sábado, 26 de janeiro de 2013

Teria Dilma perdido a paciência?


A presidenta pela primeira vez elevou o tom ao se referir, indiretamente, à mídia nacional




Estaria a paciência de Dilma chegando ao fim?
É a principal questão que emerge depois de seu pronunciamento hoje,  mais incisivo e mais enfático do que o habitual.
Dilma se dirigiu, inicialmente,  a todos os brasileiros para anunciar que, a partir de agora, as contas de luz vão ficar 18% mais baratas. Mas depois falou diretamente, sem citá-la, à mídia. “Aqueles que estão sempre do contra vão ficando para trás”, disse ela.
Entre os governos de esquerda ou de centro esquerda da América do Sul, o brasileiro adotou sempre, primeiro com Lula e depois com Dilma, uma posição conciliatória perante adversários bem pouco cavalheirescos.
Pense em você. Se você grita numa discussão e seu oponente silencia, você tende a achar que ele está acuado, intimidado. E na maior parte das vezes você está certo. Então, você grita ainda mais, na crença de que assim vai vencer o confronto.
É mais ou menos o que vem ocorrendo no Brasil.
Em outros países, o cenário é diferente. Chávez, na Venezuela,  respondeu sempre no mesmo tom a todos os ataques recebidos dos conservadores interessados em desestabilizá-lo e desmoralizá-lo.
A tevê de Gustavo Cisneros, o Roberto Marinho venezuelano, tratou os seguidores de Chávez de “macacos”. Mas Chávez chamou Cisneros de “mafioso”. Cisneros acabou baixando o tom, posteriormente. Em outro caso, Chávez não renovou a concessão de um barão que tramara sua derrubada num golpe que durou dois dias.
Na Argentina, Cristina Kirchner está em guerra aberta contra o Clárin, um grupo que floresceu, como a Globo, na ditadura militar e acabou se tornando virtualmente monopolista.
É previsível, hoje, que Kirchner vença o duelo – e isso significaria um Clárin bem menor do que é hoje, e moralmente derrubado. Poucos argentinos lamentarão.
No Equador, Rafael Correa se bate também francamente com os barões da mídia. A mídia equatoriana está quase toda na mão de grandes bancos, o que significa que a imprensa “livre” para bater em Correa não é nada livre para investigar o mercado financeiro.
O Brasil destoou dos vizinhos. Um dos maiores símbolos disso foi o comparecimento de Lula ao enterro de Roberto Marinho, a quem dedicou elogios absurdamente descabidos, vista a folha corrida de nosso companheiro jornalista das Organizações Globo.
Dilma ergueu a voz hoje, ainda que ligeiramente.
É uma nova fase? Aguardemos. A tática conciliatória deu no que deu. Passados dez anos, os resultados estão claros. Basta ver, na mídia, o crescimento avassalador do número de colunistas dedicados a dar pauladas todos os dias no governo. São os escaravelhos (ou rolas-bosta, CTL) de que falou Boff, e são ubíquos e blindados. Podem cometer erros horrorosos que nada acontece: Merval enterrou Chávez há muito tempo, Mainardi anunciou Serra na presidência um ano antes das eleições de 2006, Kamel provouno JN que o atentado da bolinha de papel não era o atentado da bolinha de papel: os escaravelhos (rolas-bosta) são o último reduto da impunidade. Não são cobrados sequer pelo fracasso em convencer os leitores a votar de outra forma.
Os dois governos petistas cometeram vários erros, e este Diário já falou disso muitas vezes. Mas o que a grande mídia vem fazendo extrapolou há muito os limites do jornalismo sério.
Não se trata de defender o governo e sim de proteger a dignidade no jogo político.
Para ver “jornalismo crítico” genuíno o brasileiro tem que ler jornais como o NY Times ou o Guardian: eles fiscalizam os governos, cobram, podem ser duros – mas você jamais verá neles qualquer coisa parecida com o que acontece no Brasil. A decência foi transposta faz muito tempo.
O que está por trás da campanha? O retorno a dias em que o BNDES dava empréstimos a amigos em condições privilegiadas, em que o Banco do Brasil trocava dívidas por anúncios – em que o Estado, em suma, era babá do chamado 1%.
Imagine a França em 1789. As empresas de mídia brasileiras estão hoje no papel da nobreza francesa de então, na defesa feroz de vantagens indefensáveis. É um grupo de empresas que louva a competição mas se agarra, feudalisticamente, a práticas anticapitalistas como a reserva de mercado para elas mesmas.
Dilma se cansou de apanhar calada?
Na Roma antiga, Cícero, cansado das tramas de Catilina, perguntou a ele: ‘Até quando você vai abusar da nossa paciência?”
Dilma pareceu a pique de dizer isso.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo

Aprenda duas receitas caseiras para limpeza de animais e ambientes



Com apenas três itens você dá um banho a seco em seu cachorrinho. | Foto: <a href='http://www.flickr.com/photos/d0/498187761/' target='_blank' >Adam Sowers/Flickr</a>
Com apenas três itens você dá um banho a seco em seu cachorrinho. | Foto: Adam Sowers/Flickr
Quem vive nas grandes cidades e, corre a semana inteira devido aos inúmeros compromissos, procura simplificar e, sempre que possível, optar pelas coisas mais práticas. São duas receitas em uma. Ela pode ser usada tanto para dar um banho a seco em seus animais, como para limpar e perfuma sua casa com apenas alguns ingredientes.

-Limpeza de animais
Essa é a receita mais simples, para fazê-la são necessários três itens:
- 1 litro de água
- ½ copo de vinagre de álcool
- 1 colher (sopa) de bicarbonato sódio
Misture os três líquidos em uma vasilha, molhe um pano macio na composição e torça-o para que ele fique apenas úmido na hora de passar no animal. Repita sempre essa sequência.
O vinagre será responsável por tirar cheiros e dar brilho ao pelo, assim como o bicarbonato que também ajuda a tirar certos odores. Se o animal estiver muito fedido, você pode encharcar o pano e secar bem o animal depois.

Limpeza do ambiente

- 1 litro de água
- ½ copo de vinagre de álcool
- 1 colher (sopa) de bicarbonato sódio
- ¼ copo de álcool
- 1 colher (sopa) de amaciante
Misture os ingredientes em um recipiente grande, uma vez que o vinagre e o bicarbonato efervescem quando são usados juntos. Depois você pode colocar o líquido em um frasco menor.
A composição pode ser borrifada sobre tecidos em geral: sofás, almofadas, camas de cachorro, cortinas, travesseiros, cobertores, roupas. Ele tira o mau cheiro e ainda deixa com o perfume do amaciante.
A solução também limpa carpetes, mofo de roupas, interior de armários, estofados e teto do carro, principalmente para quem fuma no carro, e tira cheiro de chulé dos tênis. Além disso, ele pode ser usado para lavar um tecido, no caso de uma limpeza mais profunda, sem medo de estragá-lo.
O liquido pode ser usado até mesmo como aromatizador de ambiente, bastar substituir o amaciante por gotinhas de essência.
Dica: Não exagere em nenhum dos principais ingredientes. Muito bicarbonato deixará resíduos, se usar muito amaciante ficará um pouco seboso e vinagre em excesso emite muito odor.
Redação CicloVivo

