sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma, mostre que você é de briga!

Dilma e Lula, há pelo menos um mês, aceitaram a pauta da oposição. Serra pauta a mídia, que pauta a Dilma. Foi assim que no “JN” de ontem, diz-me um amigo, Dilma apareceu falando sobre aborto, e Serra sobre “propostas”.

Vocês reparem:
- Serra pautou caso da Receita; quando Leandro Fortes mostrou que a filha Verônica tinha quebrado milhares de sigilos, Serra trocou de assunto;
- aí veio o caso Erenice, governo nas cordas; quando Erenice foi demitida (sem que se provasse nenhum contato de Dilma com os lobbystas), Serra trocou de assunto;
- aí vieram a moral e os bons costumes; Serra terceirizou os ataques para os bispos (tucano adora terceirizar tudo, até a Inquisição seria terceirizada sob um governo tucano); Dilma perdeu a chance de liquidar a eleição no primeiro turno porque a campanha dela demorou pra dar uma resposta à boataria religiosa; agora, isso também já está respondido, até porque Serra mesmo assinou portaria pró-aborto; suponho até que Serra passou um pouco do ponto, arriscou-se ser carimbado como #aiatoláSerra, perdendo votos de centro, nas classe médias urbanas.
A campanha de Dilma respira aliviada. Pronto, passou… Tolinhos. Agora, virá Petrobrás. Depois, a Dilma guerrilheira. E assim até a reta final.
Como pode um governo com 80% de aprovação aceitar esse jogo? É o costume de jogar na defesa, tocando a bola de lado.
O Lula e a Dilma parecem o Parreira. Time deles só toca a bola de lado. Pode até ganhar desse jeito, mas vai ser nos pênaltis com Baggio chutando a bola pra fora. E tinha time pra ganhar no tempo normal….
Por isso, agora é a hora de deixar o parreirismo de lado, e partir pra cima. Do contrário Dilma e seus apoiadores vão passar um mês pautados pela oposição midiática.
Não sou eu, apenas, quem estou dizendo. É o Mino Carta. Ele sabe das coisas.
Confiram…
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DILMA, MOSTRE QUE É DE BRIGA
Mino Carta, na CartaCapital
O Brasil merece a continuidade do governo Lula em lugar da ferocidade dos eleitores tucanos
As reações de milhares de navegantes da internet envolvidos na celebração dos resultados do primeiro turno como se significassem a derrota de Dilma Rousseff exibem toda a ferocidade – dos súditos de José Serra. Sem contar que a pressa de suas conclusões rima sinistramente com ilusões.
Escrevi ferocidade, e não me arrependo. Trata-se de um festival imponente de preconceitos e recalques, de raiva e ódio, de calúnias e mentiras, indigno de um país civilizado e democrático. É o destampatório de vetustos lugares-comuns cultivados por quem se atribui uma primazia de marca sulista em relação a regiões- entendidas como fundões do Brasil. É o coro da arrogância, da prepotência, da ignorância, da vulgaridade.
É razoável supor que essa manifestação de intolerância goze da orquestração tucana, excitada pelo apoio maciço da mídia e pelos motes da campanha serrista. Entre eles, não custa acentuar, a fatídica intervenção da mulher do candidato do PSDB, Mônica, pronta a enxergar na opositora uma assassina de criancinhas. A onda violeta (cor do luto dos ritos católicos) contra a descriminalização do aborto contou com essa notável contribuição.
Ocorre recordar as pregações dos púlpitos italianos e espanhóis: verifica-se que a Igreja Católica não hesita em interferir na vida política de Estados laicos. Não são assassinos de criancinhas, no entanto, os parlamentares portugueses que aprovaram a descriminalização do aborto, em um país de larguíssima maioria católica. É uma lição para todos nós. Dilma Rousseff deixou claro ser contra o aborto “pessoalmente”. Não bastou. Os ricos têm todas as chances de praticar o crime sem correr risco algum. E os pobres? Que se moam.
A propaganda petista houve por bem retirar o assunto de sua pauta. É o que manda o figurino clássico, recuar em tempo hábil. Fernando Henrique Cardoso declarava-se ateu em 1986. Mudou de ideia depois de perder a Prefeitura de São Paulo para Jânio Quadros e imagino que a esta altura não se abstenha aos domingos de uma única, escassa missa. Se não for o caso de comungar.
A política exige certos, teatrais fingimentos. Não creio, porém, que os marqueteiros nativos sejam os melhores mestres em matéria. Esta moda do marqueteiro herdamos dos Estados Unidos, onde os professores são de outro nível, às vezes entre eles surgem psiquiatras de fama mundial e atores consagrados. Em relação ao pleito presidencial, as pesquisas falharam e os marqueteiros do PT também.
Leio nesses dias que Dilma foi explicitamente convidada por autoridades do seu partido a descer do salto alto. Se subiu, de quem a responsabilidade? De todo modo, se salto alto corresponde a uma campanha bem mais séria e correta do que a tucana, reconhecemos nela o mérito da candidata.
Acaba de chegar o momento do confronto direto, dos debates olhos nos olhos. Ao reiterar nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff, acreditamos, isto sim, que ela deva partir firmemente para a briga, o que, aliás, não discreparia do temperamento que lhe atribuem. Não para aderir ao tom leviano e brutalmente difamatório dos adversários, mas para desnudar, sem meias palavras, as diferenças entre o governo Lula e o de FHC. Profundas e concretas, dizem respeito a visões de vida e de mundo, e aos genuínos interesses do País, e a eles somente. Em busca da distribuição da riqueza e da inclusão de porções cada vez maiores da nação, para aproveitar eficazmente o nosso crescimento de emergente vitorioso.
CartaCapital está com Dilma Rousseff porque é a chance da continuidade e do aprofundamento das políticas benéficas promovidas pelo presidente Lula. E também porque o adágio virulento das reações tucanas soletra o desastre que o Brasil viveria ao cair em mãos tão ferozes.
P.S. Bem a propósito: a demissão de Maria Rita Kehl por ter defendido na sua coluna do Estado de S. Paulo a ascensão social das classes mais pobres prova que quem constantemente declara ameaçada a liberdade de imprensa não a pratica no seu rincão.

