quinta-feira, 31 de maio de 2012

Serra mostra os dentes: revista distribuida no Metrô acusa PT de assassinato


A revista Free São Paulo traz na capa de sua edição de hoje, 31, uma matéria sobre as investigações acerca da morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002. A apuração feita pela revista tem informações contraditórias e que não se sustentam. Na verdade, trata-se de um panfleto político com tintas jornalísticas.
O histórico da revista dá rastros fortes da origem dos ataques. A primeira edição da Free São Paulo, lançada em outubro do ano passado, tem como destaque uma entrevista com Bruno Covas, que na época era apontado como provável candidato do PSDB para a Prefeitura de São Paulo.
Na edição 14, a revista aborda um “calote” do Ministério da Educação nas universidades federais e coloca na capa uma foto quebradiça do então ministro da Educação, Fernando Haddad.
Na edição 25, a Free Brasil compara os governos FHC e Lula e coloca o tucano em vantagem, sem explicar a escolha por dados de meses diferentes na comparação das gestões.
O redator chefe da Free Brasil atende por Ernesto Zanon. No seu twitter pessoal Zanon costuma dar RTs e divulgar notas do candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra.
Além deste histórico de matérias favoráveis ao PSDB, a publicação é impressa pela gráfica do grupo Folha de S.Paulo, a Plural Industria Gráfica. A gráfica é a mesma onde ocorreu o vazamento das provas do Enem em 2009. Caso que até hoje é atribuído na conta do atual candidato a prefeito de São Paulo, o ex-ministro Haddad. Mas, mais do que isso, um dos clientes do grupo que a realiza (Mídia Guarulhos Ltda) é o deputado federal e presidente do PSDB de Guarulhos, Carlos Roberto. Neste link você pode conferir dois pagamentos de 10 mil reais por serviços prestados pela empresa para o deputado na chamada verba de gabinete.
A matéria sobre o assassinato de Celso Daniel começa em tom opinativo e faz diversas afirmações sem que fontes ou provas as atestem.  A hipótese de que a morte de Celso Daniel teria motivações política é embasada por uma entrevista com o promotor Márcio Friggi de Carvalho, do Grupo de Atuação Especial Regional de Repressão ao Crime Organizado do ABC.
O promotor acusa diversos políticos petistas de participação em um suposto esquema de extorsão de empresários do transporte em Santo André. Segundo ele, o esquema teria o objetivo de alimentar o Caixa 2 de campanhas eleitorais petistas.  Porém, apesar de acusar nominalmente varias pessoas de participação no esquema, o promotor diz que Celso Daniel morreu por não aceitar que o suposto dinheiro desviado para as campanhas acabasse servindo de fonte de enriquecimento para membros do esquema.
No entanto, o promotor, muito que provavelmente para não ser vítima de processo, não cita nenhum nome como mandante do crime. Nem apresenta provas de que o PT estaria diretamente ligado ao assassinato. Mesmo assim a entrevista com o promotor foi suficiente para que a publicação estampasse na sua capa a figura da morte com o emblema do PT, associando o partido ao assassinato do ex-prefeito de Santo André.
Além do promotor, a Free São Paulo utiliza como fonte para a matéria uma participação do irmão de Celso Daniel, Bruno Daniel, no programa Roda Viva da TV Cultura.
Mas o fato mais grave presente na matéria é o tratamento dispensado ao atual prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho. A revista o chama de “o novo gerente do esquema”. No entanto, em nenhum momento o promotor cita o nome de Marinho como envolvido no suposto Caixa 2 petista.
A reportagem ainda afirma que ele estaria sendo preparado para disputar o governo do estado em 2014, mas novamente não apresenta nenhuma fonte ou comprovação para tal afirmação.
O diretório estadual do PT divulgou nota em que rechaça a matéria publicada pela Free São Paulo e afirma que está tomando todas as medidas legais cabíveis para que os responsáveis respondam por seus atos. Na nota, o PT afirma que as investigações policiais sobre o assassinato de Celso Daniel chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação político-partidária.
Veja a íntegra da nota do PT:
O Diretório Estadual do PT-SP divulga nota de repúdio à matéria veiculada nesta quinta-feira (31), pela revista Free São Paulo, cujo conteúdo contraria investigações policiais concluídas. O PT reitera que as denúncias envolvendo o nome do Partido são infundadas e todas as medidas cabíveis já estão sendo adotadas para que os responsáveis respondam por seus atos. Confira nota na íntegra:

