sábado, 18 de setembro de 2010

O exemplo de Tancredo


Mauricio Dias, CartaCapital

“Não é por estar envolvido de corpo e alma na campanha para eleger seu substituto, Antonio Anastasia, ao governo de Minas Gerais, e muito menos por distração política, que Aécio Neves deixou de se manifestar sobre as recentes denúncias, encampadas por José Serra, para tentar desestabilizar Dilma Rousseff. É um silêncio significativo. Expressivo como um risco de giz. A metáfora, possível de ser imaginada, que separa o território de atuação da oposição mineira e da oposição paulista. Ambas adversárias do governo Lula. Só que a primeira é democrática e a segunda é golpista.

As duas convivem, no PSDB, por um tempo longo demais, considerando as divergências políticas que emergiram mais claramente quando os paulistas cortaram as asas de Aécio pretendente à candidatura à Presidência pelo partido. Foi a gota d’água para um tucano disposto a voar. José Serra, ainda governador, bloqueou as prévias internas que Aécio propunha e forçou o mineiro a abrir espaço para mais uma candidatura paulista.

Aos 68 anos, Serra não tem mais tempo para esperar, porque, conforme anunciou no palanque que a revista Veja lhe ofereceu, preparou-se a vida inteira para ser presidente. E, tudo indica, fracassou.

Há duas semanas, em jantar no Rio de Janeiro, o ex-governador Aécio Neves empolgou-se ao falar da necessidade de reformas políticas no Brasil e, para sustentar os argumentos que desenvolvia junto a um grupo restrito de amigos, ele anunciou: “Eu vou sair do PSDB”, na casa de um empresário, em Copacabana, cercado de convidados importantes.

O cenário entre ele e os tucanos é de desgaste absoluto, embora no quadro da campanha presidencial cumpra, em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, o ritual da fidelidade ao candidato do PSDB. Ele arregaça as mangas por Serra, mas o esforço cessa no momento em que a solidariedade partidária pode pôr em risco o projeto que o ex-governador mineiro tem. Assim, a forte reação do eleitor mineiro excluiu a presença de Serra na propaganda de televisão de Antonio Anastasia, que lidera as pesquisas de intenção de voto no estado.

As eleições mineiras sorriem para Aécio. Ele está praticamente eleito para o Senado e o aliado dele, Itamar Franco, pode ficar com a segunda vaga. Mas os mineiros não sorriem na direção de São Paulo. Pesquisa do instituto Vox Populi mostra que apenas 8% do eleitorado, em Minas, votaria em José Serra “por causa de Aécio”. Reflexo: pesquisa do Ibope de 13 de setembro aponta Dilma com 31 pontos à frente de Serra.”
Artigo Completo, ::Aqui::

O inferno dos denunciados


A primeira coisa em que deve pensar aquele que é denunciado com estardalhaço pela imprensa é na família, nos amigos, nos vizinhos, nos colegas de trabalho. O alvo da denúncia já imagina os olhares se desviando, as pessoas se afastando, dando desculpas para cancelar um compromisso consigo, não atendendo aos seus telefonemas.
Como o fenômeno ocorre exatamente no momento em que o indivíduo mais precisa de apoio, a sensação de desamparo, de que o mundo está desabando, é inevitável e crescente. A mente desanda a fantasiar sobre os desfechos mais terríveis para aquilo tudo.

O que desmoraliza a imprensa


Não há como deixar de reconhecer que os fatos envolvendo a agora ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra podem até não conter ilegalidade, mas, por certo, não podem ser considerados aceitáveis para ocupantes de cargos como os que ela exerceu nos últimos anos.
Não se poderia criticar, portanto, denúncia da imprensa contra uma ministra de Estado cheia de parentes que mantêm negócios – por legais que possam ser – com empresas que, por sua vez, negociam com o mesmo Estado que ela ajudava a gerir.