Lula+Dilma X FHC+Serra

O tema central das eleições deste ano, protagonizado pelos dois blocos de forças que têm ocupado o campo político, remete a dois projetos de país. Um, posto em prática quando os tucanos-demistas tiveram dois mandatos e o apoio total do grande empresariado, do capital internacional e da velha mídia, para realizar o governo que lhes parecia o melhor para o Brasil. O outro, realizado nestes oito anos, pelo governo Lula, que conta com o maior apoio popular que qualquer governo chegou a ter e a maior hostilidade da velha mídia.

Depois de esconder FHC e seu governo, parece que a oposição se arriscará a aceitar a comparação dos anos tucanos com os anos petistas.

Inicialmente os tucanos criticavam o governo Lula e suas políticas sociais como “esmolas” que compravam a consciência dos mais pobres. Quando se deram conta – especialmente depois da derrota em 2006, quando acreditavam que tinha o governo Lula contra as cordas – que a realidade social do país tinha mudado, passaram à cantilena de que os aspectos positivos do governo Lula tinham sido conquistados por eles: tanto a política econômica, como a social – esta supostamente iniciada por Ruth Cardoso.

Nunca se atreveram a tentar provar isso na prática. Na realidade, o Brasil que saiu do governo FHC era mais desigual, mais injusto, mais concentrador de renda e de poder. Além de que havia produzido três crises ao fragilizar a economia, a última das quais foi profunda e prolongada, da qual o Brasil só saiu no governo Lula. Por essa razão, também, no final do seu governo FHC, mesmo contando com toda a imprensa a seu favor, tinha 50,9% de rejeição.

Quando o programa do PT do final do ano passado fez a comparação entre os resultados dos dois governos, veio o pânico nas hostes oposicionistas, sobre o que os esperava na campanha eleitoral. Enquanto um FHC desmoralizado bradava pela necessidade dos tucanos aceitarem a comparação, estes fugiram da raia, e esconderam ao tucano do seu programa eleitoral – ao qual levaram a imagem positiva de Lula.

Agora veremos que mágica conseguem fazer para resgatar FHC, se é que realmente vão fazê-lo. A comparação é tudo o que a campanha da Dilma quer. Ela foi a coordenadora do governo, que teve um sucesso ininterrupto de 5 anos, conquistando 80% de aprovação e apenas 4% de rejeição para Lula. Dilma representa a continuidade e ao aprofundamento das transformações iniciadas nesses 8 anos, que pela primeira vez diminuíram a desigualdade no Brasil.

Esse o grande embate ao que a oposição tenta fugir, buscar outras vias de fazer campanha – com a sórdida utilização de pastores evangélicos explorando os sentimentos conservadores de setores da população – que não a confrontação política. Mas esse é o grande tema. Não porque remeta ao passado, mas porque representa hoje, o mesmo enfrentamento de blocos de forças com os mesmos interesses diferenciados que levaram o Brasil a ser mais injusto na década de 90 e a avançar significativamente na superação das injustiças e das desigualdades na primeira década deste século.
Emir Sader

Jurista afirma que aborto é tema para o Congresso não para presidente

Para a professora de Direito Sanitário da Universidade de São Paulo (USP), Sueli Gandolfi Dallari, não cabe à Presidência da República legislar sobre o aborto. O tema cabe ao Congresso Nacional, e a posição dos candidatos ao comando do Executivo não define as normas sobre a questão. Por isso, o tema não condiz com uma campanha presidencial, além do fato de ser um tema que desperta paixões de parte a parte. A especialista, que coordena o Núcleo de Pesquisa de Direito Sanitário da USP, afirma que "não é importante a opinião do presidente" sobre o aborto. Segundo ela, faz muito mais sentido do ponto de vista da saúde pública discutir o assunto em nível municipal, no caso da organização dos serviços para os casos já previstos em lei.

