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sexta-feira, 29 de julho de 2016
Antropoceno: a era da manipulação da informação
Enojar é o verbo inspirador deste texto. Depois de muito pesquisar sobre a concentração de poder no mundo hoje, onde 147 transnacionais controlam outras 43 mil, o que corresponde a 40% do mercado mundial, onde os três principais veículos de economia do mundo ocidental fazem parte da carteira de clãs conhecidos há séculos, como os Rothschild, Agnelli, ou já na era moderna, os Murdoch, donos do The Wall Street Journal, do Dow Jones e da Fox News, que divulga diariamente as mentiras sobre as mudanças climáticas e o aquecimento global. The Economist, a revista inglesa de 1873 é a outra fonte, muito celebrada pelos neoliberais e conservadores por sua respeitabilidade, transparência e ética.
A estratégia límpida e transparente, naquela época não tinha o sustentável, conhecida historicamente como o Golpe na Bolsa de Londres consistiu no seguinte: seus informantes presentes na Batalha de Waterloo forneceram o resultado final da carnificina ao patrão, logo em seguida começou a vender os papéis na Bolsa espalhando o boato que Napoleão vencera. Ao mesmo tempo, seus agentes passaram a comprar os papéis por ninharia. Logo depois, o poderoso império ficou sabendo da vitória do seu exército e os papéis explodiram. Então caía o Império Napoleônico e nascia oficialmente o império especulativo dos Rothschild.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Sociedade brasileira tornou-se refém dos meios de comunicação
Alexandre Tambelli, GGN
Precisamos compreender que o Poder da Mídia no Brasil capitaneado pela Rede Globo, Band, Rede TV, SBT, Folha, Estadão, Veja, RBS e poucas mais alcançou um limite absurdo, limite, onde a Democracia e o Estado de Direito estão sendo solapados.
Imaginemos a concentração de quase todos os canais de TV e emissoras de rádio, dos jornais e revistas de circulação nacional, dos grandes portais de notícias da Internet nas mãos de não mais que 10 famílias e que defendem uma mesma bandeira ideológica, um mesmo modelo de sociedade para ser vivenciado no Brasil.
Quanto isto é prejudicial para a nossa Democracia!
Você ter 24 horas do dia, propagado Brasil afora, uma única forma de entendimento do Brasil atual, sem quase nenhuma audiência outra, onde se possa fazer um contraponto a esta forma de entendimento do Brasil atual é inadmissível.
O Brasil do caos se impõe nas manchetes e manchetes e não há como negar. Toda editoria é igual. A verdade sobre qualquer assunto, a que quiserem nos impor será a verdade crida pela população.
Estas 10 famílias possuem bem mais de 80% de todos os meios de comunicação que podem levar aos nossos ouvidos e olhos notícias do cotidiano do Brasil e do Mundo.
É tanto Poder de informação nas mãos de poucas famílias, que elas controlam o entendimento da realidade brasileira e mundial dos brasileiros.
E tudo o que não se encaixa na Ideologia que os meios de comunicação hegemônicos defendem vira refém dele, está sujeito a ser avacalhado, a ter sua reputação assassinada, sem dó nem pena no noticiário e de forma sistemática e até coletiva (todas estas famílias atacando a honra do refém ao mesmo tempo).
Seja partido político, Político, modelo de sociedade, modelo econômico, Religião, grupo étnico, etc.
E o mais complicado é que não há como se defender. Pois, não temos espaço para defesa do refém, pois, não há pluralidade de canais de TV, outras rádios que professem a mesma Ideologia do refém dos meios de comunicação hegemônicos e que saiam em sua defesa ou que deem espaço para ele praticar sua defesa e/ou promulgar as suas ideias.
Todos nós acabamos reféns dos meios de comunicação hegemônicos no Brasil. Só temos a chance de não sermos reféns deles se professarmos a mesma Ideologia que a Mídia hegemônica.
Por exemplo:
LULA é o refém dos meios de comunicação hegemônicos brasileiros mais visado atualmente. Ele não tem vez e voz nos microfones das TVS e rádios destas não mais que 10 famílias, porém, falam dele o dia inteiro. Falam o que querem de LULA e ele só tem o direito de ouvir, jamais de se defender do que falam a seu respeito.
LULA falar em algum canal de TV ou rádio para ao menos se defender, por exemplo, será raro, porque os canais de TV ou rádios no Brasil, em sua grande maioria não convidariam LULA e mais, se LULA aparecer em um canal de TV ou rádio será, quase certo, em emissora de pouca audiência.
