quinta-feira, 14 de julho de 2011

Gol anuncia fusão de barrinhas de cereal com saquinho de amendoim




Romário, Aécio e Indio da Costa querem saber se a companhia promoverá a fusão da Caninha 51 com o conhaque Underberg
CONGONHAS - Em mais uma operação de engenharia com vistas à otimização de custos, busca de sinergias e demais expressões do jargão empresarial, funcionários da GOL apresentaram o mais novo produto a ser incorporado nos voos domésticos. "Senhoras e senhores, é com orgulho que anunciamos a mudança do cardápio em todas as nossas rotas domésticas. De agora em diante, por modestos R$ 8, 79 – apreciamos o troco –, os passageiros poderão se deliciar com nossas barrinhas de amendoim”, anunciou o porta-voz da empresa antes de passar um vídeo demonstrando como abrir a embalagem do novo acepipe.
A empresa anunciou ainda a fusão, nos principais aeroportos do país, de todos os portões de embarque. "Nossos clientes estavam um pouco cansados com a mudança constante dos portões. Resolvemos o problema juntando todo mundo numa entrada só. Agora não tem mais confusão: o passageiro chega e vai diretamente para o portão 3. A fila começa ali mesmo, no meio-fio do desembarque do taxi. É simples e cômodo”, explicou o diretor Robson Cláudio Belchior.
A pedido do CADE, funcionários do Inmetro mediram o tamanho das barrinhas oriundas da fusão e asseguraram que a guloseima tem 3,1 centímetros de largura por 0,6 centímetros de espessura. "Mas é preciso ressaltar que não há dinheiro do BNDES envolvido", declarou Belchior.
By: The i-Piauí Herald

Cientistas acham tipo de gonorreia resistente a todos os antibióticos

Doença é altamente contagiosa. Melhor forma de prevenção é a camisinha.
Um grupo de cientistas anunciou nesta semana a descoberta de uma variação da gonorreia resistente a todos os antibióticos conhecidos, em uma conferência sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) realizada no Canadá.
Segundo o líder da pesquisa, Magnus Unemo, a descoberta é “alarmante e previsível”.
De acordo com ele, a bactéria causadora da doença sempre demonstrou uma forte capacidade de se adaptar e se tornar resistente a todas as medicações utilizadas contra ela.
A gonorreia é uma das DSTs mais transmitidas no mundo. Sem tratamento, pode levar a complicações irreversíveis nos sistemas urinário e reprodutivo. Para evitá-la, como em todas as DSTs, a melhor opção é usar camisinha em todas as relações sexuais.
Para Unemo, ainda é cedo para saber se a nova variação vai se espalhar, mas é preciso ficar atento porque a doença é altamente contagiosa.
Nota do Blog: Com a palavra a Igreja Católica.

Dilma faz a coisa certa: dá um murro na mesa




Alguém, algum dia, uma hora qualquer tinha que fazer isso mesmo: dar um murro na mesa e acabar com esta história de lotear o governo entre os partidos aliados, entregando ministérios de porteira fechada para cada um cuidar do seu feudo sem dar satisfações a ninguém.
Se antes tudo era feito em nome da "governabilidade", o fato é que, na prática, o país estava ficando ingovernável. A possibilidade aventada pelo PR de chamar Alfredo Nascimento para participar da escolha do sucessor de Alfredo Nascimento pode ter sido a gota d'água. Passaram da conta, o custo ficou alto demais, como se dizia antigamente.
Para ninguém dizer que estou ficando muito metido e abusado, vou reproduzir aqui o último parágrafo do post publicado ontem sob o título "Está na hora de chamar a benzedeira":
"Para tudo, no entanto, tem que haver um limite. Tenho certeza de que se a presidente começar pelo Ministério dos Transportes a fazer uma limpa geral e passar a dar maior valor à competência técnica e à ficha limpa dos ministros para gerir os destinos do país, ela terá todo o apoio de quem a elegeu, e até de quem não votou nela."
Não tenho a pretensão de achar que a presidente Dilma tenha tempo para ler meu modesto blog, mas foi exatamente desta forma que ela agiu, sem consultar o PR nem ninguém, ao confirmar o nome de um funcionário de carreira para ocupar definitivamente o cargo de ministro dos Transportes....

PROPAGANDA COCA-COLA NA ARGENTINA

Torcedor argentino no meio da torcida brasileira. Comercial transmitido na Argentina. Excelente!