Líderes religiosos tiram proveito da polêmica sobre aborto, diz pesquisadora

Professora da UFRJ entende que líderes religiosos tentam forçar candidatos a assumir compromissos futuros em torno de temas morais, como o aborto
A primeira semana do segundo turno da disputa presidencial parece ter aberto uma corrida sem precedentes pelo voto evangélico. A boataria em torno do aborto foi apontada pela campanha de Dilma Rousseff (PT) como fator para explicar o crescimento de Marina Silva (PV) na reta final - fortemente votada entre evangélicos e religiosos em geral - e a queda da ex-ministra. Caso a avaliação esteja correta, é o caso de se perguntar qual o tamanho deste eleitorado e de que maneira se comporta. Como lembrou o deputado Ciro Gomes em entrevista à Rede Brasil Atual, trata-se de um tema que envolve “questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas”. Em suma, “questões terríveis.” Ou seja, não é apenas o eleitorado evangélico que se vê tocado pelo assunto na hora de definir o voto.

Pregação eletrônica: religiosos usam tecnologia para difundir boataria equivocada sobre Dilma e o aborto
De todo modo, alguns fatos lançaram holofotes para a força de segmentos evangélicos na disseminação de informações na reta final do primeiro turno. O principal envolveu o pastor Paschoal Piragine Júnior, de Curitiba. O video em que ataca Dilma, falando que querem enfraquecer a família e criminalizar os que são contra a “prática da homossexualidade”, foi visto por três milhões de pessoas no YouTube. E foi distribuído em DVDs Brasil afora.
Maria das Dores Campos Machado, professora do Núcleo de Pesquisas em Religião, Gênero, Ação Social e Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estuda a influência dos líderes religiosos sobre a vida política.

Os cabos eleitorais de Serra

Tucanato de São Paulo envolvido em desvio de 2 bilhões de reais do Detran/SP



Roubalheira paulista é bem maior que a do Detran/RS
Quatro ex-diretores do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e um ex-secretário adjunto da Segurança Pública são acusados de provocar, entre 1994 e 2006, um rombo que pode chegar a R$ 2 bilhões. A causa são supostas ilegalidades em contratos de emplacamento de carros - durante esse período, a taxa prevista em lei para lacrar veículos em São Paulo deixou de ser cobrada das empresas pelo estado. A informação é do Estadão, edição de hoje.
A acusação contra 15 empresários, delegados e o ex-secretário - além de seis empresas - consta de ação civil pública apresentada à 14.ª Vara da Fazenda Pública pelo promotor Roberto Antônio de Almeida Costa, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de São Paulo. É o resultado de um inquérito que se arrastou por dez anos e a primeira ação contra a chamada máfia das placas. 

O suposto esquema começou em 1993. Segundo o promotor, foi quando o então diretor do Detran, delegado Cyro Vidal, desistiu de assinar o contrato das placas como concessão, mas licitou os serviços. Para o promotor Costa, o resultado foi o mesmo. Em vez de pagar para o estado a taxa, o consumidor pagava para a empresa, fazendo o estado perder o controle sobre uma atividade que é própria da polícia: a lacração.

Coordenadora da campanha de Serra fala sobre drogas

Escandaloso e imoral



Serra pagou mais de um bilhão de reais por precatório de uma única empresa, esquecendo dezenas de milhares de famílias que há muitos anos esperam o pagamento de precatórios de natureza alimentar 

Precatório, como sabido, é uma dívida que a União, Estados e Municípios têm com cidadãos e empresas que por meio de ações buscaram seus direitos junto ao Judiciário. Uma vez julgado o processo e transitada em julgado a decisão favorável, é expedido precatório, ou seja, ordem de pagamento para que a Fazenda Pública pague o que foi determinado pela Justiça, incluindo em seu orçamento anual a quantia devida.

O precatório pode ser de natureza alimentar (direitos trabalhistas, reposição de perdas salariais de funcionários públicos, pagamento de indenizações por acidentes em que o Poder Público é considerado culpado, omisso etc.). O de natureza não alimentar abrange ações contra o Poder Público, envolvendo, por exemplo, o pagamento de indenizações por desapropriações de áreas, imóveis e outros bens. Esses créditos assegurados pela Justiça se transformam em precatórios.