Os grandes canais de comunicação e com audiência não abrem espaço para o contraditório, por isto jamais entrevistariam LULA hoje, ainda mais, no tempo atual de caçada ao LULA e ao PT para tentar frear sua candidatura a Presidente em 2018, para existir maior chance de vitória de um candidato que professe e defenda a Ideologia da Mídia hegemônica brasileira.
Não dão espaço a LULA, porque trabalham na imposição de verdades, sempre! A verdade que querem passar não deve e não pode ser confrontada.
Se derem espaço, podem perder o controle da narrativa sobre LULA, ele pode se defender, pode até desmascarar as notícias a seu respeito, impostas como verdades sobre ele e ainda ele pode difundir outra Ideologia e se fortalecer para a corrida Presidencial de 2018.
Melhor não arriscar. Esta é a verdade que praticam.
É importante dizer que o tempo de exposição negativa do refém da Mídia é diversas vezes maior do que o tempo de sua defesa da exposição negativa. No caso de LULA chega próximo de zero.
Sem contar que a exposição negativa vem aliada de tentativas de impor até condenações prévias ao refém da Mídia.
E com este Poder todo de controlar a informação que chega até nós, podemos assistir uma realidade, onde, se cria uma opinião pública condenatória ao refém da Mídia e que acaba por interferir nas decisões de tribunais, que por medo da opinião pública e da opinião publicada por estes meios de comunicação hegemônicos pode decidir pela condenação de um inocente, por medo e imposição das massas, que são levadas inconscientemente a querer condenar o refém da Mídia.
Além do fato importante que uma Mídia concentrada como no Brasil pode ameaçar e assassinar a reputação de um Juiz, se este não seguir o seu desejo (dos meios de comunicação) de condenação do refém midiático.
Sem contar o mais grave: hoje partes do Judiciário trabalham conjuntamente com a Mídia brasileira facilitando as coisas para estes meios de comunicação condenarem seus reféns previamente.
Acabamos todos reféns dos meios de comunicação brasileiros, que se concentram em não mais que 10 famílias professando uma mesma Ideologia e não aceitando que o contraditório, outra Ideologia tenha voz e possam chegar aos lares brasileiros ideias diferentes das que eles professam.
E nós brasileiros, nesta concentração em poucas famílias do direito de informar sobre o cotidiano do Brasil e do Mundo, passamos a acreditar que tudo o que os meios de comunicação informam são verdades absolutas. Afinal, a mesma notícia corre o Brasil de Norte a Sul milhares de vezes em um mesmo dia.
Como não acreditar na veracidade dela?
Este é o Brasil em fevereiro de 2016.
no: http://www.alanterna.com/2016/02/sociedade-brasileira-tornou-se-refem.html
sábado, 12 de setembro de 2015
Veja mente sobre o Bolsa Família
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Foram cancelados cerca de 800 mil benefícios de famílias com renda acima do que estabelece a lei, como a família acima. A foto diz tudo. |
Nota de esclarecimento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS)
O Bolsa Família não sofreu corte no Orçamento, está integralmente preservado
A revista Veja desta semana mente quando diz que o governo corta benefícios do Bolsa Família para fazer o ajuste fiscal. O Bolsa Família não sofreu corte no Orçamento, está integralmente preservado.
Veja erra quando diz que o número de famílias beneficiárias caiu para 13, 2 milhões. A folha de pagamento de setembro repassou benefícios para 13, 9 milhões de familias. O número de beneficiários vem se mantendo estável desde 2012, com a saída de quem melhora de renda e a entrada de novas famílias.
O governo reafirma seu compromisso com o Bolsa Família e com as rotinas de controle, para que só recebam o benefício (em média R$ 167 mensais por família) os mais pobres, com renda de até R$ 154 por pessoa da família. Para manter o programa bem focalizado, o Ministério do Desenvolvimento Social promove todos os anos a atualização dos cadastros e o cruzamento com outras bases de dados da União.
Neste ano, foram cancelados cerca de 800 mil benefícios de famílias identificadas em cruzamento de bases de dados de salários e aposentadorias (INSS, RAIS e CAGED) com renda acima do que estabelece a lei. No mesmo período, número equivalente de novas famílias passaram a receber o bolsa. Esse movimento é semelhante ao registrado no ano passado, ano eleitoral. O “pente-fino” de que Veja reclama é, portanto, uma rotina de controle muito bem sucedida que garante o foco do programa e zela pelo bom uso dos recursos públicos.