“O socialismo é uma doutrina triunfante”


Entrevista Imperdível 

Aos 93 anos, Antonio Candido explica a sua concepção de socialismo, fala sobre literatura e revela não se interessar por novas obras
Crítico literário, professor, sociólogo, militante. Um adjetivo sozinho não consegue definir a importância de Antonio Candido para o Brasil. Considerado um dos principais intelectuais do país, ele mantém a postura socialista, a cordialidade, a elegância, o senso de humor, o otimismo. Antes de começar nossa entrevista, ele diz que viveu praticamente todo o conturbado século 20. E participou ativamente dele, escrevendo, debatendo, indo a manifestações, ajudando a dar lucidez, clareza e humanidade a toda uma geração de alunos, militantes sociais, leitores e escritores.
Tão bom de prosa como de escrita, ele fala sobre seu método de análise literária, dos livros de que gosta, da sua infância, do começo da sua militância, da televisão, do MST, da sua crença profunda no socialismo como uma doutrina triunfante. “O que se pensa que é a face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele”, afirma......
Brasil de Fato – Nos seus textos é perceptível a intenção de ser entendido. Apesar de muito erudito, sua escrita é simples. Por que esse esforço de ser sempre claro?
Antonio Candido – Acho que a clareza é um respeito pelo próximo, um respeito pelo leitor. Sempre achei, eu e alguns colegas, que, quando se trata de ciências humanas, apesar de serem chamadas de ciências, são ligadas à nossa humanidade, de maneira que não deve haver jargão científico. Posso dizer o que tenho para dizer nas humanidades com a linguagem comum. Já no estudo das ciências humanas eu preconizava isso. Qualquer atividade que não seja estritamente técnica, acho que a clareza é necessária inclusive para pode divulgar a mensagem, a mensagem deixar de ser um privilégio e se tornar um bem comum.
O seu método de análise da literatura parte da cultura para a realidade social e volta para a cultura e para o texto. Como o senhor explicaria esse método?
Uma coisa que sempre me preocupou muito é que os teóricos da literatura dizem: é preciso fazer isso, mas não fazem. Tenho muita influência marxista – não me considero marxista – mas tenho muita influência marxista na minha formação e também muita influência da chamada escola sociológica francesa, que geralmente era formada por socialistas. Parti do seguinte princípio: quero aproveitar meu conhecimento sociológico para ver como isso poderia contribuir para conhecer o íntimo de uma obra literária. No começo eu era um pouco sectário, politizava um pouco demais minha atividade. Depois entrei em contato com um movimento literário norte-americano, a nova crítica, conhecido como new criticism. E aí foi um ovo de colombo: a obra de arte pode depender do que for, da personalidade do autor, da classe social dele, da situação econômica, do momento histórico, mas quando ela é realizada, ela é ela. Ela tem sua própria individualidade. Então a primeira coisa que é preciso fazer é estudar a própria obra. Isso ficou na minha cabeça. Mas eu também não queria abrir mão, dada a minha formação, do social. Importante então é o seguinte: reconhecer que a obra é autônoma, mas que foi formada por coisas que vieram de fora dela, por influências da sociedade, da ideologia do tempo, do autor. Não é dizer: a sociedade é assim, portanto a obra é assim. O importante é: quais são os elementos da realidade social que se transformaram em estrutura estética. Me dediquei muito a isso, tenho um livro chamado “Literatura e sociedade” que analisa isso. Fiz um esforço grande para respeitar a realidade estética da obra e sua ligação com a realidade. Há certas obras em que não faz sentido pesquisar o vínculo social porque ela é pura estrutura verbal. Há outras em que o social é tão presente – como “O cortiço” [de Aluísio Azevedo] – que é impossível analisar a obra sem a carga social. Depois de mais maduro minha conclusão foi muito óbvia: o crítico tem que proceder conforme a natureza de cada obra que ele analisa. Há obras que pedem um método psicológico, eu uso; outras pedem estudo do vocabulário, a classe social do autor; uso. Talvez eu seja aquilo que os marxistas xingam muito que é ser eclético. Talvez eu seja um pouco eclético, confesso. Isso me permite tratar de um número muito variado de obras.
Teria um tipo de abordagem estética que seria melhor?
Não privilegio. Já privilegiei. Primeiro o social, cheguei a privilegiar mesmo o político. Quando eu era um jovem crítico eu queria que meus artigos demonstrassem que era um socialista escrevendo com posição crítica frente à sociedade. Depois vi que havia poemas, por exemplo, em que não podia fazer isso. Então passei a outra fase em que passei a priorizar a autonomia da obra, os valores estéticos. Depois vi que depende da obra. Mas tenho muito interesse pelo estudo das obras que permitem uma abordagem ao mesmo tempo interna e externa. A minha fórmula é a seguinte: estou interessado em saber como o externo se transformou em interno, como aquilo que é carne de vaca vira croquete. O croquete não é vaca, mas sem a vaca o croquete não existe. Mas o croquete não tem nada a ver com a vaca, só a carne. Mas o externo se transformou em algo que é interno. Aí tenho que estudar o croquete, dizer de onde ele veio.