Abraços podem fazer bem à saúde, afirma estudo



Os benefícios só acontecem quando abraçamos alguém que gostamos. | Foto: <a href='http://www.flickr.com/photos/redandre/651552344/in/photostream/' target='_blank' >André Cortes/Flickr</a>
Os benefícios só acontecem quando abraçamos alguém que gostamos. | Foto: André Cortes/Flickr
Um estudo da Universidade Médica de Viena (Áustria) mostrou que além de fazer bem, abraçar reduz o estresse, o medo, a ansiedade e a pressão arterial. Quer mais motivos? O abraço ainda promove o bem-estar e melhora a memória.
Tantos efeitos positivos no corpo são graças à secreção de ocitocina (ou oxitocina) no organismo. O estudo ressalta que todos esses benefícios só acontecem quando abraçamos alguém que gostamos, confiamos ou conhecemos muito bem.
Isso significa que se o abraço vier de uma pessoa não tão agradável os efeitos podem ser ruins. O neurofisiologista Jürgen Sandkühler, autor do estudo, afirmou que abraçar estranhos ao invés de acalmar pode expressar determinadas pessoas. “Nestas situações, nós secretamos cortisol, o hormônio do estresse”.
Esse segundo caso ocorre quando algum desconhecido fica muito próximo sem que haja tal necessidade. “Esta violação do nosso ‘espaço pessoal’ é geralmente percebida como desconcertante ou mesmo ameaçadora”, conclui.
A ocitocina é conhecida como o “hormônio do amor”. Ela influencia nossas ligações emocionais, comportamento social e aproximação entre pais, filhos e casais. No momento em que você abraça alguém com quem tem intimidade a ocitocina é liberada na corrente sanguínea, segundo o estudo.
Resultados parecidos foram obtidos pela Universidade da Carolina do Norte (EUA). De acordo com uma pesquisa realizada pela instituição, as mulheres tendem a reduzir com mais facilidade a pressão sanguínea após abraços com seus parceiros. Além disso, os níveis do hormônio cortisol são mais baixos do que os homens.
Dessa forma, os benefícios para as mulheres são ainda mais sentidos pelo organismo. “O apoio do parceiro está associado a níveis mais altos de ocitocina, tanto para homens quanto para mulheres. No entanto, o efeito potencialmente cardioprotetor da ocitocina pode ser maior para as mulheres”, disse a psicóloga e principal autora do estudo, Karen Grewen.
Mesmo antes do estudo, todo mundo já sabia do bem-estar proporcionado por um abraço. Deve ser por isso que centenas de pessoas foram às ruas em Florianópolis para distribuir abraços grátis em dezembro de 2011. Assista ao vídeo abaixo e inspire-se.

Com informações do Hype Science.

PSDB estuda recorrer à Justiça contra discurso de Dilma




Ricardo Brito, Agência Estado /Estadão.com.br

“O PSDB mudou o discurso nesta sexta-feira e agora estuda recorrer à Justiça contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na última quarta (23), em cadeia nacional de rádio e TV em que anunciou a redução da conta de energia. No pronunciamento, a líder da nação também atacou quem fez previsões de que não seria possível garantir o corte paraconsumidores residenciais e industriais, setor agricultura e de serviços.

Em nota divulgada esta tarde, a assessoria do partido disse ter comprovado "a presença de elementos publicitários no pronunciamento feito, nesta quarta-feira, pela presidente da República e a forte identidade com os filmes exibidos na campanha eleitoral e nos horários reservados à propaganda eleitoral".

O partido apresentou quatro comparações para mostrar que Dilma usou irregularmente a cadeia nacional. O primeiro é a semelhança da grafia do nome da presidente durante o programa e os programas realizados na campanha de 2010. Em segundo lugar, a logomarca do governo utilizada no lugar do brasão da República. Em terceiro, o uso no pronunciamento de recursos gráficos semelhantes aos usados na campanha eleitoral. Por último, o uso de roupas vermelhas fazendo alusão à cor do PT.

Na quinta-feira o partido, por meio da assessoria de imprensa, disse que não iria questionar judicialmente o pronunciamento. O entendimento inicial era que uma ação teria poucas chances de prosperar diante das remotas chances de sucesso. O presidente do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), havia divulgado uma nota em que acusava Dilma de usar a cadeia nacional para fazer um "lançamentoprematuro" de sua candidatura à reeleição em 2014.”

Conheça os 40 mandamentos do reacionário perfeito


Cada um dos tópicos abaixo foi diretamente inspirado nas falas ou nas atitudes de pessoas de carne e osso

