sábado, 13 de fevereiro de 2010

PAUSA PARA UM DESCANSO - UFA!!!

Aos seguidores e visitantes do blog:

Devido ao feriado do carnaval, nosso blog, voltará a ser atualizado a partir de 4ª feira de cinzas. Afinal, eu mereço um descansinho também!!!!

ATÉ LÁ......
Não sou fã de Carnaval. Mas não tenho com a data a mesma relação que tenho com o Natal.

O Carnaval, simplesmente não sou muito chegado, mas não o detesto. Diferentemente do Natal.

Pode ser fruto do meu ateísmo. Pois embora o Carnaval esteja vinculado a uma questão religiosa – termina 40 dias antes da chamada “sexta-feira santa” – ele é uma festa pagã. Não vejo nada de hipocrisia em ser ateu e “pular Carnaval”. Diferente de não ser cristão e comemorar o Natal, que é uma festa cristã.

Só que eu sou ateu e não “pulo Carnaval”. Prefiro os livros – ou os blogs. Se eu estivesse agora em Pernambuco, bom, aí não veria o menor sentido em não entrar na festa pelo menos uma vez: não conheço pessoalmente o Carnaval pernambucano, mas tem jeito de ser divertido. E mesmo que eu estivesse errado, provavelmente ainda acharia melhor do que passar uma noite inteira no sambódromo assistindo desfile de escolas de samba – jamais eu gastaria dinheiro nisso.

Mas o brabo disso tudo é a “obrigação de se divertir”. Ninguém deveria ser obrigado a estar feliz todos os dias – até porque nunca se tem só dias felizes. Mas, ouse fazer cara aborrecida uma vez sequer – se for no Natal ou no Carnaval, fica ainda melhor para o resultado final da experiência. É, meu caro amigo, serás taxado de “mal-humorado” e “anti-social”, mesmo que passes o resto do ano sempre de bom humor e com amigos à volta!

E aqueles “bem-humorados de ocasião” provavelmente sejam os mesmos que de março a novembro fazem cara feia “porque o verão não chega nunca”.

Não vês a hora que acabe o Carnaval? Então, o negócio é ler bastante para aproveitar o feriadão. Blogs ou livros, a escolha é tua!

Aguinaldo Munhoz

E.T.: Devido a insistência do meu "filhão Daniel", saio sábado no Bloco da cachorrada. Afinal é um causa justíssima e nobre atender a um pedido de meu filho, pois nem todos os pedidos dele, eu possso atender, principalmente os que envolvem questões de $$$. Afinal "ninguém é de ferro". Bom carnaval a todos!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Só Jesus salva.


por Luiz Carlos Azenha

O mais curioso deste encontro é que, na coletiva que deu em seguida, o governador José Serra, diante da pergunta de um repórter sobre o custo que o projeto da cantora teria para o estado de São Paulo, disse que não custará nada, uma vez que, entre outras coisas, "São Paulo entra com as crianças".

Ou seja, São Paulo vai "fornecer" as crianças para os experimentos educacionais e pedagógicos de Madonna. É coisa de colonizado: o Brasil entra "apenas" com as crianças, Madonna com a "sabedoria". Sinceramente, para quem já teve o Gabriel Chalita como secretário da Educação, fico sem saber se para as crianças "fornecidas" será uma evolução ter aulas com a "professora" Madonna.

O atual secretário da Educação, Paulo Renato, já disse que a experiência educacional de Madonna será feita primeiro com os pobres, que ninguém da classe média é doido:

“Entraríamos primeiramente em regiões mais pobres".

Para efeito de privatização educacional, criança pobre tem prioridade em São Paulo.


Comentário do Aguinaldo: Pura jogada de marketing. Em vez da ONG dirigida pela cantora ajudar as crianças pobres de São Paulo, que tal Serra fazer alguma coisa por elas?
Por exemplo, drenar os bairros da Zona Leste alagados HÁ MAIS DE 60 DIAS, para que as crianças de lá não morram de doenças provocadas pelo contato com água de esgoto.

Combate à fome com orçamento recorde

A Presidência da República acaba de sancionar a Proposta de Emenda Constitucional 64/2007, que altera a Constituição para inserir a alimentação como direito social. A PEC, será batizada de Emenda Betinho do Direito à Alimentação, visa consolidar a segurança alimentar como política de Estado, assim como já são o trabalho, a moradia, o lazer e a segurança, entre outros. Ao contrário dos outros direitos, contudo, a alimentação tem sido foco de diversas políticas públicas e, longe de ser apenas mais uma letra morta na Carta Magna, caminha para a universalização.

O orçamento para melhorar a segurança alimentar da população brasileira em 2010 será de R$ 960 milhões, um aumento de 36% em relação ao ano passado e mais de 100% em relação a 2005, quando foram investidos R$ 407 milhões. Os recursos disponibilizados serão investidos na implantação de instalações públicas como restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos, construção de cisternas na região do Semiárido e em programas de aquisição de alimentos da agricultura familiar.

– A fome endêmica denunciada pelo Graciliano Ramos, em Vidas Secas, a fome tão estudada pelo Josué de Castro, que mobilizou o Betinho, as Vidas Severianas, de João Cabral de Melo Neto, essa não existe mais – garante o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, para quem o compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que todos os brasileiros vão fazer três refeições por dia até o final do seu mandato está perto de ser cumprido.

Segundo o presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar, Renato Maluf, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) deve anunciar nos próximos dias o segundo levantamento nacional sobre insegurança alimentar. O primeiro, feito em 2004, mostrava que 35% da população brasileira ainda sofria com a insegurança alimentar. Na prática, isto significa que aproximadamente 66 milhões de brasileiros se alimentam pouco e mal, ou pertencem a famílias cuja uma pequena oscilação na renda comprometia a garantia da alimentação.

Renato Maluf afirma que o levantamento do IBGE mostrará que uma parcela considerável da população que sofria de insegurança alimentar grave terá passado para os níveis moderado ou leve na escala de insegurança alimentar. Principalmente, segundo ele, porque cresceu o investimento em políticas sociais de transferência de renda, houve reajustes do salário mínimo, investimentos na agricultura familiar e aumento no repasse de recursos para a merenda escolar.

Pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome mostra que 94,2% das crianças de famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família fazem três refeições por dia. Entre elas, 84% fazem pelo menos uma refeição diária na escola. O número de jovens e adultos que fazem três refeições diárias chega a 85%, com distribuição similar no Nordeste (89,2%), Norte (88,1) e Sul (83,6%). Centro Oeste e Sudeste tiveram menores percentuais, sendo 75,6% e 71,2% respectivamente, porque, de acordo com o MDS, o custo de vida nas duas regiões são maiores que as demais e os impactos do programa são menores.

Mesmo com os avanços, o presidente do Confea afirma que algumas regiões ainda sofrem com a insuficiência alimentar grave. É o caso da região rural da Amazônia, do Semiárido e também de alguns centros urbanos. A situação das famílias rurais, de acordo com Maluf, é uma paradoxo: apesar de produzirem os alimentos, são as que mais apresentam indicadores efetivos da pobreza.

Serra: Sobre a Madonna ele fala

por Luiz Carlos Azenha

Quando indagado sobre a persistente falta de água para quase 800 mil paulistanos, o governador paulista José Serra faz que não é com ele. Empurra para a Sabesp, como se a empresa não tivesse nada a ver com seu governo, nem com o estado que ele diz governar. E ataca a emissora da repórter que fez a pergunta.

Mas, e quando é para falar sobre o encontro com a Madonna?

Aí, sim:

"A Madonna pediu para me visitar e eu aceitei bastante satisfeito. Tenho grande curiosidade em conhecê-la pessoalmente. É uma grande artista....é uma mulher de fibra que faz um trabalho social em relação à infância muito importante. Eu estou tão curioso para conhecê-la pessoalmente quanto você que está me vendo (ele aponta para a tela e sorri)....só a conheço por filmes....já assisti vários clipes..nunca vi pessoalmente...eu acho que vai ser bom. Eu morei nos Estados Unidos alguns anos quando estava exilado, morei quatro anos lá...ela é descendente de italianos e eu também...de maneira que vai ser interessante".

Já sobre a falta de água para 800 mil paulistanos, ele falou:

"A Sabesp está fazendo o possível para arrumar isso. Espero que a TV Brasil tenha o mesmo interesse com cada estado, cada município".

Oitocentos mil paulistanos? Bobagem se preocupar com esses caras.

Duplicação da Fábrica de Fertilizantes em Sergipe

Em audiência nesta quarta, 10, em Brasília, o presidente Lula assegurou ao governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT/SE), que a duplicação da fábrica de fertilizantes Fafen/SE (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras) vai ao encontro da política do governo federal de buscar a autosuficiência na produção de adubos.

Por isso, durante o encontro, telefonou para José Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras, e determinou a realização de reunião de trabalho entre o governador e o dirigente da estatal de petróleo, que ficou agendada para o próximo dia 18 de março.

Para o presidente, de acordo com o relato de Déda, a construção de uma nova fábrica de fertilizantes no Centro-Oeste não comprometerá a possível ampliação da fábrica de Sergipe.

Na reunião, Gabrielli, que poderá viajar a Sergipe para o encontro, anunciará ainda a presença de três navios para exploração do Campo de Piranema, cuja produtividade vai aumentar gerando mais royalties para o estado e municípios, além do recolhimento de mais tributos.

Vale do Rio Doce

Na mesma agenda, também por determinação presidencial, o governador e Gabrielli discutirão o aumento da produção de gás para atender um projeto de produção de potássio no valor de U$ 850 milhões, da Vale do Rio Doce.

Irrigação

Lula também garantiu que buscará a suplementação de recursos, no Orçamento da União, para viabilizar o projeto de irrigação Manoel Dionísio, no semiárido sergipano.

Usina nuclear

Depois de repassar as reivindicações de Sergipe para o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento) e assegurar encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para depois do Carnaval, o governador reafirmou o interesse na construção de uma usina nuclear no estado.

Mostrando simpatia pelo pedido, Lula disse ao ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, que recebesse o governador em audiência – pedido atendido ainda nesta quarta, 10. Déda defendeu que, por localizar-se próximo da Hidrelétrica de Xingó, suas linhas de transmissão já instaladas reduziriam o custo de novo investimento.

Serra vai ou fica?



Abaixo, dois artigos muito interessantes, ambos publicados na Folha de S. Paulo, sobre a candidatura de José Serra à presidência da República pelo PSDB. Janio de Freitas vai direto ao ponto na polêmica criada a partir de artigo e declarações de Fernando Henrique Cardoso. E Ricardo Melo apresenta a ideia de que Serra, no momento certo, vai abrir mão da disputa e tentar a reeleição ao Bandeirantes.

