quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

VEJA 11 MOTIVOS QUE PODEM TE IMPEDIR DE TER ORGASMO





ESTAR RELAXADA E CONHECER A ANATOMIA DE SEU CORPO SÃO PONTOS SUPER IMPORTANTES

por Matita Iazzetta

Se você é mulher, sabe que atingir o orgasmo é algo bem difícil. Apesar de muitas fingirem, a realidade é que existe uma grande porcentagem da mulherada que nunca gozou na vida.
Confira 11 motivos que podem estar impedindo, relaxe e goze:
1) Não estar excitada o suficiente
Sexo não é algo mecânico como aparenta ser nos filmes pornôs. É algo que vai acontecendo e esquentando. No caso das mulheres, pular etapas é o principal fator que as leva a não conseguir atingir o orgasmo. A dica é caprichar – e muito – nas preliminares, para na hora da penetração, a mulher estar bem lubrificada e com gostinho de quero mais.
2) Problemas emocionais
Diferente dos homens, a maioria das mulheres não vê o sexo como algo físico. O emocional é o principal fator de todos. Se ela está com problemas no trabalho, deprimida ou ansiosa, com certeza o seu desempenho sexual não será o mesmo, o que pode dificultar o orgasmo.
3) Não conhecer o seu corpo
Você nunca se masturbou? Então não reclame, afinal, como você espera que alguém conheça o seu corpo, se nem você entende direito sua anatomia? Além de ser uma delícia, a masturbação facilita muito na hora da relação sexual, afinal, fica mil vezes mais fácil de você saber do que gosta e o que te estimula.
4) Problemas hormonais
Diversos problemas de saúde podem prejudicar o orgasmo da mulherada. Os principais são os que afetam a tireóide, diabetes e menopausa.
5) Insegurança
Aquele papo de que problemas emocionais afetam a relação sexual é verdade, e no caso de uma pessoa insegura com seu corpo ou qualquer outra coisa, ainda mais. Se você não estiver se sentindo bem consigo mesma, o orgasmo não vai dar às caras tão fácil. Se ame, antes de amar outra pessoa : )
6) Parceiro não compatível
Sim, existe essa história de compatibilidade na cama. Se às vezes um beijo não bate com o de outra pessoa, imagina o sexo? São muitos fatores que podem tornar a experiência ruim, não se culpe.
7) Tipo bife – risos
Não existe coisa pior que mulher bife… Sabe aquele tipo que deita na cama e parece que está morta e ainda por cima espera que o homem faça todo o serviço sozinho? Gozar assim é impossível, gata.
8) Pressa
“A pressa é inimiga da perfeição”, precisa falar mais alguma coisa? Quanto mais fixada você ficar na ideia que precisa gozar, menos vai conseguir.
9) Falta de concentração
Sim, você precisa se concentrar para gozar. Quer dizer, na real você precisa ou não pensar em nada ou pensar em coisas que te dão mais tesão.
10) Vergonha/desconforto
É a mesma pegada de estar se sentindo insegura: se você tem vergonha do seu parceiro, ou ainda não tem intimidade e se sente desconfortável, vai ser BEM difícil você conseguir se soltar e ter um orgasmo dos bons.
11) Pílulas anticoncepcionais
Algumas mulheres sofrem alteração em seu apetite sexual pelo fato de algumas pílulas conterem estrogênio – aumenta a testosterona https://jornaleirotalisandrade.wordpress.com/2016/01/27/veja-11-motivos-que-podem-te-impedir-de-ter-orgasmo/o sangue e pode afetar a libido.