O que é mais importante ler na literatura brasileira?
Machado de Assis. Ele é um escritor completo.
É o que senhor mais gosta?
Não, mas acho que é o que mais se aproveita.
E de qual o senhor mais gosta?
Gosto muito do Eça de Queiroz, muitos estrangeiros. De brasileiros, gosto muito de Graciliano Ramos... Acho que já li “São Bernardo” umas 20 vezes, com mentira e tudo. Leio o Graciliano muito, sempre. Mas Machado de Assis é um autor extraordinário. Comecei a ler com 9 anos livros de adulto. E ninguém sabia quem era Machado de Assis, só o Brasil e, mesmo assim, nem todo mundo. Mas hoje ele está ficando um autor universal. Ele tinha a prova do grande escritor. Quando se escreve um livro, ele é traduzido, e uma crítica fala que a tradução estragou a obra, é porque não era uma grande obra. Machado de Assis, mesmo mal traduzido, continua grande. A prova de um bom escritor é que mesmo mal traduzido ele é grande. Se dizem: “a tradução matou a obra”, então a obra era boa, mas não era grande.
Como levar a grande literatura para quem não está habituado com a leitura?
É perfeitamente possível, sobretudo Machado de Assis. A Maria Vitória Benevides me contou de uma pesquisa que foi feita na Itália há uns 30 anos. Aqueles magnatas italianos, com uma visão já avançada do capitalismo, decidiram diminuir as horas de trabalho para que os trabalhadores pudessem ter cursos, se dedicar à cultura. Então perguntaram: cursos de que vocês querem? Pensaram que iam pedir cursos técnicos, e eles pediram curso de italiano para poder ler bem os clássicos. “A divina comédia” é um livro com 100 cantos, cada canto com dezenas de estrofes. Na Itália, não sou capaz de repetir direito, mas algo como 200 mil pessoas sabem a primeira parte inteira, 50 mil sabem a segunda, e de 3 a 4 mil pessoas sabem o livro inteiro de cor. Quer dizer, o povo tem direito à literatura e entende a literatura. O doutor Agostinho da Silva, um escritor português anarquista que ficou muito tempo no Brasil, explicava para os operários os diálogos de Platão, e eles adoravam. Tem que saber explicar, usar a linguagem normal.
O senhor acha que o brasileiro gosta de ler?
Não sei. O Brasil pra mim é um mistério. Tem editora para toda parte, tem livro para todo lado. Vi uma reportagem que dizia que a cidade de Buenos Aires tem mais livrarias que em todo o Brasil. Lê-se muito pouco no Brasil. Parece que o povo que lê mais é o finlandês, que lê 30 volumes por ano. Agora dizem que o livro vai acabar, né?
O senhor acha que vai?
Não sei. Eu não tenho nem computador... as pessoas me perguntam: qual é o seu... como chama?
E-mail?
Isso! Olha, eu parei no telefone e máquina de escrever. Não entendo dessas coisas... Estou afastado de todas as novidades há cerca de 30 anos. Não me interesso por literatura atual. Sou um velho caturra. Já doei quase toda minha biblioteca, 14 ou 15 mil volumes. O que tem aqui é livro para visita ver. Mas pretendo dar tudo. Não vendo livro, eu dou. Sempre fiz escola pública, inclusive universidade pública, então é o que posso dar para devolver um pouco. Tenho impressão que a literatura brasileira está fraca, mas isso todo velho acha. Meus antigos alunos que me visitam muito dizem que está fraca no Brasil, na Inglaterra, na França, na Rússia, nos Estados Unidos... que a literatura está por baixo hoje em dia. Mas eu não me interesso por novidades.
E o que o senhor lê hoje em dia?
Eu releio. História, um pouco de política... mesmo meus livros de socialismo eu dei tudo. Agora estou querendo reler alguns mestres socialistas, sobretudo Eduard Bernstein, aquele que os comunistas tinham ódio. Ele era marxista, mas dizia que o marxismo tem um defeito, achar que a gente pode chegar no paraíso terrestre. Então ele partiu da ideia do filósofo Immanuel Kant da finalidade sem fim. O socialismo é uma finalidade sem fim. Você tem que agir todos os dias como se fosse possível chegar no paraíso, mas você não chegará. Mas se não fizer essa luta, você cai no inferno.
O senhor é socialista?
Ah, claro, inteiramente. Aliás, eu acho que o socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo. E não é paradoxo. O que é o socialismo? É o irmão-gêmeo do capitalismo, nasceram juntos, na revolução industrial. É indescritível o que era a indústria no começo. Os operários ingleses dormiam debaixo da máquina e eram acordados de madrugada com o chicote do contramestre. Isso era a indústria. Aí começou a aparecer o socialismo. Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem que caminhar para a igualdade e ele é o criador de riquezas e não pode ser explorado. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo... tudo isso. Esse pessoal começou a lutar, para o operário não ser mais chicoteado, depois para não trabalhar mais que doze horas, depois para não trabalhar mais que dez, oito; para a mulher grávida não ter que trabalhar, para os trabalhadores terem férias, para ter escola para as crianças. Coisas que hoje são banais. Conversando com um antigo aluno meu, que é um rapaz rico, industrial, ele disse: “o senhor não pode negar que o capitalismo tem uma face humana”. O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva, como Marx definiu. É preciso ter sempre miseráveis para tirar o excesso que o capital precisar. E a mais-valia não tem limite. Marx diz na “Ideologia Alemã”: as necessidades humanas são cumulativas e irreversíveis. Quando você anda descalço, você anda descalço. Quando você descobre a sandália, não quer mais andar descalço. Quando descobre o sapato, não quer mais a sandália. Quando descobre a meia, quer sapato com meia e por aí não tem mais fim. E o capitalismo está baseado nisso. O que se pensa que é face humana do capitalismo é o que o socialismo arrancou dele com suor, lágrimas e sangue. Hoje é normal o operário trabalhar oito horas, ter férias... tudo é conquista do socialismo. O socialismo só não deu certo na Rússia.
