Municipal Mario Covas.

Medidas farão Brasil crescer de forma suntentável, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que as iniciativas anunciadas pelo governo na semana passada vão estimular investimentos e sustentar o crescimento da economia brasileira.

Em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula comparou as providências tomadas frente à crise financeira internacional em 2008 e as medidas anunciadas na quarta-feira da semana anterior e disse que no final do ano passado era necessário incentivar o consumo e agora é preciso estimular também o investimento.

"Nessas medidas agora, além de continuarmos incentivando o consumo, nós estamos incentivando os investimentos, ou seja, que as empresas façam novos investimentos, que as empresas contratem mais trabalhadores. Então, é uma complementação daquilo que nós fizemos ano passado", afirmou o presidente.

Lula comentou ainda que "essa idéia de crescer de forma vigorosa em 2010" fez com que o governo antecipasse decisões que seriam anunciadas no ano que vem.

"Ou seja, ao invés de deixar para anunciar em 2010, anunciamos em 2009, aproveitando o final de ano e que as coisas estão bem, para mostrar que o Brasil não tem retorno. A gente vai continuar crescendo porque o Brasil vai se transformar em uma grande economia", disse Lula em seu programa.

"Agora, nós estamos em uma situação mais confortável. A economia já está crescendo de forma razoável", acrescentou.

Entre as iniciativas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última quarta-feira estão um novo aporte, de 80 bilhões de reais, para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiar investimentos em 2010 e 2011.

O governo também prorrogou desonerações para os setores de bens de capital e computadores e anunciou novos incentivos tributários para investimentos em refino de petróleo, indústria petroquímica e energia eólica. A renúncia fiscal estimada para 2010 é de 3,208 bilhões de reais.

Mantega também anunciou a criação de um instrumento de captação de recursos de longo prazo para os bancos. O novo instrumento terá os moldes de uma debênture e será regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

"Essas medidas, elas têm, eu diria, o endereço certo: a certeza absoluta que o governo trabalha, que a economia brasileira vai crescer muito em 2010, que a gente vai continuar com a inflação baixa", disse Lula.

Reuters
Postado por Glória Leite

Serra lança programa social

Líder do PSDB sob investigação

A segunda fase das investigações sobre a arrecadação e distribuição de propinas no Distrito Federal (DF) tem como alvos principais dois personagens no esquema: o vice-governador Paulo Octávio, do DEM, e o ex-secretário de Obras de Brasília, Márcio Machado, presidente do PSDB de Brasilia

Responsável pela arrecadação de fundos para a eleição de José Roberto Arruda para o governo do Distrito Federal em 2006, Mracio Machado PSDB seria, segundo informações repassadas ao Ministério Público, o homem encarregado de articular a formação do caixa que seria destinado à campanha do ano que vem.

Sob risco de ser expulso do partido que preside, o PSDB, Machado não dá entrevista,A partir desta segunda-feira, as investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre o esquema de arrecadação e distribuição de propinas envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, vão ganhar um novo rumo. A PF entregará ao ministro Fernando Gonçalves, responsável pelo inquérito, o relatório em que serão detalhados os indícios encontrados durante a execução de 28 mandados de busca e apreensão durante a Operação Caixa de Pandora, desencadeada no dia 28 de novembro.

O relatório vai traduzir o resultado da perícia nos vídeos entregues à PF pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa. O Instituto de Criminalística da PF vai responder se os vídeos e os áudios foram adulterados e se houve edição. As informações preliminares apontam que, embora Durval tenha se gravado, o procedimento obedeceu o padrão correto e imagem e som são autênticos.

Confirmados esses detalhes, as imagens de dinheiro sendo enfiado em cuecas e meias que ganharam o mundo pela internet e na televisão serão consideradas como provas contra os envolvidos no escândalo mais bem registrado na história recente do País. A polícia também vai esclarecer em quais endereços devassados foram encontradas as notas seriadas que integram o volume de R$ 700 mil apreendidos. A possibilidade de identificar o banco onde o dinheiro foi retirado e a pessoa que fez o saque pode fechar o ciclo contra parlamentares e secretários envolvidos e abrir uma nova frente de investigação.

A Operação Caixa de Pandora se originou de uma investigação iniciada há mais de um ano na Procuradoria da República do Distrito Federal. A PF foi acionada pelo MPF somente nos últimos 60 dias. O delegado que cumpre as cotas determinadas pelo ministro Fernando Gonçalves, Alfredo Junqueira vai sugerir, no final do relatório, a quebra do sigilo bancários dos envolvidos, e outras providências que deverão gerar uma segunda ofensiva de investigações. Serão chamados a prestar depoimento todos os suspeitos de participação no esquema, entre eles, o governador José Roberto Arruda, o vice-governador Paulo Octávio e todos os personagens citados por Durval Barbosa no inquérito.

O relatório da PF vai produzir os indícios necessários para que o MPF formalize a denúncia. Os envolvidos deverão ser enquadrados por corrupção passiva e ativa, peculato e formação de quadrilha. As imagens da distribuição de propina e o dinheiro apreendido serão a base das acusações. Já os empresários do setor de informática poderão ser indiciados por corrupção ativa.

Dilma diz que proposta dos EUA para clima é decepcionante

A ministra Dilma Rousseff desembarca na Dinamarca neste domingo chefiando a delegação brasileira à 15a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Copenhague.