Jovens devem ocupar o mundo todo, e não só as escolas


Kailash Sayarthi. Foto: Agência Senado
Kailash Sayarthi. Foto: Agência Senado
O Nobel da Paz, Kailash Satyarthi, divide palco com estudantes que ocuparam escola em São Paulo e pede apoio a nova campanha contra o trabalho infantil
Por Vinícius de Oliveira, do Porvir –
Vencedor do Nobel da Paz em 2014, o indiano Kailash Satyarthi, de 62 anos, disse “tirar o chapéu” para os estudantes que lutaram contra a reorganização escolar planejada e suspensa pelo governo de São Paulo após série de protestos. Sentado no palco com um grupo de alunos da Escola Estadual Fernão Dias, o ativista que há 35 anos abandonou a engenharia para combater o trabalho infantil comparou o movimento com um episódio de sua juventude, quando foi preso e apanhou de policiais por não concordar com a imposição do inglês no currículo escolar. Em seguida, fez uma proposta: “Posso me juntar à luta de vocês? Vocês devem ocupar o mundo todo, e não só as escolas.”
Na palestra promovida pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação e realizada no Senac Lapa Scipião, na zona oeste da cidade, Satyarthi pediu que os jovens voltem a se unir, desta vez em torno de uma nova campanha, denominada “Cem milhões por cem milhões”, em que a nova geração se tornaria voz contra a exploração de crianças ao redor do mundo.
Em mais de três décadas de atuação, a Bachpan Bachao Andolan (BBA, Movimento para Salvar a Infância), ONG comandada por Satyarthi, contabiliza o resgate de 84.711 de crianças, muitos deles com a presença do próprio ativista. Dentre essas centenas de milhares de casos, ele lembra um em especial, que mostra como analfabetismo e escravidão, particularmente a infantil, são dois lados de uma mesma moeda.
Logo no início das atividades da BBA, Satyarthi tomou conhecimento da história de homens, mulheres e crianças escravizados em uma fábrica de tijolos. Uma operação secreta para o resgate foi montada durante a noite e o grupo foi levado para Nova Déli (capital do país). Uma menina, que convivia há longo tempo com tuberculose não tratada, acabou morrendo no dia seguinte. Diante da papelada do hospital para liberar o corpo da filha, o pai respondeu ao médico. “Senhor, se pudesse ler alguma coisa, de fazer minha assinatura, minha filha nunca teria morrido”. O analfabetismo também serviria para explicar as razões que levaram a família a viver em situação de extrema vulnerabilidade. O contrato de trabalho profissional, assinado apenas com o polegar direito carimbado, impedia a família deixar o local de onde foram resgatados. “Se pudesse ler e escrever, nunca teria assinado aqueles papéis da mesma forma que não assinei hoje os papéis da morte da minha filha”, disse o pai, segundo relato do ativista.
Episódios como esse fizeram Satyarthi entender que seria impossível eliminar a escravidão sem que a educação se fizesse presente. “A educação é a chave para o futuro, é o direito humano fundamental e que abre a porta para todos outros direitos. Educação pode ajudá-lo a superar a pobreza, pode empoderá-lo, pode trazer justiça social, pode proporcionar equidade de gênero, ajudar a proteger o planeta. Portanto, educação é vital”.
Apesar de a ONU (Organização das Nações Unidas) desde 1990 colocar como meta a educação para todos, Satyarthi mostra números que assombram, mas que ainda assim foram reduzidos graças à Campanha Global pela Educação e pela Marcha Global contra o Trabalho Infantil, duas iniciativas que criadas por ele. Em 2015, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), 168 milhões de crianças estão trabalhando; 89 milhões são mantidas como escravas, na prostituição ou servindo a exércitos; 59 milhões nunca foram à escola, enquanto outras 120 milhões saem dela sem saber o básico. “O número de crianças que nunca foram à escola somado ao daquelas que abandonam os estudos é mais ou menos equivalente ao de crianças trabalhando. Mas há outro ângulo nessa relação triangular, que é a pobreza. Muita gente diz que a pobreza é a razão para a evasão, o analfabetismo ou acesso à educação. O mesmo argumento é usado para o trabalho infantil. Então, não surpreende o fato de 200 milhões de desempregados virem a ser pais de crianças que trabalham”, analisou.
Para virar o jogo, o Nobel da Paz vê a emancipação da sociedade civil como questão crucial. Ao dizer aos jovens da escola Fernão Dias que eles “têm toda a capacidade de lutar e de ganhar”, Satyarthi espera lançar o alicerce do que chama de “maior campanha da história humana” em defesa da educação. “Uma criança enterrada viva na Síria não é sua irmã ? Um grupo de meninas foi sequestrado pelo [grupo radical islâmico] Boko Haram e ninguém sabe o que aconteceu e outros milhões de crianças saíram das escolas por medo. Vocês querem fazer a diferença no mundo ou ficar sentados?” (Porvir/ #Envolverde)
* Publicado originalmente no site Porvir.