Além disso e diferentemente do que diz a Veja, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) mantém rigorosamente o acompanhamento da frequência de crianças e jovens às aulas mensalmente, de forma a garantir a presença dos alunos na escola.
O MDS reitera que o Bolsa Família está integralmente preservado de cortes no Orçamento. Neste ano, a previsão de gastos é de R$ 27,7 bilhões. Esse dinheiro vem mantendo milhares de famílias fora da miséria e, mais importante, garante acesso à educação, saúde e serviços.
A revista Veja poderia ter evitado o erro se tivesse procurado o ministério para checar as informações, como recomenda o bom jornalismo.
No MDS
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Os 11 princípios do ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels
"Qualquer semelhança com as práticas da mídia golpista brasileira é mera coincidência...
Jornal GGN
Conhece Joseph Goebbels, o violento ministro de propaganda de Hitler? Estes são os 11 princípios que levaram o povo alemão a tentar exterminar à humanidade:
1.- Princípio da simplificação e do inimigo único.
Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.
2.-Princípio do contágio
1.- Princípio da simplificação e do inimigo único.
Simplifique não diversifique, escolha um inimigo por vez. Ignore o que os outros fazem concentre-se em um até acabar com ele.
2.-Princípio do contágio
Divulgue a capacidade de contágio que este inimigo tem. Colocar um antes perfeito e mostrar como o presente e o futuro estão sendo contaminados por este inimigo.
3.-Princípio da Transposição
Transladar todos os males sociais a este inimigo.
4.-Princípio da Exageração e desfiguração
Exagerar as más noticias até desfigurá-las transformando um delito em mil delitos criando assim um clima de profunda insegurança e temor. “O que nos acontecerá?”
5.-Princípio da Vulgarização
Transforma tudo numa coisa torpe e de má índole. As ações do inimigo são vulgares, ordinárias, fáceis de descobrir.
6.-Princípio da Orquestração
7.-Princípio da Renovação
Sempre há que bombardear com novas notícias (sobre o inimigo escolhido) para que o receptor não tenha tempo de pensar, pois está sufocado por elas.
8.-Princípio do Verossímil
9.-Princípio do Silêncio.
Ocultar toda a informação que não seja conveniente.
10.-Princípio da Transferência
Potencializar um fato presente com um fato passado. Sempre que se noticia um fato se acresce com um fato que tenha acontecido antes
11.-Princípio de Unanimidade
Busca convergência em assuntos de interesse geral apoderando-se do sentimento produzido por estes e colocá-los em contra do inimigo escolhido.
Qualquer semelhança com as práticas do PIG é pura coincidência...."
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Para que servem e por que existem os sites progressistas?
O Helicoca não foi assunto para a mídia tradicional |
Para que servem os sites progressistas? Por que existem?
A sociedade sabe as respostas para ambas as questões, mas a mídia tradicional insiste em tentar manipular as pessoas.
Os sites progressistas servem, fundamentalmente, para dar pluralidade ao mercado de notícias e opiniões.
E existem por causa disso: porque há uma expressiva parcela de brasileiros que não se satisfazem com o que lhes é oferecido, ou impingido, pela Globo, pela Veja, pela Folha e por aí vai.
É, no fundo, uma questão de mercado.
O conservadorismo monolítico das grandes empresas jornalísticas — já não tão grandes assim na Era Digital, aliás — abriu espaço para sites com outra visão de mundo.
Chamar os sites progressistas de governistas é uma mistura de mentira e obtusidade.
Sob qualquer governo, eles seriam o que são. O mesmo já não se pode dizer da grande imprensa: ela protege administrações conservadoras e fustiga administrações populares. Com isso, defende não os interesses da sociedade, mas os seus próprios.
Que o mercado pedia isso — outras vozes — está claro. É só ver os números.
O DCM, por exemplo.
Tivemos, em junho, 3,4 milhões de visitantes únicos. É o melhor termômetro de audiência: você conta apenas uma vez pessoas que entram diversas ocasiões no site.
Os acessos são algumas vezes aquilo: no ápice da campanha presidencial, o DCM bateu em 20 milhões de visualizações.
Importante: isto tudo foi conseguido num espaço de dois anos e meio. Em janeiro de 2013, quando tomamos a forma atual de um espaço de análises e informações, tivemos 200 mil acessos e 100 mil visitantes únicos.
Sites progressistas acolhem e propagam ideias que não existem nas empresas jornalísticas.
Um exemplo notável: a desigualdade, o câncer nacional.