Salário Mínimo de R$600: O engodo de José Serra

A política de Salário Mínimo constitui a base de um processo mais amplo e extremamente complexo de redistribuição de renda, portanto, não se trata apenas e tão somente da simples elevação do valor nominal
Paulo Daniel, CartaMaior

O salário mínimo surgiu no Brasil em 1940 dentro do conjunto de regras de política social que constitui a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), no período Vargas, com o objetivo de realizar a justiça distributiva pela via do mercado de trabalho.

De seu surgimento, até os dias de hoje, a política do Salário Mínimo foi centrada basicamente de duas maneiras; a primeira durou até 1964. Até o golpe militar, o salário mínimo era o elemento central na constituição da sociedade salarial no Brasil e um parâmetro de homogeneização salarial. Seu valor era definido por comissões tripartites (empresários, trabalhadores e governo), de uma maneira participativa.

Depois de 1964, ele deixou de ser o elemento central da construção de uma sociedade salarial, perdeu sua relação com o custo de vida, com a sobrevivência, e deixou de haver vínculo entre o seu reajuste e a inflação passada. Virou um instrumento para enfrentar a inflação e para o ajuste das finanças públicas.

No governo Lula, particularmente a partir do final de 2004, foi criado um Conselho Nacional quadripartite, que visa discutir e formular uma política nacional de valorização do Salário Mínimo.

Nas eleições deste ano, o candidato do PSDB, José Serra, fez uma promessa: Salário Mínimo de R$600,00 já em 2011. Em um primeiro momento, pode parecer um compromisso interessante e importante com a classe que vive do trabalho, entretanto, sutilmente está embutido um engodo.

Ao adotar esse discurso, Serra pretende dialogar com aproximadamente 23 milhões de pessoas que estão ocupadas e recebem uma remuneração de até 1 Salário Mínimo, tratam-se em sua maioria de empregados por conta própria, empregados sem carteira assinada e do serviço doméstico.”
Matéria Completa, ::Aqui::

PV é a favor do aborto, casamento gay, legalização da maconha e da prostituição legalizada

Está no site do Partido Verde para qualquer um ver. Está registrado no TSE. É o programa do PV, aprovado em sua Convenção Nacional por maioria absoluta de votos e sem contestação.
A atual campanha presidencial está sendo pautada pelo falso moralismo e a hipocrisia, em que temas como aborto, casamento gay e outras questões polêmicas têm sido exploradas de forma irresponsável e sendo alvo de manipulação através de impressionante guerrilha virtual comandada pelos apoiadores de José Serra na internet. Dilma Rousseff, a candidata de Lula e de mais de 47 milhões de brasileiros foi acusada de forma vil e mentirosa aqui na internet de querer legalizar o aborto, censurar a imprensa, fechar igrejas evangélicas e outras ignomínias.
Hoje José Serra está lutando para atrair o PV para que o apóie. A imprensa já noticiou que Serra ofereceu, em uma barganha condenável e torpe, quatro ministérios para que o Partido Verde participe de sua campanha. Então é preciso que os brasileiros saibam um pouco mais sobre o PV, esse partido-de-conveniência, onde Marina Silva, depois de 30 anos no PT, encontrou guarida; esse ajuntamento político que apóia todos os governos estaduais em troca de cargos.

Assessor de Marina: "Tucano é repressão"

O coordenador da Rede Ecosocialista e assessor da candidata à presidência da República, Marina Silva, Pedro Ivo Batista, avalia que a coligação de Dilma Rousseff (PT) saiu na frente na disputa pelo apoio do PV.


O PT abriu a possibilidade de incluir no programa de governo pontos reivindicados pela candidata Marina Silva, que ficou em 3º lugar nas eleições. Já o candidato José Serra (PSDB) ofereceu quatro ministérios para conquistar o apoio do PV.

Pedro Ivo, que saiu do PT e entrou no PV junto com Marina, acredita que é positiva a proposta de Dilma. Entre os pontos que Marina quer discutir com o PT está a manutenção do Código Florestal.

“A Marina já deixou claro que esse debate é programático. Nenhum tipo de toma-lá-da-cá ela aceita. Ela acha que pode contribuir para o Brasil através dessa plataforma. É isso que ela quer discutir. Essa questão de oferecimento de quatro ministérios ao PV ela já condenou publicamente. O PT, por enquanto, de forma correta, procurou – parabenizou a própria ministra Dilma – e tem buscado fazer uma conversa mais programática. Isso é positivo”.