Lendo os dois textos, é possível perceber uma complementariedade nas teses dos jornalistas, mas fica em aberta a questão: se Serra desistir, quem assume a candidatura tucana? Quem pensou em Aécio Neves, alternativa natural, pode estar enganado – se Serra desiste, é porque terá avaliado como muito difícil a vitória do PSDB nas urnas, e tal situação não seria diferente com Aécio. Geraldo Alckmin também não seria bom nome para marcar posição, até pela pouca consistência teórica, digamos assim.

No fundo, os tucanos só têm um nome consistente e capaz de aceitar o debate nos termos que o lulismo pretende levar na campanha eleitoral. Sim, quem pensou em Fernando Henrique Cardoso acertou na mosca. É muito difícil imaginar o ex-presidente na disputa eleitoral, mas a verdade é que ele seria o candidato ideal em uma situação crítica para a oposição, com moral até para “exigir” o sacrifício de Aécio Neves na condição de vice em uma chapa pura. Cardoso é muito mais qualificado para o debate público do que seus colegas de partido e se não tem grandes chances de vencer a eleição em função da alta rejeição popular que ainda perdura, daria uma canseira grande para Dilma e Lula.

O problema todo é saber se FHC teria o despreendimento de partir para mais uma disputa eleitoral, ainda que para perder, depois de uma carreira vitoriosa, com dois mandatos na presidência da República. A vaidade, como se sabe, é um complicômetro grande no ninho tucano.

Inferno astral


Ricardo Melo

SÃO PAULO - José Serra está diante de uma decisão política dramática. Lideranças tucanas dão como favas contadas a sua candidatura à Presidência da República. Já falam em comparar a biografia do ex-militante da Ação Popular com a da ex-militante da VAR-Palmares e colocam Serra em um tour país afora e Estado adentro para ampliar sua visibilidade -com direito a Madonna e recadinhos via Twitter.


Os resultados, no entanto, têm sido magérrimos. As pesquisas eleitorais, todas elas, exibem Serra na descendente e Dilma ladeira acima. Aliados do tucano alegam que a trajetória atual era esperada, uma vez que Dilma é candidata assumida, tem o apoio de um campeão de popularidade e conta com a máquina federal. Já os rivais veem uma tendência irresistível a favor da petista.


De todo modo, os lances mais recentes do xadrez eleitoral são desfavoráveis ao governador. O presidente do PSDB, Sergio Guerra, adora falar, mas, quando fala, gela a espinha dos correligionários. A entrada em cena do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se fez algum barulho, irritou os tucanos que aceitam tudo, menos o que o FHC propôs: o tal debate plebiscitário com o governo Lula. No Congresso, a refrega mostra-se previsível e desanimadora, com oposição e governo trocando xingamentos.


Num cenário em que inclusive a meteorologia parece atrapalhar, Serra tem cada vez menos tempo para escolher entre uma possível reeleição estadual e o imponderável no plano nacional. Além dos números das pesquisas; da água que sobra na propaganda da Sabesp, mas falta nas torneiras de contribuintes; e da fragilidade do discurso do partido que o abriga, não escapa ao governador o fato de que o principal aliado do PSDB, o DEM, carrega o fardo de um megaescândalo de Brasília.


Serra nunca foi daqueles de ir para o sacrifício "em nome do partido", até porque um partido como o PSDB nunca faria isso por ele ou qualquer de seus caciques. Não será surpresa se, na hora H, o refúgio dos Bandeirantes falar mais alto.

Nos ombros de Serra


Janio de Freitas

FHC, Sérgio Guerra e Tasso caíram na esparrela de Lula; quem pagará outra vez é o governador de São Paulo

POR MAIS QUE Lula avisasse do seu desejo de confronto plebiscitário com o PSDB, ainda assim Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Guerra, presidente do partido, e Tasso Jereissati caíram na esparrela -e quem vai pagar outra vez por ideias que nunca teve é José Serra.


Uma das causas da limitação eleitoral de Serra em 2002 foi não expor sua divergência frontal com a política econômica anticrescimento de Fernando Henrique, só apoiada pelas classes alta e média alta (o que ficou um tanto esquecido). Com tal cautela, Serra omitiu de sua campanha os temas de maior interesse do eleitorado, que eram sua pretendida política econômica e os projetos sociais. Enquanto Lula aproveitou e explorou os dois temas por si e por Serra. Só de novos empregos seriam 10 milhões, e nem é possível lembrar de quantas reformas.


Ainda que da fraude à realidade seja o mesmo que da campanha ao governo, os feitos do governo Lula, atabalhoados e descriteriosos embora, deixam o governo de Fernando Henrique sem condições reais de comparação. Nem mesmo com os truques de inverdade desvendados na Folha por Gustavo Patu.


É, porém, com essa imensidão de incomparáveis que Fernando Henrique e seus dois acompanhantes identificam Serra para o eleitorado. E já o compelem a adotar na campanha, porque Lula e Dilma Rousseff não abandonam mais esse presente, o papel em que os três caíram. Então, ou Serra se omite outra vez e será criticado pelos próprios companheiros-candidatos do PSDB, ou pespega na testa corresponsabilidades que não tem e por muito de que discordava mesmo.


São notórias a velha competição entre Fernando Henrique e Serra, a relação muito precária entre Tasso Jereissati e Serra, e o desagrado de Sérgio Guerra com a maneira como Serra impôs sua (pré?) candidatura. Mas a mesma bomba duas vezes sobre a mesma vítima é um tanto excessivo. Inclusive porque José Serra parece não saber o que fazer.

Umazinha


Por falar em Serra, quando ele se queixa está, quase sempre, fora do tom e do momento. Sua queixa contra a insistência da TV Brasil, sobre o que diria da falta de água para 750 mil paulistanos, esqueceu-se de que a pergunta era incômoda, mas compensava um pouco o protetor silêncio de tantos meios de comunicação a respeito. Como de outras perversas sequelas, ainda tão vivas como sofrimento, das últimas semanas em São Paulo.

Paulo Octávio assume, mas Lula quer realizar intervenção no Distrito Federal

O vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), decidiu nesta tarde assumir o governo, após o pedido de prisão do governador José Roberto Arruda, decretado pelo Superior Tribunal de Justiça.


A intenção de Paulo Octávio, entretanto, pode ser freada. A pedido do Presidente Lula, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai pedir intervenção no Distrito Federal.


A intervenção federal nos Estados está prevista no artigo 34 da Constituição em caso de crises como separatismo, invasão estrangeira, ameaça a algum dos Três Poderes, além de outros. Segundo a GloboNews, Gurgel fará o pedido para evitar “risco à ordem pública”.


Se for concretizada, a intervenção impedirá que o vice-governador Paulo Octávio assuma o cargo, bem como qualquer integrante dos Poderes na linha de sucessão. A intervenção seria feita por meio de decreto presidencial, que deve especificar a amplitude, o prazo e as condições de execução, além do nome do interventor. O decreto terá que ser apreciado pelo Congresso Nacional no prazo de 24 horas após sua publicação.O pedido de intervenção será decidido pelo presidente do STF, ministro Gilmar Mendes e, posteriormente, pelo plenário da Corte --a não ser que o ministro o arquive de imediato. Se o STF acatar a intervenção, o pedido segue para o Presidente Lula que terá que editar decreto nomeando um interventor federal para o DF. Se isso ocorrer, o decreto terá que ser analisado pelo Congresso no prazo máximo de 24 horas. A informação é da GloboNews e da Revista época.

PGR pedirá intervenção federal no Distrito Federal

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai entrar com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) de intervenção federal no Distrito Federal alegando que a linha sucessória do governador José Roberto Arruda (sem partido) também está envolvida no escândalo de corrupção no DF.

"Há uma organização encastelada no governo, com um esquema criminoso de apropriação de recursos públicos, inclusive com parlamentares envolvidos. O governador Arruda tem demonstrado que o andamento das investigações não tem impedido ele de continuar a atuar criminosamente, atuando para coagir testemunhas, apagar vestígios", disse o procurador-geral.

Enviado por e-mail: Por: Helena™ .

FHC pede votos para Serra em Miami; como ele pode ajudar a eleger Dilma



por Luiz Carlos Azenha

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso retomou uma velha tradição: a de fazer campanha fora do Brasil. Mais exatamente, em Miami.

Deu entrevista a um colunista do Miami Herald, Andres Oppenheimer, que por falta de melhor definição, é uma toupeira, sem que com isso eu pretenda ofender o animal.

Oppenheimer é autor de um livro, "Salvando as Américas: O perigoso declínio da América Latina e o que os Estados Unidos precisam fazer" que é uma vasta coleção de asneiras e lugares-comuns de fazer corar mesmo os neocons. Parte do livro é dedicada a comparar a América Latina, por exemplo, com a Irlanda, apontada por Oppenheimer como um "exemplo" a ser seguido. Para "atrapalhar" a comparação de Oppenheimer, a Irlanda faliu.

Mas vamos ao que o colunista norte-americano escreveu:

THE OPPENHEIMER REPORT

Eleição brasileira vai oferecer um contraste definitivo

por ANDRES OPPENHEIMER, no Miami Herald


Com a candidata presidencial apoiada pelo governo Dilma Roussef subindo nas pesquisas, alguns de seus críticos mais importantes estão levantando o espectro de que o maior país da América do Sul vai se mover para mais próximo da esquerda radical se ela vencer as eleições de outubro.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o arquiteto da recuperação econômica do Brasil e uma das vozes mais respeitadas da oposição, certamente pensa assim. Em uma entrevista esta semana, ele me disse que Roussef é mais "dogmática", "autoritária" e mais próxima da esquerda radical da Venezuela que o presidente-em-fim-de-mandato Luiz Inácio Lula da Silva.

Roussef, uma economista e ex-ativista da guerrilha, é chefe da Casa Civil de Lula desde 2005. Em meses recentes, Lula a levou através do país para inaugurar projetos públicos com ele, na expectativa de que a taxa de popularidade de 80% e o esperado crescimento de 5% do PIB este ano beneficiem sua candidata.

Uma pesquisa recente da firma brasileira Sensus mostra que o apoio a Roussef aumentou para 22% e os pesquisadores acreditam que vá continuar subindo junto com o reconhecimento do nome dela. O principal oponente, governador do estado de São Paulo e ex-prefeito José Serra, tem 32% dos votos. Nenhum dos dois declarou oficialmente sua candidatura.

DIFICULDADE PARA VENCER

Ela vai vencer?, perguntei a Cardoso, que apóia Serra.

"Acho que ela terá dificuldades. Ela vai melhorar nas pesquisas porque o presidente Lula acelerou o início da campanha, a oposição ainda não escolheu oficialmente um candidato e ela assim está ganhando visibilidade na mídia. Mas eu penso que, no fim do dia, quando as pessoas forem votar e olharem qual o candidato que inspira maior confiança, as coisas vão mudar".