Perguntas e respostas sobre o vírus Zika

O texto abaixo pertence ao site Portal da Saúde, do Ministério da Saúde.
Aedes aegypti
O mosquito Aedes aegypti, um dos transmissores do vírus
O que é a febre por Vírus Zika?
É uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.
Qual a distribuição dessa doença?
O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em países da África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão), Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia) e Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa).
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Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente no início de 2014.
O Zika Vírus é considerado endêmico no Leste e Oeste do continente Africano. Evidências sorológicas em humanos sugerem que a partir do ano de 1966 o vírus tenha se disseminado para o continente asiático.
Atualmente há registro de circulação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso) e Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook).
Casos importados de Zika virus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália (12) Adicionar Ilha de Páscoa.
Como é transmitida?
O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.
Quais são os principais sinais e sintomas?
Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes são caracterizadas por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e haematospermia. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.
Recentemente, foi observada uma possível correlação entre a infecção ZIKAV e a ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém não confirmada a correlação.
Qual o prognóstico?
Em suma, vem sendo considerada uma doença benigna, na qual nenhuma morte foi relatada e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Não vê sendo descritas formas crônicas da doença.
Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?
Não existe um tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.
Não há vacina contra o Zika vírus.
A SVS/MS informa que mesmo após a identificação do Zika Vírus no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente a um único agente etiológico.
Assim, independentemente da confirmação das amostras para ZIKAV, é importante que os profissionais de saúde se mantenham atentos frente aos casos suspeitos de dengue nas unidades de saúde e adotem as recomendações para manejo clínico conforme o preconizado no protocolo vigente, na medida em que esse agravo apresenta elevado potencial de complicações e demanda medidas clínicas específicas, incluindo-se a classificação de risco, hidratação e monitoramento.
Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?
As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.
Prevenção domiciliar
Deve-se reduzir a densidade vetorial, por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.
Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.
Prevenção na comunidade
Na comunidade deve-se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando-se estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Um programa de controle da dengue em pleno funcionamento irá reduzir a probabilidade de um ser humano virêmico servir como fonte de alimentação sanguínea, e de infecção para Ae. aegypti e Ae. albopictus, levando à transmissão secundária e a um possível estabelecimento do vírus nas Américas.
Os programas de controle da dengue para o Ae. aegypti, tradicionalmente, têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em manejo ambiental e redução de criadouros.
Procedimentos de controle de vetores
As orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerenciado por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.
Como denunciar os focos do mosquito?
As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.
O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?
Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.

