sábado, 6 de novembro de 2010

Lula envia recados políticos em rede nacional de rádio e TV


O pronunciamento do presidente Lula em rede nacional de rádio e TV na noite de sexta-feira 5 de novembro foi o mais politizado de seus dois mandatos. Foram enviados recados claros à oposição e aos que enveredaram pelo racismo contra nordestinos.
Acompanhe, abaixo, a íntegra do pronunciamento do presidente da República.
*
Pronunciamento do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em cadeia de rádio e televisão, sobre as eleições 2010
Brasília-DF, 05 de novembro de 2010
Minhas amigas e meus amigos,
No último domingo, o povo brasileiro, mais uma vez, deu uma extraordinária demonstração do vigor da nossa democracia. Mais de 106 milhões de eleitores foram às urnas. E, num ambiente de tranquilidade e entendimento, mas também de paixão e entusiasmo, promoveram uma grandiosa festa democrática em todo o Brasil.
Estamos todos de parabéns. Como Presidente da República, quero dividir com vocês o meu sentimento: estou muito orgulhoso do nosso povo e do nosso país.
Quero dar também os parabéns também à Justiça Eleitoral, que dirigiu com equilíbrio e competência a disputa. Horas depois de encerrar o pleito, graças ao sistema eletrônico de votação e apuração, já conhecíamos os resultados.
Minhas amigas e meus amigos,
A festa democrática de domingo foi o coroamento de um processo eleitoral que mobilizou o país durante meses, no qual foram escolhidos não só a nova Presidente, como também governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.
Esse processo foi realizado sob o signo da liberdade. O povo pôde escolher seus dirigentes e representantes livremente. Também livremente, partidos e candidatos puderam expressar suas opiniões, defender suas ideias e criticar as propostas dos seus adversários.
Foi assim, em meio a um amplo debate nas ruas, no trabalho, nas escolas, no rádio, na televisão e na internet, que cada cidadão e cada cidadã, sem qualquer tipo de coação, pôde avaliar candidatos e projetos, firmar convicções e amadurecer o seu voto.
Nas urnas, falou o povo. Falou com voz clara. Falou com convicção. Agora cabe a todos respeitar sua vontade. Os escolhidos para governar devem ter a liberdade para organizar suas equipes e colocar em prática suas propostas, de modo a honrar os compromissos assumidos com a sociedade. Já aqueles a quem o povo colocou na oposição devem ter a liberdade de criticar e apontar os erros dos governantes, para que possam em eleições futuras se constituir como alternativa.
Passadas as eleições, quando é compreensível que o calor da disputa gere confrontos mais duros, é importante que governo e oposição, sem abrir mão de suas opiniões, respeitem-se mutuamente e divirjam de forma madura e civilizada.
Como todos sabemos, o Brasil vive hoje um momento mágico, de crescimento econômico, inclusão social, forte geração de emprego, distribuição de renda e redução das desigualdades regionais. Estou convencido de que, nos próximos anos, o Brasil poderá consolidar-se como uma terra de oportunidades e de prosperidade, transformando-se numa nação desenvolvida. Avançaremos mais rápido nessa direção, se soubermos qualificar o debate político.
Minhas amigas e meus amigos,
Quero dar os parabéns à companheira Dilma Roussef. Para mim, primeiro trabalhador eleito Presidente da República, será motivo de grande satisfação transmitir a faixa presidencial, no próximo dia 1º de janeiro, à primeira mulher eleita Presidente da República. Tenho perfeita consciência do imenso simbolismo desse ato.
Ele proclamará ao mundo inteiro – e a nós mesmos – que somos um país com instituições consolidadas, capazes de absorver mudanças e progressos. E que somos também um país que aprendeu a duras penas que não há preconceito, por mais forte que seja, que não possa ser vencido e superado pela tenacidade do povo.
Simbolicamente, estaremos proclamando ainda que ninguém é melhor do que ninguém. Não importam as diferenças de origem social, de sexo, de sotaque ou de fortuna. Somos todos brasileiros. E todos devem ter oportunidades iguais, o direito a sonhar com dias melhores e o apoio para melhorar sua vida e a de sua família.
Boa noite!