Porque?, perguntei

"Dilma Rouseff ainda não tem qualquer experiência de liderança. Ela nunca foi eleita para nada. Ela não foi governadora, nem prefeita, nem nada. É difícil pensar que as pessoas colocariam confiança em alguém que é uma autoridade, não um líder, enquanto no outro campo você tem líderes comprovados".

Ela seria gerenciada pelo Lula?

"Eu não sei se alguém que ascende ao poder é passível de ser gerenciado. Não diria isso. Também, por causa de suas características pessoais. Ela é muito dura, uma pessoa autoritária".

O governo dela seria mais próximo da esquerda radical que o de Lula?

"Ela é mais próxima do Partido dos Trabalhadores. O Lula tem maior independência do partido. Ele transcendeu o partido. Lula é um negociador talentoso, um ex-sindicalista. Ele não é um homem de confronto; ele é um negociador. Ele tem a capacidade de mudar de ideia... Eu não penso que Dilma faria isso, porque ela é mais -- talvez isso seja um pouco duro - dogmática. Ela tem uma visão ultrapassada... favorecendo uma maior interferência do estado na economia".

A Dilma seria mais próxima do esquerdista radical da Venezuela, presidente Hugo Chávez?

"Provavelmente. De qualquer forma, você precisa considerar que as instituições do país são fortes e que as pessoas no poder não podem fazer tudo o que querem. Ela pode querer, mas a liderança de outros grupos políticos, a existência da imprensa livre, de companhias fortes, universidades, etc. tudo isso trabalha como contrapeso. Mas, tendo dito isso, o coração de Dilma é mais próximo da esquerda".

GRÃO DE SAL

Minha opinião: A corrida presidencial do Brasil está em pleno andamento e precisamos considerar o que dizem os dois lados com um grão de sal.

A estratégia eleitoral de Serra -- até agora anunciada por Cardoso, enquanto Serra se poupa -- será de pintar Roussef como uma candidata inexperiente e radical que levaria o Brasil para mais perto do caos econômico no estilo da Venezuela. A estratégia de Roussef será pintar Serra como um político velho cujo governo cortaria programas sociais e seria insensível com os mais pobres.

Na verdade, Roussef terá de buscar o centro se ela quiser vencer. O seu Partido dos Trabalhadores perdeu em 1989, 1994 e 1998 com plataformas esquerdistas radicais, antes de Lula buscar o centro em 2002. E Serra não é um freak livre mercadista -- ele é melhor conhecido no Brasil por enfrentar as companhias farmacêuticas quando foi ministro da Saúde e por criar uma indústria de drogas genéricas para os pobres.

Mais importante, como Cardoso reconheceu, o Brasil tem um forte sistema de equilíbrio que tornaria difícil para qualquer presidente destruir os ganhos econômicos do país nos últimos 15 anos. Apesar da política externa repulsiva de Lula -- o abraço dele nas piores ditaduras do mundo -- o Brasil provavelmente vai continuar como um modelo de comportamento econômico responsável e de redução de pobreza na América Latina.

Nota do Viomundo: Se foi mais do que uma mera entrevista, de um capricho pessoal de FHC para atender à sua própria vaidade, certamente é a estratégia eleitoral mais estúpida que já testemunhei. Se o PSDB tentar "amedrontar" a população com o espectro de Dilma, a chavista, o presidente Lula pode simplesmente lembrar aos eleitores que foi assim, também, com ele. O paradoxo diante do qual os tucanos se encontram é resultado do fato de que eles precisam convencer os eleitores de que é preciso mudar um time que está ganhando inserindo nele um jogador que promete desmontar o time. Faz muito mais sentido para os eleitores ver Serra como uma ameaça do que Dilma.

A imprensa manipulando a notícia

Veja o que diz o G1 da Globo


(Uma primeira versão desta reportagem dizia que Lula tinha lamentado a prisão de Arruda. Posteriormente, o assessor ligou para explicar que Lula teria achado a stuação que levou à prisão lamentável.) Ou seja, a Globo desmente a Globo


A verdade é que, a imprensa manipulou a notícia


O Presidente Lula lamentou as circunstâncias que levaram à decisão da Justiça de decretar a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e não a detenção de Arruda. A correção terá o mesmo destaque no site da Globo? A UOL já retirou a matéria mentirosa..


Impressiona a capacidade de setores da mída e da oposição de distorcer as palavras do Presidente Lula. Esse pessoal acha que somos todos burros!


O Presidente Lula foi comunicado pelo diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, sobre as circunstâncias em que ocorreu a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda.


Lula quis saber como foi o processo de prisão.De acordo com auxiliares, a avaliação do Presidente Lula é de que esse tipo de "tragédia" não ajuda no processo democrático e que "ninguém é sádico, ninguém está feliz" com a prisão de Arruda. No entanto, acrescentam as fontes, se o governador cometeu erros e a Justiça quer que ele pague, é assim que tem que ser.


As mesmas fontes acrescentaram que ninguém no Palácio do Planalto está trabalhando com a possibilidade de intervenção federal no Distrito Federal até porque, na ausência do governador, quem assume é o vice-governador.


No entanto, o presidente Lula estaria disposto a fazer o que puder para apoiar a reestruturação do governo do Distrito Federal (GDF), para que continue a funcionar enquanto governo. Lula também teria lamentado que tudo isso estivesse acontecendo nos 50 anos de Brasília, pois, para a cidade, isso é muito

Enviado por e-mail: Por: Helena™

Todos contra FHC




Talvez por solidariedade humana, por não apreciar ver a degradação de ser humano nenhum, chego a me condoer pela situação patética em que o ex-presidente FHC se viu de domingo para cá, só que por obra e graça de si mesmo, que, vaidoso, tinha que escrever aquele artigo no jornal (?) em que tem espaço cativo juntamente com boa parte de seu ministério.

Aliás, esse é um capítulo à parte. O governo FHC, do qual Serra e o PSDB fogem como o diabo foge da cruz apesar de um ser o outro e de o outro ser um, escreve várias vezes por semana no Estadão. O próprio FHC, Pedro Malan, Paulo Renato, Celso Lafer, Gustavo Franco etc. É o jornal do PSDB mais assumido, o que lhe confere o mérito de uma coragem que falta uma Folha de São Paulo, por exemplo.

Na inauguração de biblioteca pública instalada no ex-presídio do Carandiru, na capital paulista, FHC chegou e saiu antes de Serra, o qual, por sua vez, ficou mudo vendo o embate entre seu ex-chefe direto no período 1995-2002 e a ministra Dilma Rousseff, esquivando-se de apoiar e defender o governo que integrou como um dos mais importantes e influentes membros.

O mesmo se diz do PSDB como um todo. Onde estão as notas oficiais de Sergio Gerra, presidente do PSDB, a defender o governo de seu partido contra o governo do partido de Dilma?

O partido de FHC e seu candidato a candidato à Presidência estão bem escondidos porque em dezembro passado uma pesquisa CNT-Sensus revelou que 76% dos brasileiros dizem que o governo Lula é melhor do que o de FHC, que só teve a preferência de 10% dos pesquisados, o que constitui prova de que o governo federal tucano foi desastroso a ponto de provocar hesitação de seus membros e entusiastas de defendê-lo publicamente.

Até a grande mídia, velha tucana de quatro costados, já sofre defecções como a da Folha de São Paulo, que publica hoje análise que reproduzo a seguir, onde admite tudo o que venho escrevendo há anos. O texto, aliás, ainda revela que certos comentaristas deste blog tentam ser mais realistas do que o rei, ou seja, mais tucanos do que a mídia tucana, do que o PSDB e do que seu pretenso candidato a presidente.

Vale a pena ler a matéria. É a primeira admissão real de um setor da grande mídia de que o governo FHC teve mais erros do que acertos. Ei-la, pois.



FOLHA DE SÃO PAULO

9 de fevereiro de 2010

ANÁLISE

FHC cita méritos e omite erros

Tucano propõe comparação bizantina entre o seu programa de obras e o PAC

GUSTAVO PATU

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Não é difícil, para FHC, listar corretamente méritos de seu governo negados pela retórica palanqueira de Lula. Mais complicado é revisitar o período sem provocar a lembrança de erros e deficiências, também reais, que contribuíram para afastar os tucanos do Planalto.

"Sem medo do passado" é o título do artigo que o ex-presidente escreveu em defesa de seus dois mandatos. Se não há mesmo medo, as entrelinhas deixam transparecer que persiste, pelo menos, desconforto. Omissões e meias verdades contrastam com a defesa, alardeada no texto, de uma "política mais consciente e benéfica para todos".

Em exatas 998 palavras e cifras que descem a minúcias, não há uma única menção, no exemplo mais flagrante, ao crescimento econômico -goste-se ou não, o indicador mais universalmente utilizado para mensurar o sucesso das administrações nacionais.

No mais perto que chega do tema, FHC propõe uma comparação bizantina entre o seu programa de obras Avança Brasil e o PAC petista, ambos conhecidos pela discrepância entre metas e realizações. E, claro, sem falar na crise de abastecimento de energia elétrica.

A renda nacional cresceu à média de 2,2% ao ano sob FHC e deve encerrar o período lulista com taxa anual de 3,7%, se confirmadas as expectativas dos analistas. Mais importante politicamente, o primeiro começou seu governo com expansão acelerada e terminou em estagnação, enquanto o segundo obteve o resultado inverso.

Nos últimos anos, os tucanos, com boa dose de razão, vinham atribuindo a vantagem de Lula à sorte de governar em um período de rara prosperidade internacional, livre das turbulências financeiras da década passada. Essa argumentação perdeu charme, no entanto, com o colapso global do final de 2008, do qual o Brasil saiu com perspectivas de rápida recuperação.

No artigo do ex-presidente, a única razão apresentada para a crise herdada por Lula é o temor provocado nos credores e investidores "por anos de "bravata" do PT e dele próprio" -nada se diz sobre a escalada das dívidas interna e externa nos anos anteriores, consequência de políticas do primeiro mandato tucano, corrigidas tardiamente no segundo.

Dólar barato e gasto público sem amarras sustentaram a popularidade inicial de FHC e garantiram sua reeleição no primeiro turno, mas levaram o endividamento público de menos de 30% para quase 50% do Produto Interno Bruto.

Câmbio e superávit

As medidas de ajuste adotadas a partir de 1999 -câmbio flutuante e metas de superavit fiscal- foram mantidas pelos petistas, como gostam de lembrar os tucanos. Mas tampouco o crédito, nesse caso, cabe à gestão FHC: tratou-se de uma imposição do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Não por acaso, os indicadores mais palpáveis de melhora social do texto do ex-presidente estão circunscritos a seu primeiro governo. É o caso da queda aguda da pobreza, do aumento do rendimento médio mensal dos trabalhadores, do reajuste mais generoso do salário mínimo.