laerte reacionário direita conservadorPor Gustavo Moreira, em seu Blog
1-Negue sistematicamente a existência de qualquer conflito de classe, gênero, etnia ou origem regional ao seu redor, mesmo que o problema seja evidente até aos olhos do turista mais desatento. Afinal, sempre nos foi ensinado que a sociedade é um todo harmônico.
2-Não sendo possível negar o conflito, pela sua extensão, tente convencer seu interlocutor de que ele é limitado, reduzido a alguns focos ou induzido por estrangeiros perversos, mas que logo tudo voltará à tranquilidade costumeira.
3-Sendo impossível negar que o conflito é vasto e presente em quase toda parte, tome o partido dos mais poderosos. Afinal, eles representam a ordem, que deve ser mantida a qualquer custo.
4- Manifeste sua contrariedade diante de qualquer estatística que aponte para uma tendência de aumento da massa salarial. É inadmissível que os abnegados empreendedores sejam constrangidos a margens de lucro menores.
5-Demonstre contrariedade ainda maior quando notar que filhos de operários, camelôs e empregadas domésticas estão frequentando universidades. Prevalecendo esta aberração, que vai limpar o vaso sanitário para seu filho daqui a vinte anos?
  • 6-Repita mil vezes por dia, para si mesmo e para os outros, que esquerdismo é doença, ainda que faça parte de uma classe média de orçamento curto, mas que, em estranho fenômeno psicológico, se enxerga como parte da melhor aristocracia do planeta.
7-Atribua a culpa pelos altos índices de criminalidade aos migrantes vindos de regiões pobres e imigrantes de países miseráveis. Estas criaturas não conseguem nem reconhecer a generosidade da sociedade que os acolhe.
8-Associe, sempre que possível, o uso de drogas a universitários transgressores e militantes de esquerda, mesmo sabendo que o pó mais puro costuma ser encontrado nas festas da “boa sociedade”. É necessário ampliar ou pelo menos sustentar o nível de reacionarismo da população em geral.
9- Tente revestir seu conservadorismo com uma face humanitária, reivindicando o direito à vida de todos os fetos, ainda que, na prática, vá pagar um aborto caso sua filha fique grávida de um indesejável, e seja favorável ao uso indiscriminado de cassetete e spray de pimenta contra os filhos de indesejáveis já crescidos.
10- Assuma o partido, em qualquer querela, daquele que for mais valorizado socialmente. Não é prudente que os “de baixo” testemunhem quebras de hierarquia, nem nos casos de flagrante injustiça.
11- Tente justificar, em qualquer ocasião, os ataques militares da OTAN contra países da Ásia, África ou da América Latina, mesmo que estes não representem a menor ameaça concreta para os agressores. Pondere que não é fácil carregar o fardo da civilização.
12- Mantenha assinaturas de pelo menos um jornal e uma revista de linha editorial bem reacionária, para usá-las como argumento de autoridade. Quando suas afirmativas forem refutadas, retruque de imediato com a fórmula “eu sei de tudo porque li o …”.
13-Nunca se esqueça: se um político socialista ou comunista cometer crimes comuns, isto é da essência do esquerdismo; se os crimes forem cometidos por um político de direita, ele é apenas um indivíduo safado que não merece mais o seu voto.
14- Vista-se somente com roupas de grifes caríssimas, não importando o quanto vá se endividar. Sobretudo jamais seja visto sem gravata por pessoas das classes C, D e E.
15- Nunca perca a oportunidade de discursar a favor da pena de morte quando o jornal televisivo noticiar o assassinato de um pequeno burguês por assaltante ou traficante de favela; se, ao contrário, surgir a imagem de algum rico que passou de carro a 200 km/h por cima de pobres, mude de canal, procurando um filme de entretenimento.
16- Quando ouvir narrativas sobre ações violentas de neonazistas e outros militantes de extrema-direita, minimize a questão. Afinal, eles podem ser malucos, mas contrabalançam a ação da esquerda.
17- Reserve pelo menos uma hora, durante as festas de aniversário de seus filhos, para aquela roda em que alguns contam piadas sobre padeiros portugueses burros, negros primitivos, judeus e árabes sovinas, gays escrachados e índios canibais. É necessário, para reforçar a coesão da comunidade burguesa “cristã-velha”!
18- Quando forçado a conversar com pobres, tente parecer um grande doutor, empregando seguidamente expressões estrangeiras; se um subalterno for inconveniente ou falar demais, dispare sem hesitar: “Fermez la bouche!” .
19- Seja sócio de um clube tradicional, ainda que falido, e se possível ocupe uma de suas diretorias, mesmo que totalmente irrelevante. Manifeste-se sempre contra a entrada no quadro social de emergentes sem diploma e outros tipos sem classe.
20- Jamais ande de trem ou de ônibus. É a suprema degradação, comparável somente a ser açougueiro na sociedade absolutista.
21- Obrigue todo empregado doméstico que venha a cair sob suas ordens a comprar uniforme e usá-lo diariamente, impecavelmente lavado e passado. Afinal, para que serve o salário mínimo?
22-Jamais escute música baiana de qualquer vertente, samba, forró ou cantores sertanejos. Uma vez flagrado, sua reputação de homem civilizado estaria arruinada.