O 'VERDE' PASSADO A LIMPO: RACISMO, APARTHEID E PREDADORES

A campanha presidencial de 2010 colocou o ambientalismo progressista brasileiro --esqueçam o gabeirismo-- diante de uma encruzilhada. Vieram do eleitorado verde no 1º turno quase 95% dos votos adicionais obtidos por Serra no 2º turno. Segundo o Ibope, metade do eleitorado de Marina Silva (PV) mudou seu voto para Serra; um terço migrou para Dilma Rousseff (PT) e 15% anulou na volta às urnas, em 31 de outubro. Até aí, tudo bem. A geografia do voto dado a Serra, porém, elucida a desconcertante aliança subterrânea implementada no interior desse condomínio verde-tucano. Nele se misturam racismo, apartheid e predadores sociais e ambientais. É esse o 'blend' ao qual Marina Silva emprestou sua credibilidade, vestindo de verde o anti-verde e de tolerância o intolerável. Que caminhos seguirão agora a ex-ministra e seus eleitores progressistas?
Carta maior

a vitória de Dilma e as novas vozes do país

Tatiane Mendes, Fazendo Media

“Bartolomeu Campos Queiroz,escritor mineiro,proferira que a educação se processa no exercício do reconhecimento do outro enquanto universo infinito, ser desconhecido com o qual nos confrontamos no exercício diário da convivência. De fato,educar é comunicar,estabelecer uma ponte,uma possibilidade de diálogo com outro emaranhado de simbolismos e representações de mundo… Crianças e adultos, jovens e idosos, cabe a todos dar o primeiro passo na aventura de abrir as portas ao novo, deixando de lado velhos preconceitos e crenças que não levam mais a lugar algum.

Estamos na era da informação e é preciso que entendamos que, mais importante do que o incontrolável fluxo de dados com os quais somos confrontados todos os dias, é fomentar o constante dialogar com nossos semelhantes, iguais que somos frente a essa patente revolução. De todas as partes surgem novas vozes, livres dos moldes tradicionais, reforçando o barulho intenso na seara social, não pela força do discurso único mas pela diversidade de seus tons e ritmos, onde cada um encontra seu espaço e sua forma de fazer-se ouvir.”
Artigo Completo, ::Aqui::

Dois pesos e duas bebidas

E agora, podemos chamar Serra de "cachaceiro" ?
Ou isso só vale para o presidente Lula ?

metal cadente

Para tucano Aécio, Liberdade só é nome de palácio

Estreou na Current TV nos EUA e no dia 27 de maio no Reino Unido o filme 'Censurados no Brasil'. O filme trata das relações entre governos e a mídia; e as pressões sofridas pelos profissionais de imprensa.

O filme explora as relações entre o Governo de Minas Gerais e a mídia no país, e como estado mineiro usa seu poderio econômico para suprimir críticas e construir a imagem do Governador Aécio Neves, através de investimentos publicitários.É um filme ágil de 8 minutos, com entrevistas e exemplos.
Contudo, a verdade é a falta de liberdade da imprensa no Brasil não é exclusivo em Minas Gerais, mas algo que acontece em todo o Brasil e no mundo.
Assista:
Comentário do Contramaré: É ruim Para o País,  para a Nação o prejuizo é incalculável, ver grandes cidades e até mesmo os maiores estados dominados, presos, amordaçados . O povo geme mas, não percebe que é enganado por pessoas que estão acima de qualquer suspeita,  porque a imprença que tem o dever de informar os leitores e ouvintes é cumplice ou é obrigada a calar-se e emudecer. E isto sem falar no prejuízo, veja o caso de São Paulo uma cidade comprimida adivinha porque?

Serra critica Lula na França e ouve: "Por que não te calas?"

Homem na plateia de congresso reagiu
Derrotado nas urnas, o ex-candidato tucano à presidência, José Serra, participou nesta sexta-feira do encerramento do XI Fórum de Biarritz, no sul da França - dedicado a analisar as relações entre América Latina e União Europeia (UE) - a acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desindustrializar o país e fazer "populismo" de direita em matéria econômica. Da plateia, um homem reagiu e gritou: "Por que não te calas?"
Durante sua palestra, Serra argumentou que não pôde discutir como gostaria durante a campanha eleitoral e declarou que o Brasil é um país fechado ao exterior. "Há um processo claro de desindustrialização", afirmou, criticando "a fraqueza" dos investimentos do governo e a elevada carga tributária.
"É um governo populista de direita em matéria econômica", afirmou, complementando que a a democracia não é só ganhar eleições, "é governar democraticamente".
O tucano também criticou o modelo de orçamento participativo, no qual o contribuinte pode decidir sobre a distribuição de parte dos impostos, adotado pelo Brasil e por outros países latino-americanos.
O ex-candidato também acusou o governo de se unir a ditaduras, como a do Irã. Neste momento, foi interrompido por um membro da Fundação Zapata, do México, que estava na plateia, e gritou: "Por que não te calas?", provocando um momento de agitação.
Matéria indicada pelo leitor e amigo deste blog Natale.
By: Jornal do Brasil, via com textolivre