O artigo dribla o inconveniente com saltos nas datas. Recorda-se, por exemplo, que, "com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total" e depois menciona-se a taxa de 18% registrada em 2007, já sob o governo Lula. Não se menciona que, após a queda brusca do primeiro ano, a pobreza permaneceu nos mesmos patamares no restante do governo tucano.

Iniciativas celebradas do segundo mandato geraram mais frutos sociais, econômicos e políticos para Lula que para FHC. Além das correções da política econômica, o exemplo clássico é a criação do Bolsa Escola, depois ampliado e rebatizado como Bolsa Família.

Fonte: Cidadania.com

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Acontece em Ubatuba


Ubatuba lidera Bolsa Família na região atingindo 20% das famílias ubatubenses

Saulo Gil

De acordo com dados divulgados pelo site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome do Governo Federal, cerca de cinco mil famílias ubatubenses receberam, neste mês de fevereiro, o auxílio monetário concedido pela União, por meio do programa Bolsa Família. O número de beneficiários no município (4.761) é disparado o maior da região, superando até a cidade de Caraguá, que, apesar de contar com maior população, tem cerca de mil famílias a menos que Ubatuba na Folha de Pagamento do Programa Federal.
A disparidade é tão grande, que os depósitos da União na cidade se comparam aos atendimentos realizados em Taubaté, município com mais de o triplo da população Ubatubense. Se for considerada a média nacional do IBGE de 3,3 pessoas por família, a cidade registraria, ao todo, cerca de 24 mil lares. Portanto, na porcentagem, o assistencialismo do Bolsa Família contemplou, no último dia 5 de fevereiro, 20% dos moradores de Ubatuba.
O índice foi considerado bem elevado até pelo Secretário de Cidadania e Desenvolvimento Social, Claudinei Salgado. O chefe da pasta relatou que não tinha em mãos os números atuais repassados ao município, porém, considerou elevada a quantidade divulgada no site do Ministério nesta segunda-feira. “Só terei essa confirmação amanhã (hoje), porém acredito que se existe essa diferença, provavelmente deve-se ao empenho dos nossos funcionários, que trabalham intensamente n processo de cadastramento e atualização das listas junto ao Governo Federal”, relata Claudinei, ainda sugerindo um possível equívoco no número divulgado pela Folha de Pagamento do Bolsa Família
Já para o presidente do diretório municipal do PT, Maurício Moromizato, os índices anunciados refletem dois lados da realidade ubatubense. “Primeiramente, vemos o quanto é fundamental o apoio dado pela União aos moradores locais. O que seria de Ubatuba se estas mais de 4 mil famílias não tivessem dinheiro nem para comer?, questiona o político, acrescentando que os dados também deveriam causar um alerta na sociedade local. “A intenção do Governo Brasileiro não é ficar aumentando o número de Bolsas Família. O objetivo do PT é que, ao longo dos anos, esse programa atenda cada vez menos pessoas, na mesma proporção em que suba a quantidade de carteiras assinadas. Por isso, este balanço serve para nos mostrar o quanto a cidade precisa avançar para não se tornar tão dependente do assistencialismo Federal”, completa Moromizato, cobrando ainda maior participação do Governo Estadual neste setor da política pública.

Lambido do jornal imprensa livre

Globo, Veja e Estadão fazem jornalismo mau caráter com o Bolsa-família

O Observatório de Imprensa analisa o tratamento revoltante e injusto dado ao programa Bolsa-família pela revista Veja, jornal O Globo, e Estadão.

BOLSA FAMÍLIA E A MÍDIA
A cobertura (omissa) das políticas sociais

Por Ângela Carrato e João Mendes em 9/2/2010

Os leitores de Veja, O Globo e O Estado de S.Paulo se depararam, nos últimos dias, com uma série de matérias contendo dados equivocados e juízos de valor que não se sustentam em se tratando do Programa Bolsa Família, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Em comum às três matérias, além dos equívocos, uma nítida tentativa de vincular o programa – que é referência nacional e internacional em redução de pobreza – com ações eleitoreiras e até mesmo com o que denominam de "terrorismo eleitoral".

A primeira matéria coube à revista Veja que, na edição 2149 (de 24/1/2010), sob o título de "Bolsa-Cabresto", publicou duas páginas onde, no lugar de informações para o leitor, lançou mão de dados equivocados, chegou a números fantasiosos e nem se deu ao trabalho de ouvir o MDS antes de publicar a sua "tese" sobre o assunto. Na segunda-feira (25/1), a Assessoria de Comunicação do MDS enviou à Veja uma nota de esclarecimento, na qual rebatia todos os pontos da matéria e solicitava que a revista a publicasse na próxima edição. Na terça-feira (26), a repórter de Veja que assina a matéria, Laura Diniz, fez contato com a Assessoria de Comunicação do MDS e solicitou mais alguns dados, no que foi prontamente atendida.

Na oportunidade, a assessora responsável direta pelo Programa Bolsa Família, jornalista Roseli Garcia, informou à repórter de Veja que o MDS havia enviado a nota de esclarecimento e que aguardava a publicação. Em resposta, ouviu que a nota estava "grande demais" e que "dificilmente seria publicada". Na noite de quarta-feira (27), a repórter encaminhou para o MDS um texto com a proposta de retificação por parte da revista Veja. A nota, num total de quatro linhas, nem de longe contemplava as correções apontadas pelo ministério na matéria publicada por Veja.

Diante disso, a Assessoria de Comunicação encaminhou, na quinta-feira, ao diretor de redação de Veja Eurípedes Alcântara e ao redator-chefe, Mario Sabino, uma mensagem contendo todo o ocorrido e solicitando, em respeito aos leitores e à verdade, a publicação da resposta na íntegra. Não recebemos retorno por parte dos dois dirigentes da revista. Aliás, as duas mensagens foram descartadas sem terem sido lidas. Na sequência, a repórter responsável pela matéria telefonou para Ascom/MDS solicitando uma diminuição no tamanho da nota. Atendendo a esse pedido, essa redução foi feita de forma a contemplar explicações mínimas que pudessem fazer o leitor entender o equívoco cometido pela revista. Essa nova nota foi encaminhada na noite de quinta-feira (28/1).

Na sexta-feira, a repórter liga novamente para Ascom/MDS dizendo que a carta "continuava grande demais" e que tinha preparado uma correção, pois considerava "melhor para o ministério" a retificação da revista do que a publicação da carta. A ela foi respondido que preferíamos a carta, por esclarecer melhor o caso aos leitores.

Veja optou pela correção que ela própria fez, publicada em corpo minúsculo sem ter respondido aos principais equívocos apontados pela Ascom/MDS. Além disso, em destaque, publicou duas cartas de leitores que continham críticas ao Programa Bolsa Família a partir de uma matéria repleta de erros. Vale dizer: amplificou, novamente, o próprio erro, sem aceitá-lo como tal. Leia mais aqui.

Enviado por e-mail: Por: Zé Augusto

Ataques a Dilma negam humanidade de ministra e protagonismo das mulheres




por Luiz Carlos Azenha

Eu acho que vocês, mulheres, poderiam montar um blog para colecionar os ataques com tons machistas e sexistas que os tucanos e o PSDB estão disparando contra a ministra Dilma Rousseff.

Não se trata apenas de uma crítica política a que Fernando Henrique Cardoso e o senador Tasso Jereissati estão fazendo à ministra. É uma tentativa mal disfarçada de desqualificar a pessoa, como se ela fosse apenas "reflexo" de um líder (nas palavras do ex-presidente) ou uma "candidata de silicone", nas palavras de Jereissati. As duas críticas negam humanidade à ministra. E negam também protagonismo. As duas críticas tentam pintar Dilma como um pedaço de geléia, inerte, sem vontade própria -- características que muitos homens brasileiros gostam de ver em "suas" mulheres, mas que não são boas em uma líder.

Temos, então, um paradoxo: para alguns, Dilma a "terrorista"; para outros, Dilma a "boneca inflavel". Duas formas de sugerir ao eleitorado que se trata de uma mulher "que não vale nada".

Presumo que isso seja coisa de marqueteiro, que pretende explorar o preconceito contra as mulheres que existe no eleitorado, inclusive no eleitorado feminino. A ideia da "duplicidade" feminina serve muito bem a essa estratégia, embora no final das contas acabe alvejando as pretensões femininas, de todas as brasileiras, nos campos político, pessoal e profissional.

Não deixa de ser cômico, no entanto, ver o senador Jereissati dizendo que Dilma não tem o "physique du rôle" adequado à presidência. Parece um coronel político ditando como a mulher deve ou não ser, pode ou não ser. E essa fixação por "desmascarar" a mulher que não sabe o seu lugar... Sei não, mas acho que o Tasso está tentando dizer que, se ele fosse mulher, seria uma mulher muito mais atraente e interessante que a Dilma.

Participe

O governo Lula criou um concurso estudantil de redação e desenho, em nome da Controladoria-Geral da União, que propõe aos alunos que discorram sobre os efeitos da corrupção. O tema é "Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?. Com prêmios que vão de máquinas fotográficas a computadores, o edital do concurso faz a ressalva: parentes de membros da comissão julgadora não poderão participar.

Porque?

Porque o presidente do STF, Gilmar Mendes Dantas, não reclamou quando algemaram o líder do MST Miguel Serpa, como fez quando prenderam banqueiro Daniel Dantas?

O Supremo Tribunal Federal, a corte máxima do Brasil, aquela em que se julga em última instância do Poder Judiciário, decidiu, em tempo recorde, que agora somente podem ser usadas algemas em caso de resistência do preso, risco de fuga, perigo à integridade física do investigado ou das outras pessoas, e, como súmula vinculante, deve ser obedecida em toda a administração pública. A súmula também prevê a anulação da prisão ou do julgamento em que houver o uso abusivo das algemas.O ministro Gilmar Mendes, que já foi procurador da República, poetizou dizendo que “a algema é uma metáfora... viola a presunção de inocência do preso e a dignidade da pessoa humana”. Gilmar Mendes ainda sugeriu numa recente entrevista a criação de varas especializadas, na Justiça, para combater abusos de autoridade em investigações policiais.

A imagem de Miguel Serpa líder do MST algemado foi estampada nos jornais e veiculada nos noticiários dos canais de televisão brasileiros

Onde estão o presidente do STF, Gilmar Mendes, e os demais ministros do Supremo e os políticos tão ciosos da preservação da dignidade humana? Por acaso se ouviu da parte deles a condenação do abuso da ação policial na prisão dos trabalhadores?