O Diretório Estadual do PT em São Paulo refuta as declarações veiculadas na edição de número 32 da Revista Free São Paulo, dessa quinta-feira, dia 31 de maio.
Ao longo de sete páginas, a publicação elenca uma série de denúncias infundadas e contesta questões já esclarecidas pelas instituições policiais. O Partido dos Trabalhadores foi que mais cobrou que a morte do então prefeito Celso Daniel fosse esclarecida. Todas as investigações desenvolvidas pelas instituições policiais chegaram à conclusão de crime comum, sem qualquer conotação política-partidária.
O Partido dos Trabalhadores rechaça todas as tentativas de utilizar um episódio que ainda hoje nos entristece para atacar a nossa história e tentar tirar proveitos eleitorais. Esperamos que o Ministério Público e o Poder Judiciário cumpram as suas funções constitucionais e não se deixem envolver em disputas eleitorais que cabem somente a partidos políticos.
Ao contrário das leviandades publicadas pela referida revista, o PT representa um projeto que tem tirado milhões de brasileiros da miséria, da pobreza e exclusão social. Um projeto que tem garantido ao Brasil crescer economicamente com justiça social. Hoje o nosso país é paradigma internacional de desenvolvimento sustentável, com democracia e justiça social.
Os ataques feitos às nossas lideranças políticas têm o nítido objetivo de desgastar aqueles que são os representantes de um projeto político que é reconhecido internacionalmente e, principalmente, pelo povo brasileiro que tem nos dado a oportunidade de governar o Brasil, estados e municípios, propiciando qualidade de vida e tornando sujeitos históricos aquelas e aqueles que sempre foram oprimidos por uma elite que não consegue conviver com a igualdade de oportunidades.
Quanto ao festival de calúnias e difamações, o PT paulista está tomando todas as providências legais cabíveis e os responsáveis responderão pelos seus atos.

Direção do PT do estado de São Paulo.
Assista abaixo o vídeo com a entrevista do editor Ernesto Zanon, no lançamento da revista Free São Paulo.
Colaborou: Felipe Rousselet

Cocaína em $$$ - mercado da droga em expansão


Cocaína em $$$ - mercado da droga em expansão

Foto: Divulgação

OUTRORA CONHECIDA COMO A “DROGA DOS RICOS”, A COCAÍNA CONTINUA SENDO UM DOS ESTUPEFACIENTES MAIS CONSUMIDOS NO MUNDO OCIDENTAL. COM CERCA DE 900 MIL USUÁRIOS, O BRASIL É O SEGUNDO MAIOR CONSUMIDOR DAS AMÉRICAS, ATRÁS APENAS DOS ESTADOS UNIDOS

28 de Maio de 2012 às 20:19
O Relatório Mundial sobre Drogas de 2008 informava que o Brasil tinha cerca de 870 mil usuários de cocaína e que o consumo aumentara de 0,4% para 0,7% entre pessoas de 12 a 65 anos, no período entre 2001 e 2004, o que equivalia a um crescimento de cerca de 75%. Hoje, o Brasil conserva sua posição de segundo maior mercado das Américas, com cerca de 900 mil usuários, atrás apenas dos Estados Unidos, com cerca de seis milhões e meio de consumidores.
Em todo o mundo, o mercado dessa droga – uma das mais devastadoras e perigosas – permanece em evolução. Recentes estudos relacionados aos valores ligados ao mercado da coca revelam conclusões interessantes. Na Europa, seu preço varia segundo o país onde é vendida. Na Itália, há 10 anos, a grama de cocaína era cerca de 30% mais cara do que é hoje. E ainda, segundo o World Drug Report 2011, em toda a Ásia consome-se menos cocaína do que em um único grande país europeu. Estes são apenas alguns aspectos do mercado mundial da substância que, antes, era considerada a droga dos ricos, e que hoje encontra-se dramaticamente difundida. Grande quantidade desses e de outros detalhes poderão ser observados no infográfico que acaba de ser publicado pelo site Good.is.

Uma síndrome ocidental
O mapa à direita do infográfico mostra o percentual de consumo da cocaína no mundo: 41% da droga produzida é comercializada nos Estados Unidos e no resto da América do Norte. 19% na América do Sul (sobretudo no Brasil), onde a coca é cultivada e levada ao resto do mundo pelo narcotráfico. A Europa consome cerca de 28%. Os demais continentes ficam com as migalhas: em toda a Ásia, por exemplo, consome-se cerca de 3% da cocaína produzida no mundo. Isso é menos do que se consome, por exemplo, entre a Itália e a França. Mas atenção: isso não significa que os habitantes dos países asiáticos passem longe do consumo de estupefacientes. Na Ásia são traficadas outras substâncias. A Birmânia é o principal produtor mundial de ketamina, um poderoso anestésico veterinário com efeitos alucinógenos, conhecido também na Europa (em 2009, na Birmânia, foi sequestrada uma enorme carga de 24 milhões de pílulas de ketamina).