23-Pareça o mais alinhado possível com o liberalismo do século XXI. Tendo preguiça de se dedicar a textos complexos, leia pelo menos “Não somos racistas”, de Ali Kamel, e o “Manual do perfeito idiota latino-americano”. Passará como intelectual para pelo menos 90% da juventude de direita.
24- Morra virgem, mas nunca apresente como esposa, noiva ou namorada uma mulher que não caiba no estereótipo da burguesa cosmopolita, porém comportada.
25- Faça eco aos discursos dos octogenários conservadores que constantemente repetem a fórmula “no meu tempo não era assim”, mesmo que saiba sobre inúmeras falcatruas e atrocidades “do tempo deles”. Quanto mais perto do Império e da República Velha, mais longe da contaminação esquerdista!
26- Passe sempre adiante, para parentes, amigos e conhecidos, notícias forjadas na Internet, no estilo “Todas as mulheres de uma cidade do Ceará se recusaram a trabalhar numa fábrica de sapatos, porque já recebiam o bolsa-família”. Não importa se é impossível que qualquer pessoa com mais de quatro neurônios ativos acredite que uma cidade inteira tenha recusado um salário de pelo menos seiscentos reais por achar que vive bem com um auxílio de cento e cinquenta.
27- Repasse, igualmente, juízos de valor negativos sobre personalidades de esquerda, na linha “Michael Moore é mentiroso”, “Chico Buarque é um comunista hipócrita que vive no luxo”, “Dilma foi terrorista”, etc. É preciso dar continuidade à teatral associação entre reacionarismo e moralidade.
28-Diante de qualquer texto ou discurso de esquerda, classifique-o imediatamente como doutrinação barata ou lavagem cerebral. Não importando sua eventual ignorância sobre o tema, é preciso fechar todos os espaços à conspiração gramsciana mundial.
29- Sustente a surrada versão de que “apesar dos erros, os milicos salvaram o Brasil do comunismo em 1964”. Desconverse mais uma vez se alguém perguntar como se chegaria ao comunismo através da provável eleição de Juscelino Kubitschek em 1965.
30- Deprecie ao máximo mexicanos, chilenos, peruanos, paraguaios, bolivianos, colombianos e demais hispânicos como caboclos de cultura atrasada. Abra exceção para argentinos ricos filhos de pais europeus, desde que estes se abstenham de chamá-lo de macaquito.
31- Defenda o caráter sagrado da propriedade rural. Quando alguém recordar que as terras registradas nos cartórios do estado do Pará equivalem a quatro Parás, procure ao menos convencê-lo de que é uma situação atípica.
32- Afirme com veemência que todo posseiro, índio ou quilombola em busca de regularização de terras é vagabundo, mesmo que seus antepassados estejam documentados no local há duzentos anos. Por outro lado, todo latifundiário rico sempre será um proprietário respeitável, ainda que tenha cercado sua fazenda à bala há menos de vinte.
33- Denuncie nas redes sociais os ambientalistas que tentam embargar a construção de fábricas de artefatos de cimento em bairros superpopulosos e de depósitos de gás ao lado de estádios de futebol. Esses idiotas não sabem que nada é mais importante do que o crescimento do PIB?
34- Rejeite toda queixa que ouvir sobre trabalho escravo. É tirania impedir que alguém trabalhe em troca de água, caldo de feijão, laranja mofada e colchão de jornal, se estiver disposto a isto. Deixem a vida social seguir seu curso espontâneo!
35- Quando alguém protestar contra o assassinato de duzentos gays no ano Y, responda que outras quarenta mil pessoas morreram violentamente naquela temporada. Finja que é limítrofe e não entendeu que a cifra se limita aos gays mortos em decorrência desta condição e não aos que tombaram em latrocínios, brigas entre torcidas e disputas armadas por vagas de garagem.
36- Acuse todo movimento constituído contra determinado tipo de opressão de querer promover a opressão com sinal contrário. As feministas, por exemplo, pretendem castrar os machos e colocar-lhes avental para lavar a louça e cuidar de poodles.
37- Enalteça “esportes e diversões” que favorecem o gosto pelo sangue, como arremesso de anões, rinhas de galo, pegas, caçadas em áreas de preservação ambiental, touradas, farras do boi e congêneres. Como já dizia seu patrono oculto Benito Mussolini, “o espírito fascista é emoção, não intelecto”.
38-Procure enxertar referências bíblicas nas suas falas sobre política. Ao defender um oligarca truculento, arremate a obra dizendo algo como “Cristo também jantou na casa do rico Zaqueu”. Tente dar a impressão de que qualquer um que venha a contestá-lo despreza pessoas religiosas.
39-Apresente a todas as crianças que tiver ao seu alcance, antes dos dez anos, o repertório integral de Sylvester Stallone e similares, nos quais o árabe é sempre terrorista, o vietnamita um comunista fanático que jamais tira a farda e o hispano-americano batedor de carteira ou traficante. Tendo a chance, compre também Zulu, para a garotada aprender desde cedo que africanos são selvagens que correm em torno da fogueira sacudindo lanças de madeira.
40- Não permita que a política externa dos Estados Unidos seja criticada impunemente. Nunca se sabe quando o homem de bem precisará de um poder maior e talvez irresistível para defendê-lo do zé povão.
No, pragmatismopolitico