Batista avalia positivamente a política econômica, a política externa e as políticas de inclusão social do governo Lula, mas avalia que ficou a desejar na questão da sustentabilidade, da reforma agrária e na reforma política. Por isso, ele defende uma discussão programática em torno do apoio a Dilma no 2º turno.

“Sem dúvida, o governo Lula tem uma tradição democrática muito maior e tem uma relação muito mais respeitosa do ponto de vista das liberdades democráticas e sindicais, do que o governo tucano, Tucano é repressão. Por outro lado, isso não significa dizer que simplesmente essa questão é suficiente.”
Altamiro Borges, Reproduzindo matéria de Danilo Augusto, publicada na Radioagência NP

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Campanha de Dilma cria central oficial contra boataria

O endereço oficial na internet da campanha de Dilma Rousseff, criou uma central onde qualquer pessoa pode conferir se um boato recebido por email ou de ourta forma sobre ela é verdade ou é mentira.

O endereço é esse.

Se você ficar sabendo de outros boatos, denuncie lá no botão contato, ou na área de comentários.
Cada um precisa fazer sua parte

Denunciar na central oficial também é importante. Mas não se limite a isso, esperando que os outros façam tudo. Nossa maior força não é a militância popular, é cada cidadão exercer seu papel de garantir nossa cidadania.

Se receber email de pessoas conhecidas contendo mentiras, responda com a verdade, com seriedade e educação. A melhor forma de convencer algum amigo de boa vontade, mas que esteja mal-informado, é com seriedade e educação.

Faça mesmo fora do mundo virtual, nas conversas pessoais.

Se receber um email que contém crime, denuncie. Atribuir a uma pessoa crime que a pessoa não cometeu, é crime de quem acusa. Em caso de candidatos às eleições, é agravante, por que a ofensa não é apenas pessoal, mas perturbação à ordem democrática, sujeitando os criminosos a penalidades como formação de quadrilha, alarmismo, etc.

Denuncie na Polícia Federal:


E ao Ministério Público Eleitoral (É crime divulgar mentiras sobre candidatos ou partidos para influenciar o eleitor):


O email é prova material do crime. Basta reencaminhar.
 
Quem souber como mostrar o código original da mensagem (com o ip de origem), envie estas informações também.
 
Prefira fazer denúncias identificadas do que anônimas.

Atenção:
Se receber um email anônimo ou vindo de lista de spam, fazendo campanha positiva ou negativa, contendo crime ou não, denuncie ao Ministério Público Eleitoral.
1) Emails de pessoa física que expressam apenas opinião ou narram fatos verdadeiros não são considerados crime, não devem ser denunciados para não atrapalhar as investigações sobre os verdadeiros criminosos.
2) Qualquer email contendo mentiras para convencer o eleitor é crime eleitoral, e deve ser denunciado ao PGE.
3) Emails em massa vindo de sistemas empresariais, independente de ser opinião ou não, seja para fazer campanha negativa ou positiva, quase sempre é crime eleitoral (conforme os Art. 57-C, Art. 57-D e Art. 57-E da Lei Nº 12.034/2009).

Uma comparação pedagógica

Dilma- Simples assim!

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo



O eleitor médio aceitará ser torturado pelo discurso de fanáticos religiosos a serviço de Serra?