Por quê?
Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder. O socialismo hoje está infiltrado em todo lugar.
O socialismo como luta dos trabalhadores?
O socialismo como caminho para a igualdade. Não é a luta, é por causa da luta. O grau de igualdade de hoje foi obtido pelas lutas do socialismo. Portanto ele é uma doutrina triunfante. Os países que passaram pela etapa das revoluções burguesas têm o nível de vida do trabalhador que o socialismo lutou para ter, o que quer. Não vou dizer que países como França e Alemanha são socialistas, mas têm um nível de vida melhor para o trabalhador.
Para o senhor é possível o socialismo existir triunfando sobre o capitalismo?
Estou pensando mais na técnica de esponja. Se daqui a 50 anos no Brasil não houver diferença maior que dez do maior ao menor salário, se todos tiverem escola... não importa que seja com a monarquia, pode ser o regime com o nome que for, não precisa ser o socialismo! Digo que o socialismo é uma doutrina triunfante porque suas reivindicações estão sendo cada vez mais adotadas. Não tenho cabeça teórica, não sei como resolver essa questão: o socialismo foi extraordinário para pensar a distribuição econômica, mas não foi tão eficiente para efetivamente fazer a produção. O capitalismo foi mais eficiente, porque tem o lucro. Quando se suprime o lucro, a coisa fica mais complicada. É preciso conciliar a ambição econômica – que o homem civilizado tem, assim como tem ambição de sexo, de alimentação, tem ambição de possuir bens materiais – com a igualdade. Quem pode resolver melhor essa equação é o socialismo, disso não tenho a menor dúvida. Acho que o mundo marcha para o socialismo. Não o socialismo acadêmico típico, a gente não sabe o que vai ser... o que é o socialismo? É o máximo de igualdade econômica. Por exemplo, sou um professor aposentado da Universidade de São Paulo e ganho muito bem, ganho provavelmente 50, 100 vezes mais que um trabalhador rural. Isso não pode. No dia em que, no Brasil, o trabalhador de enxada ganhar apenas 10 ou 15 vezes menos que o banqueiro, está bom, é o socialismo.
O que o socialismo conseguiu no mundo de avanços?
O socialismo é o cavalo de Troia dentro do capitalismo. Se você tira os rótulos e vê as realidades, vê como o socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais próximo do socialismo. Cuba é uma coisa formidável, o mais próximo da justiça social. Não a Rússia, a China, o Camboja. No comunismo tem muito fanatismo, enquanto o socialismo democrático é moderado, é humano. E não há verdade final fora da moderação, isso Aristóteles já dizia, a verdade está no meio. Quando eu era militante do PT – deixei de ser militante em 2002, quando o Lula foi eleito – era da ala do Lula, da Articulação, mas só votava nos candidatos da extrema esquerda, para cutucar o centro. É preciso ter esquerda e direita para formar a média. Estou convencido disso: o socialismo é a grande visão do homem, que não foi ainda superada, de tratar o homem realmente como ser humano. Podem dizer: a religião faz isso. Mas faz isso para o que são adeptos dela, o socialismo faz isso para todos. O socialismo funciona como esponja: hoje o capitalismo está embebido de socialismo. No tempo que meu irmão Roberto – que era católico de esquerda – começou a trabalhar, eu era moço, ele era tido como comunista, por dizer que no Brasil tinha miséria. Dizer isso era ser comunista, não estou falando em metáforas. Hoje, a Federação das Indústrias, Paulo Maluf, eles dizem que a miséria é intolerável. O socialismo está andando... não com o nome, mas aquilo que o socialismo quer, a igualdade, está andando. Não aquela igualdade que alguns socialistas e os anarquistas pregavam, igualdade absoluta é impossível. Os homens são muito diferentes, há uma certa justiça em remunerar mais aquele que serve mais à comunidade. Mas a desigualdade tem que ser mínima, não máxima. Sou muito otimista. (pausa). O Brasil é um país pobre, mas há uma certa tendência igualitária no brasileiro – apesar da escravidão - e isso é bom. Tive uma sorte muito grande, fui criado numa cidade pequena, em Minas Gerais, não tinha nem 5 mil habitantes quando eu morava lá. Numa cidade assim, todo mundo é parente. Meu bisavô era proprietário de terras, mas a terra foi sendo dividida entre os filhos... então na minha cidade o barbeiro era meu parente, o chofer de praça era meu parente, até uma prostituta, que foi uma moça deflorada expulsa de casa, era minha prima. Então me acostumei a ser igual a todo mundo. Fui criado com os antigos escravos do meu avô. Quando eu tinha 10 anos de idade, toda pessoa com mais de 40 anos tinha sido escrava. Conheci inclusive uma escrava, tia Vitória, que liderou uma rebelião contra o senhor. Não tenho senso de desigualdade social. Digo sempre, tenho temperamento conservador. Tenho temperamento conservador, atitudes liberais e ideias socialistas. Minha grande sorte foi não ter nascido em família nem importante nem rica, senão ia ser um reacionário. (risos).