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O radical classe média é uma figura pitoresca


O Radical Classe Média se imagina como o que resta de bom no Brasil. Não raro, flerta com o fascismo


Há uma figura pitoresca que costuma habitar a classe média tradicional brasileira. Ela pode ser encontrada na universidade, nos protestos políticos, nos shoppings centers, na high society, entre os mais escolarizados, tanto nos movimentos de esquerda, como nos de direita. Na verdade, é uma radicalização da visão específica de uma classe. Vou expor algumas de suas características.
classe médai brasil caricatura
Uma caricatura do radical classe média. (Foto: Carta Potiguar)
Vale lembrar que o modo de vida apontado abaixo é um tipo idealizado do caráter do “Radical Classe Média”, podendo, portanto, uma pessoa comum reunir uma maior ou menor quantidade de tais inclinações, se associar intensamente ou dissociar do modelo.
O Radical Classe Média:
Geralmente, o radical classe média se apresenta como politizado, para, na verdade, repetir os velhos cacoetes do senso comum da política – é contra partidos;
Mais. Todo político é ladrão. Alias, para o Radical Classe Média, o problema do Brasil não é o da desigualdade, mas o da corrupção. Por isso, não perde a oportunidade de comparar a nossa suposta natural propensão para a malandragem com a sonhada condição positiva dos EUA, ou numa perspectiva intelectualizada, dos países escandinavos;
Nesse sentido, a eleição não passa de uma chantagem. Tanto faz quem vai ganhar – “é tudo igual mesmo”. O Radical Classe Média, quando não é capturado pelo moralismo e/ou suposta superioridade gerencial de um bonachão, prega o voto nulo;
O Radical Classe Média não gosta muito de se “misturar”. Quer exclusividade. No fundo, ele não suporta que ônibus coletivo passe nas praias “nobres” de sua cidade. Ou, em sua versão intelectual, defende a criação de “espaços” para os mais “humildes”;
Para o Radical Classe Média, as instituições devem aprender a se relacionar com ele, já que o dito cujo apresenta muitas especificidades;
Instituição a favor dele é democracia. Contra ele? Fascismo;
Seguranças-policiais-trabalhadores devem fazer cursos de capacitação só para aprenderem a se relacionar com ele;
Ele é anarquista para os deveres, mas não para os direitos;
Ele é contra impostos, mas quer que tudo funcione a seu favor;
Um bom Radical Classe Média critica o inchaço do Estado, mas sempre tem alguém da família, gozando de acesso privilegiado ao próprio Estado – um cargo, um contrato, etc;
O Radical Classe Média não tem diploma de graduação. Ele tem diploma de nobreza. E o “resto”? É resto, alienado. Ele se vê como o (único) “intelectual orgânico”…;
Ele é terminantemente contra o bolsa-família, a quem ele chama de bolsa-esmola, pois produz preguiçosos e premia quem nunca “quis” estudar;
Para o Radical Classe Média, quem não sabe escrever o português corretamente deveria ser impedido de votar, de expor sua opinião num blog ou jornal. Enfim, de argumentar;
Pensar é sinônimo de dominar a gramática. Do contrário, o dito cujo se encontra no nível dos animais irracionais;
Para ele, às vezes, o problema do Brasil é porque o pobre-analfabeto – ele chama de “não esclarecido” – não sabe votar. Uma cientista política advinda da USP teria um bom conceito radical de classe média para isso – ausência de “sofisticação política”;
Na versão intelectualizada, o Radical Classe Média é um crítico do jeitinho brasileiro, gosta de ler Nietzsche, Foucault, Deleuze, Guatarri. É um crítico do “micropoder”, dos “fascismos da norma”, conceitos mobilizados para negar qualquer coisa que lhe cobre alguma contrapartida social;
Há também aquelas versões do Radical Classe Média que tornam Karl Marx, ou o socialismo, numa questão de superioridade ético-moral;
O Radical Classe Média é um supercidadão. Os demais… subcidadãos;
Afinal, o Radical Classe Média estudou. Merece mais do que os simples mortais.
O Radical Classe Média se imagina como o que resta de bom no Brasil. Não raro, flerta com o fascismo.
Por Daniel Menezes, em CartaPotiguar