A verdade que se esconde dos brasileiros




Há pelo menos duas décadas, quase diariamente, sucessivos governos federais e a mídia comercial têm denunciado uma suposta crise na Previdência Social. Os propulsores dessa tese advertem também que se nada for feito a Previdência vai quebrar. Jornais conservadores não fazem por menos e divulgam editoriais defendendo de todas as formas possíveis uma reforma que basicamente prejudicaria os assalariados.
Pois bem, a economista Denise Gentil, baseada em argumentos insofismáveis, acaba de apresentar tese de doutorado mostrando que a falência da Previdência Social tão alardeada é mentirosa e não resiste a análise mais aprofundada.
Falso déficit da Previdência
Denise Gentil prova por A mais B a existência de uma gigantesca farsa contábil transformando em déficit o superávit do sistema previdenciário, que atingiu a cifra de R$ 1,2 bilhões em 2006.
No aprofundado trabalho acadêmico da professora do Instituto de Economia da UFRJ fica demonstrado a cascata governamental com total apoio da mídia conservadora.
Omite-se o fato de que o superávit da Seguridade Social, abrangendo a Saúde, a Assistência Social e a Previdência, foi de 72,2 bilhões de reais.
E o que aconteceu então? Segundo Denise Gentil, boa parte desse excedente vem sendo desviado para cobrir outras despesas, especialmente de ordem financeira.
Mas tal fato é omitido e os brasileiros recebem a mentira repetida inúmeras vezes com o objetivo de que vire uma verdade, seguindo velha técnica do chefe da propaganda do III Reich nazistaJoseph Goebbels.
A falsa crise da Seguridade Social no Brasil: uma análise financeira do período de 1990 a 2005”, o título da tese de doutorado deveria ser apresentada como contraponto pela própria mídia conservadora, mas, claro, se ela fosse realmente imparcial como propaga. Mas não é, e por isso os leitores, ouvintes e telespectadores não têm acesso a esse tipo de reflexão.
Mas a edição do Jornal da UFRJ do último dia 11 de janeiro, a economista explica em detalhes a sua tese que contraria a “verdade” que vem sendo propagada há pelo menos duas décadas.
Numa longa entrevista concedida à Coryntho Baldez, Denise Gentil assinala entre outras coisas que “a  ideia de falência dos sistemas previdenciários públicos e os ataques às instituições do estado de bem estar social tornaram-se dominantes em meados dos anos 1970 e foram reforçadas com a crise econômica dos anos 80 em que o pensamento liberal-conservador ganhou terreno no meio político e no meio acadêmico”.
Em sequência ela afirma que “a questão central para as sociedades ocidentais deixou de ser o desenvolvimento econômico e a distribuição da renda, proporcionados pela intervenção do Estado, para se converter no combate à inflação e na defesa da ampla soberania dos mercados e dos interesses individuais sobre os interesses coletivos. Um sistema de seguridade social que fosse universal, solidário e baseado em princípios redistributivistas conflitava com essa nova visão de mundo”.
“O principal argumento para modificar a arquitetura dos sistemas estatais de proteção social, construídos num período de crescimento do pós-guerra, foi o dos custos crescentes dos sistemas previdenciários, os quais decorreriam, principalmente, de uma dramática trajetória demográfica de envelhecimento da população”.
“A partir de então, um problema que é puramente de origem sócio econômica foi reduzido a um mero problema demográfico, diante do qual não há solução possível a não ser o corte de direitos, redução do valor dos benefícios e elevação de impostos. Essas ideias foram amplamente difundidas para a periferia do capitalismo e reformas privatizantes foram implantadas em vários países da América Latina”.
Fernando Henrique Cardoso que o diga, bem como seus seguidores nos mais diversos campos, um deles Armínio Fraga, consultor amplo e irrestrito do SenadorAécio Neves e muito ligado ao ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy. (1)
Denise Gentil em essência defende a ideia segundo a qual o déficit previdenciário não está correto, porque não se baseia nos preceitos da Constituição Federal de 1988, que estabelece o arcabouço jurídico do sistema de Seguridade Social.
“O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit. Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a CPMF(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração”.
Foco de corrupção silenciado
Já que este espaço está dedicado a colocar em cheque um falso argumento que vem sendo apresentado para iludir os brasileiros, vale a pena também mencionar artigo do economista José Carlos de Assis mostrando o silêncio total e absoluto da mídia conservadora em relação a um grave foco de corrupção de responsabilidade do Banco Central. Segundo ele, no ano passado foram desviados para o setor financeiro algo em torno de 89 bilhões e 600 milhões de reais, quantia 40 vezes maior do que as fraudes cometidas por bandidos na Petrobras.
Esse desvio passou deliberadamente e ninguém reclamou. Até porque, claro, se o tema for aprofundado vai atingir também muitos setores que se apresentam diante da opinião pública como moralistas de plantão.
No Banco Central, ainda segundo Assis, rouba-se à vontade e longe de qualquer tipo de fiscalização da cidadania. E ainda por cima tudo sob a cobertura de “operações monetárias especiais só dominadas por ‘especialistas’”.
Em seu desabafo muito bem fundamentado, Assis assinala ainda que “generoso com os bandidos do setor financeiro, o Banco Central é excessivamente parcimonioso com os agentes produtivos da economia. Sobre estes recaem as taxas extorsivas de jurosque em outros partes do mundo, se efetivadas, resultariam em cadeia”.
Por estas e ainda muitas outras, para se combater para valer a corrupção, não basta apenas espetáculos de pirotecnia como a Operação Lava Jato e outras do gênero. É preciso seguir informando questões como as denunciadas pelo economista José Carlos de Assis e a tese de Denise Gentile.
Lei dos meios de comunicação
E para finalizar, em matéria de silêncio da mídia conservadora vale informar que na Argentina uma juíza federal de San Martin e um juiz federal de Buenos Airesdeixaram sem efeito os decretos do presidente argentino Maurício Macrirelacionados com a revogação da lei dos meios de comunicação.
Os jornalões e telejornalões deram grande destaque ao que havia determinado Macri, mas ignoraram totalmente as decisões dos juízes mencionados que revogaram o decreto que interessava ao grupo Clarin.
Podem imaginar o motivo do silêncio desinformativo?

