sexta-feira, 30 de julho de 2010

Lou fala sobre sexo

Deixem os preconceitos, os mitos, os falsos moralismos religiosos. Libertem-se das ansiedades, das culpas e do medo do castigo!
orgasmo

Lou Micaldas

"...Raramente consigo atingir o orgasmo, sempre finjo, para não desagradar, ou para não parecer que sou ruim de cama... Sou muito insegura e tenho medo de perder meu companheiro..."

Esta é uma história muito mais comum do que imaginam homens e mulheres.

Na minha opinião, sempre é bom a mulher abrir o jogo quando não sentir o clímax, logo nos primeiros encontros, procurando indicar ao parceiro seus pontos mais sensíveis ao toque.

Porém, se a mulher sempre fingiu, não considero uma boa alternativa confessar que nunca tenha chegado ao orgasmo, após tanto tempo. Esta atitude só provocaria uma sensação de que ele foi enganado, causando uma perda de confiança na parceira, e também nele, somando-se ainda um complexo de culpa ou de impotência por não ter conseguido satisfazê-la. Uma pergunta ficaria martelando na cabeça dele: então vivemos este tempo todo uma farsa? O que passou, passou, não precisa ser mencionado.

Reconheço que falar de sexo ainda é um tabu pra algumas mulheres. Mas o nosso site está aqui pra desinibir e desenterrar sentimentos sufocados. Antes tarde do que nunca!


Papo Firme

Em uma nova oportunidade, apresente-se firme e carinhosa, e conte pra ele quais as carícias que mais a excitam. Pegue a mão dele, carinhosamente, sensualmente, e leve aos pontos onde você sente mais prazer.

Muitas mulheres afirmam que só chegam ao orgasmo pela estimulação clitoriana e se sentem inferiorizadas por não conseguirem o mesmo êxito com a penetração. Este sofrimento é fruto da ignorância e de mitos criados pela cultura de filmes, ideais romantizados e preconceituosos.

O fato é que o orgasmo através da penetração vaginal também só é conseguido pela estimulação do clitóris, porque durante a penetração, o clitóris é atritado e massageado pelo dorso do pênis, enquanto os corpos se mexem em movimentos circulares, num vaivém.

O clitóris é um pequeno órgão protuberante, macio, localizado entre os lábios da vulva, na sua parte superior. É um ponto muito sensível, responsável por grande prazer sexual, e o principal órgão que leva ao orgasmo, desde que acarinhado, delicadamente com um dos dedos, ou pela língua, ou pelo pênis.

Esta informação deve ser esclarecida, pois a maioria dos homens desconhece a importância da estimulação clitoriana, que leva sua parceira à satisfação máxima. Por este motivo é que se deve aumentar o tempo da estimulação clitoriana.

Peça a seu parceiro mais e mais carinhos preliminares. Ele também sente prazer em ver a mulher excitada. Ambos precisam conhecer as preferências e os pontos sensíveis de seu par.

Quanto mais a mulher ficar excitada, maior será a lubrificação da vagina, facilitando o seu orgasmo e melhorando o desempenho do homem na hora da penetração.

Sexo Oral
É, sem sombra de dúvida, o melhor estímulo. Tanto homens quanto mulheres consideram seu efeito maravilhoso, quando não são reprimidos por questões culturais.

A fricção do clitóris com a língua produz uma sensação altamente prazerosa, tão melhor ou mais excitante do que com a ponta dos dedos.

Para os homens, a língua de sua amada lambendo a cabeça do pênis, ou chupá-lo como se fosse um sorvete provocam um enorme prazer. Este ato é considerado uma verdadeira entrega da mulher e uma demonstração de que a parceira está lhe oferecendo a maior prova de afeto.

É importante observar a reação de seu par. Nem tudo que agrada a uns é garantia de agradar a todos. O cuidado e o carinho são gestos que devem estar sempre presentes. Salvo algumas exceções: existem mulheres que gostam de palmadas, de tapas na face, e homens que gostam de levar chicotadas, etc. Porém, este já é um outro assunto e precisa ser bem esclarecido entre as partes.

Os parceiros nunca devem esquecer que as mulheres necessitam de mais tempo para se excitarem do que os homens. Por isto, é importante que eles percebam quando devem parar ou prosseguir – parar antes é um desastre recorrente –, respeitando o tempo e o ritmo de sua mulher.

Muitos são os motivos que podem influenciar negativamente a atividade sexual.

* Desgastes físicos e mentais, estresse, preocupações com movimento de pessoas pela casa, ansiedade pelo bom desempenho, poucas carícias preliminares, excesso de bebida alcoólica, ressentimentos com o parceiro, etc.

* Muitos pais escondem dos filhos que levam uma vida sexual com suas esposas, adiando o relacionamento sexual para um momento em que a casa esteja vazia.

* Também, os filhos julgam que seus pais, depois de "uma certa idade", já não fazem mais "essas coisas" e não fazem cerimônia em bater na porta do quarto deles, ou de chamá-los, sem se darem conta de que estão interrompendo um momento tão importante na vida conjugal de seus "velhos pais".