(clique na imagem para ampliar)
Sobe e desce dos preços
É impressionante também o confronto do mercado da cocaína nos Estados Unidos e na Europa no decorrer dos últimos anos (no alto, à esquerda, no infográfico). De 1999 a 2009, nos Estados Unidos, ocorreu um decréscimo: de 448 bilhões de dólares para 378 bilhões de dólares. Na Europa, ao contrário, as cifras mais que dobraram: de 148 para 338 bilhões de dólares.
Entre 1999 e 2009 mudou também o custo no varejo da cocaína. Se na França, Áustria, Bélgica e Suíça um grama de coca custa mais ou menos o mesmo que há dez anos, na Alemanha, Portugal, Espanha e Grécia houve um aumento do preço. Mas na Itália, Reino Unido e Luxemburgo, esse preço diminuiu. O valor médio europeu está situado em torno de 80 euros (cerca de 100 dólares) o grama, indo de 50 euros o grama na Holanda, até os 120 euros na Noruega.
www.brasil247

Serra, Gilmar e Veja: conspiração?



Altamiro Borges, Blog do Miro

“Saiu hoje na coluna de Mônica Bergamo:

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Quarto elemento

Há alguns dias, José Serra ligou para o ex-ministro Nelson Jobim. Pediu a ele que falasse com a revista "Veja". Jobim atendeu ao pedido do amigo – e só então soube da reportagem sobre Lula e o ministro Gilmar Mendes. Escaldado, Jobim disse não ter presenciado nada beligerante na conversa entre os dois, que ocorreu em seu escritório, em Brasília.

Memória


Mendes afirmou à revista que Lula tentou convencê-lo a adiar o julgamento do mensalão. Em troca, teria oferecido proteção na CPI do Cachoeira. Jobim contradiz o ministro. Lula também nega.

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A nota da colunista da Folha é inflamável. Ela sugere uma articulação sombria entre o eterno candidato tucano, a revista acusada de associação com o crime organizado e o ministro do STF envolvido em várias crises institucionais. A conspiração, se confirmada, tem nítidos objetivos golpistas. Visaria atingir a honra e a liderança de Lula e tumultuar o quadro pré-eleitoral.

Diante da entrevista de Gilmar Mendes à Veja, quando acusou sem provas o ex-presidente de tentar chantageá-lo, os líderes do PSDB propuseram chamar Lula para depor no Congresso Nacional. Não seria o caso, agora, de convocar José Serra para explicar suas relações de amizade com o ministro do STF e sua ascendência sobre a revista – ajudando em suas pautas difamatórias?

O medo do pitbull da Veja

A carga explosiva da notinha de Mônica Bergamo já foi sentida por um dos capachos do ex-governador. O blogueiro agressivo e doente da Veja sentiu o baque. Para ele, a nota serve de “palavra de ordem para a esgotosfera: ‘Culpem o Serra!’”. Desesperado, Reinaldo Azevedo já partiu para baixaria, tentando desqualificar a jornalista da Folha.

Para ele, a notícia não tem valor. “Se é verdade ou mentira, pouco importa. Monica começou a trabalhar para a Polícia Federal e também está interessada em saber quem fala e quem não fala com Veja? Amiga de José Dirceu e ex-namorada de seu advogado, José Luís de Oliveira Lima, ela escreve uma notinha que faz dar a impressão de que tudo não passou de uma espécie de tramoia da oposição — e, se é assim, não pode faltar o nome de Serra”.

O pitbull da Veja, cada vez mais desmoralizado, isolado e temendo por seu futuro, chega a sugerir que Mônica Bergamo faria parte do movimento dos blogueiros progressistas – que ele apelidou de JEG. É uma calúnia, posso garantir! O único jegue neste caso é o próprio colunista da Veja.”

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A primavera brasileira

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O conceito da “primavera” foi adotado para descrever países ou comunidades em que a Internet entrou quebrando barreiras de silêncio.

Nos países de regime ditatorial, a “primavera” significou romper o controle estatal sobre a informação. Mas em muitos países democráticos, significou romper cortinas de silêncio impostas pela chamada velha mídia – os grandes meios de comunicação nacionais.

Nos Estados Unidos, a blogosfera ajudou a romper o sigilo em torno das guerras do Iraque e Afeganistão. Na Espanha, antes mesmo da explosão da Internet, os sistemas de SMS (torpedos) telefônicos ajudaram a desarmar a tentativa de grandes grupos midiáticos de atribuir um atentado à oposição.

Na Argentina, há um conflito latente entre o governo Cristina Kirchner e os grandes grupos midiáticos. No momento, passeatas tomam as ruas da cidade do México, contra a imprensa local.