Espanto e pavor. Em Marte

Estão na ribalta um candidato a Mussolini, ou a Hitler, ou a ambos, e uma assassina de criancinhas. Ou seja, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Palavras de Fernando Henrique Cardoso, Cesar Maia e Mônica Serra

Dilma e o PT vão mexicanizar o Brasil? CartaCapital prevê, pelo contrário, um avanço democrático
Estão na ribalta um candidato a Mussolini, ou a Hitler, ou a ambos, e uma assassina de criancinhas. Ou seja, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Palavras de Fernando Henrique Cardoso, Rodrigo Maia e Mônica Serra. Um alienígena que baixasse à Terra ficaria entre o espanto e o pavor. Quanto a nós, brasileiros, não é o caso de maiores preocupações.
No caso de Lula, cujo estilo mussoliniano o príncipe dos sociólogos aponta, vale admitir que outra citação possível seria a de Luís XIV, personificava o poder todo. “O Estado sou eu”, dizia o monarca por direito divino. Pois segundo FHC, o presidente afirma, nas entrelinhas da sua atuação, “eu sou tudo e quero o poder total”. E isto “não pode”, proclama o ex, com aquela riqueza vocabular que o caracteriza.

Imprensa & Eleições: crítica da razão indefesa

Quando a propagação de um jornalismo partidarizado se une à política convencional, temos o perigo real. Uma fábrica de manipulação quando começa a funcionar durante duas horas ao dia é prenúncio de que logo estará funcionando 24 horas ao dia, em três turnos ininterruptos.

Certa vez em uma entrevista, um diretor polonês disse que, por um longo tempo, a mídia em seu país havia dedicado sua primeira página todos os dias para falar sobre o governo sem nunca reportar que os cidadãos estavam fugindo em massa para Londres em busca de um futuro melhor. O diretor disse que um dia recebeu a mensagem dando conta que 1 milhão de poloneses havia emigrado de seu país. E, finalmente, foi com essa imagem da massa de emigrantes que os jornais formaram suas primeiras páginas.
Bomba ! Bomba ! C Af descobre a arma com que Dilma abaterá o jenio

Som e fúria da velha imprensa

O que vocês esperavam da mídia brasileira: isenção, equilíbrio, não alinhamento com a direita? Que os proprietários dos veículos fossem capazes de contrariar seus interesses financeiros e políticos em nome da cobertura lisa do processo democrático? Desde a eleição de Lula a que temos assistido?

Em uma guerra onde cada queda nas pesquisas repercute como a perda de um exército do candidato tucano, a grande imprensa brasileira tem a reação previsível. Emissoras de televisão, jornais e revistas semanais se unem em grupos, deixando a confiança em uma improvável virada de José Serra se avolumar até atingir o êxtase nos estratos sociais que lhe dão sustentação rarefeita. Tal comportamento, onde todos os meios de comunicação atuam de forma orquestrada, em fina sintonia com os comitês de campanha, traduz a relação simbiótica entre o tucanato e as famílias que controlam os mecanismos de produção e difusão informativos. No estreitamento do processo, um projeta no outro seus interesses pessoais e políticos. Serra é a mídia. A mídia é Serra.
Todos contra o Golpe do Serra e do PiG (*) !<br /> Ato público dia 23, em SP

Balanço da campanha na sua reta final

Com todas suas turbulências – naturais, conhecendo o que tem sido o desespero da oposição, que tem na velha imprensa seu peso essencial -, a campanha presidencial deste ano não poderia ter sido, até aqui, mais racional, normal, até onde pode esperar racionalidade de um processo como esses.


Está triunfando, de maneira avassaladora, a candidata de um governo que tem um apoio extraordinário da população. Lula tinha anunciado que seria a campanha mais fácil, porque seria possível mostrar as realizações do governo, ao final de um ciclo de 8 anos, que conta com uma popularidade que nunca havia sido obtida ao final do mandato.