A Teresina, que inspirou um livro com seu nome, o senhor conheceu depois?
Conheci em Poços de Caldas... essa era uma mulher extraordinária, uma anarquista, maior amiga da minha mãe. Tenho um livrinho sobre ela. Uma mulher formidável. Mas eu me politizei muito tarde, com 23, 24 anos de idade com o Paulo Emílio. Ele dizia: “é melhor ser fascista do que não ter ideologia”. Ele que me levou para a militância. Ele dizia com razão: cada geração tem o seu dever. O nosso dever era político.
E o dever da atual geração?
Ter saudade. Vocês pegaram um rabo de foguete danado.
No seu livro “Os parceiros do Rio Bonito” o senhor diz que é importante defender a reforma agrária não apenas por motivos econômicos, mas culturalmente. O que o senhor acha disso hoje?
Isso é uma coisa muito bonita do MST. No movimento das Ligas Camponesas não havia essa preocupação cultural, era mais econômica. Acho bonito isso que o MST faz: formar em curso superior quem trabalha na enxada. Essa preocupação cultural do MST já é um avanço extraordinário no caminho do socialismo. É preciso cultura. Não é só o livro, é conhecimento, informação, notícia... Minha tese de doutorado em ciências sociais foi sobre o camponês pobre de São Paulo – aquele que precisa arrendar terra, o parceiro. Em 1948, estava fazendo minha pesquisa num bairro rural de Bofete e tinha um informante muito bom, Nhô Samuel Antônio de Camargos. Ele dizia que tinha mais de 90 anos, mas não sabia quantos. Um dia ele me perguntou: “ô seu Antonio, o imperador vai indo bem? Não é mais aquele de barba branca, né?”. Eu disse pra ele: “não, agora é outro chamado Eurico Gaspar Dutra”. Quer dizer, ele está fora da cultura, para ele o imperador existe. Ele não sabe ler, não sabe escrever, não lê jornal. A humanização moderna depende da comunicação em grande parte. No dia em que o trabalhador tem o rádio em casa ele é outra pessoa. O problema é que os meios modernos de comunicação são muito venenosos. A televisão é uma praga. Eu adoro, hein? Moro sozinho, sozinho, sou viúvo e assisto televisão. Mas é uma praga. A coisa mais pérfida do capitalismo – por causa da necessidade cumulativa irreversível – é a sociedade de consumo.
Marx não conheceu, não sei como ele veria. A televisão faz um inculcamento sublimar de dez em dez minutos, na cabeça de todos – na sua, na minha, do Sílvio Santos, do dono do Bradesco, do pobre diabo que não tem o que comer – imagens de whisky, automóvel, casa, roupa, viagem à Europa – cria necessidades. E claro que não dá condições para concretizá-las. A sociedade de consumo está criando necessidades artificiais e está levando os que não têm ao desespero, à droga, miséria... Esse desejo da coisa nova é uma coisa poderosa. O capitalismo descobriu isso graças ao Henry Ford. O Ford tirou o automóvel da granfinagem e fez carro popular, vendia a 500 dólares. Estados Unidos inteiro começou a comprar automóvel, e o Ford foi ficando milionário. De repente o carro não vendia mais. Ele ficou desesperado, chamou os economistas, que estudaram e disseram: “mas é claro que não vende, o carro não acaba”. O produto industrial não pode ser eterno. O produto artesanal é feito para durar, mas o industrial não, ele tem que ser feito para acabar, essa é coisa mais diabólica do capitalismo. E o Ford entendeu isso, passou a mudar o modelo do carro a cada ano. Em um regime que fosse mais socialista seria preciso encontrar uma maneira de não falir as empresas, mas tornar os produtos duráveis, acabar com essa loucura da renovação. Hoje um automóvel é feito para acabar, a moda é feita para mudar. Essa ideia tem como miragem o lucro infinito. Enquanto a verdadeira miragem não é a do lucro infinito, é do bem-estar infinito.
Quem é
Antonio Candido de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro em 24 de julho de 1918, concluiu seus estudos secundários em Poços de Caldas (MG) e ingressou na recém-fundada Universidade de São Paulo em 1937, no curso de Ciências Sociais. Com os amigos Paulo Emílio Salles Gomes, Décio de Almeida Prado e outros fundou a revista Clima. Com Gilda de Mello e Souza, colega de revista e do intenso ambiente de debates sobre a cultura, foi casado por 60 anos. Defendeu sua tese de doutorado, publicada depois como o livro “Os Parceiros do Rio Bonito”, em 1954. De 1958 a 1960 foi professor de literatura na Faculdade de Filosofia de Assis. Em 1961, passou a dar aulas de teoria literária e literatura comparada na USP, onde foi professor e orientou trabalhos até se aposentar, em 1992. Na década de 1940, militou no Partido Socialista Brasileiro, fazendo oposição à ditadura Vargas. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. Colaborou nos jornais Folha da Manhã e Diário de São Paulo, resenhando obras literárias. É autor de inúmeros livros, atualmente reeditados pela editora Ouro sobre Azul, coordenada por sua filha, Ana Luisa Escorel.
Joana Tavares
Publicado originalmente na edição 435 do 
Brasil de Fato.vi no Com tex
stolivre