Jamais o combate à desigualdade esteve na pauta da mídia tradicional. Seus donos sempre se beneficiaram dela, aliás: basta ver sua colocação nas listas das maiores fortunas do país.
A imprensa sempre preferiu, por demagogia, fazer campanhas contra a corrupção, por saber que num certo tipo de leitor menos qualificado esse discurso hipnotiza.
Vital: não contra toda corrupção, mas contra aquela — real, imaginária ou brutalmente ampliada — associada a governos populares.
Não é notícia nada que diga respeito ao PSDB. A roubalheira no Metrô de São Paulo nunca foi assunto. A compra de votos para a reeleição de FHC, idem. O aeroporto particular de Aécio também.
Um delator diz que um ex-presidente tucano recebeu 10 milhões de reais para melar uma CPI da Petrobras. Ninguém, na grande mídia, dá a menor bola, porque este tipo de notícia mina a tese de que a corrupção está sempre ligada a governos populares, de Getúlio a Jango, de Lula a Dilma.
Neste e em tantos outros assuntos, os sites progressistas jogam luzes onde as corporações de jornalismo projetam sombras. (Fizemos,aqui, levantamentos sobre assuntos tabus na imprensa, como o “Helicoca” e a sonegação da Globo.)
Pessoas que são ignoradas pela mídia tradicional aparecem nos sites progressistas, e enriquecem os debates.
No DCM, para ficar num caso, Jean Wyllys é figura frequente. Vá ao arquivo da Veja e tente encontrá-lo.
A pauta dos sites progressistas é outra. São outros os personagens, são outras as visões, são outros os princípios e valores.
São outros também os leitores. Veja os comentários do blogue de Reinaldo Azevedo: são o primado do ódio, do preconceito, da homofobia.
Agora compare com os comentários dos sites progressistas. São mundos diferentes.
Os anunciantes podem escolher o público que desejam atingir. Não fossem os sites progressistas, esta escolha não existiria.
Como seria o debate no Brasil de 2015 se não houvesse o contraponto digital?
Você pode imaginar.
O cidadão iria para o trabalho ouvindo a CBN ou a Jovem Pan. Leria a Folha e a Veja. Veria à noite o Jornal Nacional e a Globonews.
É sempre a mesma mensagem. A isso se dá o nome de monopólio de opinião.
Os sites progressistas surgiram e cresceram como resposta, exatamente, a esse monopólio.
É para isso que servem. É por isso que existem.
Paulo Nogueira
No DCM, via : http://www.contextolivre.com.br/2015/07/para-que-servem-e-por-que-existem-os.html
sexta-feira, 27 de março de 2015
Existe uma corrupção que vale mais e outra que vale menos?
Os dois únicos apontados até agora nos jornais como envolvidos no esquema de corrupção no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, os de Paulo Roberto Cortez e Edison Pereira Rodrigues, são auditores-fiscais da Receita Federal.
Não dá, por isso, para imaginar que todos os auditores sejam corruptos, não é?
Se é assim com servidores de carreira, concursados, porque deve ser diferente quando se trata de ocupantes de cargo em comissão, como se faz hoje?
Não era grana pouca: dizem estar confirmados R$ 5 bilhões e o valor levantado pode chegar a R$ 19 bilhões.
Dez vezes mais que a Lava-Jato, segundo os números do MP do Paraná.
E igualmente dinheiro público, mais ainda que o da Petrobras, que é semi-estatal.
Processos de nove empresas as “aliviaram” de R$ 5 bilhões lançados em impostos e multas.
R$ 1,3 milhão foram apreendidos, em espécie.
Não se dá o nomes das empresas nem ninguém preso, ao que se saiba. Apenas apreensão de documentos e computadores. E dinheiro, muito dinheiro. Há um video com um cofre cheio dele, sem indicação de onde ou de quem.
Que diferença com o espalhafato de Sérgio Moro!
O Globo não chama na capa do site. A Folha, uma notinha minúscula.
Apesar do volume de dinheiro, só o Estadão dá destaque.
E chamando para o fato do pai do líder do PP — que anda mais sujo do que pau de galinheiro – , Eduardo da Fonte de Albuquerque Silva, ser um dos integrantes do Conselho externos à Receita.
Se seu pai Francisco, tiver algum envolvimento, vai ser outro “podemos tirar, se achar melhor”, porque ele é Conselheiro pelo menos desde 2001, como registra o Diário Oficial.