No Brasil, em pelo menos três episódios exemplares a blogosfera foi fundamental para romper barreiras de silêncio.

O primeiro foi na Operação Satiagraha, da Polícia Federal. Capitaneados pela revista Veja, a chamada grande mídia se esmerou em demonizar os agentes públicos, vitimizar o banqueiro Daniel Dantas e transformar Gilmar Mendes no maior presidente da história do STF (Supremo Tribunal Federal).

Apenas a blogosfera preocupou-se em mostrar o outro lado, o das investigações.

O episódio terminou com o Opportunity se safando junto à Justiça. Mas, no campo da opinião pública, poder judiciário, Ministros que se aliaram ao banqueiro, o próprio banqueiro e Gilmar Mendes saíram amplamente derrotados. O episódio mostrou os limites da grande mídia para construir ou destruir reputações.

Várias armações foram denunciadas pela blogosfera, como o caso do falso grampo no STF, o grampo sem áudio da suposta conversa entre Demóstenes Torres e Gilmar Mendes, a lista falsa de equipamentos da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) brandida pelo então Ministro da Justiça Nelson Jobim.

O segundo episódio relevante foi a promoção do livro “A Privataria Tucana”, com indícios de enriquecimento pessoal do ex-governador José Serra. Apesar de totalmente ignorado pela velha mídia, o livro bateu todos os recordes de vendas do ano.

Agora, tem-se o caso do envolvimento da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Foram quase dez anos de parceria, que transformaram o bicheiro no mais poderoso contraventor da república.

Graças às reportagens de Veja, o senador Demóstenes Torres tornou-se símbolo da retidão na política. Com o poder conquistado, participou de inúmeros lobbies em favor de Cachoeira e de avalista das denúncias mais extravagantes da revista.

Veja sempre soube das ligações de Demóstenes com Cachoeira. Mas por quase dez anos enganou seus leitores, não só escondendo essa relação, como difundindo a ideia de que Demóstenes era político inatacável.

Na velha mídia, não há uma linha sobre essas manobras, nada sobre as 47 conversas gravadas entre o diretor da revista em Brasília e Cachoeira, as quase 200 dele com todos os membros da quadrilha.

Assim como no Egito, Estados Unidos, Espanha, México, França, é a Internet que está explodindo cortinas de silêncio.


O Esquerdopata 

A crise econômica alardeada na mídia é diferente da que se vê no Brasil real



Se o prezado leitor é dos que se preocupam com os alaridos saídos das folhas e telas cotidianas, arriscará passar triste o fim de semana.  

Se, ainda, começa o dia ouvindo os comentários de Miriam Leitão, no “Bom dia, Brasil”, da TV Globo, pior. Cancelará a festinha de 5º aniversário de seu filho.
  
Também não evitará algumas lágrimas com a aflição que transpirou hoje na manchete da “Folha”: “Renda e emprego resistem à freada econômica do país”. Ô dó. Do editor, claro, inconformado por nã
o termos chegado ao pior dos mundos.  

Homem de bom coração, para não perder o viço de dias longe da macroeconomia, eu pouparei o leitor de notícias tão gregas assim.  
Acabo de chegar do oeste do Paraná. Povo interessante aquele. Ou vive sonhando ou ainda não foi avisado de que o Brasil atravessou o Atlântico e se uniu à costa ocidental da África.  
Sempre me dei bem e fiz grandes amizades na região. Ali se faz negócios sérios de forma bem humorada, descontraída e acompanhada de alta qualidade etílica e gastronômica. Difíceis os formalismos e excesso de importância. Ganhar dinheiro, e disso eles entendem, não requer pompa.”
Andando pelas fazendas nesta mesma época do ano passado, além dos tradicionais trigo e milho safrinha, vi bastante canola. Neste ano, vejo muito feijão. Bom preço, boa receptividade à leguminosa, readequação.  
Nos almoços falamos da mentira plantada por uma consultoria norte-americana de que a soja teria pra já uma queda histórica de preços; do motivo real para um grande produtor de cana dizer-se desinteressado pela agricultura; dos altos preços dos imóveis e o número de concessionárias de veículos na cidade.  
Tudo assunto sério, política só para dar risada, mas ali, à nossa frente, a tarde passava tranquila com um porco perfeito sendo lentamente assado e um barril de carvalho com boa cachaça.  
À noite, nas instalações da empresa Herbicampo, seus sócios e técnicos me contam de novas tecnologias, manejos e da busca por produtividade.   
Logo me deparo com longa mesa de saladas que inclui uma “mandioquese” (maionese de mandioca), especialidade preparada pelo amigo Vádis Consoli, e uma ovelha inteira sendo assada dentro de um tambor.  
Poderiam ter parado por aí. Não. Para acompanhar o jantar e o futebol que corria num telão ao lado, o Vádis, mais Lauro, Everson e Gabriel, apresentaram a mim, e aos amigos Joni, Ilário e Viviane, duas sensacionais cervejas, uma clara outra escura. Dólar barato, desindustrialização, com certeza, importadas.
Nada disso, produção própria. Da “Cervejaria Previdência”. E garanto que se você prová-la, não perceberá nenhum déficit.
Há grande diferença entre a crise econômica alardeada pela mídia e via crucificada nos escritórios da financeirização e a que se vê no Brasil da produção.  