A incompetência tucana


Tucanos estão revoltados com Dilma
porque ela se atreve a fazer política

(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
A resposta da oposição ao pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em rede de rádio e TV, quarta-feira, no qual anunciou a redução das tarifas de energia elétrica, mostra o grau de desespero em que tais políticos se encontram.
Dizer que a nota oficial do PSDB é constrangedora é pouco: na verdade, ela é patética.
Não dá para entender como um partido político da importância do PSDB se presta a esse papel deprimente: o que era para ser uma resposta "dura" ao discurso governista não passou de um lenga-lenga ora choroso, ora raivoso, mas nunca consequente, sobre como a política deve ser exercida.
Nessa mais que tortuosa visão, para os tucanos, justamente eles que vivem apenas e tão somente da política, essa atividade é vedada ao chefe de Estado e de governo.
A presidente, para eles, está impedida de falar à sua nação, seja para prestar contas de uma medida que vai afetar a todos os cidadãos e representa uma mudança econômica estrutural importantíssima para o setor industrial, seja para denunciar que um grupo político tentou de todas as formas sabotar a sua execução.
Para os tucanos, é o que se depreende da nota oficial que emitiram, a presidente deve se recolher à sua insignificância, ficar quietinha em seu canto, assistir caladinha ao noticiário da televisão que diariamente a desqualifica, ler tranquilamente os artigos e as "notícias" dos jornalões que cotidianamente buscam reduzí-la à condição da mais completa idiota.
Ora, convenhamos, até mesmo os tucanos, esses seres que vivem neste mundo como se estivessem em outro, dissociados da mais óbvia realidade, devem ser capazes de compreender que tudo o que um governo, qualquer governo, faz é, no fundo, simplesmente, política.
Querer que a presidente Dilma se abstenha de fazer política não é só uma absurda incoerência: é uma estupidez.
Os tucanos poderiam criticar a fala de Dilma por uma centena de razões.
Escolheram justamente aquela que demonstra, de maneira cabal, porque eles estão na oposição e não no governo: são incompetentes até mesmo para mostrar que são competentes.
cronicasdomotta

Brasil é o país dos 30 Berlusconis



A ONG Repórteres Sem Fronteiras publicou nesta quinta-feira (24) um relatório sobre o cenário da imprensa brasileira, em que diz que o país é a terra dos “30 Berlusconis”, em referência ao magnata italiano que domina a mídia e boa parte da política no seu país.
“A topografia da mídia do país que vai hospedar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 quase não mudou nas três décadas desde o fim da ditadura militar de 1964-85″, diz o texto.
Segundo a ONG, cerca de dez companhias dominam a mídia nacional, quase todas com base em São Paulo e no Rio de Janeiro.
O relatório denuncia ainda a violência contra jornalistas no Brasil, mencionando que dois repórteres especializados em notícias de polícia tiveram que deixar o país no ano passado por conta de ameaças.
A agência de notícias France Presse distribuiu em todo o Brasil um pequeno resumo do relatório. ”O Brasil apresenta um nível de concentração de mídia que contrasta totalmente com o potencial de seu território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”, explica a ONG de defesa da liberdade de imprensa. “O colosso parece ter permanecido impávido no que diz respeito ao pluralismo, um quarto de século depois da volta da democracia”, assinala a RSF, recordando que em 2012 houve 11 jornalistas assassinados no país.
Segundo a ONG, um dos problemas endêmicos do setor da informação no Brasil é a figura do magnata da imprensa, que “está na origem da grande dependência da mídia em relação aos centros de poder”. “Dez principais grupos econômicos, de origem familiar, continuam repartindo o mercado da comunicação de massas”, lamenta a RSF.
Daniel Buarque
No Terra, via contextolivre