Compromisso histórico com a democracia

Como e quando Serra perdeu

(um tiro pela culatra com bala de prata)

Petistas, lulistas, dilmistas de esquerda e direita ou de quaisquer outras tendências, regozijam-se. Inclusive os nem uma coisa ou outra, tão somente acometidos por incontrolável rejeição ao candidato do PSDB. Esses se consideram vingados da prepotência, pela antipatia à arrogância.
Outros, por aversão às mentiras. Alguns pela ineficácia nas gestões, pela incompetência. Há os indispostos com a legenda, indignados com as ações do partido nas representações legislativas na Câmara ou no Senado, no executivo de municípios e estados. Muitos teimam em se reportar ao desastrado governo FHC e, vários, às ligações diretas e indiretas com a truculência da ditadura.

A rejeição do careca



40,7% da população brasileira não votará no "careca" !!!! A rejeição do "careca" leva a crer o seguinte:

"É, do "careca" ninguém gosta mais"

Os jornalistas tucanos

Marcos Coimbra: Os jornalistas tucanos

por Marcos Coimbra, na Carta Capital

Quando, no futuro, for escrita a crônica das eleições de 2010, procurando entender o desfecho que hoje parece mais provável, um capítulo terá de ser dedicado ao papel que nelas tiveram os jornalistas tucanos.
Foram muitas as causas que concorreram para provocar o resultado destas eleições. Algumas são internas aos partidos oposicionistas, suas lideranças, seu estilo de fazer política. É bem possível que se saíssem melhor se tivessem se renovado, mudado de comportamento. Se tivessem permitido que novos quadros assumissem o lugar dos antigos.
Por motivos difíceis de entender, as oposições aceitaram que sua velha elite determinasse o caminho que seguiriam na sucessão de Lula. Ao fazê-lo, concordaram em continuar com a cara que tinham em 2002, mostrando-se ao País como algo que permanecera no mesmo lugar, enquanto tudo mudara. A sociedade era outra, a economia tinha ficado diferente, o mundo estava modificado. Lula e o PT haviam se transformado. Só o que se mantinha intocada era a oposição brasileira: as mesmas pessoas, o mesmo discurso, o mesmo ar perplexo de quem não entende por que não está no poder.
Em nenhum momento isso ficou tão claro quanto na opção de conceder a José Serra uma espécie de direito natural à candidatura presidencial (e todo o tempo do mundo para que confirmasse se a desejava). Depois, para que resolvesse quando começaria a fazer campanha. Não se discutiu o que era melhor para os partidos, seus militantes, as pessoas que concordam com eles na sociedade. Deram-lhe um cheque em branco e deixaram a decisão em suas mãos, tornando-a uma questão de foro íntimo: ser ou não ser (candidato)?
Mas, por mais que as oposições tivessem sido capazes de se renovar, por mais que houvessem conseguido se libertar de lideranças ultrapassadas, a principal causa do resultado que devemos ter é externa. Seu adversário se mostrou tão superior que lhes deu um passeio.
Olhando-a da perspectiva de hoje, a habilidade de Lula na montagem do quadro eleitoral de 2010 só pode ser admirada. Fez tudo certo de seu lado e conseguiu antecipar com competência o que seus oponentes fariam. Ele se parece com um personagem de histórias infantis: construiu uma armadilha e conduziu os ingênuos carneirinhos (que continuavam a se achar muito espertos) a cair nela.
Se tivesse feito, nos últimos anos, um governo apenas sofrível, sua destreza já seria suficiente para colocá-lo em vantagem. Com o respaldo de um governo quase unanimemente aprovado, com indicadores de performance muito superiores aos de seus antecessores, a chance de que fizesse sua sucessora sempre foi altíssima, ainda que as oposições viessem com o que tinham de melhor.
Entre os erros que elas cometeram e os acertos de Lula, muito se explica do que vamos ter em 3 de outubro. Mas há uma parte da explicação que merece destaque: o quanto os jornalistas tucanos contribuíram para que isso ocorresse.
Foram eles que mais estimularam a noção de que Serra era o verdadeiro nome das oposições para disputar com Dilma Rousseff. Não apenas os jornalistas profissionais, mas também os intelectuais que os jornais recrutam para dar mais “amplitude” às suas análises e cobertura.
Não há ninguém tão dependente da opinião do jornalista tucano quanto o político tucano. Parece que acorda de manhã ansioso para saber o que colunistas e comentaristas tucanos (ou que, simplesmente, não gostam de Lula e do governo) escreveram. Sabe-se lá o motivo, os tucanos da política acham que os tucanos da imprensa são ótimos analistas. São, provavelmente, os únicos que acham isso.
Enquanto os bons políticos tucanos (especialmente os mais jovens) viam com clareza o abismo se abrir à sua frente, essa turma empurrava as oposições ladeira abaixo. Do alto de sua incapacidade de entender o eleitor, ela supunha que Serra estava fadado à vitória.
Quem acompanhou a cobertura que a “grande imprensa” fez destas eleições viu, do fim de 2009 até agora, uma sucessão de análises erradas, hipóteses furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o “favoritismo” de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava.
Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso quase inevitável que os espera.