Enviado por e-mail: Por: Helena™

Serra cortou R$ 830 milhões da Segurança e da Educação e crimes aumentaram

O PIG (imprensa corporativa) esconde, a gente mostra:

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), cortou mais de R$ 830 milhões, no ano passado, do volume de recursos previstos no orçamento para Segurança Pública e Educação.

Relatório produzido pela bancada do PT na Assembleia, com base nos dados oficiais do Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária, informa que o Governo Serra deixou de aplicar R$ 471 milhões em Segurança Pública – mais de 20% dos R$ 2,3 milhões previstos no orçamento de 2008.

O corte coincidiu com o aumento da violência em São Paulo, revelado há poucos dias pela Secretaria estadual de Segurança e atribuído pelo governador à crise econômica e ao desemprego.

Na Educação, Serra reduziu os investimentos em R$ 361 milhões – mais de 5% dos R$ 6,9bilhões previstos.

Fonte: blog A P L

Serviço de primeiríssima qualidade? Na Vivo?

O presidente Lula está reunido com vários ministros para discutir o modelo a ser implantado no Plano Nacional de Banda Larga, sem hora para terminar a reunião.

Há expectativa de que o presidente bata o martelo sobre o desenho do Plano Nacional de Banda Larga, definindo o papel que a Telebrás terá nessa iniciativa.

Estimativas apresentadas pela Casa Civil revelam que o custo do projeto ficará entre R$ 3 bi a R$ 14 bilhões até 2014, montante que é bem abaixo do estimado pelo setor privado - R$ 75 bilhões.

A piada do dia

O presidente da Vivo, Roberto Lima, assim como os dirigentes das demais operadoras de telefonia, fazem lobby para evitar que a Telebras concorram com eles. Entre os esperneios, soltou a piada do dia:

"Não há necessidade de grandes mudanças para um mercado que tem conseguido fazer um trabalho de primeiríssima qualidade"...

Primeiríssima qualidade? Quem é cliente da Vivo, concorda?

Fonte: blog A P L

" Estadão" fala por FHC; "Folha" é a voz de Serra


Estadão" não quer tucanos com esse figurino; "Folha" não se importa: vitória de Serra vale mais que FHC



por Rodrigo Vianna


Sob comando da família Mesquita, o "Estadão" sempre foi um jornal mais "ideológico" do que a "Folha". O diário dos Frias muda de posição conforme muda o vento.

Os dois jornais estiveram a favor do golpe de 64. O "Estadão" - como boa parte da elite brasileira - queria uma intervenção rápida dos militares, "limpando" o país dos "comuno-petebistas". Depois, o poder cairia no colo da UDN. Era o sonho da família Mesquita.

Quando a ditadura mostrou que viria pra ficar, o "Estadão" teve a coragem de rever suas posições, e foi pra oposição. Viveu sob censura, teve que publicar receitas e poemas no lugar de textos censurados. A "Folha", não.

A "Folha" (há várias testemunhas disso) chegou a emprestar seus carros para transporte de presos, e para uso do DOI-Codi em São Paulo.

Quando o vento mudou, nos anos 80, aí a "Folha" virou "democrata", botou faixa amarela na capa, e fez campanha pelas Diretas-Já. Teve um papel importante naquela época. Isso não se nega. E conquistou muitos jovens leitores com essa posição de "vanguarda".

Por que relembro isso tudo?

Porque, nos últimos dias, ficou claro que apito "Folha" e "Estadão" tocam em relação à candidatura tucana.

O "Estadão" publicou o artigo de FHC, no domingo - chamando o PT para a briga (o que Lula e Dilma adoraram).

A "Folha", nesta terça, deixa claro que a tática de FHC desagradou a Serra. O jornal dos Frias não ouviu o Serra em "on". E não precisa. O recado foi dado na capa: "Críticas de FHC ao presidente contrariam a tática de Serra".

O "Estadão" fala por FHC. De forma aberta - como manda a boa tradição do jornal (lembro que, hoje, o diário nem está mais sob comando dos Mesquita, mas de um comitê de credores que - segundo alguns - incluiria também gente muito próxima a FHC).

A "Folha" fala por Serra. De forma velada.

É um pouco mais que isso.

Os dois jornais, claro, querem a vitória de Serra. Mas, para o "Estadão, não basta uma vitória qualquer. Precisa ser uma vitória que reafirme o ideário (neo) liberal: a candidatura tucana deveria levantar as bandeiras, defendendo o legado de FHC. Para o "Estadão", não vale uma vitória envergonhada, que esconda FHC e legitime o "Estado forte" do segundo mandato lulista. FHC foi o sujeito que prometeu "enterrar a era Vargas". É o velho sonho do "Estadão", que até hoje não digere a derrota para Vargas em 32.

A "Folha", como sempre, parece mais pragmática. Se for preciso esconder FHC para que Serra vença, ótimo.

Não é por outro motivo que o jornal dos Frias escalou o (bom) repórter Gustavo Patu para mostrar como FHC omitiu os erros do governo dele no artigo escrito para o "Estadão" - http://blogln.ning.com/profiles/blogs/analise-do-artigo-de-fhc-fhc. É um recado da "Folha" (e de Serra) para FHC: se falar demais, até nós vamos desconstruir o seu governo!

FHC já percebeu que - se não brigar para defender sua biografia - ela será jogada no lixo, inclusive pelos correligionários tucanos.

Lula quer que a eleição vire um "choque de programas" (governo Lula x governo FHC).

Serra quer "choque de biografias" (o ex-ministro e governador "experiente" x a ministra "inexperiente").

O problema é o choque de egos entre os tucanos.

Quem vai guardar o ego de FHC no apartamento dele, em Higienópolis? Só Dona Ruth conseguiria...

Pensando bem, não é justo exigir tal esforço de FHC, a essa altura da vida.

Deixa o FHC falar à vontade! Faz bem pra ele. E, certamente, fará um bem enorme ao país...


Fonte

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

AOS VISITANTES: HOJE É O DIA DAS CHARGES. AFINAL: RIR É O MELHOR REMÉDIO !!

Enfim, uma notícia boa, muito boa! Boa mess....


Resultados parciais de uma pesquisa feita pela Universidade da Califórnia(EUA),dão conta que a bebida preferida dos brasileiros,a cerveja,contém bom teor de silício que pode evitar a osteoporose,desde que moderadamente utilizada, (uma caixa por dia).
A cerveja também pode reduzir o estresse e isso eu já sabia,hehe! (neste caso, mais de uma caixa diariamente...)

charge do Thomate

Charge do Ique

Charge do Bessinha

Charge do Bessinha

Charge do Aroeira

Zé Alagão trabalhando por você

Capa da Veja censurada por Civita


fonte: blog- Com texto livre

CHARGE DO BESSINHA.

A SOLUÇÃO PARA SÃO PAULO,COM O AVAL DE SERRA!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Leia com atenção!!

750 mil sem água desde a manhã de domingo; sete bairros afogados em esgoto desde o ano passado; apagão interliga classe média da zona oeste à escuridão do extremo leste e sul; criminalidade avança no Interior; violência é epidêmica no litoral; metade dos alunos da rede estadual não entende o que lê; o terceiro pior porto do Brasil; os pedágios mais caros da Nação; cacete contra quem protesta; gás pimenta contra quem reclama. A mídia diz que esse lugar é uma maravilha --- "mas como é que faz para sair daqui?...na sua opinião/Tá tudo normal ou existe crime?"

(Carta Maior e o desastre de proporções ferroviárias causado por 16 anos de domínio ininterrupto do PSDB no governo do Estado de São Paulo)
Por que FHC não se cala







Mais uma vez ele veio a público e trouxe de volta as lembranças daqueles anos de penúria que ainda fazem os brasileiros estremecerem. FHC, em artigo publicado no Estadão deste domingo, diz que não tem medo de comparar sua gestão com a de Lula.

O que importa ao país, no entanto, não é a versão dele dos fatos, mas por que o ex-presidente continua se fazendo lembrar por essa maioria avassaladora da sociedade que discorda dele e que comprovadamente acha que o atual governo é muito melhor do que o seu.

Pesquisa CNT/Sensus divulgada em 23 de dezembro do ano passado revelou que 76% dos brasileiros acham que os sete anos do governo Lula são melhores do que os oito anos do governo FHC. A pesquisa ocorreu entre os dias 16 e 20 de novembro e entrevistou 2 mil pessoas, com margem de erro de 3%.

Já FHC, em seu artigo, elenca supostos êxitos de sua administração dos quais a sociedade desdenha de forma tão decidida em pesquisa de opinião e em duas eleições presidenciais.

Surge, assim, uma questão: por que o ex-presidente não se cala e pendura as chuteiras? A cada vez que se manifesta, joga seu governo desastroso sobre os ombros de seu sucessor não só como ideólogo, mas como ídolo de ricaços, de artistas, de acadêmicos e de empresários (sobretudo de mídia) do Sul e do Sudeste.

Esse herdeiro de FHC é o governador José Serra. Ele e o ex-chefe (de quem foi ministro em dois ministérios distintos, o do Planejamento e o da Saúde) continuam sendo a antítese de Lula, e para sorte do governador muitos não se lembram disso.

Aliás, sobre a imagem de Serra no imaginário popular boa parte dos que dizem que poderão votar nele para presidente acham que é o candidato de Lula, conforme detectou pesquisa Vox Populi divulgada no fim de janeiro.

Em quadro tão adverso, FHC não se cala por que?

Vaidade, por exemplo. Acredito que o ex-presidente, que carregou durante a vida de acadêmico um orgulho intelectual imenso e uma visão meio Bóris “escala do trabalho” Casoy da realidade, preferiria a morte a reconhecer que um operário sem curso superior pudesse suplantar a nata da sociedade.

Deve-se entender também, nesse contexto, a fidelidade de Serra ao ex-chefe. Ele tampouco pode aceitar que um governo do qual foi ministro em duas pastas distintas, e por ter sido um dos seus principais artífices, seja considerado tão inferior ao governo do operário.

No caso de Serra, não se trata nem de orgulho. Tendo integrado um governo que a sociedade considera em tão larga escala que fracassou, fica difícil pedir que o povo o escolha presidente em lugar de uma integrante de um governo que quase todos consideram que está sendo muito melhor.

FHC não se cala sobretudo porque ainda não se deu conta de quão duro foi o período da história em que governou o Brasil. E Serra, mesmo rezando para o ex-chefe se calar, acha que tevês, rádios, jornais e revistas poderão fazer com que seja esquecido o sofrimento de parcela tão expressiva da sociedade naquela época.

Karl versus Adam



Alguém já parou para pensar no que PT e PSDB têm a exibir em seus currículos? Não me refiro a escândalos, porque cada lado faz acusações mais escabrosas ao outro. Refiro-me a currículo, e currículo é o que um candidato a qualquer coisa tem a apresentar como pretensa prova de experiência e desempenho.

Quando se fala em disputa política nacional, ao menos nos últimos quinze anos fala-se em PT e PSDB. No entanto, fala-se pouco, porque, no Brasil e no resto do Terceiro Mundo, os povos ainda se prendem a nomes em vez de atentarem às siglas partidárias, o que torna os partidos fracos e os projetos políticos voluntaristas e com um quê de aventureiros.

Cada um que pense o que quiser, mas quem vem ler o que escrevo está em busca da opinião de quem escreve, seja para analisar de verdade ou para concordar ou discordar sistematicamente. Desta maneira, vou lhes dizer, com honestidade, o que acho que o Brasil enxerga quando pensa em PT e PSDB. Mas só quando pensa, porque não costuma pensar no assunto.

Note-se, porém, que não dá para tratar de situações regionais. Indo ao Sudeste, encontraremos a balança pendendo para os tucanos. Se formos ao Nordeste, a encontraremos pendendo para os petistas. Em todo o Brasil, porém, a maioria pende é para nomes de pessoas, sem atentar para o que representa a sigla partidária a que pertence aquele nome.

No Primeiro Mundo é diferente, ainda que a situação econômica deste, atualmente, seja sinônimo de incompetência e de irresponsabilidade. Mas não podemos nos esquecer de que, antes de mergulhar na utopia neoliberal, os países industrializados, com exceção dos Estados Unidos, produziram o Estado do Bem Estar Social, o dito Welfare State.

Uma filha está estudando inglês na Austrália e trabalhando para pagar seus estudos. Ganha mais do que um engenheiro no Brasil trabalhando como baby-sitter (babá) e housekeeper (empregada doméstica que trabalha por hora). A tia do noivo de minha Gabriela é housekeeper no Texas e ganha mais do que muito executivo de multinacional.

Sempre digo que o Primeiro Mundo atingiu esse estágio de bem-estar social (menor nos EUA, que copiamos, e maior na Europa, que fazemos questão de não copiar) porque esses povos aprenderam a manter os políticos sob rédea curta exigindo deles programas claros, que são debatidos à exaustão nas campanhas eleitorais.

Direita e esquerda têm propostas bem definidas até nos EUA. Barack Obama propôs e começa a implantar um sistema de saúde pública que os republicanos não queriam dar. Na Europa, direita e esquerda se enfrentam com propostas de “realismo” político e econômico, de um lado, e de aumento do Welfare State de outro.

No Brasil, os currículos partidários dos representantes da direita e da esquerda são muito claros. O PT pode dizer que em seu governo o país cresceu e se desenvolveu, que as camadas mais humildes da população melhoraram muito de vida e que no governo do PSDB sofremos com quebradeiras, estagnação, desemprego e até inflação.

São Paulo, com seu caos social e urbano, ou o Rio Grande do Sul, com seus escândalos e visível piora no padrão de vida de um Estado que, até então, tinha a melhor qualidade de vida do país, em uma sociedade atenta estes fatos constituir-se-iam – ou constituir-se-ão? – em uma barreira intransponível para um candidato a presidente do PSDB.

Já no caso do governo Lula, sua obra social e econômica é conhecida no mundo inteiro. Obra que se contrapõe ao governo FHC, que começou e terminou com recessão, inflação e desemprego, entre outros problemas trágicos.

Em 2002, o país desafiou o discurso do medo, então dito por Regina Duarte, e, pela primeira vez, elegeu um presidente da República de origem popular. Em 2006, em meio à maior campanha difamatória da história recente, votou contra a mídia e o PSDB.

Apesar do discurso da mídia e do próprio PSDB de que o que foi feito de bom por este governo não foi mais do que continuar fazendo o que fazia o governo anterior e de que o que continua ruim pertence só ao presente, os arquivos dos jornais estão coalhados de divergências dos partidos quanto à política econômica e ao social, e mostram quanto foi feito à revelia da mentalidade tucana nos últimos sete anos e tanto.

Neste ano, o Brasil fará a mais importante das suas entrevistas de emprego. O maior contingente de eleitores da história contratará um funcionário público – ou uma funcionária – para conduzir o magnífico processo desenvolvimentista que ora vivemos, e o instrumento para definir essa contratação (o currículo) favorece o PT.

Está se desenhando, pois, a escolha política que será imposta à sociedade neste ano, entre um Estado forte e um mercado libertino. De um lado, o PSDB oferecerá o “livre mercado” e bradará sobre “o fim do socialismo”, e, de outro, o PT mostrará no que foi que o neoliberalismo deu e o que o Estado pode fazer quando está a serviço da maioria.

Creiam-me, esse será o mote da eleição presidencial deste ano. A direita pode não gostar, mas, depois de tanto tempo, Karl Marx e Adam Smith, dentro das circunstâncias contemporâneas, voltarão a se enfrentar no Brasil. Agora, como nunca, pela Presidência da República, por mais que Adam mostre que lutará mascarado.

Finalmente, quero poupar trabalho aos que virão dar exemplos de que o governo Lula seria tão neoliberal quanto o PSDB. É a ideologia Heloísa Helena, que diz que resolveria todos os problemas sociais brasileiros com uma canetada no primeiro dia de um seu eventual governo – acreditem, ela chegou ao ponto de dizer isso de verdade, ouvi num programa de rádio uma vez.

Há anos que digo que há um processo em curso no Brasil. Um processo lento, no qual foi preciso aceitar imposições do mercado que, se não fossem aceitas, levariam a investidas do capital transnacional que nos quebrariam. Tivemos que jogar o jogo, até aqui, dentro das regras dos países ricos.

Dilma Rousseff e o PT significam mais Estado e menos libertinagem do “mercado”; Serra e o PSDB, pode-se mensurar o que representam olhando-se o que fizeram no governo do Brasil e em São Paulo.

Alguém consegue dizer alguma obra social de relevo do governo paulista? A principal obra do governo Serra, nos últimos tempos, foi a lei de alcagüetagem dos fumantes, e de um governo Yeda Crusius, contenção de gastos e afasia do Estado – a corrupção é outro assunto. Já nos governos Lula e Marta Suplicy, por exemplo, há um Bolsa Família ou os CEUs e o bilhete único.

Durante a crise econômica, cujo auge foi entre o fim de 2008 e meados de 2009, ficou claro quem é quem (Karl ou Adam) na política brasileira. Enquanto Lula pôs o Estado para funcionar, Serra e Kassab fizeram-no se retrair, parar de gastar, o que está rendendo muita dor de cabeça aos paulistas, como se está vendo.

Aliás, o embate entre Estado e mercado já começou. Os tucanos se posicionaram abertamente contra o protagonismo do primeiro e a favor da supremacia do segundo, em consonância com o que fizeram durante a década de 1990, o que mostra que eles não mudaram. Sobretudo por continuarem chamando programas sociais de “esmolas”.

Os tucanos querem que as multinacionais estrangeiras do petróleo abocanhem o pré-sal, querem redirecionar os negócios externos para os países ricos e acalentam, em privado, inclinações privatizantes, ainda que hesitem em sair do armário. A eleição de Serra seria uma farra do mercado, uma nuvem de gafanhotos que, mais uma vez, roubaria o país.

No Brasil contemporâneo, Karl é nosso melhor amigo e Adam, uma ameaça. E são eles que disputarão a Presidência da República, queiram a direita e a ultra-esquerda ou não.



Escrito por Eduardo Guimarães do blog cidadania.com

" CHOQUE DE GESTÃO " TUCANO


Estação Sé do Metrô de São Paulo, dia 3 de fevereiro de 2010



Entenda por que a situação chegou a esse ponto:

Metrô da Cidade do México

A primeira linha do metrô da Cidade do México servia 16 estações e foi aberta ao público em 1969. Desde então, foram efetuadas várias expansões sucessivas à rede; atualmente é composta por 11 linhas, 175 estações e 177 km de linhas. A Cidade do México tem 8 milhões de habitantes (2005)

Metrô de Santiago do Chile

O metrô de Santiago foi inaugurado em 15 de setembro de 1975. Atualmente, possui uma rede composta de 85 estações,distribuídas por 4 linhas ao longo de 84,4 quilômetros. O metrô de Santiago do Chile é considerado o mais moderno da América Latina. Santiago tem 5,4 milhões de habitantes (2007)

Metrô de SãoPaulo

O Metrô de São Paulo foi inaugurado em 1974 e possui hoje 62,2 km de extensão em cinco linhas e 56 estações. São Paulo tem 10 milhões de habitantes (2006)

Ranking de extensão das linhas de metrô pelo mundo


posição cidade país inauguração km nº estações

1 Londres Reino Unido 1863 408,00 268

2 New York Estados Unidos 1904 368,00 468

3 Tokyo Japão 1927 304,50 290

4 Moscou Russia 1935 292,90 177

5 Seoul Coreia do Sul 1974 286,90 348

6 Madrid Espanha 1919 284,00 281

7 Shanghai China 1995 232,40 163

8 Paris França 1900 213,00 380

9 C. Mexico Mexico 1969 201,70 175

10 Beijing China 1969 198,95 123

11 Hong Kong China 1979 174,00 94

12 Washington Estados Unidos 1976 171,20 90

13 Mumbai India Ásia 1905 171,00 73

14 S. Francisco Estados Unidos 1972 166,90 43

15 Chicago Estados Unidos 1892 166,00 151

16 Berlim Alemanha 1902 144,10 192

17 Osaka Japão 1933 137,80 133

18 Guangzhou China 1999 116,00 62

19 Singapura Singapura 1987 113,20 71

20 Barcelona Espanha 1924 106,60 147

21 Estocolmo Suécia 1950 105,70 104

22 S. Petersburg Russia 1955 105,50 60

23 Hamburgo Alemanha 1912 100,70 97

24 Busan Coreia do Sul 1985 95,00 92

25 Munique Alemanha 1971 92,50 100

26 Nagoya Japão 1957 89,00 93

27 Santiago Chile 1975 83,00 92

28 Atlanta Estados Unidos 1979 79,20 39

29 Newcastle Reino Unido 1980 76,50 61

30 Nova Delhi India 2002 76,50 68

31 Taipei Taiwan 1996 75,80 73

32 Milão Itália 1964 74,60 88

33 Saint Louis Estados Unidos 1993 73,40 37

34 Tianjin China 1974 71,98 37

35 Toronto Canada 1954 71,30 74

36 Viena Austria 1978 69,80 96

37 Montreal Canada 1966 69,20 73

38 Bucareste Romania 1979 67,70 50

39 Cairo Egito 1987 65,50 55

40 Kuala Lumpur Malásia 1996 64,00 60

41 São Paulo Brasil 1974 62,20 56



Observação 1 : São Paulo é a sexta cidade mais populosa do mundo

Observação 2 : O PSDB governa São Paulo há 15 anos.