Fruto proibido

Juiz manda soltar homens acusados de roubar melancia

Duas melancias.
Dois homens que roubaram as frutas.
Um promotor, uma prisão.
E vários motivos encontrados pelo juiz Rafael Gonçalves de Paula da 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas, no Tocantins, para mandar soltar os indiciados.
“Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém; poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário”, argumenta o juiz.
Outras razões também são usadas pelo juiz, que ao final da sentença decide pela liberdade dos acusados “em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir”. (com informações do Espaço Vital)
Leia decisão na íntegra
Decisão proferida pelo juiz Rafael Gonçalves de Paula nos autos nº 124/03 - 3ª Vara Criminal da Comarca de Palmas/TO:
DECISÃO
Trata-se de auto de prisão em flagrante de Saul Rodrigues Rocha e Hagamenon Rodrigues Rocha, que foram detidos em virtude do suposto furto de duas (2) melancias. Instado a se manifestar, o Sr. Promotor de Justiça opinou pela manutenção dos indiciados na prisão.
Para conceder a liberdade aos indiciados, eu poderia invocar inúmeros fundamentos: os ensinamentos de Jesus Cristo, Buda e Ghandi, o Direito Natural, o princípio da insignificância ou bagatela, o princípio da intervenção mínima, os princípios do chamado Direito alternativo, o furto famélico, a injustiça da prisão de um lavrador e de um auxiliar de serviços gerais em contraposição à liberdade dos engravatados que sonegam milhões dos cofres públicos, o risco de se colocar os indiciados na Universidade do Crime (o sistema penitenciário nacional).
Poderia sustentar que duas melancias não enriquecem nem empobrecem ninguém.
Poderia aproveitar para fazer um discurso contra a situação econômica brasileira, que mantém 95% da população sobrevivendo com o mínimo necessário.
Poderia brandir minha ira contra os neo-liberais, o consenso de Washington, a cartilha demagógica da esquerda, a utopia do socialismo, a colonização européia.
Poderia dizer que George Bush joga bilhões de dólares em bombas na cabeça dos iraquianos, enquanto bilhões de seres humanos passam fome pela Terra - e aí, cadê a Justiça nesse mundo?
Poderia mesmo admitir minha mediocridade por não saber argumentar diante de tamanha obviedade.
Tantas são as possibilidades que ousarei agir em total desprezo às normas técnicas: não vou apontar nenhum desses fundamentos como razão de decidir.
Simplesmente mandarei soltar os indiciados.
Quem quiser que escolha o motivo.
Expeçam-se os alvarás. Intimem-se
Palmas - TO, 05 de setembro de 2003.
Rafael Gonçalves de Paula
Juiz de Direito
By: Jader Resende, via com textolivre

O novo Fusca

O "Besouro brasileiro" vai voltar!
Vamos matar a saudade! Só que agora de maneira mais arrojada, elegante e tecnológica.
A Volkswagen vai lançar sua nova linha do FUSCA, que já foi o mais cobiçado e amado carro Brasileiro; uma verdadeira paixão nacional.
Nos anos 60 e 70; Calça Lee, Rádio de Pilha e Fusca, todo mundo tinha!
Previsão de lançamento no 1º semestre de 2011.


By: Anselmo Bittecourt

Serra do Adeus ou Réquiem para Zé Bolinha

A eleição de Dilma Rousseff, mesmo tendo fortalecido o projeto da esquerda brasileira, não foi suficiente para prostrar o PSDB definitivamente e tampouco foi ampla a ponto de fazer recuar as forças conservadoras da sociedade. Serra, no entanto, está acabado.

Maurício Thuswohl, Carta Maior

Com o resultado das eleições presidenciais, José Serra está morto politicamente e já pode repousar ao lado de Fernando Henrique Cardoso no jazigo político do PSDB. Assim como FHC, o ex-governador de São Paulo passa a ser uma figura irrelevante no front da política nacional. A eleição de Dilma Rousseff, mesmo tendo fortalecido o projeto da esquerda brasileira, não foi suficiente para prostrar o PSDB definitivamente e tampouco foi ampla a ponto de fazer recuar as forças conservadoras da sociedade. Serra, no entanto, está acabado.