domingo, 27 de maio de 2012

Quem é progressista e quem é de direita


Os dois maiores eixos do poder no mundo de hoje são a hegemonia imperial norteamericana e o modelo neoliberal. A direita se articula em torno da liderança política e militar nortamericana e desenvolve, em nível nacional e internacional, políticas de livre comércio e de mercantilização de todas as sociedades.

Diante desse quadro, progressistas são, em primeiro lugar, os governos, as forças politicas e as instituições que lutam pela construção de um mundo multipolar, que enfraqueça a hegemonia imperial hoje dominante, que logre a resolução dos conflitos de forma política e pacifica, contemplando a todas as partes em conflito, ao invés da imposição da força e da guerra. O que significa fortalecer os processos de integração regional – como os latino-americanos – que priorizam o intercâmbio entre os países da região e os intercâmbios entre o Sul do mundo, em contraposição aos Tratados de Livre de Comércio com os Estados Unidos.

Se diferenciam, na América Latina, com esse critério, os governos de países como a Venezuela, o Brasil, a Argentina, o Uruguai, a Bolivia, o Equador, entre outros, que fortalecem o Mercosul, a Unasul, o Banco do Sul, o Conselho Sulamericano de Defesa, a Alba, a Celac, entre outras iniciativas que privilegia o intercambio regional e se opõem aos Tratados de Livre Comercio com o Estados Unidos. Priorizam também o comércio com os países do Sul do mundo e as organizações que os agrupam, como os Brics, entre outras. São governos que afirmam políticas externas soberanas e não de subordinação aos interesses e orientações dos Estados Unidos.

Do outro lado do campo político se encontram governos como os do México, do Chile, do Panamá, da Costa Rica, da Colômbia, que priorizam por esses tratados e favorecem o comércio com a maior potência imperial do mundo e não com os parceiros da região e com os países do Sul do mundo.

Em segundo lugar, progressistas são os governos, forças políticas e instituições que colocam o acento fundamental na expansão dos mercados internos de consumo popular, na extensão e fortalecimento das políticas que garantem os direitos sociais da população, que elevam continuamente o poder aquisitivo dos salários e os empregos formais, ao invés da ênfase nos ajustes fiscais, impostos pelo FMI, pelo Banco Mundial e pela OMC e aceitos pelos governos de direita.

Além disso, as forças progressistas se caracterizam pelo resgate do papel do Estado como indutor do crescimento econômico, deslocando as políticas de Estado mínimo e de centralidade do mercado, e como garantia dos direitos sociais da população.

Por esses três critérios é que a maioria dos governos latino-americanos – entre eles os da Venezuela, do Brasil, da Argentina, do Uruguai, da Bolívia, do Equador – são progressistas e expressam, a nível mundial, o polo progressista, que se opõem às políticas imperialistas e neoliberais das potências centrais do capitalismo internacional.
Postado por Emir Sader(Carta Maior)