A propósito de omissão e silêncio midiático, quando os jornalões e telejornalões vão aprofundar a questão dos 100 milhões de reais de propinas no governo FHC?

Direto da Redação é um fórum de debates editado pelo jornalista Rui Martins.
*****
Nota Claudicante:
(1) Uma crítica aqui tem que ser feita aos Governos Lula e Dilma. Lula, no ano de 2003, com base nas mentiras e falacias de déficit na Previdência, fez uma reforma conservadora, herdada de FHC. Dilma tem falado na necessidade de uma nova reforma e Lula, que se diz agora mais de esquerda(?), referendou a fala de Dilma. Assim fica difícil. Dá grande mídia e da direita não podemos esperar nada. E agora?
Por Mário Augusto Jakobskind, via Direto da Redação

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Encontram a prova definitiva da existência do nono planeta do sistema solar

Tradução: Caminho Alternativo


(20-01-2016) Os astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia anunciou nesta quarta-feira que encontraram uma nova prova da existência de um planeta gelado gigante situado no extremo de nosso sistema solar além da órbita de Plutão. Desde o Instituto o chamam de ‘Planeta Nove’, escreve ‘The Washington Post‘.
Num estudo publicado na revista ‘Astronomical Journal‘, os cientistas detalham que o planeta possui entre cinco e dez vezes mais massa que a Terra.
Os autores da investigação, os astrônomos Michael Brown e Konstantin Batýgin, não observaram o planeta diretamente. Deduziram sua existência a partir do movimento dos planetas anões recentemente descobertos e outros pequenos objetos situados no sistema solar exterior.
Mais detalhes, em breve.
FonteRT
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Fonte: https://caminhoalternativo.wordpress.com/2016/01/20/encontram-a-prova-definitiva-da-existencia-do-nono-planeta-do-sistema-solar/

Sim, São Paulo não

Luiz Caversan

Entreouvido na mesa ao lado, num bar da moda na Vila Madalena:

- Eu adoro São Paulo!

- Eu não, odeio...

- Por que não, meu? Que que é isso!

- Já amei muito, não amo mais, encheu o saco.

- Tá brincando, melhor cidade do Brasil.

- Você tá louco, São Paulo hoje é uma das piores cidades em qualidade de vida do mundo.

- Sai pra lá, não vem não com esse complexo de vira latas pra cima de mim. São Paulo é o máximo, tem de tudo aqui!

- Tem mesmo. Violência, trânsito infernal, poluição, gente pra caramba morando na rua, preços altíssimo, pichação pra todo lado. E o que falta?

- Pra mim não falta nada, você que só vê o lado negativo.

- Falta sim. Falta verde, falta limpeza, faltam áreas de lazer, falta educação na rua e no trânsito, falta segurança.