A constatação pode ser dura e difícil para aqueles que admiram o tucano (não são poucos, a julgar pelos 43,6 milhões de votos recebidos) e para a mídia conservadora que tenta dar ares de vitória a uma derrota histórica. Mas, a verdade das urnas é clara e cristalina. Como escreveu o sempre espirituoso Flávio Aguiar em artigo publicado aqui na Carta Maior, a morte política de Serra é um fato inequívoco e teve direito até mesmo à extrema-unção consagrada pelo Papa Bento XVI em pessoa.

Não se trata mera e simplesmente de uma derrota eleitoral. Ao repetir diversas vezes nos últimos anos - e todos os dias durante a campanha - que se preparou a vida inteira para ser presidente, Serra revelou um sonho, mas também uma obsessão tão forte a ponto de alguns críticos terem inventado para ele o apelido de “presidente nato”. Após abandonar a militância na AP nos anos 60, Serra deixou de ser de esquerda, apesar das teses em contrário. Sua conversão definitiva aos encantos do capital (financeiro, não o livro de Marx) aconteceu em sua passagem pelos Estados Unidos. Quando retornou ao Brasil, já estava pronto para ser um expoente da elite política neoliberal que comandou o país no período pós-ditadura.

Em sua moderna e definitiva encarnação, Serra não precisou pedir, como fez FHC, que esquecessem o que escreveu. Ao contrário, na falta de coisa melhor, registrou um livro como programa de governo. Mas, nestas eleições o tucano associou-se às forças mais tenebrosas da direita de tal forma que transformou sua figura política em uma face disforme.”
Artigo Completo, ::Aqui::

A religiosidade no Brasil, Dilma presidente, a direita e a esquerda

Paulo Cezar da Rosa, CartaCapital

"Recebi, em meu e-mail, uma carta crítica quanto à generalização que fiz de que a religiosidade é um terreno da direita. O debate é muito importante. Não há como se pensar a afirmação de uma nova hegemonia no Brasil sem repensar a religiosidade do povo, a sua incorporação no novo Brasil e no projeto de nação que estamos construindo.

O autor solicitou ser mantido em off, assim que publico apenas trechos:

“Olá, Paulo Cezar.

“Li com alegria o seu artigo “Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil”… Apenas penso que você generalizou quando usou a expressão religiosidade para dizer que isso é terreno da direita.
“No Brasil a religiosidade é terreno da esquerda (graças a Deus). Se há alguns que se usam dela para o conservadorismo e a direita, há outras, e mais, que ajudaram muito no Lulismo, especialmente no resgate da cidadania dos mais pobres.

“Paulo Cezar, não entenda como crítica, mas apenas um complemento ao seu artigo.

“Um abraço.”

A manifestação tem origem em meu artigo anterior, de balanço das eleições. Lá escrevi: “Temendo ser invadida em seus espaços de atuação e apoio eleitoral (o que já vinha ocorrendo com os mais de 80% de aprovação de Lula), a direita se viu obrigada a, pela primeira vez, defender-se em seu próprio terreno. O terreno do preconceito. Do conservadorismo. Da “ética”. Da religiosidade e da hipocrisia na questão do aborto….”

A religião e a esquerda – De fato, a generalização feita não está correta. A religiosidade como um todo não é um terreno da direita. Há diversos e importantes setores religiosos, na Igreja Católica e em outras religiões, que se coadunam com princípios e preocupações de esquerda. Não tenho acompanhado as mudanças que vem ocorrendo na religiosidade do povo, mas correntes como a Teologia da Libertação e as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica, por exemplo, foram fundamentais para a construção do Brasil que temos hoje. Tiveram papel decisivo nos primeiros passos do PT e dos movimentos sociais em todo o país.

Por outro lado, talvez porque eu tenha inflexionado num sentido, também não posso me colocar de acordo quando a carta diz “No Brasil a religiosidade é terreno da esquerda (graças a Deus).” Faltou, nesta correção, a afirmação de que a religiosidade TAMBÉM é terreno da esquerda no Brasil.”
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A cara eleitoral do Brasil

Serra e Dilma respondem: “Por que a galinha atravessou a rua?”