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.
É um atraso gigantesco para o Brasil.
Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.
Penso um pouco diferente.
É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.
Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a  Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse - de forma muito apropriada  - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:
(Ciro Gomes) “Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito.”
O Brasil, agora digo eu, precisa que se faça esse debate.
O Brasil precisa, também, comparar os resultados econômicos e sociais de FHC e Lula. Mas precisa de politização, precisa que se enfrente o pensamento conservador.
Essa é uma hora boa para desmascarar a intolerância religiosa.
Aliás, é preciso tomar cuidado ao associar “evangélicos”, apenas, a esse discurso intolerante. Não. Os ataques mais coordenados e mais perigosos partem da Igreja Católica.
É preciso – com muito cuidado e respeito pelos milhares de católicos e evangélicos que praticam a religião apenas para confortar suas almas, e para difundir o amor ao próximo – lembrar que já houve um tempo em que a religião mandava na política. 
No Brasil Colonial, tivemos a Inquisição católica a prender, torturar e executar. A intolerância religiosa já matou muito – no mundo inteiro. Aprendemos isso na escola, ou deveríamos aprender (quem não se lembra da “Noite de São Bartolomeu” ,na França, pode ler algo aqui).
Já que Serra quer travar esse debate, devemos pendurar o guiso no gato, e perguntar se o que ele quer é um Estado teocrático. É isso?
Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país.
Na Espanha, esse debate é travado nas eleições. O PP (partido conservador) tem uma parceria muito próxima com a Opus Dei e com o catolicismo mais reacionário. O PSOE (social-democrata) não tem medo de assumir a defesa de um Estado laico – respeitando as práticas religiosas.
O PSOE ganhou eleição prometendo união civil de homossexuais. A direita católica do PP realizou marchas com quase um milhão de pessoas, contra essa plataforma. Levou bispos e padres (de batina e tudo) para as ruas. O PP tentou intimidar o PSOE. O que fez a centro-esquerda? Travou o debate, resistiu, deu uma banana para o terrorismo religioso. E ganhou.
É preciso ter coragem.
O círculo da direita se fecha: ela tem as igrejas (algumas), ela tem a velha mídia, ela tem a prática da intolerância.
“A ideologia da direita é o medo”, já nos ensinava Simone de Beauvoir.
A intolerância e o medo é que levaram o “Estadão” (que, diga-se, abre espaços para a Opus Dei) a demitir Maria Rita Kehl por ter escrito um artigo que contraria a linha oficial de “somos Serra até a morte”.
Nas redações, não há espaço para dissenso. Quem levanta a cabeça tem a cabeça cortada.
“Folha” (que censura blogs), “Estadão” (que demite colunista), “Veja” (com seu esgoto jornalístico a céu aberto) e “Globo” (sob comando de Ali “não somos racistas” Kamel) são a armada a serviço desse contra-ataque conservador.  Isso já está claro há muito tempo. Mas Lula parece ter minimizado essa articulação, e acreditado que enfrentaria tudo no gogó – sem politizar o debate. Não deu certo. É preciso enfrentamento, politização. 
Esse é um combate que merecer ser travado. Para ganhar ou perder. E acho que temos toda chance de ganhar.
Até porque, se Serra ganhar com esse discurso de ódio, e com esses apoios (panfletos da TFP, reuniões no Clube Militar, pregação e intolerância religiosas), o país (empresários, trabalhadores, classe média) precisa saber que teremos uma nação conflagrada durante 4 anos.
Não dá pra fazer de conta que isso não está acontecendo.
Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil? Claro. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida, como fazem os espanhóis e como fez o Ciro Gomes.
Com coragem.
By: Escrevinhador, via com texto

Sindicato divulga nota sobre demissão de Maria Rita Kehl

“A liberdade de imprensa varia de um observador para outro dependendo do enfoque de quem observa. Essa frase, vagamente adaptada de um enunciado da teoria da relatividade de Albert Einstein, é a única forma de explicar a posição adotada pelos grandes jornais quando o assunto é liberdade de expressão.
Brincadeiras à parte, podemos enumerar vários casos onde o discurso de guardião da liberdade de imprensa é, na prática, atirado na lata de lixo pela grande mídia. A atitude do jornal Estado de S. Paulo, de demitir Maria Rita Kehl, colaboradora do jornal, por ter emitido opiniões sobre as eleições presidenciais em curso, fugindo dos assuntos relacionados à psicanálise que é a sua especialidade, é o último capítulo dessa tragicomédia. A própria autora declarou ter sido demitida por “delito de opinião”.
Dias antes, a Folha de S.Paulo conseguido tirar do ar, através de liminar, o site Falha de S. Paulo, um espaço de humor que satirizava a posição política do jornal da Barão de Limeira, que era produzido pelo jornalista Lino Bocchini. A quase demissão de Heródoto Barbeiro, do programa Roda Viva, da TV Cultura, após ter questionado o candidato do PSDB, José Serra, sobre o preço cobrado pelos pedágios no estado é outro exemplo da condenável posição assumida pelas empresas de comunicação quando seus interesses imediatos são contestados.
Esses exemplos são suficientes para demonstrar o quanto o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo estava correto ao sediar o ato em “Defesa da liberdade de imprensa e contra o golpismo midiático”. O contraditório da situação é que o encontro, que lotou o auditório Vladimir Herzog e se espalhou pela rua em frente à sede do Sindicato, foi acusado, por aqueles que agora impedem a manifestação de todas essas vozes, de defender a censura.
Quem clama pelo direito de resposta, pela transparência dos mecanismos de outorga das empresas de rádio e TV, para que o contraditório apareça nas matérias jornalísticas, contra o monopólio da mídia, em defesa de uma rede pública de comunicação e pela regulamentação da profissão de jornalista, luta em defesa da liberdade de expressão e cidadania são os Sindicato dos Jornalistas de todo o país, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e diversas entidades da sociedade civil que acreditam que a comunicação não é apenas um privilégio de classes exercido pelos empresários da comunicação.
Quando os movimentos sociais questionam os limites do poder das grandes empresas de comunicação, querem apenas o cumprimento do direito de receber informações com qualidade e verem os direitos sociais preservados. Não se pretende calá-los, mas apenas que proporcionem espaço para o contraditório ou para aqueles que não comungam somente de seu ideário, em geral, neoliberal e afeito ao mundo dos negócios.
Aqueles que, por intermédio quaisquer meios, procuram calar a voz do cidadão ou do profissional de comunicação, como foi realizado com Maria Rita Khel, Lino Bocchini ou com o próprio Heródoto Barbeiro, não pode ter a desfaçatez de acusar de “censores” os que lutam pela liberdade de opinião. Estamos diante de uma inversão de valores muito perigosa. A liberdade de imprensa é um bem público e não uma mera fantasia dos negociantes da informação”.
José Augusto Camargo é secretário geral da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e presidente do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo

Serra: "Dilma tem armas químicas"



O mar de lama tóxica do PT tem que ser combatido no nascedouro”, disse José Serra na Hungria

CASA BRANCA - Agentes do Núcleo de Inteligência Tucana (NIT, mas pronuncia-se Nietzsche) afirmaram que petistas estão realizando testes com armas químicas em templos evangélicos de todo o Brasil. "Procuramos saber a procedência do laquê da Dilma e encontramos 213 substâncias potencialmente letais", afirmou a coordenadora do Núcleo, Soninha Francine, em um almoço com jornalistas num restaurante de cinco estrelas da rua Amaury. “O único produto ecologicamente correto do PT é o hidratante do José Dirceu, que é feito com testículos moídos de dissidentes cubanos,” completou Soninha.

José Serra acusou Dilma Rousseff de eliminar resíduos excedentes de sua maquiagem no Rio Danúbio, provocando a lama tóxica. "Ela já tinha feito isso no Golfo do México, mas disso ninguém fala”, afirmou o tucano ao sair da Basílica de Aparecida. “Sempre fui ambientalista e sou contra essas atrocidades. Que Deus tenha piedade dessas pessoas". Após pronunciar o nome da adversária, Serra se benzeu três vezes.

Para evitar problemas semelhantes no Brasil, o tucano prometeu privatizar todos os rios, lagoas, córregos e baias em território nacional.
The Piauí Herald

" Na República de Serra, primeiro falam os aiátolas"

As declarações abaixo são de Ciro Gomes, em matéria publicada nesta quinta-feira no jornal O Estado de São Paulo. O coordenador da campanha de Dilma Rousseff acusa Serra de estimular o ódio religioso, a mistificação e a intolerância
"Ninguém é a favor do aborto. Isso é um assunto da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde".
"O pior é trazer para a luta política brasileira um homem como o Serra e o PSDB trazer em socorro de sua débâcle eleitoral a calhordice da mistificação religiosa. É grave para o País. O Brasil tem uma tradição que o mundo inteiro admira, que é a tolerância religiosa, é o Estado laico. Aí a imundície está tomando conta, essa coisa do ódio religioso, da intolerância trazida para a política."
"A mãe da liberdade de imprensa é o Estado republicano laico."
"Os aiatolás, os talibãs e os seus afins não permitem a liberdade de imprensa, não permitem que as mulheres tenham liberdade. É isso que estamos querendo trazer para o Brasil? É violar essa conquista centenária do povo brasileiro, por oportunismo?"
"Por que o PSDB, que nasceu para ajudar a modernidade do País, resolveu agora advogar o Estado teocrático? O Serra tem de dizer que, na República que ele advoga, primeiro falam os aiatolás, e aí os políticos resolvem o que os aiatolás querem que seja feito".
"A Dilma falou com muita clareza que não é a favor do aborto. A questão é posta em si em termos calhordas, desonestos. Ninguém é a favor do aborto. Isso é um assunto da intimidade da mulher, da família, de seu conjunto de valores morais, éticos, religiosos e uma ação de saúde. Essa é a única discussão possível. O presidente da República tem zero poder nesse assunto. Só quem pode regulamentar esse assunto é monopolisticamente o Congresso".
Ilustração: Sátiro-Hupper
By: RS Urgente, via com textolivre

Coordenadora da campanha de Serra já fez aborto e defende descriminalização

Soninha, coordenadora de Serra, declarou que já fez aborto e é a favor da descriminalização


Soninha Francine, é uma das coordenadoras de campanha de José Serra (PSDB). Soninha é cotada para ser Ministra de Serra, se ele vencesse.
Ela atua na campanha de Serra, sobretudo na internet. E é pela internet, através de emails em massa, que partidários de Serra espalham a campanha de ódio e difamatória contra Dilma.
Em 2005, na revista TPM de nº 41, Soninha declarou que já tinha feito aborto, e que era favorável à descriminalização. 
O que diz Soninha na revista? Ela defende a descriminalização do aborto:

"O budismo, a religião que sigo, diz que você não deve tirar a vida de nenhum ser. Para o budismo, o feto, a célula fecundada, é um ser. Mas não há como negar: as pessoas fazem aborto. E, quanto mais escondido, maior o risco. Se você se espeta com uma agulha de crochê no banheiro da rodoviária é grande a chance de ter uma infecção. Então, a melhor coisa a fazer é tentar diminuir o número de vidas perdidas nesse processo."