- Mas tem as ciclovias!

- Mas não tem bicicleta na ciclovia, só na Paulista no domingo.

- Então, tem a Paulista aberta aos domingos pro povo passear.

- Grande coisa! O povo vai passear aonde nos dias de semana, antes ou depois do trabalho, na 25 de março?

- Pode ser, afinal é o maior mercado a céu aberto do mundo, a 25.

- Você e esta mania de maior do mundo. Quando vai perceber que o maior nem sempre é o melhor?

- Mas é a maior e a melhor cidade para se comer, onde tem tantos restaurantes bons?

- Bem, se você estiver disposto a pagar 50 paus por um bife, tudo bem, rico se dá bem aqui mesmo. Quer dizer, mais ou menos: o cara tem 5 carros importados na garagem, Ferrari e tal, mas se sair pra dar uma volta, fica preso no congestionamento ou é assaltado...

- Orra, meu, você só vê o lado negativo, mesmo, viu. Você sabia que São Paulo tem mais de 150 teatros? E cinemas, nem dá para contar. Shopping, então, mais de 50...

- Quem não tem praia vai ao shopping...

- Quem não tem praia trabalha mais, mano, por isso São Paulo tem o maior PIB do Brasil, morou?

- Lá vem você com o maior isso, maior aquilo. Que tal ter mil assassinatos por ano? Que tal ter um dos piores trânsitos do mundo, com engarrafamentos de 200 quilômetros por dia e mais de 100 horas perdidas por ano para cada motorista, hein, hein?

- Também, são mais de 5 milhões de carros na rua...

- E um milhão de motos infernizando estes motoristas, correndo feito loucas. Sabia que morrem dois motoboys por dia em São Paulo?

- De novo com o lado ruim, mortes e o diabo?

- Olha, se São Paulo é tão bacana quanto você diz, porque sete em cada dez moradores deixariam a cidade, se pudessem?

- Quem disse isso?

- Uma pesquisa...

- Eu não fui ouvido, senão falaria que eu fico aqui, com muito orgulho.

- Eu, hein!

- Então vai embora, ué...

- Um dia eu vou, porque São Paulo...

- São Paulo o quê?

- São Paulo não!

- São Paulo sim!

via: http://caviaresquerda.blogspot.com.br/2016/01/sim-sao-paulo-nao.html

TVs perdem milhões de assinantes. Mas não por culpa da crise


As empresas de TV por assinatura que operam no Brasil perderam cerca de 2 milhões de assinantes em dois anos.

Não, a culpa não é da crise.

A culpa é do avanço dos serviços de streaming, principalmente o do Netflix, que oferecem incontáveis vantagens - quantidade, qualidade, preço, comodidade etc etc - sobre a porcaria que é a TV paga oferecida aos brasileiros.

Quanto à TV aberta, nem é preciso dizer que ela sobrevive por inércia, mas, da mesma forma que a paga, seus dias estão contados.

Pelo menos os dias de glória.

Isso porque é pouco provável que as pessoas não descubram que assinar uma Netflix - só para dar um exemplo - é como sair de uma carroça e entrar num Rolls Royce.


Não há comparação possível entre qualquer TV por assinatura do Brasil com a Netflix.

Para começar, o preço da mensalidade - arredondando, R$ 20 reais.

Depois, o acervo de filmes e séries dos principais estúdios do mundo - para todo tipo de público.

E, por fim, a comodidade de poder assistir àquilo que você quer, na hora que você quer.

As empresas donas das TVs pagas já sabem que, se não fizerem nada, em pouco tempo estarão à míngua.

Portanto, vão à luta.

Mas que o distinto público não espere que elas diminuam os preços abusivos de seus pacotes, invistam em tecnologia ou melhorem a qualidade do que oferecem.

O caminho que escolheram para tentar derrotar a Netflix é outro, bem mais a gosto dos nossos capitalistas: vão à Brasília, mexer uns pauzinhos para que as autoridades criem dificuldades para os seus colegas empreendedores estrangeiros.