Código 55 - O Terror Midiático no Brasil




Onde estão os Generais?





Nos meios empresariais do marketing dos anos 80 havia uma historia interessante. Quando se colocou oSterilair no mercado para acabar com os ácaros houve um impasse do público consumidor: Ninguém sabia o que era ácaro. Em outras palavras, aquilo significava que a invenção iria encalhar já que ninguém  tinha a menor pista do para quê aquele produto revolucionário servia.

Então a Yashica, dententora dos direitos da maquininha resolveu "inventar" os ácaros. Ela pretendia com isso, mostrar para a pessoa comum que existia um bichinho muito pequeno que ela não via, mas que lhe causava todos os problemas de saúde que ela tinha em casa. Consciente da existência da ameaça interna e estabelecido o "pânico", eis que a empresa aparece com a solução.

Marina Silva se confunde durante discurso e pede votos para o PSDB

Candidata pediu votos para o número 45, do PSDB, e não para o 43, do PV.
Ato falho?
Candidata do PV à Presidência da República,
Marina Silva, em campanha em Vitória, no Espírito
Santo.  (Foto: Eduardo Fachetti/Tv Gazeta)
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, se confundiu durante um discurso de campanha em Vitória, nesta sexta-feira (17). Marina, que concorre pelo PV, com o número 43, pediu votos para o número 45, que é do PSDB.
"Eu peço que cada um se empenhe com o seu candidato. Quem tem dúvida vote no 45. Vote no 45 para estadual. Vote para federal e assim você vai está ajudado a eleger pessoas que estão comprometidas com o desenvolvimento sustentável”, disse a candidata durante discurso.
Ao perceber o erro, Marina, com bom humor, sorriu e disse que "qualquer um erra".
Dizem que a candidata ficou verde ao se dar conta do seu ato falho!
By: G1

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Desculpem amigos, pensei melhor, vou votar no Serra

Cansei...Basta"! Vou votar no Serra, do PSDB.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega...

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,SBT,Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.”
Elke di Barros

A democracia em perigo: Direita parte para o tudo ou nada!!

A partir de agora os defensores da democracia  devem estar alertas. Devem dormir menos. Devem usar todo o tempo livre para combater nos fronts virtuais, disseminando a verdade e rechaçando com vigor o avanço neofascista.

- por Mauro Carrara

Nada está ganho. E, sem alarmismo, a democracia corre perigo. Sempre correu. Sempre correrá.

Setembro é um túnel. É um túnel de fogo. E a temperatura está próxima do ponto de ebulição.

Os partidos neofascistas e o consórcio terrorista Globo-Abril-Folha-Estadão (GAFE) seguem a operação de sabotagem informativa, cometendo crimes que são solenemente ignorados por policiais, promotores e juízes.