Nós não somos como eles, e não vamos apedrejar Soninha. O próprio cristianismo ensina que, quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra.

Vamos só denunciar essa hipocrisia, essa má-fé, o falso testemunho, e esse uso do nome do Senhor em vão, com fins eleitoreiros, pelos partidários de José Serra.

Dilma foi a única candidata que assumiu compromisso dela não alterar a lei atual sobre o aborto

Lula foi governo por 8 anos, e Dilma ministra por 7 anos. Não mexeram na lei do aborto.

A proposta de governo de Dilma é inclusão social, tirar as pessoas da pobreza, elevar à classe média, e direcionar as riquezas nacionais para o povo brasileiro. Tudo isso combate as causas associadas a miséria, que levam mulheres em situação de desespero a decidirem recorrer ao aborto.

É para isso que ela é candidata, é para promover a VIDA digna de todos os brasileiros. Ela nunca foi candidata "para legalizar o aborto", um assunto que não pertence à decisão de um Presidente da República democrático. E Lula e Dilma foram democráticos: sempre ouviram a sociedade, os movimentos sociais, dialogaram e atenderam as entidades religiosas, sempre que procurados.

Mas para acabar com boatos, e tranquilizar a população cristã vítima da boataria sobre ela, Dilma assumiu o compromisso dela não mexer nas leis atuais. Até agora foi a única candidata com esse compromisso público.

Serra diz ser pessoalmente a favor disso, contra aquilo, mas não assumiu nenhum compromisso como governante. E os professores de São Paulo, movimentos sociais conhecem a falta de diálogo de Serra. As próprias igrejas sabem da falta de diálogo dele, tanto em São Paulo, como quando Ministro de Fernando Henrique Cardoso.

Serra é o único candidato que já assinou medidas para fazer ABORTOS no SUS, quando ministro da saúde

Para o eleitor votar consciente (seja a favor ou seja contra) e não ser enganado, a primeira verdade que precisa saber é:

O único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998.

Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.

A íntegra da norma pode ser lida aqui:  http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf
By: Esquerdopata, via comtextolivre

Dane-se eleitor





O brasileiro está em um dilema e ele mesmo não percebeu. Na campanha eleitoral de 2010 está na dúvida se quer um país do futuro ou um país do passado. Se quer ser de primeiro mundo ou se quer continuar a ser eternamente o incrível gigante adormecido.

Esse comentário não tem a ver com a campanha de Dilma ou de Serra. Vai mais além. Tem a ver simplesmente com o nível do próprio eleitorado.

Pois sim, a culpa é do eleitorado que tenhamos que perceber essa avalanche de boatos circulando sobre um ou sobre outro. 

Onde você encontra de tudo?

4 Ministros e um funeral



“Se Marina Silva e o Partido Verde decidirem apoiar um dos dois candidatos no segundo turno, estarão decretando o funeral do “projeto” que dizem sustentar. Se a negociação envolver o acerto prévio de cargos, o funeral será solene.

Ao que tudo indica, Marina tem consciência disso. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira 6 ela se mostrou surpresa diante dos jornalistas. Eles repercutiam informação que corria pelos bastidores dando conta que o PSDB estaria disposto a oferecer 4 ministérios pelo apoio dos verdes – Meio Ambiente, Educação, Minas e Energia e Cidades. “Caramba, 4 ministérios? Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom”, ela disse, ao reafirmar que negociar cargos conflitava com seu projeto.

A decisão será tomada na convenção nacional do PV marcada para dia 17, com a presença de 90 delegados. Antes, uma plataforma de dez pontos será levada para as campanhas de Dilma e Serra, para que se posicionem diante dela. Ao mesmo tempo, Marina ouvirá seus comitês de campanha e o que ela chama de “forças vivas da sociedade” que a apoiaram.

Caso a decisão tivesse ficado restrita à direção nacional do PV, o apoio a José Serra já teria sido oficializado. Marina e seu grupo mais próximo, porém, entendem que o melhor caminho é o do que eles chamaram de “não participação”. Consiste em apresentar a referida plataforma de pontos para os dois candidatos e esperar que ambos assumam publicamente a adoção de parte dela. Feito isso, missão cumprida, teriam conseguido mudar a pauta de PT e PSDB.

Passadas as eleições, organizados dentro do PV e no Instituto de Desenvolvimento Sustentável, o IDS, consolidariam a proposta de “terceira via”, se preparariam para as eleições de 2012 e 2014.”
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