Fonte: Cidadania. com

Essa, a imprensa de oposição ao governo Lula não conseguiu esconder

A "Veja" publicou no sábado que "a classe C, a nova classe média brasileira, voltou a crescer e aparecer", com mais 2,6 milhões entre setembro e dezembro.

E ontem a manchete do jornal "O Globo" ressaltou que a "Classe C do Brasil já detém 46% da renda", segundo a FGV, representando "a maior fatia", passando os 44% das classes A e B. O jornal ouve, de publicitários, que a mudança vem levando o setor a "rever conceitos".

Fonte: blog A P L

Mentira da revista Veja tem pernas curtas: governo cancela Bolsa Família de 710 mil beneficiários


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Principal revista porta-voz do ideário demo-tucano, e entusiasta da candidatura de José Serra (PSDB/SP) à presidência da República, a revista Veja publicou as críticas da oposição ao programa Bolsa-família (cujos políticos demo-tucanos não fazem em público, mas fazem nos bastidores), chamando pejorativamente o programa de "Bolsa cabresto".

A "reporcagem" repleta de mentiras, foi desmentida prontamente em nota do Ministério do Desenvolvimento Social.

Mas hoje, duas semanas depois da publicação da revista, o desmentido veio em forma de fato, tão contundente que até o jornal das organizações Globo (também alinhado com o ideário demo-tucano), acabou publicando a notícia que desmente a revista.


Fonte: blog A P L

Lula envia ao Congresso projeto que pune empresa corruptora

Demo-tucanos, tremei! ... Complicará a situação jurídica de empresas envolvidas em escândalos de propinas como o mensalão do DEM, a operação Castelo de Areia, o escândalo da ALSTOM, a operação Satiagraha.

A legislação brasileira é por demais permissiva, e no máximo, o ministério público consegue responsabilizar alguns dirigentes das empresas criminalmente, mas os lucros advindos da corrupção quase sempre ficam intocáveis. Uma lei pretende acabar com isso.

As 19h30 desta segunda-feira, o presidente Lula assina a mensagem de encaminhamento ao Congresso Nacional do Projeto de Lei (PL) de regulamentação da responsabilidade administrativa e civil de empresas corruptoras.

O projeto prevê punição para as empresas que fraudarem licitações ou pagarem propinas a servidores públicos.

Dependendo da irregularidade praticada, a proposta estabelece multa de 1 por cento a 30 por cento do faturamento bruto, impedimento de receber benefícios fiscais, suspensão parcial de atividades ou até a extinção da empresa corruptora.

Atualmente, as sanções são mais brandas. A empresa flagrada pode ser declarada inidônea, o que a proíbe de participar de licitação e manter contratos com o setor público, além de receber uma multa que não chega a lesar o seu patrimônio.

O projeto também impede que novas companhias criadas por empresários autuados ou empresas dessas pessoas em nome de terceiros, os chamados "laranjas", assinem contratos com a administração pública.

Fonte: blog A P L

FHC "AINDA" SACA NO CARTÃO CORPORATIVO




O cartão corporativo designado pela Presidência da República ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que está em nome de Eduardo Sacillotto, um dos seguranças do ex-presidente, e é destinado a despesas relativas a combustível dos dois carros, também designados pela Presidência da República, ao ex-presidente - um Chevrolet Ômega e um Fiat Marea.

"O limite do cartão é de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais, não cumulativos, e todos os meses é enviada à Secretaria de Administração da Casa Civil, em Brasília, uma prestação de contas do que foi gasto com o cartão".

No PORTAL DA TRANSPARÊNCIA, há UMA GRANDE QUANTIDADE de abastecimentos SUCESSIVOS E DIÁRIOS.

Assim fica fácil o boca-mole falar, falar, falar e nada dizer, pois tem uma vida das MIL E UMA NOITES, paga com dinheiro do contribuinte.

O que esse Sr tem feito de bom para o Brasil? Nem seu filho teve a "bondade" que ele insinua pregar em nome "da democracia, já que ficou 18 ANOS privado do reconhecimento paterno a que todos os seres humanos tem direito.


VEJAM ABAIXO;

Abril/2009

COMPRA A/V - VISA-REAL-APRES 60.570.793/0001-06 AUTO POSTO HYGIENOPOLIS LTDA 08/03/2009 128,61
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Março/2009 COMPRA A/V - VISA-REAL-APRES 60.570.793/0001-06 AUTO POSTO HYGIENOPOLIS LTDA 25/02/2008 102,00
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Fonte: blog Oni Presente

Roberto Carlos foge de Brasília




André Balocco, Jornal do Brasil

ANGRA DOS REIS - Os festejos pela comemoração dos 50 anos de Brasília, no dia 21 de abril, devem ficar sem uma de suas principais estrelas. Temendo associar seu nome aos sucessivos escândalos gerados a partir do chamado Mensalão do DEM, que sangra diariamente a imagem do governador José Roberto Arruda, o empresário de Roberto Carlos, Dody Sirena, anunciou que o cantor não deve mais participar da festa. Segundo Dodi, não há como comprovar a origem do dinheiro que serviria para pagar o cachê do Rei, o que acabaria expondo a imagem de uma das principais estrelas da MPB.

– O Roberto não vai mais cantar no show de Brasília – disse Sirena, ainda no navio Costa Concordia, onde o Rei participa do projeto Emoções em Alto Mar dando shows no imenso navio de bandeira italiana, onde ele está desde o último dia 30.

O maior temor do empresário e do próprio cantor é que Roberto Carlos seja convocado a depor numa eventual CPI na Câmara Distrital, que vem sendo palco de batalhas diárias pelo seu controle entre situação e oposição, já que não há como garantir a origem do dinheiro que pagará o seu cachê. A decisão foi estudada com calma, pois já estava tudo praticamente acertado para a participação de Roberto nas comemorações da cidade que diz tanto gostar. O empresário não revelou quanto o Rei cobraria para participar do evento, marcado para 21 de abril.

Roberto, no entanto, não se furtou a falar do país durante sua entrevista coletiva, apesar de seu costumaz distanciamento quando o assunto é política. Mesmo frisando que não entende de economia e que sua praia é “fazer e cantar música”, deixou bem clara sua simpatia pela maneira como o país vem sendo conduzido ao elogiar a política econômica, que segundo ele ajuda a impor uma imagem positiva do Brasil no exterior. Eterno otimista, aposta que o país vai melhorar ainda mais se mantiver a receita.

– Eu acredito no Brasil. Hoje, lá fora, o país é respeitado. Sou um otimista e tenho certeza que as coisas vão melhorar ainda mais por aqui. O Brasil está numa situação que me deixa muito feliz – concluiu.


PS: Atenção para o grifo do Contra a Maré: "O Brasil está numa situação que me deixa muito feliz". Emoções, são tantas emoções...

VEJAM BEM O TIPO DE "LIDERANÇA" QUE FHC DIZ QUE O ZÉ ALAGÃO TEM



Os manifestantes reivindicavam uma reunião com o prefeito de São Paulo, Gilberto Akuassab, para discutir as ações para conter enchentes nos bairros. A resposta demotucana foi essa:


Lambido do Blog do Esquerdopata


ps.: De "terra da garoa" para "terra das galochas", mais uma notável contribuição demotucana para SP

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Frase da semana

Atiramos o passado ao abismo - mas não nos inclinamos para ver se está bem morto.
(William Shakespeare)

FHC sai da tumba... para desepero de José Serra

Incomodado com seus aliados demo-tucanos não defendê-lo das críticas comparativas com o governo Lula, Fernando Henrique Cardoso não resistiu à vaidade, apesar de todas a recomendações de marqueteiros para escondê-lo.

Aproveitando que José Serra (PSDB) está literalmente atolado no alagão, às voltas com um apagão na Segurança Pública, e com protestos contra pedágios abusivos, FHC decidiu "defender-se" com um artigo nos jornais desse domingo com o título “Sem medo do passado”.

O artigo é uma tentativa de falsear a história, e tentar dizer que o governo dele não foi tão ruim assim.

Traz de volta a velha impostura demo-tucana de querer declarar que o que há de bom no governo Lula foi continuidade.

Não foi continuidade. Foi correção de rumos. Onde havia embrião de programas pífios ou meia-bomba (como o bolsa-escola), foram universalizados e ganharam valores mais dignos (como o bolsa-família). Diversos programas projetos que só existiam na teoria ou eram pífios, tiveram que ser resgatados, como a volta do financiamento da moradia popular, a integração das bacias do São Francisco, recolocar ordem no sistema elétrico depois do apagão da privatização, recolocar o transporte ferroviário nos trilhos. A própria estabilidade econômica estava ameaçada com o dólar batendo a R$ 4,00 e inflação média de 2002 batendo em R$ 13% e com inflação mensal fora de controle, acima de 3% ao mês em novembro e dezembro de 2002, na passagem de governo.

Não vou repetir as baboseiras de FHC (no Portal Vermelho tem um resumo do blog do Josias), apenas lembrar das omissões de seu artigo. Ele "se esqueceu":

- do verdadeiro apagão;
- de ter quebrado o Brasil 3 vezes;
- de ter passado a herança maldita do acordo com o FMI para o governo Lula resolver;
- do altíssimo desemprego em seu governo;
- do arrocho salarial e de impostos (não corrigiu salários do funcionalismo nem a tabela de imposto de renda, conforme a inflação);
- do sucateamento do estado, incluindo escolas, unidades de saúde e Polícia Federal;
- da falta de abir uma única universidade federal;

- de abafar escândalos de corrupção, sucateando PF e impedindo CPI's a peso de ouro.
- da decadência do Brasil no cenário mundial;
- da queda do Brasil no ranking do PIB mundial;
- da restrição de crédito e de construção de moradias populares;
- o afundamento da plataforma P-36 da Petrobrás;
- a entrega de estradas esburacadas, sem manutenção;

E contestar o que o ex-presidente considera um êxito:

- é um embuste dizer que a Vale privatizada paga mais impostos do que pagava dividendos quando era estatal, pois a China multiplicou as importações de ferro depois da privatização, portanto, se ela fosse estatal, estaria rentável do mesmo jeito, porém já teria investindo mais em siderúrgicas no Brasil e teria encomendado navios no Brasil, gerando empregos e riquezas aqui, como faz a Petrobras. E a Vale só começa agora a fazer isso, por pressão do governo Lula.