Dilma Rousseff: “No que se refere ao fato de a galinha ter cruzado a rua, eu considero que este é mais um ganho do governo do presidente Lula. Eu considero que foi apenas depois que o presidente Lula me pediu para coordenar o PAC das Ruas é que as galinhas no que se refere ao cruzamento das ruas tiveram a oportunidade de poder cruzar as ruas, coisa que, aliás, só as galinhas com maior poder aquisitivo podiam no governo FHC, no qual o meu adversário foi ministro do Planejamento e da Saúde”.
José Serra: “Olha, este é mais um trolóló da campanha petista. Veja bem, as galinhas cruzam as ruas no Brasil, há anos. Eu mesmo coordenei a emenda na Constituição que permite o direito de ir e vir das galinhas. Eles ficam falando que foram eles que inventaram esse cruzamento de ruas, mas já no governo Montoro, quando eu era secretário do Planejamento, as galinhas cruzaram as ruas com maior segurança. Eu, por exemplo, criei o programa Galinha Paulistana, que permitiu que milhares de galinhas pudessem cruzar as ruas e, agora no meu governo, vou criar o “Galinha Brasileira”, em que toda galinha terá direito de cruzar as ruas quantas vezes quiser “.
Tulio Telio
By: Sensacionalista

Mapa do Brasil “São Paulo para os paulistas”

The Beatles - Something

Humor negro, rir faz um bem danado kk

Colaborou Evanize Espada,de Ubatuba


"A alma não tem segredo que o comportamento não revele". (Lao-Tsé)











Renuncia de una Puta.

O texto está em espanhol, porque remete à integração latino americana

colaborou  Miguel Angel, de Ubatuba


Me faltó valor para decirte cara a cara lo que te dejo escrito en esta carta. Sé que mucho te afectará mi decisión de renuncia irrevocable. Ya sé cuánto hiciste por mí desde que abandoné mi anterior trabajo de asistente contable; incluso, entre tú y yo surgió un cariño poco común en este negocio. Tú me enseñaste a ser puta y yo te enseñé a escribir cartas; vaya dúo más interesante. Ya sé que es mucho lo que debo agradecerte, y lo agradezco; me diste dinero, confianza y seguridad. Al principio me fastidió el apodo con el que me bautizaste apenas me viste con mis lentecitos, mi falda de cuadros y mi verbo a medio camino entre intelectual y vagabunda, “La estudiante”. Luego, creo que por la capacidad de inventiva que el apelativo me dio ante los clientes, me terminó gustando.

Pero la cosa ya no es igual Migue; ya nada es como antes. El burdel se ha convertido en un fastidio atómico; creo que de seguir por ese camino las beatas lo terminarán confundiendo con un convento. Ya no nos visitan los “busca huecos compulsivos”, ahora la casa se la pasa repleta de “señoritos disfrazados de lujuriosos”. Ya sabes cómo me aburre esa gente pared, la que no oye ni ve; a mí me gusta la gente sangre, la que siente y respira. Y lamento decirte que esto va de mal en peor, Migue. Ya sé que puedo parecer contradictoria, pues, antes, como a cualquier puta, me fastidiaban los “busca huecos compulsivos”, pero hoy, mientras escribo esta carta, la verdad es que los extraño. Es posible que la causa de semejante nostalgia sea la invasión de esos señoritos bien peinados y bañados en colonia importada. No puedo más Migue, estoy hasta la coronilla de estos tipejos.

El negocio se fue al demonio cuando empezaron con el no hagas esto y no hagas lo otro; no fumes, no te drogues, no tomes licor, no andes en bragas por la casa. ¿Qué más nos van a prohibir Migue? Un día de estos nos van a quitar el derecho a dar el culo. O mejor dicho, el culo sólo se les podrá dar a los supervisores del Gobierno. ¡Señoritas y señores, todos contra la pared, en la mano el carnet de salud y el culo bien arriba y apretado viendo al sargento!, dirán los vigilantes de la supervisión made in fastidio.

 Ya sé que estos cuentos de monjas no los inventaste tú, Migue, también sé que si te opones a las normas caería sobre tu negocio una sanción y a la mierda tu sustento. Pero no puedo más Migue; te quiero y te deseo lo mejor del mundo, que es lo que mereces, pero no puedo acompañarte en este fastidio. El burdel se jodió, todo se jodió. Tú me conoces bien y sabes que siempre me anoté entre quienes piensan que los límites los pone uno con su cabeza y la educación que te dieron tus padres. Así no más Migue, con puritanismos no se cambia el mundo. Y los “señoritos disfrazados de lujuriosos” me provocan frigidez; si te digo la verdad Migue, yo que nunca he sido floja, con estos malandrines de poca monta me da flojera abrir las piernas. Esos tipejos hasta son brutos, no tienen calle, no tienen historia, no tienen sangre, les falta calidad.