Ambos são nojentos, praticado por pessoas que deveriam defender o dinheiro público, mas agora me digam: “o maior escândalo de corrupção da história do Brasil”, qual é?
O que a mídia quer que seja.
Fernando Brito
No Tijolaço,via http://www.contextolivre.com.br/2015/03/existe-uma-corrupcao-que-vale-mais-e.html
terça-feira, 10 de março de 2015
Por que todo mundo quer crucificar Dilma?
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Estão de marcação cerrada |
Lennon disse numa música, e Dilma poderia repetir: “Do jeito que as coisas estão, vão acabar me crucificando.”
Está na moda crucificar Dilma.
A direita bate nela. A esquerda bate nela. E é curioso: poucos meses atrás, ela foi reeleita com 54 milhões de votos.
Em meio a uma campanha sanguinolenta da mídia, ela se reelegeu. Os eleitores entenderam que ela merecia um novo mandato.
Na educação, excluídos chegaram em número inédito às universidades. Na
saúde, o programa Mais Médicos levou assistência a dezenas, centenas de
milhares de brasileiros que jamais viram um consultório.
Na economia, o Brasil manteve-se firme, com índices baixíssimos de
desemprego, enquanto uma crise furiosa abalava potências como Estados
Unidos e Alemanha.
Na área social, milhões de brasileiros saíram da miséria graças a programas de assistência.
Como tudo pode ter mudado tão rápido?
É difícil entender à luz da racionalidade. No discurso de ontem, por
exemplo, que vem sendo atacado por todo mundo, de Caiado a Luciana
Genro: o que ela disse de errado?
Serra escreveu que, com a fala, Dilma convocou as pessoas para o protesto de 15 de março.
Mas o que justifica essa visão de Serra?
Dilma, no pronunciamento, situou a crise do Brasil como algo que se insere num universo em turbulência.
A imprensa disse que ela “culpou” a crise internacional, mas isto é uma falácia. Dilma colocou o Brasil no mundo, simplesmente.
Numa economia globalizada, quem prospera quando há uma crise generalizada?
Ninguém. A China vai crescer metade do que vinha crescendo nos últimos
anos. A Rússia vai decrescer 5%, sem que ninguém atribua a Putin o
retrocesso e fique batendo em panelas.
Qual o ponto aí, então?
A rigor, Dilma jogou mais luzes, no assunto, do que a imprensa porque
esta, ou por inépcia ou por desonestidade, parece desconsiderar que as
coisas estejam complicadas em toda parte.
Em relação ao ajuste, Dilma fez uma analogia que o DCM, meses atrás, já fizera.
Quando você está gastando acima de suas possibilidades, uma hora você tem que se ajustar nas despesas.
Acontece numa família, acontece numa empresa, acontece num país.
Agora: é importante notar que cada ajuste é diferente do outro. Na
Abril, onde participei de vários ajustes como diretor de revistas e de
unidades de negócios.
Eu evitei sempre cortar no conteúdo e nas pessoas. Campanhas de
marketing podiam ser postergadas. Pesquisas caras podiam ficar para
adiante, quando as coisas melhorassem.
Isso quer dizer o seguinte: você tem como administrar ajustes.
Ah, mas o Levy é um ortodoxo. E daí? Levy, sob Aécio, cortaria determinadas coisas. Programas sociais, provavelmente.
Sob Dilma, ele tem que se adequar às prioridades dela. Dilma reafirmou, no discurso, seu compromisso com os menos favorecidos.
Até aqui, não há dado nenhum que sustente a ideia de que esteja sacrificando quem menos pode.
Ela atentaria contra sua própria história e contra o futuro de seu
partido. Como o PT poderia pensar em ganhar em 2018 se os eleitores que
fizeram a diferença agora se sentissem enganados por Dilma?
O que existe, aparentemente, é uma imensa neurastenia, pela esquerda, e uma monstruosa mobilização golpista, pela direita.
No meio disso tudo, está Dilma.
O jogo nem começou, e já a tratam, absurdamente, como uma derrotada.
Mesmo os que, cinicamente, falam na corrupção. Quando se combateu a corrupção como agora?
Antes, a direita, malandramente, dava foco total em corrupção quando um governo popular se instalava no poder.
Escândalos reais e sobretudo imaginários tomavam o noticiário para
sabotar administrações inimigas. Foi assim com Getúlio, Jango, Lula e
Dilma.
Depois, como que por milagre, a corrupção desaparecia da imprensa. Pesquise a corrupção no regime militar noticiada pela Globo.