- outro embuste é a privatização da Telebras (uma roubalheira que deu prejuízo direto de R$ 11,7 bilhões). Se não tivesse privatizado, teríamos tarifas muito mais baixas que pagamos hoje, muito mais gente teria acesso a telefonia fixa e à banda larga, e as remessas de lucros que hoje são enviadas para a Espanha e México, seriam reinvestido no Brasil. Isso sem contar a péssima qualidade dos serviços e atendimento das teles privadas, que temos hoje.

- Da Petrobras nem se fala. O demo-tucano simplesmente entregou descobertas e patrimônio da Petrobras para petroleiras estangeiras de mão beijada. Preparou para privatizar a "PetrobraX", inclusive vendendo subsidiárias, afundou a P-36 por cortes de custos, gerou desemprego aqui, quando encomendou plataformas e navios na Noruega e Singapura, e FHC ainda tem a cara de pau de querer pegar carona no sucesso atual da Petrobras.

Mas... fala FHC! Quanto mais FHC, de triste lembrança, falar e reavivar a memória do brasileiro, melhor para lembrar o risco que seria a volta de um demo-tucano, como José Serra (PSDB).

Fonte: blog A P L

"crianças comem demais"

por Mauro Carrara


Prefeitura paulistana paga R$ 0,76 por refeição para órfãos e abandonados

A política de racionalização de recursos na gestão Serra-Kassab faria inveja a Heinrich Himmler, bem como aos administradores diretos de Auschwitz: Rudolf Höss, Artur Leibehenschel e Richard Baer.

A ideia é sustentar a massa humana com migalhas. A ordem é gastar o mínimo com comida nos reformatórios e albergarias destinados aos excluídos.

A incompetência e a insensibilidade atingiram tal ponto em São Paulo que até os subprodutos da mídia monopolista são obrigados a noticiar os abusos e as indecências da dupla dinâmica.

Reportagem do "Agora", de 04/02/2010, assinada por Adriana Ferraz, mostra que Kassab reduz merenda de crianças carentes acolhidas por entidades sociais.

A cinco refeições do dia deverão ser adquiridas com mínimos R$ 3,80 na mais rica cidade da América Latina.

Segundo o capataz Gilberto Kassab, essa é a quantia necessária para se garantir a sobrevivência de uma criança ou de um adolescente, órfão ou em situação de risco, nos abrigos do município.

O jornal informa que desde 1o. de Janeiro a prefeitura deixou de entregar a merenda nas unidades e anunciou que cada uma terá de se virar com os míseros R$ 2.289 mensais. Cada uma atende, em média, a 20 menores.

A mudança foi imposta pela Secretaria Municipal da Assistência Social, responsável pela gestão dos convênios.

Até dezembro de 2009, as entidades recebiam da Prefeitura um lote mensal de alimentos, que incluía arroz, feijão, carne, frutas e verduras.

O abrigo Madre Mazzarelo, por exemplo, gastou em Janeiro R$ 5.900 em itens de alimentação, valor muito maior que o oferecido pelo alcaide.

Kassab: "crianças comem demais"

As creches também sofrem com a insensibilidade do gerente de Serra em São Paulo.

O dublê de SS no poder já tentou até mesmo cortar a quantidade de alimento oferecida em creches municipais.

Em Setembro de 2009, a Secretaria Municipal de Educação pediu aos pais de alunos que decidissem qual refeição sairia do cardápio: o café da manhã ou o jantar.

Na época, a prefeitura justificou a medida com outro disparate, a redução da carga horária de 12 para 10 horas.

Na época, os jornais, como o Agora, tiveram de noticiar a insensibilidade do prefeito. Para ele, as crianças simplesmente comiam demais...

A repercussão foi péssima e Kassab teve de voltar atrás.

Enquanto isso, não falta dinheiro para os caprichos tucanos, como a Calçada da Fama (lama), em Santa Cecília, cujas estrelas inaugurais foram destinadas a homenagear Geraldo Alckmin e o próprio José Serra.

Vale lembrar que Kassab corta radicalmente os valores destinados ao setor social justamente num momento de alta na arrecadação municipal.

A receita cresceu 3,5% em 2009.

Postado por Glória Leite

O jogo dos Estados Unidos na América Latina

Inteferência dos Estados Unidos no Haiti e em Honduras são apenas os exemplos mais recentes das manipulações de longo prazo na América Latina

por Mark Weisbrot*, no jornal britânico Guardian

Quando eu escrevo sobre a política externa dos Estados Unidos em lugares como o Haiti ou Honduras, geralmente recebo respostas de pessoas que acham difícil acreditar que os Estados Unidos se preocupam suficientemente com esses países para tentar controlar ou derrubar seus governos. Estes são países pequenos, pobres, com poucos mercados ou recursos. Por que os formuladores de política de Washington deveriam se preocupar com quem os governa?

Infelizmente, eles se preocupam. Eles se preocuparam suficientemente com o Haiti para derrubar o presidente eleito Jean-Bertrand Aristide não apenas uma vez, mas duas. Da primeira vez, em 1991, foi feito de forma encoberta. Só descobrimos depois que as pessoas que lideraram o golpe foram pagas pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos. E então o Emmanuel Constant, o líder do mais notório esquadrão da morte -- que matou milhares de apoiadores de Aristide depois do golpe -- disse à rede CBS que ele, também, foi financiado pela CIA.

Em 2004, o envolvimento dos Estados Unidos no golpe foi muito mais aberto. Washington liderou um boicote de quase toda ajuda econômica internacional ao Haiti por quatro anos, tornando o colapso do governo inevitável. Como o New York Times informou, enquanto o Departamento de Estado dos Estados Unidos dizia a Aristide que ele deveria fazer um acordo com a oposição política (financiada por milhões de dólares de dinheiro do contribuinte americano), o Instituto Republicano Internacional [Nota do Viomundo: braço de política externa do Partido Republicano] dizia à oposição que não deveria fazer acordo.

Em Honduras no último verão e outono, o governo dos Estados Unidos fez tudo o que pôde para evitar que o resto do hemisfério fizesse uma política eficaz de oposição ao golpe em Honduras. Por exemplo, bloqueou uma decisão da Organização dos Estados Americanos de que não reconheceria as eleições que fossem realizadas sob a ditadura. Ao mesmo tempo, o governo Obama se dizia publicamente contrária ao golpe.

Isso foi apenas parcialmente bem sucedido, do ponto-de-vista das relações públicas. A maioria do público dos Estados Unidos acha que o governo Obama foi contra o golpe em Honduras, embora em novembro do ano passado foram publicadas várias reportagens e editoriais críticos dizendo que Obama tinha cedido à pressão dos republicanos e não tinha feito o suficiente. Mas isso era uma leitura equivocada do que aconteceu: a pressão republicana de apoio ao golpe hondurenho mudou a estratégia de relações públicas do governo Obama, não sua estratégia política. Quem acompanhou os eventos de perto desde o início pode ver que a estratégia política era bloquear e adiar quaisquer tentativas de restaurar o presidente eleito [Manuel Zelaya], enquanto se pretendia que o retorno à democracia era o verdadeiro objetivo.

Entre os que entenderam isso estavam os governos da América Latina, inclusive os peso-pesados como o Brasil. Isso é importante porque demonstra que o Departamento de Estado estava disposto a pagar um preço político significativo para ajudar a direita em Honduras. Isso convenceu a grande maioria dos governos da América Latina de que [o governo Obama] não era diferente do governo Bush em seus objetivos no hemisfério, o que não é um resultado prazeiroso do ponto-de-vista diplomático.

Por que se preocupar com a forma com que esses países pobres são governados? Como qualquer bom jogador de xadrez sabe, os peões contam. A perda de alguns peões no começo de um jogo pode fazer a diferença entre quem vence e quem perde. Eles olham para esses países como uma questão de poder bruto. De governos que concordam com a maximização do poder dos Estados Unidos no mundo, eles gostam. Daqueles que tem outros objetivos -- não necessariamente antagônicos aos Estados Unidos -- eles não gostam.

Não é surpreendente que os aliados mais próximos do governo Obama no hemisfério são os governos direitistas da Colômbia ou Panamá, embora Obama não seja ele próprio um político de direita. Isso demonstra a continuidade da política de controle. A vitória da direita no Chile, a primeira vez que venceu uma eleição em meio século, foi uma vitória significativa para os Estados Unidos.

Se o Partido dos Trabalhadores de Lula perder a eleição presidencial no Brasil no outono, isso seria outra vitória para o Departamento de Estado. Embora autoridades do Departamento de Estado sob Bush e Obama tenham mantido uma postura amigável em relação ao Brasil, é óbvio que eles se ressentem profundamente das mudanças na política externa brasileira que aliaram o Brasil a outros governos social-democratas do hemisfério e se ressentem da posição independente do Brasil em relação ao Oriente Médio, ao Irã e a outros lugares.

Os Estados Unidos intervieram na política brasileira tão recentemente quanto em 2005, organizando uma conferência para promover mudanças legais que tornariam mais difícil para legisladores mudar de partido. Isso teria fortalecido a oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) do governo Lula, já que o PT tem disciplina partidária mas muitos políticos da oposição, não. Essa intervenção do governo dos Estados Unidos só foi descoberta no ano passado através de um pedido de informações sob o Freedom of Information Act [Nota do Viomundo: Lei americana que permite obter, na Justiça, informações sigilosas do governo] apresentado em Washington. Há muitas outros intervenções por todo o hemisfério das quais não sabemos. Os Estados Unidos tem estado pesadamente envolvidos na política do Chile desde os anos 60, muito antes de organizar a derrubada da democracia chilena em 1973.

Em outubro de 1970, o presidente Richard Nixon andou gritando no Salão Oval, sobre o presidente social democrata do Chile, Salvador Allende: "Aquele filho da puta!", disse Richard Nixon no dia 15 de outubro. "Aquele filho da puta do Allende -- vamos esmagá-lo". Algumas semanas depois ele explicou:

A maior preocupação no Chile é que [Allende] consolide seu poder e a imagem projetada para o mundo será de seu sucesso... Se deixarmos líderes em potencial da América do Sul pensarem que podem se mover como o Chile, teremos dificuldades.

Este é outro motivo pelo qual peões contam e o pesadelo de Nixon se tornou verdadeiro 25 anos depois, quando um país depois do outro elegeu governos de esquerda independentes que Washington não queria. Os Estados Unidos acabaram "perdendo" a maior parte da região. Mas estão tentando ganhar de volta, um país por vez. Os menores e mais pobres e mais próximos dos Estados Unidos são os que mais correm risco. Honduras e o Haiti terão eleições democráticas um dia, mas apenas quando a influência de Washington sobre a política deles for reduzida.

* Mark Weisbrot é co-diretor do Centro de Pesquisa Política e Econômica de Washington

Fonte: Vi o Mundo