* Quantos casais que moram com os sogros também se privam do ato, "em respeito" a seus progenitores, adiando para tarde da noite. E os "velhos" costumam dormir tão tarde, que o amor sexual fica adiado pra "sine die".

DEPOIS DA REPRESSÃO, A EXPLOSÃO

Vale a pena recordar que antigamente elas escondiam toda a sexualidade: era feio, imoral, e aquela que deixasse escapar um orgasmo era considerada uma doente e devia ser tratada clinicamente!

A mulher deveria "servir ao homem" apenas com o intuito de satisfazê-lo e de procriar. Os tempos mudaram, as mulheres se libertaram sexualmente e saíram numa correria desabalada atrás da satisfação, há tantos anos reprimida.

Aí, deu-se o desequilíbrio, o que era "pecado" passou a ser obrigação. Agora, a mulher tem que gozar e sempre! Aquela que não consegue é doente, frígida, precisa de tratamento clínico! O ato sexual, tanto tempo reprimido, mal contido, se soltou e virou do avesso.

Infelizmente, manifesta-se visando a melhor performance de ambas as partes, restringindo-se às genitálias, com a preocupação voltada para o momento da penetração e da expectativa de orgasmo estonteante. Esta concepção empobrece o amor, diminuindo o prazer da carícia e dos jogos essenciais entre os parceiros.

O sexo é fonte de prazer. Não é uma gincana onde se disputa(m) o melhor desempenho dos desportistas. Isto só traz angústia, frustração. E o orgasmo se torna quase impossível de ser conseguido nessas condições.

Todos esses fatores prejudicam o clímax feminino e a realização do homem, pois este é um fenômeno gerado no cérebro, caracterizado pela liberação de substâncias cerebrais responsáveis pela sensação de prazer. Para se viver a sexualidade de forma sadia e plena é necessária que haja uma total parceria.

Dicas para melhorar a função orgástica da mulher:

Este exercício consiste num movimento de contração dos esfíncteres, como se você quisesse prender algo na cavidade uretral.

Procure manter a vagina assim pressionada por alguns segundos, depois solte-a e volte a contraí-la.

Introduza o seu dedo indicador na vagina e repita o movimento de pressão. Sinta os efeitos. Esta prática irá fortalecer os esfíncteres. Depois de entender o mecanismo, faça esse exercício sempre que se lembrar, em qualquer lugar, pois ninguém perceberá nada.

No momento da penetração do pênis, relaxe e se deixe penetrar. Nesse momento, experimente fazer os movimentos acima descritos. Você se surpreenderá com o prazer que irá sentir e com o prazer que irá proporcionar.

Posições que ajudam:

1 - O casal fica na posição “papai e mamãe”, com uma almofada colocada sob a região pélvica da mulher a fim de levantar seus quadris. Ela abre as pernas e o homem, deitado sobre ela, introduz o pênis na vagina. A mulher fecha as pernas e o homem sobe um pouco o corpo, procurando fazer com que o dorso do pênis, em contato com o clitóris, provoque um atrito durante o vaivém dos corpos.


2 - O homem deita e a mulher senta por cima, de frente pra ele e introduz o pênis, permitindo que o parceiro massageie o clitóris e acaricie os seios, aumentando a excitação e provocando uma sensação de maior prazer. Esta posição favorece uma excelente movimentação e ainda deixa o homem mais relaxado, facilitando o controle da ejaculação.

3 - O homem fica deitado e a mulher senta por cima, mas de costas para ele, um pouco inclinada para trás. Esta variação também permite que o parceiro fique com as mãos livres para acariciar os seios, as costas e a cintura da mulher.

4 - A mulher fica de quatro, ajoelhada, apoiada nos cotovelos e antebraços. O homem vem por trás e introduz o pênis na vagina, ficando com as mãos livres pra acariciar os seios e o clitóris.

5 - O homem deita por baixo, a mulher abre as pernas e introduz o pênis na vagina. Os dois fecham as pernas, a mulher se desloca um pouquinho para cima, de forma a encostar o clitóris no dorso do pênis.

Deixem os preconceitos, os mitos, os falsos moralismos religiosos. Libertem-se das ansiedades, das culpas e do medo do castigo!

Escutem os seus corpos, inovem sempre, criem juntos outras posições e não permitam que a relação entre numa rotina ou caia num ritual obrigatório, cercado de horários e restrições.
Voem alto, livres e aproveitem essa fonte inesgotável de prazer que o sexo oferece.

Lou Micaldas

PS: Volto a esta página para acrescentar parte da mensagem de uma "Velha Amiga" que pediu anonimato.

Lou, "A fantasia é excitante! Podemos imaginar tantas coisas... Deixar voar o pensamento, livre, solto, 'viajar'... Desprendendo-se do ato em si, da forma, da posição e principalmente da preocupação de chegar ao orgasmo. O nosso pensamento, silenciosamente, vai nos ajudando a chegar ao orgasmo de forma deliciosa..." "Velha Amiga," Anônima.

*Lou Micaldas é professora, formada pelo Instituto de Educação, e jornalista, criada e formada no Jornal do Brasil; administra o site Velhos Amigos ecolabora com esta nossa Agência Assaz Atroz




Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons

Agência Assaz Atroz

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