Nenhuma novidade.

O empresário brasileiro sempre foi e sempre será assim: capitalismo para ele é um excelente negócio quando não lhe traz nenhum risco.

No primeiro sinal de competição, ele corre pedir ajuda para o governo, mesmo que esse governo seja aquele que ele combate ferozmente 24 horas por dia.

Contradições, contradições.
no: http://cronicasdomotta.blogspot.com.br/2016/01/tvs-perdem-milhoes-de-assinantes-mas.html

Paulo Freire e o capitalismo


No seu livro “Pedagogia do Oprimido” (1968) Paulo Freire narra uma oficina, num trabalho de campo, com moradores pobres de Nova York, não lembro se no Harlem ou no Bronx, me corrijam, ode lhes eram perguntado, diante da pobreza e do lixo acumulado nas ruas, o que lhes vinham à cabeça, à imaginação? A resposta foi, não recordo das palavras exatas: “tudo isto nos lembram uma rua de um país latino-americano”.

O que isto significa? Significa que nós temos dificuldade de nos reconhecer, ou nunca nos reconheceremos, a nossa situação de oprimidos, delegando este mal estar a um terceiro e desta forma, através da alienação, podermos suportar o fardo da vida.

Lembrei deste episódio após ler um artigo onde o autor conta suas experiências em visita que faz a cidade de Baltimore, nos EUA, que segundo ele “é [uma cidade] produto de uma sociedade desigual, racista, violenta, injusta e pouco democrática.”

Depois o autor compara Baltimore (EUA) com Cuba, que têm realidade TOTALMENTE opostas. Lembremo-nos aqui do bloqueio criminoso dos EUA a Cuba, há mais de 50 anos. Tudo o que Baltimore é, Cuba não é: “produto de uma sociedade desigual, racista, violenta, injusta e pouco democrática.”

Ao contrário, o estado cubano oferece ao seu povo o que há de mais precioso para o ser humano, saúde e educação, universais e gratuitas.

Dizer, como diz o autor, “talvez seja difícil saber o que queremos para o Brasil. Mas certamente começar o debate sabendo que não queremos ser nem Cuba nem Baltimore já seria um bom começo.” Por que não ser Cuba? Não ser Baltimore tudo bem, pois ela é “produto de uma sociedade desigual, racista, violenta, injusta e pouco democrática.”

Novamente a pergunta: que não ser Cuba?.

Lembrei-me aqui de uma fala de um personagem do excelente romance “O Tigre Branco”, do indiano Aravind Adiga:

- “As eleições mostram que os pobres não são ignorados. A Escuridão não ficará calada. Não há água nas nossas torneiras, e o que vocês, aí de Déli, nos dão? Celulares. Será que um homem pode beber um telefone quando está com sede? As mulheres têm que caminhar quilômetros todas as manhãs para encherem um balde de água limpa...”

Eu quero ser Cuba. Eu NÃO quero ser Baltimore.

Inclusive, no Brasil, várias pessoas, que ainda passam fome, não têm um teto ou escola,  são assassinadas em suas terras pela ganância do agronegócio e descaso dos governos, gostariam, SIM, de ter um nível de vida igual a Cuba, NUNCA igual a Baltimore.

Uma realidade é ruim, cruel, desigual, por ser tudo isto e não precisa ser comparada com o que quer que seja para continuar sendo ruim, racista, violenta, desigual. Vamos ler mais Paulo Freire, gente!
 no: http://blogdoitarcio1.blogspot.com.br/2015/12/paulo-freire-e-o-capitalismo.html

Evo Morales, líder excepcional


Evo Morales chegou à presidência da Bolívia há dez anos. Poucos países no mundo conseguiram em tão pouco tempo as notáveis mudanças econômicas, sociais, culturais e políticas ocorridas a partir daquele 22 de janeiro de 2006.