Levará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a proposta de cortar cerca de 1 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente até 2020.

O Brasil foi, voluntariamente, uma das primeiras nações a anunciar metas de redução de emissões. Acredita, com isso, ter reavivado a conferência, presa à resistência de países ricos a adotar medidas mais robustas.

"Tomando como referência os níveis verificados em 1990 (...), a proposta dos Estados Unidos equivale a cortar meros 4 por cento de suas emissões. É decepcionante, para um país que responde por 29 por cento das emissões globais", afirmou a ministra em artigo publicado neste domingo.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um corte em 17 por cento nas emissões, mas tendo como base o ano de 2005. A China, maior emissor global de dióxido de carbono, comprometeu-se a diminuir entre 40 e 45 por cento até 2020.

No geral, as metas até agora propagadas não acompanham o desafio de evitar um colapso climático no mundo.

A questão-chave está em diminuir o desmatamento e definir formas de financiamento por parte dos países ricos para que nações em desenvolvimento --menores emissores mundiais-- possam alavancar ações de redução.

Segundo Dilma, é importante ter números na mesa, mas será igualmente "decepcionante" se a União Europeia fixar objetivos abaixo das expectativas alimentadas nos últimos anos.

O Brasil considera insuficiente, por exemplo, qualquer iniciativa em torno de 20 por cento ou abaixo desse patamar. Leia mais aqui.

A Grécia quebrou. E agora?

Estadão.com.br -- sexta-feira, 11 de dezembro de 2009, 11:55

Após Dubai, a Grécia. E Após a Grécia?

Na Europa mesmo, ao menos três outros países estão sangrando: Espanha, Portugal e Irlanda

Gilles Lapouge

PARIS - Durante todo o dia de ontem, os europeus dirigiram seu olhar não para Copenhague, onde se realiza a conferência sobre o clima, mas para um outro país do Velho Continente: a Grécia. Um vento de angústia sopra sobre a Comissão de Bruxelas no temor de que a Grécia seja compelida à "falência". Os números são preocupantes.

A Grécia corre ao longo do abismo. Sua dívida já alcança 112% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Seu déficit orçamentário atinge 12,7% do PIB. As agências de classificação de crédito que avaliam a solvência dos devedores, Moody’s, Standard and Poor’s, e Fitch, degradaram a classificação da Grécia.

Consequência: Atenas terá de aceitar taxas de juros cada vez mais altas para captar empréstimos. Ora, como ela está em ruínas, estará condenada a emprestar quantias cada vez mais gigantescas. É assim que se produzem os colapsos.

A ansiedade dos meios europeus é legítima. É bom não se iludir: a Grécia não se safará dessa sozinha. E como a União Europeia não pode permitir o naufrágio de um de seus membros, ela sairá em seu socorro.

Em outras palavras, são os alemães, franceses, ingleses que serão chamados a segurar a Grécia na beira do abismo. Grandezas e misérias da União Europeia. Mas os financistas já se perguntam se a queda da Grécia não constitui o primeiro sinal de uma nova desordem mundial.

Na Europa mesmo, ao menos três outros países estão sangrando. E pode-se temer que eles se juntem à Grécia em seu inferno. Trata-se de Espanha (que na quarta-feira teve sua classificação degradada pela agência Fitch), Portugal e Irlanda. São, portanto, quatro países europeus sobre o fio da navalha.

Nos meios de investimentos financeiros esses países são chamados, de uma maneira não muito delicada, pelas suas iniciais, ou seja, PIGs (porcos, em inglês).

Infelizmente, a lista não está fechada. Fora da União Europeia, muitos países perdem o fôlego. Outras explosões são possíveis. Na Rússia e nos antigos países da União Soviética, montanhas de dívidas chegam ao vencimento e terão de ser refinanciadas. Essas dívidas são uma pequena parte das dívidas do Estado russo e, sobretudo, das dívidas contraídas por empresas - em especial, pela gigante de gás, Gazprom. A dívida russa (privada e pública) já alcança US$ 470 bilhões.

Mesmo nos países ricos, como Estados Unidos ou Japão, déficits orçamentários se impuseram para manter à tona economias pesadamente danificadas. A rigorosa Alemanha está nesse caso. No próximo ano, seu passivo representará 70% de seu PIB ante 60% em 2002. Na Grã-Bretanha, ele subirá a 80%.

Voltando à União Europeia: Letônia, Lituânia, Estônia, mas também Bulgária e Hungria, todos esses países incorrem num endividamento superior a 100% de seu PIB.

Por toda parte, os governos e as companhias combateram a crise apelando para o crédito. Ora, chega o momento em que esses empréstimos monstruosos terão de ser reembolsados. Será preciso contrair novos empréstimos para saldar os primeiros. Mesmo a China está ameaçada: em 2010, as empresas chinesas deverão captar US$ 8,8 bilhões. No México, serão US$ 11 bilhões.


--------------------------------------------------------------------------------

DIVIRTAM-SE


Essa foto é do tempo do Geraldo Alckmin, antes que a promessa fosse desmentida na prática pelo rio Tietê. A faixa estava em uma das pontes sobre o rio, na marginal Tietê.

DEMO não nega DNA - PFL-DITADURA


Brasília solta os cavalos