E se o objetivo é proteger o Brasil, o Estado de Direito e o processo de crescimento acelerado com inclusão e desconcentração da riqueza, há quatro cidadelas a serem defendidas.

1) As igrejas, sobretudo as evangélicas pentecostais, tornaram-se centros de pregação do ódio e de disseminação da infâmia. Inúmeros bandidos de terno e gravata, autodenominados "pastores", proferem diariamente sermões destinados a caluniar e difamar a candidata Dilma Rousseff. Chamam-na de filha do diabo, assassina de crianças, prostituta e assaltante.

2) A Internet passa agora a ser inundada por milhões e milhões de e-mails caluniosos. São distribuídos por mais de 650 funcionários contratados pelos partidos neofascistas, por membros dos grupos restauracionistas da Ditadura Militar (vide Ternuma) e por membros de grupos neonazistas, como a Tribuna Nacional, de Ingo Schmidt.

3) Os "formigas" do "porta-em-porta". Os partidos neofascistas pretendem mobilizar até 10 mil pessoas para visitar estabelecimentos comerciais (como bares e padarias) e residências. O objetivo é espalhar o terror acerca de Dilma Rousseff. A Zona Norte da capital paulista, em bairros como Tucuruvi e Parada Inglesa, já vem sofrendo com esses "arrastões" há mais de uma semana. Depois de se apresentar, o agente tucano pergunta à dona de casa: "a senhora sabia que a Dilma foi assaltante de bancos e matou pessoas indefesas?"

4) A grande mídia deve lançar outros inúmeros factóides até o dia 3. Um deles tende a lançar a teoria de que Dilma matou a esposa de outro membro da resistência à Ditadura Militar. Esse assunto vem sendo discutido diariamente nas redações. Ideia defendida por Roberto Gazzi, do jornal O Estado de S. Paulo, tem o aval de Eurípedes Alcântara, um dos chefes do Instituto Millenium.

As cidadelas da fé, da virtualidade, do domicílio e da máquina informativa precisam, portanto, se transformar em campo aberto de combate nestes próximos dias.

Toda energia será necessária para barrar o último ataque bárbaro. E ele virá em forma de avalanche.

A partir de agora, os defensores da Democracia devem estar alertas. Devem dormir menos. Devem usar todo o tempo livre para combater nos fronts virtuais, disseminando a verdade e rechaçando com vigor o avanço neofascista.

Faça de seu teclado uma metralhadora, mas não para provocar a morte; e sim para defender a justiça, o direito e a vida.

A hora é agora; quem sabe a faz, não espera acontecer.

Eu confio no povo brasileiro

Muita gente sensata e preparada discordará deste blogueiro quando diz que mantém uma fé inabalável na democracia. Mais do que um sistema em si, no qual a vontade da maioria prevalece, o que produz de melhor é o aprendizado democrático.
A democracia deixou de ser praticada neste país durante mais de duas décadas. Em 1989, quando voltamos a exercitá-la, a nova geração de um país de jovens ainda teria que aprender a lidar com essa direita midiática que continua tentando lhe tenta conduzir a vontade eleitoral.
Duas décadas depois, porém, o brasileiro adquiriu experiência democrática. Não se deixa mais enganar por ter aprendido a fazer perguntas a si mesmo que não faria quando do retorno do direito ao sufrágio universal em todos os níveis de governo.
O marco da evolução da experiência democrática de nosso povo nem é tão recente. Começou em 2002, com um ato de coragem que foi o de eleger presidente um homem que essa mesma imprensa disse, por décadas, que afundaria o país.
A escolha foi simples em 2006 e será ainda mais simples em 2010. Todos esperavam a sucessão de denúncias que cumpriu o script que a blogosfera deduziu e anunciou com grande antecedência.
Esse mesmo povo sabe ainda mais, que em um eventual governo de continuidade o bombardeio continuará tentando atrapalhar a administração do país, de forma que caminhe mal, o que criaria o ambiente para que as forças políticas de sabotagem retomassem o poder.
Enganam-se os que subestimam o povo brasileiro – e, por mais que tentem se mostrar conformados com o rumo da decisão eleitoral deste povo, acreditam piamente na possibilidade de revertê-la.
Fracassarão. Continuo dizendo que a sociedade brasileira não aceita mais campanhas eleitorais como a que José Serra e seu aparato de propaganda extra-oficial deram, novamente, ao país. E como não aceita, dará esse recado nas urnas de forma clara, dentro de 16 dias.
Os devaneios sobre comprometer o novo governo desde o início, tampouco se transformarão em realidade. Este povo sustentará esse governo enquanto ele se mantiver no rumo traçado por Lula.
A vitória de 3 de outubro não será de um partido ou de um candidato – ou candidata. Será de um povo que chegou ao início deste século compreendendo um fato crucial, o de que a política pode mudar a sua vida. Eu confio em nosso povo.
blog da cidadania