Pesquisa: Meio bilhão de TVs terão conexão à Internet em 2015

Até lá, as chamadas Smart TVs vão representar 47% da produção de TVs de tela plana; mudança deverá impulsionar serviços online como o Netflix.

De acordo com um relatório da DisplaySearch, mais de 25% das TVs de tela plana entregues pela indústria este ano terão algum tipo de conexão com a Internet. O relatório também prevê que, em 2015, este número crescerá para 138 milhões, o que representará 47% do mercado total de TVs de tela plana e um saldo de 500 milhões de unidades vendidas.
O relatório destaca que os maiores consumidores de TVs conectadas serão América do Norte, Europa Ocidental e China, mas também aponta espaço para crescimento em todas as regiões, com exceção do Japão.
                   


Um grande salto na demanda deverá ocorrer após 2015, quando o governo da Índia desligar a transmissão análoga e adotar apenas a digital - algo que tem ocorrido em muitas outras regiões, incluindo boa parte da Europa.
"As tecnologias Wi-Fi são a base das Smart TVs", afirmou Paul Gray, diretor de pesquisa em eletrônica de TV da DisplaySearch. "Esperamos que em 2015 35% das TVs de 46 polegadas ou maiores na América do Norte sejam Smart TVs.".....

Audiência da Globo despenca 24%; Record cresce 44%

Apesar da boa fase no horário nobre, a TV Globo encerrou o primeiro semestre do ano perdendo público no país. Segundo PNT (Painel Nacional de Televisão) do Ibope, a Globo marcou, de janeiro a junho de 2006, média/ dia de 23,3 pontos.
Vermelho / Agências

No primeiro semestre deste ano, a emissora registrou 17,6 pontos — a queda foi de 24%. Cada ponto equivale a 185 mil domicílios no Brasil.

O SBT — que marcou no primeiro semestre de 2006 média de 7,4 pontos — caiu para 5,6 pontos em 2011. Também perdeu 24% de seu público. A Record passou de 5 pontos (2006) para 7,2 (2011). Cresceu 44%. Band e Rede TV! seguem com a mesma média.

Um dos impasses da audiência da Globo é o futebol. No sábado, Brasil x Paraguai marcou média de 20 pontos. No dia 3, Brasil x Venezuela teve 32 pontos. No domingo, Corinthians x Atlético-GO registrou um dos piores ibopes do Brasileirão na Globo: 15 pontos.

Na Band, a crise é com o jornalismo, que não consegue estancar a perda de público. Não são raros os dias em que o Primeiro Jornal dá traço de audiência. Já o Brasil Urgente, que marcava média na casa dos 7 pontos com Datena, caiu para 3 pontos nos últimos 15 dias. O Jornal da Band passou de 5 para 4 pontos.”
Brasil, BRasil

A beleza do capitalismo

Como o homem machão "funciona" na cama



"O processo de socialização que transforma os meninos em homens 'machos' impede a espontaneidade na relação com as mulheres"


Brenda, professora de 32 anos, se separou do marido após oito anos de relação. Agora, solteira, ela estava decidida a viver um sexo intenso, de muita entrega, o que não ocorria no seu casamento. Conheceu Luiz e, numa das primeiras saídas, foram para um motel. Voltou desanimada. “Logo depois que ele gozou, esqueceu que eu existia. Em vez de se ligar em mim, ficou um tempão contemplando a camisinha com seu sêmen. Olhava orgulhoso e ficava falando sozinho, elogiando a quantidade de sêmen. Me senti péssima. Se pudesse teria largado ele lá e ido embora.”....

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A involução do Brasil


tudo em cima

Super Câmera Lenta


Skipping Slow Motion from photography-factory.co.uk on Vimeo.

vi no esquerdopata

A Promiscuidade Tira a Vontade

O que é a experiência? Nada. É o número dos donos que se teve. Cada amante é uma coronhada. São mais mil no conta-quilómetros. A experiência é uma coisa que amarga e atrapalha. Não é um motivo de orgulho. É uma coisa que se desculpa. A experiência é um erro repetido e re-repetido até à exaustão. Se é difícil amar um enganador, mais difícil ainda é amar um enganado. 

Desengane-se de vez a rapaziada. Nenhuma mulher gosta de um homem «experiente». O número de amantes anteriores é uma coisa que faz um bocadinho de nojo e um bocadinho de ciúme. O pudor que se exige às mulheres não é um conceito ultrapassado — é uma excelente ideia. Só que também se devia aplicar aos homens. O pudor valoriza. 0 sexo é uma coisa trivial. É por isso que temos de torná-lo especial. Ir para a cama com toda a gente é pouco higiénico e dispersa as energias. Os seres castos, que se reprimem e se guardam, tornam-se tigres quando se libertam. E só se libertam quando vale a pena. A castidade é que é «sexy». Nos homens como nas mulheres. A promiscuidade tira a vontade.