El otro día un tipejo de esos me dijo que era un libre pensador, yo, muerta de la risa, caí patas arriba en la cama. Pero, mucho rato después, cuando por fin se me calmó la moridera de risa, el muy imbécil seguía viéndose al espejo como si nada le quebrara su payasa presencia. En cambio, los “busca huecos compulsivos” eran tipos rudos y mal educados pero era unos niños malos en busca de amor. Y eso, en el fondo, también somos nosotras, niñas malas en busca de amor. Por lo menos eso, el deseo de encontrar amor, es algo mucho más sangrante que esos muñequitos vacíos.

Y yo sangro Migue, tú bien sabes que yo sangro, necesito sangrar, todos necesitamos sangrar. Pero esa gente no sangra Migue, no sangra, son un fastidio. Son unos muertos ambulantes, en las venas sólo tienen aceite. A partir de ahora veré cómo me ganó la vida, Migue, es posible que haga una prueba de presentadora de telemercadeo o me dedique a escribir libros de autoayuda. Cualquier cosa es preferible antes de ser una puta desabrida. Recuerdo que cuando me hiciste perder el miedo al trabajo te lo dije: oye Migue, si voy a ser puta seré puta completa, puta al cien por ciento. Y ese es el gran problema de estos tipejos, Migue: son maricas a medio camino. Y en esta vida o juegas tu juego al máximo o no eres nada. Yo no quiero terminar como la pobre Paquita; por más que las muchachas digan que se ahorcó por una deuda, bien sabes Migue que las putas no nos quitamos la vida por deudas.

Yo creo que Paquita se ahorcó por fastidio; últimamente mucha gente sangre se está ahorcando. Y yo quiero vivir Migue, por eso renuncio a ser puta a medio camino. Y por favor Migue, no me busques, pues jamás me reconocerías. Te juro Migue, por la madre que me parió sin fastidio y con pasión, que cuando leas esta carta, “la estudiante” se habrá evaporado entre la gente pared de este mundo aburrido. Gracias, millones de gracias mi querido Migue. Tú amiga,

“La estudiante”.

ES UMA HISTORIA VIVIDA EN URUGUAY DESPUES TE ESPLICO

Um agradecimento a José Serra

Enviado pelo leitor Germano, de Campinas


Lhe agradeço José, pelo nível desta campanha.
Te agradeço por tudo que fizeste contra Dilma Rousseff.
Fico muito grato por assumir sua face Collor/Maluf.
Te agradeço por ser pior que Collor.
Te agradeço por ser pior que o Maluf.
Te agradeço por ser pior que o Jânio.
Te agradeço por não conseguir virar o Lacerda.
Te agradeço pelo Indio.
Te agradeço por mostrar realmente quem és.
Te agradeço por ter começado covarde e virado homem ao longo da campanha.
Te agradeço por, primeiro terceirizar o ataque mas, no fim, assumir para si essa
responsabilidade.
Te agradeço pela mentira, hipocrisia e falsidade.
Te agradeço pela prepotência.
Obrigado pela megalomania.
Te agradeço, imensamente, pela farsa da bolinha de papel.
Obrigado, mas obrigado mesmo, por levar o FHC na sua última caminhada.
Obrigado por nos proporcionar a perda da sola de sapato.
Te agradeço por ter superado o Paulo Autran em Terra em Transe.
Fico muito grato por ter mostrado seu lado machista e sexista.
Te agradeço por ter guinado à direita. Pelo apoio que recebestes da fina flor
social brasileira: TFP, monarquistas, integralistas, Opus Dei, Silas Malafaia.
Te agradeço por ter feito o judeu Alberto Goldman comparar Lula a Hitler.
Te agradeço por responder a minha pergunta: vale tudo?
Te agradeço por ter conseguido o apoio do papa, que escondeu a pedofilia durante
décadas.
Obrigado José, pelo vídeo do fim do mundo, pelo vídeo ter ficado no sítio do
Globo, Estadão, Noblat, etc.
Obrigado por usar a estratégia política do Tea Party.
Obrigado por se inspirar na Sarah Palin.
Obrigado por explicitar o PIG.
Te agradeço por se fazer de vítima.
Obrigado José, obrigado!
Obrigado por mostrar a inteligência do brasileiro... que não te elegeu.
Obrigado pelo populismo patético.
Te agradeço pelas verdade absolutas, as religiosas e as do mercado.
Te agradeço pelo seu baixo nível ter proporcionado uma mobilização que não
ocorria desde 89.
Te agradeço pelos 100 mil pernambucanos.
Te agradeço pela blogosfera.
Te agradeço pelos textos do Nicolelis.
Te agradeço pelos estudantes da UNB.
Te agradeço pelo manifesto dos artista, pelo Chico, pelo Boff, pela Marilena.
Te agradeço por motivar o Wagner Tiso a recriar o tema de 89.
Te agradeço pelo partido alto da bolinha de papel.
Te agradeço por ter me mobilizado.
Te agradeço por ficar isolado.
Te agradeço pela derrota.
Já vai tarde!
Boa sorte na prefeitura!
Paulistanos, façam bom proveito!