Espírito animal e espírito de porco



Um dos elementos que têm caracterizado a incerteza sobre os rumos imediatos da economia brasileira e é intangível, refere-se à capacidade de realizar investimentos e de tocar os negócios da classe empresarial. A expressão corrente, derivada de Lord Keynes, é a de “despertar o instinto animal do capitalista”.

João Guilherme Vargas Netto, Vermelho

Um ambiente de negócios prósperos, com grandes possibilidades de obter lucro – ainda que reconheçamos que as iniciativas meramente especulativas continuam sendo muito rentáveis – eis o quadro ideal para a realização desse desejo.

Aqueles empresários, quaisquer que sejam seus portes e seus setores, que são produtivistas, ou seja, lidam com mercadorias e serviços úteis, com gente empregada e com salários e produtividade são os que, despertados em sua animalidade, devem resolver enfrentar o risco, botar a mão no bolso ou adquirir créditos e ganhar dinheiro com a ampliação do mercado interno e com o crescimento econômico do qual participam.

Para os trabalhadores que têm emprego, ganham salários e garantem os seus direitos, o “espírito animal” não é desconhecido. Pode-se dizer que ele lhes é antipático, porque além de significar exploração, às vezes o “espírito animal” se transforma em “espírito de porco”, com uma histeria que nos faz lembrar a última crise de 2009.

O governo tem tomado uma série de medidas para despertar o “espírito”, reúne-se com empresários de carne e osso e se orienta fortemente para acelerar o ritmo do desenvolvimento com distribuição de renda; isto, certamente, produzirá resultados positivos em curto prazo.

Hoje, para o movimento sindical, o “espírito animal” é bem-vindo, se ele quiser dizer avançarmos juntos em defesa dos juros baixos, da ampliação de créditos, da industrialização, da diminuição das tarifas (por exemplo, as tarifas de energia elétrica), da desoneração das folhas de pagamento sem prejuízo para a previdência pública e também dos empregos e dos ganhos reais de salário.”

PARECE ATÉ QUE NÃO GOSTARAM DA LUZ BARATA


Prefeito Mauricio Moromizato, assina adesão de Ubatuba ao programa “Minha Casa, Minha Vida”




Nesta quarta-feira (23), o prefeito de Ubatuba, Mauricio (PT), esteve reunido com a gerente da Caixa Econômica Federal, Silvia Carolina Risos, para assinatura do termo de adesão firmado entre a Prefeitura e a União, referente ao programa “Minha Casa, Minha Vida”.

O programa, que está chegando somente agora em Ubatuba, foi lançado pelo governo federal em 2009, e desde então vem ajudando as famílias de baixa renda, por todo Brasil, na conquista da tão sonhada casa própria.

Com a adesão formalizada, logo de início já será viabilizada junto ao governo Federal a liberação de R$ 822 mil, que serão destinados a execução de obras de infraestrutura nos locais que serão indicados para receber as futuras moradias populares.

Mauricio ressaltou que essa assinatura simboliza um importante avanço ao município, pois, além de beneficiar a classe mais necessitada da população, o programa ainda gerará empregos e será fundamental  para o aquecimento da economia ubatubense. 
fonte PMU

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Prefeitura distribui dois mil quilos de cação apreendidos pela Polícia Ambiental

Cerca de dois mil quilos de pescado (cação) apreendidos pela Polícia Militar Ambiental de Ubatuba, nesta terça-feira, foram distribuídos pela Secretaria Municipal de Cidadania e Desenvolvimento Social para a população e entidades sociais do município.  Foram contempladas: a Comunidade Emaús, o Lar Vicentino, o Lar Viva Lista, a Missão Jesus é Luz, Santa Casa, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, além de moradores de bairros carentes. A distribuição foi coordenada pelo secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Sergio Maida, que mobilizou o efetivo da pasta para ajudar  na doação dos produtos.
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