Uma mulher gosta de conquistar não o homem que já todas conquistaram, saquearam e pilharam, mas aquele que ainda nenhuma conseguiu tocar. O que é erótico é a resistência, a dificuldade e a raridade. Não é a «liberdade», a facilidade e a vulgaridade. Isto parece óbvio, mas é o contrário do que se faz e do que se diz. Porque será escandaloso dizer, numa época hippificada em que a virgindade é vergonhosa e o amor é bom por ser «livre», que as mulheres querem dos homens aquilo que os homens querem das mulheres? Ser conquistador é ser conquistado. Ninguém gosta de um ser conquistado. O que é preciso conquistar é a castidade. 


Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'
poiétiko

Estudo: homens que lavam a louça têm melhor vida sexual




Agora é científico: os homens que dividem as tarefas domésticas com a companheira contribuem para a harmonia entre o casal e podem ter uma vida sexual mais satisfatória, revela um estudo americano.
“Em geral, quanto mais tarefas domésticas os homens fizerem, mais felizes estarão as mulheres”, explicou à AFP Scott Coltrane, sociólogo da Universidade de Riverside, na Califórnia (EUA). Citado pelo espanhol El Periodista Digital, Coltrane acrescentou que os terapeutas já reconhecem uma correlação direta entre o trabalho que os homens fazem em casa e a frequência das relações sexuais, apesar de os sociólogos, por norma, ainda não levarem em conta este dado.
Joshua Coleman, psicólogo do Council of Contemporary Families (Conselho das Famílas Contemporâneas), comentou o estudo no site da organização americana e sublinhou que… “As mulheres dizem sentir mais atração sexual e afeto pelos maridos se estes participarem nas tarefas do lar”.
No sentido oposto, advertiu que passar tempo demais com os filhos pode prejudicar a intimidade do casal e diminuir consideravelmente o número dos momentos românticos.

O novo Passos de Dilma

A escolha do novo ministro dos transportes é um retrato acabado de como a imprensa é preguiçosa no exercício do bom jornalismo. O governo já tem seis meses e os colegas preferem ficar de plantão em frente aos prédios públicos, nas salas de imprensa, ou nos salões do parlamento esperando declarações quando, na verdade, a notícia está em outros lugares.
Nenhum dos repórteres ou analistas de política foi capaz de identificar ou sequer considerar a possibilidade de Passos assumir a pasta. É triste, sinal de que não sabemos fazer uma boa cobertura de política. O mundo mudou, mas não em Brasília. Os vícios de origem permanecem os mesmos.
O que um repórter realmente comprometido deveria fazer? Descobrir, durante a transição do governo, quem eram os novos interlocutores, quem de fato passou a ter influência, quem centralizou as informações relevantes. Só assim seria possível ter matéria-prima para escrever. Mas há outro problema: parte dos colegas prefere fazer jornalismo-denúncia e se afasta de quem de fato tem poder.
A maioria, no entanto, prefere mesmo o "gabinetão", como chamamos nas redações. Um amontoado de declarações que, ou estão na superfície, ou estão deslocadas do sentido real. Quer dizer, os atores ali estão apenas encenando para os jornalistas. Todos sabem que aquela não é a realidade. Mas são grandes as pressões dos editores para que todos tenham nos telejornais noturnos e jornais impressos do dia seguinte as mesmas declarações.
O resultado é: mais uma vez a presidente da República surpreende a todos.
By: DoLaDoDeLá, via Com textlivre

A crítica de Marx à alienação política



Para Marx, a preservação dos direitos do homem, presentes na sociedade civil, seria a razão de ser do Estado. Numa formulação que continuará a ser central no restante da sua obra, considera que ao invés de pôr fim às contradições da sociedade civil, como acreditara Hegel, o Estado existiria como instrumento para a manutenção dessas contradições, ou seja, a política não resolveria os problemas da sociedade civil, mas como que os refletiria. Nesse sentido, haveria uma espécie de alienação política, em que se acredita que as particularidades constitutivas da sociedade civil seriam superadas na universalidade do Estado. O artigo é de Bernardo Ricupero.

Quando escreveu Sobre a questão judaica Marx não tinha ainda vinte e seis anos. Pouco antes, iniciando o “ajuste de contas com sua consciência filosófica”, empreendera uma cerrada crítica à Filosofia do direito, de Hegel. Pouco depois, em Introdução à crítica da filosofia do direito de Hegel, encontra a “classe com cadeias radicais”, o proletariado, o que marca sua adesão ao socialismo......

Aviso Importante (para quem mora em casa).