Não foi um mero ato eleitoral o que produziu conquistas tão colossais. A vitória eleitoral foi resultado de seculares lutas dos povos originários do altiplano andino a partir das lendárias rebeliões de Tupac Katari e Tupac Amaru, e o decisivo envolvimento das massas indígenas nos exércitos bolivianos, que juntamente com as legiões de San Martin liberaram a América do Sul. Também foram importantes o arrojo e a convicção da “chola” Juana Azurduy, promovida por Bolívar a tenente-coronel, e dos índios expulsos de suas terras ancestrais pelos colonizadores para serem explorados sem piedade nos latifúndios e nas minas.

Também foi resultado das ações dos trabalhadores do estanho e seus combates contra o capital e a dominação imperialista, que levaram à revolução de 1952; da guerrilha do Che; mais recentemente, das guerras da água e do gás e da defesa, pelos cocaleiros, das suas terras e tradições, que levaram Evo Morales a ser eleito como deputado num Congresso que terminou por expulsá-lo, até sua imbatível eleição como presidente em 2005 diante da tenaz oposição das elites locais e de Washington, que o viam com surpresa ascender à cabeça de uma revolução gestada pelos movimentos sociais. 

Conduzida por Evo através de um profundo processo democrático constituinte, a Bolívia passou de Estado oligárquico  a serviço dos Estados Unidos, racista, excludente da maioria da sua população e cultura indígenas, com uma pobreza somente comparável à do Haiti, para se transformar em um pujante Estado plurinacional soberano e independente. A nova Constituição, redigida por representantes de todos os povos originários e inter-culturais que a compõem, e aprovada em referendum nacional, teve um caráter acentuadamente anti-neoliberal  ao proclamar o papel gestor do Estado em um modelo de economia social comunitária que controla os recursos naturais em benefício coletivo dos bolivianos.

A nacionalização dos hidrocarbonetos e a redistribuição da sua renda tornou possível que a Bolívia reduzisse a pobreza em 25% e a pobreza extrema em 50%, e também que o salário mínimo subisse 87,7%. Tudo isso em relação a 2006, quando Evo assumiu a presidência

O orçamento da saúde, que em 2005 era de 195 milhões de dólares, ascendeu a 600 milhões em 2012, tendo se conseguido também uma sensível diminuição da mortalidade infantil e materna. Até esse mesmo ano, médicos cubanos tinha atendido  gratuitamente 58 milhões de pessoas, realizado 33 mil partos e 134 mil cirurgias não oculares, e operando da visão a 650 mil pacientes através da Operação Milagre, indicadores que tem continuado a se elevar com a decidida participação de centenas de médicos bolivianos egressos da Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba.

Nos governos de Evo se  conseguiu alfabetizar a grande maioria da população iletrada, tanto em espanhol como em línguas originarias  na escolarização básica universal. O país marcha para a industrialização dos hidrocarbonetos, na qual os investimentos públicos, que tem sido os maiores da América Latina, foram muito importantes.  A economia cresce à uma média anual de 5,1%, na vanguarda da região. A demanda interna quase duplicou e é, acima das exportações, o principal motor de crescimento da economia.

Nestes dez anos surgiram 192.932 novas empresas, e a inflação está em segundo lugar entre as menores da América do Sul.  A arrecadação tributária quadriplicou e rende muito mais do que antes por que a malversação e a corrupção são combatidas sem tréguas. Da posição de penúltimo em matéria de desigualdade na região, o país passou para a quarta posição.

Nada disso teria sido conseguido sem a liderança, o carisma, a exemplar entrega ao trabalho, a sabedoria política e a coesão conquistadas em torno de si por Evo Morales. Não há revoluções nem processos de mudanças sociais sem líderes excepcionais e irrepetíveis, verdadeiros partos da historia cuja substituição exige muitos anos de acumulação cultural e política que se encarnem em equipes, onde pode haver líderes, embora não daquele porte. Com o vendaval econômico e político internacional que vem aí, é muito inteligente a proposta dos movimentos sociais para a população boliviana de reapresentar a candidatura de Evo à presidência.  

@aguerraguerra


Via Rebelión

Por Ángel Guerra Cabrera - La Jornada

Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti