domingo, 19 de fevereiro de 2012

Após crise, países não serão mais os mesmos, diz economista


Jornal do Brasil

“Três anos após a falência de diversos bancos americanos determinando o início da crise do Subprime, o mundo permanece cheio de incertezas. Na Europa, países como a Grécia ainda sofrem para controlar as contas nacionais e aliviar o déficit na economia. E apenas agora os Estados Unidos apresentam indícios de uma retomada no crescimento, embora ainda tímido.

A única certeza é a de que o mundo não será mais o mesmo. É o que acredita o economista Fernando Sarti, diretor da Escola de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp). Para Sarti, as relações comerciais e econômicas que aconteceram nos últimos 30 anos foram determinantes para uma mudança estrutural no planeta.

“Independentemente da crise, os países emergentes passaram a ser também protagonistas nas relações mundiais, e isso não mudará mais. A crise é parte desta mudança, assim como uma evidência clara de que ela aconteceu”, analisa.

Neste tempo, principalmente países como a Coreia e outros asiáticos já vinham desempenhando um papel importante nas relações econômicas, como produtores que ofereciam condições competitivas para as grandes multinacionais.

“As empresas norte-americanas, então, migraram para estes locais mais ‘periféricos’. Porém, o produto final voltava para os centros urbanos dos desenvolvidos, que eram os grandes consumidores”, afirma o economista.

A transferência dessas multinacionais para os emergentes determinou a entrada, principalmente da China, na cadeia econômica mundial. Com isso, a “periferia” também passou a consumir.

“E não foi só um consumo das famílias, mas uma demanda por investimento e capital também, um consumo geral”, relembra Sarti.

Com essa mudança, que, segundo o economista, condicionou uma nova dinâmica no mercado, as consequências da crise ainda são difíceis de prever.”
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