ATENÇÃO! AVISO IMPORTANTE!
PRINCIPALMENTE PARA OS QUE MORAM EM CASA:

SE ALGUM DIA ENCONTRAR PINTADO EM SEU MURO OU PORTÃO QUALQUER UM DOS SÍMBOLOS ABAIXO, RETIRE-O IMEDIATAMENTE, POIS SÃO UTILIZADOS POR GRUPOS DE ASSALTANTES QUE, ASSIM, SE COMUNICAM...

[b]^ = Facil de assaltar pela manhã

-> = Facil de assaltar pela tarde

V = Facil de assaltar pela noite

? = Estão fora, mas há dificuldade

7 = Casa vazia em julho (o n° representa o mes)

?+ = idoso sozinho todo dia

ESTA INFORMAÇÃO FOI FORNECIDA PELA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA.

DIVULGUEM PARA TODOS OS SEUS CONHECIDOS. 


Fonte: Blog Bicho Maluka Beleza!!!

O grande poder da cerveja!






Todos nós sabemos que cerveja é uma coisa divina, todos também sabemos que depois de algumas cervejas as coisas ficam mais agradáveis, mais alegres. Mas existe um poder sub-humano por trás desta bebida que até mesmo os deuses desconfiam.

Veja o que a cerveja pode é capaz de fazer.
vi no intesificando

Ateus e agnósticos podem desacreditar ou duvidar de Deus?

Admiro a iniciativa da ATEA e como eles compartilho a ideia de que CARÁTER esta desvinculado de religião. Não precisamos de um Deus pra nos dizer o que é moral, o que é certo. É necessário respeitar a opinião, cultura e religião de cada um.

- por Mariana Ushli Poloni, no seu blog Le Pitanga


Eis uma grande questão a ser levantada. Muito mais do que uma questão de cor, de classe social, raça, a religião (ou falta dela) mexe com nossa fé. Você não pode impor fé ou crença à alguém. Ninguém pode obrigar outra pessoa a Acreditar, pode-se obrigá-la a dizer que acredita, agir como se acreditasse, mas o seu fundo espiritual nesse aspecto continuaria vazio.

Agnósticos e ateus têm o direito de acreditar, desacreditar ou duvidar da existência de Deus?......

Democratização ou interesses privados?




O senador Alvaro Dias, relator de projeto que pode beneficiar
colocar em risco qualidade das universidades privadas.
Foto: Agência Brasil
Oficialmente, a livre docência no ensino superior do Brasil só pode ser exercida por mestres e doutores, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) vigente. No entanto, um projeto de lei do Senado, que tem Alvaro Dias (PSDB-PR) como relator, pretende dispensar a necessidade de pós-graduação em instituições superiores....

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tributo ao pênis


Certa vez, um escritor  já falecido contou-me que jamais abriria mão do prazer sexual. Não posso revelar aqui o nome do sujeito. Vai que a família desgosta e pronto: leva-me às varas da justiça. Hoje em dia, todo vacilo é motivo para se arrancar trocados de um cidadão descuidado. Até dizer a verdade tornou-se um perigo.
O vate teve a língua amputada cirurgicamente por conta de um câncer na boca, e já não conseguia a ereção ideal para penetrar uma fêmea, devido ao tabagismo inveterado e a cirrose que lhe arruinava o fígado. Próximo da ceifada da Senhora Morte, ele se conformava com o fato de ainda possuir vinte dedos (dez nas mãos, mais dez nos pés), com os quais poderia facilmente “se virar”, mantendo a sexualidade em dias. “Se for preciso fazer sexo anal pra sentir prazer, não tô nem aí”, ele brincava entre goles de uísque que lhe aumentavam o bom humor, o edema nas pernas e a barriga d’água.
Recentemente, li um divertido texto-desabafo da escritora Carolina Mendes, publicado na Revista Bula, intitulado “Eu, eu mesma e minha vagina”. Fiquei tão excitado com o texto (excitado, assim, no sentido “agitado, alvoroçado, impelido”) que decidi, embora sem procuração da classe, escrever uma réplica em defesa dos homens, pobres diabos que, regra geral, morrem primeiro que as mulheres. Coincidência, meninas?! Até que nos é bem feito. Concordo com vocês.....

Cuidado com a Bolha!

Se você é medianamente informado sobre economia e negócios, já sabe que, durante a semana passada, ressurgiu um fantasma que vem assombrando os analistas econômicos há algum tempo, a bolha de consumo que estaria se formando no Brasil e que já teria atingido proporção preocupante.
O ritmo renitente de expansão da economia nacional, que começou a crescer com ímpeto impressionante após a crise financeira mundial de 2008, estaria para gerar estouros de bolhas que levariam a uma considerável desaceleração.....

Serra acabou, a intolerância persiste

Um dos recursos de legitimação mais utilizados pela velha mídia é o da criação de Vampiros: o político que encarna o mal, tem sete vidas, sempre volta para assombrar, deixando a opinião pública assustada e confiante de que apenas a mídia será capaz de defendê-la.
Após a redemocratização, foram candidatos a Vampiro da vez sucessivamente Paulo Maluf, Orestes Quércia, ACM não, Fernando Collor, Renan Calheiros, José Sarney e, mais recentemente, Lula - apesar de sua enorme aceitação popular.....