O striptease da grande imprensa

A imprensa tem dedicado um espaço ridiculamente pequeno ao fato mais espantoso desta campanha eleitoral, um fato que as pesquisas de intenção de voto escancaram vez após outra.  O eleitorado parece que pretende eleger mesmo Dilma Rousseff para o cargo de presidente da República. E em primeiro turno.
Qualquer um que preste atenção à política, por menos que seja, fica espantado com esse fato, admitindo ou não. A eleição da candidata do PT, se ocorrer, será, acima de tudo – até dos seus adversários diretos na disputa eleitoral –, contra a vontade da grande imprensa brasileira.
Enviado pelo "remador" Lauro barreto, de Ubatuba

PSDB nunca mais.jpg

Nunca pensei que chegasse a tanto, Serra



Eu não ia mesmo votar no Serra porque levo à sério a necessidade de dar continuidade ao desenvolvimento e crescimento do Brasil que o Lula conseguiu, combatendo o neocapitalismo que impedia. E temos a Dilma, com todos os seus valores de brasileira combatente, mulher responsável, profissional de valor, dirigente política formada nos oito anos de democracia que abriram o rumo certo para uma sociedade melhor.
Mas, estava achando que a campanha eleitoral baixava de nível com o disque-disque da grande midia sobre gestos aloprados que maculam a grandeza de uma eleição limpa e patriótica. Li o artigo de Leandro Fortes, na Carta Capital, (reproduzido dia 11 no Vermelho), sobre a extensa prática de Veronica Serra na manipulação de informações sigilosas através da internet desde 2001 e tive a sensação de ver o Serra despencar como uma jaca, apesar de já andar meio por baixo. Não só o Serra, mas todos os que ainda se mantinham como “oposição”. Uma ainda frondosa “jaqueira” com muita força midiática. Cuidado com a cabeça, quem anda distraido à sua sombra!
Que a midia inventa quando não tem noticias, sabemos. Durante esta semana divulgou aos quatro ventos que Fidel Castro havia dito que o socialismo não funciona mais em Cuba. Não era preciso ouvir o desmentido para saber que um jornalista americano entendeu “socialismo” quando Fidel disse “capitalismo”. Uma confusãozinha, no entender da mídia que não têm nada com a ética apesar de viver reclamando a liberdade de expressão como essencial. Coisa pouca para quem vive mentindo por quantos dentes tem. Que a Globo é capaz de fazer uns 30 programas para explicar que quem tenta comprar o silêncio de um policial comete crime passivel de prisão, enquanto silencia sobre como conseguiu o “furo” jornalistico levando a gravação da conversa que Bruno, o jogador, teve com policiais munidos de camera e gravador para o entrevistarem no avião em que era conduzido da cadeia do Rio para a de Minas, para o programa “Fantástico”, ninguem tem dúvida.
Cansaram de dizer que a única coisa que poderia salvar a eleição para Serra seria “descobrir um escandalo da magnitude do “mensalão””. E, como que por acaso, surgiu a denúncia da falsificação da assinatura da filha de Serra e mais várias pistas de vazamentos na Receita Federal. Mas não lembraram de que a mesma Veronica Serra já andara envolvida em um caso semelhante anos atrás. E pensam que só eles leem novelas de detetives? Esquecem que muita gente tem boa memória e muito conhecimento?
Caramba, podiam ter passado sem essa. Perdiam a eleição com dignidade, apenas por falta de prestígio político, e não de vergonha.
Zillah Branco - Cientista Social, consultora do Cebrapaz. Tem experiência de vida e trabalho no Chile, Portugal e Cabo Verde. 