Pesquisadores mapeiam escravidão no país



Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, produzido
por geógrafos da Unesp e USP, descreve
distribuição e fluxos de escravos brasileiros e
apresenta ferramentas que permitem localizar
setores mais suscetíveis e populações mais
vulneráveis ao aliciamento
Depois de mais de dez anos engavetada, a Proposta de Emenda Constitucional 438 – conhecida como PEC do Trabalho Escravo – foi aprovada em segunda instância no dia 22 de maio, na Câmara dos Deputados.
Além desse importante passo para viabilizar a nova legislação – que prevê o confisco de propriedades onde houver trabalho compulsório –, o combate à escravidão no século 21 acaba de ganhar mais um aliado: o Atlas do Trabalho Escravo no Brasil.
A publicação, produzida com base em uma extensa pesquisa realizada por geógrafos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de São Paulo (USP), caracteriza pela primeira vez a distribuição, os fluxos e as modalidades do trabalho escravo no país.
Além do diagnóstico, o Atlas apresenta duas novas ferramentas – o Índice de Probabilidade de Trabalho Escravo e o Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento – que poderão auxiliar na implementação da legislação e orientar as políticas públicas de combate à escravidão.
De acordo com os autores, a publicação permitirá que o poder público avalie a probabilidade de ocorrência de trabalho escravo em regiões e setores da economia específicos, facilitando o trabalho de prevenção e as ações de combate ao problema. Desde 1995, mais de 42 mil pessoas foram libertadas das condições de escravidão pelo Estado brasileiro, de acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Produzido por Eduardo Paulon Girardi, da Unesp, Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello e Julio Hato, da USP, o Atlas foi idealizado e lançado pela organização Amigos da Terra – Amazônia Brasileira e publicado exclusivamente na internet.
O documento incorpora os dados do Atlas da Questão Agrária Brasileira, produzido por Girardi a partir de sua tese de doutorado, realizada com Bolsa da FAPESP e defendida em 2008 na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp.
Segundo Girardi, o Atlas permite traçar o perfil típico do escravo brasileiro do século 21: um migrante do Maranhão, do norte do Tocantins ou do oeste do Piauí, do sexo masculino e analfabeto funcional. O destino mais comum desses trabalhadores são as fronteiras agropecuárias da Amazônia, em municípios de criação recente, onde são utilizados principalmente em atividades vinculadas ao desmatamento.
“O Atlas demonstra que há uma profunda ligação entre escravidão e pobreza extrema. Não por acaso muitos trabalhadores escravizados são provenientes do Maranhão e do Piauí, que são as unidades mais pobres da Federação. O trabalho escravo ocorre principalmente nas propriedades cuja localização é muito remota”, disse Girardi à Agência FAPESP.
Esse isolamento geográfico dificulta os trabalhos de verificação de denúncias e é uma das principais características da escravidão contemporânea, segundo Girardi. As grandes distâncias dos centros urbanos funcionam como um recurso para impedir as fugas.
“Os outros recursos são a coerção pela violência dos jagunços, diversos tipos de humilhação impingida a quem tenta fugir e, principalmente, o endividamento”, disse Girardi.
“Ao ser aliciado em uma região pobre, com promessas de um salário que nunca conseguiria ali, o trabalhador contrai a dívida relativa ao transporte ao local de trabalho – geralmente exorbitante. Chegando ao local, é obrigado a comprar todos seus instrumentos de trabalho, comida e moradia. A dívida se torna impagável e a condição de escravidão se pereniza”, explicou.
Atlas, segundo Girardi, utiliza fontes oficiais e consolidadas do Ministério do Trabalho e da Comissão Pastoral da Terra. O detalhamento das ocorrências é dividido por setores da economia e em todo o território nacional.
Atividades relacionadas com pecuária ou carvão vegetal, em certas regiões da Amazônia, estão entre os exemplos de risco muito alto de existência de trabalho escravo.
“Obtivemos os dados do Ministério do Trabalho sobre origem dos trabalhadores escravizados e seu destino após a libertação. Mapeamos esses dados e depois fizemos as análises usando outras informações do setor produtivo, aliadas a dados sobre desenvolvimento humano, condições econômicas e renda. Com isso, conseguimos mapear os fluxos e as características sociais e geográficas dessa população”, disse Girardi.

Miséria gera escravidão

A partir desse diagnóstico, os pesquisadores produziram duas ferramentas inovadoras: o Índice de Probabilidade de Trabalho Escravo e o Índice de Vulnerabilidade ao Aliciamento – sendo que o primeiro é apropriado para orientar a prática do combate à escravidão e o segundo foi planejado para auxiliar as ações de prevenção.
Segundo Girardi, os índices serão fundamentais para que os gestores de políticas públicas possam traçar o planejamento para o combate à escravidão. A expectativa é que as ferramentas também auxiliem financiadores e empresas a evitar associações com empresários criminosos ligados ao trabalho escravo.
“Para produzir o índice de probabilidade, analisamos as principais atividades nas quais há trabalho escravo – a pecuária e a abertura de novas áreas de pastagens, em especial – e mapeamos as características econômicas das regiões onde ele ocorre. Esse índice indica os municípios que têm características semelhantes àqueles onde há trabalho escravo. Com isso, os gestores têm um instrumento para a prática de combate à escravidão”, disse.
Enquanto isso, o índice de vulnerabilidade conjuga elementos que apontam a fragilidade econômica e social dos trabalhadores que correm risco de aliciamento.
Segundo Girardi, as regiões que têm características de desenvolvimento humano precário e baixa renda semelhantes às dos focos de escravização são classificadas como áreas com alto índice de possibilidade de aliciamento.
“Os dados mostram que o trabalho escravo no Brasil contemporâneo é essencialmente um problema de pobreza. A miséria dessa população é explorada por grupos de proprietários de terras criminosos, desprovidos de escrúpulos, que não enxergam o trabalhador como um ser humano”, disse Girardi.
“Por isso, não adianta apenas aumentar a fiscalização e as ações de libertação de escravos: para prevenção, é preciso combater a pobreza extrema. Muitas vezes, os trabalhadores que são libertados da escravidão voltam para sua região de origem e, sem encontrar condições para prover seu sustento, acabam sendo escravizados novamente”, disse.
No Agência Fapesp