ATO DE CIDADANIA EM PROL DO ALTAR DA PÁTRIA - PARQUE DA INDEPENDÊNCIA

Enviado pelo leitor Germano, de Campinas


ENTRE NO LINK PARA ASSINAR O ABAIXO-ASSINADO http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N3629

TAMBÉM PASSE PARA OS AMIGOS.


REPRESENTAÇÃO AO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROIBIR EVENTOS PARTICULARES NO PARQUE DA INDEPENDÊNCIA.

Nós, cidadãos brasileiros, estamos fartos de denúncias sobre abusos de poder e, na maioria das vezes, nos sentimos expectadores assustado e com as mãos atadas para mudar o destino do nosso País.
Porém, ao contrário do que você pensa, um pequeno gesto seu pode reverter o quadro de impunidade que reina no Brasil. Exemplo disso foi a aprovação da lei Ficha Limpa, que só foi adiante graças à pressão da sociedade.

Agora, você pode mais uma vez exercer seu direito de cidadania e contribuir para dar fim a mais um abuso.

Você sabia que, o Parque da Independência que abriga o complexo do Museu do Ipiranga, a Casa do Grito e o Monumento à Independência e restos mortais da família imperial, tombado em âmbito Federal, Estadual e Municipal,  tem sido usado abusivamente como palco para promoção de eventos particulares? Sabia que estes eventos, além de incomodar a vizinhança, danificam o mais importante patrimônio histórico brasileiro e altar da pátria, além de prejudicar a fauna e a flora da região?

Manserv, Kibon e Fiesp são algumas marcas famosas que fizeram uso deste espaço histórico e público para promoções institucionais. Quem autorizou? Quanto foi cobrado? O que foi feito com o dinheiro? São algumas questões que precisam ser respondidas pelo poder público aos brasileiros.

Se você acha importante obter respostas sobre as questões acima, defendendo o uso único e exclusivo do parque da Independência como local de lazer da população, e ainda se defende a proibição da promoção de eventos particulares no local que abriga o berço da nação brasileira, junte-se a nós.

Você pode contribuir enviando o mesmo para sua rede de amigos. De posse dela será possível intentar uma representação junto ao
Ministério  Público.

Conto com o amigo e também os seus amigos, no desempenho deste ato de cidadania.

cidadaniadireitoedever@gmail.com
Grato.
Eduardo Augusto Pinto

Nota do Contramaré: Tá repassado e divulgado, conta com meu apoio total, afinal é o bairro onde nasci, cresci e vive até meus 35 anos. Valeu Germano 

BRASIL DESAFIOU A ORTODOXIA NEOLIBERAL DURANTE A CRISE. E REGISTROU O MAIOR AVANÇO NO IDH DE 2010

Com a 5º maior população do planeta, o Brasil liderou o avanço do Indice de Desenvolvimento Humano de 2010. Embora ainda abaixo da média latinoamericana, o IDH brasileiro alcançou a 73º posição, com um aumento de 0,8%, o mais expressivo entre 179 países. Em 2009, o Brasil ocupava a 75ª posição no ranking. Relatório da ONU destaca o "sucesso econômico recente" da estratégia brasileira, que desafiou "a ortodoxia do Consenso de Washington". A crise ampliou a margem de manobra ideológica dentro e fora do governo para afrontar dogmas e interditos neoliberais. Governo Lula reforçou o investimento público, ampliou a presença dos bancos estatais na economia e preservou o poder de compra da população com incremento no crédito, reajustes nos benefícios sociais e no valor do salário mínimo. Ancorada em impulsos endógenos, economia voltou a crescer de forma robusta num momento em que a contração do comércio mundial não dá sinais de reversão e o capitalismo norte-americano patina, desprovido de políticas públicas para fomentar o emprego e a produção. Travessia brasileira foi consagrada nas urnas com a vitória da candidata do governo, legitimando a ênfase no mercado interno e na união latinoamerciana para contornar a paralisia internacional. Meta de erradicar a pobreza extrema na sociedade até 2014, um dos compromissos da presidente eleita Dilma Rousseff, ganha credibilidade adicional com o IDH 2010 .
Carta capital