Jogo sujo da direita afeta imagem do país


Às vezes, o olhar de fora enxerga coisas que quem está envolvido numa determinada contenda não percebe. Nesse sentido, foi certeira a matéria do jornal espanhol EL País, publicada hoje, com o título “O jogo sujo eclipsa o debate político na campanha brasileira”.
O diário espanhol cita as acusações que vêm sendo feitas com o propósito de atingir Dilma Rousseff e afirma categoricamente que “milhões de brasileiros sonhavam com uma campanha eleitoral sem sobressaltos e centrada nas propostas dos candidatos, mas, uma vez mais, o jogo sujo está eclipsando o debate político”.
“O pior de tudo”, acrescenta o El País, “é que essa rotina já começa a se converter em um costume a que os cidadãos assistem importentes”

PIG, está provado se pudesse dava o golpe

Evitava usar a expressão PIG, mas depois de hoje, o termo é este.

Troféu corvo para Merval, Tio Rei, Abert. Esses senhores deveriam ser proibidos por lei de usar o termo democracia.
‘A democracia ameaçada: restrições à liberdade de expressão’
16 de setembro de 2010, em Divulgação, por Galante
Ilmos. (as) Srs. (Sras)
O Clube Militar, preocupado com o panorama político brasileiro, nestes últimos anos vem realizando uma série de atividades voltadas para a preservação da unidade nacional e da democracia no nosso País. Assim, além de eventos que colocou em discussão a defesa da Amazônia, particularmente o problema em Roraima, também tratou de reunir grupos de civis e militares da reserva, de diferentes estados, em três “Encontros Pela Democracia”, sendo dois em 2009 e um em março do corrente ano. Neste último, realizou-se o painel denominado “PNDH-3: A Democracia Ameaçada”, com a participação do Jornalista Antonio Carlos Pereira, do Dr. Ives Gandra Martins e do Min. Waldemar Zveiter.
Agora, apesar de premidos pelo tempo, mas em face do previsto naquele PNDH-3 e da última reunião do “Foro de São Paulo”, que tornam clara a intenção de restringir a liberdade de expressão nos países latino-americanos, inclusive no nosso, realizaremos o Painel “A DEMOCRACIA AMEAÇADA: RESTRIÇÕES À LIBERDADE DE EXPRESSÃO”, no próximo dia 23 de setembro (5ª Feira), no horário das 15:00 às 17:00 horas, no Salão Nobre da Sede Principal do Clube Militar (Av. Rio Branco, Nº 251, Centro, RJ).
Considerando o trabalho sério, competente e de elevado profissionalismo que o evento exige, foram convidados três painelistas de alto gabarito e um mediador de reconhecida competência e experiência nesse mister. Assim, foram confirmadas as participações dos Jornalistas MERVAL PEREIRA e REINALDO AZEVEDO e do Diretor de Assuntos Legais da ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão), Dr. RODOLFO MACHADO MOURA, restando pendente a confirmação de apenas um dos quatro convidados.
Em face do acima exposto, o Presidente do Clube Militar convida V.Exa/V.Sa. para o referido Painel, que contará com o apoio do “Instituto Millenium” e de “THEMAS” (Centro de Estudos Políticos, Estratégicos e de Relações Internacionais).
CLUBE MILITAR
“A Casa da República”
DEMOCRACIA – SOBERANIA – UNIDADE NACIONAL – PATRIOTISMO

Por que Erenice?