Rede Globo esconde esquema de corrupção do PSDB



 
A investigação foi engavetada pela maioria tucana na Assembleia
Portal R7 foi o primeiro a retomar as denúncias de corrupção envolvendo as multinacionais Alstom e Siemens e osgovernos de São Paulo e do Distrito Federal. Na sequência, a TV Record, pertencente ao mesmo grupo, amplificou o escândalo no seu principal telejornal.
Outros veículos também repercutiram o caso. Já a TV Globo até agora não abriu o bico – será de tucano? Será que as denúncias não são importantes ou afamiglia Marinho continua com a sua linha editorial de esconder as sujeiras demotucanas?
Segundo o Portal R7, o caso é dos mais escabrosos – justificando a cobertura jornalística de qualquer veículo minimamente ético e imparcial. A reportagem encontrou agora uma testemunha-chave, que detalhou as maracutaias das multinacionais para vencer licitações das obras do Metrô paulistano, da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de Brasília, ainda no governo do demo José Roberto Arruda. Ele garante que tudo foi feito irregularmente, mediante pagamento de propinas.
Reuniões em casas noturnas de São Paulo
A testemunha F, conforme relato do R7, acompanhou de perto as negociatas e denuncia que houve superfaturamento de 30% no contrato com a Siemens, em São Paulo. A multinacional alemã repassava a grana à empresa MGE Transportes, responsável pela manutenção de dez trens. O repasse destinava-se exclusivamente ao pagamento de propina. Na realidade, não havia a prestação dos serviços previstos, que constavam apenas como fachada para viabilizar contabilmente os pagamentos, acusa a fonte.
Já no que se refere ao contrato da linha 5 do Metrô de São Paulo, a testemunha afirma que a Alstom influenciou “decisivamente” o edital de licitação para obter vantagens sobre os concorrentes e garantir o controle sobre o processo. “As reuniões para tratar de assuntos que não poderiam constar em atas eram feitas em casas noturnas como o Bahamas”, denuncia. Nos documentos sob investigação, ele aponta os nomes de diretores de áreas comerciais, de engenharia e de obras que comandariam as operações.
Bilhões para subornar “autoridades”
“Um desses diretores ficou encarregado de guardar a sete chaves o documento que estabelecia as regras do jogo. Isto é, o documento que estabelecia o objeto de fornecimento e os preços a serem praticados por cada empresa na licitação. A Alstom, naturalmente, ficou com a maior e a melhor parte do contrato. A Procint e a Constech devolviam parte da comissão para a diretoria da Alstom”, afirma a testemunha ao Portal R7.
Todas as denúncias já foram encaminhadas, com farta documentação, ao Ministério Público de São Paulo. O caso das propinas pagas pelas duas multinacionais também está sendo investigado na Europa. Alstom e Siemens são acusadas de subornar políticos da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens desembolsou US$ 2 bilhões em corrupção na fase recente, conforme denúncia de um tribunal de Munique. Reinhard Siekaczek, ex-diretor da empresa, garante que esquema envolveu o Brasil.
Demos e tucanos com insônia
No caso da Alstom, a Justiça da Suíça calcula que ao menos US$ 430 milhões foram utilizados no suborno de políticos, inclusive do Brasil – aonde é acusada de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões do Metrô de São Paulo. A forte suspeita de que a maior parte desta grana foi utilizada nas campanhas eleitorais de candidatos do PSDB e do DEM – o que tem deixado os demos e os tucanos com insônia.

sábado, 26 de maio de 2012

Dinheiro é tudo


   