Agora, com a lista de Janot, você tem na rede acusados não apenas de um partido, o que é um avanço espetacular.
Porque significa o fim da hipocrisia, um passo essencial para coibir
corruptos e demagogos que sempre se tiveram na conta de inalcançáveis.
Onde, então, as razões de tanto desagrado com Dilma?
Minha suspeita é que a cobertura matadora que a imprensa dá a Dilma
tenha, paradoxalmente, intoxicado a esquerda que abomina essa imprensa.
Espremida entre os dois lados, Dilma, como Lennon na canção, tem que lutar para não ser crucificada.
Paulo Nogueira
No DCM
domingo, 22 de fevereiro de 2015
A inversão das notícias sobre o Sistema Cantareira para favorecer Alckmin
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Alckmin, o volume morto |
A chuva acima da média no Sistema Cantareira foi a gota d’água para a mídia gerar uma enxurrada de boas notícias para o Governo Alckmin.
Os termos “descarte do rodízio”, “soma das águas” e “recuperação do Cantareira” foram usados ad nauseum. Vale tudo para coroar o sucesso do Governador Geraldo Alckmin na luta contra a “maior estiagem de todos os tempos”.
Balela.
Passados os dias de pânico com a possível seca geral e sucessivos recordes de vendas de caixas d’água, eis que se anuncia que o Cantareira está com 9,5% de sua capacidade.
Piada de mau gosto.
Na verdade, o Sistema Cantareira está com 90,5 negativos. Não se trata da afirmação do copo meio cheio, meio vazio. Fato é que ainda estamos no segundo volume morto, com apenas 9,5%.
Desde o início de 2014, o Diário do Centro do Mundo vem anunciando a gravidade da gestão da água pela Sabesp.
Em fevereiro do ano passado, o DCM já alertava para os riscos de desabastecimento quando reservatório Cantareira já registrava 22% de sua capacidade.
O DCM também apontou o desprezo da Sabesp para com manutenção do sistema de distribuição e o desleixo na conservação ambiental do Sistema.
Na ocasião, o descumprimento de vários preceitos da outorga de 2004 já colocava a Sabesp no banco dos réus. Aproveitando-se da estiagem, livrou-se renovação da outorga adiada diante o caos que já se anunciava.
Aqui também anunciamos os riscos à saúde ao disponibilizar água de reuso do Rio Pinheiros para consumo ou ainda o bombeamento das mesmas poluídas águas para a combalida Billings.
Na versão oficial do Palácio dos Bandeirantes, o paulistano está próximo de se livrar do rodízio.
Na vida real, enquanto estimulam os grandes consumidores com tarifas irrisórias, Alckmin penaliza o trabalhador com seca nas torneiras e multa. É a lógica do mercado: ao anunciar aumento da tarifa e multa por consumo acima da média, o resultado foi valorização das ações da Sabesp na Bolsa de Valores de Nova York.
Inverter a análise sobre a drástica crise de abastecimento de água anunciando melhoria do cenário hídrico é tão irresponsável quanto o mantra de 2014 de que não haveria racionamento.
Não há o que comemorar. De novo Alckmin aposta na chuva e no blá blá blá.
Edson Domingues
No DCM, via http://www.contextolivre.com.br/2015/02/a-inversao-das-noticias-sobre-o-sistema.html
domingo, 15 de fevereiro de 2015
'Não há exemplo na história de entreguismo tão deslavado quanto no governo FHC'
Segundo jurista, para discutir problemas de corrupção na companhia de petróleo brasileira, é preciso lembrar que, em 1997, o governo do tucano fragilizou a Lei de Licitações e regra sobrevive até hoje
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"Governo de FHC foi o mais entreguista da história do Brasil', diz Celso Antônio Bandeira de Mello |
A discussão sobre problemas de corrupção da Petrobras precisa levar em conta o momento em que o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso fragilizou a Lei 8.666/1993 (a Lei de Licitações). Em 1997, o governo FHC editou a Lei n° 9.478/1997, que autorizou a Petrobras a se submeter ao regime de licitação simplificado, descaracterizando determinações da legislação anterior. Para o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, esse foi o momento em que "o governo Fernando Henrique colocou o galinheiro ao cuidado da raposa". Em julgamento de mandado de segurança de 2006, o ministro Gilmar Mendes, do STF (indicado por FHC), concedeu liminar validando a regra da lei do governo tucano. Desde então, outras liminares confirmaram a decisão de Mendes, mas o julgamento do mérito nunca ocorreu.