Sou uma pessoa que gosta de contexto. Tenho o hábito de querer saber os porquês das coisas. Desde criança assediava meu pai nos longos trajetos de carro. Por que isso? Por que aquilo? Não raro minha mãe intercedia em favor dele: - Para de perguntar um pouco, menino! Quando, no fim de semana passada, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, passou a frequentar o noticiário, tentei entender o que havia por trás disso. Por quê? E descobri o seguinte: Todo governo se sustenta em um tripé de fiadores ou avalistas. 

2 milhões de novos empregos, mas é a Erenice que vira notícia

Esse PIG não muda!
Imaginem o frenezi dentro da revista Veja à luz dos resultados das pesquisas, da deprimente performance de Serra, deve-lhes ter sido suscitada uma verdadeira urgência em arrumar alguma ’má notícia’ para contrabalançar tantos ventos favoráveis à candidata pestista.
Imaginem o cenário de desespero: ‘Jornalistas’ da Veja de plantão,  alimentados talvez por um sombrio desejo de pôrem em risco o processo eleitoral brasileiro, e provavelmente com ordens explícitas de escafuncharem o que for preciso para ‘desenterrar’ podres que possam prejudicar o’inimigo’, ou seja, Dilma Rousseff, e na falta deles, até mesmo de os fabricarem, se preciso for. O importante é criar tumulto e fazer o maior estrago possível, isso está claro.
Quisera eu,  houvesse tanto empenho assim da parte da nossa imprensa para prestar autêntico serviços ao Brasil, que dela tanto precisa. Digo isso porque reconheço a importância do jornalismo, todo país decente merece ao menos um jornal decente, reto com a verdade, comprometido com o exercício honesto de sua razão de ser. Portanto, se fosse assim, bem que seria bom. Mas não tivemos essa sorte, infelizmente.  No Brasil só tem lixo, não tem jornal!
Bom, de volta aos fatos. Essa estória da Casa Civil ainda vai dar pano pra manga, e já tem gente até cantando de galo, ou melhor de galinha , como é o caso da tal Cantanhêde, que afirma que o caso Erenice irá prejudicar a candidatura de D. Rousseff… Vai, sonhando…

" Denúncia" da Folha cai no ridículo após nota do BNDS


A pressa da mídia em fermentar escândalos contra o governo --e, de tabela, atingir a candidatura de Dilma Rousseff-- fez valer o ditado popular que diz que o "apressado come cru". Em nota à imprensa, o BNDES esclareceu o caso que foi manchete da Folha nesta quinta-feira e desmoronou a "denúncia" do jornal. Mais do que isso, expôs a Folha ao ridículo ao demonstrar, de forma simples, que só quem "desconhece totalmente" como funciona o Banco poderia acreditar numa acusação tão estapafúrdia.

Vermelho.org

Em síntese e traduzindo em termos comuns, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) disse à Folha foi o seguinte: é preciso ser muito desinformado ou agir com descarada má-fé para acreditar que uma instituição como o BNDES liberaria R$ 2,25 bilhões (ou R$ 9 bilhões na versão-fantasia da Folha) para uma empresa de pequeno porte só porque ela contratou uma consultoria que "prometeu" ajudar na liberação do dinheiro, sem apresentar projetos, sem agendar reuniões, nem nada.

Mas a Folha de S. Paulo, do alto de sua arrogância e desprezo à inteligência alheia, achou que seus leitores acreditariam na história, tanto que elevou a "denúncia" à condição de manchete principal do jornal. E com um agravante: a única "fonte" da Folha é um "empresário" que passou dez meses na prisão dois anos atrás.”
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