Figurinha "carimbada" da Globonews

Mais uma vez distilou seu ódio contra o PT.
LIÇÕES PARA UM PROFESSOR À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS
Villa por Villa, eu fico com o lendário
Pancho, herói da Revolução Mexicana...
Hilário o artigo do historiador Marco Antonio Villa, que a Folha de S. Paulo - sempre ela! - publicou: 44% estão na oposição.
Furibundo com o resultado eleitoral, ele começa ignorando a matemática, com esta afirmação "44% do eleitorado disse não a Dilma".
Ora, se os eleitores eram 135.804.433, dos quais 43.711.388 teclaram 45 no 2º turno, bastaria uma simples regrinha de três para o professor constatar que foram apenas 32,2% os que votaram contra Dilma Rousseff.
O douto acadêmico estava com a cabeça tão quente que esqueceu-se dos votos em branco, dos nulos e das abstenções.
E de onde ele tirou essa conclusão de que os 43,9% de votos válidos favoráveis a Serra são oposicionistas?
Os eleitores não poderiam estar apenas convencidos da superioridade do tucano como administrador, que sua propaganda cansou de trombetear?
E não existirão paulistas que gostaram de seu governo?
[Há alguns, sim. Dentre eles, evidentemente, não estão os professores e estudantes universitários, insatisfeitos com a condição de sacos de pancadas da PM. Mas, nem Cristo conseguiu agradar a todos....]
E não podemos esquecer os velhinhos agradecidos a Serra pelos genéricos.
Enfim, colocar todos no saco de oposicionistas é uma forçação de barra indigna de um mestre. E o exemplo edificante para os pupilos, onde é que fica?
Depois de ignorar a matemática e o bom senso, Villa ignorou também a isenção e o equilíbrio, ao tentar dar uma injeção de moral nos demotucanos ainda grogues do nocaute de domingo:
"...ter chegado ao segundo turno foi uma vitória [para a oposição]. No último mês deu mostras de combatividade, de disposição de enfrentar um governo que usou e abusou como nunca da máquina estatal".
Ou seja, embora a oposição, pelo seu lado, tenha usado e abusado das manipulações da mídia golpista, determinante mesmo foi a máquina estatal. Brilhante.
Como se o jogo não tivesse ido para a prorrogação apenas porque o PIG transformou o aborto no principal assunto da campanha às vésperas do 1º turno, ao mesmo tempo em que levantava descaradamente a bola de Marina Silva!
Bem que tentou repetir a dose no 2º turno, mas não conseguiu fazer com que o eleitorado acreditasse na metamorfose de bolinha de papel em meteoro.
E ainda houve jornalão dando capa para a inqualificável intromissão do Papa Bento XVI nos assuntos internos brasileiros, três dias antes da votação, mas esse trunfo chegou muito tarde e a Igreja Católica não tem mais a influência que tinha em 1964, quando mobilizou a classe média conservadora para apoiar a quartelada.
Villa ignorou, ainda, a compostura, atacando os vencedores da forma mais deselegante e destrambelhada:
"O lulismo tem pilares de barro. É frágil. Não tem ideologia. Não passa de uma aliança conservadora das velhas oligarquias, de ocupantes de milhares de cargos de confiança, da máfia sindical e do grande capital parasitário".
Substitua-se "máfia sindical" por "viúvas da ditadura" e a frase cairá como uma luva para a aliança demotucana. Ou os governos estaduais e municipais que eles pilotam não têm velhos oligarcas, grandes capitalistas e a turma das boquinhas?
Por último, Villa ignorou a verdade, ao acusar todo o lulismo de estar perseguindo Monteiro Lobato ("Como disse Monteiro Lobato, preso pelo Estado Novo e agora perseguido pelo lulismo...").
Desde quando o insignificante Conselho Nacional de (Des)Educação, ao elaborar pareceres desnecessários e tolos, expressa a posição de Lula, dos dirigentes do PT, dos movimentos sociais, do clero progressista, do universo do lulismo, enfim?
Seria simplesmente asnático brigar com a extraordinária biografia de Monteiro Lobato, ainda mais num momento em que a Petrobrás é o grande cartão postal do governo.
Noves fora, tudo não passou de mais um exemplo da crassa ignorância de funcionários subalternos, incumbidos de tarefas além de suas qualificações. E o Villa sabe muito bem disto.
Satanizar os adversários é feio, professor!
Celso Lungaretti