Na opinião do jurista, embora tudo esteja "sendo feito para prejudicar o governo” no escândalo da Petrobras e denúncias de corrupção, não existe risco de impeachment.
Porém, as dificuldades enfrentadas pelo PT e seus governos, de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, no âmbito do Judiciário, são em grande parte decorrentes do “desprezo” da esquerda pelo direito. "Tanto a esquerda não dá muita importância ao direito que o Supremo (de hoje) praticamente foi composto, em boa parte, por governos do PT. E, no entanto, como é que o Supremo se comportou no chamado mensalão? Condenou, não apenas o Genoino, mas o Dirceu de uma maneira absurda”, diz.
Porém, na opinião do jurista, a partir de agora a esquerda vai ser obrigada a dar mais atenção a aspectos jurídicos ao governar.
Na atual composição do STF, nada menos do que sete ministros foram indicados por Lula ou Dilma: o ex-presidente indicou o atual presidente da corte, Ricardo Lewandowski, além de Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Os nomes de iniciativa da presidenta são Luiz Fux, Rosa Weber, Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso.
Leia entrevista concedida à RBA.
Qual sua opinião sobre a “tese” do impeachment, aventada politicamente nos corredores do Congresso, por alguns juristas e alimentada pelos jornais?
Entre os juristas, só vi falar a respeito o Ives Gandra.
O senhor leu o parecer?
Vi aquele artigo do jeito que saiu, por ele mesmo publicado na Folha. Eles perderam a eleição, ficaram aborrecidíssimos — o que se compreende. O que não se compreende é esse tipo de reação de quem, digamos, dá vontade de dizer: vai chorar na cama que é lugar quente. Eles reagiram dessa maneira intempestiva. Não estou muito impressionado com isso, porque para impeachment é preciso muita coisa. Não basta um artigo que alguém escreva e eventualmente algumas pessoas insatisfeitas fazerem menção a isso. Não houve a meu ver nada suficiente para justificar um impeachment, assim como não houve também no Congresso. Impeachment não é assim, “eu não fiquei satisfeito com o resultado das eleições...” Não creio que vá muito pra frente isso, embora eles tenham por eles o Ministério Público e a polícia. A coisa mais difícil de controlar é a polícia.
As informações são vazadas seletivamente...
Tudo está sendo feito para prejudicar o governo. Se formos falar nesse negócio da Petrobras, isso é antiquíssimo. Aliás, qualquer pessoa que pegar meu Curso de Direito Administrativo (editora Malheiros) vai ver que lá está escrito com todas as letras que o governo Fernando Henrique colocou o galinheiro ao cuidado da raposa. Ainda no governo daquele senhor, ele baixou uma medida para as estatais escaparem da Lei de Licitações, a lei 8.666. Essa medida foi autorizada às empresas estatais, que são as grandes realizadoras de obras públicas. A partir do momento em que o governo autoriza as estatais a regulamentarem suas compras, portanto retira a força de Lei de Licitações, o que está fazendo? Entregou o galinheiro à raposa. Então a questão da Petrobras é coisa antiga...
Lembrando o julgamento da Ação Penal 470, ela mudou alguns paradigmas e introduziu a questão da judicialização da política. Considerando isso, o senhor acha plausível a possibilidade de impeachment de Dilma?
Eu não acho, sinceramente. Acho que existe um escândalo e, no fundo, eles gostariam que algum jurista respondesse aquele artigo (de Ives Gandra), para colocar esse tema em pauta. Mas não se deve, na minha opinião. Tanto que nenhum jurista respondeu. Você vê que houve um silêncio de morte. Em geral há muito poucos juristas, de nomeada, de direita. Quase nenhum. Os juristas são de centro, de centro-esquerda, mas não são de direita. Não tem. Sobretudo jurista de direita que seja nacionalmente ouvido, respeitado. É mais raro ainda. Um falou, e ficou nele. E os chamados juristas de centro ou centro-esquerda nem ao menos responderam, não deram bola.
O presidente do PT falou em coletiva, na última semana, sobre violação de direitos fundamentais na Operação Lava Jato. Pessoas serem acusadas e presas sem provas, como até o ministro Marco Aurélio do Supremo comentou...
Na verdade, o que aconteceu desde antes do chamado mensalão — e o mensalão foi uma prova disso — é que a esquerda tem um defeito, a meu ver: é o desprezo pelo direito. A esquerda não dá muita importância aos aspectos jurídicos. Tanto não dá que o Supremo (de hoje) praticamente foi composto, em boa parte, por governos do PT. E, no entanto, como é que o Supremo se comportou no chamado mensalão?