Um movimento com o sugestivo nome de "Endireita Brasil" promove nesta sexta-feira, em São Paulo, uma manifestação que é suprassumo da demagogia: com o pretexto de demonstrar quanto imposto há embutido nos combustíveis, vão vender uma certa quantia do produto sem a parte referente aos tributos - mas só vão aceitar pagamento em dinheiro, porque ninguém é de ferro.
Esse é um típico exemplo do cinismo dos nossos empresários, que estão sempre jogando para a plateia na tentativa de comover o pobre do cidadão de que eles são bonzinhos, que só querem o bem-estar da sociedade, que cobram os preços que cobram porque são obrigados a isso.
A culpa de tudo é sempre do governo - o federal, claro, porque no Estado e na Prefeitura de São Paulo eles contam com os amigos do peito tucanos e assemelhados, amigos que não deixam de recolher, de bom grado, a sua parte da taxação.
Essa história de que no Brasil os impostos são os mais altos do mundo já cansou, primeiro porque eles não são os maiores, segundo porque, na hora do vamos ver, de fazer uma reforma tributária para valer, os prefeitos e os governadores, sejam lá de que partido forem, se unem todos para deixar tudo exatamente como está. Por essas e por outras a presidente Dilma avisou que vai enfrentar o problema tributário de outro modo, promovendo, como está, desonerações setoriais.
Outra coisa que já encheu é esse papinho dos empresários de que os impostos são responsáveis pelo preços que cobram das mercadorias e serviços. Pura cascata, mentira deslavada. Eles conseguiram acabar com a CPMF e não baixaram um centavo sequer de absolutamente nada. Cobram caro porque visam unicamente o lucro, não estão nem aí com a população.
O caso mais recente de manipulação é esse das sacolinhas de plástico. Com a ajuda de algumas ONGs bobocas, de autoridades ou desinformadas ou simplesmente mal intencionadas, os supermercados conseguiram o que queriam, que era cortar um dos custos de sua cadeia, a de embalar as mercadorias que vendem. São R$ 300 milhões a menos por ano.
Num primeiro momento, graças ao marketing poderoso da "sustentabilidade ambiental", seja lá o que isso for, levaram a opinião pública para o seu lado. A maioria das pessoas, ingenuamente, entrou na canoa furada da "ajuda ao meio ambiente" que o fim das sacolinhas iria proporcionar.
Quando, porém, os consumidores se viram diante da dura realidade de ter de carregar com as próprias mãos ou em caixas imundas as compras que faziam nos ambientalmente "corretos" supermercados, a porca torceu o rabo e pimba!, quem era a favor da medida ficou contra: segundo o Datafolha, 69% da população agora quer as sacolinhas de volta.
Por tabela, vários parlamentares, que caminham ao sabor do vento que bate em seus eleitores, já se movimentam, em muitas cidades, para restaurar a obrigatoriedade de fornecimento gratuito das sacolinhas, ou de qualquer outro tipo de embalagem decente.
Esse movimento de reação, porém, teria sido evitado se os donos dos supermercados, logo que baniram as sacolinhas, tivessem baixassem os preços das mercadorias. Isso mostraria que estavam realmente bem intencionados, que tudo o que diziam sobre consumo consciente e outras parlapatices vinha do fundo do coração e não era apenas a mais rasteira, óbvia e pura demagogia.
Uma coisa eu garanto: se todo o esforço que os nossos patrióticos empresários fazem em prol de tantas causas nobres fosse dirigido para satisfazer os seus clientes, eles estariam hoje numa situação muito, mas muito melhor do que estão - e eles estão muito, mas muito bem.
cronicasdomotta

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dilma veta parcialmente Código Florestal






A presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados. Nesta sexta-feira 25, o Planaltou anunciou 12 vetos e 32 modificações no projeto e prometeu enviar uma nova Medida Provisória na próxima segunda-feira ao Congresso. A ideia é restaurar pontos do projeto do Senado que foram retirados pelos deputados e adicionar novos pontos à lei.
Entre os pontos vetados está o artigo que trata da consolidação de atividades rurais e da recuperação de áreas de preservação permanente (APPs). O texto aprovado pelos deputados só exigia a recuperação da vegetação das APPs nas margens de rios de até 10 metros de largura. E não previa nenhuma obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos. O projeto era visto como uma “anistia” para os desmatadores.
Dilma sofreu grande pressão da sociedade para vetar o texto aprovado pelo Congresso. O projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados no final de abril, foi a primeira grande derrota da bancada governista desde que a presidenta tomou posse. Com o veto parcial, o governo deixa o texto mais próximo daquele aprovado pelo Senado, que ia ao encontro dos desejos governistas.
O anúncio foi feito em Brasília pelos ministros da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. “O veto é parcial em respeito à democracia e ao Congresso Nacional”, disse a ministra do Meio Ambiente. “Não admitimos nada que anistie o desmatamento”. Já o ministro da Agricultura disse que “esse não é o código dos ambientalistas, nem dos ruralistas. Esse é o código daqueles que tem bom senso”.
Segundo Mendes Ribeiro, os detalhes de todos os vetos serão publicados na segunda-feira, para que o Congresso Nacional tenha conhecimento deles junto ao resto da sociedade. Os vetos presidenciais podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, desde que tenham o apoio da maioria absoluta das duas Casas em votação secreta.
Informações da Agência Brasil
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