Vou citar um caso paradigmático: condenou, não apenas o Genoino, mas o Dirceu de uma maneira a meu ver absurda. E tão absurda que dois expoentes da direita, a saber, Ives Gandra da Silva Martins e depois Cláudio Lembo — que aliás é um excelente constitucionalista, um jurista de muito valor —, os dois disseram que a condenação do Dirceu foi sem provas. Foi absolutamente sem prova. Foi tão escandalosa que essas duas pessoas insuspeitíssimas se manifestaram nesse mesmo sentido. O PT e a esquerda, de modo geral, não dão a menor bola pro direito. Agora vão ser obrigados a dar.
O que seriam atitudes que indicariam levar o direito em consideração, pela esquerda?
Na escolha das pessoas já se vê que não tiveram cuidado. Tanto que escolheram pessoas que foram capazes de condenar sem prova. Eles queriam pegar o Lula, mas era demais, porque era mais fácil cair tudo. Então pegaram quem estava mais alto abaixo do Lula: Dirceu.
Nesse sentido, o senhor considera que Dilma pode ser “pega”?
Acho que esse clima alucinado já passou. Eu tenho dito e repito: no Brasil não há liberdade de imprensa, há meia dúzia de famílias, se tanto, que controlam os meios de comunicação. As pessoas costumam ingenuamente imaginar que esses meios de comunicação têm por finalidade informar as pessoas. Não têm, são empresas, elas têm por finalidade ganhar dinheiro. Portanto, têm que agradar aqueles que os sustentam. E quem são? Os anunciantes. Nunca vão ter isenção. Pelo menos não num país como o nosso.
Em países desenvolvidos têm muitas fontes de informação, o cidadão lê livros, vai ao teatro, ao cinema, ele se ilustra. Em país subdesenvolvido, não existe essa ilustração. Então, o que está escrito nesses meios de comunicação entra como faca na manteiga na cabeça da classe média alta, que é muito influente. O povão não liga, mas a classe média alta liga. E quando é muito insistente, vai se generalizando até para o povo. A eleição (de 2014) foi apertada, por isso estão usando esses expedientes. Se tivesse sido uma vitória esmagadora como a do Lula, não iam se atrever.
Curioso que o parecer de Ives Gandra é de José de Oliveira Costa, advogado de FHC...
Pois é, mas não é para estranhar. Porque o governo desse Fernando, o que não foi defenestrado, foi o governo mais entreguista da história do Brasil. Não há exemplos na história, que eu saiba, de um entreguismo tão deslavado quanto no governo dele. Portanto, desse lado pode se esperar tudo.
Em 2018, a eleição promete ser dura, não?
Promete mesmo ser muito dura. Daqui até lá tem muita água pra correr debaixo da ponte. Ainda é cedo, eu não sei como vai ficar.
A Petrobras sempre foi atacada como pretexto para se atingir governos que desagradam à elite...
Vou dar uma resposta muito pessoal: se eu tivesse dinheiro pra investir era ação da Petrobras que eu ia comprar. Eu creio que ela vai se levantar, que tudo isso é onda. É política, e política dos derrotados, mas os derrotados têm em favor deles todos os meios de comunicação. Não estou falando da Veja, porque a Veja nem considero que é veículo de imprensa, é um veículo, digamos, de mera publicidade. Nós já vivemos situação pior, porque hoje é esse grupinho, mas houve um momento em que o Chateaubriand controlava tudo. Era pior ainda. Hoje temos um grande respiradouro, que é a internet. Eu tenho uma relação de uns 20 sites ou mais que, se achar necessário, recorro a eles. Vão da extrema direita à extrema esquerda, para eu poder me sentir mediocremente informado.
Completo dizendo o óbvio. Quando você vai para a França, por exemplo, os hotéis de alguma qualidade colocam à disposição dos hóspedes dois jornais. O Le Monde, tido como de centro-esquerda, e o Figaro, tido como de centro-direita. Mas se ler um ou ler outro, você continua devidamente informado. Nenhum deles te engana. Eles têm a linha deles. É normal que haja pessoas de direita, de esquerda, de centro, de tudo. Nenhum problema que tenham a linha deles. Mas no Brasil não é assim. No Brasil a imprensa faz tudo pra te enganar.
Eduardo Maretti, via http://www.contextolivre.com.br/2015/02/nao-ha-exemplo-na-historia-de.html
No RBA, via
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